Um estudo da entidade britânica ‘The Nurses’ Health Study’ comprovou que uma música de rock, com uma pesada linha de baixo, é mais propícia para causar uma briga de bar do que qualquer outro tipo de música. Segundo o estudo, as bandas que mais se enquadram nesse quesito são a australiana AC/DC e os Rolling Stones. Um grupo de pesquisadores em Glasgow monitorou a violência em oito pubs da cidade e descobriu que o rock e o hip-hop fazem com que as pessoas bebam mais, o que acarreta violência. As músicas “Highway To Hell” (do AC/DC) e “Brown Sugar” (dos Stones) foram citadas no estudo.
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A cantora britânica Leona Lewis poderá participar do próximo disco de P. Diddy. O rapper norte-americano disse que, além de ser um grande fã de Leona, gostaria que a cantora gravasse com ele em seu próximo álbum. “Eu já estou pensando no meu próximo disco e definitivamente gostaria que ela trabalhasse comigo. No último, Christina Aguilera participou, mas no próximo, só quero saber de Leona Lewis”. O rapper também disse ao Mirror que Leona tem uma das melhores vozes que ele já ouviu.
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Paul McCartney elegeu Radiohead e The Killers como as suas bandas favoritas atualmente. Segundo McCartney, o Radiohead é “really cool”. “Eu acho que eles são inovadores”, disse. Quando perguntado se existe algum artista que ele mantenha como inspiração, o ex-Beatle citou Bob Dylan. “Ele é um grande poeta, um cara legal. Eu gosto do que ele faz, que é sempre diferente. Ele é ele, ele é Dylan”, afirmou McCartney.
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Agora é a vez de Noel Gallagher ser vítima de declarações de outros artistas. Segundo Ricky Wilson, vocalista do Kaiser Chiefs, o Oasis perdeu a sua pegada. Em entrevista ao The Sun, o vocalista do Kaiser Chiefs disse que a banda de Manchester perderam o ‘plot’ e que o Kaiser Chiefs vai tomar o lugar dela. “Eles pensam que são o Led Zeppelin. Não são. A música mudou e eu acho que nós somos a banda que a maioria das pessoas enxergam como os sucessores deles”, afirmou. Wilson ainda disse ao jornal inglês que a banda está terminando de gravar um novo álbum. “Posso dizer que é o nosso melhor trabalho”, completou.
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Os fãs do My Chemical Romance protestaram hoje pelas ruas de Londres contra o Daily Mail. O jornal atacou a banda por supostamente enaltecer o suicídio. Poucas horas depois da passeata – que chegou até a redação do jornal –, o Daily Mail emitiu uma nota sobre o protesto, na qual insiste que a sua cobertura foi restrita, equilibrada e de interesse público. A nota ainda diz o seguinte: “Nossos críticos musicais admiram o trabalho da banda e cobriram a sua turnê pelo Reino Unido no ano passado. Desde que esse protesto foi anunciado, uma grande dose de desinformação tem aparecido na internet, muitas delas que confundem o leitor acerca do que o Daily Mail publicou, inclusive com comentários de leitores de sites e blogs, sobre os quais nós não temos controle, e que acabam mexendo com as emoções das pessoas”. A menor Hannah Bond, fã da banda emo, enforcou-se na segunda semana de maio. Abaixo um vídeo amador feito durante o protesto.
sábado, 31 de maio de 2008
RÁPIDAS
DUDU NOBRE MAIS UMA VEZ DESPERDIÇADO
Uma boa e uma má notícia para o fã de Dudu Nobre. A boa é que “Roda de Samba Ao Vivo” é um belo disco. A ruim é que, como o próprio título denuncia, Dudu reaparece com mais um trabalho ao vivo – e de regravações. Dos sete álbuns do sambista, este lançamento é o terceiro de regravações. Ou seja, quase metade da obra de um dos melhores compositores da nova geração do samba dispensa canções inéditas.
Antes desse, já foram lançados o “Ao Vivo” (2004) e “Os Mais Belos Sambas-Enredo De Todos os Tempos” (2007). O bom “Festa Em Meu Coração” (2005) foi o último trabalho de Dudu com canções inéditas. Para um artista como Dudu Nobre, em quatro discos, lançar apenas um álbum de inéditas chega a ser triste. Lógico que para a gravadora, é sempre mais intere$$ante lançar um trabalho ao vivo cheio de regravações, com participações de Zeca Pagodinho e Martinho da Vila do que um trabalho com faixas inéditas que ninguém conhece. Pobre do artista, que tem que se sujeitar as regras do mercado fonográfico ou correr o risco de não ter como lançar suas canções. Resta saber quem será o Radiohead brasileiro...
Mas, voltando ao disco, como já foi dito, ele é bom. Dudu Nobre prestou uma homenagem ao partido-alto e não fez feio. Muito longe disso. “Roda de Samba Ao Vivo” chega a ter os seus belos momentos, como o medley inicial que junta “Sinhá, Sinhá”, “Gamação” e “Peixeiro Granfino” – todas compostas por Candeia –, a participação de Roberta Sá (cantando cada dia melhor) na batidíssima “Quem É Ela?”, e a animação da ótima “Mini Saia”, de Gabriel Moura, Valmir Ribeiro e Carlos Moura.
Para não dizer que o disco ao vivo não tem nada de inédito, Dudu apresenta “Tinha Cachaça No Meio”, “Seu Gastão Que Vai Bancar” e “Que Mundo É Esse”, três ótimas composições de Dudu, e que dão mais certeza de como um disco de canções inéditas cairia muito bem neste momento.
Mas se “Roda de Samba” tem inéditas, tem muitas regravações também. Algumas já foram citadas acima, mas nada supera mais uma versão de “Vou Botar Teu Nome Na Macumba”, “Posso Até Me Apaixonar” e “Tempo de Don Don”. Ainda que esta última tenha a participação do autor Nei Lopes nos vocais, ela é mais que dispensável. Zeca Pagodinho (em “Velho Ditado”), Martinho da Vila (“Chora, Viola, Chora”) e Almir Guineto (“Viola de Maçaranduba” e “Mocotó Com Pimenta”) são os outros três artistas que certamente vão ajudar Dudu e a gravadora Universal a venderem mais discos.
O show, que teve direção musical de Rildo Hora – uma garantia de excelentes arranjos – e foi gravado no Espaço Universal Up (na própria gravadora), no Rio de Janeiro, terá lançamento em DVD também, provavelmente no mês que vem.
Cotação: ***1/2
sexta-feira, 30 de maio de 2008
RÁPIDAS
Após colocar no mercado uma coletânea com os seus maiores sucessos, o cantor Morrissey anunciou que lançará o seu nono álbum solo em setembro. O disco vai se chamar “Years of Refusal” e sucederá o ótimo “Ringleader Of The Tormentors”, de 2006. O novo trabalho foi gravado por Jeremy Finn (que já trabalhou com Green Day, Blink 182 e The Offspring) e terá 12 faixas. Juntamente com o disco de inéditas, Morrissey vai relançar “Southpaw Grammar” (1995), em versão especial com três novas faixas.
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O cantor Elvis Costello fez um show surpresa na noite de ontem, em Los Angeles. O espetáculo, que teve 28 canções no roteiro, aconteceu no El Rey Theatre, pequena casa de shows da cidade. Poucas horas antes, Costello havia feito a abertura do concerto da banda The Police, no Hollywood Bowl. No roteiro, os principais sucessos do compositor inglês, como “(I Don't Want To Go To) Chelsea”. Uma versão de “Mystery Train”, que fez sucesso na voz de Elvis Presley, também constou do set-list.
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Carl Barat, ex-The Libertines e atual líder do Dirty Preety Things disse que a sua antiga banda poderia voltar a se reunir apenas para gravar um álbum. Segundo ele, em entrevista ao Independent, esta seria a única razão para que ele se juntasse novamente a Pete Doherty. “Desde que eu comecei o trabalho no Dirty Pretty Things, vi que a reunião com Doherty não seria algo tão complicado. Prezo muito a nossa amizade, mas gostaria de dar um tempo. Muitos amigos me dizem que só devemos nos reunir se for para gravar um disco novo. Eu concordo. Se fosse de outra forma, seria apenas para ganhar dinheiro fácil”, completou Barat, não sem antes mencionar que ainda tem uma tatuagem do The Libertines no braço.
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Em entrevista concedida hoje ao Guardian, Gene Simmons, do Kiss, afirmou que a banda tem mais dinheiro do que alguns países pequenos. Estima-se que Simmons tenha mais de 100 milhões de dólares em sua conta bancária. O baixista diz que a banda “tem muito orgulho” disso. “É um privilégio fazer o que nós fazemos e ainda ganhar a vida dessa maneira. Margaret Thatcher já dizia que não ter dinheiro é a origem de todos os males”, completou. Ontem, a banda teve um encontro na Suécia com Condoleezza Rice, secretária de Estado dos Estados Unidos. Rice disse que foi pessoalmente convidada para conversar com a banda após um jantar com um ministro sueco. “Foi muito divertido encontrar o Kiss e Gene Simmons”, disse. A secretária ainda disse que “Rock and Roll All Nite” é a sua canção predileta do Kiss.
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Finalmente foi revelado o nome do artista que fará um show em Liverpool com Paul McCartney e Kaiser Chiefs. Dave Grohl, do Foo Fighters, vai tocar como ex-Beatle no próximo domingo no estádio Anfield. O concerto faz parte das comemorações pela escolha de Liverpool como capital da cultura européia, em 2008. Ainda não se sabe qual música a dupla vai interpretar.
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Chris Martin, líder do Coldplay, afirmou que a sua banda está tentando misturar Radiohead e Westlife para criar o “som perfeito”. A revelação ocorreu em uma entrevista ao The Sun, quando disse que freqüentemente tem sonhos com outras bandas. “Eu sonhei com o Radiohead nesta noite, e com o Westlife na anterior. Essa é a mistura perfeita do que estamos tentando fazer musicalmente”, disse Martin.
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Depois de esgotar os ingressos de sua turnê, o New Kids On The Block marcou o lançamento de seu novo disco de inéditas para o dia 08 de setembro. O primeiro single, “Summertime”, já foi executado pela banda no programa ‘Today’, da NBC, em 16 de maio (vídeo abaixo). Em entrevista à Billboard, o vocalista Donnie Wahlberg disse que a prioridade da banda é fazer um grande álbum. “Nós queremos trabalhar com os melhores e fazermos um grande time. Assim, faremos um álbum especial”, completou.
U2 ANUNCIA DETALHES DAS VERSÕES ESPECIAIS DE “OCTOBER” E “WAR”
Após anunciar os detalhes do relançamento de “Boy”, agora é a vez da banda irlandesa U2 mostrar o que os fãs vão escutar nas versões especiais de “October” e “War”. Assim, como em “Boy”, haverá três formatos diferentes à venda: uma com o CD simples remasterizado, outra com um CD bônus de raridades (incluindo lados B, faixas ao vivo, e outras inéditas), e mais uma em vinil, com todas as faixas do disco original. Os encartes virão recheados com fotos inéditas, letras e notas do guitarrista The Edge.
O CD bônus de “October” impressiona pela quantidade de faixas ao vivo pescadas nos shows iniciais da banda. Já o bônus de “War” decepciona pelas suas quatro (?!?) versões remixadas de “New Year’s Day” e três de “Two Hearts Beat As One”. Ficou a impressão de que a banda não tinha muito o que colocar nesse CD. Em compensação, haverá uma música absolutamente inédita do U2: “Angels Too Tied To The Ground”.
As faixas de “October” são as seguintes:
1) “Gloria”
2) “I Fall Down”
3) “I Threw A Brick Through A Window”
4) “Rejoice”
5) “Fire”
6) “Tomorrow”
7) “October”
8) “With A Shout”
9) “Stranger In A Strange Land”
10) “Scarlet”
11) “Is That All”
Já o CD bônus trará as seguintes canções:
1) “Gloria” (Live at Hammersmith Palais, London)
2) “I Fall Down” (Live at Hammersmith Palais, London)
3) “I Threw A Brick Through A Window” (Live at Hammersmith Palais, London)
4) “Fire” (Live at Hammersmith Palais, London)
5) “October” (Live at Hammersmith Palais, London)
6) “With A Shout” (Richard Skinner BBC Session)
7) “Scarlet” (Richard Skinner BBC Session)
8) “I Threw A Brick Through A Window” (Richard Skinner BBC Session) 9) “A Celebration”
10) “J. Swallo”
11) “Trash, Trampoline And The Party Girl”
12) “I Will Follow” (Live at Paradise Theatre, Boston)
13) “The Ocean” (Live at Paradise Theatre, Boston)
14) “The Cry/Electric Co.” (Live at Paradise Theatre, Boston)
15) “11 O’Clock Tick Tock” (Live at Paradise Theatre, Boston)
16) “I Will Follow” (Live From Hattem, Netherlands)
17) “Tomorrow” (Bono & Adam Clayton, Common Ground Remix)
O set-list de “War” segue abaixo:
1) “Sunday Bloody Sunday”
2) “Seconds”
3) “New Year’s Day”
4) “Like A Song…”
5) “Drowning Man”
6) “The Refugee”
7) “Two Hearts Beat As One”
8) “Red Light”
9) “Surrender”
10) “‘40’”
E o CD-bônus:
1) “Endless Deep”
2) “Angels Too Tied To The Ground” (Previously Unreleased Track)
3) “New Year’s Day” (7” single edit)
4) “New Year’s Day” (USA Remix)
5) “New Year’s Day” (Ferry Corsten Extended Vocal Mix)
6) “New Year’s Day” (Ferry Corsten Vocal Radio Mix)
7) “Two Hearts Beat As One” (Long Mix)
8) “Two Hearts Beat As One” (USA Remix)
9) “Two Hearts Beat As One” (Club Version)
10) “Treasure” (Whatever Happened to Pete The Chop)
Abaixo, um vídeo de “Sunday Bloody Sunday” ao vivo no Red Rocks. Essa canção está presente no VHS “Under a Blood Red Sky” que registrou um show da turnê “War”. Espera-se que, em breve, seja lançado em DVD.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
RÁPIDAS
A dupla Daft Punk encontra-se em estúdio gravando músicas para um novo álbum. “No momento, os garotos estão em Paris e eu mal posso esperar para ouvir o material”, disse o ex-empresário da banda, Pedro Winter. O disco ainda não tem previsão de lançamento, e o seu título também é desconhecido. O último lançamento do Daft Punk foi o álbum “Human After All”, de 2005.
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O rapper 50 Cent estará a frente de um novo ‘reality show’ que foi inspirado em sua trajetória de ex-morador de rua, informou a MTV. O programa, que ainda não tem título, contará com 16 concorrentes que participarão de desafios empresariais. A cada semana, 50 Cent eliminará um participante, e o ganhador da competição vai faturar uma bolsa de estudos em um programa empresarial. 50 Cent não é o primeiro rapper contratado pela MTV para apresentar programas nesse verão. P. Diddy e T.I. também estarão na grade da emissora musical.
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O Muse começou a trabalhar em seu quinto álbum, o sucessor de “Black Holes And Revelations”, lançado em 2006. O trio disse que tirou férias após a turnê mundial, mas que já retornou ao trabalho. “Nós estamos começando a escrever as letras para um novo álbum. É um longo caminho e estamos apenas começando”, afirmou o baterista Dom Howard. O formato do álbum também não está decidido: “É impossível dizer o que será lançado. Podem ser álbuns, mas também podem ser alguns singles, ou também uma sinfonia de 50 minutos de duração”, brincou Howard.
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Finalmente foram revelados os preços para cadastro no site “Mission Metallica”. Há três diferentes opções de preço. A mais cara custará 125 dólares e dará direito, além do acesso irrestrito ao conteúdo do site, a várias MP3s, CDs e uma coleção de cinco vinis. A mais barata fica por 25 dólares, e o fã terá direito a receber o MP3 do novo CD à meia-noite do dia do lançamento. Através do site, os internautas poderão assistir imagens da banda em estúdio, bem como ouvir músicas do Metallica. Os fãs que não quiserem pagar pelo serviço terão acesso limitado ao material.
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A banda Razorlight apresentou uma canção inédita durante um show na noite de ontem em Londres. O nome da música não foi revelado. Além da música inédita, o grupo ainda tocou mais três canções do disco lançado em 2006 – e que leva o mesmo nome da banda –, no show promovido pelo baterista Andy Burrows. As canções antigas – “Before I Fall To Pieces”, “In The Morning” e “America” – foram bastante aplaudidas pelo público.
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A cantora Leona Lewis é a artista britânica mais vista na história do ‘YouTube’. Um vídeo promocional do primeiro single de Lewis, “Bleeding Love” foi acessado mais de 55 milhões de vezes, desde o mês de outubro, quando entrou no ar. Rihanna e Timbaland são outros dois artistas que estão entre os dez mais do ‘YouTube’ britânico.
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Em Londres, o cantor Pete Doherty fez um show na madrugada de hoje com a cantora e compositora Coco, filha de Sting. Apenas dez pessoas testemunharam a apresentação que ocorreu na casa Jazz After Dark. O vocalista do Babyshambles tocou guitarra e bateria durante o show e disse sobre a sua nova parceira: “Esta é a sensacional Coco. Ela é uma das razões para este país ser tão bom. Tem apenas 17 anos e é uma grande artista”. As composições de Coco estão na sua página no MySpace. Abaixo, um vídeo da apresentação desta madrugada.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
RÁPIDAS
O Gorillaz, banda virtual idealizada por Damon Albarn e Jamie Hewlett, será a responsável pela trilha sonora da cobertura da BBC das Olimpíadas de Pequim, que acontecerão entre os dias 08 e 24 de agosto. Imagens animadas dos “integrantes” da banda baseadas no folclore chinês também serão usadas pela BBC. A seqüência de animação e música terá a duração de dois minutos, mas a emissora vai editar outras menores para a sua transmissão.
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Os membros originais do Simple Minds vão trabalhar juntos novamente pela primeira vez em 27 anos. No mês que vem, eles entrarão em estúdio para a gravação de um novo álbum. Brian McGee, Derek Forbes, Mick McNeil, Jim Kerr e Charlie Burchill já fizeram o esboço de pelo menos duas canções. “Claro que estou excitado com a perspectiva de trabalhar com os outros integrantes originais da banda mais uma vez. Eu sempre acreditei que um dia teríamos a oportunidade de fazer isso. Temos muito a viver, mas também temos a intenção de nos divertir na tentativa de gravar esse disco”, afirmou o vocalista Jim Kerr.
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O fundador do Van Halen, baixista Michael Anthony, formou uma super-banda, composta pelo vocalista Sammy Hagar (que também cantou no Van Halen), o guitarrista Joe Satriani e o baterista Chad Smith, que aproveita o recesso do Red Hot Chili Peppers. A banda, que vai se chamar Chickenfoot, entra em estúdio em junho para gravar um álbum. Já existem algumas canções compostas. “Nós escrevemos oito, nove músicas. Quando as pessoas ouvem, parece o Led Zeppelin. É tão bom quanto eles. Eu sei que é uma afirmação ousada, mas nós podemos rivalizar com eles”, disse Hagar.
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A banda The Fratellis apresentou oito novas músicas durante um show intimista ontem em Londres. A apresentação serviu para comemorar o lançamento do novo single da banda, “Mistress Mabel”. O nome do disco será “Here We Stand” que tem, entre suas faixas, “Heady Tale” e “Shameless”, ambas muito aplaudidas no show de ontem. Durante a apresentação, o vocalista Jon Fratelli brincou: “É estranho nós tocarmos novas canções antes do lamacento do álbum”. Músicas do primeiro disco, “Costello Music”, como “Chelsea Dagger” e “Flathead” também fizeram parte do roteiro.
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A cantora Duffy apoiou a escolha de Jay-Z para fechar o festival de Glastonbury, no dia 28 de junho. Ela disse que não entende o porquê da escolha do rapper ter sido tão criticada por Noel Gallagher, guitarrista do Oasis. Em entrevista ao site do festival, Duffy disse que, dentre todos os shows do evento, a apresentação de Jay-Z é a que mais lhe traz ansiedade. “Eu acho que ele é um grande músico. Fiquei intrigada com as críticas que recebeu. Não penso que a sua apresentação seja um problema. Eu já vi um show dele e posso afirmar que foi um dos melhores a que já assisti”, disse.
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A banda 3 Doors Down alcançou o primeiro lugar da parada da Billboard nessa semana. O seu álbum, cujo título é o mesmo nome da banda, vendeu 154 mil cópias nos Estados Unidos em sua primeira semana de vendas. Para a semana que vem, a expectativa é a de que o novo disco de Usher, lançado hoje, chegue ao topo da parada norte-americana. “Here I Stand” vendeu 146 mil cópias apenas no seu primeiro dia de vendas.
SEX PISTOLS E U2 EM DOIS GRANDES LANÇAMENTOS
Será lançado no dia 30 de junho, na Inglaterra, o DVD “There’ll Always Be An England”, que traz o registro dos shows que o Sex Pistols fez no ano passado na Brixton Academy, em Londres. O filme, dirigido por Julien Temple, apresenta 16 canções e extras, como “O Guia do Sex Pistols em Londres”.
“O vídeo é sobre a eletricidade única que ocorre entre a banda e seu público. A união da platéia com os Pistols não se compara com a de nenhuma outra banda, e os show em Brixton, no ano passado apresentaram a banda para uma nova geração, assim como para aqueles que acompanham o Sex Pistols desde o início”, afirmou a diretora.
A partir de junho, a banda inicia uma série de shows na Inglaterra. Após, será a vez do resto da Europa e do Japão.
As canções que aparecem no DVD são as seguintes:
1) “Pretty Vacant”
2) “Seventeen”
3) “No Feelings”
4) “New York”
5) “Did You No Wrong”
6) “Liar”
7) “Beside The Seaside”
8) “Holidays In The Sun”
9) “Submission”
10) “(I'm not your) Stepping Stone”
11) “No Fun”
12) “Problems”
13) “God Save The Queen”
14) “EMI”
15) “Bodies”
16) “Anarchy In The UK”
Previsto para ser relançado em julho, “Boy”, o primeiro álbum da banda irlandesa U2, teve os seus detalhes revelados hoje. Serão postas a venda três versões diferentes: uma com o CD simples remasterizado, outra com um CD bônus de raridades (incluindo lados B, faixas ao vivo, e outras inéditas), e mais uma em vinil, com todas as faixas do disco original. Um libreto com fotos inéditas, letras e notas do guitarrista The Edge fará parte das três edições.
Para os fãs da banda, o filé mignon mesmo são as canções absolutamente inéditas até hoje, como “Speed of Life”, “Saturday Night” e “Cartoon World”.
“Boy” foi lançado originalmente em 1980 e teve como seu maior sucesso “I Will Follow”, canção executada pelo U2 até hoje em seus shows. “October” (1981) e “War” (1983) também serão relançados em versões de luxo no mês de julho, e os detalhes estão aqui.
As faixas de “Boy” são as seguintes:
1) “I Will Follow”
2) “Twilight”
3) “An Cat Dubh”
4) “Into The Heart”
5) “Out Of Control”
6) “Stories For Boys”
7) “The Ocean”
8) “A Day Without Me”
9) “Another Time, Another Place”
10) “The Electric Co.”
11) “Shadows And Tall Trees”
Já o CD bônus trará as seguintes canções:
1) “I Will Follow” (Previously Unreleased Mix)
2) “11 O'Clock Tick Tock”
3) “Touch”
4) “Speed Of Life” (Previously Unreleased Track)
5) “Saturday Night” (Previously Unreleased Track)
6) “Things To Make And Do”
7) “Out Of Control”
8) “Boy-Girl”
9) “Stories For Boys”
10) “Another Day”
11) “Twilight”
12) “Boy-Girl” (Live at The Marquee, London)
13) “11 O'Clock Tick Tock” (Live at The Marquee, London - Previously Unreleased Version)
14) “Cartoon World” (Live at The National Stadium, Dublin - Previously Unreleased Track)
Abaixo, um vídeo de “Out Of Control”, filmado em 1981, na cidade de Belfast, na Irlanda.
terça-feira, 27 de maio de 2008
RÁPIDAS
David Gilmour, ex-vocalista e guitarrista do Pink Floyd acenou com a possibilidade de uma futura reunião da banda para um show. Ele disse que os demais membros da banda “jamais disseram não para essa hipótese”. Contudo, as chances de retorno em um futuro próximo são remotas, segundo Gilmour. Na mesma entrevista, concedida à BBC, o vocalista expressou o seu apoio à cantora Amy Winehouse. “Na minha opinião, ela é uma das mais fantásticas espécies de faísca musical que apareceu nos últimos anos. Simplesmente maravilhosa, e, com certeza, estará conosco por um longo tempo”, finalizou Gilmour.
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A banda Velvet Revolver, que estava considerando a opção de um concurso em ‘reality show’ para a escolha de seu novo vocalista, dispensou a idéia e está preparando um anúncio de como será o recrutamento do novo vocalista. “Nós vamos apresentar algo dentro de duas semanas, e acho que vai surpreender a todos”, afirmou o baterista Matt Sorum à Rolling Stone. Alguns produtores de ‘reality shows’ tentaram convencer a banda a aderir a essa forma de concurso, mas Sorum afirmou que “essa não seria a maneira correta para a escolha do vocalista”. Scott Weiland não é mais o vocalista do Velvet Revolver desde o mês passado.
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Mais um título foi concedido para a coleção de Paul McCartney. O ex-beatle recebeu ontem, o título de Doutor Honorário de Música, da Universidade de Yale. Quando da concessão do título, a Universidade afirmou que “ninguém se compara ao lendário compositor”.
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Brian May e Roger Taylor, membros do Queen, finalizaram a gravação de “Holy Man”, uma inacabada canção de Dennis Wilson, ex-membro dos Beach Boys. Em entrevista ao Daily Express, May disse: “Era uma canção que Dennis começou a escrever pouco antes de sua morte, e acabou não terminando. O piano é muito bonito e o sentimento espiritual é maravilhoso. A faixa completa, além de ter soado como um poema para mim, parecia estar mergulhada no espírito desse homem misterioso, o Beach Boy que surfava”. Dennis Wilson morreu em 1983, e era o único integrante dos Beach Boys que realmente surfava.
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Como já era esperado, os ingressos para os shows da turnê de Madonna, “Sticky & Sweet”, estão vendendo rapidamente. Na Europa, a alta demanda pelos bilhetes já fizeram com que a cantora marcasse um segundo show no ‘Stade de France’ para o dia 20 de setembro. O concerto em Zurique já teve os seus 70 mil ingressos vendidos. Em Vancouver, no Canadá, os 50 mil bilhetes colocados à venda esgotaram-se em apenas 29 minutos. Nos Estados Unidos a situação não é diferente: os três shows no Madison Square Garden, em Nova York, já estão esgotados, bem como o show do dia 26 de outubro em Chicago.
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Para comemorar os 41 anos do lançamento de seu primeiro álbum, a banda norte-americana The Doors está preparando um documentário que conta a sua história completa. O ex-tecladista da banda e diretor do filme, Ray Manzarek, afirmou à Billboard: “Eu vi as primeiras cenas ontem e está ficando realmente bom. Mas não será lançado antes dos próximos seis meses”. O músico ainda afirmou que o vídeo terá muitas cenas raras, e retratará “a história verdadeira do The Doors”. Enquanto o filme não é lançado, os fãs podem se contentar com as gravações ao vivo que a banda vem lançando constantemente. A última delas foi “Live in Pittsburgh – 1970”, com o registro de um show da última turnê norte-americana da banda.
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Foram desmentidos os boatos de que o Led Zeppelin faria quatro apresentações na cidade de Toronto, em Agosto. Duas pessoas ligadas à banda afirmaram à Billboard que não há a mínima possibilidade de os shows acontecerem em Toronto nesse ano. Entretanto, nada foi falado acerca de apresentações em outros lugares.
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Já está disponível para download em seu site oficial o primeiro single do próximo álbum do Sigur Rós. O quinto disco da banda, que se chamará “Meo Suo Í Eyrum Vio Spilum Endalaust” chegará às lojas norte-americanas no dia 24 de junho.
THE KOOKS NÃO MANTÉM A PEGADA E DECEPCIONA EM “KONK”
Muita gente foi pega de surpresa quando “Konk”, álbum do The Kooks alcançou o primeiro lugar na parada inglesa. Mas a banda, que à época podia ser considerada ‘indie’ já está na estrada desde 2005, e em 2006, lançou o seu primeiro álbum, “Inside In / Inside Out”, que chegou ao segundo posto da mesma parada inglesa.
Desse primeiro disco até “Konk”, lançado recentemente no Brasil, muita coisa mudou. E, infelizmente, para pior. De “Inside In / Inside Out”, pouca coisa sobrou. A banda ‘indie’ com um som mais cru se transformou em uma banda com a sonoridade pop mais descartável possível. De quebra, as letras falando sempre de garotas, amor e sexo ficaram bem piores.
Tudo bem que isso até ajude a banda a fazer mais sucesso – como, de fato, está ajudando –, mas é inegável que o nível caiu. Com esse som, provavelmente a banda vai continuar lotando os seus shows, participando de festivais (como o de Glastonbury, no ano passado, quando se apresentou no palco principal) e abrindo para grandes bandas, como já o fizeram recentemente para os Rolling Stones.
Até que com um pouco de boa vontade, ainda dá para encontrar coisas boas em “Konk”. O disco, que foi gravado em seis semanas, tem lá os seus bons momentos, como a introdução lenta de “See The Sun” e a faixa “Down To The Market”, que lembra um pouco mais a sonoridade de “Inside In / Inside Out”. “Mr. Maker”, com a sua levada folk ao violão é uma outra boa canção do quarteto de Brighton. A balada “Shine On”, segundo single do álbum, também desce bem.
Mas o que predomina mesmo são as canções pop juvenis descartáveis, como “Always Where I Need To Be”, primeiro single de “Konk” e a boba “Do You Wanna”. Lá pelo final, ainda tem a lenta “Tick Of Time” e a faixa escondida “All Over Town”, levadas apenas ao violão. Dá a impressão que, neste momento, o The Kooks está pedindo para ser levado a sério. Tarde demais...
Abaixo, um vídeo do primeiro single de “Konk”, “Always Where I Need To Be”, durante apresentação no festival de Glastonbury, no ano passado.
Cotação: **
segunda-feira, 26 de maio de 2008
MY CHEMICAL ROMANCE OFERECE PÊSAMES À FAMÍLIA DE GAROTA SUICIDA
Após ter sido alvo de duras críticas de jornais ingleses, especialmente o Daily Mail, no sentido de que a sua música tenha sido responsável pelo suicídio de Hannah Bond, menina inglesa de 13 anos, a banda My Chemical Romance prestou as suas condolências à família da menor. Quando soube do suicídio, o coronel Roger Sykes sugeriu que o suicídio da menor estava diretamente ligado à sua obsessão pela música emo, além de ter afirmado que considera o estilo musical ‘perturbador’.
Através de nota em seu site oficial, a banda prestou os seus sentimentos à família e afirmou que são contra o suicídio.
A mensagem é a seguinte: “Recentemente nós tivemos conhecimento do suicídio e a trágica perda de Hannah Bond. Gostaríamos de mandar as nossas condolências à família durante esse período de luto. Nossos corações e pensamentos estão com eles. O My Chemical Romance é e sempre será contra a violência e contra o suicídio. Como banda, sempre tivemos isso entre os nossos objetivos, de forma que prestamos conforto, apoio e alívio para os nossos fãs. A mensagem e o tema de nosso álbum “The Black Parade” é a esperança e a coragem. Nossas letras falam sobre o encontro da força para manter a vida, apesar da dor e de seus momentos difíceis. A última faixa de nosso disco fala o seguinte: “Eu não tenho medo de continuar vivo” – um sentimento que traduz a posição da banda com relação aos momentos difíceis que todos nós nos deparamos como seres humanos. Se você ou qualquer outra pessoa têm sentimentos de depressão ou suicídio, nós pedimos que encontrem o seu caminho e sua voz para lidar com esses sentimentos de maneira positiva.”
A mensagem foi postada pela banda uma semana antes dos fãs da banda saírem em passeata protestando contra os meios de comunicação que vêm falando que a banda é a a responsável pelo suicídio da menor. A passeata, que acontecerá próximo sábado, terá início no Hyde Park e percorrerá as ruas de Londres até chegar ao prédio da redação do Daily Mail. Os organizadores esperam mais de mil fãs para a passeata.
Admiradores da banda emo estão postando dezenas de vídeos no ‘youtube’ clamando por uma maciça presença. Um vídeo desses está logo aí abaixo.
RÁPIDAS
A banda inglesa The Ting Tings alçou o topo da parada britânica de discos com o seu álbum de estréia, “We Started Nothing”. O duo formado por Katie White e Jules de Martino bateram Neil Diamond, que se encontrava na primeira posição com o seu disco “Home Before Dark”. Por sua vez, surpreeendentemente, o grupo de monges austríacos The Cistercian Monks of Stift Heiligenkreuz chegou à nona posição da parada, com o disco “Chant – Music For Paradise”. Toda a arrecadação desse álbum vai ser revertida para um fundo de custeamento de educação de monges no Vietnã.
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A cantora Amy Winehouse anunciou que voltou a trabalhar no tema principal da trilha sonora do próximo filme de James Bond. Em entrevista ao jornal The Mirror, Winehouse disse que já escreveu a canção e gravou uma versão demo da mesma, cabendo ao produtor Mick Ronson finalizar a gravação. Alguns boatos também dão conta de que a cantora Beyonce poderá vir a ser a responsável pelo tema principal de “Quantum of Solace”, próximo filme do agente secreto 007.
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Caberá a Leona Lewis o show de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim. O jogador de futebol David Beckham será um dos mestres-de-cerimônia. A festa de encerramento dos Jogos de Pequim também é considerada a abertura oficial das Olimpíadas de Londres, que ocorrerá em 2012, daí a escolha das duas celebridades inglesas. No mês passado, Leona Lewis tornou-se a primeira artista inglesa desde 1990, a colocar, ao mesmo tempo um disco e um single no topo da parada da Billboard. A marca anterior cabia ao cantor Phil Collins.
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Ainda exibido em algumas poucas salas de cinema no Brasil, “Shine a Light”, o concerto-documentário de Martin Scorsese sobre os Rolling Stones já tem data para sair em DVD. O disco chegará às lojas brasileiras em 29 de julho, e não se sabe ainda se terá algum extra. Antes disso, algums lojas especializadas vão receber a versão importada de “Shine a Light” em pendrive. No entanto, assim como no CD lançado no mês passado, apenas o áudio da apresentação estará disponível nesse formato.
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O cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano Lenny Kravitz comemora 44 anos hoje. Após alguns problemas de saúde, Kravitz já está em turnê mundial promovendo o seu último trabalho, “It Is Time For a Love Revolution”. Os shows que ele faria no Brasil, e tiveram que ser cancelados, ainda não foram remarcados.Abaixo, o vídeo de “Are You Gonna Go My Way”, ao vivo no show da praia de Copacabana, em 2005.
domingo, 25 de maio de 2008
O DVD FICOU PEQUENO PARA “INCLASSIFICÁVEIS”
“Antigamente, eu tinha um desejo sexual pela platéia. Eu queria trepar com aquela gente toda”. Essas são as duas primeiras frases que Ney pronuncia no documentário que faz parte do DVD “Inclassificáveis”. Apesar de falar logo em seguida, que hoje não tem mais a mesma sensação, o público que teve a oportunidade de assistir ao show que originou o DVD provavelmente ainda acredita nesse desejo sexual de Ney.
O show “Inclassificáveis, um dos mais grandiosos da carreira de Ney é tipo aqueles filmes que só têm graça de serem assistidos no cinema. E essa conclusão ganha mais força após uma rápida olhada no DVD. Certamente não foi culpa do diretor João Jardim. Passar para o vídeo o que se passa no palco do show “Inclassificáveis” é uma tarefa ingrata. E, para completar, o Canecão, apesar de ser a casa de espetáculos mais importante do Brasil, não ajuda muito devido ao seu baixo pé-direito.
O DVD contém o show completo que passou pelo Canecão em janeiro e vem circulando o Brasil, com shows absolutamente lotados. E talvez os versos de “Mal Necessário” sintetizem o show. “Sou um homem, sou um bicho / Sou uma mulher / ... / Sou o novo, sou o antigo / Sou o que não tem tempo / Sou o que sempre esteve vivo”. A verdade é que nesse show, Ney retorna às suas origens. E, de quebra, faz o show mais roqueiro de sua carreira.
Acompanhado por uma banda jovem e impecável, com destaque para o baixista Carlinhos Noronha, o guitarrista Júnior Meirelles e o tecladista e diretor musical Emilio Carrera (que acompanhou Ney nos tempos de Secos & Molhados), Ney Matogrosso apresenta um show coeso e com um roteiro que cai muito bem. Tudo bem que faltaram antigos sucessos. As únicas três exceções foram a já citada “Mal Necessário”, “Por Que a Gente é Assim” (um ótimo momento em que Ney desce do palco para cantar junto ao público) e o apoteótico final com “Pro Dia Nascer Feliz”.
Entretanto, apesar da ausência de velhos sucessos – não houve concessão nem para a fase dos Secos & Molhados –, Ney apresenta um repertório hermético e eficiente, alternando coisas mais conhecidas como “O Tempo Não Pára” (o “tapa na cara” de Cazuza e que foi a primeira do show) e “Simples Desejo” (que já fez muito sucesso na voz de Luciana Mello), com outras mais recentes, que fazem parte de seu novo álbum de estúdio, cujo título dá nome ao show.
Aliás, no bis do show, Ney mostra a sua fina sensibilidade com o “contraste” das letras complementares de “Simples Desejo” (“Hoje eu só quero que o dia termine bem”) e de “Pro Dia Nascer Feliz” (“Pro dia nascer feliz / Essa é a vida que eu quis”). Depois de um show com tantos socos no estômago (de “O Tempo Não Pára” à cada vez mais atual “Divino Maravilhoso”, passando por uma versão pesadíssima de “Ode Aos Ratos”, de Chico Buarque), o bis, com duas músicas de letras tão esperançosas, chega a ser alvissareiro.
Das canções do álbum de estúdio, destacam-se a balada “Um Pouco de Calor” (Dan Nakagawa), “Fraterno” (Pedro Luís) e “Lema” (Carlos Rennó / Lokua Kanza), cujos versos “Envelhecer / Certamente com a mente sã / Me renovando / Dia a dia, a cada manhã” são perfeitos para definir essa fase atual de Ney.
Apesar de o DVD definitivamente não ser o meio mais eficiente para uma apreciação completa de “Inclassificáveis”, ele registra todos os detalhes que fazem desse show um dos melhores de 2008, como os belos cenários de Milton Cunha, o deslumbrante figurino de Ocimar Versolatto e a eficiente e agressiva – no bom sentido da palavra – iluminação do próprio Ney e de Juarez Farinon.
Nos extras, um documentário mostrando os bastidores do espetáculo, além de entrevistas com os compositores das canções de “Inclassificáveis” e com os profissionais envolvidos.
Cotação: ****
sábado, 24 de maio de 2008
R.E.M. ESTRÉIA TURNÊ NO CANADÁ PRIVILEGIANDO VELHAS CANÇÕES
O R.E.M. realizou ontem, na cidade de Vancouver o primeiro show da turnê “Accelerate” (foto acima). Além de executar o novo disco praticamente na íntegra, a banda pescou várias canções de seu início de carreira e que havia muito tempo estavam esquecidas, como “Gardening At Night”, “Second Guessing”, “Disturbance At The Heron House” e “Time After Time”. Alguns sucessos também estiveram presentes no roteiro, como “Losing My Religion”, “What’s The Frequency, Kenneth?” e “Man On The Moon”, que encerrou a apresentação.
O design do palco chama a atenção, com vários telões ao fundo, mostrando imagens da banda no palco. Durante a apresentação, o vocalista Michael Stipe pediu a opinião do público acerca do setlist. Antes da apresentação de Stipe, Mills e Buck, as bandas Modest Mouse e The National fizeram curtos shows, que foram bastante elogiados pela crítica.
O jornal Vancouver Sun fez uma elogiosa resenha da apresentação. O seu título – “R.E.M. retorna ao que sabe fazer de melhor: rock – já mostra que a apresentação seguiu o espírito de “Accelerate”, ou seja, bem puxado para canções mais cruas e pesadas, deixando as baladas para trás. (Houve algumas exceções, como “Country Feedback”, a canção predileta de Stipe, e “Electrolite”.)
A crítica ainda diz que “o grupo rejuvenescido trouxe a Vancouver uma maravilhosa noite de música”. Comparando com as turnês anteriores, o crítico Amy O'Brian foi enfático: “esqueça a pintura azul no rosto de Stipe e as confusas baladas da década da experimentação. O R.E.M. provou na noite de sexta no Deer Lake Park que eles estão de volta aos seus rocks rápidos. A alta energia do show mostra que a banda está rejuvenescida e reavivada por conta de seu último álbum, ‘Accelerate’”.
Sobre Michael Stipe especificamente, o crítico afirmou: “Stipe tem uma presença magnética, e se moveu pelo palco dançando com a sua maneira desinibida. A voz não mudou com relação ao seu início de carreira. Está clara, precisa e distinta, seja em bonitas baladas como ‘Houston’, seja na urgência do rock ‘Living Well Is the Best Revenge’”.
Abaixo, seguem o roteiro completo do espetáculo e um vídeo amador com um trecho de “Hollow Man”.
Roteiro:
1. Living Well's the Best Revenge
2. What's The Frequency, Kenneth?
3. Ignoreland
4. Second Guessing
5. Gardening At Night
6. Man Sized Wreath
7. Disturbance At The Heron House
8. Hollow Man
9. Accelerate
10. West of the Fields
11. Houston
12. Electrolite
13. Losing My Religion
14. Time After Time
15. Let Me In
16. The One I Love
17. Country Feedback
18. Bad Day
19. Walk Unafraid
20. Supernatural Superserious
21. Sweetness Follows
22. Get Up
23. I'm Gonna DJ
24. Man on The Moon
RÁPIDAS
Está previsto para julho, o lançamento de “Melodia”, novo álbum do The Vines. A data certa ainda não está confirmada, nem para os Estados Unidos, nem para a Inglaterra. O álbum, gravado em Los Angeles, foi produzido por Rob Schnapf, também responsável pela produção dos dois anteriores: “Highly Evolved” (2002) e “'Winning Days” (2004). Entre as faixas do novo álbum estão “Get Out”, “He’s a Rocker” e “A Girl I Know”.
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Alanis Morissette fez um show na noite de noite de ontem em Nova York. Na apresentação, que contou com oito canções em seu roteiro, a cantora canadense acompanhou-se de uma banda formada por cinco músicos. Entre antigos sucessos, todos executados em versões acústicas, como “You Learn”e “Thank You”, Alanis cantou três faixas de seu próximo álbum, “Flavors of Entanglement”, incluindo a balada composta ao piano, “Not As We”.
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O guitarrista Eric Clapton participou de duas canções que serão lançadas no próximo disco de Salomon Burke. Clapton escreveu a faixa-título do álbum, “Like A Fire”, bem como compôs, juntamente com Burke, a canção “Thank You”. O disco sairá na Inglaterra no próximo dia 16 e também terá a participação especial de Ben Harper. Em entrevista para a revista inglesa Uncut sobre o álbum, Salomon Burke afirmou: “Eu estou nessa jornada, e a jornada é a música. Eu quero dar tudo o que eu puder para o maior número de pessoas, pelo tempo que for possível”.
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A primeira-dama da França, Carla Bruni, terminou de gravar o seu novo álbum. “Comme Si De Rien N'Etait” (que significa “Como se nada tivesse acontecido”). O álbum da esposa de Nicolas Sarkozy, terá 14 faixas, uma delas intitulada “My Junk”, que vem causando polêmica na França, por fazer referência a drogas. Os royalties da venda do disco serão doados para instituições de caridade.
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Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, demonstrou a sua intolerância com as drogas. Em um show na noite de quarta-feira, em San Antonio, Texas, ele deu uma bronca em um fã que acendeu um cigarro de maconha durante o show. Dickinson chamou a sua atenção na frente de todo o público presente: “Você poderia, por favor, jogar essa merda fora? Meus pulmões estão tentando trabalhar, amigo”, pediu o vocalista. O vídeo está logo aí embaixo.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
À PROCURA DA GRAVAÇÃO AO VIVO PERFEITA
O fato de o Rush ter lançado o sétimo disco ao vivo de sua carreira não foi o suficiente para os fãs esnobarem – que o diga a parada da Billboard, tendo em vista que o CD duplo ao vivo “Snakes & Arrows Live” estreou no top 50. É fato que este lançamento está aquém dos clássicos “Exit... Stage Left (1981) e “Live In Rio” (2003), mas “Snakes & Arrows Live” tem as suas qualidades.
Gravado ao vivo na Ahoy Arena de Roterdã, na Holanda – “Isso não é esquisito?”, questiona o encarte do CD –, talvez o áudio deste trabalho seja o mais perfeito dos discos ao vivo do trio canadense. O mago Francois Lamoureux, como sempre, fez um excelente trabalho. O som é límpido, e nem parece uma gravação ao vivo, bem diferente do “Live In Rio”. Mas isso também se explica pelo fato de a platéia holandesa, além de ser menos numerosa, não ser tão animada quanto a brasileira. Tudo bem que o emocionante acompanhamento do público em “YYZ” no show do Rio, não está presente nessa gravação na Holanda, contudo, para os puristas esse ao vivo acertou por ter ficado no meio termo entre a frieza da platéia alemã de “R30” (2005) e a animação dos cariocas.
Em “Snakes & Arrows Live”, a banda canadense apresenta um belo roteiro, privilegiando, praticamente, todos os discos lançados na carreira. Assim, grande sucessos como a já citada “YYZ” (a última do roteiro), “Tom Sawyer”, “Limelight” (a primeira) e “The Spirit Of Radio” estão todos presentes. Outras surpresas, que não chegaram a fazer muito sucesso, também comparecem, como “Circumstances” (do disco “Hemispheres”, de 1978) e “Witch Hunt”, que foi pesacada de “Moving Pictures”, lançado em 1981.
Já do último trabalho de estúdio, “Snakes & Arrows”, a banda tocou nove faixas, entre elas, “Spindrift”, “Workin’ Them Angels”, “The Main Monkey Bisiness” e a balada instrumental “Hope”. Na execução dessas canções, o Rush deixa a peteca cair um pouco, mostrando que seu último trabalho de estúdio realmente não foi dos melhores.
Esse contratempo não tira do ouvinte o deleite de apreciar mais um belo registro ao vivo dessa banda que, fácil, tem entre seus integrantes alguns dos maiores instrumentistas do mundo.
Está para ser lançado o DVD com o registro desse mesmo show. A data para chegar às lojas (estrangeiras, claro) ainda é incerta, mas, ao que tudo indica, sai até o final do ano. No Brasil, nem o CD foi lançado, e nem se sabe se o mesmo chegará às lojas.
Ah, e mesmo não sendo necessário dizer, Neil Peart, como sempre, quebra tudo...
Cotação: ****
RÁPIDAS
O cantor Mika revelou à Billboard que já está compondo canções para o seu segundo álbum. “Depois do processo de criação do primeiro disco, as novas canções já estão vindo à minha cabeça, o que é confortante”, afirmou o compositor libanês em entrevista durante o prêmio Ivor Novello – Mika ganhou o troféu de compositor do ano. Segundo o artista, três canções já estão prontas, mas o disco ainda não tem título nem data de lançamento definidos.
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A banda Oasis acredita que o Coldplay tenha copiado a sua idéia para que “Viva La Vida” seja o álbum mais rapidamente vendido da história. A banda de Chris Martin antecipou o lançamento do disco na Inglaterra, de 16 de junho (segunda-feira) para o dia 12 anterior (quinta-feira). Oficialmente, na Inglaterra, os discos chegam às lojas na segunda-feira. O fato de o lançamento se dar na quinta-feira significa que as vendas iniciais poderão ser mais rápidas, por causa da proximidade do fim de semana. Em 1997, o Oasis lançou “Be Here Now” numa quinta-feira e vendeu 700 mil cópias em apenas três dias, sendo considerado, até hoje, o disco mais vendido rapidamente em todos os tempos.
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O baterista Andy Burrows, do Razorlight, revelou, em entrevista à rádio norte-americana Xfm, alguns detalhes do próximo álbum da banda. “Nós estávamos fazendo a pré-produção do disco nos últimos meses e vamos começar a gravar em uma semana. Espero que seja lançado neste outono [do hemisfério Norte]”, disse. Com relação à sonoridade do terceiro disco do Razorlight, Burrows afirmou que “está soando bastante épico para mim, nesse momento; é mega, ele soa grandioso”. O baterista também está lançando o seu trabalho solo, “The Colour Of My Dreams”, na semana que vem.
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Jim James, vocalista do My Morning Jacket, fez uma apresentação solo na noite de ontem, em que mostrou canções do novo disco de sua banda. Apenas Jim James e o guitarrista Carl Broemel participaram do show, que foi realizado na Capela de St. James, no centro de Londres. Entre as canções apresentadas de “Evil Urges”, próximo disco da banda, estavam no roteiro: “Sec Walkin’”, '”Librarian”, “I'm Amazed” e “Smokin’ From Shootin'”. Antigas canções, como “What A Wonderful Man”, também foram executadas. Durante a apresentação, Jim James soltou um comentário curioso: “Eu sempre sinto a presença de Deus quando estou na igreja, mesmo que eu não acredite ou saiba o que Ele representa”.
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A banda Primal Scream vai lançar o seu novo trabalho, “Beautiful Future”, no dia 21 de julho, na Europa. Antecedendo o disco, no dia 14, sai o single “Can't Go Back”. O vocalista Lovefoxxx, da banda brasileira Cansei de Ser Sexy, fará uma participação especial na faixa “I Love To Hurt (You Love To Be Hurt)”. Coincidentemente, o Cansei de Ser Sexy lançará o seu novo disco no mesmo dia.
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A cantora soul Alicia Keys afirmou à Rolling Stone que gostaria de trabalhar com o White Stripes. “Eles são muito crus e secos. Apenas bateria e guitarra. É simples, mas eu adoro isso”, disse a cantora. Desde o seu dueto com Keith Urban no ‘Live Earth’, Alicia Keys vem explorando outros estilos musicais, escutando, inclusive, bandas como Queens of the Stone Age, Linkin Park e Coldplay. Segundo a cantora, ela gostaria de trabalhar com todas essas bandas, mas o White Stripes está no topo de sua lista. “Eu penso que a combinação desse estilo com o meu pode resultar em algo muito interessante, misturando rock e soul, o blues e a emoção”, finalizou.
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Um show exclusivo da cantora Madonna foi leiloado pelo valor de 350 mil euros. O arremate ocorreu na noite de ontem, em Cannes, e o dinheiro irá para uma associação que cuida de aidéticos. A popstar vai cantar duas músicas no backstage, durante um dos shows de sua turnê “Sticky & Sweet”, para o arrematante e um acompanhante.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
RÁPIDAS
Alex James, baixista do Blur disse que ficaria ‘supreso’ se a banda nunca mais voltasse a se reunir novamente. Havia uma expectativa de um encontro da banda em 2007 para gravar um novo disco, o que acabou não acontecendo. O último álbum da banda foi “Think Tank”, lançado em 2003. “Nós estamos muito ocupados, mas será surpreendente se a reunião nunca acontecer”, disse James à rede BBC.
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A banda Smashing Pumpkins vai comemorar o seu aniversário de 20 anos com uma série de shows especiais. Em nota no site oficial, a banda afirmou: “Para comemorar os 20 anos da banda, o Smashing Pumpkins vai realizar shows em algumas cidades dos Estados Unidos em agosto e setembro”. As datas ainda não estão confirmadas, mas a banda prometeu visitar lugares que ficaram de fora da última turnê.
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A cantora Alanis Morissette gravou músicas em “homenagem” ao seu ex-namorado em seu próximo disco. A cantora canadense revelou que o seu próximo trabalho “Flavors of Entanglement” foi inspirado no término de sua relação com o ator Ryan Reynolds. A letra de “Straightjacket”, uma das novas canções, diz mais ou menos o seguinte: “Eu não sei quem você é / Falando comigo com tanto desrespeito”. Já em “Underneath”, Alanis canta: “Veja a gente quebrando nossos laços nessa cozinha / Veja a gente mobilizando nossas defesa / Veja a gente entrando em guerra em nosso quarto de dormir”. Alanis e Ryan foram noivos entre 2004 e 2007. Apesar da separação, a cantora disse ao Guardian que hoje é uma artista melhor. Ryan Reynolds vai se casar com a atriz Scarlett Johansson neste ano.
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A banda inglesa de rock alternativo Happy Mondays está gravando um novo disco, que deve ser lançado no início de 2009. “As canções estão soando bem. Nós temos algumas músicas que ficaram de fora do nosso último lançamento [“Uncle Dysfunktional”, de 2007], por isso pensamos que vale a pena gravar mais um álbum”, disse o vocalista Shaun Ryder à Billboard. Este será o sexto disco da banda em 20 anos de existência, e o segundo após o retorno em 2007, quando a banda reatou os laços depois de 15 anos de separação. A banda inglesa participará de diversos festivais durante o verão europeu, começando pelo Synch Festival, em Atenas, no dia 13 de junho.
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O álbum “In Rainbows”, do Radiohead, ganhou o prêmio de disco do ano no Prêmio Ivor Novello, um dos mais importantes da música. “Man On The Roof”, de Stephen Fretwell e “Thirst For Romance”, de Simon Aldred foram os concorrentes diretos do álbum do Radiohead. “In Rainbows” foi lançado em outubro do ano passado pela internet. Na ocasião, o fã decidia quanto deveria pagar pelo download do arquivo.
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Martin Scorsese não vai dirigir o filme sobre a vida de Bob Marley. O cineasta não pôde aceitar o convite porque está com a agenda cheia. Jonathan Demme, diretor de “Heart Of Gold”, documentário-show de Neil Young, vai substituir Scorsese. O filme está previsto para estrear no dia 06 de fevereiro de 2010, data em que Bob Marley comemoraria 65 anos de idade. Martin Scorsese já dirigiu um documentário de Bob Dylan (“No Direction Home”), bem como “Shine a Light”, registro de um show dos Rolling Stones em Nova York.
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A lendária banda inglesa The Who será homenageada em um show em Los Angeles no dia 12 de julho. O espetáculo, idealizado pelo canal VH1, terá as participações especiais de Pearl Jam, Foo Fighters e Flaming Lips. Esta será a terceira edição do “Rock Honors”, evento anual que homenageia algum expoente do rock. A banda homenageada também fará uma apresentação no evento.
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E para não mudar de assunto, o The Who vai lançar uma versão animada de “Wire & Glass”, a mini-ópera-rock, que está presente no último álbum de estúdio da banda, “Endless Wire”, lançado em 2006. Ainda não há previsão de estréia.
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Hoje, Morrissey comemora 49 anos. E para homenagear o fundador do The Smiths, uma das bandas mais importantes de todos os tempos, um vídeo de “Suedehead”, gravado ao vivo no programa Jools Holland.
PRESTES A LANÇAR DVD GRAVADO EM ROMA, GENESIS FALA SOBRE O SEU FUTURO
A banda inglesa Genesis se prepara para o lançamento do DVD “When In Rome”, que traz o concerto completo realizado no Circo Massimo para mais de meio milhão de pessoas. O DVD triplo ainda contém um documentário sobre a turnê – “Come Rain Or Come Shine” –, com duas horas de duração, que a retrata do seu início ao final. O vídeo tem previsão de chegar aqui no Brasil na primeira semana de junho. Nos Estados Unidos, sairá no dia 10 de junho, com venda exclusiva nas lojas Wal-Mart.
A banda também está estudando a possibilidade de lançar registros de shows antigos em seu site. Mas já está confirmado que sai ainda esse ano a terceira caixa com os discos antigos do Genesis remasterizados. O box vai trazer os álbuns do início de carreira da banda inglesa, de “Trespass” (1970) até “The Lamb Lies Down On Broadway” (1974). Todos os CDs virão com um DVD bônus com imagens da época.
Phil Collins, Tony Banks e Mike Rutheford concederam uma entrevista à Rolling Stone, cuja íntegra você lê abaixo.
A turnê foi um imenso sucesso, mas existia algo dentro de você que dizia que as coisas não poderiam correr bem pelo fato de vocês não estarem muito presentes na mídia?
Tony Banks: Nós estávamos com muito medo disso. Quando tivemos a idéia da turnê sabíamos que na Europa ia ser bom, mas não tínhamos noção do formato, se os shows seriam em teatros ou algo do tipo. Finalmente o nosso ‘promoter’ disse que poderíamos fazer uma turnê em grandes estádios. Ele estava muito confiante e fez algumas pesquisas de que isso poderia ser o caminho. Colocamos os ingressos a venda e eles foram vendidos muito rapidamente.
No documentário que consta no DVD, você ensaiaram “In Too Deep”, mas decidiram não executá-la nos shows. Existem outras canções que vocês ensaiaram mas não entraram no show?
Phil Collins: Nós tentamos várias, mas tínhamos que ver como o ritmo do show ia funcionar. Uma vez que a turnê não era muito grande, quando você encontra esse ritmo certo, é normal que você acabe abrindo mão de algumas coisas. Apesar de termos ensaiado outras canções, inclusive tivemos a intenção de tocar “In Too Deep” na perna norte-americana, nós decidimos continuar o mesmo roteiro da Europa, já que ele estava funcionando tão bem.
Por que vocês não levaram a turnê para a América do Sul ou para o Japão?
Phil Collins: Seria legal a gente fazer a América do Sul e o Japão ao invés de Europa e Estados Unidos [risos]. Foi algo pessoal mesmo. Eu tentei travar um pouco a coisa simplesmente porque, sem entrar em maiores detalhes, eu tenho duas crianças e não queria ficar longe delas. Na Europa era mais fácil porque eles podiam me visitar a cada duas semanas.
Por que vocês escolheram o show de Roma para o DVD?
Tony Banks: Foi um show realmente muito especial para nós. O concerto foi gratuito no Circo Massimo, que é um local internacionalmente conhecido, com meio milhão de pessoas assistindo. O tempo estava maravilhoso, sem claridade. Nós decidimos assim porque foi um show único na turnê. Algumas das tomadas dos vídeos, quando você vê o horizonte de Roma, é fantástico. Querendo ou não, toda a cidade de Roma ouviu o show, porque estávamos bem no meio da cidade.
Eu li alguns anos atrás que quando vocês conversaram com Peter Gabriel acerca da possibilidade de uma turnê que teria uma espécie de telão projetando imagens computadorizadas de vocês mais jovens. A tecnologia iria imitar todos os movimentos corporais e as expressões faciais quando vocês executassem “The Lamb Lies Down On Broadway”. Vocês poderiam falar mais sobre o conceito dessa provável turnê de reunião?
Mike Rutherford: Nós tivemos um encontro há quatro anos e veio essa idéia de fazer uma versão do “The Lamb Lies Down On Broadway”, com o Peter Gabriel e o Steve Hackett. Somente alguns shows. “The Lamb…” é um álbum muito visual e como poderíamos fazer muita coisa com esses telões, a gente pensou em algo muito especial. A dúvida era, a partir do momento em que “The Lamb…” é sobre um rapaz porto-riquenho e Peter Gabriel é um senhor inglês, seria difícil fazer essa montagem. Uma idéia que tivemos foi tentar trabalhar com a tecnologia, em que os movimentos de Gabriel no palco seriam sincronizados no telão, com um rosto mais jovem.
Tony Banks: Não me recordo desses detalhes todos. Nós estávamos abertos à idéia mesmo antes de iniciarmos nossa última turnê. É algo que, quem sabe, poderia acontecer sim. Se Peter Gabriel tivesse realmente vontade de fazer, certamente conversaríamos sobre isso. Ele é um homem muito ocupado, ultimamente. Ele esteve entre os cem principais ‘Homens do Ano’ da revista ‘Time’. Ele tem várias outras coisas para fazer no momento. Um espetáculo do “The Lamb Lies Down On Broadway”, 35 anos depois, certamente não é uma de suas prioridades.
Quais seriam as chances reais de uma turnê com Peter Gabriel e Steve Hackett acontecer nos próximos cinco ou dez anos?
Tony Banks: Acho que teria uns 23,5% de chances de ela acontecer.
Mike Rutherford: Eu não tenho idéia. Minha linha é “nunca diga nunca”.
Phil Collins: Considerando que há quatro anos tivemos essa conversa e desde então, ele não lançou álbum algum e nem saiu em turnê, eu penso que os dez anos seriam o tempo mínimo em termos reais. Eu não penso que faremos isso nos próximos dez anos. Se fizermos, estaremos todos em cima do palco, com os rostos de jovens porto-riquenhos [risos].
Existe alguma possibilidade de vocês três comporem músicas inéditas novamente?
Mike Rutherford: Não há nada planejado. Nunca digo nunca. Nós discutimos a idéia e gostamos do nosso processo de composição. É muito excitante o jeito que o Genesis escreve suas canções, começando sem música alguma, apenas fazendo ‘jams’. Um álbum é uma estrada que você pega e não pode parar. Quem sabe?
Existe a possibilidade de novos shows do Genesis, com vocês três?
Mike Rutherford: Nunca digo nunca, mas não há nada planejado.
Eu estava entrevistando Braan Dailer, da banda de metal Mastodon e ele me disse que o Genesis era a sua banda predileta e que Phil Collins era uma de suas maiores influências, além de sempre se inspirar na bateria de “The Lamb…” para as canções do Mastodon. Você conhece essa banda?
Phil Collins: Não, mas vou me informar. Existem pessoas em várias bandas que você jamais vai dizer que eles têm o Gensis como influência. Isto porque eles cresceram ouvindo a gente e acabam se envolvendo com outro tipo de música quando ficam mais velhos, mas as influências originais, de qualquer forma, estarão lá, o que é muito legal. Eu vou ouvir esse grupo.
Phil, eu li que Akon e Pharrell Williams gostariam de trabalhar contigo. Você está aberto para essa idéia?
Phil Collins: Sim, estou ciente disso. Se eu fizer algo, obviamente gostaria de tê-los envolvidos, ao menos para ver o que acontece. Mas, atualmente, não estou fazendo nada. Eu detesto começar a ‘rolar uma bola’ e não ter ninguém para pegá-la. Eu fico lisonjeado que eles tenha expressado esse interesse publicamente, arriscando suas carreiras [risos]. Tudo é possível e certamente vou pensar nisso, se eu pensar em gravar algo.
Vocês podem nos dizer quais os planos para o futuro?
Mike Rutherford: Não tenho muita coisa planejada neste momento. Eu trabalhei com o ‘Mike and the Mechanics’ durante muito tempo. Mas não há realmente nada planejado.
Tony Banks: Quatro anos atrás eu gravei um disco orquestral com a Filarmônica de Londres. Eu realmente gostei muito disso. E recentemente, eu me encontrei escrevendo coisas nessa área novamente. É o que quero fazer: um outro trabalho orquestral. Eu aprendi muito sobre isso ultimamente.
Phil, existe a possibilidade de um novo disco solo?
Phil Collins: Não em um futuro previsível. No momento estou envolvido em construção de modelos de estradas para as crianças. Ou para mim… Estou construindo um modelo de estrada no porão de minha casa. Parece-me que é uma obsessão. Realmente não existe um único quarto para música no momento, em minha casa. Tenho certeza que quando as estradas já estiverem quase prontas, eu irei para o meu pequeno estúdio. Eu tenho uma ou duas coisas terminadas e uma ou duas coisas que estão sendo cozinhadas, mas nada que ainda possa ser considerado um álbum.
Eu li que você está colecionando artefatos do “Alamo”. Qual é a coisa mais legal que você possui nessa coleção?
Phil Collins: Eu tenho todos os tipos de coisas. Tenho rifles, balas de canhão. Eu adquiri um machado outro dia, e alguns documentos. Agora estou fazendo algumas coisas, não eu propriamente… Correndo atrás de outros materiais. É uma coisa da minha infância que eu posso fazer na minha vida adulta porque tenho dinheiro para isso. É tudo muito caro.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
RÁPIDAS
A cantora Tina Turner disse que a sua colega Beyoncé nunca será “rock n’ roll”. Nas palavras de Tina, a ex-vocalista do Destiny’s Child é “elegante demais para ser rock n’ roll”. “Diana Ross a influenciou, eu a influenciei. O que eu gosto nela, é que tem ciência para onde está indo. Ela fez o seu dever de casa e decidiu ser ‘elegante’. Ela não é ‘rock n’ roll’, ela é totalmente elegante. Você não pode fazer mímica se o ‘rock n’ roll’ não vem de dentro. A postura, os movimentos, tudo isso tem que sair de dentro”, afirmou Tina Turner. As duas cantoras se apresentaram juntas no Grammy Awards desse ano.
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A emissora de televisão musical ‘Much Music’, do Canadá, disse que o Led Zeppelin vai fazer quatro apresentações no Toronto Skydome, no mês de agosto. Segundo a mesma emissora, não há possibilidade de shows do Led Zeppelin, nesse ano, nos Estados Unidos. Nenhum dos membros da banda se pronunciou oficialmente sobre a informação. No momento, Robert Plant está em turnê com a cantora Alison Krauss.
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Chris Martin, em entrevista à Rolling Stone, deu algumas dicas sobre o que os fãs podem esperar da próxima turnê do Coldplay, que começará no dia 29/06, na Filadélfia. Martin disse que haverá um set acústico nos shows, e promete surpresas na parte visual do espetáculo. Segundo Martin, “a única regra é não voar”. Perguntado sobre o repertório dos shows, Martin respondeu sarcasticamente: “Vamos fazer um set de nove horas de duração e fornecer colchões para as pessoas dormirem. Vamos tocar todo o nosso catálogo, bem como o de Bruce Springsteen.”. Depois, falando seriamente, Martin deu a entender que os maiores sucessos do Coldplay farão parte do set-list: “Não, nós não somos idiotas. Nós não vamos tocar apenas ‘lados B’”.
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A dupla inglesa Pet Shop Boys negou que tivesse se oferecido para trabalhar com Amy Winehouse na trilha Sonora do próximo filme de James Bond, ‘Quantum Of Solace’. Hoje, o jornal sensacionalista inglês ‘The Sun’ publicou que Neil Tennant teria dito que o Pet Shop Boys havia preparado uma seleção de canções para Amy participar.
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E por falar em Amy Winehouse, foi confirmada a sua participação no festival Glastonbury para a noite do dia 28 de junho. Amy pisará no Pyramid Stage, palco nobre do evento, antes do rapper Jay-Z, que fechará a noite de sábado.
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A banda Death Cab For Cutie alcançou o topo da para de discos da Billboard, com “Narrow Stairs”. O álbum vendeu 144 mil cópias na primeira semana de seu lançamento. O disco anterior da banda, “Plans”, chegou ao quarto lugar da parada norte-americana. O Death Cab For Cutie começará a sua turnê americana no sábado, dia 24, em Oregon.
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A US Magazine noticiou que Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, está internado em um centro de reabilitação para dependentes químicos, na Califórnia. O cantor lutou contra as drogas no final dos anos 70 e início dos 80, e estava aparentemente limpo desde 1986. O Aerosmith, atualmente, está promovendo o lançamento do video-game ‘Guitar Hero: Aerosmith’, que será o primeiro da série a se dedicar exclusivamente a uma única banda.
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A banda inglesa The Kooks realizou um show surpresa na noite de ontem em Los Angeles. Apenas 69 pessoas testemunharam o concerto, e tiveram a chance de ouvir, em primeira mão, a música inédita que, segundo o vocalista Luke Pritchard, será intitulada “Shelter”. A letra da canção ainda estava inacabada, segundo o vocalista. O show foi realizado apenas com violões e sem microfones. Abaixo, um trechinho da canção “She Move’s In Her Own Way”, registrada durante o pocket show da banda inglesa.
PARA OS INICIANTES EM WHITESNAKE
“Collection” já havia sido lançado em 2003, com as mesmas 17 faixas, mas sob o título “Best Of”. Como ocorre em toda coletânea, especialmente quando não há uma única faixa inédita, a tendência é que a mesma sirva de apresentação da banda para o ouvinte que não a conhece direito. No caso desta coletânea, a história não é diferente, e para quem não tem nada do Whitesnake, “Collection” é uma excelente pedida.
Os grandes sucessos estão todos lá. De “Fool For Your Loving”, do álbum “Ready ‘n’ Willing”, lançado em 1980, até “Too Many Tears”, de “Into The Light”, de 2000, passando pela esquecida “Here I Go Again”, gravada originalmente em 1982, no disco “Saints And Sinners”, “Collection” fornece um bom panorama do trabalho de um dos maiores grupos de hard rock do mundo.
As baladas que sempre foram uma constante no Whitesnake (de modo que ela ganhasse o título de ‘banda farofa’) também estão representadas na coletânea, com “Is This Love” – que fez parte do disco “Whitesnake” (1987) e tomou conta das rádios do Brasil por conta de sua inclusão na trilha sonora da novela “Brega & Chique” – e “The Deeper The Love”, do disco “Slip Of The Tongue”, lançado em 1989 e que teve Steve Vai como guitarrista da banda.
As músicas mais pesadas também dão as caras em “Collection”, que são os casos do mega-hit “Love Ain’t No Stranger” e de “Guilty Of Love”. Ambas as faixas são de “Slide It In”, disco mais conhecido da banda, e lançado em 1984.
Enfim, “Collection” é dispensável para o fã do Whitesnake que já tem todos os seus álbuns de estúdio. Para esse tipo de fã, a boa pedida é o novo trabalho da banda “Good To Be Bad”, lançado no mês passado e que estreou no ‘top ten’ da parada da Billboard. Contudo, para quem deseja ter uma visão panorâmica do trabalho da banda britânica, “Collection” é uma excelente inicialização. Não só do Whitesnake, mas do próprio hard rock.
Cotação: ***1/2
terça-feira, 20 de maio de 2008
THE B-52’S GARANTE A FESTA COM “FUNPLEX”
Foram 16 anos sem lançar um disco de canções inéditas. Mas a espera valeu a pena. “Funplex”, novo trabalho do The B-52’s já pode ser considerado tranqüilamente um dos melhores discos de música pop internacional lançado em 2008.
O som datado da ‘new wave’ do início dos anos 80 se renovou de maneira surpreendente neste disco. E a mistura de rock e punk com a própria ‘new wave’, que o B-52’s sempre fez de maneira inteligente no final dos anos 70 e início dos 80, está latente neste final desta primeira década do terceiro milênio. Só que agora com uma sonorização moderna que, pode-se dizer, está bem à frente de nosso tempo. E isso sem contar com aquelas letras longas e divertidíssimas que sempre caracterizaram as suas músicas. Como bem disse o vocalista Fred Schenider, “‘Funplex’ soa como nós, renovados. É B-52’s hoje, ou 15 anos a partir de agora”.
A banda de Geórgia – conterrânea do R.E.M. – atravessou um período não muito agradável nos últimos anos. Após a morte do guitarrista Rick Wilson (irmão da vocalista Cindy Wilson) em 1985, a banda lançou apenas mais um disco de inéditas. “Good Stuff” foi gravado em 1992, sem a presença de Cindy, e deixou muito a desejar. A impressão que passou foi a de que a banda chegara realmente ao seu fim. Mas, após um hiato de 16 anos – o B-52’s lançou apenas duas canções inéditas, e bem fracas, neste período, na coletânea “Time Capsule: Songs For a Future Generation” (1998) – “Funplex” é uma das maiores surpresas da música pop nos últimos anos.
Nele, o quarteto formado pelos vocalistas Fred Schneider, Kate Pierson e Cindy Wilson e o guitarrista e arranjador Keith Strickland, faz jus ao título de “the world’s greatest party band”. Para comprovar isso, basta ouvir a deliciosa e pulsante “Hot Corner” e a excelente “Too Much To Think About”, com aqueles vocais cômicos de Schneider, que são uma das marcas registradas do grupo de Geórgia.
“Funplex” teve a produção de Steve Osborne, o mesmo responsável pelo renascimento artístico do New Order, com o ótimo disco “Get Ready” (1992). Parece que tirar artistas praticamente do limbo e colocar sob os mais luminosos holofotes é uma especialidade de Osborne. E, assim como no disco do New Order, o produtor soube imprimir à sonoridade tradicional do B-52’s a modernidade, com batidas eletrônicas modernas e afins. Ou seja, não poderia ser melhor: quem é fã das antigas do B-52’s vai apreciar esse trabalho do mesmo modo que a pessoa que está conhecendo a banda agora.
Em suma, “Funplex” é diversão garantida. Pode apostar no escuro. Faixas como “Pump”, “Ultraviolet”, “Dancing Now” e “Love In The Year 3000” são capazes de garantir qualquer festa madrugada adentro.
Cotação: *****
RÁPIDAS
Anthony Kiedis, vocalista do Red Hot Chili Peppers, anunciou que a banda encontra-se, no momento, em recesso. Em entrevista à Rolling Stone, Kiedis disse que o Red Hot resolveu parar pelo período mínimo de um ano. “Nós levamos muito tempo para gravar ‘Stadium Arcadium’ porque nós escrevemos muitas canções e após, ficamos muito ligados a elas e decidimos que seria um disco duplo. Foi uma grande experiência, mas que nos marcou para sempre. Nós todos estávamos emocional e mentalmente cansados. Cabeças mais frias prevaleceram e debatemos no final da turnê no sentido de que não faríamos nada, durante um ano, ligado ao Red Hot, somente iríamos viver, respirar, comer e aprender coisas novas”, afirmou o vocalista da banda californiana à Rolling Stone.
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O guitarrista Slash vai se juntar ao rapper B Real, da banda Cypress Hill para um show na primeira edição do Sunset Strip Music Festival. O evento vai acontecer entre os dias 26 e 28 de junho em tradicionais casas de espetáculos de Los Angeles, como o Roxy, Whisky A-Go-Go e House of Blues. Na noite do dia 27, ainda haverá uma mesa redonda com presença do apresentador da CNN, Larry King, que debaterá com artistas e executivos da indústria do disco.
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Os fãs da banda emo My Chemical Romance estão organizando uma passeata para o dia 31 de maio, em Londres, para protestar “contra os meios de comunicação que vêm denegrindo a imagem da banda”. Os jornais ingleses, recentemente, noticiaram que uma menina de 13 anos teria se suicidado por causa das canções do conjunto. São esperados três mil fãs para a passeata.
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A cantora Janet Jackson anunciou que vai realizar uma turnê, que começará no dia 07 de setembro, no Canadá. A turnê ‘Rock With U’ será a primeira da cantora em sete anos, e todos os seus shows acontecerão em ginásios. Maiores detalhes serão anunciados em breve, mas, por enquanto, estão confirmados shows em Nova York e Washington DC. Janet Jackson lançou nesse ano, o álbum “Discipline”, que chegou ao primeiro posto da parada da Billboard.
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Mel B, da banda Spice Girls, vai lançar o seu terceiro álbum solo. A cantora decidiu retornar à carreira musical após o sucesso da recente turnê das Spice Girls. Segundo Mel, que está trabalhando com os produtores JR Rotem e Scott Storch, já foram gravadas sete canções para o novo trabalho. Anteriormente, Mel lançou dois discos solo: “Hot” (2000) e “L.A. State of Mind” (2005). Ainda não há data de lançamento confirmada para o novo trabalho, cujo título ainda não está definido.
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A cantora e atriz Miley Cyrus, sucesso no Disney Channel como Hannah Montana, encontra-se em estúdio finalizando o seu novo trabalho. Em “Breakout”, com previsão de lançamento para 22 de julho, Cyrus, pela primeira vez, abandona o apelido ‘Hannah Montana’ e coloca o seu próprio nome na capa do álbum. O primeiro single, “7 Things”, já vem fazendo sucesso nas rádios norte-americanas.
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O Coldplay lançou uma segunda versão de videoclipe para o seu novo single “Violet Hill”. O satírico vídeo, dirigido por Mat Whitecross, intercala cenas de explosões com imagens de George Bush dançando e Tony Blair tocando guitarra. Outros ex-líderes políticos, como Fidel Castro e Saddam Hussein também fazem parte do videoclipe, que pode ser visto abaixo.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
RÁPIDAS
O ex-líder do The Beach Boys, Brian Wilson, vai lançar no dia 01º de setembro, o álbum “That Lucky Old Sun”. O último trabalho lançado por Wilson foi “Smile”, em 2004. O novo CD é documental, tendo como pano de fundo a infância de Brian Wilson na Califórnia. O álbum terá 11 faixas, quatro delas com a colaboração de Van Dyke Parks, que já havia trabalhado com Wilson, em “Smile”.
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O conjunto inglês Oasis confirmou que o próximo álbum da banda chegará às lojas em setembro. O disco ainda não tem título definido. A banda já havia virado notícia há duas semanas pelo fato de três canções inéditas terem vazado na internet. “I Wanna Live A Dream (In My Record Machine)”, “Nothin’ On Me” e “Stop The Clocks” provavelmente estarão presentes no novo álbum dos ingleses.
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O compositor inglês Peter Gabriel anunciou um projeto de venda de música on-line, que se chamará ‘Music Club’. Peter Gabriel vai fornecer o seu estúdio gratuitamente para novas bandas e, após, disponibilizar, por um mês as sessões de gravação para os usuários cadastrados fazerem o download. Um álbum será oferecido, a cada mês, para os usuários do ‘Music Club’. O preço pelo serviço ainda não foi anunciado.
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O Primal Scream vai se unir à lendária banda punk MC5 para um show no Meltdown Festival, que acontecerá no Royal Festival Hall, em Londres, no dia 24 de junho. Cada banda fará uma apresentação completa sozinha para depois, tocarem juntas. O Primal Scream prometeu executar canções do disco “Beautiful Future”, que será lançado no final de julho.
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O compositor Elton John receberá um cachê de 5,2 milhões de libras para um show de uma hora. O concerto privado foi contratado por uma empresária russa. O valor do cachê talvez seja o maior já pago para uma performance de um cantor.
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A banda inglesa Duran Duran criou uma série de podcasts exclusiva que vai revelar aos fãs os bastidores da gravação de seu último disco, “Red Carpet Massacre”. Os podcasts estarão disponíveis na página principal do “MSN Music”. Os demais podcasts serão disponibilizados durante o mês de maio, em uma média de quatro por dia.
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P. Diddy disse que Kanye West mudou a sua vida. O rapper afirmou que o fato de ter assistido a um concerto de West o ajudou a redescobrir o seu amor pelo hip-hop. “O show mudou a minha vida. Eu não vou mentir. Eu fiquei muito impressionado e inspirado. Foi muito bonito, cara. E eu senti amor pelo hip-hop novamente. Eu gostaria de lhe agradecer, Kanye, por ter me dado esse presente”, afirmou P. Diddy, em seu vídeo diário postado no site youtube. Abaixo, o vídeo que está no youtube.
domingo, 18 de maio de 2008
“INCLASSIFICÁVEIS” FICA MENOR EM DVD
O show “Inclassificáveis, um dos mais grandiosos da carreira de Ney é tipo aqueles filmes que só têm graça de serem assistidos no cinema. E essa conclusão ganha mais força após uma rápida olhada no DVD. Certamente não foi culpa do diretor João Jardim. Passar para o vídeo o que aconteceu no palco do show “Inclassificáveis” é uma tarefa ingrata.
A crítica completa, você lê no SRZD.
PEARL JAM AO VIVO EM SETE DOSES
Se tem uma banda que merece ir para o Guiness por conta de registros ao vivo lançados no mercado, sem dúvida, esta é o Pearl Jam. Até que existe uma boa justificativa para essa enxurrada de CDs ao vivo: a banda de Seattle nunca faz um show idêntico ao outro. Pelo visto, ela deve ter todas as canções compostas durante a carreira ensaiadas e, na hora do show, decide o que vai tocar. E isso sem contar com as ótimas versões para clássicos do The Who, Neil Young, Ramones e outros.
O novo ao vivo do Pearl Jam, "Live At The Gorge", que chegou ao mercado nacional recentemente, é uma caixa com sete CDs que englobam três shows diferentes realizados no belo The Gorge Ampitheater, na cidade de George.
O primeiro show (CD triplo) talvez seja o mais interessante. Gravado em 2005, ele não tem as canções do álbum de estúdio “Pearl Jam” (2006), que – diga-se de passagem – está bem longe dos melhores trabalhos da banda de Seattle. Esse show é bem parecido com o que a banda apresentou no Brasil no mesmo ano de 2005. O repertório é composto por grandes sucessos da banda, como “Alive”, “Daughter”, “Black” e “Betterman”. As surpresas ficam com a abertura (“I Believe In Miracles”, do Ramones) e o encerramento (“Baba O’Riley”, do The Who). Outras canções que não costumam aparecer muito nos roteiros de show do Pearl Jam também estiveram presentes, como “State Of Love And Trust” e “Dissident”.
Os outros dois shows (cada um ocupando um CD duplo) fizeram parte da turnê de divulgação do álbum de estúdio lançado dois meses antes (“Pearl Jam”), e várias canções dele aparecem nesses shows, como “Life Wasted”, “Army Reserve” e “World Wide Suicide”. O bacana é que, apesar de os shows terem sido realizados em dois dias seguidos, praticamente nenhuma das canções se repete. E os sucessos acabam se revezando nos dois shows, como “Even Flow”, “Last Kiss”, “Do The Evolution” e “Jeremy”. Na seara dos covers, o Pearl Jam arrisca a já famosa versão de “Rockin’ In The Free World” (Neil Young) e a rara “Little Wing” (Jimi Hendrix).
Agora, no mês de junho, o Pearl Jam faz uma mini-turnê pelos Estados Unidos antes de finalizar o seu novo disco de estúdio, que está sendo produzido por Brendan O’Brien. Não há previsão de lançamento do novo material. De repente, antes, ainda sai mais algum ao vivo por aí.
Cotação: ****
sábado, 17 de maio de 2008
RÁPIDAS
Amy Winehouse foi convidada para realizar um show na Rússia, em junho. O evento marcaria a inauguração de uma galeria de arte em um antigo prédio de Moscou. O convite partiu de Daria ‘Dasha’ Zhukova, namorada do bilionário Roman Abramovich, presidente do time de futebol inglês Chelsea, que, por sua vez, é o dono da galeria. O valor do cachê não foi revelado. Outros bilionários russos já contraram artistas para fazer shows privados, Em 2006, George Michael recebeu 1,7 milhão de libras, e os Rolling Stones, 4,4 milhões.
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A banda Duran Duran está furiosa com o Deutsche Bank. O banco convidou o grupo musical para um show privado, mas teve que cancelar devido aos recentes problemas que tomaram conta da economia mundial. O cachê que a banda deixou de receber estava estimado em meio milhão de libras. O Duran Duran alega que teve que reorganizar a turnê mundial toda, apenas para participar desse evento.
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O líder do R.E.M., Michael Stipe, disse que é muito difícil ouvir canções do Nirvana, após a morte de Kurt Cobain. Em entrevista à revista Death + Taxes, Stipe afirmou que o suicídio de Cobain ocorreu quando ele estava em sua plenitude artística. “Estava tudo escrito, estava tudo muito bem e era óbvio para onde ele estava indo, e então isso acabou não ocorrendo. Eu ainda tenho problemas, não consigo escutar um álbum inteiro do Nirvana”, afirmou Stipe.
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Mais um nome foi confirmado para o show de comemoração de 90 anos do líder sul-africano Nelson Mandela, que acontecerá no mês que vem, em Londres. Elton John confirmou participação hoje e fará dueto com um artista de nome ainda não revelado. Boatos dão conta de que o acompanhante de Elton John será a cantora Duffy ou o rapper Eminem.
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Segundo reportagem do jornal inglês The Sun, o cantor David Bowie concordou com a realização de um musical baseado nos seus maiores sucessos. O diretor Peter Schaufuss tem planos de estrear o musical na Dinamarca, durante o outono do Hemisfério Norte. Não será a primeira vez que um musical terá no repertório canções de um artista do universo pop. “We Will Rock”, com músicas do Queen, e “Mamma Mia”, do Abba, fizeram muito sucesso em Londres e Nova York.
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Será lançado na semana que vem o novo trabalho de Marcos Valle. Gravado durante quatro noites no Cinematèque Jam Club, no Rio de Janeiro, Valle registrou encontros com Marcelo Camelo (“Cara Valente” e “Samba de Verão”), Kassin +2 (“Estrelar” e “O Cafona”), Fino Coletivo (“Dragão” e “Boa Hora”) e os DJs Plínio Profeta e Nado Leal (“Mentira” e “Batucada”). Marcos Valle também apresenta números solo, como “Jet Samba” e “Garra”. O DVD também chegará ao mercado, mais ainda não tem data confirmada.
ENFIM A FESTA DE 40 ANOS DE CARREIRA DE RITA LEE
Em comemoração aos seus 40 anos de carreira, Rita Lee estreou novo show batizado “Picnic”. Ou melhor, a estréia mesmo aconteceu em janeiro, mas o show que passou novamente pelo Canecão neste último fim de semana, com vários ajustes, enfim, pode ser considerado uma verdadeira comemoração. O show teve caráter retrospectivo e apenas uma novidade integrou o repertório. “Tão”, uma música lançada no DVD triplo “Biograffiti”, no ano passado, é uma jocosa homenagem às pessoas chatas.
E chato é um adjetivo que está bem distante de “Picnic”. Contando com vários sucessos da imensa lista de Rita Lee, o espetáculo é uma superprodução que merece se transformar em DVD. Com 10 telões de leds iluminando o palco e uma excelente banda, na qual se destacam o marido Roberto de Carvalho e o filho Beto Lee, o show, atualmente, está mais coeso e com a banda bem mais entrosada. Os maiores sucessos de Rita Lee estavam quase todos lá, e o início foi arrasador, com “Flagra”, “Nem Luxo, Nem Lixo”, “Saúde” e “Mutante”, que teve um arranjo bem diferente, ora mais lento, ora mais pesado. A letra desta canção, inclusive, ganhou uma nova interpretação com a eterna discórdia entre Rita Lee e sua ex-banda: “Como mutante / No fundo sempre sozinho / Seguindo o meu caminho”. Tanto que, apesar de ser um show absolutamente retrospectivo, Rita Lee cantou apenas uma canção dos Mutantes – que nem estava presente na estréia em janeiro –, “Ando Meio Desligado”.
Outros sucessos jorraram da cartola de Rita, como “Amor e Sexo”, “Jardins da Babilônia”, “Corre-Corre”, “Doce Vampiro” e a disco “Bem-Me-Quer”, que ganhou um acento rockeiro, com o ótimo solo de guitarra de Beto Lee. “Ovelha negra” foi outro momento emocionante, com os painéis exibindo fotos de todas as fases da carreira de Rita Lee, bem como as capas de seus discos. A última canção antes do bis, “Agora Só Falta Você”, também foi um grande momento.
Mas, nem só de sucessos vive “Picnic”. Outras surpresas, como sempre ocorre nos shows de Rita, também estiveram presentes no roteiro de 21 canções. Entre elas, uma homenagem à Chuck Berry, com a turbinada “Roll Over Beethoven”, e outra aos Beatles, com uma versão hilária de “I Want to Hold Your Hand”, feita por Renato Barros (de Renato e Seus Blue Caps) e batizada de “O Bode e a Cabra”. A letra é de uma originalidade só: “O bode saiu com a cabra / Foram andar a pé / A cabra gritou ‘mé’ / A cabra gritou ‘méiéié’”. Um parêntese: Yoko Ono proibiu que Rita gravasse esta canção no disco “Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar”, no qual relia sucessos dos Beatles. Rita não fez por menos e mandou um singelo recado para Yoko no show: “Foda-se a Japonesa!”.
Outro momento bem engraçado foi com a divertida “Vingativa” (do repertório das Frenéticas), quando Rita e as duas backing vocals fizeram uma hilária interpretação com um figurino que tinha até leques vermelhos.
Em seus tradicionais diálogos com o público, Rita também mostrou-se bastante inspirada. Não faltaram farpas para Renan Calheiros e o time do Corinthians. E nem Vera Fischer, presente na platéia, foi poupada: “A Vera pegou mais pesado do que eu, e está aí sempre linda, sem rugas, papada...”. Rita Lee também deu uma dica para a personagem de Suzana Vieira – que também estava lá –, Branca, para que contratasse o casal Nardoni para jogar a filha Sílvia pela janela.
Depois de uma hora e meia de espetáculo, Rita Lee ainda presenteou o público com um generoso bis de cinco canções. Além de “Ando Meio Desligado”, Rita pescou o seu maior hit, “Mania de Você”. E “Erva Venenosa”, “Lança Perfume” e “Chiquita Bacana” fecharam a comemoração como um grande carnaval, com direito a chuva de papel picado. Tudo bem diferente da quarta-feira de cinzas que foi a estréia em janeiro.
Cotação: ****
sexta-feira, 16 de maio de 2008
RÁPIDAS
O rapper 50 Cent está em negociações para assinar um contrato de 300 milhões de dólares com o site ‘Myspace’, que pertence a empresa News Corporation, de Rupert Murdoch. De acordo com o contrato, o ‘Myspace’ controlaria a turnê do rapper, bem como a produção de programas de televisão. No contrato, o cantor norte-americano receberia metade do valor em ações , fazendo dele um dos maiores acionistas da companhia.
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A banda New Kids On The Block realizou um show na manhã de hoje nas ruas de Nova York. A despeito do tempo frio e chuvoso, o grupo teen levou quatro mil pessoas ao evento. Foi a primeira performance da banda em 15 anos, e sucessos como “Step By Step” e “Tonight” foram relembrados. O novo single “Summertime” também foi apresentado. O público, apesar dos 15 anos de intervalo, era composto basicamente, por fãs histéricas, com jaquetas e buttons do NKOTB.
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A Dave Matthews Band provavelmente lançará o seu álbum de inéditas até o final do ano. O violinista Boyd Tinsley disse à Rolling Stone que espera terminar o novo trabalho logo após o término da turnê, em setembro. O último álbum de estúdio da banda, “Stand Up”, chegou às lojas em 2005 e, depois dele, foram lançados alguns registros de shows ao vivo, como “Live At Piedmont Park”, no final do ano passado (somente no exterior).
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Chris Martin, líder do Coldplay revelou à revista inglesa “Q” que a cantora australiana Kylie Minogue participou das gravações de “Viva La Vida”. Mas a banda resolveu não aproveitar a faixa que teve colaboração da cantora, no novo disco. Apesar disso, Martin não poupou elogios à Minogue na entrevista.
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O baterista original da banda canadense Rush, John Rutsey, morreu esta semana, aos 55 anos. Rutsey foi membro da banda entre 1968 e 1974, e chegou a participar da gravação do primeiro álbum. Segundo o obituário do jornal Toronto Star, o músico morreu devido à “complicações decorrentes da diabetes”. Entretanto, reportagens de outros jornais afirmam que a causa-mortis foi ataque cardíaco.
AFRO-SAMBAS ATUALIZADOS
Distribuído, no início dos anos 90, como brinde de fim de ano de uma grande empresa, finalmente o registro dos afro-sambas, realizado em 1990, por Baden Powell é lançado comercialmente. No mercado nacional, claro, porque, na França, o tal disco já está nas lojas lá se vão mais de dez anos. A carta de Baden Powell transcrita no encarte do CD não deixa de ser premonitória, com relação a esse atraso: “Aqui no Brasil, a vida continua atrasada em mais de 50 anos. É completamente impossível se fazer qualquer coisa boa, de qualidade, nessa terra quente, embora maravilhosa em sua natureza e tão mal aproveitada em todo seu imenso território”.
Se a pegada de Baden não apresenta o mesmo vigor de 1965 (ano em que foi gravado o disco original), a técnica adquirida nesse intervalo de vinte e cinco anos é assustadora. E as meninas do Quarteto em Cy, que também participaram do disco original, estão bem melhores. A qualidade da gravação é cristalina – o disco de 1965 foi gravado em apenas dois canais. Mais uma vez, recorremos à carta de Baden para termos uma idéia de como foi gravado aquele clássico disco: “Foi gravado num daqueles dias, em que caía um temporal histórico. O estúdio estava transbordando de água e chuva. Cantava e tocávamos em cima de algumas caixas de cerveja e whisky que há muito já havíamos consumido. Estamos todos com muita raça, mas também bastante bêbados. Pouco profissionais. Até as namoradas, mulheres e amigos participaram das gravações”.
Todas as oito canções do disco de 1965 são executadas nesse “novo” trabalho. Clássicos como “Canto de Ossanha”, “Tempo de Amor” e “Bocochê” estão no disco gravado em 1990 (que possui o mesmo título do de 1965, “Os Afro-Sambas”). Para complementar outros afro-sambas que estavam perdidos em outros discos de Baden e Vinícius, como “Berimbau” e “Labareda”.
Cotação: ****
quinta-feira, 15 de maio de 2008
METALLICA FAZ SHOW BENEFICENTE E FALA SOBRE O NOVO DISCO
O Metallica fez um show na noite de ontem em Los Angeles. O concerto – o primeiro da banda em um ano – foi em beneficência à escola de música para crianças do baixista Flea (do Red Hot Chili Peppers), The Silverlake Conservatory. A banda não tocou nenhuma canção do esperado novo disco, que deve sair em setembro, segundo o baterista Lars Ulrich. O show teve duas horas de duração e contou com diversos clássicos da banda, como “Master Of Puppets” e “Sad But True”.
Na platéia, dois mil fãs, que pagaram até 500 dólares para assistir ao show, deliraram com a rara chance de ver a banda em um teatro tão pequeno. “É maravilhoso estar tocando aqui para vocês”, disse o guitarrista James Hetfield, no início da apresentação. Quando o show estava terminando, Flea fez uma participação especial na canção “Fight Fire With Fire”, de 1984. Ao final, Hetfield foi para a frente do palco, virou-se para a banda e, como se fosse um fã, fez, com os dedos, o sinal de chifre do diabo para Flea e a banda.
Ao final da apresentação, o guitarrista James Hetfield concedeu uma entrevista à Rolling Stone e disse que ainda está trabalhando no novo disco, mas já o considera pronto. O álbum, que segundo o guitarrista, já tem título, ainda vai ser mixado e deverá ter dez ou onze faixas. “Esperamos que esse novo disco seja um marco para a banda. A gente sente que ele realmente é muito bom, especialmente depois do ‘St. Anger’ [disco anterior da banda]. O novo trabalho está muito mais caprichado”, afirmou.
Ele ainda disse que considera normal o intervalo de cinco anos entre esse novo disco e o anterior. Quanto à escolha de Rick Rubin como produtor do álbum, Hetfield disse que isso ocorreu por conta da necessidade de reciclar o som; ao mesmo tempo, elogiou bastante Bob Rock, o produtor de “St. Anger”.
Hoje, a banda fará nova apresentação na cidade de Tucson, Arizona e, no próximo dia 17, haverá um show em Los Angeles. Depois disso, o Metallica parte para os festivais de Bonnaroo (dia 13 de junho, em Manchester, Inglaterra) e Ozzfest (dia 09 de agosto, no Kansas). Em outubro, terá início a turnê propriamente dita do novo disco. As datas ainda não estão definidas.
O roteiro do show segue abaixo, bem como um vídeo amador de “Fight Fire With Fire”, com a participação de Flea.
“The Ecstasy of Gold”
“Fuel”
“For Whom the Bell Tolls”
“Sanitarium”
“...And Justice For All”
“Sad But True”
“Disposable Heroes”
“One”
“Master of Puppets”
“Battery”
“Last Caress/Green Hell” (cover do Misfits)
“No Remorse”
“Enter Sandman”
“Fight Fire With Fire”
“Seek and Destroy”
RÁPIDAS
Luke Pritchard, líder da banda The Kooks deu um chute na cabeça de Alex Turner, do Arctic Monkeys. A agressão ocorreu após Pritchard flagrar Turner tentando desconectar a sua guitarra durante um show, há um ano atrás. O fato veio à tona hoje, em declaração do líder do The Kooks ao jornal britânico Daily Mirror. “Suponho que eles são muito arrogantes – mas quem pode culpá-los? É uma pena, pois ele [Turner] é um gênio na música e um compositor muito talentoso”, acrescentou o agressor.
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Chris Martin, líder do Coldplay admitiu ao jornal sensacionalista “The Sun”, que a relação entre os integrantes da banda estava desgastada antes do início das gravações de “Viva La Vida”. Ele ainda disse que os quatro integrantes não estavam se falando uns com os outros, e que somente com a interferência do produtor musical Brian Eno, que a relação voltou a ficar normal. Segundo Martin, a banda superou as suas diferenças com a gravação do novo disco.
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Mal perdeu o baterista Zak Starkey, o Oasis já definiu quem será o seu substituto. Trata-se de Chris Sharrock, que tocou na banda de Robbie Williams nos últimos dez anos. Os irmãos Gallagher tiveram um problema com Williams por causa de uma declaração feita no ano 2000, quando Noel rotulou Williams de “o cantor gordo do ‘Take That’ [banda que Williams fez parte]”. Na ocasião, o cantor inglês disse que Noel era um “anão de espírito mediano” e chamou Liam para a briga durante o BRIT Awards daquele ano.
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O grupo The Raconteurs, de Jack White (também integrante do White Stripes), teve duas presenças ilustres na platéia de seu show na noite de ontem, em Londres. Mick Jagger e Ronnie Wood foram assistir ao show no Hammersmith Apollo, que estava absolutamente lotado para ver a banda tocar o seu set de 15 canções. Em homenagem aos dois Stones, Jack White tocou o blues “Little Red Rooster”, que ficou famoso com a versão da banda de Mick Jagger.
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Já que “Chinese Democracy” ainda não está pronto, o Guns n’ Roses anunciou que relançará a sua coletânea “Greatest Hits” no dia 15 de junho, que é o Dia dos Pais, na Inglaterra. O ‘release’ distribuído à imprensa, diz que a coletânea “é definitivamente o único álbum a ser escolhido para qualquer pai rockeiro sério”. Como era de se esperar, não há novidades com relação ao lançamento de “Chinese Democracy”.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
RÁPIDAS
O grupo My Chemical Romance vai lançar, no mês que vem, CD e DVD ao vivo, ambos intitulados “The Black Parade Is Dead!”. A gravação foi realizada em shows na Cidade do México e Nova Jersey, em Outubro de 2007. O baixista Mikey Way disse à Billboard que o DVD capturou dois dos mais memoráveis shows da turnê mundial “Black Parade”. Haverá também uma edição limitada do DVD que virá em uma caixa de madeira com formato de caixão, acrescida de uma máscara desenhada pelos integrantes da banda.
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A banda Panic At The Disco vai lançar, no dia 16 de junho, o segundo single do álbum “Pretty. Odd”, “That Green Gentleman (Things Have Changed)”. Ao mesmo tempo, o Panic confirmou a sua presença como headliner da segunda noite do festival de Glastonbury, no dia 27 de junho.
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O Coldplay confirmou presença no MTV Movie Awards. A banda vai apresentar a canção “Violet Hill” pela primeira vez ao vivo, na cerimônia que acontecerá no dia 28 de junho.
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Um estudo realizado pela Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, Escócia, concluiu que a música afeta o sabor do vinho. O departamento de Psicologia Aplicada da Universidade descobriu que a música de Jimi Hendrix cai melhor com um Cabernet Sauvignon, enquanto Otis Redding combina mais com um Merlot. O professor Adrian North descobriu que o vinho estimula áreas específicas do cérebro. Assim, quando a bebida é degustada, essa área cerebral corresponderá de forma diferente para os diversos sabores, o que afetará a forma de apreciação de uma música.
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O cantor Neil Diamond conseguiu, pela primeira vez em sua carreira, emplacar um disco no topo da parada da Billboard. O álbum “Home After Dark”, produzido por Rick Rubin, vendeu 146 mil cópias em sua primeira semana. Diamond participará do festival de Glastonbury, em junho. No mês seguinte, iniciará a sua turnê norte-americana.
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O quarteto Crosby, Stills, Nash & Young lançará um documentário em DVD e nos cinemas. O filme “CSNY – Dèjá Vu” – com direção de Neil Young – chegará às telas norte-americanas em julho. O documentário vai mostrar os bastidores da turnê realizada em 2006, quando a banda viajou pelos Estados Unidos com um show que criticava a Guerra do Iraque. Inclusive, foram realizadas entrevistas com veteranos de guerra para o filme. A turnê, que tinha como nome “Freedom Of Speech”, causou críticas divergentes, pelo fato de conter, em seu roteiro, canções como “Let’s Impeach The President”. O DVD será lançado perto das eleições norte-americanas.
COMO DESPERDIÇAR UMA BOA IDÉIA
Além de o Cristo Redentor ter sido eleito uma das sete maravilhas do mundo moderno, o dia 07/07/07 também ficou marcado por um dos maiores acontecimentos musicais da história. O Live Earth tomou conta de oito cidades, e o elenco de peso, com nomes como Madonna, Foo Fighters, Lenny Kravitz, Metallica e Roger Waters, se juntou em prol do evento idealizado por Al Gore. Outras três bandas, que se reuniram novamente no ano passado, também participaram: Genesis, The Smashing Pumpkins e The Police.
Apesar dos nomes, este elenco realmente é incomparável ao do Live Aid (1985) e ao do Live 8 (2005). Nesses dois anteriores, o número de estrelas era bem maior. E isso sem contar com o fato de Bob Geldof ter reagrupado o Led Zeppelin (em 1985) e o Pink Floyd (em 2005). As três bandas acima citadas que estavam de volta para o Live Earth não se reuniram única e exclusivamente para o evento. Pelo contrário: já estavam com turnês imensas agendadas.
Se o elenco deste Live Earth é inferior ao dos dois outros eventos, pelo menos esse teve o mérito de reunir todas essas bandas em oito cidades diferentes, espalhadas nos cinco continentes, uma coisa nunca antes vista na história dos grandes concertos. Como sempre, o destaque vai para os shows ocorridos na Inglaterra (aqui no reformado estádio de Wembley) e nos Estados Unidos (Giants Stadium, em Nova Jersey). As outras cidades ficaram com shows de menor destaque, como o Rio de Janeiro, representado no DVD por Lenny Kravitz e as belas imagens de uma linda tarde na Praia de Copacabana.
Provavelmente, o enorme e irregular elenco fez com que o produto agora lançado – um pacote com dois DVDs e um CD com os “melhores momentos” do Live Earth – tenha seus (poucos) altos e (muitos) baixos. Para começar, a péssima idéia de colocar apenas uma canção de cada artista. Se o pacote do Live 8, por exemplo, trazia a apresentação integral do Pink Floyd e do U2, este traz apenas uma canção do Genesis e uma da Madonna. Por outro lado, também apresenta canções de artistas medíocres, como, por exemplo, Missy Higgins. No afã de fazer um registro completo, o produto se transformou em uma miscelânea completa que, caso não existisse controle remoto para adiantar alguns números, seria impossível de se assistir...
Por exemplo, qual a finalidade de colocar uma canção de Paolo Nutini (quem?), e ao mesmo tempo cortar a boa apresentação do The Police? Aliás, a escolha das canções também foi uma verdadeira bola fora. Afinal, tomando-se como exemplo a mesma banda, quem foi o gênio que abriu mão de “Roxanne” para inserir “Driven To Tears”? Realmente inexplicável...
De qualquer forma, para quem deseja ter apenas uma recordação do Live Earth, o pacote de DVD e CD é uma boa pedida, na medida em que dá um panorama total do evento. E pelo menos tiveram o bom senso de não colocar nenhuma canção da Xuxa, que abriu o evento carioca, na Praia de Copacabana...
Cotação: **1/2
terça-feira, 13 de maio de 2008
RÁPIDAS
A banda Slipknot lançará um novo álbum no dia 12 de agosto, quatro anos após o lançamento do último disco, “Vol. 3: (The Subliminal Verses)”. Em depoimento à Billboard, o vocalista Corey Taylor disse que não sabe “se o mundo está preparado para esse álbum”. O disco ainda não terminou de ser gravado, e os nomes das canções não foram divulgados.
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Ozzy Osbourne e Metallica serão as atrações principais do “Ozzfest” deste ano. O festival acontecerá no dia 09 de agosto, no Pizza Hut Park, na cidade de Dallas, Texas. Pela primeira vez – em um total de 12 edições – o “Ozzfest” não será um festival itinerante, que passará por várias cidades. E, ao contrário do ano passado, a entrada não será gratuita.
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A banda canadense Arcade Fire está gravando a trilha sonora do filme “The Box”, do diretor Richard Kelly, e estrelado por Cameron Diaz. Kelly não confirma, mas o produtor Markus Dravs disse ao site Pitchfork que “após as gravações de ‘Viva La Vida’, do Coldplay, agora estou trabalhando com o Arcade Fire em uma trilha sonora do próximo filme de Richard Kelly”. No momento, o filme está em fase de edição e não há previsão de estréia.
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Jay-Z disse que merece respeito de outros artistas. A declaração foi dada pelo fato de Noel Gallagher, guitarrista do Oasis, ter criticado a escalação do rapper para fechar o famoso festival de Glastonbury. “Nós não tocamos guitarra, Noel, mas o hip-hop é um gênero musical como qualquer outro. O fato de eu ser o ‘headliner’ do festival é somente uma progressão natural. O rap ainda está evoluindo. Nós temos que respeitar todos os outros gêneros musicais e andar para frente”, afirmou Jay-Z.
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A briga entre Morrissey e o semanário inglês New Musical Express teve um novo round. Na semana passada, coincidentemente, o ex-vocalista do The Smiths e o editor da revista, Conor McNicholas, fizeram reservas, no mesmo hotel em Los Angeles. O porta-voz de Morrissey explicou a situação ao gerente do hotel, que acabou por expulsar o editor do NME. Na sua última edição, o NME agradeceu ao cantor pelo fato de seu editor ter ficado em uma suíte melhor e um outro hotel. Em dezembro do ano passado, Morrissey processou o semanário inglês por difamação, alegando que o NME teria deturpado declarações de Morrissey, dando a entender que ele tinha preconceito contra imigrantes no Reino Unido.
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Mick Hucknall deixou de lado a sua banda Simply Red e está gravando o seu primeiro álbum solo. O disco se chamará “Tribute To Bobby” e trará clássicos do soul originalmente gravados por Bobby 'Blue’ Bland. “Stormy Monday Blues” e “Cry Cry Cry” serão duas das faixas do disco, que tem previsão de lançamento para a semana que vem, no exterior. Haverá também uma versão dupla, com um DVD documentando os bastidores das gravações. No mês de junho, Hucknall inicia turnê pela Inglaterra.
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Chegou hoje às lojas, a coletânea “Perfil” (Som Livre), do Charlie Brown Jr.. As 16 canções do CD cobrem toda a carreira da banda santista, com destaque para os seus maiores sucessos, como “Proibida Pra Mim”, “Zóio de Lula” e “Papo Reto”. Outras bandas brasileiras de rock também já marcaram presença na série “Perfil”, como Os Paralamas do Sucesso, Los Hermanos e, mais recentemente, Cidade Negra.
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Sairá ainda nesse mês no Brasil, o box de DVDs “When In Rome”, do Genesis. Serão um total de três DVDs, incluindo o concerto completo realizado no Circo Massimo, em Roma, no dia 14 de julho do ano passado, para mais de 500 mil pessoas. No repertório, sucessos de todas as fases da carreira da banda, como “Turn It On Again”, “Hold On My Heart” e “I Know What I Like”. No pacote, mais três horas de documentário sobre a turnê que rodou a Europa e os Estados Unidos no ano passado. Abaixo, a canção “No Son Of Mine”, que fará parte do DVD.
DANIELA MERCURY FESTEJA OS 16 ANOS DE AXÉ-MUSIC
E lá se vão 16 anos que a febre da “axé-music” começou. E para comemorar a efeméride, a Sony/BMG colocou no mercado o DVD do show “O Canto da Cidade”, da “rainha” desse (tão amado e tão odiado) gênero musical, Daniela Mercury. O DVD vem devidamente acompanhado de uma versão remasterizada do disco de estúdio.
As imagens do DVD, na verdade, foram extraídas de um especial da Rede Globo, que filmou o espetáculo em uma Praça da Apoteose absolutamente lotada. E, através dele, é possível notar como, àquela época, a “axé-music” (ou melhor, Daniela Mercury) estava com tudo. As participações especiais de Antônio Carlos Jobim (em dueto com a baiana em “Águas de Março”) e de Caetano Veloso, em um tosco videoclipe (no melhor estilo daqueles veiculados pelo “Fantástico”) da canção “Você Não Entende Nada”, provam isso.
É interessante reparar como a estética desses shows de “axé-music” permanece a mesma. Tudo o que a gente vê em um show de Ivete Sangalo hoje, já era feito por Daniela Mercury – com muito mais naturalidade, diga-se de passagem – àquele tempo. Pena que os Jobins e Caetanos de outrora tenham sido trocados pelos Buchechas e Saulos de hoje. Tirando o início do DVD – insuportável, com dezenas de fãs fazendo os mais diversos elogios à baiana –, o resto (não a sua totalidade) até que não incomoda.
No repertório do show aparecem algumas coisas do CD que ora estava sendo lançado, como “O Canto da Cidade” e “O Mais Belo dos Belos”. Lógico que o primeiro sucesso de Daniela, “Swing da Cor”, também está lá no DVD. Tudo isso dá para ouvir e até mesmo achar bom, se formos comparar com as canções do carnaval baiano de hoje.
Mas o que não dá para achar nem um pouco bom são as versões de “Sociedade Alternativa / Maluco Beleza” e de “Há Tempos” (será que Renato Russo gostou disso à época??)
Cotação: ***
segunda-feira, 12 de maio de 2008
REVELAÇÃO DE 2007, MIKA APRESENTA SEU SHOW EM DVD
De fato, Mika foi a grande revelação do ano passado. As canções de seu primeiro álbum, “Life In Cartoon Motion”, eram verdadeiras pérolas pop que grudaram nos ouvidos das pessoas que tiveram a sorte de topar com o disco. Misturando a sua deliciosa voz em falsete com um instrumental moderno e eficiente, usando os melhores elementos da música pop e dance, Mika fez, em seu primeiro disco, o que a maioria dos artistas não consegue em muitos anos de carreira. As suas onze canções, dentre as quais “Grace Kelly”, “My Interpretation” e “Billy Brown” são algumas das melhores lançadas nessa década. Pena que não tenham tido a divulgação merecida.
Mas, para a sorte de quem gosta de boa música pop (mas não descartável), a Universal Music coloca nas lojas o DVD originário da turnê desse disco. “Live In Cartoon Motion” – repare na sutil diferença do título do CD –, tem como prato principal o show completo do artista libânes, gravado ao vivo no Olympia de Paris.
Um parêntese: a gravação do DVD aconteceu logo no início da turnê. Poucos meses depois, devido ao imenso sucesso, Mika teve que trocar o aconchegante Olympia pelo imponente Estádio Parc de Princes, na mesma Paris.
O concerto tem apenas uma hora de duração, mas todas as canções do CD de estúdio estão presentes (“Lollipop”, “Grace Kelly”, “Stuck In The Middle”...), além de uma música praticamente inédita – “Holy Johnny”, que só havia sido lançada em um single –, o mega-hit “Sweet Dreams (Are Made Of This)”, dos Eurythmics e “I Want You Back”, sucesso dos Jackson 5, e que caiu maravilhosamente bem na voz do cantor libanês, e que muitos insistem em comparar a Freddie Mercury.
O DVD consegue captar bem a ótima presença de palco do estreante Mika, que está rodeado por uma excelente banda e por um público que participa bastante do show.
Os extras também são bem interessantes e valem como um bom complemento ao show principal. Entre os extras, estão presentes todos os cinco videoclipes do álbum – destaque para o divertido vídeo de “Big Girl (You Are Beautiful)” –, além de três canções em versões acústicas (incluindo “Everybody’s Talkin’”, do compositor country Harry Nilson) e um ótimo documentário com quase uma hora de duração que mostra bem o nascimento artístico desse provável futuro fenômeno.
Cotação: *****
RÁPIDAS
O cantor Beck finalizou as gravações de seu 10º disco de estúdio. O álbum tem o título provisório de “Modern Guilt”, e foi produzido por Brian Burton – mais conhecido como Danger Mouse –, membro do Gnarls Barkley. “Foi o trabalho mais intenso que já fiz. Foi como se eu tentasse encaixar os dois anos em que fiquei escrevendo as canções, nos dois meses e meio de gravação. Foi o que eu fiz nas últimas dez semanas, sem folga, até as quatro ou cinco da madrugada, todos os dias”, disse Beck à Rolling Stone. O disco terá dez faixas e, apesar de Beck querer lançá-lo em junho, ainda não existe data confirmada para ele chegar às lojas.
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O Metallica lançou hoje o site Mission:Metallica, através do qual o público poderá assistir cenas exclusivas das gravações, bem como escutar trechos das novas canções. Os fãs que se cadastrarem no site poderão ganhar passes de backstage para todos os shows do Metallica nesse verão do hemisfério norte. No site também é possível fazer downloads de shows e toques de telefone celular.
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A cantora Amy Winehouse está trabalhando em uma faixa do próximo álbum dos Babyshambles. Da prisão, o vocalista da banda, Pete Doherty, que fará dueto com ela na canção, afirmou que a cantora já está em estúdio com o guitarrista Mick Whitnall.
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O baterista Zak Starkey não é mais o baterista do Oasis, informou o jornal sensacionalista inglês “The Sun”. O filho de Ringo Starr, que toca com a banda inglesa desde 2004, entretanto, chegou a terminar as gravações do próximo disco do Oasis. Ao que tudo indica, durante as sessões em estúdio, houve vários desentendimentos entre Starkey e o guitarrista Noel Gallagher. Starkey foi o terceiro baterista do Oasis. Antes dele, passaram pela banda Alan White e Tony McCaroll.
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A banda alemã de música techno Scooter roubou o primeiro lugar de Madonna na parada inglesa. O CD “Jumping All Over the World” é o primeiro álbum da banda a chegar ao topo da parada inglesa de discos. “Hard Candy”, de Madonna, está na segunda posição.
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O cantor escocês Rod Stewart planeja gravar um disco de rhythm and blues e country. Dessa forma, ele deixaria de lado o projeto de “songbooks”, nos quais gravou clássicos do cancioneiro norte-americano. Rod Stewart tem intimidade com esses dois gêneros musicais. Ele já gravou canções dos Temptations (“I Know I’m Losing You”), Tim Hardin (“Reason To Believe”) e Bob Dylan (“The Girl From North Country”).
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David Gilmour agendou o lançamento do álbum “Live In Gdañsk”, para o dia 28 de setembro. O disco foi gravado durante um show de Gilmour, em 2006, em frente a um público de 50 mil pessoas na Polônia. Esse foi o único show da turnê em que David Gilmour foi acompanhado por uma orquestra de cordas, composta por 40 membros. O roteiro abarcou canções de seu disco mais recente, “On An Island”, e sucessos do Pink Floyd.
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John Mellencamp vai lançar o seu novo trabalho, intitulado “Life, Death, Love And Freedom”, no dia 15 de julho. O disco será distribuído pelo selo Hear Music, que pertence à cadeia de cafeterias Starbucks. O novo CD de Mellencamp será o primeiro com um novo formato de alta-definição de áudio denominado “CODE,” que faz com que as faixas digitais tenham um som mais “quente” que o das fitas master.
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Depois de uma temporada de duas semanas com shows esgotados no Mistura Fina, Milton Nascimento, acompanhado pelo Jobim Trio, retorna aos palcos cariocas. A temporada no Canecão terá início no dia dos namorados e segue nos dias 13 e 14 de junho.
domingo, 11 de maio de 2008
RÁPIDAS
Segundo a edição de ontem do jornal britânico Daily Mirror, é inevitável uma turnê do Led Zeppelin ainda no final desse ano. O jornal diz que o 40º aniversário da banda será comemorado com uma grande turnê que movimentará 250 milhões de libras. Após o show em Londres, ocorrido em dezembro passado, a banda tem recebido insistentes pedidos para sair em turnê. Anteontem, David Coverdale, vocalista do Whitesnake disse que é “muito provável” que a turnê aconteça. “Estou aguardando um telefonema de Jimmy Page perguntando se a minha banda será chamada para participar das turnês. Se eu estou dentro? Pode apostar”, afirmou Coverdale.
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A cantora Madonna está estudando a possibilidade de fazer uma grande temporada de shows no estádio de Wembley. Por enquanto, para a sua próxima turnê, “Sticky & Sweet”, apenas a data de 11 de setembro está agendada no mítico estádio inglês. Entretanto, há uma grande possibilidade de a cantora anunciar novas datas no estádio, de forma que o recorde de sete shows de Michael Jackson, com sua “Bad Tour”, em 1988, seja quebrado. Àquela época, Jackson levou ao estádio, um total de 500 mil pessoas.
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O vocalista do Keane, Tom Chaplin, disse que a banda está “abraçando” o diabo e o gospel durante as sessões de gravação de seu novo álbum. Em entrevista ao jornal britânico The Sun, Chaplin admitiu que o grupo está sentindo uma pressão muito grande para o próximo disco, que está sendo gravado em Berlim. “Richard e Tim estão fazendo backing vocals influenciados pela música gospel, mas eu estou cantando como o Satanás em várias canções”, disse Chaplin. Segundo o vocalista, as guitarras estarão mais presentes nesse novo trabalho.
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A banda Muse lançou um single com três faixas, através do jogo “Guitar Hero”. As canções se chamam “Supermassive Black Hole”, “Exo-Politics” e “Stockholm Syndrome”. O Muse é o último grupo a oferecer canções para os jogadores de “Guitar Hero”. Antes dele, No Doubt, Foo Fighters e Def Leppard fizeram o mesmo. Segundo estimativas de uma empresa de publicidade, as três edições do jogo já venderam 14 milhões de cópias, para todos os tipos de console.
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O cantor Justin Timberlake vai produzir um reality show para a MTV. O programa se chamará “The Phone”, e é inspirado em uma produção holandesa já existente. O reality show começa com dois telefones celulares escondidos em diferentes partes da cidade. Qualquer um que atender os telefones, terá que decidir, em cinco segundos, se querem jogar para ganhar o prêmio.
ENFIM A COMEMORAÇÃO DE RITA LEE
A cantora Rita Lee reestreou o seu show “Picnic”, neste último fim de semana, no Canecão. Depois de uma estréia fria, em janeiro, Rita Lee fez alguns ajustes no repertório e transformou a sua festa de comemoração de 40 anos de carreira em um verdadeiro carnaval.
A crítica completa do show, você lê no SRZD.
sábado, 10 de maio de 2008
RÁPIDAS
Alanis Morissette está planejando uma turnê que incluirá datas na América do Norte no outono do hemisfério Norte. O seu novo álbum, “Flavors of Entanglement”, será lançado no dia 10 de junho. “Eu acredito que a turnê americana comece em setembro. Antes disso, durante o verão, nós viremos três vezes da Europa para tocar em festivais na América do Norte”, disse a cantora canadense à Billboard. A turnê européia terá início no dia 31 de maio, no Rock in Rio de Lisboa.
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A música emo está sendo “acusada” de homicídio. Hannah Bond, uma garota de 13 anos que vivia na cidade inglesa de Maidstone, suicidou-se anteontem e, segundo o inquérito policial aberto, o fato de Bond ser fã de música emo está diretamente relacionado à sua morte. Segundo o inquérito, a menina teria discutido com seus amigos, poucos dias antes de sua morte, o “glamour” do suicídio. Bond era obcecada pela banda norte-americana My Chemical Romance.
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Os dois álbuns gravados pela lendária banda Traveling Wilburys – “Volume 1” e “Volume 3” – serão relançados de forma avulsa no dia 03 de junho, nos Estados Unidos. Ambos os discos foram lançados dois anos atrás, em um pacote de luxo que continha um DVD bônus. O Travelling Wilburys, considerado um dos melhores grupos musicais do mundo, era formado por Bob Dylan, George Harrison, Tom Petty, Roy Orbison e Jeff Lynne.
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A banda Kaiser Chiefs vai se apresentar juntamente com Paul McCartney no show “The Liverpool Sound”, que vai acontecer no Estádio Anfield, na cidade inglesa que dá nome ao show. O encontro ocorrerá no dia 01º de julho. A produção ainda vai anunciar mais um artista para o evento.
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Em seu tradicional show, que ocorre de dois em dois anos, para arrecadar dinheiro para a sua Fundação Rainforest, Sting recebeu, na noite de ontem, no Carnegie Hall, em Nova York, Brian Wilson, Billy Joel e James Taylor. O espetáculo teve início com uma versão de “Turn! Turn! Turn!”, sucesso do The Byrds, cantado por Sting, Taylor e Joel, juntamente com os seus filhos. Na segunda parte do show, Brian Wilson cantou diversos sucessos dos Beach Boys, como “God Only Knows” e “Help Me Rhonda”. O encerramento deu-se com a canção “Good Vibrations”, cantada por todos os artistas que participaram do evento.
OVERDOSE AO VIVO DE MATANZA
O disco ao vivo do Matanza foi gravado no Hangar 110, em São Paulo, mas bem que poderia ter sido em algum “saloon” daqueles de velho oeste. Aliás, o Hangar 110, espaço alternativo de São Paulo, foi uma ótima escolha para a gravação do CD e DVD ao vivo. As letras, que falam invariavelmente de bebedeiras, brigas, carros e mulheres têm tudo a ver com o clima que se pode ouvir no disco.
Para os fãs, “Matanza Ao Vivo no Hangar 110” é um prato cheio, com as suas 24 faixas cobrindo os três últimos discos de estúdio lançados pela banda. Canções de “Música Para Beber e Brigar” (como “O Último Bar” e “Interceptor V-6”), “Santa Madre Cassino” (a faixa-título e “Ela Roubou Meu Caminhão”) e “A Arte do Insulto” (“Whisky Para Um Condenado” e “Estamos Todos Bêbados”) estão presentes. Por sua vez, do disco “To Hell With Johnny Cash”, de versões para as canções de Johnny Cash, nada entrou. Uma boa opção da banda de apresentar um trabalho essencialmente autoral.
O que mais agrada aos fãs do Matanza, ou seja, as músicas repetitivas e letras idem, no entanto, é a grande frustração para os ouvintes que não conhecem muito bem a obra da banda. Impossível esse ouvinte não ficar um pouco enjoado após 24 canções de mistura de (muito) hardcore e (pouco) country, com letras que falam sobre as mesmas coisas.
Já para o grande fã,vai ser bom ouvir as boas versões ao vivo de clássicos do underground, como “Pé Na Porta, Soco Na Cara” e “O Chamado do Bar”. “Mesa de Saloon”, com a letra que fala de um casal “Bonnie & Clyde” moderno (“Foi numa mesa de bar que a conheci / Bem no meio do saloon me apaixonei / E logo na manhã seguinte eu descobri / Com ela eu não consigo mais viver dentro da lei”), é outro bom momento da banda no palco.
Embora um pouco cansativo, a proposta musical de Jimmy London, Donida, China e Jonas está latente neste trabalho ao vivo. Goste-se ou não, é inegável que a banda tem o seu estilo próprio.
Cotação: ***
sexta-feira, 9 de maio de 2008
RÁPIDAS
O vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl, pediu, em carta aberta, que a banda Metallica faça um “kick-ass album”. A carta foi postada no site de relacionamentos Blabbermouth. O Metallica, que não grava um disco de inéditas desde “St. Anger” (2003), está finalizando seu novo disco. Na carta, Dave Grohl declarou o seu amor ao Metallica e admitiu a sua decepção com “St. Anger”. “Eu não posso esperar para escutar esse novo disco, e não importa o que você façam, eu serei o primeiro na loja esperando a hora de ouvir o álbum. Eu tenho certeza que vocês vão arrasar e ‘soprar’ as nossas mentes, porque vocês são o METALLICA”, finalizou o líder do Foo Fighters.
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O Coldplay anunciou as datas da turnê “Viva La Vida”, que, a princípio, passará pela América do Norte, Europa e Japão. As datas européias ainda não estão confirmadas. E também não se cogitou ainda a possibilidade da banda visitar a América do Sul. A turnê começará no dia 29 de junho, na Filadélfia e seguirá até o ano que vem. Os ingressos de alguns shows nos Estados Unidos já começarão a ser vendidos no dia 16 de maio. O disco será lançado no mercado norte-americano no dia 17 de junho, um dia depois de um concerto gratuito para fãs na Brixton Academy, em Londres.
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O Radiohead criticou a sua ex-gravadora, Emi Music, que planeja lançar uma coletânea com os maiores sucessos da banda. O contrato da banda com a gravadora terminou no ano passado. “Nós não tivemos nenhum grande hit de verdade, então qual é o objetivo disso?”, indagou Thom Yorke em reportagem na revista inglesa The Word. No ano passado, a EMI lançou uma caixa com todos os álbuns gravados pelo Radiohead na gravadora.
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Em resposta à família de Jimi Hendrix – que afirmou no início da semana que a pessoa que protagoniza um filme pornográfico lançado recentemente, é um sósia de Hendrix, e não ele próprio –, a distribuidora do filme “Jimi Hendrix: The Sex Tape”, Vivid, está oferecendo um prêmio de cem mil dólares se a família do guitarrista provar que ele não é o ator do filme.
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A banda The Beach Boys colocará no mercado uma coleção com os seus singles lançados nos Estados Unidos entre os anos de 1962 e 1965. Será uma caixa com 16 CDs, contendo os singles, os lados B, e versões alternativas em mono e estéreo, bem como algumas gravações ao vivo. No total, serão 66 faixas, das quais oito terão mixagens inéditas. Os disquinhos serão embalados em versão digipack, todos com a arte gráfica original.
FERNANDA TAKAI MODERNIZA (AINDA MAIS?) NARA LEÃO
Mas não foi só no final que Fernanda Takai surpreendeu. Acompanhada por uma excelente banda formada por John Ulhoa (violões e guitarra), Lulu Camargo (teclados e programações), Mariá Portugal (bateria e zabumba) e Thiago Braga (baixo), Takai misturou a sonoridade moderna do Pato Fu – John e Lulu fazem parte da banda – com as canções que ficaram imortalizadas na voz de Nara.
E isso foi um grande mérito de Takai. Em seu início de carreira, quando Nara Leão era taxada como um símbolo da bossa nova, ela subiu o morro para gravar Zé Keti e vestiu João do Vale para relatar a seca no Nordeste para os jovens da Zona Sul do Rio de Janeiro. E foi mais ou menos isso que Fernanda Takai fez ao gravar as canções de Nara. Desta feita, nada de banquinho e violão para “Insensatez” e nem um simples arranjo de samba para “Diz Que Fui Por Aí”. Tanto no disco como no show, o violão da bossa nova e a percussão do samba foram trocados pela moderna sonoridade típica do Pato Fu.
“Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos” e “Com Açúcar, Com Afeto”, duas canções suaves por natureza, ficaram com versões mais eletrônicas e modernas. O samba “Luz Negra”, de Nelson Cavaquinho, é outra que ganhou uma roupagem bem diferente, mais parecendo “Não Mais”, do CD “MTV Ao Vivo”, da banda de Takai.
Os arranjos originais dos discos foram executados com absoluta fidelidade no palco. E Fernanda Takai também cantou muito bem. O seu único problema em cima do palco, ao que parece, é a falta de costume de ser a estrela principal do show. Quando acompanhada pelo Pato Fu, Takai fica mais solta. No show de sexta-feira passada no Canecão, a cantora, às vezes, não sabia muito o que fazer na frente do palco. Em alguns momentos, dava a impressão de não saber para qual lado andar, ou aonde colocar as mãos... Mas com os seus diálogos com o público – sempre muito espirituosos, diga-se de passagem – Takai compensou um pouco essa falta de jeito de início de carreira solo.
O espetáculo teve todas as faixas do CD “Onde Brilhem Os Olhos Seus” e mais algumas canções que ficaram de fora do disco, até por não terem muita relação com o universo de Nara, como afirmou Takai durante o show. Mas algumas sacadas foram geniais. Geniais, mesmo! Por exemplo, a inclusão de “There Must Be An Angel”, sucesso da dupla Eurythmics. Antes de cantá-la, Takai explicou que no final da canção, todos entenderiam o motivo de a mesma estar presente no roteiro. E realmente foi arrepiante, porque o final da canção é exatamente assim: “Na rarara Na rarara / Nara, Nara...”. Outra inclusão bem divertida no roteiro foi uma versão mais acelerada de “Ordinary World”, da banda inglesa Duran Duran. A justificativa para ela estar no roteiro... Bem, foi o fato de a música anterior ter sido “Estrada do Sol”, de Tom Jobim e Dolores DURAN. Daí, pular para o Duran Duran foi fácil, fácil...
Outros grandes momentos do show foram o início, com uma minimalista “Ta-Hi”, a gema tropicalista “Lindonéia” – na qual Takai não mudou muito a versão original (não importa o tempo, o tropicalismo vai ser sempre moderno...) – e “Odeon”, um dos momentos em que fica mais patente a originalidade de Takai e seus músicos, ao misturar o choro tradicional com a eletrônica. Aliás, a mistura foi a tônica do show. Não só no palco, como na platéia, formada tanto por jovens fãs do Pato Fu, como por um pessoal mais velho que provavelmente assistiu ao show “Opinião”, nos anos de chumbo da ditadura.
“Esconda o Pranto Num Sorriso”, de Evaldo Braga, foi outra canção que fez a ponte entre o novo e o velho, assim como “Canta Maria”, de Ary Barroso. “O Divã”, de Roberto e Erasmo Carlos foi outra grata surpresa no repertório.
Mas se teve canção em japonês, tinha que ter uma em inglês também. E foi exatamente essa que acabou se transformando no momento mais emocionante da noite. “Ben", grande sucesso na voz de Michael Jackson, ganhou novas cores com uma emocionada Takai. “Sinhá Pureza”, música de Pinduca, que fala do Pará e fez sucesso com Eliana Pittman, foi outra boa inclusão no roteiro, embora esteja distante do universo de Nara Leão.
O nervosismo no semblante de Fernada Takai era claro. O fato de ter um público sentado e atento, com algumas celebridades presentes – quase a família inteira de Nara estava presente no Canecão, incluindo Cacá Diegues, na primeira fila – deve ter interferido um pouco. Mas mesmo assim, o resultado foi muito bom. Se o CD “Onde Brilhem Os Olhos Seus” foi um dos grandes lançamentos do ano passado, esse show também tem tudo para ser um dos melhores de 2008.
No final do show, Takai disse que, até então, este foi o espetáculo em que recebeu os aplausos mais entusiasmados da turnê. Mas completou dizendo que ela ainda está no começo e gostaria de ver como vai ser quando retornar ao Rio. Se o nervosismo passar, não há dúvidas, de que os aplausos serão muito mais efusivos. E se for para gravar um DVD, será melhor ainda.
Cotação: ****
quinta-feira, 8 de maio de 2008
REVIRANDO OS BAÚS
A moda começou com a banda Kiss que lançou três boxes de DVDs com apresentações ao vivo raras da banda (“Kissology” volumes 1, 2 e 3). O Iron Maiden também vem fazendo o mesmo, com os DVDs “The Early Days” e “Live After Death”. Agora é a vez de mais duas bandas que dispensam maiores comentários fazerem a mesma coisa. O AC/DC ataca com “Plug Me In” (em versões dupla e tripla) e o Ramones vem com o duplo “It’s Alive: 1974-1996”, que cobre a trajetória da banda entre os mais de vinte anos de sua existência.
“Plug Me In” trás apresentações do AC/DC entre 1975 e 2003. O primeiro DVD cobre o período em que Bon Scott foi o vocalista da banda. Dentre os destaques, “High Voltage”, filmada em 1975, no “King Of Pop Awards” australiano, e a sempre bem-vinda “The Jack”, filmada na Alemanha, em 1979, em um dos últimos shows com Bon Scott a frente da banda. A qualidade das imagens é muito boa levando-se em conta a idade das mesmas. Apenas as duas canções filmadas em St. Albans High School, em 1976 (“School Days” e “T.N.T.”) são bastante sofríveis. O resto desce muito bem. Já o segundo DVD diz respeito aos anos em que Brian Jonhson liderou a banda. Começando pelos shows da turnê do célebre disco “Back In Black” (com trechos de apresentações em Tóquio e nos Estados Unidos) até o “Stiff Upper Lip Tour” filmado em Paris, Munique e Toronto, o DVD faz um bom apanhado na carreira da banda, merecendo ainda destaque trechos de um show em Moscou em 1991.
No exterior existe ainda uma edição de luxo que conta com um terceiro DVD (além de um bonito box, com libreto e alguns mimos, como réplicas de crachás “access all areas” e pôster) com um show completo no Houston Summit, em 1983, além de mais trechos de apresentações ao vivo, como “Bad Boy Boogie” filmado em Glasgow em 1978, e uma versão de “Highway To Hell” registrada em Dublin no ano de 1996.
O DVD dos Ramones não fica atrás de “Plug Me In”. Mas “It’s Alive: 1974-1996” tem um problema sério: a qualidade das imagens é bastante sofrível No final das contas, pode-se dizer que apenas 20% do DVD contém uma qualidade realmente boa de áudio e vídeo. Os mais fanáticos provavelmente não vão se importar muito. Mas fato é que fica muito cansativo assistir a quase cinco horas de imagens toscas e com um áudio extremamente abafado.
Apesar disso, o que se salva no DVD é digno de entrar para a antologia do punk. Um exemplo: o mítico show no The Rainbow, no reveillon de 1977, e que se transformou no álbum “It’s Alive”. No DVD constam 14 canções desse show (que já vale o preço do DVD), como “We’re a Happy Family”, “Pinhead” e “Commando”.
Outro show bem interessante (apesar de curto; apenas três canções) é o filmado no estádio do River Plate, em março de 1996, em uma das últimas apresentações da banda. Aqui fica claro o quanto a banda punk cresceu a ponto de substituir lugares como o pequeno CBGB (no DVD aparecem algumas imagens filmadas nessa casa, em 1976) por grandes estádios. A versão de “Blitzkrieg Bop” filmada em Buenos Aires é arrasadora e fecha bem o DVD.
Agora seria legal se as duas bandas se animassem para fazer igual ao Kiss e lançassem os volumes 2, 3, 4...
Cotação: AC/DC: *****
RÁPIDAS
O grupo Hot Chip disse para a BBC Radio que a atitude de algumas bandas em colocar músicas na internet para que os fãs baixem gratuitamente, está acabando com o mercado da música. O vocalista Alexis Taylor disse que “a indústria do disco está tumultuada e os artistas vêm tentando fazer experiências.” “Provavelmente, nos próximos dois anos, nós vamos ver uma coisa diferente no mercado da música”, completou. Bandas como Radiohead, Coldplay e, mais recentemente, Nine Inch Nails disponibilizaram o download gratuito de canções em seus sites oficiais.
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Madonna anunciou hoje, em seu site oficial, as datas das apresentações de sua turnê “Sticky And Sweet”. O primeiro show acontece no dia 23 de agosto, na cidade de Cardiff, no País de Gales. Além desse show, a turnê européia terá mais oito, incluindo o Stade de France, em Paris, e a Arena de Amsterdã. No dia 03 de outubro tem início a turnê pela América do Norte – 18 datas nos Estados Unidos e Canadá –, que começa em Nova Jersey e termina no Dolphins Stadium, em Miami, no dia 26 de novembro. Alguns boatos dão conta de que Madonna virá ao Brasil para shows no Rio de Janeiro (dia 09 de dezembro) e Fortaleza (11 de dezembro). Mas não há nada oficialmente confirmado.
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O cantor Chris Martin, do Coldplay, disse que “Viva la Vida or Death and All His Friends” é um álbum que “está cheio de sexo e morte”. Ele admitiu que o disco aborda temas sombrios, mas também tem um lado mais suave.
“Se você ouvir o disco, existe um monte de coisas nele. Tem sexo e morte, amor e medo, e viagens, garotas e doenças. Está tudo lá”, disse Martin ao New Musical Express. As canções desse novo disco do Coldplay serão usadas pelo canal esportivo ESPN em promoções durante a próxima Eurocopa, que acontecerá no mês que vem.
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Em um show na noite de ontem, Bruce Springsteen surpreendeu seus fãs e executou na íntegra, juntamente com a E Street Band, os álbuns “Born To Run” (lançado em 1975, e cuja faixa-título é um dos grandes hits de sua carreira) e “Darkness On The Edge Of Town” (de 1978, com sucessos como “Badlands” e “Prove It All Night”). O espetáculo aconteceu no Count Basie Theater, na cidade de Nova Jersey, e o ingresso mais barato custou mil dólares. A última vez que Springsteen fez um show com a E Street Band em um teatro de porte menor foi em 1980.
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Para comemorar o seu aniversário de 40 anos, a Steve Miller Band programou o lançamento de um DVD triplo para o dia 20 de maio. “Live From Chicago” vai trazer um show completo da banda, que aconteceu em julho do ano passado, além de um documentário que traça as suas raízes.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
GESSINGER PÕE O SEU RICKENBACKER PARA RONCAR NOVAMENTE
O título do show era o mesmo que passou pelo Canecão em setembro do ano passado. Mas fato é que, na verdade, o show “Novos Horizontes” que pôde ser conferido neste último fim de semana, no mesmo Canecão, é absolutamente diferente do anterior. Aliás, bem diferente do trabalho que Humberto Gessinger e companhia vêm fazendo desde 2004, quando lançou o “Acústico MTV”. Neste momento, a banda de Porto Alegre optou por uma sonoridade mais acústica e intimista, trabalhando mais as melodias das canções, e com Gessinger usando e abusando da viola caipira e do bandolim. A mesma proposta prosseguiu com “Novos Horizontes”, uma espécie de “Acústico 2”, que chegou às lojas no ano passado. Quando a turnê desse último trabalho estreou, o que se podia ver no palco era exatamente o repertório conforme executado nos dois discos acústicos, com todas as nuanças melódicas que o formato acústico proporciona.
Entretanto, com a saída do baixista Bernardo Fonseca, os Engenheiros acabaram alterando a estética do projeto e fazendo um show como nos velhos tempos, com a volta de Gessinger ao contrabaixo, instrumento que não tocava havia mais de sete anos.
O repertório foi praticamente idêntico ao executado na estréia carioca da turnê em setembro. Por sua vez, os arranjos foram alterados drasticamente. Para quem queria assistir a um show acústico, como no CD, provavelmente houve decepção. Mas para o fã que acompanha os Engenheiros pela estrada – no Canecão, havia gente até de Balneário Camboriú –, o espetáculo acabou sendo uma grande surpresa.
Os arranjos, obviamente, estavam mais pesados do que os acústicos, mas mesmo assim, era nítido que os mesmos estavam bem mais trabalhados. Por exemplo, “O Papa é Pop”, a primeira canção do roteiro, ficou com um arranjo bem no meio-termo entre a gravação do “Acústico MTV” e a original do disco de estúdio. Outras duas músicas que seguiram a mesma concepção foram “Infinita Highway” e “Don Quixote”.
Mesmo com um show um pouco mais rockeiro, houve muito espaço também para os momentos acústicos – no estilo dos dois discos lançados –, mas os mesmos ficaram um pouco prejudicados, pela ausência de Bernardo Fonseca. A parte acústica se dividiu em duas: uma com Humberto Gessinger ao violão (tocando canções como “Parabólica”, “Somos Quem Podemos Ser” e uma versão puxada no teclado de Pedro Augusto, e um pouco mais rápida de “Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones”), e outra com Gessinger ao teclado, momento em que privilegiou canções bem antigas, como “Alívio Imediato”, “Pra Ser Sincero” e “Terra de Gigantes”, que, misturada à “Quando Vale a Vida?”, acabou se transformando em um dos momentos mais aplaudidos da noite.
Na parte em que Gessinger colocou o seu contrabaixo Rickenbacker para roncar, como nos velhos tempos, o público delirou com as novas “Vertical” e “Eu Não Consigo Odiar Ninguém”, bem como com os cavalos de guerra “Toda Forma de Poder”, “A Montanha” e, principalmente, “Ando Só”, uma bela sacada no repertório, que fechou o show, e que estava adormecida no baú dos Engenheiros havia muito tempo.
Cotação: ***1/2
RÁPIDAS
O jornal britânico Mail On Sunday vai distribuir gratuitamente o último CD de Paul McCartney, “Memory Almost Full”, encartado na sua edição de domingo, dia 18 de maio. O mesmo jornal já distribuiu, no ano passado, também sem cobrar nada do leitor, o álbum “Planet Earth”, do cantor Prince.
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A banda Panic At The Disco informou hoje à Rolling Stone que não há possibilidade de lançamento de um novo disco de inéditas ainda em 2008. O guitarrista Ryan Ross disse que possui apenas algumas canções, em versão demo, somente no violão. Ross afirmou ainda que só vai pensar em gravar um novo disco após a turnê de “Pretty.Odd”.
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O álbum “Hard Candy”, de Madonna, colocou “E=MC2” de Mariah Carey para trás e alcançou o topo da parada da Billboard. O novo disco de Madonna já vendeu 280.273 cópias somente nos Estados Unidos. O disco de Mariah Carey aparece na segunda posição, seguido de “Spirit”, da cantora Leona Lewis.
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Agora é a vez do cantor James Blunt ser alvo de Noel Gallagher. O guitarrista do Oasis disse que está colocando a sua casa na Espanha à venda porque ela está muito perto da residência de James Blunt. Em turnê na Austrália, Blunt disse ao site britânico “Planet Rock” que o trabalho de Gallagher é sempre falar alguma coisa que vire notícia. “E ele faz isso muito bem”, completou.
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O tão esperado projeto “Archives”, de Neil Young, será lançado no último trimestre do ano. O material estará disponível apenas em formato Blu-Ray e compreenderá 10 discos, cobrindo o período de 1963 a 1972. Essa primeira leva terá, segundo o próprio Neil Young, centenas de músicas, fotografias, letras e farta memorabilia. O formato Blu-Ray foi escolhido pelo fato de possuir mais recursos que o DVD, como por exemplo, a possibilidade de o espectador poder escutar uma canção e, ao mesmo tempo, navegar pelas fotografias. Abaixo, um trailer do projeto.
terça-feira, 6 de maio de 2008
RADIOHEAD ESTRÉIA NOVO SHOW PRIVILEGIANDO CANÇÕES NOVAS E LADOS B
O Radiohead estreou o seu novo show na noite de ontem, na cidade de West Palm Beach, Flórida. O local, conhecido pelas suas praias, foi considerado bastante inusitado pelos fãs da banda inglesa. O Radiohead subiu ao palco com duas bandeiras do Tibete e tocou 24 canções, em duas horas de apresentação.
A banda apresentou o álbum “In Rainbows”, praticamente na íntegra, com canções como “Reckoner” e “Nude”, mas, surpreendentemente, não tocou o primeiro single do álbum, “Jigsaw Falling Into Place”. A banda apresentou também diversas canções que não fizeram sucesso, e raramente são executadas ao vivo, como “Optimistic” (do disco “Kid A”), e “Bulletproof (I Wish I Was)”, faixa do álbum “The Bends”.
A estrutura do palco desta turnê é bastante grandiosa para uma banda que não tem a megalomania como um de seus atributos. Os efeitos de luz e os telões também impressionaram o público.
A apresentação foi encerrada com “Videotape”, a última faixa de “In Rainbows”. Após, a banda voltou mais duas vezes ao palco. Mesmo no bis, não tocaram os seus maiores sucessos. A apresentação foi encerrada com a balada “Street Spirit (Fade Out)”, também do disco “The Bends”.
Abaixo, o roteiro completo do show:
“All I Need”
“Bodysnatchers”
“There There”
“Reckoner”
“The Gloaming”
“Morning Bell”
“Nude”
“How To Disappear Completely”
“15 Step”
“Arpeggi”
“Idioteque”
“Bulletproof (I Wish I Was)”
“Where I End And You Begin”
“Airbag”
“Everything In Its Right Place”
“The National Anthem”
“Videotape”
“Optimistic”
“Just”
“Faust Arp”
“Exit Music (For a Film)”
“Bangers And Mash”
“House Of Cards”
“Street Spirit (Fade Out)”
RÁPIDAS
Três músicas que supostamente farão parte do próximo disco do Oasis vazaram na internet. As canções se chamam “I Wanna Live a Dream (In My Record Machine)”, “Nothin’ On Me” e “Stop The Clocks”. As canções podem ser encontradas facilmente no You Tube, bem como em sites de troca de arquivos.
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O cantor Jack White prestou socorro a uma fã que desmaiou no meio de uma apresentação de sua banda The Raconteurs, na cidade do Kansas. White desceu do palco durante a execução da canção “Carolina Drama” e socorreu a fã, entregando-a a membros da segurança, que a levaram ao backstage.
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A banda Queen + Paul Rodgers anunciou que vai participar do show em homenagem a Nelson Mandela, que vai acontecer no dia 27 de junho, no Hyde Park, em Londres. Outros artistas, como Simple Minds e Annie Lennox também participarão do concerto.
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Apesar de terem anunciado ontem que não sairão em turnê, a banda The Last Shadow Puppets – projeto paralelo do guitarrista e vocalista Alex Turner, do Arctic Monkeys – confirmou presença nos festivais de Reading e Leeds, ambos na Inglaterra.
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A banda The Police disse hoje, em entrevista coletiva, que fará o último show de sua história na cidade de Nova York. A data e o local do espetáculo ainda não foram divulgados. Os ingleses aproveitaram o momento ao lado do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, para doar um milhão de dólares para um projeto do prefeito, que visa plantar um milhão de árvores na cidade de Nova York, até o ano de 2017.
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“Back To Black”, disco que Amy Winehouse lançou no ano passado, tornou-se o disco mais vendido da história da loja virtual Amazon. A cantora desbancou o Coldplay e seu “X&Y”. A loja diz que o sucesso constante do disco se deve ao fato de Amy Winehouse estar sempre na mídia.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
RÁPIDAS

A banda Nine Inch Nails disponibilizou hoje, em seu site oficial, o seu novo álbum completo para download. As dez faixas de “The Slip” podem ser baixadas em diferentes formatos, do MP3 a outros com qualidade superior. Em nota no site da banda, o vocalista Trent Reznor agradece aos fãs: “obrigado pelo apoio contínuo e pela lealdade ao longo desses anos”. Os fãs que quiserem baixas as músicas no site, deverão digitar o seu e-mail, para o qual será enviado um link que contém o acesso para as opções de formato. Os downloads também incluirão um arquivo PDF com letras e ilustrações. O disco será lançado também fisicamente, em CD e vinil, no mês de julho.
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Pela quarta vez, a cantora Madonna consegue a proeza de colocar um single e um álbum em primeiro lugar na parada britânica. O disco “Hard Candy” estreou em primeiro lugar na parada de álbuns do Reino Unido, enquanto que “4 Minutes” permanecerá pela segunda semana consecutiva no topo da parada de singles. Madonna repetiu o mesmo feito anteriormente em 1986 (“Papa Don’t Preach [single] / “True Blue”[álbum]), 1989 (com o single e disco “Like a Prayer”), e em 2005 (com o CD “Confessions On Dance Floor e o seu sucesso “Hung Up”). Nenhuma outra artista conseguiu o feito de incluir o single e o disco em primeiro lugar na parada britânica mais de uma vez.
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As recentes confusões causadas por Britney Spears custaram-lhe a bagatela de 61 milhões de dólares. O pai da cantora descobriu o rombo após vasculhar suas contas. A maior parte desse dinheiro foi gasta com os seus processos de divórcio e de guarda dos filhos, que correm na Justiça, e com assistência psiquiátrica. A cantora também teria deixado de faturar 50 milhões de dólares por não ter saído em turnê para divulgar o seu último trabalho, “Blackout”.
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A cantora Beyoncé, que recentemente se casou com o rapper Jay-Z está gravando novo disco, em Nova York, sob a produção de Chris “Tricky” Stewart e Kuk Harrell. Segundo Tricky, Beyonce está trabalhando em quatro ou cinco novas canções por dia, e que ainda existe a possibilidade de Jay-Z participar de alguma faixa do novo álbum, que, entretanto, não tem previsão de lançamento.
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O The Last Shadow Puppets – que perdeu o primeiro lugar da parada inglesa de discos para Madonna – anunciou que não sairá em turnê para divulgação do álbum “The Age Of The Understatement”. Miles Kane, que divide o projeto com Alex Turner (integrante do Arctic Monkeys), disse que o sucesso do CD – que foi gravado apenas por lazer – os apanhou de surpresa. No momento, Kane prepara o lançamento de “Rascalize”, primeiro trabalho da sua banda, “The Rascals”. Já os Arctic Monkeys estão gravando demos para o próximo disco, que pode sair ainda esse ano.
FERNANDA TAKAI NO CANECÃO

Na sexta-feira, Fernanda Takai fez um belo show no Canecão, com o repertório do disco “Onde Brilhem Os Olhos Seus”. Inovando ainda mais o repertório de Nara Leão. Canções do Eurythmics e do Duran Duran, bem como uma versão em japonês do clássico “O Barquinho” também fizeram parte do roteiro. Se o CD “Onde Brilhem Os Olhos Seus” foi um dos grandes lançamentos do ano passado, esse show também tem tudo para ser um dos melhores de 2008.
A crítica completa deste show, você lê no SRZD.
sábado, 3 de maio de 2008
RÁPIDAS

As letras de Morrissey viraram tema de estudo de alunos de marketing. Um trabalho acadêmico, publicado pelo “The British Food Journal” faz analogia entre as letras do compositor inglês e a relação dinâmica no mundo dos negócios. A letra de “Hand In Glove” (“The sun shines out of our behinds / No it’s not like any other love / This one is different, because it’s us”), por exemplo é usada pra mostrar a tendência das grandes empresas em discriminar fornecedores, fechando, assim, acordos exclusivos com um único fornecedor.
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Robert Plant está ensaiando velhas canções do Led Zeppelin, como “Black Dog” e “The Battle Of Evermore” para a sua turnê com a cantora Alison Krauss.
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Enquanto se prepara para a turnê de 40 anos de existência, a banda Yes está compondo material novo. O vocalista Jon Anderson disse à Billboard que a banda progressiva está preparando quatro novas canções. Segundo o vocalista, “as canções são muito, muito diferentes, e vai ser interessante quando a gente tocá-las porque sabemos que queremos experimentá-las e executá-las de um único jeito”. No entanto, Anderson não afirma se essas canções farão parte de algum futuro disco do Yes. A turnê de aniversário da banda começa no dia 12 de julho, na cidade de Quebec, Canadá.
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“Monkey: Journey To The West”, a ópera escrita pelo compositor Damon Albarn (Blur e Gorillaz) vai estrear nos Estados Unidos no próximo dia 22, no Spoleto Festival, na Carolina do Sul. Os ingleses vão poder assistir à ópera em agosto, na famosa Royal Opera House, em Londres. O libreto da ópera é uma adaptação de uma antiga lenda chinesa, que conta a história de um macaco hiperativo, que fica imortal após liderar uma revolta contra o céu.
SIMONE E ZÉLIA DUNCAN EQUILIBRAM TRADIÇÃO E MODERNIDADE
A idéia do projeto nasceu para algumas poucas apresentações acústicas, mas as cantoras Simone e Zélia Duncan foram além e gravaram um CD e um DVD ao vivo e, provavelmente, vão sair em turnê. A união da tradição de Simone com a modernidade de Zélia Duncan gerou um bom trabalho que, se de um lado renova a obra de Simone, retarda um pouco a de Zélia Duncan que vinha de um ótimo disco (“Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band”).
Se não acrescenta tanto à obra de Zélia Duncan como acrescenta a da cantora baiana, “Amigo é Casa” mostra, mais uma vez, o poder de Zélia “se transformar em outras”. Depois de gravar discos de música pop, MPB, sambas tradicionais e tornar-se uma “Mutante”, Zélia escorrega um pouco para o lado mais popular da cantora Simone. E, como de costume, o faz com maestria. E de quebra, ajuda Simone a se renovar. Basta ouvir, por exemplo, as novas versões de Simone (em momento solo) para “Diga Lá, Coração” e “Encontros e Despedidas”, que são superiores às datadas gravações de estúdio. Neste “Amigo é Casa”, Simone soa mais cool e com a voz mais lapidada.
Assim como Simone, Zélia Duncan também tem a sua parte solo no CD. E é daí que sai o melhor momento do show. “Na Próxima Encarnação” é o ponto alto do disco, com um ótimo arranjo do qual se sobressai o acordeom de Léo Brandão e uma letra magnífica (“Na próxima encarnação / Não quero saber de barra / Replay de formiga não / Eu quero nascer cigarra”) que faz referência ao sucesso “Cigarra”, bem como homenageia Simone. Zélia também segura bem sozinha em “A Companheira” (uma bela letra de Luiz Tatit), o samba “Kitnet” e a delicada “Cuide-se Bem”, de Guilherme Arantes.
Mas os momentos em dupla que acabam sendo o melhor (e a própria razão de ser) do CD ao vivo mesmo. “Meu Ego”, de Roberto e Erasmo Carlos, é um grande momento, assim como “Petúnia Resedá”, que ganhou arranjo mais moderno e jazzístico, com destaque para as guitarras de Walter Villaça e Webster Santos. O belo início com “Alguém Cantando”, de Caetano Veloso, com as duas cantoras somente acompanhadas do piano de Léo Brandão, também é sublime, ao contrário de “Grávida”, que já tem a própria autora Marina Lima como a sua intérperte definitiva.
Os quatro números finais são os mais empolgantes do roteiro. A homenagem a Cássia Eller, com um arranjo bem suingado para “Gatas Extraordinárias”, e o samba “Ralador” são revigorantes. Nesta canção, Simone mostra que é uma das maiores intérpretes de samba do país. No boogie-woogie “Agito e Uso”, é a vez de Zélia Duncan brilhar e segurar uma Simone mais contida. O final, com “Tô Voltando” (sucesso de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós”) é a chave de ouro do projeto.
E se o DVD tiver as músicas que fizeram parte do roteiro do show, e que ficaram de fora do CD, como “Não Vá Ainda”, “Jura Secreta” e o ótimo medley “Alma” (Suely Costa) / “Alma” (Arnaldo Antunes e Pepeu Gomes), vai ser melhor ainda.
Cotação: ***1/2
BANQUETE MARÍTIMO
Qualquer novo trabalho de Adriana Calcanhotto merece atenção redobrada do ouvinte. Seus discos são (um pouco) mais difíceis do que a média e (bastante) superiores aos lançados no cada vez mais pobre mercado fonográfico brasileiro. Assim, se o ouvinte não tiver paciência, à primeira escutada, pode jogar o CD no fundo do armário e nunca mais escutá-lo.
Com “Maré”, lançado agora pela Sony/BMG, a história não é diferente. Conforme já demonstrou em grandes discos como “Maritmo” (1998) e “Cantada” (2002), Calcanhotto não conquista o ouvinte de primeira. É preciso escutar o disco cada vez mais, até as canções se tornarem íntimas. E quando o ouvinte chega a esse estágio, descobre porque Adriana Calcanhotto é – fácil – uma das grandes artistas do Brasil, na atualidade.
O seu novo disco, na verdade, é um banquete. Tipo aqueles que são servidos em restaurantes, com vários pratos diferentes e apresentados em pequeníssimas e refinadas porções. Aliás, ainda que inconscientemente, talvez a chef Roberta Sudbrack – responsável pelo “catering” da cantora durante a gravação do disco – tenha sido uma enorme influência para a compositora gaúcha. Assim como a comida de Sudbrack, as canções de “Maré” seguem um verdadeiro ritual de uma saborosa degustação, que começa com o amuse bouche bossa-novístico da faixa-título “Maré” até culminar nos sofisticados queijos franceses de um “Sargaço Mar” do fundo da alma de Dorival Caymmi.
Conforme Calcanhotto explicou, “Maré” é o segundo disco de uma trilogia que foi iniciada com “Maritmo”. A letra, da lavra da própria cantora, dá uma pista da continuação: “Mais uma vez / Vem o mar / Se dar / Como imagem”. O CD prossegue com a bela “Seu Pensamento” (parceria com o sempre competente Dé Palmeira) e que segue a mesma linha da anterior, com um arranjo delicado e a voz sempre agradável de Adriana Calcanhotto.
Nesse novo trabalho, a compositora gaúcha se deu ao luxo de recriar canções de terceiros. Algumas escolhas funcionaram bem, outras nem tanto, que é o caso de “Três”. Apesar de ser uma boa composição dos irmãos Marina Lima e Antonio Cícero, Calcanhotto não encontra o tom perfeito para a sua interpretação. E, assim, fica impossível, não vir à mente a gravação original imbatível de sua autora, no disco “Lá Nos Primórdios” (2006). Por outro lado, “Porto Alegre (Nos Braços de Calipso)”, de Péricles Cavalcanti, com seu delicioso arranjo, é um dos pontos altos de “Maré”. E ainda conta com os luxuosos e discretos backing vocals de Marisa Monte. Em suma, seria a lagosta do banquete, acompanhada por um risoto de açafrão...
Em seguida, “Mulher Sem Razão”, parceria de Cazuza, Bebel Gilberto e Dé Palmeira, e que fez parte do testamento-musical do poeta carioca, “Burguesia” (1989). A canção que acabou perdida na obra de Cazuza, renasce na voz de Calcanhotto, e tem tudo para ser o grande sucesso de “Maré”. A sua letra rascante (“Saia dessa vida de migalhas / Desses homens que te tratam / Como um vento que passou / Caia na realidade, fada / Olha bem na minha cara / E confessa que gostou”), no melhor estilo “cinco horas da manhã no Baixo Leblon”, seria uma espécie de sobert de limão (o mais cítrico que existir) antes de se iniciar a segunda parte da refeição.
E esse segundo tempo é um pouco menos assimilável. A partir da sexta faixa, “Teu Nome Mais Secreto” – que, sozinha, já vale o disco inteiro –, podemos dizer que a leve carne dos frutos do mar é trocada por algo mais pesado. O magret de canard – que a Roberta Sudbrack me perdoe por esse banquete tão estúpido!! – com o auxílio luxuoso do violão de Jards Macalé, foi frito por ninguém menos que Waly Salomão (de quem mais poderia ser versos como “Só meu sangue sabe tua seiva e senha / E irriga as margens cegas / De tuas elétricas ribeiras / Sendas de tuas grutas ignotas”?), a quem, aliás, o CD é dedicado.
“Sem Saída” é uma poesia do concretista Augusto de Campos musicada por seu filho, Cid Campos. A curta (e densa) letra é carne bem pesada (“A Estrada é muito comprida / O caminho é sem saída / Curvas enganam o olhar”) e merece algo mais leve em seguida para uma boa digestão. E é o que ocorre com as duas próximas canções. “Para Lá” é uma boa música de Calcanhotto com letra de Arnaldo Antunes. A discreta guitarra de Arto Lindsay (que produziu o disco juntamente com a compositora gaúcha) dá um molho todo especial à canção. E “Um Dia Desses” representa um lado mais lúdico de Calcanhotto – ou não seria Partimpim?. A letra simples e delicada de Torquato Neto e musicada por Kassin é doce como um souflé de chocolate: “Um dia desses eu me caso com você / Você vai ver ai, ai, você vai ver / Um dia desses, de manhã, com padre e pompa / Você vai ver como eu me caso com você”.
O grand finale com “Onde Andarás” é puro luxo, com a linda poesia de Ferreira Goulart musicada por Caetano Veloso. E “Sargaço Mar”... Bom, “Sargaço Mar”... Dorival Caymmi... E somente com o violão de Gilberto Gil... Não precisa de maiores comentários... E nem do cafezinho.
Cotação: ****
sexta-feira, 2 de maio de 2008
RÁPIDAS
O Pearl Jam já começou a trabalhar no seu nono álbum de estúdio. Para tanto, os integrantes já selecionaram alguns demos e estão trabalhando em cima deles, junto com o produtor Brendan O’Brien (o mesmo de “Yield”, lançado em 1998). Sobre O’Brien, o guitarrista Mike McCready disse à Rolling Stone que é “mais um par de ouvidos que respeitamos, e ele vai nos dar um outro caminho a percorrer, mas a gente ainda não sabe exatamente qual é”. Sobre os demos, o guitarrista diz que ainda estão em fase inicial. A banda já fez uma sessão de estúdio com O’Brien, e o trabalho deve continuar em julho, após uma pequena turnê do Pearl Jam, no mês de junho, pelos Estados Unidos.
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A banda The Cure vai lançar quatro singles, antes de colocar nas lojas o seu 13º álbum de estúdio, no dia 13 de setembro. Todo dia 13 de cada mês, até agosto, será lançado um novo single. O primeiro já sai no mês de maio, e vai se chamar “The Only One”. A canção “NY Trip” será o lado B e não estará presente no álbum a ser lançado em setembro. Em junho, será a vez de “Freakshow”. Os singles vão ser lançados em formatos digital e físico. Entre maio e junho, o The Cure estará excursionando pelos Estados Unidos.
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Após sete anos de ausência, Tina Turner vai retornar aos palcos. A cantora anunciou no “Oprah Winfrey Show” que a turnê começará em 01º de Outubro, na cidade do Kansas. Os ingressos para a turnê serão vendidos a partir do dia 12 de maio.
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A gravadora Columbia vai relançar 17 álbuns de Bruce Springsteen. O lançamento está previsto para o dia 19 de maio, na Europa. Os discos sairão em edição limitada e virão em embalagem digipack com a arte original do vinil. Entre os lançamentos, discos clássicos como “Nebraska” (1982), “Born To Run” (1975) e “Greetings From Asbury Park, NJ” (o primeiro álbum de Springsteen, de 1973). Os discos ao vivo “Live 1975-1985” (1986) e “Live In New York City” (2001) também farão parte do pacote.
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O documentário “Gimme Shelter”, sobre a turnê de 1969 dos Rolling Stones, será lançado em DVD no dia 11 de agosto. O vídeo trará imagens do caótico show em Altamont, aonde um fã foi assassinado pelos Hell’s Angels, que faziam a segurança da banda. O DVD vai ter imagem e áudio restaurados e virá acompanhado de um livreto de 40 páginas. Nos extras, comentários dos diretores Albert Maysles e Charlotte Zwerin.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
A “MATERIAL GIRL” CONTEMPORÂNEA
Se Madonna tem uma qualidade inegável, é a capacidade de se renovar a cada disco. (Capacidade esta que, infelizmente, tem faltado a Michael Jackson.) Se nos anos 80, a moda era usar sintetizadores e bancar a virgem, Madonna estava lá fazendo. Se hoje a moda é se associar a diversos produtores e usar os recursos mais modernos em termos de dance-music, Madonna também executa com maestria. E sempre – seja hoje ou nos anos 80 – acaba fazendo escola. Britney Spears que o diga.
Em seu novo disco, “Hard Candy”, Madonna volta um pouco às suas origens de “material girl”, a começar pela capa, com uma foto sensualíssima da cantora, como não se via há anos. Na parte musical, impossível não reparar no jeito mais solto de cantar em “She’s Not Me”, como Madonna fazia nos anos 80. A letra (“She started dressing like me / And talkin’ like me / It freaked me out / ... / She’s not me / She doesn’t have my name / She’ll never have what I have”), que na verdade fala de dor-de-cotovelo, pode ser usada muito bem para artistas que, volta e meia, aparecem por aí imitando Madonna. “Spanish Lesson” também tem um quê de “La Isla Bonita” dos anos 80. O violão espanhol inicial que vai progressivamente se misturando às batidas eletrônicas foi um belo achado.
Mas se estamos em 2008, Madonna não se contentou apenas com um único produtor. A produção das canções de “Hard Candy” é dividida entre o The Neptunes (leia-se Pharrell Williams e Chad Hugo) e a dupla Justin Timberlake / Timbaland. E fato é que a primeira dupla se sai, de longe, bem melhor. Para provar, basta ouvir “Give It 2 Me”, uma das melhores canções da discografia da cantora norte-americana. Com ela, Madonna mostra realmente que sabe das coisas. A tal qualidade de manter-se sempre atual sem perder a essência...
Ainda produzida pelo The Neptunes, “Heartbeat” é outra excelente faixa de “Hard Candy” e vai, com certeza, tocar nas melhores pistas de dança de São Paulo a Tóquio. “Candy Shop”, a primeira do álbum, calcada na percussão que se une a elementos eletrônicos é outra canção que Madonna e os Neptunes acertam. Por sua vez, “Beat Goes On”, com a participação de Kanye West decepciona um pouco.
Mas se “Hard Candy” tem uma forte característica, é a falta de homogeneidade. E isso não é um elogio. A verdade é que a dupla Justin Timberlake / Timbaland errou a mão em algumas faixas do disco. Um exemplo disso é o primeiro single, “4 Minutes”, que parece ser industrial demais. Faltou o ritmo e o balanço de “Give It 2 Me”, que seria um single bem mais impactante. “Dance 2Night”, “Devil Wouldn’t Recognize You” e “Voices” – também produzidas pela mesma dupla – são absolutamente dispensáveis a “Hard Candy”.
Mesmo um bom momento da dupla, como “Miles Away”, não compensa a gordura das outras faixas. Fato é que se Madonna tivesse optado por apenas um produtor, “Hard Candy” seria um disco bem melhor, assim como “Confessions On a Dance Floor”, que teve a produção de Stuart Price.
Mesmo com seus altos e baixos, Madonna mostra em “Hard Candy” que está sempre a frente de seu tempo, ditando o que de melhor acontece na disco-music. E para os seus 50 anos já é mais do que o bastante.
Cotação: ***1/2
RÁPIDAS

A banda Queen, acompanhada do vocalista Paul Rodgers está em estúdio gravando o seu primeiro disco de inéditas desde “Made In Heaven” (1995). O novo trabalho do Queen + Paul Rodgers vai se chamar “The Cosmos Rocks” e dará continuidade a parceria de Brian May, Roger Taylor e Paul Rodgers, que já fizeram uma turnê e lançaram o CD e DVD ao vivo “The Return Of The Champions”. O primeiro single do disco será “C-lebrity”, que segundo os integrantes, é uma mistura do peso de “All Right Now” (canção da ex-banda de Rodgers, Free) com a harmonia de “Somebody To Love”, do Queen. Outras duas canções serão “We Believe”, segundo May um “épico no tradicional estilo do Queen”, e “Call Me”, que é “uma canção que se enquadraria perfeitamente no álbum ‘Sheer Heart Attack’ [lançado pelo Queen em 1974, e que tem “Now I’m Here” e “Killer Queen” entre suas canções]”, continuou May. O disco será lançado entre setembro e outubro.
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Foi lançado no dia 29 de abril, na internet, um filme pornô que tem entre seus atores o guitarrista Jimi Hendrix. Lançado pela Vivid Entertaiment, “Jimi Hendrix: The Sextape” pode ser adquirido on line e estará a venda nas lojas norte-americanas a partir do dia 06 de maio. No site de venda, é possível ver um trecho do filme. A Vivid obteve o vídeo de um colecionador particular de artigos ligados ao rock. A fita foi gravada há mais ou menos quarenta anos, dentro de um quarto de hotel. No filme, Hendrix contracena com mais duas atrizes.
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A canadense Gail Renard vai colocar a venda, em leilão, o manuscrito original da canção “Give Peace a Chance”, composta por John Lennon. A letra foi escrita durante a famosa lua-de-mel de John e Yoko. A imprensa foi convidada para uma entrevista com os dois deitados na cama debaixo dos lençóis, e Renard, então com 16 anos, conseguiu entrar, juntamente com a imprensa no quarto. Durante a coletiva, John Lennon deu a ela o manuscrito da letra da canção. O leilão será no dia 10 de junho, na Christie’s, e estima-se que o valor do pedaço de papel chegue a 500 mil dólares.
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Albert Hammond Jr., guitarrista do The Strokes lançará o seu segundo álbum solo “Cómo Te Lama?”, no início de julho. O disco foi gravado em cinco semanas, em Londres. Sean Lennon participa, no piano, da faixa “Pooky Couch”. Hammond Jr. sairá em turnê para divulgar o novo trabalho durante o verão do hemisfério norte.
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Madonna fez um show gratuito no Roseland Ballroom, em Nova York para marcar o lançamento de “Hard Candy”. O público, que ficou até 60 horas na fila, ouviu, em primeira mão, as versões ao vivo das novas “Miles Away” e “Give It To Me”. Justin Timberlake fez uma participação espacial em “4 Minutes”. O show, que durou 30 minutos, foi encerrado com os sucessos “Hung Up” e “Music”. A cantora sairá em turnê este ano, mas as datas ainda não foram divulgadas.


