2 de jul de 2011

Os bombeiros, nossos heróis; 26 anos da estreia do Ultraje; 6 do Live 8; as novas do Mika e do Chico Buarque; a melhor de hoje, “Screamadelica Live".



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Bom dia a todos. Sabadão de sol, hein... Confesso que nem ia aparecer por aqui hoje. Mas quando abri a agenda e vi que era Dia do Bombeiro, não resisti. Os bombeiros, nossos heróis. Salvadores de tantas vidas. E que mesmo assim são chamados de “vagabundos” pelo nosso nobre governador Sergio Cabral. É uma mentalidade interessante essa: os bombeiros são vagabundos porque pedem aumento em um salário ridículo de R$ 900,00; e as obras do estádio do Maracanã vão ultrapassar um bilhão de reais, para quatro ou cinco partidas de uma Copa do Mundo que o país não tem a mínima condição de receber... Pois é, seu Sergio Cabral... Quem é o “vagabundo” dessa história toda?? Hein?

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Olha ele rindo da sua cara:



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Bom, mudando de assunto. Vamos falar de coisas boas... Há 26 anos chegava às lojas um dos álbuns mais emblemáticos da geração 80 da Música Popular Brasileira. “Nós vamos invadir sua praia” marcou a estreia do Ultraje a Rigor, e era praticamente uma coletânea de sucessos: a faixa-título, “Inútil”, “Ciúme”, “Rebelde sem causa”, “Marylou”, “Eu me amo”, “Mim quer tocar”... Pena que depois disso o Ultraje nunca mais tenha sido o mesmo. Também, seria difícil superar esse álbum, que merece estar presente em qualquer top 5 do Rock Brasil.



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Hoje faz seis anos de um dos eventos mais grandiosos do rock. O Live 8, idealizado por Bob Geldof, aconteceu simultaneamente em sete país, durante todo o dia 02 de julho de 2005. Na lista de atrações, Coldplay, R.E.M., Elton John, Sting, Stevie Wonder, Dave Matthews Band, Pet Shop Boys, Brian Wilson, Neil Young, entre outros. Os destaques foram o encontro do Paul McCartney com o U2 e a reunião do Pink Floyd, em sua formação (quase) original. Syd Barrett não estava presente, mas ele foi lembrado com essa música aqui:





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O 2 de julho também marca um dos dias mais felizes para o futebol brasileiro. Há exatamente um ano, a seleção do Dunga era eliminada pela Holanda, na Copa da África do Sul. No ano passado, só faltaram me matar porque eu não torci para o Brasil. Era até ameaçado de morte pelo twitter... Agora, um ano depois, me responda: era possível torcer pela seleção do Dunga???



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Segundo o Juca Kfouri, o nome da bola da Copa 2014 no Brasil será JABURLEI. Gênio!

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E essa música nova do Chico Buarque, hein? Hum, sei lá, está parecendo o último livro dele, “Leite derramado”... Né??



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E a música nova do Mika? Pode ser pelo fato de ela ser cantada em francês, mas a verdade é que eu já achei o Mika bem mais interessante... “Elle me dit” fará parte do próximo álbum do cantor libanês, “The origin of Love”, a ser lançado no ano que vem.



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A dica desse fim de semana é o BD (ou DVD) “Screamadelica Live”, do Primal Scream. O vídeo apresenta o show que a banda fez no Olympia de Londres, em novembro do ano passado. No roteiro, o “Screamadelica” inteirinho, ao vivo, e mais um set com oito músicas, incluindo “Rocks” e “Jailbird”, ambas do álbum “Give out but don’t give up” (1994). O BD ainda tem como bônus o programa “Classic Albums” sobre a gravação do “Screamadelica” (1991). Quanto a esse álbum, tudo o que pode ser dito será mais do mesmo. Acho que foi em março que a New Musical Express publicou uma matéria bem original. Ela elaborou uma lista com os “the druggiest albums ever”. “Screamadelica” ficou em primeiro lugar. Só para dar uma ideia, cito os cinco discos que vieram em seguida: 2) “Exile on main st.” (Rolling Stones), 3) “White light/White heat” (The Velvet Underground), 4) “There’s a riot goin’ on” (Sly & The Family Stone), 5) “In utero” (Nirvana) e 6) “Revolver” (The Beatles). “Scremadelica” é um puta disco. O que mais gosto é a quantidade de estilos musicais e ritmos nele presentes. O Primal Scream jogou nas onze. E não fez feio em nenhum momento. O que é chamado de principal “E album” (o “E” vem de ecstasy) da história, realmente é daqueles discos que definem uma era. No caso, essa “era” durou apenas um dia, já que “Nevermind” chegou às lojas no dia seguinte. Se a era não durou da mesma forma que o álbum do Nirvana dura até hoje, foi por mera obra do acaso. Não era para ser. Que nem aquela história, que, por chegar cinco minutos atrasado no aeroporto, você perde o voo que caiu e matou todos os seus passageiros. Nesse caso, o Primal Scream chegou antes no aeroporto. Trouxe toda a cultura do ácido, da rave e do techno ao mainstream britânico. Mas ficou restrito a Grã-Bretanha. Enquanto “Nevermind” navegou oceanos.