21 de jun de 2010

Nélson Gonçalves, Chediak, Byrds, Cocoon, Platini, Botafogo, Collins, Skank, Green Day, Radiohead, Bono, Beach Boys, Leonard Cohen, Phoenix, Maroon 5

Muito interessante o "MTV Unplugged" do Phoenix. Curto e simples.


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Quem também anuncia novo álbum para o ano que vem é o grande Leonard Cohen. Este será o primeiro álbum de inéditas do compositor canadense. A maioria de suas canções foi composta antes de Leonard sair na grande turnê que aconteceu entre 2008 e 2009, e gerou o CD/DVD "Live in London". O cantor ainda disse ao Guardian que o álbum deverá ter 10 ou 11 canções. O último trabalho de inéditas dele foi "Dear Heather", lançado em 2004. No ano passado, Leonard Cohen chegou a anunciar ao site Spinner que estava se aposentando.

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O Radiohead que me desculpe, mas, para mim, a grande notícia do dia foi dada pelo Las Vegas Sun. O jornal da Califórnia informa que Brian Wilson vai se juntar aos Beach Boys, depois de décadas e décadas de brigas e processos judiciais. A ideia é colocar Wilson, Mike Love e Al Jardine em cima do palco, na turnê comemorativa dos 50 anos da banda.

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Aos interessados, vale a pena dar uma lida na última coluna de Bono para o New York Times. Nela, o compositor fala sobre o "Domingo sangrento" de Dublin, em janeiro de 1972.

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E finalmente parece que o sucessor de "In rainbows" (2007) vem aí em breve. O Radiohead pretende lançar um novo álbum ainda em 2010. O guitarrista Ed O'Brien revelou à BBC que o álbum será "diferente do que fizemos na última vez". O que é que vem, hein?? Como o Radiohead deve lançar o álbum pela internet mesmo, não deve demorar muito para ele estar disponível.

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Quem também deu um show de longa duração no mesmo dia 19 de junho foi o Green Day. O vocalista Billie Joe Armstrong classificou a apresentação da banda como "the biggest show of their fucking lives". No roteiro de 40 (isso mesmo, QUARENTA!) músicas, em duas horas e cinquenta minutos, além dos sucessos e das canções de "21st century breakdown", o Green Day mostrou covers de "Sweet child o' mine" (Guns n' Roses), "Highway to hell" (AC/DC), "Iron man" (Black Sabbath), "(I can't get no) Satisfaction", "Paint it black" (ambas dos Rolling Stones) e "Hey Jude" (Beatles).



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O Skank gravou DVD/CD/BD no último sábado, no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Não fui ao show, mas bem que gostaria de ter ido. Considero o Skank a banda mais digna da geração 90 do rock brasileiro, e "Cosmotron" (2003), para mim, é o melhor álbum brasileiro dos anos 00. Como o projeto era retrospectivo, a banda mineira mandou muito bem, ao tocar por três horas, e não deixar (quase) nenhum sucesso de fora. Se o artista estiver divulgando um novo trabalho, com um roteiro alinhavado, tudo bem fazer um show mais coeso. Mas, a partir do momento em que o show é anunciado como retrospectivo, o Skank fez o que tinha que ser feito. Sem frescura. Muito bacana. Tomara que saia tudo no DVD. Se tirarem alguma música, será uma bola fora. O repertório do show, que eu pesquei na internet, foi esse aqui: "Mil acasos", "Um mais um", "É uma partida de futebol", "Esmola", "Pacato cidadão", "Uma canção é pra isso", "É proibido fumar", "Presença", "Amores imperfeitos", "Ainda gosto dela", "Noites de um verão qualquer", "Jackie Tequila", "Balada do amor inabalável", "Acima do sol", "De repente", "Três lados", "Vou deixar", "Garota nacional", "Sutilmente", "Vamos fugir", "Saideira", "Resposta", "Dois rios", "Te ver", "Tanto", "A cerca", "Canção noturna", "O beijo e a reza", "Ali" e "Tão seu". "De repente" e "Presença" são duas parcerias inéditas de Samuel Rosa e Nando Reis. E o Skank divulgou um trechinho dessa primeira nesse vídeo abaixo.



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Também apostando em songbooks no melhor estilo Rod Stewart, Phil Collins divulgou o repertório de seu novo álbum, "Going back" (capa acima), com sucessos da gravadora Motown, que chegará às lojas no dia 13 de setembro. As faixas são as seguintes: "Girl (Why you wanna make me blue)", "(Love is like a) Heatwave", "Uptight (Everything's alright)", "Some of your lovin'", "In my lonely room", "Take me in your arms (Rock me a little while)", "Blame it on the sun", "Papa was a rolling stone", "Never dreamed you'd leave in summer", "Standing in the shadows of love", "Do I love you", "Jimmy Mack", "Something about you", "Love is here and now you're gone", "Loving you is sweeter than ever", "Going to a go-go", "Talkin' about my baby" e "Going back". Alguém leva fé?

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Apesar de todos esses acontecimentos importantes para a seleção brasileira, acho que o dia 21 de junho tem um significado ainda mais importante para os botafoguenses. Isso porque foi no dia 21 de junho de 1989, que o Botafogo saía de uma fila de 21 anos sem título. O gol foi de Maurício, e a escalação completa do Botafogo, nessa partida, foi a seguinte: Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Vítor, Carlos Alberto Santos e Luisinho (substituído por Mazolinha); Maurício, Paulinho Criciúma e Gustavo. No lado do Flamengo (que era comandado por Telê Santana, tinha Bebeto, Zico, Zinho, Leonardo, Aldair, o goleiro Zé Carlos, além de Renato Gaúcho). Eu me lembro que, após o jogo, nem fiquei triste. Peguei o telefone, liguei para o meu avô e dei os parabéns. Tadinho, ele já devia estar com saudades de ver o seu time campeão...



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Exatos 16 anos depois do tri, também no México, foi dia de tristeza para a torcida brasileira. Nas quartas de final, o Brasil foi eliminado pela França. No tempo normal, o jogo foi um a um (gol do Careca para o Brasil, e do aniversariante Platini para a França). Zico ainda perdeu um pênalti durante a partida. Após mais um empate na prorrogação, o Brasil perdeu a vaga na semi-final na disputa por pênaltis. O mais irônico é que em 1998 e em 2006, o Brasil também perdeu para a França, carrasco-mor da nossa seleção. Pelo menos, ao que parece, a França já rodou nessa Copa da África...



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Mas se o Platini não ganhou a Copa, outros tiveram melhor sorte. E no dia 21 de junho de 1970, portanto há 40 anos, era a vez de Calos Alberto Torres levantar a taça Jules Rimet pelo tricampeonato do Brasil. Outro dia, vendo o filme oficial dessa Copa no México, fiquei impressionado com a sua alta qualidade (bem diferente dessa Copa xôxa da África do Sul). Acho que nela aconteceram os dois melhores jogos de todos os Mundiais: a final que o Brasil ganhou de quatro a um da Itália, e a antológica semi-final, na qual a Alemanha Ocidental foi derrotada por quatro a três pela Itália. Saca só o time do Brasil na final de 40 anos atrás: Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Gérson e Clodoaldo; Pelé, Rivelino, Tostão e Jairzinho. Tá bom pra você?



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Agora vamos falar de que? Copa do Mundo, hehe... Tinha que ser, né... E, olha, o dia 21 de junho é cheio de coisas interessantes. Pra começar, em 1955 nascia um daqueles grandes craques, que está na galeria dos maiores de todos os tempos: Michel Platini. Líder de uma geração vitoriosa nos anos 80, Platini faturou a Eurocopa de 1984, e defendeu a França nas Copas do Mundo de 1978 (eliminada na primeira fase), 1982 (4ª colocação) e de 1986 (3ª). Zidane fez justiça à geração de 80 na Copa de 1998, ao levantar a taça Copa do Mundo. Infelizmente, Platini não pôde fazer o mesmo. Azar da Copa do Mundo.



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Nós sempre elegemos alguns filmes que, mesmo que esteja passando pela trigésima vez na televisão, acabamos arrumando um jeito de assistir, ainda que seja só um pouquinho. São aqueles filmes que não cansam. E, por incrível que pareça, mesmo na décima vez que a gente assiste, é capaz de descobrir coisas novas. Um filme que entra nesse grupo, para mim, é "Cocoon", dirigido por Ron Howard. Não me canso de ver e rever aqueles velhinhos do asilo que ficam mais novos por conta da água da piscina. O roteirista teve imaginação. E o filme vingou. Tanto que, 25 anos após a sua estreia - que aconteceu no dia 21 de junho de 1985 - estamos aqui falando dele.



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Os fãs do The Byrds têm bons motivos para tirar a poeira do velho vinil e colocar para rodar hoje. E melhor ainda se esse velho vinil for "Mr. Tambourine Man", álbum de estreia da banda, e que, hoje, completa 45 anos. Na época, quem dominava as paradas de discos e singles eram os Beatles e os Rolling Stones. Mas eis que surgiu o The Byrds, que, já nessa sua estreia, deixou as duas bandas para trás, alcançando o topo dos mais vendidos da Billboard. A relação de faixas de "Mr. Tambourine Man" é a seguinte: "Mr. Tambourine Man", "I'll feel a whole lot better", "Spanish Harlem incident", "You won't have to cry", "Here without you", "The bells of Rhymney", "All I really want to do", "I knew I'd want you", "It's no use", "Don't doubt yourself, babe", "Chimes of freedom" e "We'll meet again".

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Se tivesse que fazer uma lista com, sei lá, as dez pessoas mais importantes para a divulgação da Música Popular Brasileira, não teria dívidas em incluir o nome de Almir Chediak nela. Além de grande violonista, Chediak editou songbooks dos principais artistas da MPB. No início, eram bonitos livros com as partituras das principais canções de gente como Tom Jobim, Caetano Veloso e Ary Barroso. Depois, além do livro, Almir Chediak começou a convidar diversos músicos para gravar o repertório do artista homenageado. Assim, por exemplo, foram lançados CDs com as obras de Noel, Chico Buarque, Tom, Edu, Djavan, Caymmi, tudo na voz de gente como Gal Costa, Maria Bethânia, Renato Russo, Tom Jobim, entre outros. Coisa fina mesmo. Por isso que fica aqui a nossa homenagem ao grande produtor, que, se vivo fosse, estaria completando 60 anos. Almir Chediak foi morto estupidamente em 2003. E, infelizmente, a sua ideia não foi levada adiante.

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E o que que tem para esse 21 de junho, hein? Para começar, vamos falar de uma das figuras mais interessantes da nossa música. Há 91 anos nascia Nélson Gonçalves, que imortalizou "A volta do boêmio", e foi o segundo cantor que mais vendeu disco no Brasil, ficando atrás apenas de Roberto Carlos. A história de Nelson Gonçalves daria um filme bem interessante. Tivesse nascido lá fora, certamente isso já teria acontecido. Nélson Gonçalves tem dois bons DVDs lançados, e que apresentam um bom aperitivo dessa figura tão única: "Ensaio" (gravado em estúdio, com direito a uma boa entrevista do cantor) e "Eternamente Nélson", com trechos de vários programas dos quais o artista participou na Rede Globo. Nélson Gonçalves morreu aos 78 anos, no dia 18 de abril de 1998.



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Opa! Bom dia pessoal. E como vamos nesse início de semana, hein? Hoje o tempinho ficou meia-bomba, bem diferente do fim de semana. Para animar, só a goleada de Portugal mesmo, que efz o que o Brasil deveria ter feito contra a Coreia do Norte na estreia. Mas, tudo bem, na sexta, a gente tira a prova dos nove. E acho que o Brasil ainda leva a melhor. Dureza só vai ser a Espanha nas oitavas. Agora, ao que parece, a Copa está começando a ficar divertida de verdade. E eu continuo na minha torcida para a Argentina. Sorry.