30 de nov de 2010

System Of A Down, Chickenfoot, Jack White + Danger Mouse, Manic Street Preachers, Coldplay, Paul Weller, Weezer + Best Coast, U2 + Jay-Z, Cartola

Trinta anos sem Cartola. O maior sambista de todos os tempos!



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Já viram U2 + Jay-Z juntos durante show na Nova Zelândia? As músicas escolhidas foram o clássico "Sunday bloody Sunday" e a raridade "Scarlet", sobra das gravações de "October" (1981).





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Na noite do último sábado, Bethany Cosentino, do super-hypado Best Coast, subiu ao palco para cantar "Island in the sun", durante show do Weezer. Recentemente, Rivers Cuomo escreveu, com Cosentino, uma música chamada "Go away", que deve fazer parte do próximo álbum do Weezer. O vídeo de "Island in the sun" pode ser visto logo abaixo.




No show, o Weezer tocou a íntegra de "Pinkerton" (1996). *__*


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O álbum "Wake up the nation", de Paul Weller, ganhou (muito merecidamente, por sinal), a edição 2010 do Uncut Music Award. O ex-integrante do The Jam bateu bandas importantes, como o Arcade Fire e o Gorillaz. "Estou surpreso com o prêmio. Uma grande parte dos créditos vai para Simon Dine [produtor e co-compositor do álbum]. O disco veio dele, sério. Eu podia ver um som totalmente novo emergindo dele", disse Weller. Os concorrentes de "Wake up the nation" foram: "The suburbs" (Arcade Fire), "Teen dream" (Beach House), "Butterfly house" (The Coral), "The black dirt sessions" (Deer Tick), "American slang" (The Gaslight Anthem), "Plastic beach" (Gorillaz) e "Have one on me" (Joanna Newsom).

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O Coldplay divulgou hoje um teaser do videoclipe do seu single natalino, "Christmas lights" (capa acima). O lançamento oficial acontecerá amanhã. Ao mesmo tempo, a banda de Chris Martin está dando os retoques finais em seu novo álbum, o sucessor de "Viva la vida and death and all his friends" (2008), produzido por Brian Eno.



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O Manic Street Preachers lançará um EP ao vivo na semana que vem, somente no formato digital. O "disquinho" terá o novo single da banda, "Some kind of nothingness", além de mais quatro versões ao vivo - incluindo uma do mesmo single. O tal single (o segundo do último álbum de estúdio do MSP, "Postcards from a young man") conta com os vocais de Ian McCulloch. A relação de faixas é a seguinte: "Some kind of nothingness" (Live From Later… - vídeo abaixo), "Some kind of nothingness" (Album version), "Masses against the classes" (Live from Newport Centre), "Sleepflower" (Live from Manchester Apollo) e "Yes" (Live from Manchester Apollo).



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O álbum que une o guitarrista Jack White (White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather), o produtor Danger Mouse (Gnarls Barkley e Broken Bells) e o compositor italiano Daniele Luppi teve a sua relação de músicas divulgada. O disco, que se chama "Rome", ainda terá a participação da cantora Norah Jones. Influenciado pelas trilhas sonoras do italiano Ennio Morricone, "Rome" terá 15 faixas: "Theme of Rome", "The rose with the broken neck", "Morning fog (interlude)", "Season's trees", "Her hollow ways (interlude)", "Roman blue", "Two against one", "The gambling priest", "The world (interlude)", "Black", "The matador has fallen", "Morning fog", "Problem queen", "Her hollow ways" e "The world".

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O Chickenfoot lançou, na internet, um vídeo com uma apresentação ao vivo de "Foxey lady", de Jimi Hendrix, gravada ao vivo no bar do vocalista Sammy Hagar, Cabo Wabo, em abril. "Esse foi um grande ano, e estamos muito agradecidos a todos os fãs. Por isso, queremos dividir esse presente de fim de ano com vocês. Boas festas a todos. Estaremos de olho em vocês no estúdio, em 2011", escreveu a banda em comunicado. O vídeo está logo aí abaixo.



Ah, Sammy Hagar também revelou que já está quase terminando a sua autobiografia, "Red: My uncensored life as a rocker". O livro sai em 2011.

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A banda System Of A Down confirmou o seu retorno, e vai se apresentar, a partir de junho, na Itália, Alemanha, França, Suíça, Reino Unido, Áustria e Finlândia. A banda estava em hiato havia cinco anos. "Não temos planos de qualquer espécie. Só vamos fazer esses shows porque queremos tocar juntos outra vez para vocês, nossos fãs", disse o grupo através de comunicado. A banda aproveitará para participar de festivais no verão europeu, como Rock im Park e Rock am Ring, ambos na Alemanha, e Download, na Inglaterra.

29 de nov de 2010

John Grant, Suede, Pink Floyd, Elton John x Oasis, U2

Agora é oficial: o U2 se apresenta no Brasil no dia 09 de abril, em São Paulo, no estádio do Morumbi, com abertura do Muse. Os ingressos, que começam a ser vendidos no dia 07 de dezembro, custarão R$ 70,00 (cadeira superior amarela); R$ 180,00 (pista); R$ 220,00 (arquibancada amarela); R$ 240,00 (arquibancadas azul, vermelha, vermelha especial e laranja); R$ 340,00 (cadeira inferior A e B); e R$ 380,00 (cadeira superior azul 1, cadeira superior azul premium, cadeira superior vermelha e cadeira superior laranja).Haverá pré-venda de ingressos para clientes dos cartões Citibank, incluindo os cartões Credicard e Diners, nos dias 04 e 05 de dezembro. Membros do site oficial do U2 poderão comprar os bilhetes já no dia 01º de dezembro.

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Quem anda meio irritado com Noel e Liam Gallagher é Elton John. Segundo ele, os irmãos ex-integrantes do Oasis são dois "turrões estúpidos" por terem perdido a oportunidade de conquistar os Estados Unidos. "Eles eram enormes na Grã-Bretanha, eram enormes nos Estados Unidos, foram até lá, brigaram entre si, cancelaram a turnê e nunca conquistaram a América", disse à Absolute Radio. "Essa oporunidade, você só tem uma vez. Essa é a diferença entre garotos e homens. Coldplay, Muse, U2, The Police e outros conjuntos... Esses são os homens, e todo o resto são os garotos", completou o Sir.

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Nick Mason, baterista do Pink Floyd, desistiu de fazer um show com a sua banda. O motivo é justo. A apresentação aconteceria na residência de uma socialite em Oxfordshire, no mesmo local onde Roger Waters e David Gilmour tocaram juntos no primeiro semestre desse ano. "Esse evento privado não é a ocasião para um retorno do Pink Floyd. A princípio, eu disse que ia participar, mas vi que era um evento de caridade muito pequeno, para pessoas de terno. Não acho certo transformar algo pequeno em um grande evento. Temos que guardar a volta para algo como o 'Live 8'", disse o músico à Classic Rock.

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"Eu me sentia incompleto, à procura de quem realmente era. E essa primeira encarnação dos Suede havia tudo isso: um sentimento de confusão, de falta de pertencimento. Ninguém com vinte e poucos anos percebe o que quer que seja da vida, mas isso faz parte da beleza do rock n'roll." (Brett Anderson, do Suede, em entrevista à revista portuguesa Blitz)

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O final do ano está chegando (jááá??), e as listinhas de melhores de 2010 já começam a pipocar por aí. A revista britânica Mojo fez a sua com os melhores álbuns. O grande vencedor foi "Queen of Denmark" (capa acima), de John Grant, ex-vocalista dos Czars. Confesso que ainda não ouvi esse disco, mas vou correr atrás. O top 10 completo é esse aqui:
10) Doug Paisley - "Constant companion"
9) The Coral - "Butterfly house"
8) Phosphorescent - "Here's to taking it easy"
7) Midlake - "The courage of others"
6) Paul Weller - "Wakes up the nation"
5) The Black Keys - "Brothers"
4) Edwyn Collins - "Losing sleep"
3) MGMT - "Congratulations"
2) Arcade Fire - "The suburbs"
1) John Grant - "Queen of Denmark"

28 de nov de 2010

Resenhando: Kings Of Leon, Milton Nascimento, Elton John & Leon Russell, Diogo Nogueira, Elvis Costello

“Come around sundown”– Kings Of Leon
Há algum modo diferente de começar a resenha de “Come around sundown” dizendo que o Kings Of Leon era uma banda bacaníssima, mas que se transformou em um engodo depois que cismou em fazer parte do mainstream? Depois da primeira audição do álbum, a resposta é não. Assim como o seu antecessor (“Only by the night”, de 2008, aquele da faixa “Sex on fire”), esse “Come around sundown” peca pela sua sonoridade forçadamente pop, bem diferente dos álbuns “Youth and young manhood” (2003) e “Aha shake heartbreak” (2005). Veja bem: não é pecado nenhum uma banda ser pop, é claro. Mas o Kings Of Leon erra a mão pela segunda vez, deixando de lado aquela sua sonoridade original, meio rural, meio rock, com um quê de Strokes. No novo trabalho, a banda de Nashville deixa claro que optou por se transformar em uma banda de rock de arena, como, talvez, um U2. Só falta fazer um som digno de rock de arena, e não o pop descartável, com ar extremamente pretensioso, de faixas como “The end” e “Radioactive”. O que dá mais pena é constatar que “Come around sundown” tem lá os seus bons momentos, representados por canções como a folk “Back down south”, a bonita “Pyro”, além de “Mi amigo”. Nessas faixas, a família Followill mostra sinceridade, algo que lhe vem faltando ultimamente. Mas ainda é o suficiente para acender uma pontinha de esperança de que o Kings Of Leon pode voltar a ser aquela banda bacana do início dos anos 00.

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“...E a gente sonhando” – Milton Nascimento
Em 2008, Milton Nascimento lançou, ao lado do Jobim Trio, um bonito tributo a Antonio Carlos Jobim. Nele, não havia nenhuma música inédita de Bituca. Então, podemos dizer que “...E a gente sonhando” é o primeiro álbum de inéditas de Milton desde “Pietá”, de 2002. E a espera valeu a pena? Certamente, sim. Diferentemente de seus contemporâneos da MPB, Milton sempre aparece com um projeto realmente novo. Ou seja, assim como “Clube da esquina” (1972), “Milagre dos peixes” (1973) e “Pietá”, esse “...E a gente sonhando” não é “apenas” um disco com canções inéditas, mas um álbum conceitual, como se quisesse inaugurar um movimento na música brasileira – embora o novo trabalho não tenha a mesma força dos outros três. Mais uma vez, Bituca investe em novos nomes da cidade mineira de Três Pontas. A bonita balada pop “Olhos do mundo”, por exemplo, é de autoria de Marco Elizeo Aquino (co-produtor do álbum, ao lado de Milton) e de Heitor Branquinho. Os dois artistas da nova geração trespontana também dividem o microfone com Bituca. Já a bela “Gota de primavera” é uma parceria de Milton com Pedrinho do Cavaco. O pianista Ismael Tiso Jr., por sua vez, é o responsável pelo samba-jazz “Do samba, do jazz, do menino e do bueiro”, ao lado de Miller Sol. Ele também divide os vocais com Milton. Flávio Henrique é o autor da letra de “Amor do céu, amor do mar”, cujos versos fazem a ponte com o passado ao relembrar a grande intérprete de Milton, Elis Regina (“Quando sonhei Elis Regina / Um coro de anjos se fez escutar / Meu coração desamparado se encheu de muitas cores / Cobriu todo ar”). Paulo Francisco (Tutuca) canta a canção com o padrinho. E o passado volta em duas parcerias com Fernando Brant, “Me faz bem” (já gravada por Gal Costa, em seu incompreendido “Lua de mel – Como o diabo gosta”, de 1987) e “Espelho de nós” (gravada por Simone de 1989), cujo dueto com o jovem Bruno Cabral faz a gente se sentir na cozinha de Milton. O dueto se repete na faixa-título, composta por Milton em 1965, e gravada (em versão instrumental) pelo Tempo Trio (primeira banda do Bituca). Como nada pode ser tão perfeito, são dispensáveis as regravações de “Adivinha o quê” (de Lulu Santos, e que ganhou um molho mezzo latino, mezzo jazz), “Resposta ao tempo” (invencível na voz de Nana Caymmi) e “O sol”, uma balada pop do Jota Quest, que é pequena demais para a voz de Milton Nascimento. Dificilmente “...E a gente sonhando” terá a mesma força de um “Clube da esquina” ou até mesmo de um “Pietá”. Mas não se pode negar que representa um enorme sopro de criatividade no cada vez mais anêmico mercado brasileiro de discos. Que o próximo não demore tanto.

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“The union” – Elton John & Leon Russell
“The union”, novo álbum de Elton John (dessa vez, em parceria com Leon Russell, multiinstrumentista que já gravou com Jerry Lee Lewis e Rolling Stones, entre outros), é a prova definitiva de que o compositor britânico não precisava ter feito o papelão que fez em sua última turnê no Brasil em 2008: cantar os seus sucessos mais manjados, em versões insossas e com uma voz sofrível. Explico: os últimos trabalhos de Elton John (por exemplo, “Songs from the west coast”, de 2001, “Peachtree Road”, 2004, e “The captain and the kid”, 2006) são bons demais para que ele viva apenas de seu glorioso passado. E “The union” vem se juntar a esse grupo de bons álbuns. A história da parceria entre Elton John e Leon Russell é a seguinte: quando Elvis Costello estreou o seu programa de televisão “Spectacle”, em 2008, Elton John elogiou muito o estilo de Leon Russell (que andava meio sumido, se apresentando em pequenos bares) tocar piano. A troca de gentilezas continuou por um tempo até que os dois resolveram entrar em estúdio, o que resultou no álbum ora lançado, produzido pelo onipresente T Bone Burnett. Deixando o pop descarado de lado, e optando por um rock mais tradicional, nesse novo álbum (gravado ao vivo em estúdio), Elton John relembra os seus melhores momentos, como “Tumbleweed connection”, de 1970. Embora a maioria das pessoas vá dizer que “The union” é “o novo álbum do Elton John”, é bom deixar claro que Leon Russell é o responsável pela composição de boa parte das faixas (outras são de Elton John com o parceiro Bernie Taupin), bem como pelos vocais das mesmas. Certamente, juntamente com o produtor, Russell direcionou o estilo das canções para algo mais adulto e menos pop. Destaque para o rock “Monkey suit”, a bluesy “I should have sent roses” e a linda “Gone to Shiloh”, com participação especial de Neil Young nos vocais. No final das contas, foi bom para ambos os lados. “The union” ressuscitou a carreira de Russell, e deu novos ares a de Elton John. (Lá fora, saiu uma edição especial do álbum, com duas faixas bônus e um DVD com documentário dirigido por Cameron Crowe.)

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“Sou eu – Ao vivo” – Diogo Nogueira
Não é de se estranhar que, hoje em dia, um artista tenha mais álbuns ao vivo lançados do que de estúdio. Diogo Nogueira é um deles. “Sou eu – Ao vivo” (também em DVD) é o segundo registro ao vivo do sambista. Gravado no Vivo Rio, durante a turnê de divulgação de “Tô fazendo a minha parte” (2009), o novo disco junta sucessos colecionados na curta carreira de Diogo Nogueira às músicas do trabalho que estava sendo divulgado à época da gravação. “Sou eu – Ao vivo” tinha tudo para ser um mais do mesmo (como a maioria dos CDs brasileiros que estão nas prateleiras das lojas) se não fossem as participações especiais, que dão um tempero diferente ao projeto. Chico Buarque, presença bissexta nos palcos, prestigia Diogo Nogueira com “Homenagem ao malandro” e “Sou eu”, essa, ao lado de Hamilton de Holanda e de Ivan Lins. Esse último, por sua vez, comparece na sua “Lembra de mim”, que está presente somente no DVD. A bonita parceria de Zeca Pagodinho com Almir Guineto, “Lama nas ruas”, também conta com Hamilton de Holanda. Aliás, é notável (e saudável) o fato de Diogo Nogueira ter deixado o nome do seu pai, o saudoso João Nogueira, de lado, para investir em outros compositores, como Leandro Fregonesi e Ciraninho (em “Amor imperfeito”, com participação de Alcione) e a dupla Serginho Meriti / Claudinho Guimarães (“Da melhor qualili”). Só poderia mesmo ter dispensado a brega até a alma “Vestibular pra solidão” (de Alexandre Pires) e o sambão “Deixa eu te amar”, de Mauro Silva, Camillo e Agepê, e gravado por Simone, no ano passado. De resto, esperamos que a EMI não mande Diogo Nogueira a gravar mais um álbum ao vivo no ano que vem.

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“National ransom” – Elvis Costello
A análise da discografia de Elvis Costello é das coisas mais complicadas para quem trabalha com música. Se o compositor inglês lança hoje um álbum de rock, certamente, no ano que vem, virá um de jazz, e depois um clássico, e por aí vai. Então, chega a ser curioso, o fato de Costello ter mantido a sonoridade básica (algo entre o bluegrass e o rock, transitando um pouco pelo folk, blues, skiffle em “A slow drag with Josephine”, e até balada sinatriana, caso de “You hung the moon”), o mesmo produtor (T Bone Burnett) e até mesmo uma capa bem parecida com a do álbum anterior, “Secret, profane & sugarcane” (2009). Aí você vai me perguntar: então não há diferença entre ambos? Eu respondo: há sim, e para muito melhor. O que já era ótimo no álbum lançado no ano passado, ficou melhor nesse “National ransom”. O motivo é simples. Nesse novo disco, Costello foi menos pretensioso, abusando mais de rocks básicos e melódicos, como em seus primeiros álbuns, casos de “Five small worlds” e da excelente faixa-título. Pode ter certeza que “National ransom” é o melhor álbum de Elvis Costello desde “King of America” (1986), produzido por – quem?? – T Bone Burnett.

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Abaixo, “Radioactive”, single de “Come around sundown”, do Kings Of Leon, em versão ao vivo no SNL:

27 de nov de 2010

Top 5: Unplugged MTV

Ontem, o Unplugged MTV, uma das principais franquias musicais da televisão, completou 21 anos. Nesse dia, o Squeeze, certamente, não imaginava estar escrevendo um capítulo importante para a música, ao gravar o primeiro programa da série. Afinal de contas, quem viveu nos tempos pré-internet, sabe muito bem a importância da MTV e de alguns de seus programas mais importantes – como o “Unplugged”, claro.

Depois do Squeeze, mais de uma centena de artistas passou por estúdios entre os Estados Unidos e o Reino Unido para gravar os seus “Acústicos”. Inclusive, diversos artistas da América Latina (como a banda Los Tres e o cantor Charly Garcia) foram aos Estados Unidos para registrar as suas participações na série. Já os brasileiros gravaram os seus por aqui mesmo. E os artistas brasileiros que participaram da série “Acústico MTV” não deixaram por menos. Os Titãs, por exemplo, além de venderem mais de um milhão de cópias do CD, tiveram a carreira ressuscitada. Já os Paralamas do Sucesso investiram em lados B, e gravaram, talvez, o melhor programa da série brasileira. Quando eu trabalhava no SRZD, fiz um apanhado dos melhores momentos dos “Acústicos” brasileiros, aqui.

No top 5 de hoje, vou apresentar os meus “Unpluggeds” (internacionais) prediletos. A seleção, como sempre, foi difícil. E, caso você discorde, já sabe, é só apitar no twitter.

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5) Eric Clapton
Em um top 5 dos “Unpluggeds” não tem como não citar o de Eric Clapton. Gravado em 1992, o especial acabou se transformando em CD e VHS (depois DVD), e foi o que mais vendeu de toda a série, na história. Produzido por Russ Titelman, o álbum faturou seis prêmios Grammy e trouxe Clapton de volta aos holofotes, com o sucesso da regravação de “Tears in heaven”. O álbum acabou ficando marcado por essa música, mas vale relembrar aqui pérolas como “Running on faith”, “Hey hey”, “Malted milk” e a arrasadora versão acústica de “Layla”.



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4) R.E.M.
Quando a MTV comemorou os dez anos de seu primeiro “Unplugged”, quem ela chamou para fazer o programa comemorativo? O R.E.M. Por quê? Porque a banda de Michael Stipe havia gravado um dos programas mais bacanas, logo que lançou o multiplatinado “Out of time” (1991). Nenhum dos dois acústicos do R.E.M. foi lançado oficialmente (um DVD com os dois seria tão legal..), mas é molinho encontrá-los na internet. Difícil mesmo é dizer qual foi o melhor.



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3) Pearl Jam
De todos os “Unpluggeds” que tive a oportunidade de assistir em vídeo, não tenho dúvidas em afirmar que o do Pearl Jam é o mais enérgico. Banquinho e violão para Eddie Vedder? Esqueça. Ele prefere ficar em cima da cadeira. O Pearl Jam gravou o seu programa acústico em 1992, a reboque do álbum “Ten” (de 91) e da explosão do movimento grunge. O programa foi curtinho (tem só umas sete músicas) e foi lançado em 2008, na edição especial de “Ten”.



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2) Tony Bennett
Tony Bennet não chegou a subir na cadeira, mas também arrebentou na gravação de seu “Unplugged MTV”, em 1994. Uma nova geração pôde conhecer coisas como “It had to be you”, “I left my heart in San Francisco”, “A foggy day” e “Body and soul”. E ainda teve as participações especiais de Elvis Costello e de k.d. lang. Coisa muito fina mesmo.



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1) Bob Dylan
Tenho certeza que vocês vão estranhar, mas o meu “Unplugged” predileto ever é o de Bob Dylan. O repertório é irretocável, a banda está afiadíssima e Dylan faz aquela velha brincadeirinha com o seu público de mudar tanto os arranjos de suas canções, a ponto de deixar clássicos como “The times they are a-changing”, “All along the watchtower” e “Like a rolling stone” (todos presentes no CD e no DVD) praticamente irreconhecíveis. Como não deu para incorporar o vídeo ao blog, veja “Knockin’ on heaven’s door” aqui.

26 de nov de 2010

Black Eyed Peas, Mick Jagger x Keith Richards, Bon Jovi, Sex Pistols, U2, Madonna, Tina Turner

Acredita que essa doida está fazendo 71 anos hoje?? Esse vídeo de Tina Turner foi gravado no ano passado. E ainda tem gente que fica pagando pau pra Britney Spears, Lady Gaga...



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Se lembra daquele livro "Sex", da Madonna, que quem tinha (eu! eu!) tirava a maior onda? Pois bem, ele está completando 18 anos. E está disponível gratuitamente na internet. Aqui!

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O U2 homenageou ontem, durante show em Auckland, os 29 mineiros neozelandeses mortos nessa semana. Os telões do Mt Smart Stadium arrolaram os nomes dos 29 mortos, enquanto Bono dizia: "As pesoas têm diferentes formas de lidar com a dor. Na Irlanda, a gente canta". Após, a banda mandou "I still haven't found what I'm looking for" (vídeo abaixo) e "One tree hill", em homenagem aos mineiros.



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Há 34 anos, o Sex Pistols entrava para a história do punk lançando "Anarchy in the UK"...



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O Bon Jovi planeja parar por um tempo após o término da atual turnê mundial, no meio de 2011. A banda está na estrada sem parar faz quase dois anos. "Está na hora. Temos que ir para a cama", disse o vocalista Bon Jovi à Billboard. O tempo da possível pausa não foi anunciado.

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Sabe relação de amor e ódio? Então, a Rolling Stone norte-americana elegeu as mais, digamos, importantes no mundo da música. A dupla Mick Jagger e Keith Richards lidera a lista. Em sua autobiografia, "Vida", que saiu no Brasil nessa semana, o guitarrista afirma que Jagger não é lá muito, hum..., bem dotado. O top 10 completo ficou assim: 1) Mick Jagger x Keith Richards; 2) Paul Simon x Art Garfunkel; 3) Steven Tyler x Joe Perry; 4) Roger Daltrey x Pete Townshend; 5) Ray Davies x Dave Davies; 6) John Lennon x Paul McCartney; 7) Roger Waters x David Gilmour; 8) The Everly Brothers; 9) Liam Gallagher x Noel Gallagher; e 10) Axl Rose x Slash. Sei não, mas colocaria os irmãos Gallagher em primeiro lugar...



A duplinha pode brigar, mas é genial, né??

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Depois de muito disse-não-disse, o Black Eyed Peas foi confirmado para fazer o famoso show no intervalo do XLV Super Bowl. A apresentação acontecerá no Cowboys Stadium, na cidade de Arlington, no Texas, em 06 de fevereiro de 2011. A apresentação costuma durar 11 minutos, e a audiência é uma das maiores dos Estados Unidos no ano. Em 2010, a honra da apresentação no half time coube ao The Who. Vamos lembrar?

25 de nov de 2010

Guns n' Roses, Elton John+Lady Gaga, Eric Clapton, Jeff Beck, R.E.M.

O R.E.M. anunciou hoje a relação de faixas do álbum "Collapse into now", que será lançado no primeiro trimestre de 2011. O 15º álbum de estúdio da banda foi produzido por Jacknife Lee, responsável pela produção de "Accelerate" (2008). Eddie Vedder (Pearl Jam), Patti Smith e Peaches participam do álbum, que foi gravado nas cidades de Portland, New Orleans, Nashville e Berlin. As faixas de "Collapse into now" são as seguintes: "Discoverer", "All the best", "Uberlin", "Oh my heart", "It happened today", "Every day is yours to win", "Alligator aviator autopilot antimatter", "Walk it back", "Mine smell like honey", "That someone is you", "Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I" e "Blue".

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Por falar em grandes guitarristas, ontem vi o show do Jeff Beck aqui no Vivo Rio. Há 12 anos, quando se apresentou no Free Jazz, Beck teve que fazer sessão extra a tarde, por conta da grande procura de ingressos. Ontem, o Vivo Rio estava bem vazio, tipo 30% de sua lotação, provavelmente por conta da guerra no Rio. Uma lástima para um dos guitarristas mais importantes de todos os tempos. Apesar da pouca lotação, Jeff Beck fez um show, no mínimo, sensacional, baseado em seu último álbum, o mediano "Emotion & commotion" (2010). O show intercalou momentos mais tranquilos, especialmente nas faixas desse último álbum, calcado em teclados, como a ária "Nessun dorma", da ópera "Turandot", de Giacommo Puccini, e "Over the rainbow", do filme "O mágico de Oz". Mas Jeff Beck também mostrou algumas velharias, como "You never know" (do "There and back", de 1980), "Led boots" (do "Wired", de 1976), "Big block" (do "Guitar shop", de 1989) e a linda "People get ready", gravada em estúdio com Rod Stewart, e que, no show, ganhou uma versão instrumental sublime (vídeo abaixo). E ainda teve uma inspirada versão de "A day in the life", que deixou mais saudades dos shows do Paul McCartney. Um showzaço. Pena que tenha sido para poucos.



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Guitarristas da Grã-Bretanha elegeram Eric Clapton o melhor guitarrista de todos os tempos. A Allianz Musical Insurance, que organizou a pesquisa, ouviu cerca de mil guitarristas. O top 5 foi o seguinte: 1) Eric Clapton, 2) Jimi Hendrix, 3) Jimmy Page, 4) Jeff Beck e 5) Chuck Berry. Além dos guitarristas, a pesquisa procurou saber quais as guitarras mais emblemáticas de todos os tempos. Clapton faturou mais essa. Olha só: 1) Blackie Stratocaster (Eric Clapton), 2) Double neck Gibson (Jimmy Page), 3) Number one strat (Stevie Ray Vaughan), 4) Les Paul (Les Paul) e 5) Red Special (Brian May). Olha só Mr. Clapton com a sua blackie...



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"Ela é como a filha bastarda do Elton John, sim. Se tivesse uma filha, seria a GaGa. Ela é fantástica. Tem influências de muita gente." (Elton John sobre Lady GaGa)

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Para quem ainda tem esperança em ver uma reunião de Axl Rose e Slash, um balde de água fria. O líder do Guns n' Roses etá processando a Activision, produtora do Guitar Hero, em 20 milhões de dólares. O motivo é singelo. Axl ficou indignado com a aparição de Slash no Guitar Hero III. O cantor diz que havia feito um acordo com a Activision no sentido de que não haveria no game nenhuma referência a Slash e nem ao Velvet Revolver. Nos autos do processo, Axl Rose alega que só autorizou a inclusão de "Welcome to the jungle" no GH III, se fosse cumprida a tal condição. Será que ele leva a grana?

24 de nov de 2010

Paul, Planeta Terra, Scissor Sisters, Lennon, Tim Maia, BEP, Prodigy, Noel, Primal Scream, Stripes, Nick Cave, Gorillaz, National, Hendrix, Mercury

Durante os shows de Paul McCartney, me lembrei muito de Freddie Mercury. Acho que seria o único artista que me deixaria tão eufórico quanto o Paul. Mas hoje faz 19 anos que Freddie se foi. Faz falta!



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Após o lançamento do luxuoso box "West Coast Seattle boy", na semana passada, a família de Jimi Hendrix prepara mais um mega lançamento envolvendo o nome do guitarrista. Trata-se do histórico show de Hendrix no Royal Albert Hall, em fevereiro de 1969. A irmã de Jimi, Janie deu a notícia à Billboard. A apresentação foi filmada por quatro câmeras, e Janie garante que o material está em boas condições. O filme será lançado nos cinemas, em DVD e CD. Ainda não há datas confirmadas.

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Linda também a nova música do The National. "Wake up your saints" está na versão expandida de "High violet", que saiu essa semana.



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Gorillaz + Daley em "Crystalised", do XX. Achei lindo.



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Nick Cave disse que "não escrevi nada ainda", mas confirma o lançamento de um novo álbum para o ano que vem. O último álbum do Nick Cave & The Bad Seeds foi o sensacional "Dig, Lazarus, dig!!!" (2008). "Haverá um novo álbum no ano que vem. Ainda não escrevi nada, mas é assim que funciona mesmo. Eu já sei qual a data que vamos começar a trabalhar nele, e aí vou para o escritório para iniciar os trabalhos. Não vou pensar nisso enquanto não terminar a turnê com o Grinderman, que está ótima. A banda é uma coisa", disse Cave à Spinner.

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O White Stripes anunciou para o dia 30 de novembro o lançamento de seus três primeiros álbuns no formato vinil. "White Stripes" (1999), "De stijl" (2000) e "White blood cells" (2001) estão fora de catálogo (no formato LP) desde 2005. Eles chegarão às lojas com gramatura 180. O áudio foi remasterizado dos tapes analógicos originais.

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Para comemorar os 20 anos do lançamento de "Screamadelica", no ano que vem, o Primal Scream prepara o lançamento de um edição especial do álbum. No dia 07 de março chega as lojas um pacote de luxo com quatro CDs, incluindo o álbum original, raridades e o "Live in L.A, 1991", e mais um DVD com o making of das gravações do álbum, com 30 minutos de duração. Também no ano que vem, o Primal Scream sai em turnê pelo Reino Unido, apresentando a íntegra de "Screamadelica".

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Noel Gallagher já iniciou as gravações de seu primeiro álbum solo, é o que informa Miles Kane, a metade do The Last Shadow Puppets. O guitarrista disse à BBC que tocou guitarra em uma das faixas do álbum. "Fiquei poucas horas no estúdio, mas fiz a minha parte", disse Kane. No início do ano, Noel chegou a dizer que ia demorar um pouco a começar a gravar o seu primeiro álbum solo, porque queria se dedicar à família. Pelo jeito, apressou o passo depois de ouvir o Beady Eye.

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A PRS For Music, organização britânica que defende os direitos autorais, fez uma pesquisa para eleger a música mais controvertida de todos os tempos. A grande campeã foi "Smack my bitch up", lançada pelo Prodigy em 1997. A lista completa, em ordem crscente do 2º ao 10º colocado, é a seguinte: "God save the queen" (Sex Pistols), "Relax" (Frankie Goes To Hollywood), "Kim" (Eminem), "Killing in the name" (Rage Against The Machine), "Ebeneezer goode" (The Shamen), "Suicide solution" (Ozzy Osbourne), "Get your gunn" (Marilyn Manson), "Angel of death" (Slayer) e "Dear God" (XTC).



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E que tal o videoclipe de "The time", do Black Eyed Peas, hein?



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A obra de Tim Maia, uma das melhores (e mais zoneadas) da nossa MPB, retorna parcialmente às lojas no box "Universal" (acima), que agrupa os oito álbuns lançados pelo cantor nas extintas gravadoras Philips e Polygram (atual Universal), além do DVD "In concert", especial de televisão transmitido pela Rede Globo em 1989, e que já saiu em DVD uns quatro anos atrás. A caixa ainda vem com um texto do jornalista Silvio Essinger. Todos os CDs foram remasterizados a partir dos tapes originais. As capinhas e encartes dos CDs também foram reproduzidos seguindo a arte original dos vinis. Os álbuns incluídos são os auto-intitulados de 1970, 71, 72, 73, 76 e 80, "Descobridor dos sete mares" (1983) e "Sufocante" (1984). Sai na primeira semana de dezembro.

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Está a fim de comprar o álbum "Double fantasy", que John Lennon autografou para Mark Chapman, cinco horas antes de ser assassinado pelo próprio? O objeto está à venda no site Moments in time pela bagatela de 850 mil dólares. Além da assinatura de Lennon (abaixo, no detalhe), a capa tem marcas das impressões digitais de seu assassino.


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Na ressaca do Paul McCartney e do Planeta Terra, ainda teve a apresentação do Scissor Sisters, na Via Funchal, na segunda-feira, dia 22. Acabei indo a esse show mais para cumprir tabela mesmo. Mas valeu a pena. A presença de palco da banda de Nova York é absurda. E o repertório, muito bem encadeado, mesclou as boas canções de "Night work" (2010) com as de "Tah-dah" (2006) e do auto-intitulado álbum de estreia, de 2004. A plateia pulou enlouquecidamente em músicas como "I don't feel like dancing", Take your mama", "Comfortably numb" (do Pink Floyd), "Fire with fire" e "Filthy/Gorgeous", essa a última do show. Se o público estava preocupado com Paul McCartney? Provavelmente menos do que a banda, que apresentou "Paul McCartney", faixa de "Ta-Dah". O único ponto fraco do show foi a lotação meia-bomba da Via Funchal. Também, com tantos shows interessantes rolando aqui no Brasil, fica difícil ter grana para todos. E hoje ainda tem Jeff Beck aqui no Rio...



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Antes do Paul McCartney, passei pela maratona do festival Planeta Terra, que aconteceu no Playcenter, em São Paulo, no sábado passado. O line-up desse Planeta Terra foi fantástico. Organização, idem. O problema é que depois de horas e horas de música, você não consegue assistir a mais nada. Por isso, tive que selecionar os shows que queria ver - deixando alguns bem interessantes para trás. O primeiro show que vi inteirinho foi o do Mika (foto tosca acima). O cantor libanês é um showman de verdade. Canta muito, pula o tempo todo... O repertório, acertadamente, privilegiou as músicas de seu primeiro álbum, "Life in cartoon motion" (2007), como "Grace Kelly" e "Billy Brown". Mas as músicas de "The boy who knew too much" também não fizeram feio. "We are golden" foi a que mais levantou a plateia. A apresentação de Mika foi uma das mais lotadas do festival. Não imaginava que a galera que se diz "indie" gostasse dele. Enfim... A única pena foi a curta duração do show, com apenas 57 minutos. Achei, de certa forma, um desperdício, um artista do porte do Mika vir ao Brasil para cantar por tão pouco tempo. Tomara que, ao menos, ele tenha gostado o suficiente para retornar em breve.



As outras três apresentações que assisti ao menos 85% foram as do Hot Chip, Pavement e Smashing Pumpkins. O último álbum do Hot Chip, "One life stand", está no meu top 5 de grandes discos de 2010. Mas acho que a banda não conseguiu passar a mesma energia para o palco. O show, realizado no palco "indie", estava lotadaço, a ponto de deixar o início do Pavement (que tocava no palco principal) bem vazio. O público estava bem animado, pulando a cantando praticamente todas as músicas. Quem conseguiu passar pelo corredor absurdamente congestionado entre os dois palcos pôde ver o show do Pavement quase todo. E, bem, o show do Pavement foi... um show do Pavement. Não há muita definiação mesmo. Eles tocaram com aquele ar blasé característico, fazendo o estilo "quanto mais tosco melhor". O público cantou tudo. E muita gente não desperdiçou as lágrimas em "Shady Lane" - mesmo sabendo que Paul McCartney se apresentaria nos dois dias seguintes na cidade.



O show mais aguardado da noite era mesmo o do Smashing Pumpkins. O que tinha de camisa escrito "Zero" no meio da plateia não estava no gibi. E Billy Corgan dava a impressão que estava fazendo questão que o público demorasse a reconhecer as suas músicas. Mas a plateia respondeu muito bem. Também não tinha como. O som estava muito mais potente no show do Smashing Pumpkins, e a guitarra alucinada de Corgan ficou zunindo nos ouvidos até o show do Paul McCartney. Mesmo completamente desfigurada, e vítima do ego gigantesco de seu líder, o Smashing Pumpkins é uma das últimas grandes bandas de rock da história.



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Ah, essa foto abaixo fui eu quem tirei. Reparou que tudo o que Paul McCartney toca vira ouro??

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Boa tarde, pessoal. Em primeiro lugar, perdão pela ausência nos últimos dois dias. Foi por absoluta falta de tempo mesmo. Mas hoje prometo colocar tudo em dia. Para começar, claro, tenho que falar sobre o show do Paul McCartney em São Paulo. Estive na primeira apresentação no Morumbi, no dia 21 de novembro. Bom, não dá para dizer que houve alguma grande surpresa com relação ao show de Porto Alegre, já resenhado aqui. No repertório, a única diferença foi a ausência de "Ram on". O som estava um pouco mais baixo também. De resto, as mesmas frases em português (trocando "gaúchos" por "paulistas"), a mesma competência e a mesma perfeição. No show de segunda, soube que houve algumas mudanças no repertório. A mais imporetante foi logo a primeira música do show: "Magical mistery tour", que entrou no lugar da dobradinha "Venus and Mars"/"Rock show". Paul também mandou "Two of us" e "Got to get you into my life" no lugar de "And I love her" e "Drive my car", respectivamente. Choveu um pouco também durante o show de segunda. Enfim, Paul McCartney está com 68 anos. Acho difícil, mas ainda prefiro acreditar que ele voltará ao Brasil. Com esses shows, tive a certeza que Paul não faz música. Ele faz mágica. Bom, não vou falar mais sobre esses hows aqui. Como escreveu o Arthur Dapieve, em sua última coluna n'O Globo, tudo já foi falado sobre Paul McCartney, e nada foi o suficiente.

21 de nov de 2010

Resenhando: Rock & Roll Hall of Fame, Legião Urbana, R.E.M., Roupa Nova, Weezer

“The 25th Anniversary – Rock & Roll Hall of Fame Concerts”– Vários Artistas
Assistir a um concerto reunindo nomes como Simon & Garfunkel, U2, Mick Jagger, Bruce Springsteen, Metallica, Aretha Franklin, Jeff Beck, Sting, entre outros, pode parecer um sonho. E deve ser mesmo. Esse concerto (na verdade dois, em dias seguidos) aconteceu no Madison Square Garden, em Nova York, no primeiro semestre desse ano para comemorar os 25 anos de existência do Rock & Roll Hall of Fame. Um amigo meu que assistiu ao segundo show tentou me descrever a sensação de ver o U2 com o Mick Jagger em cima do palco, a cinco metros de distância. Consegui imaginar, mais ou menos, como foi. Mas o DVD (também em blu-ray e CD) que chegou às lojas (lá de fora) no início do mês fez o resto do trabalho. De fato, são quase seis horas de ótima música e de encontros sensacionais. Exemplos? São numerosos, mas vamos lá: Metallica + Ozzy Osbourne (em uma versão absurda de “Iron man” / “Paranoid”), U2 + Mick Jagger, Bruce Springsteen + Billy Joel, Stevie Wonder + B.B. King (“The thrill is gone” ficou arrepiante), Paul Simon + David Crosby, Aretha Franklin + Annie Lennox, Jeff Beck + Buddy Guy (em “Let me love you baby”)... Tá bom? Nesse tipo de show, as apresentações, às vezes, tendem a ficar um pouco burocráticas. Decerto, esse “The 25th Anniversary...” não foge à regra em determinados momentos (Crosby, Stills & Nash, é verdade, chega a cansar um pouco). Mas, em sua maior parte, o DVD chega mesmo a arrepiar. Até mesmo com a Fergie grasnando e estragando “Gimme shelter”, ao lado de Bono e de Mick Jagger.

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“Legião Urbana” – Legião Urbana
O dever do ofício me faz escrever sobre o relançamento da obra completa da Legião Urbana em CD (vendidos avulsos ou em luxuoso box) e em LP com gramatura 180 – adiantei o meu presente de Natal me dando a coleção completa em vinil. Bom, falar o quê da obra da Legião? Como diz aquele famoso jornalista lulista, até o mundo mineral conhece a obra de Renato Russo e companhia. Do seminal “Legião Urbana” (1985), com vários cuspes na cara de vocês, como “Será” e “O reggae”, ao póstumo “Uma outra estação” (1997), o da clássica “Clarisse” (a garota que está trancada no banheiro e quer se suicidar), a obra da banda de Brasília prima pela coerência e pela alta qualidade. Disco ruim da Legião? Desculpe-me, mas não existe. Pode até ter aquele que você considera mais fraco, mas ruim? Não. E não se esqueça que o ruim de hoje pode ser o seu predileto de amanhã. Considerei “V” (1991) durante muito tempo um álbum muito difícil. Ouvia pouco. Bom, ele continua sendo difícil. Até ainda mais, atualmente. Mas, hoje, é o meu mantra. Quando “As quatro estações” (1989) foi lançado, os roqueiros mais radicais não entenderam porque Renato Russo estava cantando “Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo” ou então “Ainda que eu falasse a língua dos anjos”. Hoje, acho que todo mundo entende. Outro aspecto que impressiona quando a gente ouve novamente a obra completa da Legião Urbana é observar a sua atemporalidade. Nossa mãe, tem bandinha por aí que fez música ontem, e hoje já soa datada, tanto na sonoridade quanto na letra. Isso não acontece com nenhuma (eu disse NENHUMA!) música da Legião, posso garantir. Se encontrar alguma, por favor, me avise. Agora, eu vou dar uma dica: se você for muito fã da Legião, tiver um toca-discos e alguma grana sobrando, compre a edição dupla em vinil de “A tempestade”. Renato Russo sempre dizia que “até segunda ordem, todo álbum da Legião é duplo”. Na hora H, ele mudava de ideia para o disco não ficar muito caro. Assim, “A tempestade” é o primeiro vinil duplo (de canções inéditas, ressalte-se, ou seja, o “Música para acampamentos” não vale) da história da Legião Urbana. Demorou, mas Renato Russo deve ter ficado feliz.

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“Live from Austin TX” – R.E.M.
O R.E.M. já anunciou que o seu novo álbum de inéditas, “Collapse into now” sairá em breve. No ano passado, chegou às lojas o fantástico CD duplo “Live at the Olympia in Dublin”, com 39 faixas gravadas durante os ensaios abertos para a gravação do álbum “Accelerate” (2008). Um álbum ao vivo, é verdade, mas que não tinha muita coisa a ver com a turnê, que passou pelo Brasil em três memoráveis apresentações em novembro de 2008. Então, a “Accelerate tour” iria passar em branco, logo por uma banda que sempre faz questão de deixar registrado oficialmente algum show da turnê? Mais ou menos. “Live from Austin TX”, novo DVD da banda Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck, não é exatamente um show da turnê do álbum. A apresentação foi gravada para o programa de televisão “Austin City Limits”, no dia 13 de março de 2008, poucos dias antes de “Accelerate” chegar às lojas. Não se tratava de um ensaio, mas de um especial com 75 minutos de duração. Nesse DVD, as canções do álbum surgem da mesma forma que estão registradas no trabalho de estúdio, além de sucessos que viriam a fazer parte da turnê. Mas, caso você tenha ido a algum show do R.E.M. em 2008, esqueça toda a animação e energia da banda. Esse “Live from Austin TX” é frio como um focinho de cachorro quando acorda no inverno. A preocupação em acertar as músicas novas deixa a apresentação muito sem graça – e isso sem contar com o áudio do DVD, que está baixo demais. Mas é lógico que também não dá pra desprezar o lançamento. Afinal, não é sempre que o R.E.M. junta em um mesmo setlist preciosidades como “Drive”, “So. Central rain” e “Fall on me”. E também não é qualquer banda que pode tocar músicas como “Losing my religion”, “Man on the moon” e “Imitation of life” sem jamais cansar o ouvinte. E tem mais: as músicas do “Accelerate” ficam melhores a cada dia que passa. Duvida? Então ouça “Until the Day is done” e “Man-sized wreath”. Pensando bem “Live from Austin TX” é um grande DVD. Realmente, o R.E.M. não consegue fazer nada mal feito.

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“30 anos – Ao vivo” – Roupa Nova
Ninguém pode dizer que o Roupa Nova só vive do passado, afinal, não tem muito tempo, eles colocaram nas lojas o mediano “Roupa Nova em Londres” (2009). Mas muita gente pode dizer que o Roupa Nova tem vivido muito do passado ultimamente. Veja só: “RoupAcústico” (2004), “RoupAcústico 2” (2006) e, agora, “30 anos – Ao vivo”. Por mais que o Roupa Nova seja uma das instituições da MPB com um enorme número de sucessos, não tem como não soar repetitivo. Os dois primeiros discos citados são acústicos, certo, mas esse terceiro não foge muito do esquema. Embora seja notável a preocupação da banda em fazer arranjos um pouco diferentes, no final das contas, não tem muito para onde correr. Entretanto, quem é que está muito interessado em ficar ouvindo material novo, a não ser os críticos rabugentos? A julgar pela empolgação dos fãs do Roupa Nova nesse novo DVD (que também sai em CD com faixas muito mal selecionadas, diga-se de passagem), a banda carioca está fazendo a coisa certa. Do início, com a linda “Sapato velho” até o final, com “Canção de verão” (o seu primeiro sucesso), o Roupa Nova joga pra galera, literalmente. Não tem uma música que a plateia que lotou o Credicard Hall, em julho, não saiba de cor (e cante aos berros). E tome “Linda demais”, “Volta pra mim”, “A força do amor”, “Dona”, “Coração pirata”, “Seguindo no trem azul”, “Clarear”, “Meu universo é você”, “Whisky a gogo”... No CD e no DVD, o Roupa Nova também recebe convidados especiais como Milton Nascimento (“Nos bailes da vida”), Sandy (“Chuva de prata”), Padre Fábio de Mello (em “A paz”, jura que precisava disso??) e Fresno (“Show de rock ‘n roll”). Stanley Netto e Daniel Musy engrossam o caldo nos metais, e a Orquestra Sinfônica Villa-Lobos faz bonito, ainda que a sua participação seja reduzida. As letras do Roupa Nova, às vezes, são de gosto bem duvidoso. Mas, musicalmente, vamos combinar, a banda é perfeita.

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“Death to false metal” / “Pinkerton” (Edição especial) – Weezer
O Weezer está fazendo um bom pé-de-meia nesse fim de ano. Depois do lançamento do álbum de inéditas “Hurley”, dois meses atrás, agora é a vez de dois (na verdade três, porque um é duplo) CDs em uma tacada só. Vamos começar pela edição especial do clássico “Pinkerton”, lançado originalmente em 1996. Até hoje, os fãs do Weezer dizem que a banda nunca lançou nada igual. E eles têm razão. Ouvindo “Pinkerton” novamente, 14 anos após, fica nítida a sua qualidade. É aquele tipo de álbum que a gente pode afirma que não envelhece. “Tired of sex”, “Across the sea”, “Pink triangle” e “The good life” continuam deliciosas. Além disso tudo, quem comprar essa edição luxuosa de “Pinkerton” (óbvio que só saiu lá fora), ainda vai ter 25 faixas raras ou inéditas, como lados B de singles, muita gravação ao vivo de faixas do álbum (a versão acústica de “El scorcho” é especialmente divertida), takes alternativos de gravação (“Butterfly”, ainda mais crua, ficou ainda mais bonita), além da absolutamente inédita “Tragic girl”. Partindo para “Death to false metal”, trata-se de uma compilação de gravações inéditas do Weezer, “que não entraram nos sete primeiros álbuns da banda porque estávamos ou estranhos demais, ou pop demais, ou metal demais ou punk demais”, conforme Rivers Cuomo explicou ao Toronto Sun, no mês passado. Apesar de as músicas serem, em sua maioria, antigas, o álbum mais parece um novo trabalho da banda. Com todos os senões que isso acarreta, até mesmo porque, todos sabemos que os últimos álbuns do Weezer estão mais pra lá do que pra cá. Por exemplo, a versão para “Unbreak my heart”, aquela mesmo da Toni Braxton, chega a ser risível – o que a banda quis com essa faixa? “Turning up the radio”, a faixa de abertura, lembra o rock adolescente que o Weezer anda fazendo ultimamente, e “Losing my mind” soa pretensiosamente chata. Mas tudo bem, ainda tem algumas coisas que a gente possa se lembrar do Weezer dos velhos tempos, como “The odd couple” e “Blowin’ my stack”. Mas nada que justifique o lançamento de “Death to false metal”, indicado somente para os mais fanáticos.

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Em seguida, veja o encontro de Mick Jagger com o U2, em “Stuck in a moment you can’t get out of”, presente no DVD “The 25th Anniversary – Rock & Roll Hall of Fame Concerts”:

20 de nov de 2010

Top 5: Bandas que vão e voltam...

1995. Os loucos por música já tinham escolhido o seu presente de Natal desde que aquele ano havia começado. “Os Beatles vão se juntar para um projeto de três coletâneas de raridades e mais duas faixas absolutamente inéditas”, diziam os jornais. Uau! Beatles inédito? Sim. E a primeira inédita, “Free as a bird”, saiu exatamente no dia 20 de novembro de 1995, quando o primeiro volume de “Anthology” chegou às lojas. Fui para a finada e saudosa Gramomphone, no Shopping da Gávea, às nove da manhã e fiquei lá esperando a loja abrir. Ok, a loja abriu às 10h, e o CD só chegou às 16h. Saudades do tempo em que não tinha p%@$#orra nenhuma pra fazer...

“Free as a bird”, lógico, foi a música daquele meu Natal. A Rede Globo ainda passou os especiais na televisão, que eu gravava religiosamente. Meses depois, saiu tudo em VHS, e quase tive que arrancar os olhos da minha cara para pagar o box importado. Lá por março de 1996, saiu o “Anthology 2”, com a inédita “Real Love”, que eu ainda considero mais interessante do que “Free as a bird”. Mas isso é outra história.

O top 5 dessa semana vai mostrar algumas bandas (que eu considero clássicas) que nasceram, viveram, morreram, ressuscitaram... E que sempre quando dão as pintas por aí, fazem a alegria dos fãs. A lista é a coisa mais óbvia que você pode imaginar. Mas a ideia é essa mesma. Não precisa me chamar de preguiçoso, tá? Então, vamos acordar os dinossauros?

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5) Blur
Bom, talvez você nem considere o Blur um dinossauro, mas o seu retorno, no ano passado, me fez acender a luz vermelha. Caramba, até bandas que eu vi nascer, e que comprei o álbum de estreia, já estão fazendo turnê de reunião?? Ferrou, estou ficando velho mesmo. Qual será a próxima banda a voltar? O Oasis?? Bom, não é nada surpreendente, até mesmo porque uma banda como o Los Hermanos, que eu comprava fitinha demo quando já estava na faculdade (?!?), aos 17 anos, já acabou (ou está em recesso, aquele velho eufemismo...), e já voltou duas vezes.



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4) The Police
Coitados. Sting, Stewart Copeland e Andy Summers tiveram que ouvir tantas críticas só porque resolveram se divertir um pouco e reativar o The Police. Mas os fãs gostaram, a turnê foi um sucesso absurdo, com ingressos esgotados em todos os quatro cantos do mundo. Mesmo sem ter nada inédito para mostrar, foi emocionante ver um dos maiores power trios de todos os tempos reunido novamente. O tímido Andy Summers, um Sting dando aqueles agudos praticamente perfeitos, e Stewart Copeland espancando a sua bateria, verdadeira mulher de malandro. Assisti a quatro shows dessa turnê. E, que me perdoem os críticos, todos eles foram mágicos.



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3) Led Zeppelin
Eu juro que não entendo a comoção tão grande com essa possível (cada vez mais impossível, diga-se) volta do Led Zeppelin. Afinal de contas, Robert Plant e Jimmy Page (os dois integrantes vivos mais importantes do Zep) já gravaram dois álbuns em dupla, e ainda se apresentaram no Brasil, em dois shows memoráveis no Hollywood Rock de 1996 (acertei?). Na minha opinião, para ver Plant de mau humor, Jimmy Page meia-bomba e o apagadinho John Paul Jones, prefiro guardar na minha memória o show de 96, bem melhor do que esse da Arena O2, na cidade de Londres, em 2008.



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2) Pink Floyd
Apesar das rusgas de Roger Waters e David Gilmour, um reencontro do Pink Floyd tinha tudo para dar certo, já que os seus integrantes adoram turnês nababescas. Mas a morte do tecladista Richard Wright parece ter sido uma espécie de pá de cal. A banda pode até voltar a se reunir, mas aquela figura tranqüila e grisalha no teclado vai fazer falta demais. Então vamos relembrar o encontro do Pink Floyd no histórico “Live 8”, em 2005?



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1) The Beatles
A historinha de “Free as a bird” eu já contei, né? Então, que tal (até para a gente entrar no clima dos shows paulistas do Paul McCartney) relembrá-la?



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E qual outro reencontro musical te marcou? Mande pelo twitter. Aqui ó: @esquinadamusica.

19 de nov de 2010

Ozzy Osbourne, Chickenfoot, Raimundos, Blink 182, Kasabian, Klaxons, Arcade Fire, Marcelo Camelo

Essa é capa do DVD "MTV ao vivo", de Marcelo Camelo, que chega às lojas na semana que vem. Gravado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, o vídeo traz o show da turnê do álbum "Sou", cujo repertório ainda contou com alguns sucessos dos Los Hermanos, como "A outra" e "Além do que se vê". "Janta" conta com a participação especial de Mallu Magalhães. A relação de faixas é a seguinte: "Passeando", "Téo e a gaivota", "Tudo passa", "Mais tarde", "Menina bordada", "Doce solidão", "Janta", "Liberdade", "Saudade", "Pois é", "Morena", "Vida doce", "Despedida", "Santa chuva", "A outra", "Copacabana", "Além do que se vê" e "Língua vulcão".

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Quem também lançou videoclipe novo foi o Arcade Fire... "The Suburbs"!



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Ah, bem legal o novo videoclipe do Klaxons, "Twin flames", né não??



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Quem também soltou novidades sobre o seu novo álbum foi o Kasabian. O líder da banda, Tom Meighan, disse que a banda está tomando rumos diferentes nesse novo trabalho. "Se as pessoas estão esperando algo como 'West ryder…' ou 'Underdog', podem se preparar, porque não terá nada a ver com o nosso último trabalho. Não somos mais a mesma banda. Estamos sempre mudando", disse, em entrevista à Absolute Radio. O Kasabian confirmou a sua participação na edição 2011 do festival da Ilha de Wight, ao lado do Pulp, Foo Fighters e Kings Of Leon.

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Agora é oficial: o Blink-182 confirmou que o seu novo álbum finalmente sai entre abril e maio do ano que vem. O último trabalho da banda foi o auto-intitulado disco de 2003. Segundo o baixista e vocalista Mark Hoppus, o novo trabalho já está praticamente finalizado. "Estivemos ocupados com novas músicas e novas ideias. Muitas faixas já estão quase finalizadas. Em termos mais claros, estamos trabalhando em mais ou menos dez faixas nesse momento. Mas ainda há um longo caminho até o álbum ficar pronto", escreveu Hoppus em seu blog.

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E que tal a música nova dos Raimundos, hein? Quando a mágica termina, não tem mais jeito...



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Joe Satriani revelou ao Attention Deficit Delirium que o Chickenfoot está preparando 14 faixas inéditas para o seu segundo álbum, que sai no ano que vem. "Logo que terminei a mixagem do 'Black swans & wormhole wizards' [álbum lançado por Satriani no mês passado], fui para casa e, em poucas semanas, escrevi dez músicas e as mandei para Sammy Hagar. Agora, ele está trabalhando em um total de 14 canções, escrevendo algumas melodias e letras. No final de janeiro, a banda vai se reunir para começar as gravações", disse. Conforme já foi anunciado, o baterista Chad Smith gravará o disco, mas não participará da turnê do Chickenfoot, eis que estará na estrada com a sua banda original, o Red Hot Chili Peppers.

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Abaixo, eu falei dos shows do Ozzy Osbourne que foram confirmados aqui no Brasil, ontem à noite. Então, para quem ainda não sabe, as apresentações acontecerão em Porto Alegre (30/03/11), São Paulo (02/04), Brasília (05/04), Rio de Janeiro (07/04) e Belo Horizonte (09/04). O show em São Paulo acontecerá na Arena Anhembi, e os ingressos (entre R$ 200,00, pista normal, e R$ 600,00, premium) já estão sendo vendidos para clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners. A venda geral começa em 26 de novembro. Os ingressos para o show no Rio de Janeiro, no Citibank Hall, seguem o mesmo esquema de São Paulo, quanto as datas. Já os preços são esses aqui: R$ 200,00 (pista), R$ 300,00 (poltronas), R$ 500,00 (pista premium) e R$ 600,00 (camarotes). Ainda serão divulgados os detalhes dos shows em Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.

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Opa! Bom dia, pessoal! Nossa, é bom começar uma sexta-feira com um sol desse brilhando, né? Um fim de semana ainda que promete, com Planeta Terra e Paul McCartney. E 2011 ainda nem começou, e a agenda de shows já está lotada: Iron Maiden, Ozzy Osbourne, e ainda o Rock in Rio, cujos ingressos já estão sendo vendidos. A grana no final do ano é sempre curta, mas é bom dar aquela corrida, né? Ou você acha que vai conseguir um ingresso para ver o Metallica no Rio com muita facilidade? Mas, mudando de assunto... Ontem, eu escrevi aqui que teria que dar um tempo nas nossas efemérides, tradição do blog. Pois é. Hoje, já começo no novo formato, somente com as notícias do dia. Mas, em breve, quando colocar o sonhado pontinho final no livro - e não vai demorar muito - volto com a carga total, ok?

18 de nov de 2010

Júlio Barroso, Kirk Hammett, Nirvana, George Harrison, Tim Lopes, Amy, Beto Guedes, Paul, Beatles, Pavement, Hot Chip+Bernard Sumner

Foi divulgado hoje o videoclipe de "I didn't know what love was", faixa que uniu o Hot Chip (que se apresenta no Planeta Terra, no próximo sábado) a Bernard Sumner (ex-integrante do Joy Division e do New Order) para uma propaganda da Converse. Achei bem bacana...



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E que tal também um show do Pavement interinho, na espanha, com ótima qualidade, hein?

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Que tal um show raro dos Beatles, inteirinho?? Aqui!

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Gostei disso aqui...

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Pra esquentar...



Viu, falei do Paul também... ;)

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Chega às lojas na semana que vem novo CD ao vivo de Beto Guedes, "Outros clássicos" (capa acima). Gravado no dia 14 de julho, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, as faixas contam com arranjos de Wagner Tiso e Cláudio Faria. O repertório foi selecionado a partir de votação realizada entre os fãs de Beto Guedes na internet. A maior parte das músicas selecionadas é estilo "lado B", o que dá um maior valor ao álbum, ao passo que Beto Guedes já lançou trabalhos ao vivo com seus maiores sucessos não tem muito tempo. As canções selecionadas para o CD são as seguintes: "O medo de amar é o medo de ser livre", "Olhos de Jade", "Um sonho pra viver", "Rio Doce", "Quatro", "Boa sorte", "Só primavera", "Luz e mistério", "Meu ninho", "Nena", "Tudo em você", "A página do relâmpago elétrico", "Tanto", "Veveco, panelas e canelas", "O amor não precisa razão", "Balada dos 400 golpes" e "Lágrima de amor". O DVD deve sair até o final do ano.

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Será que os britânicos estão com inveja da gente?? Olha a home da BBC:



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Finalizando as efemérides (por um bom tempo, como já escrevi no início desse post), fica a minha homenagem a um colega que me faz ter orgulho da profissão que escolhi. Se a gente não vivesse em um país tão estúpido, Tim Lopes estaria comemorando os seus 60 anos hoje.



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Hoje eu prometo que não vou falar de John Lennon e nem de Paul McCartney por aqui. Mas, como sou meio espírito de porco mesmo, vou falar de George Harrison (quem vai aos shows de Paul em São Paulo, atenção especial para "Something", um dos momentos mais mágicos da apresentação). O motivo é nobre: hoje faz oito anos do lançamento de "Brainwashed". Álbuns póstumos não costumam prestar muito, é verdade. Mas esse foi diferente. Ele é bom demais. Simplesmente pelo fato de George Harrison já tê-lo deixado praticamente finalizado. Além disso, os dois responsáveis pelo lançamento foram talvez as pessoas mais importantes para George: seu filho Dhani e o amigo de longuíssima data (e puta guitarrista e produtor) Jeff Lynne. Fico imaginando o que Harrison não estaria fazendo por aqui... Faz muita falta.



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Foi também em um dia 18 de novembro, em 1993, que o Nirvana entrou nos estúdios da MTV, em Nova York, para gravar o seu (futuro clássico) "MTV Unplugged". O cenário do palco, cheio de velas e flores, mais parecia um velório (aliás, era essa mesmo a vontade de Kurt Cobain). E o álbum acabou servindo exatamento como um velório de luxo do vocalista, ao ser lançado após a sua morte. O repertório unia alguns sucessos ("Comes as you are", "About a girl") à canções que eram caras a Kurt, como "The man who sold the world", do David Bowie, e "Jesus doesn't want me for a sunbeam", dos Vaselines. Mas, para mim, o grande momento do Acústico do Nirvana é esse aqui:



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Pegando a ponte para a Califórnia, fica a lembrança aqui do sensacional guitarrista Kirk Hammett, mestre dos riffs do Metallica, que hoje faz 48 anos. Fiquei muito feliz com a confirmação do Metallica no próximo Rock in Rio. Para a noite metal, nada como a maior banda de metal do mundo. Por isso que eu gosto do Roberto Medina. O cara não faz por menos. Não fui ao show em São Paulo no início desse ano, mas só o que escreveu Jamari França, já dá pra sentir a pressão. Sente só: "Espero que o Metallica pegue algumas datas antes do Rock in Rio para fazer o aquecimento e repita aqui o show nuclear que vimos em São Paulo. A energia deles era tanta que eu não consegui ficar de frente e perto do palco, parecia que meus ouvidos iam explodir e o corpo inteiro tremia com o impacto das ondas sonoras". Sinistro.



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Bom, mas hoje ainda tem efemérides, tá? Então vamos começar relembrando um dos principais poetas da geração 80 de nossa música. Júlio Barroso nasceu no dia 18 de novembro de 1953. Viveu pouco - ele voou da janela de seu apartamento, em São Paulo, no dia 06 de julho de 1984 -, mas o suficiente para entrar para a história da nossa música com um único álbum: "Essa tal de Gang 90 & Absurdettes", de 1983. Aliás, seria um espetáculo se a Polysom relançasse esse álbum em vinil, hein?



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E aí, pessoal. Como estamos, hein? Nossa, acordei, estava um maior solzão, malhei, e agora o céu está parecendo Perfex sujo. Será que vem chuva por aí? Olha, mudanças a vista aqui no blog, viu? Despeçam-se das efemérides (acho que ninguém lê mesmo), porque hoje é o último dia delas até segunda ordem. Sério, estou sem o mínimo tempo, e tenho que entregar um livro pronto até o início de janeiro. O desespero bateu e as madrugadas estão curtas demais. Mas, ainda vou continuar aparecendo aqui diariamente para dar as principais notícias musicais do dia. Vocês não vão se importar, né??