7 de jun. de 2008

ROCK IN RIO LISBOA 2008 – 2ª SEMANA

A terceira edição do Rock In Rio – Lisboa terminou na madrugada de hoje, com um show da banda Linkin Park. Assim como na primeira noite, todos os 90 mil ingressos de ontem também esgotaram. Na noite anterior, 50 mil pessoas pagaram para ver o Metallica e mais três bandas de heavy-metal. No total, 354 mil pessoas passaram pelo Parque da Bela Vista.

Se na sua primeira semana, Amy Winehouse tomou conta dos holofotes, com a sua apresentação bastante criticada, os últimos dois dias tiveram shows tranquilos e competentes, como os do Metallica e do Linkin Park (que foram os headliners das duas noites). O show do The Offspring foi a grande surpresa do festival. A banda que fez enorme sucesso nos anos 90, e andou meio sumida, fez com que o público cantasse todas as suas músicas. Para a crítica portuguesa, a banda fez o melhor show do festival, junto com o Bon Jovi.

Roberto Medina já garantiu a quarta edição portuguesa do evento para 2010.

Dia 05 de junho:

Moonspell – A banda portuguesa de heavy-metal fez um show que acabou convencendo os seus fãs, devido aos sucessos “Invaded”, “Scorpion” e “Opium”, mas não à crítica portuguesa. O Diário Digital dedicou apenas uma linha ao show do Moonspell: “Quanto aos Moonspell, não convenceram na apresentação de ‘Night Eternal’ [nome do último álbum da banda]”.

Apocalyptica – Misturando rock pesado com música clássica, a banda finlandesa tocou os seus sucessos, como “Hall Of The Mountain King” e “Last Hope”. Arriscaram também a introdução da 5ª Sinfonia de Beethoven. Da mesma forma que aconteceu com o Moonspell, a crítica portuguesa foi omissa com relação ao show do Apocalyptica.

Machine Head – A banda apresentou canções como “Davidian”, “Clenching” e “Old”, que entusiasmaram seus fãs. Durante a sua apresentação, as comunicações no aeroporto de Portela – que fica próximo ao Parque de Bela Vista – foram interrompidas devido ao barulho muito alto que era produzido no palco.

Metallica – Uma das atrações mais esperadas da terceira edição do Rock In Rio – Lisboa, o Metallica agradou os seus fãs, executando boa parte de seus sucessos em cima do palco. Por outro lado, decepcionou pelo fato de não ter apresentado nenhuma canção inédita do próximo disco, a ser lançado entre setembro e outubro deste ano. Os grandes sucessos da banda estiveram presentes no roteiro, como “Enter Sandmand”, “One”, “Master Of Puppets”, “Nothing Else Matters”, “Sad But True” e “Seek And Destroy” (vídeo abaixo), que encerrou a apresentação. O Diário Digital, um dos principais jornais on-line de Portugal, deu o seguinte parecer sobre o show: “Os Metallica repetiram o espectáculo do ano passado no ‘Super Bock Super Rock’ com um incremento de pirotecnia. Digam lá agora que eles não são os Rolling Stones do metal. A simpatia demonstrada e a voz bem conservada de James Hetfield não atenuaram alguma falta de novidade. Canções novas, nem vê-las. O alinhamento? Fortíssimo a abrir e a fechar”.



Dia 06 de junho:

Orishas – A banda cubana de hip hop abriu a última noite do Rock In Rio – Lisboa, com músicas como “Hay Um Son”, “El Kilo” e “Alo Cubano”. O Orishas acabou sendo recebido com frieza pela platéia, que estava mais interessada no som mais jovem e pesado de The Offspring e Linkin Park. Mas os Orishas não receberam garrafadas e fizeram o show completo.

Kaiser Chiefs – Coube à banda inglesa começar a preparar o público para o rock. E Ricky Wilson e companhia não decepcionaram, mostrando os sucessos “Ruby”, “I Prediect a Riot” e “Everyday I Love You Less And Less”. Durante a apresentação, o vocalista estava tão empolgado, que chegou a subir na torre de operação de câmeras. O Diário Digital registrou o poder de fogo da banda em cima do palco: “Ricky Wilson, vocalista dos Kaiser Chiefs, é uma figurona. Não fosse ele e os britânicos pouco mais seriam que uma pouco poderosa arma de fogo, visto que as suas canções, salvo raras exceções, estão longe de ser memoráveis. Contudo, ao vivo, a animação é garantida, nem que seja pela curiosidade em saber o que o frontman vai fazer a seguir”. O Correio da Manhã teve opinião parecida: “No Palco Mundo, os britânicos sucederam aos Orishas, dando um dos concertos mais animados e imprevisíveis da tarde. O resultado foi a euforia geral”.

Muse – A banda fez um show competente, no qual mostrou os seus sucessos, como “Take a Bow” (a última do roteiro), “Plug In Baby” (vídeo abaixo) e “Starlight”. A banda também apresentou baladas como “Felling Good”, durante a qual, o vocalista Matt Bellamy tocou piano. A imprensa de Portugal elogiou a apresentação: “Os Muse são uma banda claramente de palco. Nem têm tocado muito ao vivo ultimamente, mas a segurança e ligação entre o trio garantiu-lhes, sem grande esforço, a certeza de um dos melhores concertos desta edição do Rock In Rio. Mais concisos e eléctricos do que o costume, poucos momentos houve de pausa. Todos diriam, de antemão, que mereciam tocar depois dos Offspring. De antemão, repete-se”. (Diário Digital). A assessoria de imprensa do festival também destacou a apresentação da banda: “Os Muse eram uma das bandas mais aguardadas da noite. A explosão de cores da iluminação do palco esteve à altura do turbilhão de energia que os Muse ofereceram nesta noite de bom rock”.



The Offspring – O show da banda norte-americana acabou sendo a grande surpresa da terceira edição do festival português. Foi o show mais animado do Rock In Rio – Lisboa, com a platéia cantando, aos berros, todos os sucessos da banda que tanto sucesso fez na década de 90. Assim, não faltaram gargantas para hits como “Self Esteem”, “Pretty Fly (For a White Guy)” e a paródia à canção do The Who, “The Kids Aren’t Alright”. “Poucos esperariam um concerto tão convincente da parte de Dexter Holland e companheiros. Os Offspring não hesitaram em puxar dos clássicos para agrado da audiência, dando pouca margem de manobra às novas canções a editar em novo disco em breve. ‘Bad Habit’, ‘All I Want’ e ‘Come Out and Play’, disparados de rajada a começo, deram no imediato a certeza: o concerto estava ganho. Fãs dos 15 aos 30, letras na ponta da língua, energia, movimento de corpos, tudo aquilo que são os Offspring ao vivo, em 2008. Uma inesperada boa surpresa”, segundo o Diário Digital.



Linkin Park – Coube ao Linkin Park a tarefa de fechar a terceira edição do Rock in Rio – Lisboa. E a banda liderada por Mike Shinoda não decepcionou na sua mistura única de hip hop com rock. Os grandes sucessos “What I’ve Done” (vídeo abaixo), “In The End”, “Numb”, “Faint” e “Breaking The Habit” estiveram presentes no repertório do espetáculo. A banda foi obrigada a voltar ao palco por duas vezes, devido aos insistentes pedidos da platéia. Apesar disso, foi um grande desafio para a banda fazer um show logo após a bela apresentação do The Offspring. O Diário Digital registrou esse aspecto: “Menos apoteótico, o final de festa com os Linkin Park não deixou de ser, mesmo assim, convincente. Mais de duas dezenas de canções foram motivo claro de desiquilíbrio de espectáculo, demasiadamente preso em várias facções. Mesmo assim, os singles foram motivo de celebração global, e este até é capaz de ter sido o mais seguro espectáculo dos Linkin Park em Portugal”.

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