14 de out de 2010

Leonard Bernstein, Cliff Richard, Kiko Zambianchi, Iron Maiden, Cazuza, Pulp Fiction, Toquinho, Coldplay, My Chemical Romance

E vamos encerrar o nosso papo por hoje com mais uma do egregio maestro?? "Make our garden grow", mais uma de "Candide".



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A quem interessar possa, o novo vídeo do My Chemical Romance, "Na na na":


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Para lembrar mais um pouquinho de Leonard Bernstein, a abertura de "West Side story":



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Cris Martin, Guy Berryman, Jonny Buckland e Will Champion, integrantes do Coldplay, foram premiados ontem na 30ª edição do ASCAP Awards. Eles levaram o prêmio de compositores do ano. E "Viva la vida" foi eleita a canção do ano também. Eu só não entendi essa coisa "do ano", já que "Viva la vida" foi lançada em 2008. Mas tudo bem... Os membros da banda não foram receber o prêmio porque estão em estúdio gravando um novo álbum, que deve ser lançado no ano que vem.

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Já está no prelo o livro "História de Canções - Toquinho" (capa acima). Esse será o terceiro volume da coleção em que artistas contam as histórias por trás de algumas das suas principais músicas. O primeiro volume (de autoria de Wagner Homem) foi dedicado à obra de Chico Buarque, e o segundo versou sobre as músicas de Paulo César Pinheiro (e foi escrito pelo próprio compositor). O livro sobre as canções de Toquinho é assinado pelo próprio e por Wagner Homem. Além de textos sobre músicas como "O caderno" e "Aquarela", "História de canções - Toquinho" revela fotos do músico. O livro sai até o final do mês, pela editora Leya.

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E para quem gosta de cinema, um acontecimento importante hoje. Foi no dia 14 de outubro de 1994 que "Pulp fiction - Tempo de violência", filmaço de Quentin Tarantino, estreou. Um dos maiores ícones da cultura pop dos anos 90, o filme tem cenas antológicas. Quem não se lembra daquela injeção de adrenalina em Uma Thurman? E a dancinha de John Travolta? E a atuação inesquecível de Samuel L. Jackson? E essa cena abaixo é genial...



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E já que falei de um dos melhores discos ao vivo de rock lá fora, vou falar agora de um dos melhores gravados por aqui. E ele se chama "O tempo não pára", de Cazuza. Foi no dia 14 de outubro de 1988, no Canecão, que Cazuza iniciou a temporada de gravação de "O tempo não pára" (que foi até o dia 16). Foi nessa temporada, inclusive, que Cazuza deu uma cusparada na bandeira do Brasil, o que lhe trouxe problemas depois. E repare no vídeo abaixo. Cazuza diz: "O próprio tempo vai colocar essa caretada, essa gente escrota que tá mandando no Brasil... Eles vão morrer..." Pois é, morrem e nascem outros escrotos, Caju. O tempo não pára. Mas também não muda. E como faz falta alguém como você para cantar essas coisas...




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Eu me lembro bem do dia em que comprei esse disco. E hoje faz 25 anos do seu lançamento!! Para muitos, "Live after death", do Iron Maiden, é o melhor álbum ao vivo de rock. Eu tenho lá minhas dúvidas. Até mesmo porque existe um tal de "Live at Leeds" (1970), do The Who, e um tal de "Stage" (1978), do David Bowie, só para ficar em mais dois exemplos. Mas é inegável que "Live after death" é histórico. À época, o Iron Maiden estava divulgando "Powerslave" (1984), um discaço. E o setlist do show na Long Beach Arena (que foi gravado para o disco/CD/VHS/LD/DVD) foi memorável. "Aces high", "Hallowed be thy name", "Iron Maiden", "The number of the beast", "The trooper"... Clássico atrás de clássico.




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Hoje também é dia de festa no Rock Brasil, porque Kiko Zambianchi, um dos grandes compositores da Geração 80 de nossa música, sopra 50 velinhas. Zambianchi voltou aos holofotes com a sua música "Primeiros erros", gravada pelo Capital Inicial em seu "Acústico MTV" (2000). Mas, além desse clássico, ele compôs outros, que fizeram história no BRock, como "Rolam as pedras", "Eu te amo você", "Alguém", "Demônia"... E tem também aquela (contestada) versão de "Hey Jude", de John Lennon e Paul McCartney. Pena que ele tá meio sumido atualmente. Mas eu resgatei "Rolam as pedras" aqui para o blog hoje. Grande música...




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Do clássico para o rock n' roll, hoje também é dia de falar de Cliff Richard, compositor britânico e Sir, que está completando 70 anos. Líder do The Shadows, Cliff gravou mais de 60 álbuns, de estilos tão diferenciados, chegando até mesmo ao gospel. Tanto material gravado lhe deu o recorde de estar presente na lista dos mais vendidos durante toda a sua carreira - somente Elvis Presley igualou tal feito. Até hoje, ele já vendeu mais de 250 milhões de discos. Pouquinho, né?




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Bom dia, pessoal! Hoje eu quero ir direto ao assunto para homenagear um dos meus maiores ídolos. O seu nome é Leonard Bernstein, e hoje faz 20 anos que ele partiu dessa pra melhor. Maestro, compositor e pianista, Bernstein compôs dois musicais que já seriam o necessário para garantir-lhe um lugar na história: "West side story" (o maior musical de todos os tempos) e o fantástico "Candide", cuja overture é uma das coisas que mais me arrepiam. Como se não bastassem essas duas grandes composições, Bernstein foi um dos grandes regentes da obra de Johannes Brahms e de Ludwig Van Beethoven - a sua interpretação para a nona sinfonia desse último, quando das comemorações do Muro de Berlim, é um deleite. Mas Bernstein era especialista mesmo em Gustav Mahler. O ciclo de sinfonias (disponível em DVD) é sublime. Bernstein traz a dramaticidade necessária à obra do compositor tcheco, ao contrário de um Claudio Abbado, por exemplo, mais delicado - e nem por isso, menos brilhante. Além disso, Leonard Bernstein é personagem principal de "Radical chique", de Tom Wolfe, e é citado em uma música do R.E.M. E é por tudo isso que hoje esse grande mestre será bem homenageado aqui no blog.