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Comprem, hein!! Eu recomendo... Sério!
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Sabia que você conhecia...
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Esse é o Mussum...
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Né???
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Será lançado na primeira semana de novembro o novo DVD da Adriana Partimpim, "Dois é show". O grande destaque do repertório é "Um leão está solto nas ruas", que não faz parte de nenhum dos dois álbuns de estúdio lançados por Partimpim. Além do DVD, o pacote trará um CD com o áudio da apresentação, que foi gravada no Vivo Rio. As faixas de "Dois é show" são as seguintes: "Baile partimcundum", "Menina, menino", "Saiba", "Ciranda da bailarina", "Alface", "Canção da falsa tartaruga", "O trenzinho do caipira", "As borboletas", "Alexandre", "O homem deu nome a todos os animais", "Um leão está solto nas ruas", "Gatinha manhosa", "Oito anos", "Bim bom", "Lig-lig-lig-lé", "Lição de baião" e "Baile partimcundum". Também farão parte do pacote os videoclipes de "Fico assim sem você", "Baile partimcundum", "O trenzinho do caipira" e "Gatinha manhosa". Ao que parece, o DVD do antológico show "Maré" nunca será gravado mesmo... Pena.
Conforme eu já tinha adiantado aqui nessa semana, o Depeche Mode confirmou hoje o lançamento do DVD/CD/BD "Tour of the universe - Live in Barcelona", para o dia 08 de novembro. Gravado no Palau St Jordi - ginásio onde a seleção brasileira de vôlei masculino ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1992, o vídeo traz o registro de 21 músicas, gravadas entre os dias 20 e 21 de novembro do ano passado, além de alguns extras, como um documentário da turnê ("Inside the universe"), videocipes de quatro faixas de "Sounds of the universe" (2009), ensaios filmados em Nova York (de "Wrong" e "Walking in my shoes"), e os sete screen films dirigidos por Anton Corbijn, especialmente para a turnê. "Tour of the universe - Live in Barcelona" será lançado em três formatos: DVD duplo + CD duplo, DVD simples (só com o show) + CD duplo e BD duplo. As 21 faixas do show são as seguintes: "In chains", "Wrong", "Hole to feed", "Walking in my shoes", "It's no good", "A question of time", "Precious", "Fly on the windscreen", "Jezebel", "Home", "Come back", "Policy of truth", "In your room", "I feel you", "Enjoy the silence", "Never let me down again", "Dressed in black", "Stripped", "Behind the wheel", "Personal Jesus" e "Waiting for the night". Ainda haverá quatro músicas extras filmadas nas duas apresentações: "World in my eyes", "Sister of night", "Miles away / The truth is" e "One caress".
Na minha listinha com os meus (100?) álbuns prediletos ever, eu incluo, fácil, fácil, "This nation's saving grace", do The Fall, uma das mais importantes bandas do pós-punk britânico. Lançado em 1985, o nono álbum da banda chegou apenas ao 54º posto da parada britânica, mas, certamente, é o mais importante do The Fall. Tanto que a Spin o elegeu um dos cem mais importantes do período 1985-2005. A relação de faixas de "This nation's saving grace" é a seguinte: "Mansion", "Bombast", "Barmy", "What you need", "Spoilt victorian child", "L.A.", "Gut of the quantifier", "My new house", "Paintwork", "I am Damo Suzuki" e "To Nkroachment: Yarbles". E, hoje, exatos 25 anos após o seu lançamento, esse clássico continua rodando sempre por aqui.
Adiada por mais de um ano, finalmente chegou às lojas a tão esperada caixa “Revolução!”, que comemora os 25 anos do surgimento do RPM, uma das bandas mais importantes do Rock Brasil. Isso porque, além de ter lançado o histórico “Rádio Pirata Ao Vivo”, que vendeu mais de 2,5 milhões de cópias e se transformou em um dos álbuns mais vendidos da história da indústria fonográfica brasileira, o RPM foi o maior exemplo da profissionalização que o rock brasileiro alcançou após o Rock in Rio.
Em abril de 85, o RPM colocou nas lojas o álbum “Revoluções Por Minuto”, com pelo menos cinco clássicos – “Rádio Pirata”, “Olhar 43”, “Louras Geladas”, “A Cruz e a Espada” e a faixa-título – que entraram instantaneamente para a história do BRock. Com tantos sucessos na bagagem, a banda liderada por Paulo Ricardo saiu em uma turnê que seguia os padrões do show business internacional. Com direção de Ney Matogrosso, muito raio-laser, gelo seco e um sistema de som de primeiro mundo, o RPM realizou uma turnê vitoriosa, arrecadando muito dinheiro. Para se ter uma idéia da proporção que o negócio atingiu, a banda chegou a lotar, por dois finais de semana seguidos, o ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
O grupo era mais do que um fenômeno nacional e acabou fazendo uma coisa que hoje é muito comum, mas àquela época, não era: a gravação de um disco ao vivo. “Rádio Pirata Ao Vivo”, registrado durante uma apresentação da banda no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, fez imenso sucesso. Apesar de conter praticamente o mesmo repertório do disco anterior de estúdio, o RPM conseguiu emplacar uma versão de “London, London” (de Caetano Veloso) que se transformou em febre nacional. Mesmo quem já tinha o álbum de estúdio, se viu obrigado a comprar o ao vivo. O bom momento econômico que o Brasil atravessava naquele período – o estelionato eleitoral de José Sarney com a edição do Plano Cruzado – também ajudou bastante na venda do disco.
Só que o sucesso do álbum ao vivo foi tanto que a banda precisava gravar algo realmente magistral em seguida para não decepcionar o seu público. Se não chega a ser magistral, o disco “Os Quatro Coiotes” é um ótimo trabalho. Através dele, a banda liderada por Paulo Ricardo mostrou o seu lado mais adulto, com grandes canções como “Partners” (regravada mais tarde por Cássia Eller) e “Sete Mares”. Mas não era exatamente o que os seus fãs esperavam. Faltava um novo “Olhar 43”, uma nova “Rádio Pirata”, e o seu público, formado em sua maioria por adolescentes mais interessadas no ombro de Paulo Ricardo, não entendeu a nova mensagem da banda. Assim, o RPM acabou não conseguindo suportar a falta do sucesso que, à primeira vista, parecia ter chegado muito rápido. E isso misturado a muitas drogas e ao dinheiro que começava a rarear, foi a fórmula explosiva para a separação da banda.
Quem quiser comprar a caixa “Revolução”, terá essa história completa em quatro CDs e um DVD. Com exceção do álbum ao vivo que a banda lançou em 2002, tudo o que o RPM fez, está lá: os discos “Revolução Por Minuto”, “Rádio Pirata Ao Vivo”, “Quatro Coiotes” e mais um de raridades, com muitas versões remix dos sucessos (e que tocavam bastante nas rádios) e outros petiscos como as duas raras faixas que o RPM gravou em um raro compacto com Milton Nascimento (“Feito Nós” e “Homo Sapiens”).
Mas o ponto alto do box acaba sendo o vídeo com o registro de uma das apresentações da banda no Anhembi. A síntese do RPM está nos 70 minutos desse vídeo. Mais do que um bom show, “Rádio Pirata” – perdoem-me o clichê – é o retrato de uma época. Qualquer pessoa que queira entender a história da Música Popular Brasileira nos anos 80 deve assistir a esse vídeo.
Pena que as imagens não tenham passado por nenhum trabalho de restauração. Ou seja, o DVD nada mais é do que uma cópia de um antigo VHS, com todas as suas falhas de imagem que 22 anos são capazes de proporcionar. O show dá para ser visto perfeitamente, mas é uma pena que a banda e os produtores da caixa não tenham tomado esse cuidado. (A minha velha fita VHS desse show está mais bem conservada do que a que foi digitalizada para o DVD...) Pelo menos o som foi remasterizado e está bem nítido.
Completando a caixa, imagens da banda no programa do Chacrinha e três músicas gravadas no extinto programa Mixto Quente da Rede Globo, no verão de 1986. E para fechar com chave de ouro, um extra muito especial: a íntegra do programa Globo Repórter (com reportagens de Pedro Bial) que a mesma Rede Globo exibiu no auge do sucesso da banda. Ter um Globo Repórter exibindo um programa exclusivamente sobre o grupo é o maior sinal do nível de popularidade que o mesmo alcançou entre 1985 e 1986.
E essa é a história de um dos maiores fenômenos da música brasileira. Para quem viveu a época, “Revolução!” é uma grande viagem no tempo. Quem não viveu, agora tem a oportunidade de testemunhar que não foram só os Mamonas Assassinas que fizeram tanto sucesso assim.
Segue abaixo um vídeo de “Olhar 43”, presente no DVD “Rádio Pirata Ao Vivo”.
Cotação: ****