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6 de ago. de 2011

Milton Nascimento e Três Pontas no Rio; o CD do “Spider-Man”; o show completo do Coldplay em Lollapalooza; e o plágio (???) da Lady Gaga.



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Acho que quase todo mundo já leu algum livro do Jorge Amado. Nem que tenha sido “Capitães de areia” no colégio. Os seus romances foram traduzidos em trocentos idiomas. Mas o que nem todo mundo sabe é que Jorge Amado também foi letrista. Bissexto, é verdade. Mas quem escreve uma letra como a de “É doce morrer no mar” (música de Dorival Caymmi), precisa escrever mais alguma coisa? Hoje faz dez anos que Jorge Amado partiu para o andar de cima. E é muito bom relembrá-lo.

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Um dos grandes músicos do Brasil também merece espaço aqui hoje. Há cinco anos, Moacir Santos morreu. Como aconteceu com muitos músicos brasileiros, ele acabou fazendo mais sucesso no exterior. Ainda bem que, pelo menos, o seu álbum “Coisas” (1965) volta e meia é lembrado aqui no país. Talvez a maior obra-prima instrumental da história da Música Popular Brasileira.



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Se o Brasil tem Moacir Santos, Cuba tem Ibrahim Ferrer. Por coincidência (ou não), o cantor cubano faleceu exatamente um ano após o músico brasileiro. Fica a lembrança.



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No dia 06 de agosto de 1984, o Iron Maiden lançava um de seus singles de maior sucesso. “2 minutes to midnight” é presença garantida em qualquer apresentação da Donzela de Ferro já faz muitos anos. É sempre uma das favoritas dos fãs. Por isso, ela está aqui hoje.



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Iron Maiden nunca é demais, né??

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Ontem eu fui ver o show “... E a gente sonhando”, de Milton Nascimento, no Citibank Hall, aqui no Rio de Janeiro. Milton estava devendo um show novo já fazia alguns anos. O último, com o Jobim Trio, teve a sua última apresentação no Rio em junho de 2008. Se levarmos em conta que o projeto com o Jobim Trio não tinha músicas inéditas, aí a dívida de Milton fica maior ainda.
Mas essa dívida foi paga ontem. “... E a gente sonhando” é um show que beira as duas horas de duração, repleto de surpresas, com músicas de várias fases da carreira do compositor, e com a participação de diversos artistas da cidade mineira de Três Pontas. Em determinados momentos, chega a ter 28 artistas em cima do palco.
O show segue o mesmo clima do álbum. Sabe aquela coisa de mineiro recebendo os convidados na cozinha de casa? Então, é mais ou menos por aí. Gentil, Milton Nascimento abriu espaço para muitos desses artistas trespontanos. E alguns destaques da apresentação vêm exatamente dessas intervenções. A bonita “Eu pescador” contou com o compositor da música, Cleyton Prósperi, no piano. Bruno Cabral fez um dueto com Milton na deliciosa “Espelho de nós”, e Paulo Francisco (ou Tutuca) mandou bem também dividindo o microfone com o anfitrião na emocionante “Amor do céu, amor do mar”, a quinta música do roteiro. Aliás, foi nesse momento, que o coro completo surgiu no palco, mudando toda a estrutura do show, que começou, convencional, com Milton e sua banda interpretando quatro clássicos: “Encontros e despedidas”, “Caxangá”, “Caçador de mim” e “Nos bailes da vida”.
No meio das músicas novas, rolou uma versão sensacional de “Ânima”, faixa-título do álbum que Milton lançou em 1982. No bis, mais três clássicos. “Essa canção eu sempre canto nos meus shows. Mas hoje quero que vocês cantem para mim”. E assim o público que praticamente lotou o frio Citibank Hall cantou “Canção da América” para Milton e seus pupilos no palco. Foi bonito, apesar de a plateia ter se enrolado com a letra – ninguém sabia quando o amigo ficava do lado esquerdo do peito ou debaixo de sete chaves. Em seguida, uma versão turbinada de “Para Lennon e McCartney. E Milton não precisou pedir. O público cantou ainda mais alto. Para finalizar, e não poderia ser diferente, “Maria Maria”. Não precisava de mais nada. Passado, presente e futuro unidos no palco. A resposta ao tempo de Milton.

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Chegou recentemente ao mercado brasileiro a trilha sonora do musical “Spider-Man – Turn off the dark”, de autoria de Bono e The Edge (U2). A montagem da peça, em cartaz na Broadway, passou por diversos problemas, inclusive um sério acidente envolvendo o personagem que fazia o papel do Homem-Aranha. Tenho sérias restrições a esses musicais da Broadway, mas gostei muito de ter assistido esse “Spider-Man”. Ele foge do lugar comum. É um espetáculo absolutamente rock n’ roll. Bono e The Edge criaram músicas interessantes, algumas delas poderiam estar em algum álbum do U2. Outras canções são curiosas, especialmente “A freak like me needs company”, que não tem nada a ver com a sonoridade da banda irlandesa. Mas os riffs de guitarra, característicos de The Edge, e músicas como “Rise above” (as duas versões) e “Picture this”, não deixam dúvidas que “Spider-Man – Turn off the dark” é absolutamente U2. Até mesmo a voz do ator principal Reeve Carney é bem parecida com a de Bono em alguns momentos. Seria interessante se, um dia, o U2 apresentasse a trilha completa desse musical no palco. E eu acho que isso certamente um dia vai acontecer.



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Já viram o show inteirinho do Coldplay que rolou no Lollapalooza ontem, em Chicago? Vou te dizer que se o show do Rock in Rio for igual, será bom demais...



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Lady Gaga está sendo processada pela cantora Rebecca Francescatti, que jura que “Judas” é um plágio de uma canção de sua autoria. Rebecca alega que o ex-baixista de sua banda, Brian Gaynor, trabalha para uma produtora musical, responsável pela composição das faixas de “Born this way”, último álbum de Lady Gaga. Você pode tirar a sua própria conclusão:





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A próxima edição da revista norte-americana Spin vai trazer uma matéria sobre os vinte anos de “Nevermind”, do Nirvana. E ainda trará um CD bônus com as faixas do álbum interpretadas por diversos artistas. Dei uma escutada em algumas das canções, e tenho certeza que Kurt Cobain ficaria muito feliz com essa interpretação dos Vaselines para “Lithium”.



Não é??

29 de jun. de 2011

Ringo no Brasil; Caymmi e os pescadores; 100 anos de B. Herrmann; os 46 do Dado; Argentina e Brasil campeões; mais uma do Moz; e o clipe do Coldplay.

Olá a todos. Hoje o dia está estranho, hein... Sol brilhando, um frio de doer os ossos e um fantasma correndo no calçadão aqui em frente... Gosto dessas coisas surreais, já disse? Bom, hoje não poderia começar com nada diferente de Ringo Starr. O ex-baterista dos Beatles confirmou shows no Brasil em novembro. Para quem viu o Paul McCartney, certamente será uma experiência incrível. A pré-venda começa no dia 11 de julho. Vamos preparar o bolso? Se eu tivesse que escolher uma música para o set list dos shows, seria essa aqui...



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E hoje, 29 de junho é dia de São Pedro, santo protetor dos viúvos, porteiros, telefonistas e... PESCADORES!! E falou em pescador, a gente lembra de quem?? Hein?



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Grande Dorival Caymmi! O mais curioso é que, ao contrário do que muita gente imagina, Caymmi não sabia pescar. E nem nadar... Li isso na sensacional biografia “Dorival Caymmi – O mar e o tempo”, escrita pela sua neta Stella Caymmi. O livro é um tijolão, fundamental para quem gosta de música. Faz uns cinco anos que devorei o livro em dois dias. Não vai demorar muito para que eu o faça de novo. Caymmi nunca é demais...

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Hoje é dia de comemorar o centenário de um dos maiores compositores de trilha sonora da história. Bernard Herrmann nasceu a 29 de junho de 1911, e é o responsável por trilhas de filmes como “Cidadão Kane”, “Taxi driver” e alguns dos principais longas de Alfred Hitchcock, como “O homem que sabia demais”, “Um corpo que cai” e...



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E por falar em trilhas sonoras, a recomendação de livro hoje é “A música no cinema – Os 100 primeiros anos”, obra de dois volumes escrita por João Máximo. O livro apresenta um mega-panorama das trilhas sonoras desde o cinema mudo. Um dos capítulos (“A batuta do braço direito”) é quase que todo dedicado a Bernard Herrmann. O autor ainda faz uma viagem completa, que começa lá em Griffith, passando pelo Hollywood pós-guerra, o cinema europeu (em especial a nouvelle vague francesa e o neo-realismo italiano), mestre Henry Mancini, o rock dos Beatles e de Elvis Presley, e as trilhas no Brasil, de Carmen Miranda às chanchadas da Atlântida até chegar a filmes mais recentes, como “Cidade de Deus” e “Abril despedaçado”. Mais aula de João Máximo.

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Voltando aos aniversários do dia, hoje vou homenagear aqui o guitarrista Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, que completa 46 anos. Apesar de uma carreira solo não muito regular, o cara ainda manda bem quando lança alguma coisa. Hoje, quando se fala em Legião, aparece logo o nome de Renato Russo. Mas desconfio que a Legião Urbana jamais seria a principal banda de rock do Brasil se não fosse o toque de Dado e de Marcelo Bonfá.



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Hora do futebol. Tudo bem, isso aqui é um blog de música, mas nunca vou deixar o futebol de lado. Se você não gosta, é só pular. Sem problema. Hoje faz 25 anos do primeiro jogo de futebol realmente importante que vi: a final da Copa de 1986. Um jogaço. Eu torci para a Alemanha (Rummenigge era um dos meus principais jogadores de botão), mas a Argentina de Diego Maradona acabou levando a melhor na partida, que terminou três a dois. Hoje, acho que foi mais do que merecido o título. Sorte da Copa do Mundo que teve Maradona levantando a sua taça.



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E já que estamos em clima de Copa América, lembro que foi no dia 29 de junho de 1997, que o Brasil faturou o seu primeiro título no torneio, jogando fora de casa. Em La Paz, a seleção canarinho dirigida por Zagallo derrotou os anfitriões bolivianos por três a um, gols de Edmundo, Ronaldo e Zé Roberto.



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Com 100% de aproveitamento nos últimos dois dias aqui no blog, Morrissey volta a atacar. Poucos artistas são capazes de causar tanta polêmica quanto Moz. Qualquer coisa que ele faça vira assunto. Até mesmo cantar as músicas dos Smiths! O ex-baterista da banda, Mike Joyce, criticou o ex-colega por ter cantado algumas canções dos Smiths no último fim de semana, em Glastonbury - no roteiro, "Meat is murder", "There is a light that never goes out", "This charming man", entre outras. Em seu twitter, Joyce, ironicamente, elogiou o show, e completou: "M fazia parte do grupo mas não era a banda". "As canções são de todos. A banda eram os músicos dos Smiths. M era apenas o cantor/letrista", completou. Ainda com relação ao festival, Morrissey declarou ao Guardian que foi difícil competir com a estrutura do palco do U2 (Moz cantou antes da banda irlandesa). "Nós fomos bem, mas a chuva estava fria e o público, ensopado e cheio de lama. Toda vez que eu abria minha boca, engolia chuva", disse. Sobrou alfinetadas para o U2, que, nas palavras do cantor de Manchester, tinha "uma bateria do Star Wars com baquetas que poderiam iluminar o norte da África, e um sistema de som capaz de causar um terremoto".

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Ah, e o novo videoclipe do Coldplay, "Every teardrop is a waterfall"?? Pelo menos dá para dizer que é melhor do que a música, né??



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Vem ao Rio, Peter Gabriel, vem...

16 de ago. de 2010

Bill Evans, Robert Johnson, Dadi, Madonna, Elvis, Marcelo Nova, RHCP, Caymmi, Cláudio Côrrea, Axl, Rock in Rio, Libertines, Star Wars, Brandon Flowers

Brandon Flowers fez ontem, em Las Vegas, o primeiro show solo de sua carreira. Procurei alguns vídeos com boa qualidade no YouTube, e não achei quase nada. Uma das poucas coisas razoáveis é esse vídeo abaixo, da faixa "Playing with fire".



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EM BLU-RAY: Um dos filmes mais amados será lançado em blu-ray no ano que vem. Os seis episódios de "Star wars" ganaharão novas edições, com cenas extras, incluindo uma em "O retorno de Jedi", que pode ser vista logo abaixo. George Lucas disse ainda ao site Collider, que a versão-base usada para o lançamento em blu-ray será a de 2004. Segundo ele, a qualidade das versões originais não é muito boa para lançamento em blu-ray.



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Pete Doherty postou nesse final de semana um vídeo com cenas dos ensaios da volta do Libertines. No vídeo, a banda toca a provável música de abertura dos shows, "Horrorshow" (de "Up the bracket"). A banda se apresentará nos festivas ingleses de Leeds e de Reading, que acontecem no próximo fim de semana.



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Agora é oficial mesmo! O Rock in Rio está de volta à sua cidade natal. A quarta edição carioca do evento acontecerá em dois finais de semana (de 23 a 25 de setembro e de 30 a 02 de outubro de 2011). O festival já está com site oficial, e a música tema, interpretada por gente como George Israel, Evandro Mesquita, Toni Garrido, Frejat, entre outros, já está rolando aí pela internet. Só fiquei desanimado quando Roberto Medina disse ontem, no "Fantástico", que quer trazer Lady Gaga e Shakira. Eu preferia ver o The Who, Morrissey, Paul McCartney, R.E.M., AC/DC...



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Que confusão esse negócio do twitter do Axl Rose, hein? Ontem, foi postado no seu perfil, que todos os shows do Guns n' Roses estariam oficialmente cancelados. Todo mundo está dizendo que foi obra de um hacker, mas, até agora, Axl não se deu ao trabalho de retirar o post. Segundo a BBC, até os organizadores dos festivais de Leeds e de Reading (nos quais, Axl e banda vão se apresentar no próximo fim de semana) estão começando a desconfiar de que não tenha sido, de fato, um hacker quem postou a informação do cancelamento. Vindo de quem vem, eu não duvido de nada.

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Em tempos em que qualquer porcaria é chamada de "grande ator", é de bom tom relembrar os verdadeiros mestres da televisão. E hoje eu vou falar aqui do ator Cláudio Corrêa e Castro, que morreu no dia 16 de agosto de 2005. Certamente, ele foi um dos atores que mais novela fez no país. Dentre os seus principais trabalhos estão: "Meu pé de laranja lima" (1970), "Dancin' days" (1978), "Cabocla" (1979), "Transas e caretas" (1984), "Cambalacho" (1986), "Vale tudo" (1988) e "O cravo e a rosa" (2000). Para mim, o seu grande papel foi o Dr. Carneiro, de "Anos dourados" (1986), um conservadorzão naquele estilo "faça o que eu digo, não faça o que eu faço", e que fazia uma dupla perfeita com a também saudosa Yara Amaral. Faz falta.



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Em 16 de agosto de 2008, Dorival Caymmi ia embora para cantar os mares do céu. Para mim, Caymmi é o número um da Música Popular Brasileira. De todos os tempos. O repertório é pequeno - pouco mais de cem canções -, mas a qualidade... Quase todas as suas canções são clássicos: "O que é que a baiana tem?", "Maracangalha", "Acontece que eu sou baiano", "Peguei um ita no norte", "João Valentão", "Dora"... Se deixar, eu fico até amanhã citando as suas músicas aqui. Hehehe... Eu me lembro do dia em que ele morreu. Estava em São Paulo, em êxtase, após dois shows de João Gilberto. No dia de sua morte, passei o dia inteiro zanzando de um lado para o outro no Parque do Ibirapuera, ouvindo as suas músicas no iPod. Foi a melhor forma que encontrei de homenageá-lo. E uma semana depois, quando João Gilberto se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ele começou o show com "Você já foi à Bahia?", "Doralice" e "Rosa Morena". Isso sim foi mágico.



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Para mim, o Red Hot Chilli Peppers já deixou de ser uma banda bacana faz alguns anos. Em 1985, ela era muito mais divertida do que hoje, pode ter certeza. E foi no dia 16 de agosto de 1985, que a banda californiana colocou nas lojas "Freaky styley", o seu segundo álbum, e, para mim, o mais interessante - junto com o "Mother's milk", de 1989. E será que um dia os RHCP vão voltar a tocar coisas como "Jungle man", em seus shows??



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Quem nasceu um ano antes de Madonna foi Marcelo Nova, líder da banda baiana Camisa de Vênus, com a qual gravou clássicos do BRock, como "O adventista", "Silvia piranha" e "Eu não matei Joana D'Arc". Ele também gravou e fez shows com Raul Seixas, em 1988. O álbum gravado em dupla ("A panela do diabo") foi o último da carreira de Raul. Vou contar aqui uma situação muito curiosa que presenciei faz uns três anos. Estava no bar de um hotel em São Paulo quando aparece Marcelo Nova já tarde da madrugada. Com cara de sono, ele se dirige ao barman. (A essa altura, eu já estava imaginando quantas latas de cerveja ou doses de uísque ele ia pedir). Aí, vem o pedido: "Amigo, me vê dois todynhos"! Hahaha... Pois é. As aparências enganam...



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De uma estrela a outra, agora vou falar de Elvis Presley. Foi no dia 16 de agosto de 1977 que o mundo parou para chorar a morte de Elvis. Eu não era nascido, mas imagino que tenha sido algo bem parecido com o que aconteceu no dia 25 de junho de 2009, quando Michael Jackson faleceu. Olha, acho que não vou gastar linha falando do Elvis aqui não. O que mais eu posso dizer de alguém que é chamado de "O rei do rock"?? Ah, e o vídeo abaixo, de "Yesterday", vai em homenagem ao ilustre corinthiano Celso Unzelte.



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E sabe quem faz 52 anos hoje? Sim, ela: Madonna! Cantora, produtora, dançarina, atriz, modelo e ex-BBB (hehe... essa última é brincadeira, viu?), Madonna é tudo aquilo que Lady Gaga, Britney Spears, Christina Aguilera, entre outras, querem ser, mas nunca vão conseguir. Olha, não sou nenhum fanático pela Madonna não (pelo contrário), mas tenho que reconhecer o seu pioneirismo. Se hoje aparece uma Lady Gaga por ano é graças à Madonna. Quando ela surgiu, no iniciozinho dos anos 80, não tinha internet, e as coisas eram muito mais complicadas. Nem quero imaginar o que seria a Madonna se ela surgisse hoje. No total, a cantora norte-americana já vendeu mais de 300 milhões de discos. Ela podia virar para as suas coleguinahs e dizer aquela célebre frase do Ibrahim Sued: "Sorry, periferia!". Abaixo, o videoclipe de "Papa don't preach", que chegava ao primeiro posto da parada da Billboard no dia 16 de agosto de 1986.



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Agora vamos falar de um grande baixista brasileiro. Eduardo Magalhães de Carvalho, ou, simplesmente, Dadi, nasceu a 16 de agosto de 1952. Dadi tocou nos Novos Baianos, na Cor do Som e no Barão Vermelho, além de ter acompanhado alguns dos principais nomes da MPB, como Marisa Monte, Rita Lee e Caetano Veloso. Esse último, inclusive, compôs a música "O Leãozinho" em homenagem ao baixista. Em seguida, o vídeo dos dois interpretando essa música, durante a turnê "Circuladô" (1991/92), de Caetano.



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No dia 16 de agosto de 1938, Robert Johnson partiu dessa pra melhor. Johnson é um dos grandes nomes da história do blues. Ele tocava guitarra como poucos e influenciou meio mundo, de Eric Clapton (que gravou o essencial "Me and Mr. Johnson" (2004) a Jimmy Page. Para conhecer um pouco melhor o som desse cara, eu recomendo o box duplo "Complete Recordings", importado, mas fácil de achar, e que conta com tudo o que Johnson gravou. Pode ter certeza que é fantástico.



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Então por onde começaremos hoje? Temos muita (mas MUITA) coisa bacana nesse 16 de agosto. E o primeiro mestre que quero homenagear aqui é o Bill Evans (16/08/1929), para mim, disparado, o maior pianista da história do jazz. "Sunday at the Village Vanguard" (1961), "Waltz for Debby" (também de 1961) e "Conversations with myself" (1963) devem figurar em qualquer discoteca minimamente séria de jazz. A sua interpretação para "Alice in Wonderland" (Sammy Fain) é uma das coisas mais tocantes que já ouvi. Sempre que vou em algum bar com trio de jazz, peço essa música. Abaixo, uma interpretação maravilhosa de Evans para "My foolish heart" (Victor Young / Ned Washington).



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Bom dia, gente! Como estamos, hein? Mais uma semaninha começando. Espero que tudo corra bem. E espero que o sol apareça também. Não aguento mais andar de meia em casa. Jimi Hendrix, então, coitado... Ele deita no chão e não se mexe o dia todo. Está todo encasacado aqui. Ninguém merece... Nem o Jimi...

29 de jun. de 2010

Caymmi, Dado, Júnior, Brasil & Argentina, Slipknot, Of Montreal, Harry Potter, Slash, Prince, Hagar, Bon Jovi, Guitar Hero, Frampton, Interpol, Lennon

SÓ LENNON: O site da Rolling Stone norte-americana informa que um grande lançamento está previsto para comemorar os 70 anos que John Lennon faria no dia 09 de outubro. Com a supervisão de Yoko Ono, o projeto chegará às lojas no dia 04 de outubro em vários formatos. Todos os oito discos gravados pelo ex-Beatle foram remasterizados e estarão disponíveis em edições avulsas. Quem não quiser os originais, poderá optar pela coletânea simples "Power to the people: The hits", com 15 sucessos, ou então pelo box "Gimme some truth", com quatro CDs. Mas o melhor mesmo do projeto é a caixa "John Lennon signature box", que contém 11 CDs, incluindo os oito originais ("John Lennon/Plastic Ono Band", "Imagine", "Some time in New York City", "Mind games", "Walls and bridges", "Rock n' roll", "Double fantasy" e "Milk and honey"), além de uma nova mixagem de "Double fantasy", "Stripped down", e raridades.

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Com lançamento previsto para o dia 07 de setembro, o novo álbum do Interpol (que leva o mesmo nome da banda) teve a sua capa (acima) e a relação de faixas divulgadas. Os nomes das músicas de "Interpol" são esses aqui: "Success", "Memory serves", "Summer well", " Lights", "Barricade", "Always malaise (The man I am)", "Safe without", "Try it on", "All of the ways" e "The undoing".

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Foi anunciado hoje que Peter Frampton fará cinco apresentações no Brasil agora em setembro. Os shows serão em Brasília (dia 09, Centro de Convenções), Rio de Janeiro (11, HSBC Arena), Porto Alegre (14, Pepsi On Stage), São Paulo (17, Via Funchal) e Belo Horizonte (18, Chevrolet Hall). Não foram anuciados os preços dos ingressos.

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Saiu a lista completa de músicas que farão parte do "Guitar Hero: Warriors Of Rock". Veja se você se anima a pegar a guitarrinha de plástico...
AFI – 'Dancing Through Sunday'
Anthrax – 'Indians'
Avenged Sevenfold – 'Bat Country'
Black Sabbath – 'Children Of The Grave'
Buzzcocks – 'What Do I Get?'
Children Of Bodom – 'If You Want Peace… Prepare For War'
The Cure – 'Fascination Street'
Def Leppard – 'Pour Some Sugar On Me (Live)'
Dethklok – 'Bloodlines'
Dire Straits – 'Money For Nothing'
DragonForce – 'Fury Of The Storm'
Drowning Pool – 'Bodies'
Fall Out Boy – 'Dance, Dance'
Foo Fighters – 'No Way Back'
Foreigner – 'Feels Like The First Time'
The Hives – 'Tick Tick Boom'
Jane's Addiction – 'Been Caught Stealing'
Jethro Tull – 'Aqualung'
KISS – 'Love Gun'
Linkin Park – 'Bleed It Out'
Megadeth – 'Sudden Death'
Metallica & Ozzy Osbourne – 'Paranoid (Live)'
Muse – 'Uprising'
My Chemical Romance – 'I'm Not Okay (I Promise)'
Night Ranger – '(You Can Still) Rock In America'
Nine Inch Nails – 'Wish'
The Offspring – 'Self Esteem'
Queen – 'Bohemian Rhapsody'
Rammstein – 'Waidmanns Heil'
The Rolling Stones – 'Stray Cat Blues'
Silversun Pickups – 'There's No Secrets This Year'
Slayer – 'Chemical Warfare'
Slipknot – 'Psychosocial'
Stone Temple Pilots – 'Interstate Love Song'
ZZ Top – 'Sharp Dressed Man (Live)'

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Não sei se é verdade, mas o jornal chileno La Tercera diz que o Bon Jovi vem tocar na América do Sul no mês de outubro. Segundo o jornal, o show de Bon Jovi no Chile seria no dia 01º de outubro, na festa de reabertura do Estádio Nacional.

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Na onda das autobiografias, agora é a vez de Sammy Hagar anunciar que está escrevendo a sua. Se tudo der certo, ele diz que lança no ano que vem. Segundo o cantor, o livro englobará toda a sua carreira, do Montrose ao Chickenfoot, passando, claro, pelo Van Halen e pela sua carreira solo. "Estou escrevendo esse livro durante toda a minha vida. Está na hora de colocfá-lo entre duas capas", disse Hagar ao Blabbermout.

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Pela segunda vez, Prince recorre aos jornais para distribuir o seu novo álbum. "20Ten" chegará às lojas, ops..., bancas inglesas, no dia 10 de julho, juntamente como o Daily Mirror. Em 2007, Prince recorreu ao Mail on Sunday para distribuir o CD "Planet Earth". Um porta-voz do cantor disse que o novo trabalho de Prince é uma "obra-prima". Eis as faixas de "20Ten": "Compassion", "Endlessly beginning", "Future soul song", "Sticky like glue", "Lavaux", "Act of God", "Walk in sand", "Sea of everything", "Everybody loves me" e uma 'untitled bonus track'.

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O guitarrista Slash vai lançar uma edição limitadíssima de um álbum ao vivo gravado em Manchester (capa acima). Serão apenas 1.200 cópias com o registro da apresentação que acontecerá no dia 03 de julho, na cidade inglesa. O preço será 20 libras (cerca de 54 reais), e o CD estará à venda no site oficial de Slash. Não há mais informações do CD, mas é bom o fã ficar atento.

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Já viram o trailer de "Harry Potter e as relíquias da morte"? O que acharam, hein? Aqui no Brasil, o filme estreia no dia 19 de novembro.



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A banda Of Montreal anunciou hoje detalhes de seu próximo álbum. O título será "False priest" e a previsão de lançamento é para o dia 14 de setembro. Produzido por Jon Brion (que trabalhou com Fiona Apple e Kanye West), o sucessor de "Skeletal lamping" (2008) conta com as participações especiais de Solange Knowles e Janelle Monáe. O primeiro single do álbum, "Coquet coquette", pode ser baixado gratuitamente no site oficial da banda, e também pode ser ouvido logo abaixo. A relação de faixas de "False priest" é a seguinte: "I feel ya' strutter", "Our riotous defects", "Coquet coquette", "Godly intersex", "Enemy Gene", "Hydra fancies", "Like a tourist", "Sex karma", "Girl named Hello", "Famine affair", "Casualty of you", "Around the way" e "You do mutilate?".



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Com a morte do baixista Paul Gray, o guitarrista Jim Root, em entrevista ao site do festival Sonisphere, disse que não sabe qual será o futuro do Slipknot. Root disse que ele e o vocalista Corey Taylor pretendem encarar a estrada pelos próximos dois anos, com o projeto paralelo de ambos, o Stone Sour. Após, eles decidirão junto com os outros membros se o Slipknot vai continuar. "Será um processo longo de cicatrização, que deverá acontecer antes de a gente pensar se o Slipknot vai continuar", disse Jim Root. O novo álbum do Stone Sour, "Audio secrecy", será lançado, no Reino Unido, no dia 06 de setembro.

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"Yellow submarine" em 3D?? Essa eu quero ver...

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E também no dia 29 de junho, só que em 1986, a Argentina sagrou-se bicampeã mundial de futebol. Vou dizer que essa foi a primeira final de Copa que vi na minha vida. Tinha seis anos, e me lembro que fui ver em um restaurante, que nem existe mais. Estava torcendo fervorosamente para a Alemanha, porque era fã do Rummenigge (um dos meus principais botões). Mas, analisando hoje, não tinha como o Maradona não ser campeão mundial. Ia ser uma grande injustiça...com a Copa do Mundo. Ela merece Maradona. E, na verdade, merecia todo aquele time da Argentina: Pumpido, Cuciuffo, Orlaticoechea, Ruggeri, Brown, Giusti, Batista, Maradona, Burruchaga, Enrique e Valdano. O técnico era Carlos Bilardo.



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Bom, agora vou falar de Copa do Mundo - que nem acabou, mas já estou com saudades. Hoje, dia 29 de junho, comemoramos o aniversário de dois títulos muito importantes. O primeiro é o do Brasil, em 1958. Na Copa da Suécia, o Brasil foi campeão mundial pela primeira vez. Na final, a nossa seleção bateu os donos da casa em um jogaço que terminou cinco a dois, com direito a um golaço de Pelé (aquele que ele dá um chapéu no zagueiro e chuta de primeira para o gol), que é considerado pela FIFA o segundo mais bonito da história das Copas - só perde para o de Maradona, em 1986, contra a Inglaterra. E só para dar água na boca, anota aí a escalação do Brasil no dia da final: Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo. O técnico era Vicente Feola, que ficou famoso por dormir no banco de reservas, durante os jogos do Brasil.



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Leovegildo Lins da Gama Júnior. O nome não é muito, hum..., comum. Mas a torcida do Flamengo conhece muito bem. Mas o melhor mesmo é chamá-lo de Júnior, o nosso maestro. Até hoje, Júnior foi o jogador de futebol que mais vezes vestiu a camisa rubro-negra. E a sua lita de títulos no Mengão é respeitável: campeão mundial Interclubes (1981), Libertadores da América (também em 1981), Brasileiro (1980, 1982, 1983 e 1992), Copa do Brasil (1990), entre outros. Desses títulos, tive a chance de ver, ao vivo, as duas finais do Brasileirão, contra o Botafogo, em 1992, no Maracanã. E que show o maestro deu. Golaço de falta, drible histórico em cima de Renato Gaúcho, passes milimétricos... Para mim, ao lado de Zico e de Leandro, Júnior foi o cara que mais honrou o manto sagrado rubro-negro. E hoje, como comentarista da Rede Globo (aliás, ele é um dos poucos motivos para ver algum jogo da Copa na Globo), ele completa 56 anos. Parabéns.



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Um dos caras que mais deu força à geração 80 do Rock Brasil foi o Serginho Groisman. E hoje também, uma das grandes figuras do BRock completa 45 anos. Dado Villa-Lobos compôs, ao lado de Renato Russo e de Marcelo Bonfá, alguns dos principais hinos do nosso rock. Guitarrista da banda brasileira de maior sucesso dos anos 80, Dado anda meio sumidão. No ano passado, tive a oportunidade de assistir a um show dele no Canecão, todo instrumental. E foi excelente, especialmente a sua ótima versão para "Soldados". Tomara que ele apareça mais, de vez em quando.



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Olha, se tem um cara que eu acompanho, esteja onde estiver, esse cara é o Serginho Groisman. Desde os tempos do "Matéria prima", lá por 1988, 1989, eu admiro esse jornalista que sempre deu espaço ao melhor da música na televisão. Até mesmo na Globo, que sempre vai preferir o que dá audiência, Serginho arruma um jeito de encaixar coisa boa no seu ótimo programa, "Altas horas", que, infelizmente, passa no pior dia e no pior horário possíveis. Antes de ir para a Globo, Serginho Groisman comandava o "Programa livre", toda tarde, no SBT. Você não imagina o quanto era bom ligar a TV por volta de 17h e esbarrar com um Milton Nascimento, com uma Legião Urbana ou com um Caetano Veloso, assim, de bobeira. Por isso que hoje, não poderia me esquecer de homenagear essa grande pessoa pelos seus 60 anos.

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"Minha jangada vai sair pro mar..." Ô peixe bom! Bom, você deve estar perguntando porque comecei o post com o vídeo abaixo, que mostra um encontro fantástico das famílias Caymmi e Jobim. É o seguinte: hoje, dia 29 de junho, é dia de São Pedro, exatamente o padroeiro dos pescadores. Por isso, 29 de junho também é o Dia dos Pescadores. E me diga uma coisa: quem melhor cantou a vida do pescador? Dorival Caymmi, claro. E um detalhe curioso: Dorival não sabia nadar. Acredite se quiser.

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2 de mai. de 2010

Resenhando: Renato Russo, Madonna, Cássia Eller, White Stripes, Scorpions

Conforme prometido na semana passada, volto aqui com as resenhas de alguns álbuns interessantes lançados no mês de abril. São curtinhas, pá-pum.

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“Duetos” – Renato Russo
Pode acreditar que dói muito o coração criticar alguma coisa de Renato Russo, ainda mais pelo fato de ele não estar mais por aqui. Mas “Duetos”, CD que reúne 15 encontros de Renato com outros artistas, em alguns momentos, beira o mau gosto. Para começar, os duetos póstumos que uniu as vozes de artistas como Fernanda Takai (“Like a lover”) e Caetano Veloso (“Change partners”) a de Renato. Duetos do além, em definitivo, não descem bem, ainda mais o duplamente póstumo “Vento no litoral”, com Cássia Eller. Os duetos gravados em vida por Renato são mais interessantes, mas o problema é que vários deles já haviam sido lançados, como “A carta” (com Erasmo Carlos). No final, o CD vale mesmo pelas inéditas “Só louco” (com Dorival Caymmi), “Celeste” (com Marisa Monte) e “Esquadros” (com Adriana Calcanhotto), embora a qualidade das gravações não seja lá das melhores. Enquanto isso, os fãs continuam esperando o DVD com o show da Legião no Metropolitan ou no Jockey.

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“Sticky & sweet tour” – Madonna
Turnê de Madonna é batata: quando acaba, vem o DVD (e agora BD). Não poderia ser diferente na nababesca “Sticky & sweet tour”, que teve cinco datas no Brasil no final de 2008. O registro do DVD aconteceu antes dos shows brasileiros. Aproveitando que estava em Buenos Aires, Madonna arriscou “Don’t cry for me Argentina” ao lado de sucesso antigos (“Borderline”, “Vogue” e “Like a prayer”) e outros nem tanto (“Ray of light”, “Hung up” e “4 minutes”). O show de Madonna é cheio de informações, e um registro áudio-visual é bem-vindo. Mas, no final da apresentação, com o “game over” escrito no telão, fica a sensação de que o show de Madonna mais parece aqueles joguinhos eletrônicos que a gente zera de primeira, em poucos minutos. É tudo certinho demais, repetitivo demais. Mas, talvez, essa seja a graça. Além do show, o DVD traz um documentário com bastidores, e um CD com algumas canções extraídas da apresentação.

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“Violões” – Cássia Eller
Um dos grandes lançamentos do ano foi esse “Violões” da Cássia Eller em DVD. O CD (com o registro de um show diferente) já havia sido lançado em 1996. O DVD, no qual Cássia é acompanhada apenas pelos violões de Luciano Mauricio e Walter Villaça, traz uma apresentação para um especial da TV Cultura, no mesmo ano. Mais interessante do que escutar (e agora ver) canções como “E.C.T.”, “Socorro”, “Lanterna dos afogados”, “Rubens” e “Blues da piedade”, é observar a transição da cantora, de “indie” ao “mainstream”, o que, de fato, veio a acontecer em “Com você... Meu mundo ficaria completo” (1999) e no “Acústico MTV” (2001). Aliás, esse “Violões” mais simples, direto e visceral, é bem mais interessante do que o especial (cheio de pompa) idealizado pela MTV. “Violões”, apesar de o áudio não ser dos melhores, é o DVD mais digno da carreira de Cássia Eller.

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“Under great White nothern lights” – The White Stripes
Entre junho e julho de 2007, a dupla formada por Jack e Meg White rodou o Canadá de cabo a rabo, em uma turnê que passou por 18 cidades. Com algum atraso, é lançado o DVD/BD e CD com o registro dessa turnê. O White Stripes sempre se destacou em cima do palco. E é uma pena que o palco tenha sido mandado para escanteio no DVD. Quase nenhuma música aparece inteira, com o vídeo mais parecendo uma colcha de retalhos, raspando trechos de apresentações da dupla em ônibus, barcos, casas de boliche, biroscas, praças e nas casas de show propriamente ditas. O filme até que é legal por mostrar os bastidores dessa (surreal) turnê. Mas é o tipo de filme que você vê uma vez e está mais do que visto. Melhor ficar com o CD, que traz 16 faixas extraídas desses shows (com ótimo áudio) na íntegra, ou então com o ótimo DVD “Under Blackpool lights”, de 2004.

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“Sting in the tail” – Scorpions
Levanta o dedo quem espera algo novo dos Scorpions! Hum, ninguém levantou, né? “Sting in the tail” é o 17º álbum de estúdio da banda alemã. E em nada se diferencia dos 16 anteriores. É tudo muito igual e, no final, fica aquela sensação de que você já ouviu esse mesmo disco dezenas de vezes. Transitando entre rockzinhos farofas (“Raised on rock”) até baladas que os fãs poderiam acender os isqueiros se estivéssemos em 1985 (“SLY”), quase nada de relevante pode ser aproveitado desse álbum. Os saudosistas de plantão talvez ainda consigam se emocionar com “No limit” (espécie de irmã gêmea de “Big city nights”) e “Spirit of rock”. Mas a emoção não chega a ser maior do que a de um jogo de Campeonato Carioca. Tomara que esse seja mesmo o último álbum dos Scorpions.

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Abaixo, o trailer do DVD/BD “Under great White nothern lights”, do White Stripes. Fica o aviso de que o trailer é muito mais legal do que o filme propriamente dito.


30 de abr. de 2010

Mestre Caymmi, Willie Nelson, Lester, Muddy, Gonzaguinha, Brandon, Aguilera, Rihanna, Jack White, Jay-Z, Stipe, Kiss, Ooks, Neil, Gaye, Mettalica

O Music Radar fez uma enquete para eleger o melhor álbum de heavy metal de todos os tempos. Deu "Master of puppets", do Metallica, na cabeça. A classificação, em ordem crescente, foi a seguinte: 1) Metallica - "Master of puppets" (1986); 2) Iron Maiden - "The number of the beast" (1982); 3) Guns n' Roses - "Appetite for destruction" (1987); 4) Metallica - "Ride the lightning" (1984); 5) Slayer - "Reign in blood" (1986); 6) Megadeth - "Rust in peace" (1990); 7) Black Sabbath – "Paranoid" (1970); 8) AC/DC - "Back in black" (1980); 9) Pantera - "Vulgar display of power" (1992); e 10) Iron Maiden – "Powerslave" (1984).

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"AND THE OSCAR GOES TO": O site Gigwise fez uma votação entre os seus leitores para eleger a música de protesto mais importante de todos os tempos. O top 5 foi o seguinte: 5) "Ohio" (Crosby, Stills, Nash & Young); 4) "Eve of destruction" (Barry McGuire); 3) "Give peace a chance" (John Lennon); 2) "Strange fruit" (Billie Holiday); e 1) "What's going on" (Marvin Gaye).



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DA SÉRIE "POR QUE EU AMO O MICHAEL STIPE" (5):



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#medo(2): Uma emissora de rádio britânica elegeu "My heart will go on", na voz da Celine Dion, a melhor música do cinema em todos os tempos.

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DA SÉRIE "POR QUE EU AMO O MICHAEL STIPE" (4):



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Adorei essa versão de "Kids", do MGMT, feita pelo Ooks of Hazzard, cheia de ukelelês.



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DA SÉRIE "POR QUE EU AMO O MICHAEL STIPE" (3):



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"O Kiss é maior do que o Mickey Mouse." (Gene Simmons, em entrevista ao Daily Telegraph)

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DA SÉRIE "POR QUE EU AMO O MICHAEL STIPE" (2):



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Achei!


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DA SÉRIE "POR QUE EU AMO O MICHAEL STIPE" (1):



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DA SÉRIE "MINHA VIDA MUDOU DEPOIS DESSA NOTÍCIA": William Bonner abandona o Twitter.

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#medo: Jack White anunciou que quer gravar um álbum com Jay-Z.

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Como é que Noel e Liam Gallagher permitiram essa tosqueira??



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Está difícil conseguir assistir ao videoclipe de "Not myself tonight", de Christina Aguilera. Dizem que está uma cópia só de "Bad romance", da Lady Gaga.

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MAIS UM: Depois do baterista Ronnie Vanucci, agora é a vez de Brandon Flowers, vocalista do The Killers, anunciar o seu projeto paralelo. O site oficial da banda informa que o álbum solo de Flowers, "Flamingo", is "coming soon". Flowers nega que o grupo esteja se separando.

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Mas o dia 30 de abril também guarda alguma tristeza para os brasileiros. Nesse dia, em 1991, morria Gonzaguinha, reconhecidamente um dos maiores compositores da história de nossa música. Os seus sucessos foram inúmeros: "Sangrando", "O que é, o que é", "Grito de alerta", "Ponto de interrogação", "É", "Espere por mim, morena"... O carioca do morro de São Carlos foi gravado por muita gente, especialmente Simone e Maria Bethânia. Transitando entre as canções de protesto e as de amor, Gonzaguinha era o cara que conseguia escrever versos como "Você deve rezar pelo bem do patrão / E esquecer que está desempregado" e "Há um lado carente / Dizendo que sim / E essa vida da gente / Gritando que não". Por isso que ele faz tanta falta.



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E 28 anos sem Bangs e 27 sem Muddy Waters. No dia 30 de abril de 1983, o"pai do blues de Chicago" partia lá pra cima, deixando clássicos como "Rollin' Stone", "Hoochie Coochie Man", "Mannish Boy" e "Got My Mojo Working". A sua obra é constantemente revivida por artistas como Eric Clapton, Jeff Beck e os Rolling Stones, que, volta e meia, incluem alguma música de Waters no repertório de seus shows.



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Hoje completamos 28 anos sem a presença de Lester Bangs. Quem escreve ou lê sobre música sabe muito bem da importância desse cara, um dos maiores críticos de rock. O seu livro "Psychotic reactions" (que foi lançado no Brasil há uns cinco anos com o título, acho!, "Reações psicóticas") é obrigatório para qualquer um que queira se aventurar no jornalismo musical - ou simplesmente goste de ler bons textos sobre música. E para os que não têm saco de ler, recomendo o filme "Quase famosos", inspirado em Bangs.

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Quem faz 77 anos hoje é Willie Nelson, um dos expoentes da música country. Com quase uma centena de discos lançados, Willie Nelson gravou algumas pérolas como "Stardust", faixa-título de seu álbum de 1978, cujo bolachão era um dos mais ouvidos pelo meu pai quando eu tinha meus 4, 5 anos.



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E hoje, dia 30 de abril de 2010, começaremos por onde? Molinho, molinho... Hoje é aniversário de Dorival Caymmi, o gênio da raça da Música Popular Brasileira. O maior de todos. Se vivo fosse, Mestre Dorival estaria completando 96 anos. Em 30 de abril de 2004, senti uma das maiores emoções da minha vida. Dorival Caymmi fazia 90 anos, e seus filhos, Nana, Dori e Danilo apresentaram um show no Canecão com a presença do pai na primeira fila. Desse espetáculo, um flash nunca sai - e nunca vai sair - da minha cabeça. Dorival Caymmi já não tinha forças para cantar acompanhando os filhos em cima do palco. Durante "Saudade da Bahia", mais especificamente nos versos "Pobre de quem acredita / Na glória e no dinheiro para ser feliz", olhei para o lado e vi Dorival, com os olhos marejados, cantando a letra, baixinho. Fechei os olhos e, não sei como, as vozes de Dori, Nana e Danilo desapareceram. Naquele momento, só conseguia ouvir Dorival Caymmi sussurrando aqueles versos no meu inconsciente. Sei que pode parecer pretensão minha. Mas ninguém me tira da cabeça que, naquele dia, Dorival Caymmi cantou somente para mim no Canecão.



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Hoje eu quero começar com uma história que eu ri muito ontem. Recebi um e-mail da Fnac, com o título: "Associado Fnac ganha Blu-ray do 'Avatar'. Saiba como!" Na minha ignorância profunda, imaginei que a loja mandaria um BD para cada um de seus associados. Tipo presentinho mesmo. Mas descobri que não. O associado da Fnac pode sim ganhar um BD do "Avatar". Mas tem que fazer o seguinte: comprar uma TV LCD Full HD de 42 polegadas mais o leitor de BD da Panasonic. Tudo isso por R$ 3.599,00. Aí sim o associado pode levar o filme para casa.

16 de ago. de 2008

A BENÇÃO, MESTRE