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13 de ago. de 2011

Beto Guedes, 60; “Who’s next”, 40; baixista peladão do QOTSA pode ser preso; o “último” CD do Coldplay; a-ha de volta; o DVD da ZD; e o banner do ano.



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E o sábado, chegou, hein? E como dizia aquele cara (quem mesmo??), o que é que tem pra hoje?? Vocês viram que eu comecei o dia com Gal Costa e Maria Bethânia cantando a “Oração da Mãe Menininha”. E hoje faz 25 anos que Mãe Menininha do Gantois morreu. Quem acompanha esse blog sabe o quanto venero Dorival Caymmi, e quanto gosto, musicalmente, de Gal e de Bethânia. Mas vou te dizer uma coisa: essa música é uma das coisas mais chatas que já ouvi na minha vida.

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E esse sábado é dia de festa para Beto Guedes, que fica sessentão. É difícil de acreditar, porque se a gente fechar os olhos, parece que quem está cantando é uma criança. Eu me lembro do Renato Russo dizendo que sempre teve vontade de gravar um disco com as músicas do Beto Guedes, porque o considerava um grande compositor, “mas aquela voz...” Hoje quis eleger a música do Beto Guedes que eu mais gostasse. Se eu te disser que perdi meia hora escolhendo, você acredita? Não, né? Até mesmo porque não demorei mais de 30 segundos...



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Eu me lembrei logo da versão que os Paralamas do Sucesso gravaram de “Feira moderna” em seu “Acústico MTV”. Sem dúvidas, a melhor "não música" dos Paralamas, se é que vocês me entendem...



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Hoje também é dia de lembrar do “mestre do suspense” Alfred Hitchcock, que naseceu no dia 13 de agosto de 1899. Saca quando rolam aquelas discussões intermináveis em mesa de bar? Uma delas é “qual o melhor filme do Hitchcock”. Alguém pode citar qualquer um que ele tenha feito, e, dependendo do seu argumento, conseguirá convencer os demais de que, de fato, aquele é "O melhor filme do Hitchcock". De minha parte, já desisti de tentar catequizar os outros com relação a essa questão. Sou sempre voto vencido, e todos dizem que estou doido quando cito “O terceiro tiro” como a obra-prima de Hitchcock. O mais curioso é que esse filme não é um suspense ou filme de terror (e talvez esse seja o motivo de as pessoas torcerem o nariz para a minha indicação), mas sim uma grande comédia. De humor negro, é verdade. Mas uma grande comédia, certamente a melhor que já vi.



“Mestre do suspense”??

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Partindo para amanhã, dia 14 de agosto... Nesse domingão, qualquer um tem um bom motivo para tirar a poeira de um LP e soltar no toca-discos. “Who’s next”, o clássico do The Who completa 40 anos amanhã. Para mim, é o grande álbum do The Who. E eu até tenho uma explicação para isso... “Who’s next” foi lançado logo após a ópera-rock “Tommy” (1969). Fico pensando no quanto a banda ficou presa ao formato de uma ópera-rock, quando da composição de “Tommy”. Então, dois anos depois, imagina a explosão de ideias do grupo?? Ela está em “Who’s next”. E a melhor música do The Who também está em “Who’s next”...



Não é??

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DROPS:










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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

• A Superheavy, banda de Mick Jagger, divulgou o videoclipe de seu primeiro single, “Miracle worker”.



• “Otis”, o primeiro videoclipe da dupla Kanye West + Jay-Z:



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Não tem muito tempo que escrevi sobre o CD “Pelo sabor do gesto – Em cena”, de Zélia Duncan. Disse que o CD pecava por não ter o show completo, mas esperava que o DVD e o blu-ray corrigissem tal falha. E corrigiram. O vídeo chega às lojas na última semana do mês com a apresentação completa. Contando com participações especiais de Fernanda Takai, John Ulhôa, Marcelo Jeneci, Christian Oyens e Paulinho Moska, o DVD/BD traz 24 músicas. São elas:
1. Boas Razões
2. Ambição
3. Telhados De Paris
4. Se Um Dia Me Quiseres
5. Intimidade
6. Tudo Sobre Voce
7. Felicidade
8. Esporte Fino Confortavel
9. Aberto
10. Se Eu Fosse
11. Duas Namoradas
12. Defeito 10
13. Cedotardar
14. Borboleta (Participação Especial: Marcelo Jeneci)
15. Todos Os Verbos
16. Pelo Sabor Do Gesto
17. Os Dentes Brancos Do Mundo
18. I Love You
19. Por Isso Corro Demais
20. Sinto Encanto
21. O Tom do Amor (Participação Especial: Moska)
22. Flores
23. Nem Tudo
24. Catedral

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Cara, quando vi esse banner acima, eu achei que fosse brincadeira, alguma montagem de algum desocupado para fazer piadinha na internet... Mas não... É sério mesmo! Não preciso nem comentar nada, né??

5 de dez. de 2010

Resenhando: Depeche Mode, Leoni, INXS, Maria Bethânia, Paul McCartney & Wings

“Tour of the universe: Barcelona 20/21.11.09”– Depeche Mode
O Depeche Mode é uma das bandas que mais dá valor aos registros áudio-visuais de suas turnês. E o faz com razão. Entra turnê, sai turnê, os shows da banda de Martin Gore, Dave Gahan e Andrew Fletcher são sempre bem interessantes – pena que eles nunca venham ao Brasil. Ao invés de se acomodar (como acontece com a maioria das bandas), o Depeche Mode sempre prepara roteiros bem diferentes entre uma turnê e outra, bem ao espírito do grupo. Se na “Exciter tour” (2001), a banda destilava depressão, logo depois, em “Touring the Angel” (2005/2006), o Depeche Mode fazia um dos shows mais coloridos e alegres de sua carreira. O novo DVD (também em CD e BD) “Tour of the universe: Barcelona 21/21.11.09” flagra a banda na turnê de divulgação de seu último (e excelente) álbum de estúdio, “Sounds of the universe” (2009). Turnê que, diga-se, não começou nada bem, com diversos shows adiados por conta de um tumor (felizmente extirpado) na bexiga de Gahan. O DVD traz um show do final da turnê – antes, a banda já tinha rodado boa parte da Europa e dos Estados Unidos. E é aí que reside o problema. Apesar de mostrar uma banda absolutamente à vontade, o vídeo apresenta um repertório muito parecido com a turnê anterior, “Touring the angel” (2006), algo incomum na videografia da banda inglesa. No início da turnê, o Depeche Mode apresentava músicas que, havia tempos, não integrava o roteiro de suas apresentações, como “Master and servant” e “Strangelove”. No decorrer da turnê, essas músicas foram substituídas por outras mais comuns, como “Behind the wheel” e “World in my eyes”. Pena. De qualquer maneira, é sempre bom ouvir a banda interpretar clássicos como “Never let me down again”, “Enjoy the silence”, “Walking in my shoes” e “It’s no good”. E isso sem contar com as boas músicas de “Sounds of the universe”, ainda que uma de suas melhores, “Peace”, também tenha ficado pelo meio do caminho (e, assim, fora do DVD) no decorrer da turnê.

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“A noite perfeita – Ao vivo” – Leoni
Se a gente vivesse na Inglaterra, Leoni seria milionário como um Elton John. Um dos melhores compositores da geração 80 do rock brasileiro, Leoni mostra em seu novo trabalho, “A noite perfeita – Ao vivo”, que continua o mesmo excelente compositor dos tempos do Kid Abelha e do Heróis da Resistência. Poucos artistas conseguem, como Leoni, apresentar um álbum cheio de canções inéditas que, à primeira ouvida, grudam na cabeça. Apesar de ser um trabalho ao vivo, o CD é composto majoritariamente por novas músicas – já o DVD traz sucessos muito bem-vindos, como “Temporada das flores”, “Por que não eu?”, “Exagerado”, “Fórmula do amor”, “Educação sentimental” e “Garotos II”, além de lados B, como “Um herói que mata” (do tempo dos Heróis da Resistência) e “Quem além de você” (do álbum “Outro futuro”, de 2006). Das inéditas, destacam-se a roqueira “Dá pra rir e dá pra chorar” (parceria com Beni Borja), a balada pop “Do teu lado” (com os versos “Canção pra andar do teu lado / Em toda e qualquer cidade / Pra te cobrir de sorrisos / Quando eu chorar de saudade” escritos a quatro mãos com o compositor Rodrigo Maranhão) e “Hora de pular do trem” (com Luciana Fregolente). A faixa-título, a melhor do álbum (e uma das mais deliciosas canções de Leoni), escrita com George Israel, já havia sido lançada pelo parceiro. O show “A noite perfeita” já vem rodando o país desde o final de 2008. Pelo visto, chegou ao CD/DVD na hora certa. O público de Leoni já sabe cantar as inéditas de cor, e a banda Furacão de Bolso, formada por Gustavo Corsi (guitarra), Andrea Spada (baixo) e Lourenço Monteiro (bateria), está super azeitada. Leoni honra a sua geração.

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“Mystify” – INXS
Os mais novos talvez duvidem, mas o INXS já foi uma banda “mega”. Michael Hutchence e seus colegas tiveram pelo menos dois álbum multiplatinados (“Kick, de 1987, e “X”, de 1990), gravaram um vídeo (“Live baby live”, já lançado em DVD) em um estádio de Wembley mais entupido do que privada de posto de gasolina de estrada, e foram headliners de uma noite da segunda edição do Rock in Rio, que aconteceu no Maracanã. Mas se você não tem ideia de nada disso, e ainda colocar para rodar “Mystify”, novo DVD da banda, pode achar que o INXS poderia nem ter existido. Filmado no dia 21 de junho de 1997, no Loreley Festival (Alemanha), durante a turnê de divulgação do álbum “Elegantly wasted” (97), o vídeo traz uma banda fria, apática e sem a mínima graça. Parece que os integrantes da banda envelheceram 40 anos após o “Live baby live”, registrado em 1991. É impressionante a falta de tesão e a burocracia com a qual músicas arrasa-quarteirão como “New sensation”, “Suicide blonde” “Devil inside” e “Whay you need” são executadas. O público alemão não é lá, vai lá, um dos mais animados, mas o seu comportamento nesse show é de causar bocejos dignos de um porre de dry Martini simultâneo a uma ópera de Pergolesi. As músicas que ora estavam sendo lançadas, então, poderiam render uma palestra do tipo “do estrelato ao depauperamento em três passos”. Michael Hutchence partiu dessa pra melhor quatro meses após o show. Algo estranho já rolava no ar. E, caso você não queria sentir, fique com o show bônus, filmado em maio de 1984. São seis músicas mostrando o INXS na flor da idade. E como a banda era boa, viu? “Original sin”, “Don’t change”, “The one thing”... A dúvida é inevitável: com Michael Hutchence vivo, onde estaria o INXS hoje? Seria um U2 ou um Simple Minds?

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“Amor festa devoção” – Maria Bethânia
Fazendo uma comparação grosseira (e com base no que escrevi na resenha do “Tour of the universe”, acima), a Maria Bethânia é uma espécie de Depeche Mode brasileira na hora de lançar DVDs. A uma, porque, nos últimos tempos, não tem um show da “Abelha-rainha” que não saia em vídeo; a duas, porque os repertórios de seus DVDs são absolutamente diferentes entre si. E, ao contrário do Depeche Mode, Maria Bethânia surpreendeu com “Amor festa devoção”, DVD, dirigido por André Horta e Lizanne Paulo, que traz o registro do show de lançamento dos álbuns “Tua” e “Encanteria”, ambos lançados em 2009. No roteiro da apresentação, Bethânia privilegiou as canções desses dois discos, misturando-as com coisas mais antigas, como “Vida” (Chico Buarque), o texto “Olho de lince” (escrito por Waly Salomão, e com aquele célebre verso “quem fala de mim tem paixão”), “É o amor” (Zezé di Camargo) e “Reconvexo” (Caetano Veloso). A propósito, esses foram os únicos grandes sucessos do roteiro que o público cantou junto. Ah, tudo bem, a cantora baiana interpretou “Não dá mais pra segurar (Explode coração)” e “O que é, o que é” (ambas de Gonzaguinha), mas em versões rápidas e a capella, como se quisesse mandar o recado de que elas estavam lá porque cabiam no roteiro, e não como frutos de apelação. Bethânia retorna ao seu show “Rosa dos ventos” (1971) para relembrar “Não identificado” (um dos momentos mais aplaudidos da nova turnê, e que foi dedicado a mãe), e ainda permanece com o mano Caetano em “Queixa”, inédita em sua voz, bem como o bolero “Dama do cassino”. Vale destacar também a lindíssima “Balada de Gisberta”, de Pedro Abrunhosa, com um arranjo grandioso de Jaime Alem. Tudo isso para mostrar que Bethânia, é verdade, não precisa apelar – e já precisou alguma vez? Assim como “Brasileirinho”, esse “Amor festa devoção” é um dos grandes shows de sua carreira. E o DVD está com um tratamento de áudio (mixado por Moogie Canazio), no mínimo, sensacional.

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“Band on the run” (Archive collection) – Paul McCartney & Wings
Dentre as infindáveis discussões travadas pelos alucinados por Beatles está uma sobre o melhor álbum solo dos integrantes da banda. Geralmente, metade fica com “All things must pass”, de George Harrison, e a outra metade, com “Band on the run”, do Paul McCartney & Wings. Pessoalmente, fico com o álbum do guitarrista, mas não dá para negar, jamais, o valor do álbum que Paul lançou em 1973. Gravado em Lagos, na Nigéria, “Band on the run” possui nove faixas, sendo sete clássicos absolutos: a faixa-título, “Jet”, “Bluebird”, “Mrs Vandebilt”, “Let me roll it”, “Nineteen hundred and eighty Five” e “Mamunia”. Com exceção da última, todas foram tocadas nos recentes shows no país. O CD bônus da edição especial que chegou às lojas (lá de fora) na semana retrasada, traz os singles “Helen Wheels” e “Country dreamer”, lançados na mesma época do disco, além de gravações ao vivo. Mas o melhor mesmo é o DVD, com 75 minutos de videoclipes, imagens raras em Lagos e a íntegra do programa “One hand clapping”, com várias versões ao vivo de faixas do álbum, além de outras, como “Live and let die”, “C moon” e “Soily”. A edição em vinil também é super recomendada aos audiófilos. Uma boa aula de como um álbum deve ser mixado para o vinil. Acho que nunca ouvi um som tão vivo na minha vida. Sério. Nos próximos meses, Paul McCartney lançará as edições especiais de “McCartney” (1970), “McCartney II” (1971), “RAM” (1971), “Venus and Mars” (1975), “Wings at the speed of sound” (1976) e “Wings over America” (1977). Hum, bem que esse último poderia vir trazendo o DVD com o show na íntegra, né?

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Em seguida, “Enjoy the silence”, extraído do DVD/BD “Tour of the universe”, do Depeche Mode:

15 de out. de 2010

Pedro Luís, Cole Porter, Antônio Maria, Skank, Mario Puzo, Chaplin, Guns n' Roses, Lady Gaga, REM, Keith Richards, Prince, Weezer, Maria Bethânia

Feliz Dia dos Mestres!



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Chega às lojas na primeira semana de novembro o CD duplo "Amor, Festa e Devoção" (capa acima), de Maria Bethânia. Gravado no Rio de Janeiro, no primeiro semestre, o álbum traz o show completo da turnê que correu o Brasil e a Europa. Além das canções de seus dois discos anteriores ("Tua" e "Encanteria", ambos lançados simultaneamente no ano passado), Bethânia resgatou clássicos como "O que é, o que é" e "Não dá mais pra segurar (Explode coração)", as duas de Gonzaguinha. Um dos principais destaques do show foi a interpretação de "Não identificado" (Caetano Veloso), dedicada, no show, à Dona Canô. As faixas do disco são as seguintes: CD 1: "Santa Bárbara", "Rosa dos ventos", "Vida" / "Olho de lince" (texto), "Feita na Bahia", "Coroa do mar", "Encanteria", "Linha de cabloco", "É o amor outra vez", "Tua", "Fonte", "Explode coração", "Queixa", "Você perdeu", "Dama do cassino", "Até o fim", "Serenata do adeus", "Balada de Gisberta", Medley instrumental: "Zanzibar" / "Seará / "Lia de Itamaracá" / "Desenredo" / "Santo Antônio" / "Fica mal com Deus"; CD 2: "Não identificado", "Curare", "Estrela", "Serra da Boa Esperança", "Doce viola", "Guriatan", "Pescaria", "Saudade dela" / "Ê Senhora" / "Batatinha Rôxa" / "A mão do amor", "Saudade", "É o amor" / "Vai dar namoro", "O nunca mais", "Andorinha", "Bom dia", "Bandeira branca", "Domingo" / "Pronta pra cantar", "O que é, o que é", "Encanteria" e "Reconvexo".

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Para os roqueiros enólogos, que tal um "Pink Floyd The Dark Side of the Moon Cabernet Sauvignon"??

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E que tal "Nothin' on but the radio", a música nova da Lady Gaga, hein?



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Quer ouvir quatro músicas inéditas do Weezer, que farão parte do álbum de raridades "Death to false metal" e da edição especial dupla de "Pinkerton"?? Aqui.

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Prince anunciou uma nova turnê, intitulada "Welcome 2 America". Os primeiros shows acontecerão já em dezembro - as datas certas e os locais ainda não foram confirmados. Segundo a Billboard, Prince receberá diversos convidados nas apresentações, como Janelle Monáe, Sheila E., Maceo Parker, Mint Condition, Esperanza Spalding e Cassandra Wilson. O cantor ainda afirmou que os setlists serão diferentes a cada noite.

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"Eu costumava amar Mick Jagger, mas eu não fui ao seu camarim durante 20 anos. Às vezes eu penso: 'Perdi meu amigo'. E me pergunto: 'Para onde ele foi?'" (Keith Richards, em sua autobiografia, que será lançada nesse final de ano, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha)

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O empresário do R.E.M., Bertis Downs, revelou no Twitter o nome do novo álbum do R.E.M.: "Collapse into now". O disco, que sucederá "Accelerate" (2008), sai no ano que vem. A produção ficou por conta, mais uma vez, de Jacknife Lee.

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Axl Rose surpreendeu o público inglês, ontem à noite, na segunda apresentação do Guns n' Roses na O2 Arena, ao chamar o ex-companheiro de banda Duff McKagan para tocar baixo na música "You could be mine". Após, ele ainda participou de "Nice boys", "Knocking on heaven's door" e "Patience". Segundo o Contact Music, "Duff chegou sem avisar, e de forma completamente inesperada". Agora só falta o Slash...



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"O grande ditador", primeiro filme falado de Charles Chaplin, foi uma das sátiras mais geniais aos regimes opressores. Lançado no dia 15 de outubro de 1940, a sua temática continua atualíssima. Veja só o discurso sensacional (com legendas em português) abaixo. Quem dera tivéssemos um candidato assim, não? Setenta anos se passaram e muita coisa ainda não mudou...



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Uma das perguntas que mais faço é: "Qual o seu livro predileto?" Pode ser até para um político ou um jogador de futebol, nunca deixo de fazer tal pergunta. Acho que, através dela, dá para conhecer bastante a personalidade de uma pessoa. E uma das respostas mais comuns é: "O poderoso chefão", de Mario Puzo. A saga da família Corleone é uma das coisas mais deliciosas que já li e vi. Certamente, ninguém conseguiu escrever sobre a máfia como Mario Puzo, que, se estivesse por aqui, estaria comemorando 90 anos hoje.



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Um dos álbuns mais marcantes do rock brasileiro nos anos 90, "Calango", do Skank, chegou às lojas no dia 15 de outubro de 1994. (Valeu Paulo Marchetti!) Esse disco teve uma importância fundamental para a banda mineira. Foi a partir dele que Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti definiram uma sonoridade própria para a banda, cheia de metais e puxada para o pop-reggae. Depois de "Calango", o Skank passeou por outros territórios musicais. Mas se você perguntar para um fã, qual música melhor define o Skank, certamente ele vai responder que é essa aqui...



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O dia 15 de outubro de 1964 foi negro para a música mesmo. Não bastasse a morte de Cole Porter, Antônio Maria também passou dessa pra melhor na mesma data. Poeta, compositor, cronista esportivo e radialista, Antônio Maria era daqueles caras que estavam em todas. Ele foi uma das figuras mais importantes da história do rádio no Brasil, e também compôs clássicos como "Menino grande", "Ninguém me ama", "Manhã de carnaval", "Valsa de uma cidade" e "Canção da volta", interpretados por gente como Ismael Neto, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Gal Costa, Aracy de Almeida e Nat King Cole.



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Hoje também é dia de lembrar de um dos maiores compositores de todos os tempos. Cole Porter morreu a 15 de outubro de 1964, aos 73 anos. A sua lista de clássicos chega a ser estúpida de tão grande. Vou citar alguns que me vêm a cabeça agora: "Night and day", "I love Paris", "De-lovely", "Love for sale", "You do something to me", "I get a kick out of you", "All of you"... Tudo isso regravado por gente como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, João Gilberto, Sarah Vaughan, Miles Davis, Elvis Presley, Louis Armstrong, U2, entre vários outros. Caso você tenha interesse em conhecer Cole Porter melhor, indico duas coisas: o álbum "Ella Fitzgerald sings the Cole Porter songbook" e o filme "De-lovely: Vidas e amores de Cole Porter", com um Kevin Kline, no mínimo, fantástico.



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Boa tarde, pessoal. Atrasadinho hoje. Trabalhei a madruga toda, até o sol raiar. Mas cá estou eu de novo. E vamos começar falando de Pedro Luís, líder d'A Parede. Pode até parecer brincadeira, mas hoje ele completa 50 anos de idade. Tempo que passa...

18 de jun. de 2010

Saramago, Paul McCartney, Celly Campello, Bethânia, Lucio Mauro Filho, Legião, Ozzy, Iron Maiden, Oasis, Elton John, MJ, Arcade Fire, Local Natives

Mais um clássico da literatura vem aí... Liam Gallagher disse que vai escrever um livro com as suas memórias sobre o Oasis. Se depender da vontade do cantor, pode ser que o livro se transforme em filme. Ele disse que quer colocar as tais memórias em livro "antes que as esqueça". Faz sentido.

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UMA BANDA NOVA QUE EU CURTI: Essa aqui eu conheci na última edição da revista Q. O Local Natives é uma banda de Los Angeles, que lançou o seu álbum de estreia, "Gorilla manor" no finalzinho do ano passado, na Inglaterra. O som é gostoso, e a banda o classifica de "afro-pop". Veja o que você acha.



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Aos pouquinhos, o Arcade Fire vai dando mais dicas do seu novo álbum "The suburbs", que chegará às lojas no início de agosto. Depois de liberar quatro músicas para audição, a banda canadense anunciou a relação das faixas do álbum. Olha só: "The suburbs", "Ready to start", "Modern man", "Rococo", "Empty room", "City with no children", "Half light I", "Half light II (No celebration)", "Suburban war", "Month of may", "Wasted hours", "Deep blue", "We used to wait", "Sprawl I (Flatland)", "Sprawl II (Mountains beyond mountains)" e "The suburbs (continued)".

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A Billboard fez um levantamento para descobrir, com base em sua parada de singles, qual foi o maior hit de Michael Jackson. E o resultado é, no mínimo, surpreendente. O vencedor foi "Say say say", faixa escrita em parceria com Paul McCartney, e que está presente no álbum "Pipes of peace", lançado em 1983 pelo ex-Beatle. A partir de dezembro de 1983, a canção ficou durante seis semanas na primeira posição da parada de singles. "Billie Jean", "I'll be there", "Thriller" e "Rock with you" completam o top 5.



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"Elton John faz show em Israel após outros artistas cancelarem sua apresentações." E daí? Se tem uma coisa chata pra cacete é patrulha ideológica.

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O cara poderia vender essa camisa por uma boa grana no e-Bay. Mas preferiu doá-la para o Museu de Woodstock. Bacana, né?

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O New Musical Express fez uma pesquisa junto aos torcedores da seleção inglesa, para que indicassem músicas de apoio para o time de Lampard, Gerrard, Rooney e GREEN! Algumas das escolhidas foram as seguintes: "Faith" (George Michael), "Back in black" (AC/DC), "Mr Brightside" (The Killers), "The best" (Tina Turner, essa eu não entendi) e "Help!" (Beatles, essa é bem apropriada). Engraçado que, na pesquisa, não houve nenhuma menção ao frango do Green. Tendo em vista, a paixão dos torcedores ingleses, fiquei surpreso.



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Alan McGee, o cara que descobriu o Oasis, disse ao Daily Record que acha que a banda dos Gallagher volta em, no máximo, cinco anos, porque a grana vai falar mais alto. Tomara que fale mesmo. Até mesmo porque, hoje em dia, todo mundo volta algum dia mesmo.

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Que tal o Eddie da nova turnê do Iron Maiden, hein? Eu achei muito bacana. Aliás, um dos mais bacanas que já vi. E ele ainda toca guitarra. Hehehe...



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Está ansioso para ouvir o novo álbum de Ozzy Osbourne? "Scream" já está todinho no perfil do cantor no MySpace. O álbum mesmo, edição física, chega às lojas no dia 22 de junho.

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Curiosamente, dez anos após a batalha campal de Rosário, aconteceu a batalha campal do estádio Mané Garrincha. Durante um show da Legião Urbana em Brasília, houve uma grande confusão entre parte do público e a polícia. Os nervos já estavam a flor da pele. Renato Russo atrasara o show. Um doente mental invadiu o palco e atacou o vocalista da banda por trás. Loucos jogavam bombas no palco. Não tinha como dar certo, e o episódio talvez seja a grande mancha da história da Legião Urbana (embora a banda não seja a principal culpada do episódio). Por volta de 500 fãs se feriram na apresentação, que acabou sendo a última da Legião no Distrito Federal.



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Agora a sessão Copa do Mundo!! No dia 18 de junho de 1978 aconteceu uma das maiores batalhas campais da história das Copas. Não à toa, a partida ficou conhecida como "A batalha de Rosário". Na ocasião, Brasil e Argentina empataram em zero a zero, e a pancadaria rolou solta. Todo jogador abria a sua caixa de ferramentas. Recentemente, a ESPN reprisou o jogo, e realmente foi bem interessante. A Argentina acabou se sagrando campeã mundial em 1978, com uma ajudinha do Peru (sem trocadilho, por favor).



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Nossa, muita gente boa nasceu no dia 18 de junho, hein? Agora, vamos partir para a televisão. Trinta e seis anos atrás nascia Lucio Mauro Filho. Quando eu era pequeno, tipo uns 7 anos, eu frequentava um hotel-fazenda em Teresópolis chamado São Moritz. E ele sempre estava lá, assim como o seu pai, o grande Lucio Mauro. Como ele era uns seis anos mais velho do que a minha galerinha, a gente sempre servia de cobaia para as peças de teatro que ele queria montar, bancando o diretor. Bom, na época, o Lucio Mauro Filho devia ter uns 12 anos de idade. E posso dizer que já tinha muito talento. Uns três anos atrás, vi a peça "Lucio 80-30", escrita por ele próprio, em homenagem ao pai. É de arrepiar. Se ela voltar, assisto novamente. "Paaapiiiiiiiiii!"



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E no dia 18 de junho de 1946 nasceu outra diva da Música Popular Brasileira. Certamente a nossa diva-mor: Maria Bethânia. Assim como Paul McCartney, a cantora baiana também tem trabalhado bastante ultimamente, emendando álbum, turnê, DVD, novo álbum, nova turnê... E cada ano com mais gás. É impressionante. Faz uns 20 anos que não perco uma turnê de Bethânia. E parece que ela está melhor hoje do que, por exemplo, quando fez a turnê do "As canções que você fez pra mim" (1993). O seu último show, "Amor, festa, devoção", para mim, nem é dos melhores da "Abelha-Rainha". Mas talvez tenha sido o grande show da MPB no ano passado. Talvez eu esteja ficando um pouco rigoroso demais com a Bethânia. Mas isso é ótimo. Porque ela só me surpreende. Tenho orgulho de ser geminiano que nem ela. (Ah, a Biscoito Fino me informou, via Twitter, que o DVD de "Amor, festa, devoção" sai agora no início do segundo semestre. Aguardemos.)



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E se o dia 18 de junho de 1942 foi generoso com o rock inglês, também o foi com o rock brasuca. No mesmo dia em que a cegonha trouxe Paul McCartney, nascia em Taubaté Célia Benelli Campello, ou Celly Campello. A cantora foi uma das pioneiras do rock brasileiro, estourando antes mesmo da Jovem Guarda, em 1959, com o hit "Estúpido cupido". Outros sucessos vieram, como "Lacinhos cor-de-rosa" e "Banho de lua". Em 1962, logo após o seu casamento, Celly abandonou a carreira. Ela, que morreu aos 60 anos, tinha, à época do casamento, 20 anos de idade. Os tempos não eram tão modernos...



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No dia 18 de junho de 1942 nascia Paul McCartney. Bom, acho absolutamente inútil gastar palavras com o ex-Beatle, que continua na ativa produzindo bons álbuns, com o seu último de estúdio, "Memory almost full" (2007). Chegaram a cogitar uma visita de Paul ao Brasil no primeiro semestre desse ano. Não aconteceu. E será que vai acontecer algum dia?



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Juro que gostaria de começar o dia de hoje, 18 de junho de 2010, de forma mais alegre. Mas, no nosso mundinho cada dia mais pobre de espírito e de cultura, uma perda como a de José Saramago deve ser chorada por alguns dias. Pensei em escrever várias coisas sobre o escritor português: minhas impressões sobre "Caim", o seu último livro, ou então uma minibiografia dele... Mas acho que o último post de seu blog (abaixo) já diz muita coisa. Ele deixou um recado bem claro para nós: sem ideias, não vamos a lugar nenhum. Nossos heróis estão morrendo. Quem vai sobrar?

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"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma." ("Pensar, pensar", último post do blog de José Saramago)

18 de out. de 2008

CD: “QUERIDOS AMIGOS” (VÁRIOS ARTISTAS) – QUANDO UMA COLETÂNEA VALE A PENA

Álbuns com trilha sonora de novelas, salvo raríssimas exceções, pouco acrescentam a uma coleção de discos. Se nos anos 70 e 80, os discos de novela, de certa forma, ditavam um certo padrão de bom gosto, a partir da década de 90, tais coletâneas não passavam de um aglomerado de canções, que pouco tinham a ver entre si. Bons tempos em que artistas como Roberto Carlos, Toquinho e Vinícius de Moraes gravavam álbuns exclusivos que serviam de trilha para uma novela...

Às vezes ainda acontece de alguma trilha sonora (geralmente as das novelas de Gilberto Braga e de Manoel Carlos) realmente valer a pena. Entretanto, quando isso acontece, a maior parte do repertório é composto por faixas antigas, não contemporâneas. Como exemplo disso, basta pegar as ótimas trilhas de minisséries como “Anos Dourados” e “Anos Rebeldes”, repletas de Jobim, Caetano, Gil e Gal, apenas para citar alguns artistas nacionais.

Agora, com nove (?!?) meses de atraso, a Som Livre coloca no mercado a trilha sonora de mais uma minissérie, que realmente vale a pena. “Queridos Amigos” já saiu do ar há muito tempo, mas as suas canções mereciam estar agrupadas em um disco. Tudo bem que, das mais de cem músicas apresentadas na minissérie, apenas 14 entraram no CD. Mas, mesmo assim, a trilha de “Queridos Amigos” é válida para dar uma idéia de como, com um pouco de boa vontade, (ainda) é possível fazer uma bela trilha sonora para uma novela ou minissérie.

Com as canções centradas na década de 70 (período no qual se passa a maior parte da série), a trilha de “Queridos Amigos” é uma viagem ao melhor que a Música Popular Brasileira produziu do final dos anos 60 até o início dos 80. Inclusive, é notável como a estética dessa trilha se assemelha a do livro “Noites Tropicais” (de Nelson Motta), que ganhou uma trilha sonora exemplar em um CD duplo.

As canções de “Queridos Amigos” não seguem um critério cronológico. O encadeamento é realizado de forma espontânea e, no final das contas, tudo acaba descendo muito bem. Da introdução com “Canção da América”, de Milton Nascimento, até o encerramento com a Tropicália sangrenta de “Domingo No Parque”, na magistral gravação original de Gilberto Gil, tudo é coeso em “Queridos Amigos”, até mesmo quando logo após o rock “Vital e Sua Moto”, dos Paralamas do Sucesso, surge o samba “Conto de Areia”, na voz de Clara Nunes.

Como pôde ser visto, todos os gêneros musicais que fizeram sucesso durante o período da minissérie, estão presentes em sua trilha sonora: MPB tradicional (“Meu Bem, Meu Mal”, com Gal Costa; “O Bêbado e a Equilibrista”, com Elis Regina; “O Que Será (À Flor da Terra)”, com Simone), Rock Brasil (“Você Não Soube Me Amar”, com a Blitz; “Vital e Sua Moto”, com os Paralamas) e samba (“Flor de Lis”, com Djavan; “Guardei Minha Viola”, com Paulinho da Viola), passando ainda por Rita Lee, Maria Bethânia, Ivan Lins e Gonzaguinha.

Mas, como nada é perfeito, importante registrar a escorregada da gravadora Som Livre, que grafou erroneamente a canção interpretada por Paulinho da Viola. Apesar de a contracapa e o encarte informarem que a música que consta no CD é “Coração Leviano”, o correto seria “Guardei Minha Viola”. Um erro que pode até ser considerado pequeno, mas lamentável para uma ótima trilha sonora como essa.

Abaixo, para matar saudades, o videoclipe de “Vital e Sua Moto”, canção presente na trilha sonora da minissérie “Queridos Amigos”.

Cotação: ****

12 de set. de 2008

MARIA BETHÂNIA E OMARA PORTUONDO LANÇAM DVD AO VIVO AINDA NESSE MÊS

A Biscoito Fino vai colocar em breve nas lojas o DVD “Omara Portuondo e Maria Bethânia Ao Vivo” (capa acima). O vídeo foi gravado no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em abril passado. A curta turnê rodou algumas capitais do Brasil, além de Argentina e Chile, entre março e junho deste ano.

O DVD dá destaque às canções já presentes no CD de estúdio, como “Você”, “Tal Vez” e “Só Vendo Que Beleza / Marambaia”. As canções que ficaram de fora do CD mas fizeram parte do roteiro do show, aparecem no DVD, como “A Bahia Te Espera”, “Havana-me” e “Dos Gardênias”. O vídeo apresenta o show na íntegra.

A direção de vídeo é de Mario de Aratanha, e a produção musical, de Moogie Canázio.

As faixas do DVD são as seguintes:
1) “Cio da Terra / Tierra Em Celo”
2) “Calix Bento”
3) “Gente Humilde”
4) “Partido Alto”
5) “Arrependimento”
6) “Negue”
7) “O Ciúme”
8) “Doce”
9) “A Bahia Te Espera”
10) “Escandalosa”
11) “Cubanacan”
12) “Tal Vez”
13) “Veinte Años”
14) “Mil Congojas”
15) “Nana Para Um Suspiro (Semillita)”
16) “Dos Gardenias”
17) “Lacho”
18) “Drume Negrita”
19) “La Sitiera”
20) “Guantanamera”
21) “Instrumental / Canto Do Pajé”
22) “Três Golpes”
23) “Você”
24) “Só Vendo Que Beleza (Marambaia)”
25) “Caipira De Fato”
26) “El Amor De Mi Bohio”
27) “Havana-Me”
28) “Para Cantarle A Mi Amor”
29) “Começaria Tudo Outra Vez / Comenzaria Todo Outra Vez”
30) “O Que Será (À Flor Da Terra) / Que Será”
31) “Palabras”
32) “Palavras”
33) “Guantanamera”
34) “Só Vendo Que Beleza (Marambaia)”

10 de abr. de 2008

MAIS UMA DO BAÚ DA REDE GLOBO

Sempre que as gravadoras resolvem vasculhar o baú da Rede Globo, coisa boa é lançada. Foi assim, por exemplo, com a série “Grandes Nomes” (será que a Trama não vai lançar mais nenhum?), e com os shows do Rock in Rio, que a MZA vem resgatando. Dessa vez, foi a Biscoito Fino quem deu à luz a mais um ótimo especial global.
Gravado no final de 1979, para impulsionar as vendas da trilha sonora do seriado “Malu Mulher” – que não estava vendendo bem –, Daniel Filho juntou todas as artistas que participaram do disco de estúdio para um grande encontro, com todas cantando o sucesso “Cantoras do Rádio”. Egos a parte, o resultado foi muito bom. E vinte e oito anos depois, ainda arrepia ver um time de primeira grandeza da MPB unidas em uma gravação. As principais cantoras da época participaram: Simone, Gal Costa, Fafá de Belém, Joanna, Quarteto em Cy, Zezé Motta, Marina Lima, Maria Bethânia, Rita Lee e Elis Regina.
Além do número final agrupando todas elas, cada uma tem o seu momento solo no especial. Uma comedida Simone canta “Começar de Novo”, a única que era inédita na trilha de “Malu Mulher”, enquanto a sensualíssima Gal Costa dá conta do recado com “Paula e Bebeto”, em gravação no Teatro Casa Grande. Outros destaques são “Não Há Cabeça”, interpretada por uma tensa Marina (com o auxílio de Ângela Rô Rô no piano, com cara emburrada por não ter sido convidada para cantar a música) e “Álibi”, apenas com a voz de Bethânia e o violão de Rosinha de Valença.
O grande hit de 1979, “Mania de Você”, também está presente com uma gravação ao vivo em estúdio de Rita Lee e sua banda. Elis Regina, por sua vez, emociona com “O Bêbado e a Equilibrista” em apresentação ao vivo no Anhembi/SP.
Todas as canções são entremeadas por interessantes entrevistas com as cantoras e com a atriz Regina Duarte, todas tendo a mulher como tema. Mas a melhor, sem dúvidas, é a concedida por Rita Lee, logo após um “baurete”, como revelou o diretor Daniel Filho na entrevista que acompanha o especial como extra do DVD. Já o depoimento de Elis Regina chega a ser emocionante, principalmente no momento em que fala de Maria Rita, à época com três anos de idade.
Aproveitando a onda, bem que a Biscoito Fino poderia pensar em editar em DVD os especiais infantis que a Globo produziu no final dos anos 70 e início dos 80. Opções não faltam, como “Arca de Noé” (1 e 2), “Casa de Brinquedos”, “Plunct Plact Zuuum...”...
Cotação: ***1/2