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4 de out. de 2011

Rock in Rio: Agora só em 2013

Muita gente diz que não aguenta mais esse papo de Rock in Rio. Eu confesso que também não. Desde setembro de 2008, quando iniciei o projeto que veio a se transformar no livro "Rock in Rio - A história do maior festival de música do mundo" (Editora Globo), respiro o festival. Quando, já pela televisão, vi a banda cover do Guns n' Roses encerrar essa quarta edição com "Paradise city", jurei a mim mesmo que só voltaria a pensar em Rock in Rio em 2013 - e isso se a minha coluna ainda permitir que eu compareça a um evento desse porte.
Mas as pessoas têm me "cobrado" alguma opinião sobre esse Rock in Rio 2011. Então, para encerrar o assunto de vez, vamos lá.
Em primeiro lugar, a pergunta mais frequente: "qual a comparação que você faz entre essa edição e as três anteriores que estão presentes em seu livro?" A principal: vivemos em tempos muito chatos.



Não faz nem 11 anos que o Rock in Rio 3 aconteceu, e tudo era muito mais simples. Não existiam os "ônibus especiais", mas sim qualquer ônibus, que a gente pegava na porta da Cidade do Rock, e, em algum momento, acabava chegando ao seu local de destino. Não havia milhares de pessoas na frente do palco com uma câmera fotográfica durante o show inteiro. (Eu juro que um dia quero descobrir a finalidade de as pessoas filmarem um show que está sendo transmitido pela TV e pela internet. Será que querem concorrer ao Oscar??)
Também não existia esse número absurdo de celebridades que falam qualquer asneira na TV, e se tornam mais importantes do que todos os artistas que pisaram no palco. Eu também não me lembro de ter ficado mais de dez minutos em uma fila para comprar um cachorro quente, seja na edição de 1991 ou na de 2001. O que aconteceu? As pessoas estão mais famintas hoje? (Uma experiência fantástica que tive na primeira noite: comprei a ficha da pipoca e uma senhora, acho que gerente da loja, disse que eu teria que esperar 20 minutos para a pipoca ficar pronta. Na dúvida se aquele milho ia mesmo estourar, pedi o meu dinheiro de volta. Insistente que sou, uma semana depois, comprei a mesma pipoca em 10 segundos.)



Nas outras edições, também reparei que os artistas curtiam muito mais a vida. Aconteciam festas homéricas em suítes de hotel, artistas frequentavam o La Mole, casais se formavam nas piscinas dos hotéis, músico era preso por se apresentar pelado no palco, telefones eram jogados das janelas dos quartos de hotel... Nessa edição 2011, os dois fatos extra-palco mais impactantes que ouvi falar foram a festa da Rihanna no iate do Eike Batista, e o jantar da Katy Perry em uma churrascaria em Ipanema. Só. A impressão que tenho é que nenhum músico dormiu no Brasil. Foram teletransportados para o palco do Rock in Rio, fizeram o show e se mandaram.
Agora, as diferenças musicais. Sinceramente, não vi tantas. A mistura de gêneros musicais que sempre norteou todas as edições do Rock in Rio esteve presente novamente. E quem disse que no Rock in Rio não tinha rock, quebrou a cara. Meus ouvidos doeram nos shows do System Of A Down, do Slipknot e do Sepultura. E eu senti o chão da Cidade do Rock tremer com a porrada sonora do Metallica. Nesse quesito, penso que o Rock in Rio cumpriu a sua função de agradar a todas as tribos.



Os shows no Palco Sunset me decepcionaram um pouco. A começar pelo som. Muito ruim em praticamente todos os momentos. Também houve pouco encontro e muito revezamento entre os artistas, o que desvirtuou a proposta do palco. E quando o encontro de fato aconteceu, não senti muita química (ou seria ensaio?) em algumas apresentações. Sandra de Sá e Bebel Gilberto cantando Cazuza beiraram o constrangedor. Corri para a Rock Street e lá estavam George Israel e Guto Goffi, outros dois amigos do Cazuza, mandando bem melhor. Em compensação, Ed Motta cantando clássicos do rock acompanhado por cinco guitarristas, arrasou. Milton Nascimento e Esperanza Spalding seriam fenomenais se a apresentação tivesse acontecido em uma sala para duzentas pessoas. E o Sepultura mandou bem demais (nenhuma surpresa) ao lado do Tambours du Bronx. (Aliás, a pergunta que não que calar: o que o Sepultura estava fazendo no Sunset, e o Glória no Palco Mundo??) Outros shows que gostei no Sunset foram o dos Titãs com os Xutos e Pontapés e o Baile do Simonal.



A apresentação do Erasmo Carlos com o Arnaldo Antunes eu pouco vi. Não consigo entender como é que marcam esse show no mesmo horário em que Frejat está pisando no Palco Mundo. Não teria sido mais óbvio intercalar as apresentações do Sunset com as do Palco Mundo?
E por falar no palco principal do evento, acho que deve ser um consenso quase geral que os dois grandes destaques foram Metallica e Stevie Wonder (ok, ele não precisava ter limado "Ribbon in the sky" do set list para tocar "Garota de Ipanema", mas valeu mesmo assim). O Red Hot Chili Peppers também tirou a má impressão do encerramento do Rock in Rio de 2001 e fez um bom show. Nada como o início de uma turnê para deixar uma banda cheia de tesão. O Coldplay demonstrou maturidade e integridade artística ao arriscar seis músicas novas no show. E o System Of A Down foi tão bom, que deveria ter sido o responsável pelo show de encerramento do festival.



Por outro lado, alguns artistas derraparam no Palco Mundo. Na primeira noite, Elton John bateu ponto no Rock in Rio. Pouca voz e nenhuma vontade. Acredito que ele não deva ter ficado muito surpreso pelo fato de ninguém ter pedido bis. E o que dizer do Jamiroquai? Bom, Paul McCartney nunca deixou de cantar "Hey Jude" e nem os Rolling Stones "(I can't get no) Satisfaction" em seus shows. Mas o Jamiroquai, banda importante que é, se deu ao luxo de deixar cem mil pessoas berrando por "Virtual insanity" ou "Space cowboy". O tributo à Legião Urbana (um dos momentos que eu mais esperava) também poderia ter sido melhor. Faltou um pouco de ensaio, e, no final, quem mandou bem mesmo foi o Marcelo Bonfá cantando "O teatro dos vampiros". Só não consigo entender a necessidade de se repetir duas vezes uma mesma música ("Será") em um show de 50 minutos, levando-se em conta o fato de a Legião ter, pelo menos, uns 40 clássicos.



A Shakira, por sua vez, não tem condições de fechar uma noite de Rock in Rio. Um encerramento com Ivete Sangalo teria sido muito mais digno. E o Guns n' Roses... Bem, parece que foi a segunda banda mais votada no site do festival - só perdeu para o SOAD. Depois de duas horas de espera debaixo de uma chuva de quinto ato do Rigoletto, como dizia Nelson Rodrigues, eis que Axl Rose surgiu no palco para um dos maiores micos da história do Rock in Rio.
Quem elogiou o show certamente não é fã do Guns n' Roses. Quem respeita a história da banda sentiu vergonha (e pena) do que viu.
Em 2013 a gente volta a falar de Rock in Rio. Combinado?




TOP 5: PARA ESQUECER
5) Claudia Leitte na primeira noite do Rock in Rio
4) O som no Palco Sunset
3) As filas imensas da primeira semana, para entrar na Cidade do Rock e para comprar qualquer coisa
2) Shakira encerrando a antepenúltima noite do festival
1) Banda cover do Guns n' Roses fechando a quarta edição do Rock in Rio

TOP 5: PARA NÃO ESQUECER
5) O Red Hot Chili Peppers se apresentando no exato dia em que seu álbum "Blood Sugar Sex Magik" completou 20 anos
4) A Cidade do Rock, lindíssima
3) A homenagem do Metallica ao baixista Cliff Burton, cuja morte completaria 25 anos dois dias após o show
2) Os headliners que não foram (mas poderiam ter sido): System Of A Down, Slipknot e Sepultura
1) Stevie Wonder deitado no palco solando "How sweet it is (To be loved by you)" na sua keytar



PS. Em homenagem aos fãs e a banda, achei melhor terminar o post com "Paradise city" executada pelo Guns n' Roses no Rock in Rio de 1991.

4 de jul. de 2011

Novos Baianos com chuva; Foo Fighters 16 anos depois; Prince takes you higher; Erasmo no Municipal; a banda de Jagger; e mais um crime de Miley Cyrus.

Quando eu acordei, tive a certeza cruel e absoluta: hoje é o dia mais feio do ano. As nuvens cinzas, chuva fina, frio e, o pior!, segunda-feira. Vamos começar tudo de novo? Bom, espero que a semana traga algo de bom para a gente. Faço a minha parte aqui e já começo esquentando a semana com os Novos Baianos...



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Já deu uma animada?? Difícil não se animar com os Novos Baianos. Aliás, olha o que eu achei perdido aqui na biblioteca:



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Agora que já tirei a minha onda do dia, vamos falar dos aniversários de hoje. Ou melhor, primeiro de ontem, o dia em que celebramos os 40 anos da morte do Jim Morrison – vocês leram o top 5 de ontem?? E nesse domingo que passou fez 20 anos da estreia de um dos filmes que mais vi na minha infância: “O exterminador do futuro 2 – O julgamento final”. Além do Arnold Schwarzenegger, sabe o que eu mais gostei no filme?? Isso:



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Ontem também fez dez anos que o White Stripes lançou o seu terceiro álbum – e um dos melhores de sua discografia – “White blood cells”. “Elephant” (2003) talvez seja o trabalho imbatível da dupla formada por Jack White e Meg White. Mas a melhor música do White Stripes está em “White blood cells”, e é essa aqui:



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Continuando nessa onda de discos, hoje é dia dos fãs do Foo Fighters espanarem a poeira daquele velho disco de estreia da banda. Parece que foi ontem que o tal baterista do Nirvana resolveu montar uma banda. E lá se vão 16 anos do lançamento do álbum de estreia do Foo Fighters. Ok, o álbum deixava um pouco a desejar. Mas se não fosse ele, a gente não teria “There is nothing left to lose” (1999) ou “Wasting light” (2011)... Né não??



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E por falar em Foo Fighters, a banda fez dois mega-shows no Milton Keynes Bowl, na Inglaterra, nesse fim de semana. Cada uma das apresentações beirou as três horas, com um repertório que abrangeu boa parte do trabalho do grupo. O show de sábado contou com as participações de Alice Cooper e do baterista do Queen, Roger Taylor. Já o de sábado teve a presença do ex-baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones. Dá uma conferida aí como foi...





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Voltando às efemérides, hoje também é dia de lembrar Barry White, que partiu dessa pra melhor oito anos atrás. Olha, falem o que quiser do Barry White, mas eu assisti a um show dele no finado Metropolitan daqui do Rio, acho que em 1995, e foi uma das coisas mais animadas que já presenciei, Então vamos animar??



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Ah, sabe o que Barry White me lembra?? Isso:



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No Hop Farm Festival, também próximo a Londres, e também no sábado, quem se apresentou foi o Prince. O show foi extremamente elogiado por sites como Gigwise e New Musical Express. O repertório contou com vários sucessos do baixinho de Minneapolis (“Raspberry beret”, “Kiss”, “Purple rain”, “let’s go crazy”), e ainda teve versões de “Come together” (Beatles), “Don’t stop ‘til you get enough” (Michael Jackson), “Make you feel my love” (Bob Dylan) e “I want to take you higher” (Sly & The Family Stone), essa última com a participação de Larry Graham.





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E o Theatro Municipal daqui do Rio de Janeiro também bombou na noite de sábado, com o show do Erasmo Carlos. Participações de Roberto Carlos e Marisa Monte. Se arrependimento matasse... Parece que vem DVD por aí. Mas enquanto isso não acontece...



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Novos detalhes foram revelados hoje sobre o album da “nova” banda de Mick Jagger, a Super Heavy. O disco de estreia do grupo que o vocalista dos Rolling Stones formou com Joss Stone, Damian Marley, o onipresente Dave Stewart e o compositor AR Rahman será lançado no dia 20 de setembro. O primeiro single do álbum (que ainda não tem título definido) se chamará “Miracle worker”. Em entrevista ao Hollywood Reporter, Jagger comparou a nova banda aos Rolling Stones. É esperar para ver.

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Depois de assassinar “Smells like teen spirit”, do Nirvana, a nova vítima de Miley Cyrus é “On melancholy hill”, do Gorillaz. Se você tiver estômago forte, clique no vídeo abaixo.

10 de dez. de 2010

Michael Jackson, Axl Rose, Lady Gaga, Sepultura, Libertines+Arctic Monkeys, Judas Priest, Gorillaz, Gilberto Gil, Aretha Franklin

Força Aretha Franklin!




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Essa aí é a capa do DVD "Fé Na Festa - Ao Vivo", de Gilberto Gil, que sai na semana que vem. Dirigido por Andrucha Waddington, o vídeo, que conta com a participação de Dominguinhos, traz o registro do show que o cantor fez no Retiro dos Artistas, em setembro passado. O repertório, bem semelhante ao seu outro DVD junino ("São João Vivo"), é o seguinte: "Fé na festa", "A dança da moda", "Assim sim", "Estrela azul do céu", "Óia eu aqui de novo", "Baião da Penha", "Qui nem jiló", "Expresso 2222", "Respeita Januário", "O xote das meninas", "Eu só quero um xodó", "Lamento sertanejo", "Um riacho, um caminho", "Juazeiro", "Baião", "De onde vem o baião", "Aprendi com o rei", "O livre atirador e a pegadora", "O casamento da raposa", "Olha pro céu", "Madalena", "Asa Branca", "Maria Minha" e "Esperando na janela".

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Os fãs do Gorillaz ganharão um presente de Natal. Sabe aquele álbum que eles gravaram durante a turnê, em um iPad, e que eu já havia falado aqui no blog? Pois bem, o disco estará disponível, de graça, no site oficial da banda, no dia de Natal. Não tem muito tempo que o Gorillaz lançou um dos melhores álbuns desse ano, "Plastic beach". Resta saber se Damon Albarn e companhia conseguirão manter o mesmo nível.

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A banda Judas Priest anunciou que vai pendurar os casacos de couro com tachinhas. No ano que vem, está programada uma turnê mundial de despedida, singelamente batizada de "Epitaph tour". Rob Halford e seus colegas estão prometendo um repertório com todos os clássicos da banda. Por enquanto, estão marcados cinco apresentações na Europa. A última vez que o Judas veio ao Brasil foi em 2008.

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Mais uma "superbanda" vem aí. Carl Barat (Libertines), Matt Helders (Arctic Monkeys), Drew McConnell (Babyshambles) e Gruff Rhys (Super Furry Animals) anunciaram que vão gravar um álbum beneficente. O grupo, que se chamará The Bottletop Band, ainda receberá contribuições de VV Brown, Sam Sparro e Reverend And The Makers. A renda originária das vendas do disco ("Dream service", com lançamento previsto para o dia 11 de abril de 2011) reverterá para projetos educacionais na África, no Reino Unido e no Brasil. O primeiro single, "Fall of Rome", já está rolando pela internet.



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Max Cavalera quer voltar ao Sepultura com a sua formação original, mas o baixista Paulo Jr. é contra o retorno. Pelo menos é o que o próprio Max afirma. "Eu tive uma conversa muito boa com o Andreas Kisser. Pareceu que ele queria fazer isso. Quanto ao Igor Cavalera, tenho certeza. Penso que a única pessoa que é contra é o Paulo", disse o cantor e guitarrista ao Sonic Excess. "Eu não sei o motivo, mas ele é contra a reunião mesmo. As pessoas deveriam perguntar a ele o porquê", completou.

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Lady Gaga escolheu quatro línguas diferentes do inglês para cantar em seu próximo álbum. E o português está entre elas. Com lançamento previsto para maio do ano que vem, "Born this way" contará com músicas com letras em português, castelhano, mandarim e hindu. Gaga diz que quer "atingir o máximo possível de pessoas". Resta saber se será com sotaque lusitano ou brasileiro...

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Em uma enquete realizada pela Music Radar (mais uma?!), Axl Rose foi eleito o melhor vocalista de rock em todos os tempos, batendo gente como Freddie Mercury e Robert Plant. Se você realmente levou isso a sério, o top 10 (com direito a Matt Bellamy) é o seguinte:
1) Axl Rose
2) Freddie Mercury
3) Robert Plant
4) Ronnie James Dio
5) John Lennon
6) Bruce Dickinson
7) Thom Yorke
8) Kurt Cobain
9) Matt Bellamy
10) Paul McCartney

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Para quem ainda não viu, o novo videoclipe de Michael Jackson, "Hold my hand", está aqui. (Se o YouTube ainda não tiver tirado do ar.) E falando em Michael, hoje foi anunciado que o estoque de material inédito ainda deve durar mais alguns anos. O produtor Teddy Riley (responsável por "Michael", que chega às lojas na semana que vem), disse à BBC que já está muito entusiasmado com o próximo. Tadinho do Michael...

25 de nov. de 2010

Guns n' Roses, Elton John+Lady Gaga, Eric Clapton, Jeff Beck, R.E.M.

O R.E.M. anunciou hoje a relação de faixas do álbum "Collapse into now", que será lançado no primeiro trimestre de 2011. O 15º álbum de estúdio da banda foi produzido por Jacknife Lee, responsável pela produção de "Accelerate" (2008). Eddie Vedder (Pearl Jam), Patti Smith e Peaches participam do álbum, que foi gravado nas cidades de Portland, New Orleans, Nashville e Berlin. As faixas de "Collapse into now" são as seguintes: "Discoverer", "All the best", "Uberlin", "Oh my heart", "It happened today", "Every day is yours to win", "Alligator aviator autopilot antimatter", "Walk it back", "Mine smell like honey", "That someone is you", "Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I" e "Blue".

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Por falar em grandes guitarristas, ontem vi o show do Jeff Beck aqui no Vivo Rio. Há 12 anos, quando se apresentou no Free Jazz, Beck teve que fazer sessão extra a tarde, por conta da grande procura de ingressos. Ontem, o Vivo Rio estava bem vazio, tipo 30% de sua lotação, provavelmente por conta da guerra no Rio. Uma lástima para um dos guitarristas mais importantes de todos os tempos. Apesar da pouca lotação, Jeff Beck fez um show, no mínimo, sensacional, baseado em seu último álbum, o mediano "Emotion & commotion" (2010). O show intercalou momentos mais tranquilos, especialmente nas faixas desse último álbum, calcado em teclados, como a ária "Nessun dorma", da ópera "Turandot", de Giacommo Puccini, e "Over the rainbow", do filme "O mágico de Oz". Mas Jeff Beck também mostrou algumas velharias, como "You never know" (do "There and back", de 1980), "Led boots" (do "Wired", de 1976), "Big block" (do "Guitar shop", de 1989) e a linda "People get ready", gravada em estúdio com Rod Stewart, e que, no show, ganhou uma versão instrumental sublime (vídeo abaixo). E ainda teve uma inspirada versão de "A day in the life", que deixou mais saudades dos shows do Paul McCartney. Um showzaço. Pena que tenha sido para poucos.



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Guitarristas da Grã-Bretanha elegeram Eric Clapton o melhor guitarrista de todos os tempos. A Allianz Musical Insurance, que organizou a pesquisa, ouviu cerca de mil guitarristas. O top 5 foi o seguinte: 1) Eric Clapton, 2) Jimi Hendrix, 3) Jimmy Page, 4) Jeff Beck e 5) Chuck Berry. Além dos guitarristas, a pesquisa procurou saber quais as guitarras mais emblemáticas de todos os tempos. Clapton faturou mais essa. Olha só: 1) Blackie Stratocaster (Eric Clapton), 2) Double neck Gibson (Jimmy Page), 3) Number one strat (Stevie Ray Vaughan), 4) Les Paul (Les Paul) e 5) Red Special (Brian May). Olha só Mr. Clapton com a sua blackie...



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"Ela é como a filha bastarda do Elton John, sim. Se tivesse uma filha, seria a GaGa. Ela é fantástica. Tem influências de muita gente." (Elton John sobre Lady GaGa)

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Para quem ainda tem esperança em ver uma reunião de Axl Rose e Slash, um balde de água fria. O líder do Guns n' Roses etá processando a Activision, produtora do Guitar Hero, em 20 milhões de dólares. O motivo é singelo. Axl ficou indignado com a aparição de Slash no Guitar Hero III. O cantor diz que havia feito um acordo com a Activision no sentido de que não haveria no game nenhuma referência a Slash e nem ao Velvet Revolver. Nos autos do processo, Axl Rose alega que só autorizou a inclusão de "Welcome to the jungle" no GH III, se fosse cumprida a tal condição. Será que ele leva a grana?

10 de nov. de 2010

Miriam Makeba, Grateful Dead, Queen, Manacéia, Beady Eye, Kanye West, Guns n' Roses, Jack White, Jónsi, Buffalo Sprigfield, David Bowie

Para terminar o post com uma má notícia, a esposa de David Bowie, Iman, disse que o seu marido não deve retornar aos palcos tão cedo - ou nunca mais. Sem lançar discos ou se apresentar há seis anos, Bowie, atualmente, está ocupado com os afazeres domésticos. Foi o que Iman disse ao site Contact Music. "Ele que vai decidir quando retorna. Eu não vou forçá-lo a nada, porque eu o amo muito e quero que ele fique mais em casa. Ele tem vários outros projetos. Pinta, faz esculturas e é pai de uma menina de dez anos de idade. Então eu acho que a sua vida já está lotada", disse. Abaixo, a última apresentação de David Bowie, em Nova York, em 2004.



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No mês passado, Neil Young se reuniu com os companheiros Richie Furay e Stephen Stills para uma apresentação do Buffalo Springfield, no Bridge School Benefit, 42 anos após o término da banda. E parece que eles gostaram da ideia. O Los Angeles Times adiantou hoje que há fortes rumores no sentido de que o Buffalo Springfield pode vir a realizar uma turnê em breve. A Rolling Stone norte-americana repercutiu a nota do LA Times, o que é um bom sinal. Aguardemos.

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Chega às lojas no dia 29 de novembro o pacote com CD e DVD "Go live", de Jónsi. O DVD traz uma apresentação do último álbum solo do líder do Sigur Rós, em Londres, com entrevistas. Já o CD foi gravado entre a Bélgica e a Inglaterra. As faixas do DVD são as seguintes: "Hengilás", "Icicle sleeves", "Kolniður", "Tornado", "Sinking friendships", "Go do", "Boy lilikoi", "New piano song", "Around us", "Volume pedal song" e "Grow till tall". O CD terá três músicas a mais: "Stars in still water", "Saint naive" e "Animal arithmetic". Um pequeno trailer do DVD pode ser visto logo abaixo:



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Sensacional o dueto de Jack White com Conan O'Brien em "Twenty flight rock", clássico de Eddie Cochran...



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Boa notícia para os fãs do Guns n' Roses. O guitarrista DJ Ashba revelou que a banda deve iniciar em breve os trabalhos para o sucessor de "Chinese Democracy" (2008). "Estamos com muitas ideias novas, e elas são muito boas. Axl está cheio de coisas boas e estou muito animado com tudo isso", disse. DJ Ashba ainda afirmou que o álbum pode sair em breve. "Não vai demorar muito. Eu prometo." Axl Rose levou cerca de 16 anos para ser produzido.

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"Daqui 30 anos, quando os integrantes do Coldplay forem senhores de idade, as pessoas vão olhar para trás e dizer: 'esses caras eram mais talentosos que os Beatles'." (Kanye West, em entrevista ao The Sun)

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Então, como eu escrevi aqui ontem, o Beady Eye, finalmente, apresentou a sua primeira música. Ela se chama "Bring the light", e tem uma coisa meio rockabilly. Achei interessante, mas ainda acho que faltou a mão mágica de Noel Gallagher. De qualquer forma, suspeito que Liam Gallagher está indo por um bom caminho.



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O mundo do samba hoje tem que homenagear um de seus maiores mestres. Há 15 anos, Manacéia partia dessa pra melhor. Integrante da Velha Guarda da Portela, ele compôs diversos sambas-enredo para a azul-e-branco de Madureira. Gravado e regravado por Beth Carvalho, Paulinho da Viola e Cristina Buarque, Manacéia compôs um dos maiores clássicos da história do samba: "Quantas lágrimas".



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Mais uma vez o Queen está presente aqui no blog. E não é por menos: hoje faz 32 anos que a banda de Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon soltou um de seus álbuns mais importantes, "Jazz". Foi o sétimo álbum da banda, lançado logo após os petardos "A night at the opera" (1975), "A day at the races" (76) e "News of the world" (77). Responsa grande, né? Mas, como de costume, o Queen não decepcionou não. E ainda causou polêmica. No encarte do LP vinha um poster com uma foto cheia de mulheres peladas em cima de bicicletas, tal qual o videoclipe de "Bycicle race". E o álbum ainda tinha "Fat bottomed girls", "Let me entertain you", "Dreamers ball", "Don't stop me now"... Discaço, não?



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Vamos falar de álbuns, então? Sim. E quero começar por um dos discos ao vivo mais importantes de todos os tempos: "Live/Dead", do Grateful Dead. Lançado no dia 10 de novembro de 1969, o álbum foi o primeiro gravado ao vivo de uma banda que tinha nos shows a sua maior força. Durante as suas apresentações, a banda de Jerry Garcia promovia os famosos "acid tests", quando os fãs se enchiam de LSD e ficavam viajando na música para abrir as portas da consciência. "Live/Dead" retrata exatamente essas viagens, nas suas sete faixas, durante 75 minutos. Olha só as músicas que fazem parte desse grande álbum: "Dark star", "St. Stephen", "The eleven", "Turn on your love light", "Death don't have no mercy", "Feedback" e "And we bid you goodnight".



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Bom dia, sol! Como estamos, hein? Não, a gente não voltou à Copa do Mundo... Hehehe... No final de julho, eu não aguentava mais ouvir "Pata pata", com a Miriam Makeba. Acho que não tinha dia que a ESPN não tocava essa música, pelo menos, umas cinco vezes. Deu no saco. Mandei até e-mail para o José Trajano variar, mas ele nem deu bola. Hoje eu comecei o post com "Pata pata" para lembrar os dois anos da morte de Miriam Makeba, a "Mama África", a principal cantora da África do Sul, país que sofreu tanto na luta pelos direitos humanos e que não deve ficar esquecido após a festa dessa última Copa do Mundo.

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15 de out. de 2010

Pedro Luís, Cole Porter, Antônio Maria, Skank, Mario Puzo, Chaplin, Guns n' Roses, Lady Gaga, REM, Keith Richards, Prince, Weezer, Maria Bethânia

Feliz Dia dos Mestres!



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Chega às lojas na primeira semana de novembro o CD duplo "Amor, Festa e Devoção" (capa acima), de Maria Bethânia. Gravado no Rio de Janeiro, no primeiro semestre, o álbum traz o show completo da turnê que correu o Brasil e a Europa. Além das canções de seus dois discos anteriores ("Tua" e "Encanteria", ambos lançados simultaneamente no ano passado), Bethânia resgatou clássicos como "O que é, o que é" e "Não dá mais pra segurar (Explode coração)", as duas de Gonzaguinha. Um dos principais destaques do show foi a interpretação de "Não identificado" (Caetano Veloso), dedicada, no show, à Dona Canô. As faixas do disco são as seguintes: CD 1: "Santa Bárbara", "Rosa dos ventos", "Vida" / "Olho de lince" (texto), "Feita na Bahia", "Coroa do mar", "Encanteria", "Linha de cabloco", "É o amor outra vez", "Tua", "Fonte", "Explode coração", "Queixa", "Você perdeu", "Dama do cassino", "Até o fim", "Serenata do adeus", "Balada de Gisberta", Medley instrumental: "Zanzibar" / "Seará / "Lia de Itamaracá" / "Desenredo" / "Santo Antônio" / "Fica mal com Deus"; CD 2: "Não identificado", "Curare", "Estrela", "Serra da Boa Esperança", "Doce viola", "Guriatan", "Pescaria", "Saudade dela" / "Ê Senhora" / "Batatinha Rôxa" / "A mão do amor", "Saudade", "É o amor" / "Vai dar namoro", "O nunca mais", "Andorinha", "Bom dia", "Bandeira branca", "Domingo" / "Pronta pra cantar", "O que é, o que é", "Encanteria" e "Reconvexo".

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Para os roqueiros enólogos, que tal um "Pink Floyd The Dark Side of the Moon Cabernet Sauvignon"??

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E que tal "Nothin' on but the radio", a música nova da Lady Gaga, hein?



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Quer ouvir quatro músicas inéditas do Weezer, que farão parte do álbum de raridades "Death to false metal" e da edição especial dupla de "Pinkerton"?? Aqui.

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Prince anunciou uma nova turnê, intitulada "Welcome 2 America". Os primeiros shows acontecerão já em dezembro - as datas certas e os locais ainda não foram confirmados. Segundo a Billboard, Prince receberá diversos convidados nas apresentações, como Janelle Monáe, Sheila E., Maceo Parker, Mint Condition, Esperanza Spalding e Cassandra Wilson. O cantor ainda afirmou que os setlists serão diferentes a cada noite.

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"Eu costumava amar Mick Jagger, mas eu não fui ao seu camarim durante 20 anos. Às vezes eu penso: 'Perdi meu amigo'. E me pergunto: 'Para onde ele foi?'" (Keith Richards, em sua autobiografia, que será lançada nesse final de ano, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha)

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O empresário do R.E.M., Bertis Downs, revelou no Twitter o nome do novo álbum do R.E.M.: "Collapse into now". O disco, que sucederá "Accelerate" (2008), sai no ano que vem. A produção ficou por conta, mais uma vez, de Jacknife Lee.

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Axl Rose surpreendeu o público inglês, ontem à noite, na segunda apresentação do Guns n' Roses na O2 Arena, ao chamar o ex-companheiro de banda Duff McKagan para tocar baixo na música "You could be mine". Após, ele ainda participou de "Nice boys", "Knocking on heaven's door" e "Patience". Segundo o Contact Music, "Duff chegou sem avisar, e de forma completamente inesperada". Agora só falta o Slash...



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"O grande ditador", primeiro filme falado de Charles Chaplin, foi uma das sátiras mais geniais aos regimes opressores. Lançado no dia 15 de outubro de 1940, a sua temática continua atualíssima. Veja só o discurso sensacional (com legendas em português) abaixo. Quem dera tivéssemos um candidato assim, não? Setenta anos se passaram e muita coisa ainda não mudou...



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Uma das perguntas que mais faço é: "Qual o seu livro predileto?" Pode ser até para um político ou um jogador de futebol, nunca deixo de fazer tal pergunta. Acho que, através dela, dá para conhecer bastante a personalidade de uma pessoa. E uma das respostas mais comuns é: "O poderoso chefão", de Mario Puzo. A saga da família Corleone é uma das coisas mais deliciosas que já li e vi. Certamente, ninguém conseguiu escrever sobre a máfia como Mario Puzo, que, se estivesse por aqui, estaria comemorando 90 anos hoje.



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Um dos álbuns mais marcantes do rock brasileiro nos anos 90, "Calango", do Skank, chegou às lojas no dia 15 de outubro de 1994. (Valeu Paulo Marchetti!) Esse disco teve uma importância fundamental para a banda mineira. Foi a partir dele que Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti definiram uma sonoridade própria para a banda, cheia de metais e puxada para o pop-reggae. Depois de "Calango", o Skank passeou por outros territórios musicais. Mas se você perguntar para um fã, qual música melhor define o Skank, certamente ele vai responder que é essa aqui...



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O dia 15 de outubro de 1964 foi negro para a música mesmo. Não bastasse a morte de Cole Porter, Antônio Maria também passou dessa pra melhor na mesma data. Poeta, compositor, cronista esportivo e radialista, Antônio Maria era daqueles caras que estavam em todas. Ele foi uma das figuras mais importantes da história do rádio no Brasil, e também compôs clássicos como "Menino grande", "Ninguém me ama", "Manhã de carnaval", "Valsa de uma cidade" e "Canção da volta", interpretados por gente como Ismael Neto, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Gal Costa, Aracy de Almeida e Nat King Cole.



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Hoje também é dia de lembrar de um dos maiores compositores de todos os tempos. Cole Porter morreu a 15 de outubro de 1964, aos 73 anos. A sua lista de clássicos chega a ser estúpida de tão grande. Vou citar alguns que me vêm a cabeça agora: "Night and day", "I love Paris", "De-lovely", "Love for sale", "You do something to me", "I get a kick out of you", "All of you"... Tudo isso regravado por gente como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, João Gilberto, Sarah Vaughan, Miles Davis, Elvis Presley, Louis Armstrong, U2, entre vários outros. Caso você tenha interesse em conhecer Cole Porter melhor, indico duas coisas: o álbum "Ella Fitzgerald sings the Cole Porter songbook" e o filme "De-lovely: Vidas e amores de Cole Porter", com um Kevin Kline, no mínimo, fantástico.



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Boa tarde, pessoal. Atrasadinho hoje. Trabalhei a madruga toda, até o sol raiar. Mas cá estou eu de novo. E vamos começar falando de Pedro Luís, líder d'A Parede. Pode até parecer brincadeira, mas hoje ele completa 50 anos de idade. Tempo que passa...

9 de set. de 2010

Guns, Ana Carolina, Michael Bublé, Maria Rita, Hugh Grant, Renato Gaúcho, VMAs, Metallica, Interpol, Vaselines, Brandon Flowers, Phil Selway

Quem estreou videoclipe (sombrio) nesses dias foi Phil Selway, baterista do Radiohead. Olha aí:



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Brandon Flowers colocou o seu primeiro álbum solo ("Flamingo") nas lojas no início dessa semana. A turnê norte-americana começou por Las Vegas, e o vocalista do The Killers homenageou Elvis Presley com uma versão (bem caída, é verdade) de "Are you lonesome tonight". Depois ele emendou com o hit do Killers, "Losing touch". O vídeo está logo abaixo.



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Já que agora todo mundo libera o álbum completo na web antes do lançamento oficial, o Vaselines não ia ficar pra trás. "Sex with an X" terá 13 faixas, e, para mim, as melhores são as duas primeiras, "Ruined" e a faixa-título. E o álbum todo é viciante.

The Vaselines - Sex With An X by subpop

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O Interpol apresentou ontem, no programa de Jimmy Kimmel, a sua nova música, "Summer well". Eu gostei...



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"Três coisas que podem ser vistas do espaço: a Grande Muralha da China, a carteira de Peter Hook cheia do dinheiro ensanguentado de Ian Curtis, e a sala de troféus vazia do Manchester City." (Mani, baixista do Primal Scream, em sua conta no twitter. Vale lembrar que, no momento, o baixista Peter Hook está em turnê, apresentando a íntegra do álbum "Unknown pleasures", do Joy Division.)

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Axl Rose fez uma lista de exigências com 42 itens, para o seu show em Portugal. Poderia ter colocado mais uma: um relógio!

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Veja só como a vida é engraçada. Não tem muito tempo, o Metallica estava processando os fãs que baixavam as suas músicas de graça na internet. Agora, a banda lança um EP gravado pelos próprios fãs. Vou explicar melhor: para comemorar a turnê que acontecerá na Austrália e Nova Zelândia, nos próximos dias, a banda de James Hetfield vai colocar nas lojas um CD com oito músicas gravadas pelos fãs em shows anteriores nesses mesmos países. "Six feet under" (Capa acima) chega às lojas (somente da Austrália e da Nova Zelândia) em 20 de setembro. O Metallica alerta, em seu site oficial, sobre a "rudeza" de algumas das gravações. As faixas do EP são as seguintes:
1) "Eye of the beholder" (04/05/89, Festival Hall, Melbourne)
2) "...And justice for all" (04/05/89, Festival Hall, Melbourne)
3) "Through the never" (08/04/93, Entertainment Centre, Perth)
4) "The unforgiven" (04/04/93, National Tennis Centre, Melbourne)
5) "Low man's lyric (Acoustic)" (11/04/98, Entertainment Centre, Perth)
6) "Devil's dance" (12/04/98, Entertainment Centre, Perth)
7) "Frantic" (21/01/04, Entertainment Centre, Sydney)
8) "Fight fire with fire" (19/01/04, Entertainment Centre, Brisbane)

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Lady Gaga, Justin Bieber e Eminem são os favoritos da edição 2010 do VMAs da MTV. Exatos 18 anos atrás, o Van Halen se consagrava nessa mesma premiação, com o videoclipe de "Right now". E em 1991, o R.E.M. levou quase todos os prêmios, por conta de "Losing my religion". Agora, me responda: o que está acontecendo com a música?? Hein??



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Para finalizar os aniversários do dia, parto para o futebol. Hoje, o ex-jogador e agora técnico Renato Gaúcho faz 48 anos. O cara fez história mesmo no Grêmio, time pelo qual foi campeão da Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1983. Mas a minha lembrança boa do Renato foi na semifinal do Campeonato Brasileiro (Copa União) de 1987. O jogo estava empatado em dois a dois entre Flamengo e Atlético Mineiro, e o Renato Gaúcho fez o terceiro gol, driblando goleiro (acho que era o João Leite) e tudo, para colocar o Flamengo na final do campeonato. Tudo bem, oito anos depois foi a vez daquele gol de barriga... Mas isso é melhor nem lembrar. Esse vídeo abaixo eu encontrei sem querer no YouTube. E ele explica mais o Renato Gaúcho do que as suas jogadas. Aproveite para rir um pouco...



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Depois da Maria Rita, vou passar para o cinema. Hoje, o ator Hugh Grant completa 50 anos (isso mesmo, 50 anos!). Não entendo muito de cinema, sou apenas um apreciador. Vou listar aqui os meus cinco filmes prediletos com Hugh Grant. Veja se você concorda: "Um lugar chamado Notting Hill", "Vestígios do dia", "Quatro casamentos e um funeral", "Trapaceiros" e "Razão e sensibilidade". E aí? Vocês concordam?



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Já tem leitor apitando no twitter que hoje é aniversário da Maria Rita. Bom, lógico que não ia esquecer do aniversário da Maria Rita. Eu me lembro quando vi a estreia do show "Pietá", do Milton Nascimento, no Canecão, aqui no Rio, em 2002. A carreira de Maria Rita começava naquela turnê do Bituca. E veja só o que aconteceu com ela já no ano seguinte: tornou-se uma das cantoras mais populares do Brasil. Não foi à toa. Maria Rita conseguiu aliar, como poucos conseguem, qualidade e popularidade. O seu álbum de estreia ("Maria Rita", de 2003, com a produção do saudoso Tom Capone) é muito bom, com um repertório fantástico, que passa por Milton, Rita Lee, Marcelo Camelo e Lenine. Como eu sou do contra, acho o seu segundo álbum ("Segundo", de 2005) melhor ainda, especialmente a interpretação para "Caminho das águas", do genial Rodrigo Maranhão. Já o terceiro álbum, "Samba meu" (2007), eu considero o mais fraco. Mas o DVD que saiu desse trabalho ("Samba meu - Ao vivo", de 2008) é ótimo. O samba de Maria Rita ficou bem melhor em cima do palco. Quando será que vem o próximo álbum, hein? Será que a Maria Rita dá uma dica para a gente??



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E quem faz aniversário hoje também é o cantor Michael Bublé. Ele nasceu no Canadá, e já lançou sete álbuns (de estúdio e ao vivo) em sua carreira. Agora, repetindo a mesma pergunta: "você gosta do Michael Bublé"? Não. Mas acho que ele tem uma ótima voz. Confira aí abaixo.



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E quem faz 36 anos hoje é a cantora (amada por alguns, odiada por outros) Ana Carolina. Volta e meia, alguém me pergunta: "e aí, o que você acha da Ana Carolina?" Respondo aqui: uma excelente compositora. Gosto muito de várias de suas músicas, em especial, "Pra rua me levar", "Eu que não sei quase nada do mar", "A canção tocou na hora errada" e "Ruas de outono". Mas confesso que tenho as minhas restrições com o seu modo de cantar. Dona de um vozeirão, não há motivo para Ana Carolina exagerar tanto em suas interpretações. De qualquer forma, caso você seja daqueles que não gostam da Ana Carolina, pelo menos, preste atenção em suas letras.



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Bom dia, pessoal. Como estamos, hein? O tempinho melhorou, né? Acho que vai rolar solzinho no fim de semana... Bom, comecei com "Sweet child o' mine" hoje porque, no dia 09 de setembro de 1988, essa música estava em primeiro lugar na parada da Billboard. Tive vontade de colocar esse videoclipe aqui porque me deu saudade da época em que o Guns n' Roses ainda podia ser chamado de Guns n' Roses, e não era apenas a banda que acompanha a carreira solo do Axl Rose, como acontece hoje... Ah, e antes que eu me esqueça, parabéns aos veterinários pelo dia de hoje. Entre todas as profissões, é a que mais admiro.

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2 de set. de 2010

II Guerra, Paulo Francis, Samuel Wainer, Arnaldo Antunes, Blitz, Tom Capone, Coldplay, Massive Attack, Axl, Iron, Neil Young, Keane, Flaming Lips

Taí um show que eu queria ver... No ano que vem, o Flaming Lips fará uma apresentação em Londres com a íntegra do ultramegahiperfodafantástico álbum "The soft bulletin", lançado originalmente em 1999. O Dinosaur Jr também fará um show apresentando o seu álbum "Bug" (1988) na íntegra. Estou adorando essa moda. Dá até para fazer uma listinha de artistas e discos que a gente gostaria de ver ao vivo, assim, na íntegra...

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"Até paranóicos têm inimigos verdadeiros."
(Paulo Francis - 02/09/1930 / 04/02/1997)

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Quem lançou videoclipe novo ontem foi o Keane. "Clear skies" foi gravado ao vivo na Inglaterra, em junho passado.



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"Nos restaurantes de São Paulo, só pessoa jurídica pode jantar."
(Samuel Wainer - 19/12/1910 / 02/09/1980)

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A capa de "Le noise" (acima), novo trabalho de Neil Young, eu já tinha divulgado aqui no blog, mas a relação de faixas só foi liberada ontem. Serão apenas oito: "Walk with me", "Sign of love", "Rescue me", "Love and war", "Angry world", "Hitchhiker", "Peaceful valley blvd." e "Rumblin'". O lançamento acontecerá no dia 28 de setembro. "Le noise" foi produzido por Daniel Lanois, e gravado em Los Angeles. Haverá versões em CD, vinil, digital e CD+DVD.

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Uma entrevista (em vídeo) bem bacana com os integrantes do Iron Maiden, sobre o álbum "The final frontier". Com legendas em português. Aqui.

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"Como são mal-educadas as crianças, hoje, na maioria."
(Paulo Francis - 02/09/1930 / 04/02/1997)

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A banda do Axl Rose (que outrora era o Guns n' Roses) atrasou a sua apresentação ontem, na cidade de Dublin, em uma hora e meia. O público não gostou e tacou garrafas no meio do palco. Axl parou a música foi embora, voltou, parou o show de novo, voltou, foi embora de novo.... Enfim, típica palhaçada de Axl Rose, que acha que tudo que é país é igual ao Brasil, cuja plateia considera normal um atraso de três horas (e, ainda por cima, aplaude). Só para refrescar a memória, no dia 09 de agosto, quando foi anunciada a turnê pela Grã-Bretanha, eu escrevi aqui no blog: "Quero ver se Axl Rose tem culhão para atrasar um show três horas na Inglaterra..." Culhão ele teve. Mas o público não teve saco. E ainda tem mané que vem encher a minha paciência no twitter dizendo que Axl pode atrasar o quanto ele quiser. Típica mentalidade de gente bunda, com aquele velho complexo de vira-latas, como bem dizia Nelson Rodrigues.



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"Esse cara sozinho é uma quadrilha."
(Samuel Wainer - 19/12/1910 / 02/09/1980)

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A dupla Massive Attack confirmou duas apresentações no Brasil, em novembro. O Rio de Janeiro ficou de fora mais uma vez, e os shows acontecerão em Belo Horizonte (Chevrolet Hall, no dia 15) e São Paulo (HSBC Brasil, dia 16). A venda dos ingressos para BH começa no dia 03 de setembro, no site www.ticketsforfun.com.br, e no dia 13 do mesmo mês para São Paulo (www.hsbcbrasil.com.br). O último álbum da dupla inglesa, "Heligoland", saiu em fevereiro desse ano.

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"O Brazilian Dream é um emprego público que dá direito a meio expediente e tempo de praia e botequim."
(Paulo Francis - 02/09/1930 / 04/02/1997)

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Chris Martin, do Coldplay, apresentou ontem uma música inédita, em uma conferência da Apple, em San Francisco. A canção, apresentada apenas no formato voz & piano, se chama "Wedding bells". "Pode ser a única vez que eu toque essa música", brincou Martin. Além de "Wedding bells", ele apresentou "Viva la vida". O próximo álbum do grupo ainda não tem previsão de lançamento.



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A nota triste para esse dia 02 de setembro é a morte do grande produtor Tom Capone. Hoje faz seis anos que ele foi dessa pra melhor, vítima de um acidente de moto em Los Angeles, logo após a premiação do Grammy Latino. Entre os seus principais trabalhos estão: "Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro" (Nando Reis), "Cosmotron" (do Skank, melhor álbum brasileiro dos anos 00), "Kaya N'Gan Daya" (Gilberto Gil), "Silêncio q precede o esporro" (O Rappa), além do álbum de estreia de Maria Rita, lançado em 2003. A última vez que vi Tom Capone foi uns três meses antes de sua morte. Aqui no Rio, na Fnac, ele via alguns CDs de música brasileira. As pessoas por perto certamente não sabiam que ele próprio era o grande responsável por alguns desses CDs.



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Tem um discos que a gente compra quando era moleque, que jamais se esquece. A minha lista é bem grande. E, certamente, posso incluir nela o álbum "Radioatividade", da Blitz. O álbum, lançado no dia 02 de setembro de 1983, tinha as duas músicas que mais cantei na minha infância: "Betty Frígida" (quem manda ter uma mãe com esse nome??) e "A dois passos do paraíso" ("Oh! Arlindo Orlando / Volte, onde quer que você se encontre!!!!"). E tinha mais, olha: "A última ficha", "Ridícula", "Weekend", "Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininho"... Enfim, clássico! Ah, mãe, apesar de você nem saber o nome do meu blog, essa música aí vai em sua homenagem... (Agradeço a Paulo Marchetti pela lembrança da data)



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Poeta, cantor, músico, compositor, artista visual... Difícil definir Arnaldo Antunes, que, hoje, fica cinquentão. Sou fã dele desde que me entendo por gente. Era o meu Titã predileto. Aquela cara de maluco, a voz grave, a dança doida.. Verdadeiro rockstar. Depois, quando partiu para a carreira solo, fiquei um pouco de mal com ele. Aquela coisa experimental, cheia de poesia concreta, era um pouco demais para os meus ouvidos. Ainda fui a alguns shows solo do Arnaldo Antunes, mas aquilo não descia direito. Até que ouvi o CD "Qualquer" (2006). Primoroso, assim como os seguintes "Ao vivo no estúdio" (2007) e "Iê iê iê" (2009). Não sabia aqui qual vídeo colocaria do Arnaldo Antunes para homenageá-lo. Com os Titãs ou solo? Ah, por que não os dois??





E então? Qual Arnaldo Antunes você prefere? Hein?? Hehehe....

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O segundo jornalista que quero homenagear hoje aqui é Samuel Wainer, que morreu exatos 30 anos atrás. Eu estava pensando em escrever uma espécie de "biografia de um parágrafo" do Samuel Wainer. Mas prefiro passar a palavra a Jorge Amado:

"Samuel, em determinada época, simbolizou tudo quanto neste país significa independência política, progresso, povo. Levantou as bandeiras das grandes causas e por elas lutou, usando todos os recursos de uma inteligência lúcida e de uma imaginação criadora, de um patriotismo sem limites. Patriotismo, eis a palavra-chave, a que melhor explica a saga histórica de Samuel Wainer. Por isso mesmo, os representantes da reação, do atraso, do espírito colonial, do obscurantismo, tentaram por todos os meios destruí-lo, liquidá-lo. Para acabar com ele, buscaram negar-lhe a condição de brasileiro, numa ação tão cruel e vil quanto idiota.
Não sei de nenhum outro jornalista, de nenhum outro cidadão que fosse um brasileiro tão completamente brasileiro na maneira de reagir, de sentir, de viver, de amar, de ser, quanto Samuel Wainer, menino do Bom Retiro, que se fez, à custa do próprio esforço, uma das maiores figuras intelectuais de nossa Pátria, um mestre. Sua vida teve o fulgor de uma estrela a iluminar os caminhos do Brasil. Nossa guerra continua, a memória de Samuel Wainer é uma arma do povo."


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Hoje aqui eu vou ter que homenagear dois grandes jornalistas. E, mais uma vez, vou quebrar o protocolo, começando por eles. Hoje, a gente celebra os 80 anos de nascimento do grande (e polêmico) jornalista Paulo Francis. Esquerdista, Francis lutou contra o regime militar e, na reaberura, foi crítico voraz de José Sarney. Ainda posso ouvir as rimbombantes risadas do meu avô ouvindo os comentários políticos de Paulo Francis. Eu fico imaginando os comentários dele hoje sobre essa eleição chata do porvir. Estão dizendo que os candidatos é que são chatos. Mas eu acho que, além dos candidatos, os comentaristas também estão chatos demais. Por isso que Paulo Francis faz falta.



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Opa! Bom dia, pessoal. Dia bonito, não? Pelo menos aqui no Rio, o sol brilha... Ontem aconteceu algo curioso. Fui almoçar no final da tarde com um amigo lá no Shopping da Gávea. Estava tudo bem, não tinha trânsito, consegui comprar um CD que procurava havia séculos... Enfim, típico "dia de sorte"... Até que virei para o lado e dei de cara com... TARAM... Susana Vieira!! Aí, cheguei logo à conclusão de que não era o meu dia de sorte... Mas, bom, o que que o Bob Dylan tem a ver com isso? Nada. Aliás, pode ser que tenha. No dia 02 de setembro de 1945, o Japão assinou, diante dos países aliados, a sua rendição na II Guerra Mundial. Por isso que quis começar o dia de hoje com Bob Dylan. A sua música "Masters of war" nos faz lembrar que, mesmo 65 anos após o término da II Guerra, a estupidez humana ainda impera.

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30 de ago. de 2010

Robert Crumb, Dylan, Sterling Morrison, Agepê, Charles Bronson, Mauro, PVC, Pessoa, Cee-Lo, Arcade Fire, Jay-Z, Rita Lee, Axl, VW, Drums, Libertines

LIBERTINES: Como é bom ver esses doidos juntos novamente, né??



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Os americanos do The Drums estrearam um novo videoclipe. Segundo a banda, o vídeo de "Down by the water" é uma homenagem às girl groups dos anos 1950 e 60. Achei o clipe melhor do que a música.



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No último sábado, o Vampire Weekend se apresentou em Vancouver, e tocou "I'm going down", de Bruce Springsteen. Achei o vídeo abaixo, que tá meio tosco, mas tá valendo.



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#prontofaley: Manchete do NME de hoje: "Axl declara guerra aos organizadores dos festivais de Reading e Leeds". Ah, Axl, faz o seguinte: vem tocar aqui no Brasil. Aqui você pode atrasar o seu show três horas, os organizadores vão achar legal (porque vão vender mais cerveja) e o público trouxa vai te aplaudir. Ainda que você não tenha mais voz, e tenha perdido dez anos para gravar uma porcaria de disco.

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A quem interessar possa, o novo videoclipe da Rita Lee. Mas cadê uma (uminha!!) música inédita, tia?



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#medo: Kanye West vai lançar um álbum em parceria com Jay-Z. O álbum terá cinco faixas e se chamará "Watch the throne". AInda não há data de lançamento.



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Quando a gente pensa que não tem mais nada pra se inventar em termos de videoclipe, vem o Arcade Fire (quem mais poderia ser?) com uma proposta bem bacana. Clique aqui, (atenção: tem que abrir no Google Chrome), escolha o seu endereço e veja no que dá. O clipe é interativo. Vale a pena!

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Para quem ainda não ouviu uma das melhores músicas desse ano...



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UM MOMENTO POÉTICO:

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


(Fernando Pessoa)

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Continuando no futebol. Ou no jornalismo, sei lá. Hoje é aniversário do "google do futebol", Paulo Vinícius Coelho, ou PVC, comentarista da ESPN e colunista da Folha de S.Paulo. Ah, e eu gosto do PVC porque, além de ter um conhecimento enciclopédico do futebol, ele faz um jornalismo crítico, diferentemente do que acontece nas outras emissoras, que acham tudo o que acontece no mundo do futebol, bonito. Você imagina uma cena como essa abaixo acontecendo na Rede Globo? Por lá, eles só começaram a criticar a seleção quando o ex-técnico cortou os seus privilégios. Agora já voltaram a beijar os pezinhos do Ricardo Teixeira. E tudo ficou lindo de novo! E aproveito para recomendar aqui, mais uma vez, o livro "Os 100 melhores jogadores brasileiros de todos os tempos", de André Kfouri e do PVC.



Ah, e só pra responder pro animal do Felipe Melo: PVC é jornalista sim. E dos bons, hein!

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Haha... Um cara no twitter me disse que estou lotando um cemitério hoje... Então vou partir para o futebol para dizer quem nasceu nesse 30 de agosto. Tudo bem, ele também já morreu, mas, se vivo fosse, estaria fazendo 80 anos de idade. Estou falando de Mauro Ramos de Oliveira, capitão da seleção brasileira na Copa de 1962, no Chile. Além da seleção, o zagueirão Mauro também fez história no São Paulo e no Santos. Pena que não é tão lembrado hoje em dia. Pelo menos da forma que merecia. Aqui eu faço a minha parte.



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Isso aqui hoje tá um samba do afrodescendente doido mesmo... Começa com Crumb, vai pra Dylan, passa pelo Velvet Undergroud e termina no Agepê. Não, não terminou no Agepê, não. Porque agora eu quero falar um pouco de cinema. E vou lembrar aqui de Charles Bronson, companhia número um das noites de domingo, junto com o Steven Segal. Hoje faz sete anos que Bronson morreu, vítima de uma pneumonia. Olha, tem algumas coisas que acontecem na nossa vida e que guardamos com muito orgulho. E vou dizer uma aqui pra vocês: um dia, eu devia ter uns dez anos de idade, fui assistir a uma peça na Broadway, em Nova York. Não me lembro o nome da peça. Mas me lembro quem estava sentado ao meu lado: Charles Bronson. Pronto. Morram de inveja.



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(Antônio Gilson Porfírio, ou Agepê - 10/08/42 / 30/08/95)

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Eu também quero lembrar de um cara que morreu fraz exatos 15 anos hoje. Sterling Morrison foi um dos fundadores do Velvet Underground. E tudo o que diz respeito ao Velvet Underground eu vou citar aqui no blog, sempre que possível. Por um simples motivo: o álbum "Velvet Underground and Nico" influenciou tudo de bom que surgiu no rock logo depois. Como disse o produtor Brian Eno, poucos compraram o disco, mas quem o fez, formou uma banda. Decerto, Talking Heads, Television, Iggy Pop, David Bowie, Depeche Mode, Joy Division, Sonic Youth, Nirvana, Nine Inch Nails e vários outros compraram o disco que tinha a reluzente banana em sua capa. E o mais importante: Sterling Morrison tocou guitarra nesse álbum. Daí a lembrança!



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Bom, por aqui, o dia começou com o gênio Robert Crumb (abaixo), que completou bem vividos 67 anos. E agora vou falar de outro gênio. Hoje faz 45 anos que Bob Dylan colocava nas lojas o hipermegaultra álbum "Highway 61 revisited", o seu sexto trabalho de estúdio. Obviamente, a melhor forma de conhecer a obra-prima é colocá-la no CD-player (ou no toca-discos, o que ainda é mais gostoso), mas o livro "Like a rolling stone", de Greil Marcus, ainda que um pouco gorduroso, também pode ser uma ótima pedida para sentir o clima das gravações. E para quem ainda não sabe, segue aí o repertório do álbum: "Like a rolling stone", "Tombstone blues", "It takes a lot to laugh, it takes a train to cry", "From a Buick 6", "Ballad of a thin man", "Queen Jane approximately", "Highway 61 revisited", "Just like Tom Thumb's blues" e "Desolation row". E aí? "How does it feeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeell"??



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