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Assim como as grandes bandas lá de fora estão relançando os seus álbuns mais importantes em versões expandidas, o Skank, após a versão especial de "Calango", prepara agora a de "O samba poconé", lançado originalmente em 1996. Samuel Rosa adiantou a novidade à Rolling Stone. O lançamento deve acontecer no segundo semestre de 2011. "Queremos colocar alguma sobra de estúdio e talvez lançar também um DVD falando um pouco sobre como foi na época, com imagens que temos daquele período", disse o compositor. Além do CD original, com algumas sobras e um filme com o making of, a banda planeja gravar um show, no qual apresentará o álbum na íntegra, em algum local "diferente", como o Deserto do Atacama (?!?). Outras bandas deveriam se mirar no exemplo do Skank, e preparar edições de luxo de seus álbuns mais importantes. Lá fora, isso vende adoidado.
Parece que foi ontem que comprei o primeiro disco solo do Cazuza. Mas sabia que hoje já faz 25 anos do seu lançamento?? Pois é. Cazuza deixou o Barão Vermelho no primeiro semestre de 1985, pouco depois do Rock in Rio. Ficou um pouco cansado do rock e, principalmente, de ter que dividir os holofotes com os seus colegas. Resultado: pediu para sair. E, para a felicidade geral do BRock, o Barão encontrou o seu caminho, com Roberto Frejat nos vocais, e Cazuza detonou geral em sua brilhante (e curta) carreira solo. O seu primeiro álbum tinha algumas músicas que, originalmente, fariam parte do próximo álbum do Barão - o espólio acabou dividido entre os discos "Cazuza" e "Declare guerra" (1986), esse último, do Barão. Os primeiros clássicos da carreira solo de Cazuza estão nesse grande álbum, cuja foto mostra uma linda foto do rapaz: "Exagerado", "Mal nenhum", "Codinome Beija-flor", "Só as mães são felizes"... Mas a minha predileta mesmo é essa aqui...
Acho que já são três dias seguintes aqui falando de John Lennon. Paciência, galera! Não tenho culpa se a minha agenda das efemérides acusa algo interessante dele todo dia. E hoje eu não poderia deixar passar em branco, pois, veja só, "Double fantasy", seu último álbum completa 30 anos. Até o iniciozinho de 1980, Lennon estava meio que aposentado. Queria cuidar do filho, da Yoko Ono, regar as suas plantinhas no Dakota (um conhecido meu que era vizinho de porta de Lennon me disse isso, é sério)... Tinha direito, né? Mas ele resolveu voltar com força total e foi gravar "Double fantasy" ao lado da Yoko. Um bom álbum, eu acho. Olha as músicas legais que constam nele: "(Just like) Starting over", "I'm losing you", "Beautiful boy (Darling boy)", "Watching the wheels", "Woman", "Dear Yoko"... O resto da história, todo mundo já sabe, né? Mês retrasado saiu o "Double fantasy - Stripped down", com uma nova mixagem, através da qual, a voz de Lennon ficou mais nítida, e o instrumental um pouco mais cru. Eu gostei bastante.
Hoje também é dia de lembrar de um dos grandes heróis da nossa música. Heitor Villa-Lobos partiu dessa pra melhor no dia 17 de novembro de 1959, vítima de câncer. Transitando entre o popular e o erudito, Villa-Lobos, certamente, foi o compositor que melhor entendeu a alama do país, ao compor peças como "O trenzinho caipira" e as nove "Bachianas Brasileiras". Em 1922, participou da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo.
Bom dia! Hoje começamos com Rachel de Queiroz, escritora que estaria completando 100 anos nesse 17 de novembro de 2010. Confesso que meus conhecimentos sobre Rachel de Queiroz se restringem àqueles que a gente aprende nos bancos da escola: o seu primeiro romance foi "O quinze" (1930), ela foi a primeira mulher a ocupoar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, apoiou a ditadura militar de 1964, escreveu "Memorial de Maria Moura", que virou minissérie (ah, essa eu vi, eu vi...). Enfim, juro que tentarei ler "O quinze" até o fim do ano...E vamos encerrar o nosso papo por hoje com mais uma do egregio maestro?? "Make our garden grow", mais uma de "Candide".
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Já está no prelo o livro "História de Canções - Toquinho" (capa acima). Esse será o terceiro volume da coleção em que artistas contam as histórias por trás de algumas das suas principais músicas. O primeiro volume (de autoria de Wagner Homem) foi dedicado à obra de Chico Buarque, e o segundo versou sobre as músicas de Paulo César Pinheiro (e foi escrito pelo próprio compositor). O livro sobre as canções de Toquinho é assinado pelo próprio e por Wagner Homem. Além de textos sobre músicas como "O caderno" e "Aquarela", "História de canções - Toquinho" revela fotos do músico. O livro sai até o final do mês, pela editora Leya.
Eu me lembro bem do dia em que comprei esse disco. E hoje faz 25 anos do seu lançamento!! Para muitos, "Live after death", do Iron Maiden, é o melhor álbum ao vivo de rock. Eu tenho lá minhas dúvidas. Até mesmo porque existe um tal de "Live at Leeds" (1970), do The Who, e um tal de "Stage" (1978), do David Bowie, só para ficar em mais dois exemplos. Mas é inegável que "Live after death" é histórico. À época, o Iron Maiden estava divulgando "Powerslave" (1984), um discaço. E o setlist do show na Long Beach Arena (que foi gravado para o disco/CD/VHS/LD/DVD) foi memorável. "Aces high", "Hallowed be thy name", "Iron Maiden", "The number of the beast", "The trooper"... Clássico atrás de clássico.
CAZUZA - 04/04/1958 - 07/07/1990
EZEQUIEL NEVES - 30/11/1935 - 07/07/2010
"Tem gente que recebe Deus quando canta
Tem gente que canta procurando Deus
Eu sou assim com a minha voz desafinada
Peço a Deus que me perdoe no camarim
Eu sou assim
Canto pra me mostrar
De besta
Ah, de besta
Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo
Porque eu só canto só
E o meu canto é a minha solidão
É a minha salvação
Porque o meu canto redime o meu lado mau
Porque o meu canto é pra quem me ama
Me ama, me ama
Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Porque o meu canto é a minha solidão
É a minha salvação
Porque o meu canto é o que me mantém vivo
E o que me mantém vivo"
("Quando eu estiver cantando" - João Rebouças / Cazuza)
HOJE EU NEM QUERO IMAGINAR A FESTA QUE ESTÁ LÁ NO CÉU!!
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Pois é, hoje está cheio de data redonda para comemorar. Agora, vamos partir diretamente da música para a literatura. Sir Arthur Conan Doyle morreu no dia 07 de julho de 1930, há 80 anos, portanto. Já ligou o nome ao seu personagem principal? Certamente sim, né? Especialmente depois do filme... Conan Doyle foi o criador do detetive Sherlock Holmes. E, por isso, talvez, seja o maior nome da literatura criminal. Bom, se você já viu o filme do Guy Ritchie, apesar de alguns escorregões, deve saber um pouco do que se trata. Mas não deixe de ler ao menos um conto - ou, de preferência, o romance "O cão dos Baskervilles" - de Conan Doyle com o seu personagem mais famoso. É imperdível e talvez você fique viciado.
O LIVRO DA SEMANA: Bom, hoje eu não vou falar de livro de Copa do Mundo... Hehe... Nessa semana, eu li um livro bem bacana: "Anos rebeldes: Os bastidores da criação de uma minissérie", de Gilberto Braga. Lógico, para quem viu a série (ou tem o DVD), ler o roteiro pode ser um pouco maçante. Mas o livro não se limita simplesmente ao roteiro. Para começar, tem um texto no qual Gilberto Braga fala um pouco sobre a sua carreira, incluindo as suas influências e a entrada na Rede Globo. Depois, um texto sobre a concepção da minissérie. Aí, ele começa a apresentar o trabalho de pré-produção da minissérie, descrevendo os personagens e as locações, e, enfim, a sinopse, ou seja, o esqueleto da trama. Em seguida, o autor fala um pouco sobre os bastidores da série, chegando a discutir o desempenho dos atores. Lá na página 91, começa o roteiro propriamente dito. Completo, dos 20 capítulos que foram ao ar. Já fiz alguns cursos de roteiro. O tema me interessa muito. Mas posso dizer que nunca tive uma aula prática tão interessante quanto essa do Gilberto Braga. Bem que ele poderia também transformar "Anos dourados" em livro. E além: escrever mais uma minissérie sobre os anos 80, da reabertura política do Brasil.
PROMOÇÃO U2: Conforme prometido, vou anunciar o vencedor da promoção que fiz, valendo o DVD duplo importado "U2360º at the Rose Bowl", do U2. Em primeiro lugar, obrigado pela participação. O número de e-mails me impressionou, para ser sincero. Outra coisa que me impressionou foi o número de "votos" para "Sunday bloody sunday". Acho que a música ultrapassou os 50% da preferência, sendo seguida, mas bem de longe, por "Where the streets have no name" e "One". A minha predileta não levou nenhum voto. Hehe... Então, para simplificar, o nome do vencedor é JÔNATAS FREITAS DA SILVA, que também escolheu a música "Sunday bloody sunday", e respondeu corretamente as duas perguntas (Peter Rowen na foto, e as cinco últimas músicas foram, respectivamente, "Wake up dead man", "Unchained melody", "40", "40" e "All I want is you", com um trecho de "Love rescue me" na apresentação final - nesse último caso, aceitei qualquer uma das duas). Pretendo fazer nova promoção nessa sexta. E sugestões do que sortearei serão bem-vindas, via twitter.
E o ótimo blog do Paulo Marchetti me lembra que hoje faz 25 anos que os Titãs lançaram o álbum "Televisão". A sua gravação envolveu algumas polêmicas com o produtor Lulu Santos, de quem a banda discordava com relação à algumas posições. Vinte e cinco anos após o seu lançamento, de fato, não dá pra dizer que "Televisão" seja um dos momentos mais inspirados dos Titãs, mas a quantidade de clássicos que saíram dele é inegável, veja só: "Televisão", "Insensível", "Pavimentação", "Pra Dizer Adeus", "Não Vou Me Adaptar"... E isso sem contar com a deliciosamente tosca "Dona Nenê"...
“Raw power” – Iggy and The Stooges
“13 parcerias com Cazuza” – George Israel
“Que de-lindo” – Caetano Veloso
“The complete Reprise recordings” – Frank Sinatra & Tom Jobim
“Zé Ramalho canta Jackson do Pandeiro” – Zé Ramalho
Uma minissérie que marcou a minha transição infância/adolescência foi "Anos rebeldes", de Gilberto Braga. Mas do que uma bela história sobre os anos de chumbo (será que o Dunga viu?), a minissérie trazia uma trilha sonora que fez o favor de me apresentar à obra de Caetano Veloso - só isso. Então, na próxima semana será lançado o roteiro da série em livro (capa acima). São mais de 600 páginas, com os diálogos, descrição de cenários, personagens etc. Há uns dois anos, eu fiz um curso de Bossa Nova com o Ruy Castro, e o Gilberto Braga fazia parte do grupo. As aulas eram fantásticas, porque ele estava preparando uma minissérie sobre Tom Jobim (que, infelizmente, parece que não vai mais ao ar, porque o BBB fatura mais e é mais barato, né Dona Globo?), e, assim, altas discussões entre ele e Ruy Castro eram travadas. Após, as aulas, tive o prazer de conversar algumas vezes com o Gilberto Braga, e era uma espécie de "continuação" da aula do Ruy Castro. Esse "Anos rebeldes - Os bastidores da criação de uma minissérie", pelo jeito, vai furar a fila dos meus livros aqui.
E hoje comemoramos 33 anos do meu álbum de reggae predileto. "Exodus", de Bob Marley, chegou às lojas no dia 03 de junho de 1977. Saca só o repertório desse discaço: "Natural mystic", "So much things to say", "Guiltiness", "The heathen", "Exodus", "Jammin'", "Waiting in vain", "Turn your lights down low", "Three little birds" e "One love / People get ready". Não é ruim não, né? Tem um tempinho (dois anos?) saiu uma versão especial desse álbum, com som remasterizado e versões alternativas de algumas faixas. Se você (ainda) não tiver "Exodus" na prateleira, recomendo essa versão.