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4 de out. de 2011

Rock in Rio: Agora só em 2013

Muita gente diz que não aguenta mais esse papo de Rock in Rio. Eu confesso que também não. Desde setembro de 2008, quando iniciei o projeto que veio a se transformar no livro "Rock in Rio - A história do maior festival de música do mundo" (Editora Globo), respiro o festival. Quando, já pela televisão, vi a banda cover do Guns n' Roses encerrar essa quarta edição com "Paradise city", jurei a mim mesmo que só voltaria a pensar em Rock in Rio em 2013 - e isso se a minha coluna ainda permitir que eu compareça a um evento desse porte.
Mas as pessoas têm me "cobrado" alguma opinião sobre esse Rock in Rio 2011. Então, para encerrar o assunto de vez, vamos lá.
Em primeiro lugar, a pergunta mais frequente: "qual a comparação que você faz entre essa edição e as três anteriores que estão presentes em seu livro?" A principal: vivemos em tempos muito chatos.



Não faz nem 11 anos que o Rock in Rio 3 aconteceu, e tudo era muito mais simples. Não existiam os "ônibus especiais", mas sim qualquer ônibus, que a gente pegava na porta da Cidade do Rock, e, em algum momento, acabava chegando ao seu local de destino. Não havia milhares de pessoas na frente do palco com uma câmera fotográfica durante o show inteiro. (Eu juro que um dia quero descobrir a finalidade de as pessoas filmarem um show que está sendo transmitido pela TV e pela internet. Será que querem concorrer ao Oscar??)
Também não existia esse número absurdo de celebridades que falam qualquer asneira na TV, e se tornam mais importantes do que todos os artistas que pisaram no palco. Eu também não me lembro de ter ficado mais de dez minutos em uma fila para comprar um cachorro quente, seja na edição de 1991 ou na de 2001. O que aconteceu? As pessoas estão mais famintas hoje? (Uma experiência fantástica que tive na primeira noite: comprei a ficha da pipoca e uma senhora, acho que gerente da loja, disse que eu teria que esperar 20 minutos para a pipoca ficar pronta. Na dúvida se aquele milho ia mesmo estourar, pedi o meu dinheiro de volta. Insistente que sou, uma semana depois, comprei a mesma pipoca em 10 segundos.)



Nas outras edições, também reparei que os artistas curtiam muito mais a vida. Aconteciam festas homéricas em suítes de hotel, artistas frequentavam o La Mole, casais se formavam nas piscinas dos hotéis, músico era preso por se apresentar pelado no palco, telefones eram jogados das janelas dos quartos de hotel... Nessa edição 2011, os dois fatos extra-palco mais impactantes que ouvi falar foram a festa da Rihanna no iate do Eike Batista, e o jantar da Katy Perry em uma churrascaria em Ipanema. Só. A impressão que tenho é que nenhum músico dormiu no Brasil. Foram teletransportados para o palco do Rock in Rio, fizeram o show e se mandaram.
Agora, as diferenças musicais. Sinceramente, não vi tantas. A mistura de gêneros musicais que sempre norteou todas as edições do Rock in Rio esteve presente novamente. E quem disse que no Rock in Rio não tinha rock, quebrou a cara. Meus ouvidos doeram nos shows do System Of A Down, do Slipknot e do Sepultura. E eu senti o chão da Cidade do Rock tremer com a porrada sonora do Metallica. Nesse quesito, penso que o Rock in Rio cumpriu a sua função de agradar a todas as tribos.



Os shows no Palco Sunset me decepcionaram um pouco. A começar pelo som. Muito ruim em praticamente todos os momentos. Também houve pouco encontro e muito revezamento entre os artistas, o que desvirtuou a proposta do palco. E quando o encontro de fato aconteceu, não senti muita química (ou seria ensaio?) em algumas apresentações. Sandra de Sá e Bebel Gilberto cantando Cazuza beiraram o constrangedor. Corri para a Rock Street e lá estavam George Israel e Guto Goffi, outros dois amigos do Cazuza, mandando bem melhor. Em compensação, Ed Motta cantando clássicos do rock acompanhado por cinco guitarristas, arrasou. Milton Nascimento e Esperanza Spalding seriam fenomenais se a apresentação tivesse acontecido em uma sala para duzentas pessoas. E o Sepultura mandou bem demais (nenhuma surpresa) ao lado do Tambours du Bronx. (Aliás, a pergunta que não que calar: o que o Sepultura estava fazendo no Sunset, e o Glória no Palco Mundo??) Outros shows que gostei no Sunset foram o dos Titãs com os Xutos e Pontapés e o Baile do Simonal.



A apresentação do Erasmo Carlos com o Arnaldo Antunes eu pouco vi. Não consigo entender como é que marcam esse show no mesmo horário em que Frejat está pisando no Palco Mundo. Não teria sido mais óbvio intercalar as apresentações do Sunset com as do Palco Mundo?
E por falar no palco principal do evento, acho que deve ser um consenso quase geral que os dois grandes destaques foram Metallica e Stevie Wonder (ok, ele não precisava ter limado "Ribbon in the sky" do set list para tocar "Garota de Ipanema", mas valeu mesmo assim). O Red Hot Chili Peppers também tirou a má impressão do encerramento do Rock in Rio de 2001 e fez um bom show. Nada como o início de uma turnê para deixar uma banda cheia de tesão. O Coldplay demonstrou maturidade e integridade artística ao arriscar seis músicas novas no show. E o System Of A Down foi tão bom, que deveria ter sido o responsável pelo show de encerramento do festival.



Por outro lado, alguns artistas derraparam no Palco Mundo. Na primeira noite, Elton John bateu ponto no Rock in Rio. Pouca voz e nenhuma vontade. Acredito que ele não deva ter ficado muito surpreso pelo fato de ninguém ter pedido bis. E o que dizer do Jamiroquai? Bom, Paul McCartney nunca deixou de cantar "Hey Jude" e nem os Rolling Stones "(I can't get no) Satisfaction" em seus shows. Mas o Jamiroquai, banda importante que é, se deu ao luxo de deixar cem mil pessoas berrando por "Virtual insanity" ou "Space cowboy". O tributo à Legião Urbana (um dos momentos que eu mais esperava) também poderia ter sido melhor. Faltou um pouco de ensaio, e, no final, quem mandou bem mesmo foi o Marcelo Bonfá cantando "O teatro dos vampiros". Só não consigo entender a necessidade de se repetir duas vezes uma mesma música ("Será") em um show de 50 minutos, levando-se em conta o fato de a Legião ter, pelo menos, uns 40 clássicos.



A Shakira, por sua vez, não tem condições de fechar uma noite de Rock in Rio. Um encerramento com Ivete Sangalo teria sido muito mais digno. E o Guns n' Roses... Bem, parece que foi a segunda banda mais votada no site do festival - só perdeu para o SOAD. Depois de duas horas de espera debaixo de uma chuva de quinto ato do Rigoletto, como dizia Nelson Rodrigues, eis que Axl Rose surgiu no palco para um dos maiores micos da história do Rock in Rio.
Quem elogiou o show certamente não é fã do Guns n' Roses. Quem respeita a história da banda sentiu vergonha (e pena) do que viu.
Em 2013 a gente volta a falar de Rock in Rio. Combinado?




TOP 5: PARA ESQUECER
5) Claudia Leitte na primeira noite do Rock in Rio
4) O som no Palco Sunset
3) As filas imensas da primeira semana, para entrar na Cidade do Rock e para comprar qualquer coisa
2) Shakira encerrando a antepenúltima noite do festival
1) Banda cover do Guns n' Roses fechando a quarta edição do Rock in Rio

TOP 5: PARA NÃO ESQUECER
5) O Red Hot Chili Peppers se apresentando no exato dia em que seu álbum "Blood Sugar Sex Magik" completou 20 anos
4) A Cidade do Rock, lindíssima
3) A homenagem do Metallica ao baixista Cliff Burton, cuja morte completaria 25 anos dois dias após o show
2) Os headliners que não foram (mas poderiam ter sido): System Of A Down, Slipknot e Sepultura
1) Stevie Wonder deitado no palco solando "How sweet it is (To be loved by you)" na sua keytar



PS. Em homenagem aos fãs e a banda, achei melhor terminar o post com "Paradise city" executada pelo Guns n' Roses no Rock in Rio de 1991.

4 de ago. de 2011

Sepultura e Judas Priest no “Dia do Padre”; Ira! e Ultraje no Rock in Rio; o mega box de “Achtung baby”; o show inédito do Queen; e Coldplay ao vivo.



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É isso aí rapaziada. Pauleira para começar o dia de vocês. Quinta-feira... Fim de semana quase chegando... Mas a pauleira do Judas Priest vai em homenagem ao dia de hoje, o Dia do Padre. É uma homenagem a São João Maria Vianney, santo padroeiro dos sacerdotes, que nasceu na França, no ano de 1786. Espero que ninguém venha reclamar da brincadeira no twitter. Afinal, eu poderia ter colocado aquela musiquinha dos Titãs, hein...

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E o que a gente tem nesse Dia do Padre? Vamos começar pelos 110 anos de nascimento de um dos mostros do jazz, Louis Armstrong. Noventa e nove por cento das pessoas o conhecem como o intérprete de “What a wonderful world”, mas eu devo dizer que ele fez coisas muito mais interessantes. Tipo isso aqui:



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De um extremo a outro, hoje também é dia de homenagear Max Cavalera pelos seus 42 anos. Essa discussão nunca vai acabar... O Sepultura é mais bacana com Max Cavalera ou com Derrick Green nos vocais?? Eu acho que é pau a pau. Mas eu aprendi a apreciar o trash metal com a voz de Max. Se teve um álbum que ouvi bastante nos meus 11 anos de idade foi “Arise”. Bati muita cabeça com ele. No Rock in Rio II, em 1991, tive a chance de conhecer Max Cavalera no backstage. Estava um pouco assustado. Ele tinha acabado de sair do palco, mas parou para falar comigo. Pena que o autógrafo que ele me deu não exista mais.



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Há 61 anos estreava nos cinemas um dos filmes mais conhecidos de Billy Wilder. "Sunset boulevard" (ou, no Brasil, “O crepúsculo dos ídolos”) conta a história de uma famosa atriz do cinema mudo de Hollywood, que enfrenta o ostracismo com o advento do cinema falado. A parceria entre os atores William Holden e Gloria Swanson é digna dos anais de Hollywood. Eu gosto muito de filmes cujo o tema principal seja o cinema, em uma espécie de metalinguagem. “A rosa púrpura do Cairo”, de Woody Allen, também é assim. Mas “Sunset boulevard” talvez seja o filme que melhor tenha incorporado esse estilo.



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Depois dos lançamentos dos shows antológicos do Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso e Cássia Eller no Rock in Rio, a gravadora MZA coloca nas lojas agora o CD e o DVD com o show conjunto do Ira! + Ultraje a Rigor no Rock in Rio de 2001. A apresentação das bandas paulistas no Palco Mundo aconteceu meio que por acaso. Ambos estavam escalados para a Tenda Brasil, mas com a desistência de bandas como O Rappa e Skank, elas acabaram promovidas ao palco principal do evento. Os dois conjuntos não desperdiçaram munição, mandando clássico atrás de clássico. Um orgasmo para os saudosos do rock oitentista brasileiro. Enquanto o Ira! interpretava “Gritos na multidão” e “Envelheço na cidade”, o Ultraje não ficava atrás, com “Ciúme” e “Nada a declarar”. As duas bandas se juntaram para uma versão nervosa de “Shoul I stay or shoul I go?”, o clássico do The Clash. O CD e o DVD resgatam essa apresentação. Bom para relembrar e para aquecer o novo Rock in Rio que se aproxima. Só pena que a apresentação esteja incompleta. A música “Telefone” (homenagem do Ira! ao Gang 90, com participação de Fernanda Takai, do Pato Fu, nos vocais) foi limada, assim como a dobradinha “Inútil” / “Nós vamos invadir sua praia”, do Ultraje a Rigor.



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O U2 só estava esperando finalizar a sua “360º tour” para anunciar mais um lançamento. No dia 31 de outubro a banda irlandesa vai despejar o mega box comemorativo dos 20 anos de lançamento de “Achtung baby”, para muitos (inclusive para esse que vos escreve) o melhor álbum da banda. O relançamento ocorrerá em cinco formatos. O mais e$$$pecial será a caixa com dez discos e mais um bando de quinquilharia que vai fazer o fã do conjunto gozar. Serão seis CDs, incluindo o “Achtung baby” e o seu sucessor “Zooropa” (1993) remasterizados e mais quatro discos de raridades nunca lançadas oficialmente e lados B; quatro DVDs, como o documentário “From the Sky down” (que retrata as sessões de gravação do disco), o show da turnê gravado em Sidney (já lançado oficialmente), todos os videoclipes que a banda gravou à época e outras raridades; cinco discos em vinil de sete polegadas, com os singles de “Achting baby”; um livro de 84 páginas de capa dura; e o principal: uma réplica dos óculos de “mosca” que Bono usou na turnê. Outro formato será em LP quádruplo (dois deles em vinil azul!!) com o álbum original, lados B e remixes.

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Enquanto a caixa não sai…



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O Queen também ressurge com um relançamento que vai dar uma força no caixa de Brian May, Roger Taylor, John Deacon e dos herdeiros de Freddie Mercury. O DVD “Queen live at Wembley Stadium” ganhará uma versão comemorativa de 25 anos, que chegará às lojas no dia 05 de setembro, quando Freddie Mercury faria 65 anos de idade. Para quem já tem a edição de DVD que saiu uns oito anos trás, a novidade é a inclusão do show integral de sexta-feira, dia 11 de junho de 1986. O vídeo original conta com a íntegra do show de sábado, dia 12. Somente algumas poucas músicas do show de sexta, quando choveu bastante, foram lançadas anteriormente. O áudio dos dois shows passou por um avançado processo de remasterização em 5.1. Pode parecer preciosismo, mas esse DVD será uma oportunidade de comparar dois shows da mesma turnê da banda que fazia do palco a sala de estar de sua casa. Além das duas apresentações, o DVD traz o documentário inédito “The magic tour”, com entrevistas recentes de Brian May e Roger Taylor.

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Eis um trecho do show de sexta-feira:



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Também em setembro, só que no dia 27, será lançado o CD/DVD/BD “Raw Power live – In the hands of the fans”. O vídeo retrata um show de Iggy Pop ao lado da banda The Stooges, realizado no festival All tomorrow’s parties, em 03 de setembro do ano passado. A ideia é sensacional (embora o resultado ainda seja uma incógnita): seis fãs que estavam na plateia filmaram o show. O vídeo também traz entrevistas com esses mesmos fãs. Dá uma olhada como é que ficou:



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Olha só quem esteve ontem no programa do Jimmy Kimmel...





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Hank Williams será merecidamente celebrado. Artistas como Bob Dylan, Jack White, Norah Jones e Sheryl Crow gravaram músicas inéditas do compositor country, a serem lançadas no álbum “The lost notebooks of Hank Williams”, no dia 4 de outubro. Os manuscritos das canções que serão lançadas foram encontrados em uma pasta de couro de Williams, que morreu e, 1953, aos 29 anos de idade.

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Só escutei hoje a música da nova banda de Mick Jagger, a Super Heavy. “Miracle worker” é bacana, mas um poquinho ragga demais para o meu gosto. E vocês? O que acharam??

10 de dez. de 2010

Michael Jackson, Axl Rose, Lady Gaga, Sepultura, Libertines+Arctic Monkeys, Judas Priest, Gorillaz, Gilberto Gil, Aretha Franklin

Força Aretha Franklin!




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Essa aí é a capa do DVD "Fé Na Festa - Ao Vivo", de Gilberto Gil, que sai na semana que vem. Dirigido por Andrucha Waddington, o vídeo, que conta com a participação de Dominguinhos, traz o registro do show que o cantor fez no Retiro dos Artistas, em setembro passado. O repertório, bem semelhante ao seu outro DVD junino ("São João Vivo"), é o seguinte: "Fé na festa", "A dança da moda", "Assim sim", "Estrela azul do céu", "Óia eu aqui de novo", "Baião da Penha", "Qui nem jiló", "Expresso 2222", "Respeita Januário", "O xote das meninas", "Eu só quero um xodó", "Lamento sertanejo", "Um riacho, um caminho", "Juazeiro", "Baião", "De onde vem o baião", "Aprendi com o rei", "O livre atirador e a pegadora", "O casamento da raposa", "Olha pro céu", "Madalena", "Asa Branca", "Maria Minha" e "Esperando na janela".

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Os fãs do Gorillaz ganharão um presente de Natal. Sabe aquele álbum que eles gravaram durante a turnê, em um iPad, e que eu já havia falado aqui no blog? Pois bem, o disco estará disponível, de graça, no site oficial da banda, no dia de Natal. Não tem muito tempo que o Gorillaz lançou um dos melhores álbuns desse ano, "Plastic beach". Resta saber se Damon Albarn e companhia conseguirão manter o mesmo nível.

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A banda Judas Priest anunciou que vai pendurar os casacos de couro com tachinhas. No ano que vem, está programada uma turnê mundial de despedida, singelamente batizada de "Epitaph tour". Rob Halford e seus colegas estão prometendo um repertório com todos os clássicos da banda. Por enquanto, estão marcados cinco apresentações na Europa. A última vez que o Judas veio ao Brasil foi em 2008.

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Mais uma "superbanda" vem aí. Carl Barat (Libertines), Matt Helders (Arctic Monkeys), Drew McConnell (Babyshambles) e Gruff Rhys (Super Furry Animals) anunciaram que vão gravar um álbum beneficente. O grupo, que se chamará The Bottletop Band, ainda receberá contribuições de VV Brown, Sam Sparro e Reverend And The Makers. A renda originária das vendas do disco ("Dream service", com lançamento previsto para o dia 11 de abril de 2011) reverterá para projetos educacionais na África, no Reino Unido e no Brasil. O primeiro single, "Fall of Rome", já está rolando pela internet.



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Max Cavalera quer voltar ao Sepultura com a sua formação original, mas o baixista Paulo Jr. é contra o retorno. Pelo menos é o que o próprio Max afirma. "Eu tive uma conversa muito boa com o Andreas Kisser. Pareceu que ele queria fazer isso. Quanto ao Igor Cavalera, tenho certeza. Penso que a única pessoa que é contra é o Paulo", disse o cantor e guitarrista ao Sonic Excess. "Eu não sei o motivo, mas ele é contra a reunião mesmo. As pessoas deveriam perguntar a ele o porquê", completou.

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Lady Gaga escolheu quatro línguas diferentes do inglês para cantar em seu próximo álbum. E o português está entre elas. Com lançamento previsto para maio do ano que vem, "Born this way" contará com músicas com letras em português, castelhano, mandarim e hindu. Gaga diz que quer "atingir o máximo possível de pessoas". Resta saber se será com sotaque lusitano ou brasileiro...

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Em uma enquete realizada pela Music Radar (mais uma?!), Axl Rose foi eleito o melhor vocalista de rock em todos os tempos, batendo gente como Freddie Mercury e Robert Plant. Se você realmente levou isso a sério, o top 10 (com direito a Matt Bellamy) é o seguinte:
1) Axl Rose
2) Freddie Mercury
3) Robert Plant
4) Ronnie James Dio
5) John Lennon
6) Bruce Dickinson
7) Thom Yorke
8) Kurt Cobain
9) Matt Bellamy
10) Paul McCartney

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Para quem ainda não viu, o novo videoclipe de Michael Jackson, "Hold my hand", está aqui. (Se o YouTube ainda não tiver tirado do ar.) E falando em Michael, hoje foi anunciado que o estoque de material inédito ainda deve durar mais alguns anos. O produtor Teddy Riley (responsável por "Michael", que chega às lojas na semana que vem), disse à BBC que já está muito entusiasmado com o próximo. Tadinho do Michael...

4 de set. de 2010

Iggor Cavalera, Mark Ronson, Paulo Gracindo, Freddie, Rolling Stones, Leonardo, Johnny Cash, Flaming Lips, Morrissey, Call of Duty, Linkin Park

Fui!
Amanhã tem as resenhas, mas não me esperem aqui nem na segunda e nem na terça. Bom feriado.

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E a música nova do Linkin Park, hein? A impressão que tenho sempre quando ouço algo do Linkin Park é que já ouvi antes...



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Já viram o trailer do novo "Call of Duty"? "Black ops" será lançado no dia 11 de setembro...



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Mais uma polêmica do velho Morrissey... E o alvo agora é o povo chinês. O motivo das críticas, lógico, é o tratamento dispensado pelos chineses aos animais. Em entrevista ao Guardian, Moz chegou a classificar os chineses de "subespécies". "Você viu nos jornais as coisas sobre o tratamento aos animais? Absolutamente horrendo. Só podemos pensar que os chineses são uma subespécie", disse o ex-líder do The Smiths.

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UMA MÚSICA PRO FINAL DE SEMANA: Para esse sábado de sol bonito, um Flaming Lips vai descer bem... "Do you realize?"



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Agora videoclipe interativo virou moda... Quer ajudar a produzir o videoclipe da última canção gravada por Johnny Cash?? Aqui.

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Vamos continuar nos Rolling Stones. Se eles não lançam mais discos, pelo menos vai sair um jogo bem bacana sobre a banda. Trata-se da nova edição do Monopoly ("Banco Imobiliário", aqui no Brasil), que terá a banda britânica como tema. Eu tenho um Monopoly aqui dos Beatles, que saiu faz uns dois anos, e é sensacional. Pelo que andei lendo, esse dos Stones vai pelo mesmo caminho. Ao invés de ruas, teremos os discos clássicos dos Stones (como "Beggars banquet" e "Exile on main st."), e as turnês substituirão as estações de trem. Dinheiro? Nada disso. O Monopoly dos Rolling Stones trará ingressos. E as casinhas foram transformadas em discos de ouro. Diferentemente do jogo dos Beatles, que só saiu em inglês, esse será produzindo em 37 idiomas. O lançamento ainda ocorre nesse ano.

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No dia 05 de setembro de 2005 chegava às lojas o último (até agora, espera-se) álbum dos Rolling Stones, "A bigger bang". Tudo bem, é um álbum que pode ser chamado de "fraco", levando-se em conta que a mesma banda gravou coisas como "Let it bleed" (1969), "Sticky fingers" (71), "Exile on main st." (72) e "Tattoo you" (81). Mas é um álbum dos Rolling Stones. E isso não é pouca coisa. E tomara que ainda haja mais um disco de inéditas de Mick Jagger, Keith Richards e companhia.



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Podemos voltar para a música então, eis que, amanhã, comemoramos o nascimento de um dos maiores cantores da história do rock. Se vivo fosse, Freddie Mercury estaria completando 64 anos. Eu tenho certeza que vou morrer e nunca vou ver um gigante do palco igual ao Freddie Mercury. Nunca vi um show ao vivo do Queen, mas já assisti a uns 20 DVDs. E não tenho dúvidas que Freddie Mercury foi o maior frontman da história do rock. A imagem dele regendo uma multidão de 250 mil pessoas em "Love of my life", no Rock in Rio de 1985, é arrepiante. E várias e várias outras. Faz uns cinco meses, saiu uma reportagem na revista Q sobre os grandes frontmen do rock. Dave Grohl, do Foo Fighters, elegeu Freddie Mercury como o seu número um. A explicação dele foi simples: "Freddie fazia de Wembley a sala de sua casa."



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Vamos então falar das comemorações de amanhã? Já que domingo é dia de futebol, vou começar pelo futebol, tá? Amanhã, o jogador Leonardo faz 41 anos. Ele passou por times como São Paulo, Valencia, Paris Saint-Germain e Milan, mas foi no Flamengo que ele detonou mesmo. Um jogo inesquecível para mim foi Flamengo x Santa Cruz, na última rodada da 2ª fase do Campeonato Brasileiro (Copa União) de 1987. O Leonardo era um moleque de 18 anos, que tinha o Zico como ídolo. A partida terminou três a um, com três gols do Zico. E, no primeiro gol, o cruzamento foi do Leonardo. Eu me lembro que, na hora da comemoração, o Leonardo chorou abraçando o ídolo. Hoje não temos mais esses ídolos de antigamente. O pessoal troca de camisa de time como se tivesse trocando de escova de dente. Mas pelo menos eu posso colocar no meu currículo que estava no Maracanã nesse Flamengo x Santa Cruz.



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Parece que foi ontem - e eu me lembro bem do dia -, mas hoje já faz 15 anos que o grande grande grande ator Paulo Gracindo foi lá pro andar de cima. Eu tô revendo "Roque Santeiro" em DVD, e fico impressionado com a sua interpretação para o Padre Hipólito. Acho que ele está melhor do que qualquer padre da vida real. Uma das críticas que ouço a respeito do filme "O bem amado" é que Marco Nanini não se compara a Paulo Gracindo. Deve existir pouca gente que seja mais fã do que eu do Marco Nanini. Mas eu acredito que Paulo Gracindo tenha sido imbatível como Odorico Paraguaçu. Tomara que, a exemplo do "Roque Santeiro", saia um box com os DVDs da novela "O bem amado" (também de Dias Gomes). E para conhecer um pouco melhor a obra de Paulo Gracindo, recomento o documentário "O bem amado" (sim, é o mesmo nome do filme atualmente em cartaz), de Gracindo Jr. É molinho de encontrar em qualquer loja.



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Eu espero que a Amy Winehouse dê um tempo na birita hoje, e se lembre de pegar o telefone e dar uma ligadinha para Mark Ronson. Isso porque o seu produtor está completando 35 anos. Ronson ficou mesmo marcado pelo seu trabalho em "Back to black" (2006), álbum que vendeu que nem água e catapultou Amy Winehouse para o estrelato. Mas Mark Ronson também é DJ, já lançou álbuns próprios e produziu gente como Robbie Williams, Lily Allen, Maroon 5 e Kaiser Chiefs. Até que está bom para os seus 35 anos, não?



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Bom dia pessoal. Que sábado é esse, hein? Meu Deus! Abri a cortina aqui e o sol entrou poderoso quarto adentro. Só sei que hoje eu vou correr até derreter... Então, vamos começar logo. Hehehe... E quero começar com um baterista da pesada. E bota pesado nisso. Iggor Cavalera (agora ele assina com 2 "g"s mesmo) faz 40 anos hoje. A maioria vai se lembrar dele como o baterista do Sepultura. Mas ele deixou a banda já tem quatro anos. Hoje ele atua nas 11, como DJ, estilista e integrante da Cavalera Conspiracy. Eu sou fã dele em tudo, desde a primeira vez que vi um show do Sepultura (e peguei autógrafo da banda toda) no Rock in Rio II, em 1991.

21 de jul. de 2008

RÁPIDAS – URIAH HEEP, B.B. KING, SEPULTURA, ZECA PAGODINHO, BETH CARVALHO, MICHAEL JACKSON, ABBA, SLASH, FERGIE

A lendária banda britânica Uriah Heep vai realizar um show inusitado. No melhor estilo ‘Johnny Cash’, o Uriah Heep fará um show, na semana que vem, na prisão de Rottenburg, na Alemanha. O show terá uma hora de duração e servirá para divulgar o primeiro álbum da banda em dez anos, “Wake The Sleeper” (capa acima). Quinhentos prisioneiros assistirão ao espetáculo.

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B.B. King vai retornar às suas raízes do blues em seu próximo álbum. Produzido por T Bone Burnett, “One Kind Favor” chegará às lojas no dia 26 de agosto. A banda que acompanhou B.B. King na gravação conta com ninguém menos que Dr. John (piano), Jim Keltner (bateria) e Nathan East (baixo). Entre as faixas do disco, o clássico “Blues Before Sunrise”, de John Lee Hooker.

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A banda Sepultura se apresentou pela primeira vez em Cuba. O show, que aconteceu sábado passado em Havana, celebrou os 50 anos da Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro. No repertório do concerto, que foi gratuito, algumas músicas de seu próximo álbum, com previsão de lançamento para outubro. O show, que foi gravado, poderá ser aproveitado em um futuro DVD da banda.

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Nos próximos dias 28 e 29, acontecerá a gravação ao vivo do CD e DVD “Samba Social Clube”. Os shows acontecerão na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Entre os convidados, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Alcione, Dudu Nobre, João Bosco, Luiz Melodia e Roberta Sá. Com certeza, será mais um campeão de vendas.

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E por falar em campeão de vendas, Michael Jackson vai colocar mais uma coletânea no mercado. A diferença dessa compilação é que fãs de diversos países escolherão os 18 sucessos que entrarão nos álbuns. Haverá diferentes versões do disco, uma para cada país que participar da enquete. A data prevista para o lançamento de “King Of Pop” é 29 de agosto.

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A trilha sonora do filme “Mamma Mia”, exclusivamente formada por músicas do ABBA, alcançou o primeiro lugar da parada britânica de compilações. A última vez que uma trilha sonora de um filme chegou ao topo da parada de compilações foi em 2001, com “O Diário de Bridget Jones”. Na parada oficial de discos do Reino Unido, o disco “Gold”, coletânea da banda sueca lançada em 1992, chegou a 12ª posição.

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O guitarrista Slash, do Velvet Revolver, fez uma participação especial no show da cantora Fergie no último sábado, na Califórnia. O ex-integrante do Guns n’ Roses apareceu de surpresa e tocou o clássico “Sweet Child O’ Mine”, de sua ex-banda. O vídeo está logo aí abaixo.

7 de jul. de 2008

RÁPIDAS – CAPITAL INICIAL, LED ZEPPELIN, SEPULTURA, THE VINES, RED HOT CHILLI PEPPERS, SHERYL CROW, NELLY, 3 DOORS DOWN, IRON MAIDEN

Está previsto para o dia 31 de julho o lançamento do DVD do Capital Inicial, “Multishow Ao Vivo” (capa acima), O show foi gravado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia 21 de abril, para um público estimado em mais de 700 mil pessoas. No repertório, sucessos como “Natasha”, “Eu Nunca Disse Adeus” e “Veraneio Vascaína”. O CD com algumas canções do show chega às lojas essa semana.

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O Led Zeppelin rejeitou os pedidos da fabricante de games Activision para a produção do jogo ‘Guitar Hero’ ou ‘Rock Band’. Segundo o Wall Street Journal, a banda não se sente confortável em ceder as cópias master oficiais de suas canções.

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O baixista Paulo Pinto anunciou que o Sepultura está prestes a terminar a gravação de seu novo álbum. Segundo ele, a banda está “muito satisfeita com o resultado”. O disco, que ainda não tem título definido, deve chegar às lojas até o final do ano.

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Assim como fez o Coldplay, a banda The Vines colocou na internet a íntegra de seu novo disco, “Melodia”, antes do lançamento oficial. O disco pode ser ouvido aqui. O álbum deve chegar às lojas no final desse mês.

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Segundo o site Mixmag, especializado em dance music, os boatos de que a dupla francesa Justice irá produzir o novo álbum do Red Hot Chili Peppers não são verdadeiros. A banda não se pronunciou a respeito do assunto.

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Sheryl Crow, Nelly e a banda 3 Doors Down são alguns dos artistas que vão gravar faixas exclusivas para o álbum “AT&T Team USA Soundtrack”, uma coletânea com canções para motivar os atletas norte-americanos que participarão dos Jogos Olímpicos de Pequim, no mês que vem.

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No sábado, o Iron Maiden fez o seu primeiro show em um estádio na Inglaterra. Mas o repertório do show em Twickenham, que faz parte da turnê “Somewhere Back In Time”, permaneceu idêntico ao das apresentações anteriores – inclusive as que acontecerem no Brasil. O set list foi o seguinte: “Aces High”, “2 Minutes To Midnight”, “Revelations”, “The Trooper”, “Wasted Years”, “Can I Play With Madness” (vídeo abaixo), “The Number Of The Beast”, “Rime Of The Ancient Mariner”, “Powerslave”, “Heaven Can Wait”, “Run To The Hills”, “Fear Of The Dark”, “Iron Maiden”, “Moonchild”, “The Clairvoyant” e “Hallowed Be Thy Name”