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24 de out. de 2010

Resenhando: Vanessa da Mata, Neil Young, Adriana Partimpim, Leonard Cohen, Zeca Pagodinho

“Bicicletas, bolos e outras alegrias”– Vanessa da Mata
Sempre quando ouvia algum álbum da Vanessa da Mata, tinha algo que me incomodava. Não sabia exatamente o que era. Certamente não era a sua voz, nem as suas composições, e nem a sonoridade de suas músicas. Então, o que seria? Na primeira audição de “Bicicletas, bolos e outras alegrias”, eu descobri. Faltava punch, se é que vocês me entendem. Em seus trabalhos anteriores, a impressão que eu sempre tinha era que Vanessa poderia ir muito além, mas ficava presa a certos padrões pré-estabelecidos. E isso não acontece em seu novo álbum, que chegou às lojas na semana passada. Resultado? “Bicicletas, bolos e outras alegrias” já é, fácil, fácil, um dos melhores álbuns lançados em 2010. Contando com a produção de Kassin, e com músicos fantásticos como Donatinho (teclados), Gustavo Ruiz, Fernando Catatau (ambos na guitarra) e Stephane San Juan (percussão), o álbum é riquíssimo musicalmente, repleto de referências, como acontece em “Bolsa de grife”, tropicalista até a alma, com uma guitarra a la Lanny Gordin. “Fiu fiu” com a sua levada mais funkeada também é outro belo destaque (saca a letra de Vanessa da Mata: “Nós não nos entendemos como antes / Eles adoram mulheres air bag / E nós emagrecemos para as amigas / Inimigas todas”), assim como a faixa-título. Para terminar, uma parceria da própria Vanessa com Gilberto Gil, “Quando amanhecer”, com a participação do baiano, na voz e no violão. Em suma, um disco que talvez só não seja tão delicioso quanto o “Bolo da Vó Sinhá”, cuja receita está no encarte do CD. Eu provei, e é muito bom.

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“Le noise” – Neil Young
Que Neil Young é chegado a gravar uns álbuns estranhos, isso não é segredo para ninguém. Nos anos 80, a sua gravadora chegou até a processá-lo, por entregar um disco completamente fora dos padrões esperados. “Le noise”, que saiu lá fora há umas duas semanas, entra no rol desses trabalhos estranhos. Esqueça a Crazy Horse ou qualquer outra banda com aqueles amigos de Neil Young. Em “Le noise”, o barulho mesmo só sai da guitarra, do violão e da garganta do compositor canadense. São apenas oito faixas espalhadas em 38 minutos. Mas é o suficiente. Da raivosa faixa de abertura, “Walk with me”, cheia de guitarras distorcidas, até a soturna “Rumblin’”, Neil Young desfia a delicada “Peaceful valley boulevard” (que lembra até as coisas de “Harvest”, de 1972), transborda energia na antológica “Hitchhiker”, e destila o seu veneno em “Love and war”, quando prova que não é necessário berrar tanto para dar mais uma pancada na política belicista norte-americana. Com a produção de Daniel Lanois, Neil Young gravou um de seus álbuns mais estranhos... e mais substanciosos. Certamente a gravadora não terá do que reclamar.

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“Dois é show” – Adriana Partimpim
Adriana Calcanhotto sempre tratou os seus fãs com muito respeito, gravando álbuns sofisticados, e apresentando shows que vão além da ideia do disco originário. E pode-se dizer que Adriana Partimpim segue os mesmos passos de sua “mentora”. Após dois álbuns de estúdio e um DVD, Partimpim chega agora com “Dois é show”, registro audiovisual do show do álbum “Dois” (2010). Exagero lançar um DVD logo agora? Ainda mais repetindo as mesmas músicas dos três trabalhos anteriores (a única exceção é “Um leão está solto nas ruas”, de Rossini Pinto, e que foi sucesso na voz de Roberto Carlos, na época da Jovem Guarda)? Pode parecer que sim, mas não é o caso. Em “Dois é show”, Partimpim vai muito além dos registros anteriores, dando muito mais peso a canções como “Baile Particumdum” (da própria e de Dé Palmeira), que virou um legítimo frevo sensacional. Ou então em “Lig-lig-lig-lé” (Oswaldo Barbosa / Paulo Barbosa), muito mais encorpada que nas duas gravações anteriores. A cenografia do espetáculo merece um comentário a parte. Em um palco decorado cheio de brinquedinhos e instrumentos fofos, Adriana Partimpim se transforma em robô, em bailarina (com uma saia de guarda-chuva bem original, durante “Ciranda de bailarina”, de Chico Buarque e Edu Lobo) e ainda vai embora voando do palco, no melhor estilo Michael Jackson – a comparação foi inevitável, perdoem-me. Não dá nem para notar a ausência do sucesso “Fico assim sem você”, que está apenas nos extras do DVD, fora, portanto, do roteiro original do show. A Samba Filmes, como de costume, foi primorosa na edição do vídeo, com tomadas de imagens de muito bom gosto. E a banda que acompanha Partimpim... Moreno Veloso, Davi Moraes, Alberto Continentino, Rafael Rocha e Domenico Lancellotti dispensam maiores apresentações. Taí, essa menina Partimpim tem futuro.

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“Songs from the road” – Leonard Cohen
Leonard Cohen é daquele tipo de artista genial que não se coça muito para gravar material novo. Quando precisa de uma graninha, sai em turnê com shows que beiram as três horas de duração, canta todos os seus sucessos, e lota as casas de espetáculo e estádios pelos quais passa. Em 2008, ele lançou o CD duplo e DVD “Live in London”, com a íntegra de uma dessas apresentações, na O2 Arena. Cohen deleita a plateia com um punhado de clássicos do nível de “Hallelujah”, “Suzanne”, “I’m your man”, “Sisters of mercy”, “So long, Marianne” etc. etc. etc. Agora é a vez de “Songs from the road”, CD/DVD/BD só lançados lá fora até agora, e que apresentam doze canções apresentadas na mesma turnê. Algumas se repetem no “Live in London”, como “Closing time” e “Bird on the wire”. As execuções das mesmas também é praticamente a mesma nos dois discos. Então, qual a diferença? A principal mesmo é o fato de ser Leonard Cohen. Se isso não for o bastante para você, junte o fato de cada música ter sido gravada em um local diferente, de Israel à Finlândia, passando pela Suécia, Alemanha e Estados Unidos, na já mítica apresentação de Leonard Cohen no Coachella Musica Festival de 2008 (sinta no vídeo a arrepiante interpretação para “Hallelujah”). Acresça a isso as músicas que não fizeram parte de “Live in London”, como “Famous blue raincoat”, “Avalanche”, “The partisan” e uma versão animal de “Waiting for the miracle”. Você continua achando que não vale dar uma olhadinha em “Songs from the road”?

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“Vida da minha vida” – Zeca Pagodinho
Pode ter certeza que, daqui a muitos e muitos anos, quando alguém for eleger o top 5 de Zeca Pagodinho, o álbum “Vida da minha vida” fará parte dele. Desde o estouro do sambista com “Verdade”, lá no finalzinho da década de 90, sinto que os seus álbuns são gravados de forma industrial, seguindo certas fórmulas de mercado que já estavam cansando (com exceção do ótimo “Acústico MTV 2 – Gafieira”, de 2006). “Vida da minha vida” é diferente, como um álbum de samba dos velhos tempos. A voz de Zeca está muito mais bonita (a vida de avô, pelo jeito, tem lhe feito bem), e até mesmo a ideia de gravar um sambão antigo de Gilson (“Poxa”) caiu muito bem. O que poderia sugerir oportunismo acaba se transformando em pura sinceridade nos versos “Poxa / Como foi bacana te encontrar de novo”. “Vida da minha vida”, certamente, apresenta a melhor seleção de sambas já gravados por Zeca Pagodinho. “Hoje sei que te amo”, de Nelson Rufino, é daquele tipo de samba que já nasce clássico: “Vem matar a saudade que está me matando / Ameniza, por Deus, esse meu padecer / Foi preciso perder pra saber que eu te amo / Saber que eu não posso viver sem você”. Letra simplesinha, né? Mas ouça só a música. “Encanto de paisagem” (de Nelson Sargento, e com participação do mesmo) faz uma ode aos morros, e “Quem passa vai parar” (uma espécie da sambossa) conta com a voz de Alcione. Destaque também para “Um real de amor”, de Fagner e Brandão, e que já havia sido gravada pelo cantor cearense junto com Zeca Baleiro, no projeto conjunto dos dois, em 2003. Zeca deu nova vida à canção, que, diga-se de passagem, ficou bem melhor na sua voz. E mesmo apelando para aquele tipo de personagem fanfarrão que sempre aparece em seus discos (agora é a vez de “O garanhão” e de “O puxa-saco”), a peteca não cai em “Vida da minha vida”. “Poxa / Como foi bacana te encontrar de novo...”

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Em seguida, “Bolsa de grife”, a melhor faixa de “Bicicletas, bolos e outras alegrias”, de Vanessa da Mata:

9 de out. de 2008

CD: “UMA PROVA DE AMOR” (ZECA PAGODINHO) – AGORA SIM É À VERA

Até para Zeca Pagodinho, tudo tem o seu preço. Desde que virou um fenômeno nacional, o sambista teve que, de certo modo, se curvar a um estilo que, embora não pareça, ficou bem distante dos tempos que gravava álbuns como “Jeito Moleque” (1988) e “Samba Pras Moças” (1995). O motivo era óbvio: com o estouro de “Verdade”, lá no finalzinho dos anos 90, Zeca – ou melhor, sua gravadora – se deu conta de que não cantava apenas para o povão. Agora a história era outra: o motorista podia colocar tranqüilamente o CD do Zeca Pagodinho no automóvel do patrão executivo, que todo mundo ia trabalhar feliz.

Assim, especialmente a partir do lançamento do primeiro “Acústico MTV” (2003), logo após a explosão do hino “Deixa a Vida Me Levar”, Zeca Pagodinho começou a gravar discos com roupagens elitizadas, cercado por orquestras de cordas e usando até mesmo figurinos que nada tinham a ver com ele. Até no CD de estúdio “À Vera” (2005), longe do requinte brega dos acústicos da MTV, Zeca Pagodinho esqueceu de “tirar o terno” e, ainda impregnado pelo formalismo do “Acústico”, gravou um álbum burocrático, que teve reflexo em um número de vendas bem aquém do que estava acostumado. Pelo jeito, o patrão não se empolgou com as músicas novas do fenômeno Zeca, e o povão também não entendeu o novo estilo do antigo Zeca.

Enfim, nada que mais um “Acústico MTV” não resolvesse. Com uma bem-vinda idéia de gravar apenas sambas de gafieira, Zeca Pagodinho se redimiu com todos os seus fãs. Nada mais merecido, afinal de contas “Acústico MTV – Gafieira” é um dos melhores álbuns que levam o selo da emissora ‘teen’.

Em seu novo trabalho, “Uma Prova de Amor”, Zeca Pagodinho pega o que de melhor gravou na Gafieira, bem como retornou às suas origens, com sambas mais descontraídos, arranjos (na maioria das vezes) bem mais simples e ótimas letras. O resultado é animador: “Uma Prova de Amor” é um dos melhores títulos da discografia do sambista de Xerém. Esse disco sim que deveria se chamar “À Vera”...

Infelizmente a primeira faixa do CD, logo a que leva o nome do disco (e também o primeiro single), é uma verdadeira bola fora – verdade seja dita, a única do CD inteiro. Apesar da assinatura de Nelson Rufino e Toninho Geraes, o arranjo burocrático, cheio de cordas opacas (bem diferente do “Acústico MTV – Gafieira”), e a letra previsível demais, a canção dá uma idéia errada do álbum ao ouvinte.

Mas, a partir de “Não Há Mais Jeito”, as coisas se encontram e a descontração, que é o grande diferencial desse trabalho, começa a reinar. Também, com a participação da Velha Guarda da Portela e letra de Monarco e Mauro Diniz, não tinha muito como dar errado. “Se Eu Pedir Pra Você Cantar”, parceria com Arlindo Cruz, segue o mesmo estilo. Notável a alegria de Zeca Pagodinho ao cantá-la. Outra parceria dos dois, “Sempre Atrapalhado”, no entanto, não possui o mesmo brilho da anterior. A Velha Guarda volta a participar em um medley com três sambas de quadra da escola de Madureira: “Falsas Juras”, “Pecadora” e “Manhã Brasileira”. Sem dúvidas, um dos melhores momentos de “Uma Prova de Amor”, assim como “Sujeito Pacato”, não por acaso uma parceria de Serginho Meriti e Claudinho Guimarães.

Mas a melhor letra de “Uma Prova de Amor” é a de “Então Leva”, de Bira da Vila e Luiz Carlos da Vila. A letra, uma espécie de “Trocando Em Miúdos” (Chico Buarque / Francis Hime) repaginada, é uma das mais divertidas (e tristes) da nova safra: “Leva o Van Gogh e o buldogue de raça que eu criei / E a medalha que um jogo de malha nos aproximou / Leva o aparelho de jantar e a baixela de prata / E o retrato daquela mulata que o Lan desenhou”.

Nesse novo álbum, como não poderia deixar de ser, Zeca Pagodinho dá continuidade ao ótimo trabalho feito no álbum anterior. Assim, canções como “Normas da Casa” e “Que Alegria” poderiam estar, tranqüilamente, no “Acústico MTV – Gafieira”. A primeira tem uma letra hilária no estilo de “O Pai Coruja”, que, aliás, é do mesmo compositor, Zé Roberto. (“Babou! Chegaram bem na hora que eu ia almoçar / Que horror! Quando eu falei ‘servido’, um já estava em meu lugar / Sujou! Comeram e beberam quase tudo”). Já a segunda, da autoria de Roberto Lopes, Alamir e Zé Roberto tem a melodia chupada de “Exaustino”, também de Roberto Lopes, e presente no disco anterior. “Terreiro em Acari” e “Sincopado Ensaboado” também remetem ao clima de gafieira.

“Esta Melodia”, um samba clássico de Jamelão e Babu, já gravado por Marisa Monte, ganha uma versão revigorada e respeitosa (sem ser burocrática) de Zeca Pagodinho. E o sambão “Pra Ninguém Mais Chorar”, de Dudu Nobre, Almir Guineto e Fred Camacho, apesar de não ter o peso do anterior, também desce muito bem.

Em “Uma Prova de Amor”, Zeca Pagodinho recebe dois convidados especiais (além da Velha Guarda da Portela). “Ogum” conta com os vocais de Jorge Benjor. Vale pela curiosidade de ouvir os dois juntos, mas fato é que a faixa, com o seu arranjo muito sisudo, acabou quebrando um pouco o bom ritmo do álbum. Por sua vez, “Sambou... Sambou”, com participação de João Donato, mostra um casamento perfeito entre o samba e o jazz. A química entre os dois chega a impressionar, e a banda de apoio, formada por Luiz Alves, Robertinho Silva, Sidinho e “Galeto”, dá um show de musicalidade.

Mesmo show que Zeca Pagodinho apresenta nesse “Uma Prova de Amor”. Vamos esperar agora que o artista tenha a oportunidade de dar continuidade ao seu trabalho, e não seja obrigado a gravar um “Acústico MTV 3”.

Abaixo, a canção “Uma Prova de Amor”.

Cotação: ****

13 de set. de 2008

ZECA PAGODINHO ANUNCIA DETALHES DE NOVO DISCO

O novo álbum do sambista se chamará “Uma Prova de Amor”, e será lançado na última semana de setembro, confirmou a gravadora Universal Music. O disco terá 16 faixas, incluindo “Sambou... Sambou”, um dueto com João Donato (e que estará presente no próximo disco do pianista, a ser lançado em janeiro de 2009), que é anunciada pela gravadora como ‘faixa bônus’.

“Uma Prova de Amor” traz canções compostas por Toninho Geraes, Nelson Rufino, Arlindo Cruz, Monarco, Mauro Diniz, Dudu Nobre, Almir Guineto, Serginho Meriti, Luiz Carlos da Vila, além do próprio Zeca Pagodinho.

Jorge Ben Jor participa da faixa “Ogum”, e a Velha Guarda da Portela comparece com o medley que une “Falsas Juras”, “Pecadora” e “Manhã Brasileira”. O álbum conta com a produção de Rildo Hora.

As faixas que farão parte de “Uma Prova de Amor” são as seguintes:
1) “Uma Prova de Amor”
2) “Não Há Mais Jeito”
3) “Normas da Casa”
4) “Se Eu Pedir Pra Você Cantar”
5) “Falsas Juras / Pecadora / Manhã Brasileira”
6) “Esta Melodia”
7) “Que Alegria”
8) “Eta Povo Pra Lutar”
9) “Ogum”
10) “Terreiro em Acari”
11) “Sincopado Ensaboado”
12) “Sujeito Pacato”
13) “Então Leva”
14) “Pra Ninguém Mais Chorar”
15) “Sempre Atrapalhado”
16) “Sambou... Sambou”

26 de ago. de 2008

RÁPIDAS – ZECA PAGODINHO, FREJAT, IVETE SANGALO, MARIA RITA, MUDHONEY, OASIS, BEATLES

Na última 6ª feira, Zeca Pagodinho finalizou as gravações de seu novo trabalho. Segundo a assessoria de imprensa do sambista, haverá 13 composições inéditas no álbum (ainda sem título), que deve sair no final de setembro. Até o final do ano, Zeca Pagodinho iniciará uma turnê nacional, que deve começar pelo Rio de Janeiro.

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Também para setembro está agendado o terceiro disco solo de Frejat, que vai se chamar “Intimidade Entre Estranhos”. Dentre os parceiros de Frejat nas composições novas estão Leoni, Zé Ramalho, Zeca Baleiro, Alvin L., Maurício Barros (que também é produtor do álbum), Bruno Levinson, e outros. “Dois Lados”, canção que já toca na novela “Beleza Pura”, estará presente no CD.

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Ivete Sangalo encontra-se em estúdio preparando novo CD e DVD, com previsão de lançamento para o início do ano que vem. As gravações acontecem dentro de sua casa. O nome do pacote será “Pode Entrar”, e contará com a participação de artistas como Gilberto Gil, Roberto Carlos, Alexandre Pires e Saulo Fernandes.

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O novo DVD de Maria Rita, com o registro do show “Samba Meu”, realizado no Rio de Janeiro em junho, sairá em setembro. O vídeo foi dirigido por Hugo Prata, da Zulu Filmes. O show de lançamento do DVD acontecerá no dia 27 de setembro no Vivo Rio, mesma casa de shows onde foi gravado o DVD. Os ingressos já estão à venda.

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O Mudhoney retorna ao Brasil para um show no festival Demo Sul, em Londrina. A banda grunge será a principal atração do evento, que contará também com a Nação Zumbi. Esta será a quarta vez que o Mudhoney vem ao país. O grupo já esteve por aqui em 2001, em 2005 (quando abriram para o Pearl Jam) e em 2007, no festival Porão do Rock, em Brasília. As datas do Demo Sul ainda não foram confirmadas pela produção do evento.

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O Oasis fechou três shows no México em novembro. No dia 26, a banda dos irmãos Gallagher tocam na Cidade do México, e nos dias 28 e 29 em Guadalajara e Monterrey, respectivamente. Muitos artistas têm o costume de passar pelo México antes de se apresentarem na América Latina. Portanto, é hora dos fãs brasileiros da banda inglesa cruzarem os dedos...

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O site da revista Time publicou diversas fotos dos Beatles bem no início de carreira, em Liverpool. Uma das fotos está logo aí abaixo. Quem quiser checar as outras (belas) fotos, basta clicar aqui.

15 de ago. de 2008

“UM BARZINHO, UM VIOLÃO” DE NOVELAS DOS ANOS 70 CHEGA ÀS LOJAS NA SEMANA QUE VEM

Depois de algum tempo sumido, o projeto “Um Barzinho, Um Violão” retorna com um CD duplo, vendido em dois volumes separados. Todas as 26 canções dos dois álbuns fizeram parte da trilha sonora de alguma novela da década de 70.

Alguns destaques ficam por conta de “Martim Cererê” (da novela “Bandeira 2”), na voz de Zeca Pagodinho, “Como vovó já dizia” (de “Ossos do Barão”), com Lobão, e “Pecado Capital”, faixa de abertura da novela homônima, na interpretação de Jorge Aragão. Já a versão de Caetano Veloso para o sucesso brega de Wando, “Moça”, tem tudo para se transformar em um grande hit na voz do cantor e compositor baiano.

Abaixo segue a relação de faixas dos dois CDs:
Vol. 1:
1) “Carinhoso” - Jessé Sadoc
2) “Pensando Nela” - Papas da Língua
3) “Sonhos” - Paula Toller
4) “Pecado Capital” - Jorge Aragão
5) “Paralelas” - Zélia Duncan
6) “Martin Cererê” - Zeca Pagodinho
7) “Pavão Mysteriozo” - Fernanda Takai
8) “Meu Pai Oxalá” – Moinho
9) “Teletema” - Luiza Possi
10) “Fascinação” - Jorge Vercillo
11) “Enrosca” - Celso Fonseca
12) “Coleção” - Maurício Manieri
13) “Como Vovó Já Dizia” - Lobão

Vol. 2:
1) “Moça” - Caetano Veloso
2) “Broto Legal” - Marjorie Estiano
3) “Pombo Correio” - Elba Ramalho
4) “Você Abusou” - Diogo Nogueira
5) “Eu Preciso Te Esquecer” - Marina Elali
6) “Capitão de Indústria” - Herbert Vianna
7) “Malandragem Dela” - Dudu Nobre
8) “Beijo Partido” - Pedro Mariano
9) “Nuvem Passageira” – Tunai
10) “Um Jeito Estúpido de Amar” - Isabella Taviani
11) “Meu Drama (Senhora Tentação)” – Casuarina
12) “Meu Mundo e Nada Mais” - Alex Cohen
13) “Filho da Bahia” - Margareth Menezes


30 de jul. de 2008

CD: “UMA NOITE... NOEL ROSA” (VÁRIOS ARTISTAS) – SEM ARRISCAR, NOEL GANHA UM TRIBUTO APENAS BUROCRÁTICO

Sem muito alarde, no ano passado comemorou-se 70 anos da morte de Noel Rosa, compositor que dispensa maiores comentários. A efeméride passou praticamente despercebida, mas no apagar das luzes de 2007, alguns dos melhores artistas de nossa música prestaram um tributo ao poeta da Vila. E é exatamente esse show que é imortalizado agora no CD “Uma Noite... Noel Rosa”, lançado pelo selo MP,B Discos, com distribuição da Universal Music. O DVD chega às lojas dentro de algumas semanas.

“Uma Noite... Noel Rosa” é aquele tipo de projeto que não tem erro. As composições de Noel são algumas das mais emblemáticas da Música Popular Brasileira. E juntando um time de bons intérpretes, a coisa não tem como sair dos trilhos. Assim, a MP,B já tinha uma canastra na mão ao juntar as canções eternas de Noel a cantores como Zeca Pagodinho, Ney Matogrosso e Roberta Sá. Mas fato é que, em muitas vezes, o disco soa um pouco burocrático e frio. Parece que os produtores ficaram com receio de fazer algo que fugisse um pouco da normalidade.

Por exemplo, em 1992, o saudoso produtor Almir Chediak lançou o songbook de Noel Rosa – um dos melhores do gênero, diga-se de passagem. Naquele álbum-tributo, João Bosco gravou “Gago Apaixonado”. Adivinha qual canção João Bosco gravou para “Uma Noite... Noel Rosa”? Exatamente a mesma. No songbook de Chediak, João Nogueira gravou, com a costumeira maestria, “Conversa de Botequim”. Em “Uma Noite... Noel Rosa”, seu filho, Diogo Nogueira, com um timbre muito parecido ao do pai, gravou a mesma canção. Ney Matogrosso, em seu antológico disco “À Flor Da Pele” (em parceria com o violonista Raphael Rabello) gravou “Último Desejo” e “Três Apitos”. Exatamente as duas canções foram repetidas em “Uma Noite... Noel Rosa”.

Essa sensação de ‘déjà vu’ não tira o brilho do projeto dirigido por João Mário Linhares e Ricardo Moreira, mas é inegável que o ouvinte, após uma rápida escutada no CD, vai pensar que algo poderia ser realmente melhor.

O grande destaque do disco é a cantora Roberta Sá. Com o seu estilo brejeiro, as canções de Noel Rosa caem como uma luva à sua agradável voz. A sua versão para “Pela Décima Vez” é o grande momento do show, superando em muito a impostada interpretação de Bethânia no songbook lançado há 16 anos. Roberta Sá também brilha em “O X Do Problema” e “Silêncio de Um Minuto”, sempre acompanhada pela ótima banda Anjos Da Lua, que participou de todas as canções do show.

Zé Renato é outro que se sai bem no clássico “Com Que Roupa” e, melhor ainda, na pouco conhecida “Rapaz Folgado”. Já Rodrigo Maranhão, apesar de grande compositor, não tem voz para segurar um “Feitiço Da Vila”, que já foi imortalizada por tantos monstros de nossa música. O mesmo acontece em “Pra Que Mentir?”, que acaba se transformando no pior momento do álbum. Já em “Palpite Infeliz”, Zé Renato faz um dueto com Maranhão e acaba segurando a onda.

Ney Matogrosso, apesar de não arriscar em canções diferentes do repertório de Noel, faz de “Três Apitos” outro grande momento de “Uma Noite... Noel Rosa”. Diferentemente da gravação feita no “À Flor Da Pele”, aqui Ney optou por algo mais leve e simples, que fica ainda mais bonito com a ótima intervenção do acordeonista Marcelo Caldi. A gravação ganhou muito com um arranjo que ficou mais próximo do universo de Noel Rosa – mais popular e menos clássico.

O encerramento com “Adeus / O Orvalho Vem Caindo / Até Amanhã” é outra bola dentro. Nessas canções, os instrumentistas dos Anjos Da Lua soltam a voz e, com muita descontração, misturando samba com choro, finalizam o projeto de modo muito interessante.

Completando o álbum, além de João Bosco, Zeca Pagodinho também gravou uma faixa em estúdio. “Fita Amarela” é uma bela música de Noel e que ganha muito com a característica interpretação ‘malandra’ do sambista carioca. O único senão é que a participação de Zeca Pagodinho vai dar mais munição para os críticos que vêm dizendo – não sem razão – que o sambista está se transformando em arroz de festa, com tantas participações em projetos coletivos desse gênero.

Cotação: ***1/2

21 de jul. de 2008

RÁPIDAS – URIAH HEEP, B.B. KING, SEPULTURA, ZECA PAGODINHO, BETH CARVALHO, MICHAEL JACKSON, ABBA, SLASH, FERGIE

A lendária banda britânica Uriah Heep vai realizar um show inusitado. No melhor estilo ‘Johnny Cash’, o Uriah Heep fará um show, na semana que vem, na prisão de Rottenburg, na Alemanha. O show terá uma hora de duração e servirá para divulgar o primeiro álbum da banda em dez anos, “Wake The Sleeper” (capa acima). Quinhentos prisioneiros assistirão ao espetáculo.

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B.B. King vai retornar às suas raízes do blues em seu próximo álbum. Produzido por T Bone Burnett, “One Kind Favor” chegará às lojas no dia 26 de agosto. A banda que acompanhou B.B. King na gravação conta com ninguém menos que Dr. John (piano), Jim Keltner (bateria) e Nathan East (baixo). Entre as faixas do disco, o clássico “Blues Before Sunrise”, de John Lee Hooker.

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A banda Sepultura se apresentou pela primeira vez em Cuba. O show, que aconteceu sábado passado em Havana, celebrou os 50 anos da Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro. No repertório do concerto, que foi gratuito, algumas músicas de seu próximo álbum, com previsão de lançamento para outubro. O show, que foi gravado, poderá ser aproveitado em um futuro DVD da banda.

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Nos próximos dias 28 e 29, acontecerá a gravação ao vivo do CD e DVD “Samba Social Clube”. Os shows acontecerão na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Entre os convidados, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Alcione, Dudu Nobre, João Bosco, Luiz Melodia e Roberta Sá. Com certeza, será mais um campeão de vendas.

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E por falar em campeão de vendas, Michael Jackson vai colocar mais uma coletânea no mercado. A diferença dessa compilação é que fãs de diversos países escolherão os 18 sucessos que entrarão nos álbuns. Haverá diferentes versões do disco, uma para cada país que participar da enquete. A data prevista para o lançamento de “King Of Pop” é 29 de agosto.

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A trilha sonora do filme “Mamma Mia”, exclusivamente formada por músicas do ABBA, alcançou o primeiro lugar da parada britânica de compilações. A última vez que uma trilha sonora de um filme chegou ao topo da parada de compilações foi em 2001, com “O Diário de Bridget Jones”. Na parada oficial de discos do Reino Unido, o disco “Gold”, coletânea da banda sueca lançada em 1992, chegou a 12ª posição.

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O guitarrista Slash, do Velvet Revolver, fez uma participação especial no show da cantora Fergie no último sábado, na Califórnia. O ex-integrante do Guns n’ Roses apareceu de surpresa e tocou o clássico “Sweet Child O’ Mine”, de sua ex-banda. O vídeo está logo aí abaixo.