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13 de jul. de 2011

O dia do rock (e do sertanejo!); INXS em Wembley; os 15 anos de “Rappa Mundi”; Moz e Grohl colocam fãs para correr; o Weezer dá uma de Roberto Carlos.



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Por favor, não estranhe. Hoje eu quis começar esse blog com música sertaneja. Mas música sertaneja de verdade. E ela tem o seu valor. O melhor exemplo é o vídeo acima, dos dois mestres do estilo, Pena Branca & Xavantinho. Hoje, 13 de julho, é o dia nacional dos cantores e compositores sertanejos. E eles merecem a nossa homenagem. Os sertanejos de verdade, repito. Não estou falando aqui de Luan Santana, Daniel e outras atrocidades, por favor.

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E, olha só, além do dia dos compositores sertanejos, hoje também é o dia mundial do rock. Isso porque foi no dia 13 de julho de 1985 que aconteceu o Live Aid, concerto beneficente organizado por Bob Geldof, em Londres e na Filadélfia, e que reuniu gente como Paul McCartney, Bob Dylan, Mick Jagger, U2, Queen e até mesmo uma reunião do Led Zeppelin.



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O show do Led Zeppelin foi tão tosco, que acabou ficando de fora da edição em DVD do Live Aid lançado uns vinte anos depois. Na falta de John Bonham, Phil Collins (?!?) tocou bateria com a banda. Não foi por culpa do Phil, mas, definitivamente, não ficou legal...



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Não é??

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Seis anos após o Live Aid, em 1991, o mesmo estádio de Wembley onde aconteceu o evento, viu uma das apresentações mais impactantes de sua história. O INXS estava lançando o álbum “X” (1990), e, àquela época, era considerada uma das bandas mais importantes do planeta, batendo de frente até mesmo com o todo-poderoso U2. A apresentação em Wembley foi lançada em VHS, LD e, depois, em DVD. Já o CD ao vivo “Live baby live” traz músicas gravadas em vários shows da turnê, inclusive o antológico que aconteceu no Rock in Rio II, em janeiro de 1991, no estádio do Maracanã.



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Voltando um pouco mais no tempo, hoje é dia de João Bosco soprar 65 velinhas. Ontem, entrou no ar a série “O astro”. E a música de abertura da novela original era interpretada por João Bosco. Lembra? Ou você nem era nascido??



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Cá pra nós, o João Bosco tem músicas melhores, não? Essa aqui, por exemplo...



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“Linha de passe” até me lembrou o meu programa predileto, que a ESPN Brasil transmite todas as noites de segunda. Eu não perco um. Tudo pode acontecer nessa mesa redonda... Quer ver??



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Há 15 anos, O Rappa lançava o seu álbum mais importante. “Rappa Mundi” vendeu que nem água (eu ganhei no amigo oculto do mesmo ano!). Não era para menos. Acho que umas cinco, seis músicas fizeram muito sucesso. Ou você não se lembra de “Miséria S/A”??



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E o nosso Morrissey, hein?? Ele tá sempre por aqui, né? Se lembra, faz umas duas semanas, quando ele fez um show com uma camisa que mandava um site de fãs para aquele lugar? Pois é... O dono do site, David Tseng, foi expulso pelos seguranças de Morrissey, durante um show em Copenhagen, Dinamarca, na segunda passada. Segundo Tseng, os seguranças não deram maiores explicações. O fã reclamou o dinheiro do ingresso perante à Live Nation, empresa organizadora da turnê do ex-Smith, mas ela teria informado que Tseng deveria reclamar com o próprio Morrissey.

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Coisa feia né, Moz??

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Coisa feia foi também o que um fã fez anteontem em um show do Foo Fighters em Londres. Eu escrevi ontem que Dave Grohl não fez por menos, xingou o cara e o expulsou da casa de shows. Consegui encontrar o vídeo hoje...



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(Esse é o típico caso de vergonha alheia...)

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Um cruzeiro com o Weezer??



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Sabe o que isso me lembra???



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E saiu uma musiquinha nova do The Drums! Eu sei lá... Às vezes curto, às vezes não... Vamos ver até onde vai chegar esse conjunto. O primeiro disco até que é bom. Mas não é tudo isso que andaram dizendo não... “Portamento”, o segundo álbum, sai no dia 12 de setembro.



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Ah, a capa do disco tá aqui:


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Não poderia encerrar o dia de forma melhor:

11 de jul. de 2010

Resenhando: Ozzy Osbourne, O Rappa, Foals, Skank, The Police

“Scream” – Ozzy Osbourne
Bom, o que esperar de um novo álbum de Ozzy Osbourne? Hum, acho que nada de muito diferente, certo? Certo. “Scream”, primeiro álbum de inéditas do ex-Black Sabbath em três anos, traz aquele mais do mesmo a que os fãs estão mais do que acostumados a ouvir. Ou, como disse o crítico Antonio Carlos Miguel, de O Globo, “óbvzzzyo” demais. Mas, vamos por partes. Apesar da repetição dos velhos clichês (criados pelo próprio Ozzy e pela sua antiga banda), “Scream” é o melhor álbum da carreira do cantor desde “No more tears” (1991). Ele é encorpado, tem um som poderoso e conta com ótimas canções. Bem diferente dos, de certa forma, anêmicos “Down to Earth” (2001) e “Black rain” (2007). Por exemplo, a música de trabalho, “Let me hear you scream” traz um Ozzy em ótima forma. (Dá até para imaginar a loucura que será essa canção em seus shows.) E “Scream” não para por aí. “Life won’t wait”, no melhor estilo “Mama I’m coming home”, é uma das melhores baladas de Ozzy. E “Soul sucker” é uma pedrada que faz lembrar os melhores momentos do Black Sabbath. A cavernosa “Latimer’s mercy” é outro bom momento, assim como “I want it more”, na qual se destaca a poderosa guitarra de Gus G., capaz de deixar os fãs de Ozzy com um pouco menos de saudade de Zakk Wylde.

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“Ao vivo” – O Rappa
Uma das bandas que mais enche os seus shows Brasil afora, O Rappa não dá mole e coloca na loja CD e DVD com o registro de sua última turnê, quando divulgou o mediano álbum “7 vezes” (2008). Os shows d'O Rappa passam perto da catarse coletiva em alguns momentos, e isso ficou muito bem registrado no CD (dois volumes simples ou um duplo) e especialmente no DVD, filmado na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, e dirigido por Heron Domingues. O público canta todas as músicas, inclusive as mais novas, e não para de pular. Poucas bandas conseguem isso no Brasil. Por isso que o lançamento de um trabalho ao vivo d'O Rappa não pode ser chamado de caça-níqueis, mas um presente para os fãs. Até mesmo porque, tirando o “Acústico MTV” (2005), em 17 anos de carreira, O Rappa só havia lançado um CD ao vivo, “Instinto coletivo” (2001). Nesse “Ao vivo”, a banda de Marcelo Falcão dá uma geral na carreira com músicas de todos os álbuns da banda, além das novidades de “7 vezes”. O repertório é bem balanceado, e o show resulta explosivo do início ao fim. E você ainda pode ver que os fãs d'O Rappa cantam músicas como “Meu mundo é o barro” e “Hóstia”, tão alto quanto “Minha alma (A paz que eu não quero)”, “Pescador de ilusões”, “Me deixa” e “Hei Joe”. E a versão da (quase) imbatível “Lado B lado A” ainda consegue ser melhor do que a do álbum original, lançado em 1999.

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“Total life forever” – Foals
Se eu tivesse uma banda, acho que teria pesadelos com a “síndrome do segundo álbum”. Imagina: você compôs um bando de música durante uns quatro anos, escolhe as melhores, grava o primeiro álbum, ele é bem elogiado, começa a turnê, não há mais tempo para nada e, quando você vai ver, tem que entrar em estúdio para entregar um novo álbum à gravadora. Tenso, não? A banda Foals passou por isso agora. O seu primeiro álbum, “Antidotes” (2008), foi bastante elogiado pela crítica, com um rock simples e direto que lembrava um pouco o Franz Ferdinand. Nesse segundo álbum ficou a impressão que a banda de Oxford quis correr atrás de uma sonoridade própria, até mais adulta. Se não soa tão vibrante quanto “Antidotes”, “Total life forever” tem a vantagem de apresentar uma banda, para o bem e para o mal, mais original. Para o bem, porque o Foals mostra algumas canções bem interessantes e que soam diferentes das outras bandas que surgem a rodo por aí. Exemplos? A viajante “This orient”, de longe a melhor do álbum, ou então a abertura com “Blue blood”, melodicamente rica, e com uma guitarra esperta de Yannis Philippakis, ou ainda “After glow”, cheia de variações rítmicas, que mostram que a banda amadureceu. Por outro lado, a banda peca em algumas canções que acabaram ficando, hum, talvez adultas demais. Nesse quesito entram “Spanish Sahara”, que beira à pretensão, e “Alabaster”, um tipo de música que poderia até estar em um álbum do Muse, mas não do Foals. Enfim, a banda passou no teste do segundo álbum. Mas terá que passar por outro no terceiro.

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“Calango – 15 anos” – Skank
Muito comum lá fora, edições comemorativas de álbuns históricos são algo raro aqui no Brasil. Aliás, raro não. Inexistente. Aproveitando os 15 anos (atrasado) do lançamento de “Calango” (1994), o Skank explora esse terreno até então inédito e coloca nas lojas uma edição especial do álbum que catapultou a banda mineira para o estrelato, com clássicos do rock brasileiro dos anos 90, como “Jackie Tequila”, “Esmola”, “Pacato cidadão” e “É proibido fumar”. Todas as músicas do álbum original aparecem remasterizadas nessa edição de aniversário, além de oito faixas raras, como as versões em espanhol para “Amolação” e “É proibido fumar”, remixes de “Te ver” e “A cerca”, e demos de “Estivador”, “O beijo e a reza”, “Jackie Tequila” e “Te ver”. No encarte, um ótimo texto do jornalista Ricardo Alexandre contextualiza o disco. “E a história do álbum ‘Calango’ é a história de como esses quatro amigos mineiros começaram um ano como um bem-sucedido grupinho de dance-hall de branco e o terminaram como um dos maiores fenômenos pop nacional de todos os tempos”, escreveu o jornalista. O resto é história. Tomara que outras bandas se animem a lançar CDs comemorativos de seus trabalhos mais importantes. É uma forma de vender disco e de agradar os fãs. Ao mesmo tempo.

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“In concert – Live at Tokyo Dome” – The Police
A gravadora Coqueiro Verde tem investido no lançamento de CDs/DVDs com shows de bandas como Pearl Jam, Duran Duran, Guns n' Roses e, agora, The Police. “In concert – Live at Tokyo Dome” traz uma apresentação da banda de Sting, Stewart Copeland e Andy Summers na capital japonesa, nos dias 13 e 14 de fevereiro de 2008, ou seja, dois meses após a turnê pela América do Sul, que passou pelo Rio de Janeiro e por Buenos Aires, onde, aliás, gravou o CD/DVD/BD “oficial” da turnê, “Certifiable”. Em tempos de internet, um lançamento como esse show em Tóquio teria que se justificar muito. E não é o caso. Os discos trazem o mesmo repertório do DVD “Certifiable”, com o diferencial de deixar de fora a última música do show, “Next to you”. Além do mais, o áudio (mixado apenas em 2.0) não está lá grande coisa. E a imagem, idem, com baixa resolução, que mais parece um show baixado na internet. Em suma, apesar de ser sempre agradável ouvir clássicos como “Message in a bottle”, “Can’t stand losing you”, “King of pain” e “Every little thing she does is magic”, “In concert – Live at Tokyo Dome” não se justifica nem para um colecionador. Melhor ficar com “Certifiable”, esse sim com imagem límpida, repertório completo e áudio estrondoso.

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Abaixo, um trecho de “Minha alma (A paz que eu não quero)”, extraída do DVD “Ao vivo”, d'O Rappa.

3 de jul. de 2010

Vince Clarke, Brian, Jim, Foo Fighters, Back To The Future, Rensenbrink, Vaselines, Rappa, Killers, Linkin Park, PVC & André Kfouri

O LIVRO DA SEMANA: Vocês sabem que estou em clima de Copa, então, estou aproveitando para ler algumas coisas de futebol, quando tenho algum tempo livre - ou durante algum jogo muito chato. E o livro do momento é "Os 100 melhores jogadores brasileiros de todos os tempos", de André Kfouri e Paulo Vinicius Coelho, e com prefácio escrito pelo grande José Trajano. O título já é auto-explicativo, ou seja, o livro apresenta perfis de cem grandes jogadores brasileiros, escolhidos através de votação na internet, em abril de 2009. Tem para todos os gostos: dos obrigatórios Zico, Ronaldo e Pelé aos menos conhecidos (dos mais novos) Canhoteiro, Evaristo, Julinho e Mengálvio. O que eu mais gostei do livro é a leveza dos seus textos. Cada jogador ocupa duas páginas (com direito a ótimas ilustrações de Fraga), e os textos do PVC e do André são concisos e fogem do teor enciclopédico chato. Ao mesmo tempo, eles são muito informativos. Só que, ao invés de amontoar um bando de números e anos, os autores optaram por contar pequenas histórias com alguns números no meio (até mesmo porque futebol sem número não dá). Ou seja, são textos gostosos de ler. Fico muito feliz com essa parceria da ESPN com a Ediouro. Tomara que outros livros saiam. Que tal um "Os 100 maiores jogadores estrangeiros de todos os tempos"? E que tal um livro escrito pelo José Trajano? Ih, aí acho que já seria pedir demais...

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O Linkin Park anunciou hoje que o seu novo single, "The catalyst", chegará às lojas no dia 02 de agosto. Já o álbum "A thousand suns" deve ser lançado em setembro. O último álbum da banda foi "Minutes to midnight" (2007). O Brasil será um dos primeiros países a ver o novo show do Linkin Park, no festival SWU Music and Arts, que acontecerá entre os dias 09 e 11 de outubro, em Itu, São Paulo.

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Acabo de ler no NME que o The Killers vai se reunir para fazer um show amanhã na Casa Branca, por conta das comemorações do dia da Independência dos Estados Unidos. A banda teria sido convidada pelo presidente Barack Obama e topou se reunir, independente do hiato, com os seus integrantes a frente de outros projetos. A apresentação será em homenagem aos militares norte-americanos. "Nós nunca poderíamos pagar os serviços e os sacrifícios dessas pessoas pelo nosso país. Fazer esse show para eles e seus familiares no dia do aniversário da América será um grande prazer", disse Brandon Flowers. O show será transmitido ao vivo pelo site da Casa Branca, mas não encontrei em lugar nenhum (nem no site, nem no NME e nem em nenhum outro site) o horário. Por isso, os fãs devem ficar atentos.

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A vencedora do sorteio do DVD "Ao vivo", d'O Rappa, é Izabela Freitas. Entrarei em contato por e-mail com a vencedora, e agradeço a todos os que participaram da promoção. Em breve farei sorteio de alguma outra coisa.

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Para os fãs de Philip Roth (eu! eu! eu!), uma entrevista simplesmente fantástica feita por Lucia Guimarães, do Estado de S. Paulo.

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UMA MÚSICA PRO FINAL DE SEMANA: "Jesus wants me for a sunbeam", The Vaselines.



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Os fãs do Foo Fighters podem tirar a poeira do primeiro CD da banda ("Foo Fighters"), que deve estar meio encostadão na prateleira e colocá-lo para rodar a todo volume. Isso porque, amanhã, vai fazer 15 anos que "Foo Fighters" chegou às lojas. E olha só a relação de faixas desse álbum: "This is a call" (abaixo), "I'll stick around", "Big me", "Alone + Easy target", "Good grief", "Floaty", "Weenie Beenie", "Oh, George", "For all the cows", "X-Static", "Wattershed" e "Exhausted". Começaram bem, né?



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E já que hoje foi dia de goleada na Copa do Mundo, lembro aqui que amanhã fará 90 anos da maior goleada da história do clássico Corinthians x Santos. Sabe quanto terminou o jogo? Onze a zero para o Corinthians! Imagina uma coisa dessas acontecer nos dias de hoje?

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Agora vamos partir para as comemorações de amanhã, dia 04 de julho, o dia da Independência dos Estados Unidos. E o que tem de bom, hein? Vamos continuar no futebol? Bom, quem lê esse blog sabe que eu estava torcendo para a Argentina nessa Copa. Mas, depois da goleada incontestável da Alemanha hoje, não dá nem para ficar triste. (Ainda mais se formos levar em consideração que essa mesma Alemanha despachou a seleção inglesa de goleada também.) Engraçado que em 1954 e em 1974, quando ganhou a Copa pelas primeiras duas vezes, a Alemanha nunca era a favorita. Em 1974, ganhou da favoritíssima Holanda, que contava com craques como Cruyff, Rensenbrink (logo aí embaixo), Kroll, Neeskens, Rep e de Jong. Em 54, para levantar a taça, teve que bater o timaço húngaro de Puskás, Czibor, Kocsis e Hidegkuti. E amanhã, dia 04 de julho de 2010, fará 56 anos que a Alemanha (à época, Ocidental) detonou essa seleção e foi campeã do mundo pela primeira vez, com craques como Turek, Liebrich, Morlock, Schäfer e Fritz Walter.



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Quem torceu para a seleção do Dunga não deve estar querendo ver nem uma laranja lima na frente. Mas hoje quero lembrar aqui do aniversário (63 anos) de um dos grandes craques da "Laranja Mecânica", geração 74/78: Rob Rensenbrink. Pela Holanda, ele foi vice-campeão nas duas Copas do Mundo e terceiro colocado na Eurocopa 1976. Nas Copas, marcou seis gols (um em 74 e cinco em 78), inclusive o de número mil das Copas, contra a Escócia, em 1978.



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Agora eu vou falar de cinema. E do filme que mais marcou a minha infância ever: "De volta para o futuro". Olha, vou dizer que perdi as contas de quantas vezes vi esse filme, especialmente o primeiro. Posso dizer que foi umas 30, e mesmo assim, estarei sendo modesto. Meu sonho era ser Marty McFly (Michael J. Fox) e ter um amigo que nem o Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd). Vou dizer que, quando revejo o primeiro filme, sempre fico arrepiado com aquela cena que o cientista se levanta após ser baleado. O dois também é muito legal, com a viagem para o futuro. Mal imaginávamos que aquele futuro, de fato, chegaria tão rapidamente. O três, no velho oeste, eu acho o mais caído, mas, mesmo assim, revendo-o uns três anos atrás, eu gostei bastante. Pena que não teve continuação. Se bem que, pensando melhor, ainda bem que não teve. Corria o risco de ficar chato e repetitivo. Ah, e antes que eu me esqueça, hoje faz 25 anos da estreia do primeiro "De volta para o futuro".



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Outro que foi lá pra cima no dia 03 de julho foi Jim Morrison, vocalista do The Doors. Jim morreu no dia 03/07/71 dentro da banheira de sua casa, em Paris. Ninguém tem certeza sobre os motivos da morte do cantor e compositor. Drogas? Assassinato? A única certeza é a falta que ele faz mesmo. Com o The Doors, compôs grandes clássicos e entrou para a história do rock. Assim como Brian Jones, Jim morreu aos 27 anos de idade.



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O dia 03 de julho ficou muito marcado para o rock, mas para um lado ruim. Duas das grandes lendas - lendas mesmo, sem exagero - do rock partiram dessa para melhor no dia 03 de julho. O primeiro foi Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones, que foi encontrado afogado na piscina de sua casa em 03/07/69. (Na mesma residência morou o escritor A. A. Milne, o criador do Ursinho Pooh.) Jones gravou com os Stones alguns dos grandes álbuns da banda entre 1964 e 69, como "Out of our heads" (65), "Aftermath" (66), "Beggar's banquet" (68) e "Let it bleed" (69). Nesse último, ele já não tinha mais condição de continuar na banda, por conta de seu vício em todo tipo de droga, e acabou substituído por Mick Taylor.



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E hoje tem um cara muito bacana fazendo 50 anos: Vince Clarke. Os fãs do Erasure e do Depeche Mode o conhecem muito bem. Clarke foi um dos fundadores do Depeche Mode, e compositor dos principais sucessos iniciais do conjunto, como "New life" e "Just can't get enough". Quando a banda começou a fazer sucesso, Clarke pulou fora e formou o Yazoo e, após, o The Assembly. Em 1985, finalmente, ao lado de Andy Bell, formou o Erasure, que fez muito sucesso no final da década de 80 e início de 90.



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Bom dia, povo! O que temos para o sabadão de sol além da derrota da Argentina, hein? Hoje, dia 03 de julho, é o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. Foi nesse mesmo dia, no ano de 1951, que foi aprovada a Lei nº 1.390, também conhcida como Lei Afonso Arinos, através da qual foi instituído o crime de racismo.

25 de jun. de 2010

Michael Jackson, Farrah, Simonal, JC Martins, Carly Simon, George Michael, Barriga, National, Courtney, Neil Young, Radiohead, Dead Weather, O Rappa

Vou sortear um DVD novo do Rappa, "Ao vivo", que saiu nessa semana. Para concorrer, bastar dizer porque você quer ganhar o DVD, no e-mail carneiro.luizfelipem@gmail.com . Só uma resposta por pessoa, ok? Dou o resultado no próximo sábado (dia 03/07), por volta das 17h, aqui no blog, e entro em contato com o ganhador por e-mail. Nem adianta ficar me perguntando pelo twitter, porque não tenho tempo de responder um a um.

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Lindíssimo o videoclipe de "Blue blood blues", do The Dead Weather, hein?



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Thom Yorke e seu colega de Radiohead, Johnny Greenwood, fizeram um show surpresa, tipo assim, de bobeira, no primeiro dia dessa edição de Glastonbury, que aconteceu hoje, na Inglaterra. O Gigwise deu que o pequeno set misturou canções do álbum solo de Yorke, "The eraser", além de algumas coisas do Radiohead, como a último música do show, "Street spirit (Fade out)". Ainda não achei vídeo nenhum na internet. Por que a gente não tem chance de ser feliz em um festival assim aqui no Brasil? Atualizando, encontrei o set-list completo: "The eraser", "Harrowdown hill", "Black swan", "Cymbal rush", "Weird fishes/Arpeggi", "Pyramid song", "Idioteque", "Karma police" e "Street spirit (Fade out)". Ainda fico devendo os vídeos.

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Se lembra daquela história que o João Gilberto estava no Facebook, que ainda teve um bando de boboca que acreditou? Pois é, quem está causando comoção com o Facebook nos Estados Unidos é Neil Young. A sua página sempre foi controlada por alguma outra pessoa, provavelmente alguém ligado à sua gravadora. Mas eis que na tarde de ontem, o próprio Neil mandou um recado para os seus fãs: "I have been thinking about adding vampire blues to my show but I would rather do it with a band. This is my first posting. Thanks for being there". Cinco horas depois, mais de seis mil pessoas já tinham "curtido" o comentário de Neil Young.

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Lady Gaga tem 9.124.095 seguidores no Facebook. Já Barack Obama está com 9.103.097 seguidores. Quem bate a marca dos dez milhões primeiro?

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Você compraria 250 cópias de um mesmo CD só para ajudar o seu ídolo? Christina Aguilera tem um fã assim.

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Axl Rose atrasa três horas os shows e não dá satisfação para os seus fãs. Courtney Love atrasou três horas um show em Boston, pediu desculpas e ainda explicou o motivo: "Fui visitar um ex-namorado em Harvard, onde ele é professor. Acabei de ser comida". A cantora retirou o que disse, minutos depois.

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O festival de Glastonbury começa hoje, e há um forte boato dando conta de que o guitarrista The Edge (U2) participará do show do Muse. O U2 teve que cancelar a sua apresentação no festival por causa do acidente com o vocalista Bono. O Gorillaz substituirá a banda nessa primeira noite.

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AINDA MICHAEL: Não teve para Beatles nem para Oasis. Michael Jackson foi o artista que mais vendeu disco no Reino Unido nos últimos 365 dias. Segundo a Official Charts Company, o cantor vendeu quatro milhões de álbuns e singles desde o dia 25 de junho de 2009, data de sua morte. O top 10 dos singles é o seguinte: 1) "Man in the mirror", 2) "Billie Jean", 3) "Thriller", 4) "Smooth criminal", 5) "Beat it", 6) "Dirty Diana", 7) "Black or white", "They don't care about us", 9) "You are not alone" e 10) "The way you make me feel".

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PARANOIA: Matt Berninger, vocalista do The National, tem uma cara meio de maluco, mas nem tanto... Mas olha só o que aconteceu: ele estava saindo de Tóquio para passar férias com a família no Hawaii. Mas a sua mala foi confiscada porque a polícia achou que tinha uma bomba dentro dela. "Eu comprei um relógio em Tóquio, no estilo 'MacGyver', um relógio com uma alarme, mas que parecia realmente com uma bomba", afirmou Berninger ao Spinner. No momento da confusão, ele estava sentado em uma cadeira especial de massagem. Até que o seu nome, além de ter sido chamado pelos alto-falantes, começou a ser piscado nos monitores do aeroporto de Honolulu. Resultado: o aeroporto foi evacuado e fechado por 45 minutos. Suspeito que nenhum outro artista tenha alcançado tamanha façanha.

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Quem é flamenguista não se esquece. E quem é tricolor carioca, muito menos. No dia 25 de junho de 1995, o Fluminense sagrou-se campeão carioca. Tudo bem, isso não diz muita coisa. Campeonato Carioca tem todo ano... Mas foi nesse dia que Renato Gaúcho fez aquele célebre gol de barriga, que deu a vitória ao Flu (3 x 2) aos 43 minutos do segundo tempo, e tirou o título que o Flamengo esperava comemorar em seu centenário. Nesse caso, o gol se tornou muito mais importante que o título.



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Olha, hoje não tenho nada para falar de Copa do Mundo. Mas tem algo parecido. No dia 25 de junho de 1988, a Holanda reeditava os seus tempos de "Laranja mecânica" de 1974, e faturava a Eurocopa. O jogo final foi contra a União Soviética, e a Holanda ganhou por dois a zero, gols de Ruud Gullit e Marco Van Basten. Se lembra deles? E esse time ainda tinha Ronald Koeman, Frank Rijkaard, Jan Wouters, Gerald Vanenburg... Ah, e o técnico era um tal de Rinus Michels. Não costumo torcer para a Holanda (apesar da linda camisa laranja), mas que está na hora de ela ganhar uma Copa do Mundo, ah, isso tá...



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Peço licença agora para falar um pouquinho de um dos meus cantores prediletos, e que faz 47 anos hoje. George Michael é um caso curioso. Tinha tudo para dar errado e ser esquecido. Surgiu nos anos 80, cantou baboseiras no Wham!, usava roupas e penteados pra lá de duvidosos, teve problemas com drogas e com a polícia, e ainda assumiu sua homossexualidade em tempos bem mais esquisitos do que hoje. No entanto, George Michael, depois do Wham!, só gravou álbuns de muito bom gosto, com canções sensacionais como "Father figure", "Freedom'90", "Spinning the wheel", "One more try", "Amazing", "Fantasy", entre outras dezenas. O seu último DVD/BD, "Live in London", foi um dos grandes lançamentos do ano passado. Pena que ele tenha anunciado a sua aposentadoria. Em um mundo infestado de futilidades descartáveis, um George Michael faz muita falta.



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Hoje também é dia de lembrar o aniversário de uma grande cantora norte-americana. Carly Simon completa 65 anos. Os seus grandes sucessos são: "That's the way I've always heard it should be", "Nobody does it better" (que foi canção-tema do filme "007 - O espião que me amava"), "Hurt", "Coming around again" e, principalmente, "You're so vain", gravada em 1972 e que, veja só, em sua versão original, contava com o backing vocal de ninguém menos que Mick Jagger.



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Também nesse dia 25 de junho, comemoramos o aniversário de um dos artistas brasileiros que mais traz orgulho ao país: João Carlos Martins. Pianista e maestro, ele é considerado um dos grandes intérpretes de Bach de todos os tempos. Um assalto violento na Bulgária fez com que ele perdesse os movimentos da mão direita. Por conta disso, teve que abandonar o piano, passando a se dedicar exclusivamente à regência. Mas, para nossa felicidade, de vez em quando, ele ainda acaricia as teclas de um piano, como no vídeo abaixo. João Carlos Martins completa 70 anos hoje. E merece aplausos de pé. (Por favor, não deixe de ver o vídeo abaixo. É o tipo de coisa que faz valer o nosso dia.)



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E no aniversário de um ano da morte de Michael Jackson, temos também os dez anos da morte de Wilson Simonal. Os dois têm muita coisa em comum. Vieram de baixo, eram negros, alcançaram uma fama sem limites e depois foram desprezados. Desprezados por motivos distintos: Michael porque se transformou em uma pessoa absolutamente estranha, e Simonal por conta de uma história até hoje não explicada. Mas, em comum, algo muito importante: o talento. Muito talento, aliás. Pode se preparar, porque, hoje, os sites de música vão falar a rodo de Michael Jackson. Tomara que abram o mesmo espaço para Simonal.



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Agora eu gostaria de tentar reparar uma injustiça. Imagina um artista que morre no mesmo dia que Michael Jackson? Pois é, foi o que aconteceu com a "pantera" Farrah Fawcett. Com a morte de Michael, Farrah ficou lá num cantinho de pé de página dos jornais. Paciência... Então, um ano depois, fica aqui a minha homenagem à gatíssima Farrah Fawcett, um dos grandes símbolos sexuais da década de 70.



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Esse texto logo abaixo eu escrevi há exatamente um ano. Pode parecer brincadeira, mas já tem um ano que Michael Jackson morreu. Acho que fiquei uns três dias seguidos sem parar de trabalhar, nem para dormir. Curioso pensar se Michael não tivesse morrido. Será que aquela temporada de shows em Londres aconteceria sem problemas? Será que ele agendaria uma turnê mundial como muito se especulava? Será que ele estaria com datas marcadas no Brasil? Pois é... Um ano depois, muitas questões permanecem. Por isso que ele faz toda essa falta que escrevi no texto abaixo.



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Eu e Michael, Michael e eu

Quando nem pensava em trabalhar com jornalismo musical, e um ídolo meu morria, eu pegava todos os CDs dele, ligava o som no máximo, abria uma caixa de cerveja e me trancava no quarto. Agora, as coisas mudaram um pouco. Michael Jackson morreu? Comece a apurar e escrever tudo o que encontrar pela frente. Se vira!
E foi mais ou menos isso o que aconteceu. Tirando a trilha sonora com "Thriller" e "Off The Wall" ao mesmo tempo em que rolava a CNN, não houve tempo para lamúrias. Mas houve tempo para que eu parasse dez minutos para pensar um pouco em Michael Jackson. A ideia era mandar "energias positivas" para um dos meus ídolos. Mas tudo o que consegui fazer foi lembrar as coisas que aconteceram em minha vida com Michael Jackson ao fundo. Por isso mesmo o (pretensioso) título desse texto! Perdoem-me.

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Nasci em 1979. "Thriller" saiu em 1982. Pois bem. Ganhei "Thriller" com três anos de idade. Eu me lembro bem do dia em que minha mãe chegou do Carrefour e disse que tinha uma surpresa para mim e para o meu irmão. Ela nos disse que deveríamos subir para a cobertura em que morávamos e que ela já ia chegar com a tal surpresa...
Esperamos uns 20 minutos e nada. "Acho que a mamãe está enrolando a gente", disse meu irmão com a sabedoria que somente os cinco anos de idade são capazes de proporcionar. Mas não estava não... Pouco tempo depois, lá estava a minha mãe com um bolachão embrulhadinho no papel do Carrefour. Abrimos e... "Thriller "! Só aquele encarte maravilhoso, que tinha uma foto linda de Michael Jackson enrolado em uma peçonhenta cobra já era o suficiente para impressionar dois moleques de 3 e 5 anos de idade.
Mas não foi somente a tal foto que nos impressionou. O disco de Jackson rodou, rodou , rodou até dizer chega. E quando vimos, eu e meu irmão já estávamos tentando dançar igual ao Michael Jackson!
Depois que descobrimos o disco, foi a vez de ficarmos viciados nos videoclipes. Confesso que morria de medo daquela risada sinistra ao final de "Thriller". E o vídeo? Nossa, ver Michael Jackson se transformar em lobisomem resultou em algumas noites de pesadelo. Mas tudo bem... Faz parte...

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Voltei a ouvir Michael Jackson com mais carinho em 1987. Nesse ano, ele lançou "Bad". E eu mesmo comprei o disco. Dessa vez foi no Freeway! "Bad" não se compara a "Thriller", mas provavelmente gastei mais horas com esse disco. Havia uma música que não conseguia parar de ouvir. Não entendia o inglês, mas a melodia me cativava. "Man In The Mirror" é a minha música predileta de Michael Jackson até hoje. A canção nem é das melhores do repertório de Michael Jackson, mas é aquela velha história: "o coração tem razões que a própria razão desconhece..."
Depois de "Bad", foi a vez de "Dangerous", que saiu em 1991. Não me esqueço que um querido amigo conseguiu importar o CD dos Estados Unidos antes de todo mundo. A galera se reuniu na casa dele e ficou a tarde inteira ouvindo o álbum. Gostei de cabo a rabo. Na época, a crítica já estava falando mal do disco. E eu não conseguia entender, pois, pelo menos na humilde opinião de um garoto de 12 anos de idade, o álbum era ótimo, com grandes canções como "Black Or White", "Remember The Time", "Will You Be There", "Give In To Me", "In The Closet", e, principalmente, "Heal The World".
E no dia em que o videoclipe de "Black Or White" estreou no Fantástico? Todo mundo parou para ver o tão prometido efeito especial. E, pelo menos para os padrões da época, era algo impressionante aqueles rostos mudando a cada segundo. Hoje, qualquer um faz isso no computador. Mas, naquela época, só uma pessoa no mundo fazia aquilo. E o nome dessa pessoa era Michael Jackson.
E aqui fica a lacuna crítica: não, não fui ao show de Michael Jackson em São Paulo.
E a "relação" com Michael Jackson seguiu com o lançamento dos álbuns "HIStory" - que meu pai comprou para mim em um passeio pela Gávea - e "Invincible". Discos menores, é verdade. Mas dignos.

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Depois que um grande artista morre, os jornalistas têm mania de escrever textos exaltando a sua vida e a sua obra. Quanto a sua vida pessoal, as suas manias, as suas cirurgias, prefiro não emitir opinião pessoal. Não tenho nada com a vida de Michael Jackson, e odeio que se intrometam na minha. Mas quanto a sua obra, acho que posso falar um pouquinho.
E a sua obra foi magnífica.
Muitos anos depois de ter o meu contato com "Thriller", fiz um curso de engenharia de áudio. Na primeira aula, o professor colocou uma música que, segundo ele, era um exemplo de como uma faixa deveria ser mixada. A canção era "Don't Stop 'Til You Get Enough", do álbum "Off The Wall". Não era nascido quando esse disco saiu, mas quase 30 anos depois, ele ainda era usado como exemplo. Poucos artistas são capazes de fazer algo desse tipo.
E um deles foi - e é, para sempre - Michael Jackson.
Tive três dias muito tristes na minha vida com perdas relacionadas à música. Freddie Mercury, Antonio Carlos Jobim e Renato Russo. Michael Jackson se junta a esse grupo.
Dia 25 de junho de 2009. Anotem bem essa data. Ela é tão importante quanto os dias 16 de agosto de 1977 e 08 de dezembro de 1980, datas em que Elvis Presley e John Lennon morreram, respectivamente. De repente, ela é até mais importante. O tempo dirá.
RIP MJ!

10 de jun. de 2010

Camões, João, Guinga, Judy, Bibi, Rômulo Arantes, Rappa, Strokes, Legião, Ozzy, Black Country Communion, Iron Maiden, Jeff Beck, The Vaselines

Uma das bandas prediletas de Kurt Cobain, os Vaselines estavam devendo um segundo álbum fazia tempo - o primeiro e único foi "Enter the Vaselines". A banda, formada em 1987, se separou em 1989. O conjunto se reuniu recentemente e acabou entrando em estúdio para gravar "Sex with an X", que chegará às lojas em 14 de setembro. O produtor, Jamie Watson, é o mesmo do primeiro álbum. As faixas de "Sex with an X" são as seguintes: "Ruined", "Sex with an X", "The devil inside me", "Such a fool", "Turning it on", "Overweight but over you", "Poison pen", "I hate the 80's", "Mouth to mouth", "Whitechapel", "My god's bigger than your god" e "Exit the Vaselines". "I hate the 80's" já pode ser baixada gratuitamente aqui.

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Les Paul foi homenageado na noite de ontem por um time de guitarristas para celebrar os seus 95 anos. O anfitrião Jeff Beck recebeu convidados no Iridium Jazz Club, onde Les Paul se apresentava todas as segundas até a sua morte, em agosto passado. Meat Loaf, Little Steven Van Zandt (da E Street Band), Zakk Wylde, Kirk Hammett (Metallica) e outros fizeram uma apresentação de mais de duas horas de duração. Canções como "Walking in the sand," "Sleepwalk", "Train kept A-Rollin", "Rock around the clock", "Shake, rattle and roll" e "The Peter Gunn theme" fizeram parte do repertório. O show foi filmado para um especial da PBS, bem como para um DVD, que será lançado ainda esse ano.

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O Iron Maiden iniciou ontem, em Dallas, nos Estados Unidos, a turnê de seu novo álbum, "The final frontier", que chegará às lojas em agosto. No repertório, como sempre, muitas canções do novo álbum, assim como sucessos. Mas duas coisas me surpreenderam nesse show: 1) o início, com a dobradinha "The wicker man" e "Ghost of the navigator", as duas primeiras faixas de "Brave new world" (2000), e que também abriam aquela turnê, que ganhou DVD registrado no Rock in Rio de 2001; 2) poucas músicas dos anos 80, que acabaram concentradas só no finalzinho do show. O repertório completo da estreia da turnê do Iron Maiden foi o seguinte: "The wicker man", "Ghost of the navigator", "Brighter than a thousand suns", "El Dorado", "Paschendale", "The reincarnation of Benjamin Breeg", "These colours don't run", "Blood brothers", "Wildest dreams", "No more lies", "Brave new world", "Fear of the dark", "Iron Maiden", "Number of the beast", "Hallowed be thy name" e "Running free". Abaixo, um vídeo amador da abertura da apresentação, com "The wicker man".



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Mais uma "superbanda" anunciou o lançamento de um álbum. Dessa vez foi o Black Country Communion, que tem entre seus integrantes Glenn Hughes (ex-Black Sabbath e ex-Deep Purple), Jason Bonham (filho de John Bonham, que tocou bateria no Led Zeppelin), Derek Sherinian (Dream Theater) e o guitarrista Joe Bonamassa. O álbum, produzido por Kevin Shirley, se chamará "Black country", e será lançado no dia 20 de setembro. A relação de faixas é a seguinte: "Black country", "One last soul", "The great divide", "Down again", "Beggarman", "Song of yesterday", "No time", "Medusa", "The revolution in me", "Stand (At the burning tree)", "Sista Jane" e "Too late for the sun". Para quem quiser conhcer um pouco da banda, segue abaixo o vídeo de "One last soul".



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"Não é por causa dos animais. Quer dizer, eu trabalhava em um matadouro... Eu só não consigo mais digerir carne." (Ozzy Osbourne, o ex-"devorador de morcegos" ao Spinner)

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Com um atraso de mais de uma década, a principal banda brasileira dos anos 80 ganha o seu site oficial. Parece que a relação entre Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá e os herdeiros do Renato Russo está mais traquila, a ponto de viabilizar o site http://www.legiaourbana.com.br/. Pelo que vi, a ideia é fazer um site interativo, com fãs postando vídeos caseiros com interpretações das músicas da Legião, além de mural de recados e notícias publicadas pela imprensa. Só senti falta de novidades a respeito da banda. Até hoje, a Legião Urbana tem apenas um DVD lançado, o "Acústico MTV", que não mostra a força da banda no palco. Quando é que os herdeiros e os dois ex-integrantes vão se entender e lançar o DVD com o show no Jockey? E o do Metropolitan? Será que eles não se tocaram que isso é importante para a história da banda? Renato Russo morreu 14 anos atrás. Apesar da sua força, a Legião precisa "se apresentar" às novas gerações. Uma comparação: os Smiths, volta e meia, lançam uma coletânea com alguma coisa diferente. Por que a Legião não faz isso? Há oito, sete anos, na hora da rodinha de violão no churrasco, não faltava "Faroeste caboclo", "Quase sem querer"... Hoje, não tem mais Legião. Por quê? Porque o tempo passou, as pessoas creseceram, e a Legião ficou adormecida. Sem site, sem gravações novas nas lojas, sem os ex-integrantes aparecerem... Bom, acho que a ideia do site é um ótimo começo. Mas fica a torcida para que não termine por aí. Por favor, não deixem a Legião Urbana morrer.

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E depois de quatro anos, os Strokes realmente voltaram aos palcos ontem, em Londres. Os ingressos estavam sendo vendidos na porta por 50 vezes o valor de bilheteria. Dizem que até Chris Martin, do Coldplay, foi conferir a apresentação dos Strokes, cujo repertório foi esse aqui: "New York City cops", "The modern age", "Hard to explain", "Repitilla", "Whatever happened", "You only live once", "Soma", "Vision of division", "I can't win", "Is this it", "Someday", "Red light", "Last nite", "Under control", "12:51", "Juicebox", "Heart in a cage" e "Take it or leave it". E o melhor vídeo que encontrei no YouTube foi o de "Juicebox".



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"Ao vivo", novo DVD da banda O Rappa, chegará às lojas até o final do mês. Filmado na favela da Rocinha, o show foi registrado por oito câmeras, e "ângulos inacreditáveis da maior comunidade do país, sonorizado com uma qualidade impecável", segundo o release. As faixas presentes são as seguintes: "Meu mundo é o barro", "Reza vela", "Lado B lado A", "Hóstia", "Homem amarelo", "Mar de gente", "Documento", "Minha alma - A paz que eu não quero", "Monstro invisível", "Hei Joe", "Maneiras", "Tribunal de rua", "Linha vermelha", "Meu santo tá cansado", "O que sobrou do céu", "Rodo cotidiano", "Todo camburão tem um pouco de navio negreiro", "7 vezes", "O salto", "Vapor barato", "Súplica cearense", "Me deixa", "Pescador de ilusões" e "Ilê Ayê - Que bloco é esse". "Ao vivo" também será lançado em CD - duplo ou dois volumes vendidos separadamente.

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E, por incrível que possa parecer, hoje já faz 10 anos que o ator Rômulo Arantes sofreu o acidente de ultraleve que o vitimou aos 43 anos de idade. Nadador profissional, Rômulo participou de novelas importantes como "Perigosas peruas", "Riacho doce", "Pantanal", "Sassaricando", "A gata comeu", "Vereda tropical" (na qual fazia exatamente o papel de um professor de natação) e "Brilhante". O seu último trabalho na televisão foi o programa "Zorra total".



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Agora eu vou falar da segunda diva que nasceu no dia 10 de junho de 1922. Abigail Izquierdo Ferreira, ou simplesmente, Bibi Ferreira. Filha do ator Procópio Ferreira, Bibi nasceu em Salvador, e fez a sua estreia (dizem) aos 24 dias de vida, substituindo uma boneca em uma peça. No decorrer de sua carreira, atuou e dirigiu peças e musicais importantes, como "Minha querida dama" (versão de "My fair lady"), "Gota d'Água", "Brasileiro, profissão: esperança", "Roque santeiro" e "Bibi canta Piaf".



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Hum, agora eu quero falar de duas divas que fazem aniversário no dia 10 de junho. Mas, olha, duas divas mesmo! E o mais curioso é que elas nasceram no mesmo dia: 10 de junho de 1922. A primeira é Judy Garland, a atriz que fazia esse moleque aqui babar na tela da televisão vendo "O mágico de Oz". Eu me lembro de um dia (tinha tipo uns 5 anos de idade) que fiquei uma tarde de sábado inteira vendo "O mágico de oz". Foram quatro vezes e meia. Eu não sabia que, no videocassete, você podia apertar o stop e depois o rewind para voltar mais rápido. Então, o que eu fazia? Colocava o rewind no dedo mesmo, durante uns 10, 15 minutos. Conclusão, um dedinho inchado e cheio de pus no sábado à noite. Mas com a maravilha logo abaixo sem sair da cabeça. Ah, e se você quiser conhecer bem a obra da Judy, mas não tem muito saco para essas interpretações antigas, coloque para rodar o DVD "Rufus! Rufus! Rufus! does Judy! Judy! Judy!", lançado por Rufus Wainwright, em 2007.



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Se tem alguém que deve ter muito orgulho de ter nascido no mesmo dia de João Gilberto, esse alguém é Guinga. Um dos maiores violonistas do país, ele completa 60 anos hoje. Os principais parceiros de Guinga são Paulo César Pinheiro e Aldir Blanc, e ele também compôs a bela "Você, você", com Chico Buarque. Mas, para mim, o seu nome está ligado mesmo ao fabuloso álbum "Catavento e girassol", que Leila Pinheiro gravou com 14 composições suas. Parabéns ao grande violonista - e dentista!



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Mesmo sem querer, o cara, volta e meia, está na mídia. E recentemente, com a ótima entrevista publicada pela Veja Rio, ele está sob os holofotes de novo. Passou mal com a comida de um restaurante japonês, não conhece Lady Gaga, está desiludido com o Brasil, quer gravar um DVD em um templo japonês... Pronto, cada suspiro virou manchete. E hoje, João Gilberto completa 79 anos. Mesmo arredio (como sempre), João continua dando os seus shows por aí - tem três marcados nos Estados Unidos nesse mês. E que ele volte logo para repetir no Brasil aquelas noites históricas no Teatro Ibirapuera e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2008. Salve João!



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"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?"

Não, hoje a homenagem não vai para a Legião Urbana (apesar de ela até merecê-la também como escreverei mais tarde). O poema acima, que foi musicado pela Legião em "Monte Castelo", é de Luís de Camões. O poeta português morreu faz exatos 470 anos. E, não por acaso, 10 de junho é o dia da Língua Portuguesa. E nessa matéria, como diz aquela velha canção portuguesa: "Só passa quem souber / E aprende-se a dizer saudade".

31 de mai. de 2010

Nina Hagen, Falcão, Clint Eastwood, Brooke Shields, Nanini, MIA, Liam, #4, U2, Rock in Rio Lisboa, Korn

A quem interessar possa, segue abaixo, quentinho, o novo videoclipe do Korn, "Oildale (Leave me alone)". A faixa será o primeiro single de "Korn III: Remember who you are", que sai na segunda semana de julho, lá fora.



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Para saber tudo o que aconteceu no Rock in Rio Lisboa nos dois últimos finais de semana.

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Estava vendo no site http://www.hot100brasil.com/ a lista dos álbuns mais vendidos do país nessa última semana. É assustador. A que ponto os consumidores de discos, em um país com música tão boa, chegaram. Sente só o drama: 1) "Emoções sertanejas" (Roberto Carlos & Amigos); 2) "Duetos" (Ivete Sangalo); 3) "Manuscrito" (Sandy); 4) "My worlds" (Justin Bieber); 5) "Double Face" (Zezé Di Camargo & Luciano); 6) "Tudo tem um porquê" (Guilherme & Santiago). Na sétima posição, aparece o Gorillaz e seu "Plastic beach". Ser artista no Brasil (e ter que competir) com tudo isso que aparece nas primeiras posíções é coisa para gente muito corajosa.

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A turnê norte-americana foi toda cancelada, mas o DVD/BD "U2360° at the Rose Bowl" sai mesmo no dia 03/06 - aqui no Brasil, a previsão de chegada às lojas é para o dia 08/06. Para esquentar, o U2 liberou "City of blinding lights", que mostra toda a megalomania da turnê. O vídeo pode ser visto aqui.

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Não sei se vocês repararam, mas toda semana a imprensa gringa anuncia a formação de um "supergrupo". Chickenfoot, Them Crooked Vultures, Hail!, Tired Pony... São bandas bacanas, é verdade. Mas hoje, lendo o jornal "O Globo", eu vi o primeiro "supergrupo" de verdade. O nome dele é #4, e saca só a sua formação: Liminha (baixo), Jaques Morelenbaum (violoncelo), Marcos Suzano (percussão) e Toninho Horta (guitarra). E aí? Tem comparação? O conjunto está gravando um CD (intitulado "Japa") ao vivo no estúdio Nas Nuvens, no Jardim Botânico, para um selo japonês - alô Biscoito Fino, que tal lançar esse CD aqui no Brasil? Tem uma matéria bem bacana sobre esse supergurpo na capa do "Segundo Caderno" de hoje. Vale a pena dar uma conferida.

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DEU NO NEW YORK TIMES: Um perfil curtinho e bem bacana de Liam Gallagher. Aproveita e treina o ingrêis.

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E a música nova da MIA, hein? Depois de publicar o telefone da tal jornalista em seu twitter, a cantora decidiu ser mais direta na letra de "I'm a singer": "Why the hell would a journalist be thick as shit". Vai brigar com a classe??



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Agora eu quero falar um pouquinho do meu ator brasileiro predileto. Quando eu era moleque, confesso que me amarrava em novela. Até hoje ainda vejo, mas sempre rapidamente na hora do jantar. Televisão hoje em dia, só para ver jogo de futebol, "Linha de passe" ou "Pontapé inicial", tudo na ESPN Brasil. Mas tem um outro programa que eu não perco: "A grande família". Gosto desse programa porque ele reúne, na minha opinião, o melhor time de atores da televisão brasileira. Pedro Cardoso, Marieta Severo, Lúcio Mauro Filho... e Marco Nanini! E hoje, ele completa 62 anos de idade! Nanini ainda trabalhou em duas das novelas mais divertidas que já vi: "Um sonho a mais" (1985) e "Brega e chique" (1987). Também ri bastante com ele na saudosa "TV Pirata". E isso sem contar com a peça "O mistério de Irma Vap", que foi fantástica. Seria sensacional se ele e Ney Latorraca voltassem para fazer mais uma, uminha, apresentação dessa peça.



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E quem também vai comer um pedaço de bolo hoje é uma das figuras mais lindas do cinema. Brooke Shields faz 45 anos, embora não aparente ter mais que 25. Tudo bem... Em 2000, ela foi indicada ao Framboesa de Ouro de pior atriz do século (tadinha!). Mas isso deve ser só intriga da oposição. Vale lembrar também que ela chegou a ter alguma coisa com Michael Jackson, tendo, inclusive, o acompanhado à premiação do Grammy em 1984. Os filmes mais famosos estrelados pela atriz foram "A lagoa azul" (quem é que nunca viu esse filme na Sessão da Tarde?) e "Amor sem fim".



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E vamos partir para o cinema, porque hoje tem muita gente boa fazendo aniversário. Para começar, vamos dar os parabéns ao grande Clint Eastwood, que faz 80 anos. Cineasta, ator, diretor, produtor e o diabo a quatro, Eastwood participou de filmes como "Dirty Harry", "Bird" (filme sensacional sobre Charlie Parker), "Os imperdoáveis", "Sobre meninos e lobos", "Menina de ouro" e "Gran Torino", apenas para citar alguns que me vêm a cabeça. Clint Eastwood foi indicado oito vezes ao Oscar, faturando os prêmios de melhor diretor e de melhor filme por "Os imperdoáveis" e "Menina de ouro". Uma curiosidade é que Eastwood é um dos quatro diretores que conseguiu ganhar dois Oscars de melhor direção - os outros foram Miloš Forman, Steven Spielberg e Oliver Stone. E quem homenageia o cineasta aqui é o... Gorillaz! Claro!



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E o que tem pra hoje, hein? Dia 31 de maio! Sabia que hoje é dia do comissário de voo? Parabéns a essas criaturas tão corajosas. E hoje também comemoramos o aniversário de Marcelo Falcão. Vou dizer logo na real que O Rappa está bem longe de ser a minha banda predileta. Mas algumas coisas são muito boas nesse grupo carioca. E, certamente, uma delas, é o vocal do Falcão. Acho que a sua voz e seu estilo de cantar são perfeitos para as letras da banda. Marcelo Falcão completa 37 anos.



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Bom dia, pessoal! Como foi o fim de semana? Por aqui, tudo tranquilo. Pô, dormi muito ontem. Agora posso ficar essa semana madrugando. Hahaha... Olha só: desde que o genial Glauco morreu, a Folha de S.Paulo está publicando as suas melhores tiras, em ordem cronológica. Ontem, saiu uma do dia 19 de janeiro de 1985, época de Rock in Rio. E olha que foda a tirinha (para ver melhor, basta clicar em cima):

19 de ago. de 2008

CD: “7 VEZES” (O RAPPA) – FALTOU O ESPORRO...

Cinco anos atrás, O Rappa lançou “O silêncio Q Precede o Esporro”. Se não chegava a ser um “Lado B LadoA”, o álbum era bem honesto e trazia algumas faixas com excelentes letras, como “Reza Vela” e “Rodo Cotidiano”, além de uma versão para “Deus Lhe Pague”, de Chico Buarque. Veio então o “Acústico MTV” (2005), no qual a banda fez uma morna retrospectiva de sua carreira. Agora, em tese, seria a vez do esporro propriamente dito. Mas, apesar de ser um bom disco, ficou faltando o tal do ‘esporro’ tão esperado pelos fãs em “7 Vezes”.

Musicalmente, as faixas são bastante parecidas entre si, com a típica levada de baixo de Lauro Farias, a guitarra ora discreta, ora pesada de Xandão e a bateria feijão-com-arroz de Marcelo Lobato. Mas o melhor mesmo são os outros instrumentos (teclados, sopros, cravo, vibrafone etc.) que o mesmo Marcelo toca, e que acabam dando um toque que diferencia, ainda que minimamente as canções. A voz de Marcelo Falcão, por sua vez, está cada vez melhor.

As letras das canções, apesar de algumas serem muito boas, pecam pela repetição. É crítica social atrás de crítica social. As letras, em sua maioria, são inteligentes e bem construídas, mas 14 faixas monotemáticas com uma hora de duração no total pode cansar o ouvinte pouco acostumado ao estilo d’O Rappa.

E por falar em letras, a melhor de todas é exatamente a primeira faixa. A letra de “Meu Santo Tá Cansado” pega pesado e é uma das melhores da banda carioca. “Não tô aqui para ser herói cuzão / Pra pagar de otário / Não tô aqui pra pagar pau pra fardinha azul”. Acompanhada pela típica batida musical d’O Rappa, misturada com um singelo vibrafone e um arranjo grandioso que simula uma orquestra, a canção funciona como uma síntese (musical e poética) do disco. A faixa seguinte, “Verdade de Feirante”, com o seu arranjo calcado no baixo, é uma das melhores de “7 Vezes”, e segue o mesmo estilo da anterior, com uma interessante letra que compara a vida do trabalhador a um CD pirata.

Uma peculiaridade que o fã da banda vai notar rapidamente neste trabalho é que O Rappa nunca esteve tão próximo do reggae como agora. “Hóstia” e “Meu Mundo É Barro” são dois exemplos. Inclusive, a letra da segunda – que tem uma guitarra mais pesada – é outra que se destaca no álbum: “Nasci no mundo, eu sou sozinho / Não tenho pressa, não tenho pano, não tenho dono / Tentei ser crente / Mas meu Cristo é diferente / A sombra dele é sem cruz / No meio daquela luz”.

Outra que ganhou um arranjo bem puxado para o reggae é “Súplica Cearense”. A única letra não escrita pela banda, acaba sendo a melhor de “7 Vezes”. Mas competir com o seu autor, Gordurinha, é praticamente covardia. Mas Marcelo Falcão fez jus à letra – verdadeira oração pedindo o fim da seca (“Oh! Deus perdoe esse pobre coitado / Que de joelhos rezou um bocado / Pedindo pra chuva cair, cair sem parar”) – com um ótimo vocal. Pena que o arranjo, por se afastar um pouco do clima nordestino, aproximando-se de um estilo mais urbano, tenha tirado um pouco a magia da canção.

Outras duas faixas que se destacam são “Monstro Invisível” e “Maria”. “Monstro Invisível” foi o primeiro single de “7 Vezes” e, traz a típica sonoridade da banda, com uma letra (“Monstro invisível / Que comanda a horda / Arrasando tudo como é de praxe / Eu tô laje acima / O cerol que traz a vida pra baixo / Brilhante idéia de uma cabeça nervosa”) que não deixa muito claro quem é o tal monstro. Em entrevista ao jornalista Jamari França, do jornal O Globo, Marcelo Falcão disse que poderia ser o mosquito da dengue, mas deixou a questão em aberto para outras interpretações. Já “Maria” é a canção mais pop do álbum (e, musicalmente, a mais diferente) e a sua letra acaba, de certa forma, refletindo essa ‘alegria’ sonora: “Minha canção é coisa séria / Um verdadeiro comício / ... / E no meu sonho vejo as favelas unidas”.

Mas se o CD começa com Marcelo Falcão dizendo que o seu “santo tá cansado”, na última faixa, “Vários Holofotes”, o santo acabou dormindo (“Sinto medo no espaço apertado / É um riso de alerta ligado / Coração, síncope ritmada / Me protege dos meus sentimentos / O santo dorme, o Santo Daime”). Provavelmente dormiu de cansaço. E que demore pouco a acordar novamente. De preferência, com esporro.

Abaixo, a faixa de abertura de “7 Vezes”, “Meu Santo Tá Cansado”.

Cotação: ***1/2

22 de jul. de 2008

RÁPIDAS – MÔNICA SALMASO, O RAPPA, STING, DAVE MATTHEWS, ALANIS MORISSETTE, RUSH, MOBY, DAMON ALBARN, WEEZER

A Biscoito Fino lança no início de agosto o DVD com o registro da apresentação da cantora Mônica Salmaso em março de 2008 no teatro Fecap, em São Paulo. “Noites de Gala, Sambas Na Rua – Ao Vivo” (capa acima) apresenta, assim como o CD de estúdio que o originou, um repertório composto por canções de Chico Buarque. No show, Salmaso é acompanhada pelo ótimo quinteto Pau Brasil, formado por Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violão e cavaquinho), Teco Cardoso (sax e flautas), Ricardo Mosca (bateria) e Rodolfo Stroeter (baixo).

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O sétimo álbum do Rappa já foi batizado. “Sete Vezes” chegará às lojas no dia 15 de agosto, via Warner Music. O primeiro single do trabalho, “Monstro Invisível” já toca nas principais rádios do país.

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Será lançado às vésperas das Olimpíadas de Pequim, um CD que vai juntar artistas como Sting, Dave Matthews, Rush, Garbage, Moby e Alanis Morissette. “Songs for Tibet – The Art Of Peace” será lançado pela Campanha Internacional Pelo Tibete. “Este álbum vai chamar a atenção sobre a importância do Tibete, suas riquezas e a crise que afeta o seu povo atualmente”, disse Michael Wohl, um dos responsáveis pelo projeto. A partir do dia 05 de agosto, o álbum já poderá ser baixado na Internet. A relação das faixas não foi divulgada.

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Damon Albarn e Jamie Hewlett vão lançar o álbum com a trilha-sonora de “Monkey”, ópera composta pela dupla e que vem fazendo grande sucesso nos Estados Unidos e na Inglaterra.

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Foi lançado nesta 3ª feira, um show online com a banda Weezer. A gravação aconteceu durante uma apresentação da banda para um público de 250 fãs. No repertório, canções do novo CD da banda, mais conhecido como “Red Album”, além de antigos sucessos. O show pode ser visto aqui.

10 de jul. de 2008

RÁPIDAS – RED HOT CHILI PEPPERS, MOTORHEAD, O RAPPA, CAETANO VELOSO

Uma fabricante de roupas na Flórida vai ter que pagar um preço alto por usar o logotipo do Red Hot Chili Peppers (acima) em suas jaquetas. A Bravada International, companhia que detém os direitos do logo da banda, pretende cobrar, na justiça, 11 milhões de dólares da confecção, sob a alegação de ter lhe causado “danos irreparáveis”.

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O vocalista e baixista do Motorhead, Lemmy Kilmister, está sendo investigado pela polícia alemã, por ter usado uma touca com emblema nazista antes de um show na cidade de Aurich. O uso de qualquer objeto que faça referência ao nazismo é considerado crime na Alemanha.

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“Monstro Invisível”, novo CD da banda O Rappa vai ser lançado no dia 15 de agosto. A canção que dá nome ao disco já chegou às rádios e está agradando muito aos fãs da banda, que ficou cinco anos sem lançar nada inédito. Abaixo, o single.



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Até o final do ano, vai sair o DVD “Obra Em Progresso”, com o registro dos melhores momentos das apresentações que Caetano Veloso fez no Vivo Rio nos meses de maio e junho – o show deve retornar em agosto. O CD com as canções inéditas que vêm sendo apresentadas nos shows será gravado em estúdio, no mês de setembro. No site oficial do projeto, é possível acompanhar todos os detalhes, além de vários vídeos oficiais das apresentações. Abaixo, o vídeo da canção “O Índio” filmada em um desses shows.