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17 de ago. de 2011

Elba 60 e Ed 40; remixes do Depeche Mode; Bowie aposentado (?!?); o doc dos Smiths; as novidades da Lady Gaga e do Pearl Jam; e o pior clipe de 2011.



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Agora sim está tudo em seu devido lugar. Perdão pela ausência de ontem. O dia foi corridíssimo. Tive um bate-papo super agradável com o pessoal da Saraiva – um abração a todos! – e, depois, a terceira noite do ciclo de sinfonias de Beethoven, no Theatro Municipal daqui do Rio, com a Orquestra Sinfônica Brasileira e o regente Lorin Maazel, ex-diretor artístico da Filarmônica de Nova York, e que vai comandar a Filarmônica de Munique em breve. O ciclo ainda vai ter mais três apresentações, nas noites de quinta e de sábado, e na tarde de domingo. Se alguém conseguir ingresso, vale muito à pena.

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Então vamos começar pelos aniversários de Hoje. Elba Ramalho completa 60 anos. Não é brincadeira não. A cantora de Conceição da Paraíba está super em forma. O seu último trabalho foi “Marco Zero – Ao vivo” (2010), uma retrospectiva dos seus 30 anos de carreira. Enquanto ela não aparece com nada inédito por aí, vamos relembrar um de seus principais sucessos, ao vivo no Rock in Rio II, em 1991, no estádio do Maracanã. Quem estava lá??



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Quem também comemora data redonda hoje é Ed Motta, que sopra 40 velinhas. Tem gente que acha o Ed Motta meio mala. Eu o considero superdivertido. Especialmente quando ele grava álbuns sensacionais, como “Entre e ouça!” (1992)e “Manual prático para festas, bailes e afins - Vol. 1" (1997), ou então quando resolve disparar a sua metralhadora giratória, especialmente no Facebook, depois de entornar uns Pera-Mancas ou uns Barca Velhas... A coincidência é que Ed Motta também cantou no Rock in Rio II, na mesma noite de Elba Ramalho, 25 de janeiro de 1991. Vamos relembrar??



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Quem matou a Norma, hein?? Aposto na Jandira, e você??

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Em 17 de agosto de 1959 era lançado um dos álbuns mais importantes da história do jazz. “Kind of blue” é considerado a obra-prima de Miles Davis, e o disco mais vendido de jazz em todos os tempos. O sexteto que acompanha Miles é, no mínimo, inacreditável. Olha só: Julian “Cannonball” Adderley (sax alto), John Coltrane (sax tenor), Bill Evans e Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Jimmy Cobb (bateria). Tá bom pra você?? Achei um mini-documentário interessantíssimo no YouTube, sobre a gravação do disco, que vale a pena dar uma olhada:



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Hoje faz dez anos que Frejat lançou o seu primeiro álbum solo, “Amor pra recomeçar”. Um bom disco, diga-se. Pena que Frejat não tenha mantido a pegada em seus trabalhos posteriores. Além da faixa-título, o álbum contou com um outro grande sucesso, “Segredos”, que ainda ganhou um dos videoclipes mais bacanas já produzidos no país.



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Eu sou um cara que não ligo muito para remixes. Acho que tal processo tira muito da naturalidade da música. Abro poucas exceções para ouvir remixes. Atualmente, tenho curtido muito os do álbum “The king of limbs”, do Radiohead. Mas o Depeche Mode ainda é insuperável nesse quesito. Alguns remixes conseguem ser até superiores do que as gravações originais. Em 2004, a banda lançou “Remixes 81...04”, um CD triplo com 37 remixes de clássicos como “Just can’t get enough” e “Personal Jesus”. Agora é a vez de “Remixes 2: 81-11”, mais um CD triplo, com outros 37 remixes. Essa segunda leva está bem aquém da anterior, mas, mesmo assim, ainda vale para quem é fã da banda ou curte remixes. Destaco o trabalho de Eric Pryds em “Never let me down again” (abaixo) e o de Peter, Bjorn and John para “Fragile tension”. Aqui no Brasil saiu apenas uma versão simples com algumas faixas selecionadas.



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A péssima notícia do dia foi a suposta aposentadoria de David Bowie. Segundo o seu biógrafo Paul Trynka, o cantor, que não lança nada inédito desde “Reality”, de 2003, só voltaria a gravar algo se “causasse abalos sísmicos”. “Meu coração diz que ele voltará. Mas minha cabeça diz que isso é improvável. Seria um milagre se ele voltasse, mas milagres podem acontecer”, afirmou Trynka.
É uma nota triste mesmo. Desde que surgiu, no final dos anos 60, David Bowie é um dos artistas mais originais que existe. Acho que o seu maior mérito é arriscar. Ele sempre atira em diversas direções e, em 99% dos casos, acerta o alvo. Tive a chance de ver David Bowie ao vivo duas vezes. A primeira na Apoteose, em 1990, quando ele estava divulgando a sua coletânea “Sound + vision” (1989). Foi um show inesquecível (mais aqui). Não deu tempo de respirar. Pedrada do início (com o seu primeiro hit, “Space oddity”) ao fim, que teve uma versão avassaladora de “Gloria”, aquela do Van Morrison. Depois, acho que em 1998, não tenho certeza, vi um show da “Earthling tour”. O Metropolitan estava bem vazio, e Bowie não quis saber muito de cantar os velhos sucessos – uma das poucas exceções foi “Under pressure”. Mesmo assim, acho que o show foi muito bom.
E do jeito que anda a música hoje, ele nem precisaria causar abalos sísmicos. Bastaria gravar um novo álbum.
Eu ainda tenho esperanças.

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DROPS:










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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

Vai um trechinho do novo documentário do The Smiths, elaborado para o relançamento da coletânea “The best of” da banda?



“Yoü and I”, novo videoclipe da Lady Gaga:



Versão fantástica do Pearl Jam para “Crown of thorns”, do Mother Love Bone, e que estará na trilha sonora do documentário “Pearl Jam twenty”, dirigido por Cameron Crowe:



O Red Hot Chili Peppers também liberou o seu novo videoclipe, o bacanérrimo “The adventures of Rain Dance Maggie”. Olha só (se ainda não tiverem retirado do YouTube...):



Flea e companhia também mandaram mais duas músicas inéditas em um show no Japão, realizado nesse fim de semana. Os títulos são “Factory of faith” e “Ethiopia”:





Em um show na Califórnia, realizado na semana passada, o Green Day apresentou nada menos do que 15 músicas inéditas, incluindo “Amy”, tributo à cantora inglesa recém-falecida:



Snow Patrol lança o clipe “Called out in the dark:



“Meu álbum solo é ‘amazing’”, do modesto Noel Gallagher. Quer ver??



“Brittle heart”, novo vídeo do Brett Andreson:



Nossa, quanto videoclipe hoje!! Esse aqui é o novo do The Kooks, “Is it me”:



Kanye West participa de show do Prince no Swedish Festival:



A Chapel Hill Chorus Community cantando “Everyboy hurts”, do R.E.M.:



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Para finalizar, seria esse o pior videoclipe de 2011??


11 de jul. de 2011

Paul e Bowie para animar; Stones para relembrar “Voodoo lounge”; o Radiohead estranho e ao vivo; novidades do Kiss e do AC/DC; e a volta de Prince.

Desanimado com a segunda-feira?? Então toma...


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“Junior’s farm” não é das canções mais conhecidas do Paul McCartney. Ela foi lançada somente em single, logo após o álbum “Band on the run” (1973). É uma das músicas do Paul que eu mais gosto. Ele a apresentou ao vivo no último show da “Up and coming tour”, em junho, em Las Vegas. Foi logo a segunda do set list (no lugar de “Jet”, realocada para logo depois de “All my loving”), e quando ele começou a tocar, a plateia meio que se olhava e perguntava: “WTF??” “Junior’s farm” não era apresentada ao vivo por Paul McCartney desde 1975.

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Quem fez aniversário ontem, no domingão, foi Neil Tennant, a voz do Pet Shop Boys. Chuta a idade dele! Duvido que você acerte. Eu fiquei meio chocado quando vi que ele está fazendo 57 anos... O tempo tá passando rápido demais, né?? Como sou legal, um vídeo com o Neil novinho novinho...



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Foi no dia 11 de julho de 1969 que David Bowie lançou o single que o transformou em David Bowie. Quarenta e dois anos depois, “Space oddity” é mais do que um clássico. O U2, em sua turnê “360º” entra no palco ao som de “Space oddity”. Bowie foi o cara que uniu o rock n’ roll ao espaço.



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E já que eu falei, saca só o U2 entrando no palco ao som de “Space oddity”:



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Wanda Sá, uma das melhores cantoras de Bossa Nova, também sopra velinhas hoje. Ela nasceu em 11 de julho de 1944. E a nossa homenagem está aí abaixo, em um vídeo com a participação de Roberto Menescal.



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Em 11 de julho de 1994, os Rolling Stones lançaram um de seus álbuns mais bacanas (minha opinião, tá?). Bom, “Voodoo lounge” foi a minha trilha sonora das férias de inverno de 1994. Entre um show e outro no Canecão e no Imperator, “Voodoo lounge” rolava aqui direto. O álbum gerou ao menos um grande clássico: “You got me rocking”. E a “Voodoo lounge tour” passou pelo Brasil em fevereiro de 1995. Foi o meu primeiro show dos Stones. E eu nunca vou me esquecer do calorão que fez quando a cobra gigante que fazia parte do cenário soprou fogo antes de a banda entrar no palco. Eu estava bem embaixo dela...



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Ah, e eu posso garantir que se o Maracanã não caiu durante “(I can’t get no) Satisfaction”, ele não cai nunca mais...



Concorda??

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Quer uma prova de que o tempo está passando rápido demais? Então segura: hoje faz um ano que a Espanha bateu a Holanda na final da Copa do Mundo da África do Sul. Torci a Copa inteira pela Argentina e Espanha. Mas, na final, virei a casaca e vesti a camisa laranja da Holanda. No final, deu Espanha. Merecido. O futebol saiu ganhando.



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Nesse fim de semana, o Radiohead tocou ao vivo, na íntegra, o seu álbum “King of limbs” (2011), para o programa “Live from the basement”. Além das faixas do disco, o Radiohead ainda apresentou duas inéditas: “The daily mail” e “Staircase”. Os vídeos rodaram a internet ontem, mas a maioria já foi retirada do ar. Foi difícil arrumar alguma coisa, viu? Mas, abaixo, segue o vídeo de “Staircase”. (Se é que ele ainda vai estar no ar quando você ler isso aqui...)



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O Radiohead está a cada dia mais estranho, né??

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Quem anunciou que está trabalhando duro no estúdio foi o Kiss. O último álbum da banda, “Sonic boom”, saiu em 2009. Oito músicas já estão gravadas, e a previsão de lançamento é somente no ano que vem. O guitarrista Tommy Thayer, em entrevista ao Express-Times, jornal da Pensilvânia, disse que o novo disco é uma “continuação natural, um passo adiante” de “Sonic boom”. “Estamos no estúdio faz muitas semanas. Definitivamente, é uma das melhores coisas que o Kiss já gravou”, afirmou.

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Aliás, eles sempre dizem isso, não é verdade?

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Para os fãs do AC/DC, a grande notícia: o ex-baixista Mark Evans está terminando de escrever a história da banda australiana no período em que fazia parte de sua formação (1975 a 1977). “My Life Inside/Outside of AC/DC” será lançado lá fora em outubro.

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Hoje foram anunciados dois grandes shows no Brasil. O primeiro é do gênio Prince, que se apresenta no dia 27 de agosto, no Rio de Janeiro, dentro do festival Back2Black. Bom, quem viu Prince no Rock in Rio II tem a certeza que viu um dos melhores shows de sua vida. Quem não viu... É só adiantar o vídeo abaixo até 48 minutos, e assistir até o final.



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E o Pearl Jam também vem aí em novembro para quatro shows. As cidades visitadas serão São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Imperdível também. A apresentação na Praça da Apoteose em dezembro de 2005 foi sensacional. Eddie Vedder e companhia tocaram tudo que o público pediu. Garrafas de vinho foram esvaziadas no palco. E o show acabou com “Baba O’ riley”, do The Who. Tomara que esse agora, o Pearl Jam termine com essa música aqui:



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E a ansiedade, hein?? Como é que fica?

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RIP, Würzel!

5 de jul. de 2011

Uma terça com Bowie e Creedence; a época em que podíamos chorar pela seleção; as esquisitices da Björk e do The Horrors; e pérolas de Wilson Baptista.

Oi pessoal! Mais um dia... Nublado, chuvoso feio... Pelo menos, tenho uma boa notícia para vocês. Hoje é terça-feira...



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David Bowie é um gênio, né?? E ainda tem gente chata e boba que diz que o primeiro disco dele é chato. Agora me responda: tem como achar um álbum que tenha “Love you till Tuesday” chato??
Hein??

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E sabe qual música foi lançada no dia 05 de julho de 1975??



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Agora me responda: quem é que canta melhor do que o Paul Rodgers?? Freddie Mercury?? Hein?

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E já que estamos falando de rock, também foi em um dia 05 de julho, só que de 1968, que chegou às lojas o álbum de estreia do Creedence Clearwater Revival. Não é o melhor trabalho da banda, eu sei. Mas, poxa, e o que a gente vai dizer de “Suzie Q”? E de “I put a spell on you”?



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Agora acho que já estou preparado para levar as primeiras pedradas do dia. Eu vou confessar aqui que não gosto da Björk. Vou além: acho a Björk uma verdadeira mala. Vi um show dela em algum Tim Festival da vida (seria o de 2006??), e tenho certeza que foi um dos shows mais chatos que já assisti. Não consigo levá-la a sério, definitivamente. De qualquer maneira, fica aqui a lembrança dos 18 anos de seu álbum de estreia, “Debut”. (E eu acabei de chegar à conclusão que não tenho nenhum, nenhunzinho CD da Björk. Pelo jeito, não me fez falta...)



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Ah, e a quem interessar possa, a Björk revelou detalhes de seu próximo (o sétimo) álbum de estúdio, "Biophilia". Em entrevista ao Guardian, a cantora islandesa disse que a sonoridade está puxada para a folk music - "uma folk music do nosso tempo", em suas palavras. "Eu nunca fui muito chegada a Warhol e toda essa coisa pop. É um pouco superficial, e eu prefiro folk. Pessoas. Humanos", filosofou. O álbum será lançado no dia 26 de setembro. Concomitantemente, serão lançados dez (dez?? isso mesmo??) aplicativos para iPad sobre o álbum.



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Só para falar um pouco de futebol, que eu já estou com saudades. Ontem à noite, estava lendo o blog do genial André Barcinski, onde ele fez a (mais que cabível) pergunta: “Alguém ainda se importa com a seleção canarinho?” Bom, eu não me importo faz tempo. E tem mais: torço contra. Uma frase do André Barcisnki traduz todo o meu sentimento: “Para mim, a seleção transmite uma arrogância, uma magnanimidade e uma auto-importância que me fazem torcer contra.” Não preciso dizer mais nada. A seleção brasileira está morta. E tenho saudades de um tempo em que nem sabia o que era futebol, como há exatos 29 anos, quando as pessoas ainda tinham motivo para chorar pela seleção canarinho.



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"Skying", o terceiro álbum da sensacional banda The Horrors só será lançado oficialmente na próxima segunda-feira. Mas ele já foi liberado todinho pelo próprio conjunto. Estou ouvindo pela segunda vez seguida. É bom...



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Para quem ainda não viu, esse encontro do Josh Homme + Eddie Vedder + Strokes está bem legal. A faixa gravada por eles é “Mercy mercy me”, delícia de Marvin Gaye. A faixa fará parte do álbum "Live from nowhere near you: Volume 2", disco beneficente que irá arrecadar fundos para a organização Outside In, que ajuda moradores de rua nos Estados Unidos. O álbum ainda conta com faixas de Elliot Smith, Decemberists, Modest Mouse e Ryan Adams. O disco sai no próximo dia 19.



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Ontem estava ouvindo o CD duplo que a Biscoito Fino lançou, “O samba carioca de Wilson Baptista”. Até agora, um dos melhores lançamentos do ano aqui no Brasil. O CD duplo traz mais de 80 músicas (das cerca de 600 compostas pelo “Maestro Caixa de Fósforos”). O primeiro disco é recheado de participações especiais, como as de Zélia Duncan (“Que malandro você é!”), Wilson das Neves (“Louca alegria”), Mart’nália (“Não me pise o calo”) e Céu (“Nega Luzia”). Já o segundo CD é mais especial ainda, com as faixas do ótimo espetáculo “O samba carioca de Wilson Baptista”, estrelado pelos atores/cantores Rodrigo Alzuguir e Claudia Ventura. São 59 faixas no total, incluindo as célebre compostas na “polêmica” com Noel Rosa (“Mocinho da Vila”, “Frankenstein da Vila”), além de “Transplante de coração”, em gravação original de Wilson Baptista, semanas antes de sua morte.

10 de nov. de 2010

Miriam Makeba, Grateful Dead, Queen, Manacéia, Beady Eye, Kanye West, Guns n' Roses, Jack White, Jónsi, Buffalo Sprigfield, David Bowie

Para terminar o post com uma má notícia, a esposa de David Bowie, Iman, disse que o seu marido não deve retornar aos palcos tão cedo - ou nunca mais. Sem lançar discos ou se apresentar há seis anos, Bowie, atualmente, está ocupado com os afazeres domésticos. Foi o que Iman disse ao site Contact Music. "Ele que vai decidir quando retorna. Eu não vou forçá-lo a nada, porque eu o amo muito e quero que ele fique mais em casa. Ele tem vários outros projetos. Pinta, faz esculturas e é pai de uma menina de dez anos de idade. Então eu acho que a sua vida já está lotada", disse. Abaixo, a última apresentação de David Bowie, em Nova York, em 2004.



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No mês passado, Neil Young se reuniu com os companheiros Richie Furay e Stephen Stills para uma apresentação do Buffalo Springfield, no Bridge School Benefit, 42 anos após o término da banda. E parece que eles gostaram da ideia. O Los Angeles Times adiantou hoje que há fortes rumores no sentido de que o Buffalo Springfield pode vir a realizar uma turnê em breve. A Rolling Stone norte-americana repercutiu a nota do LA Times, o que é um bom sinal. Aguardemos.

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Chega às lojas no dia 29 de novembro o pacote com CD e DVD "Go live", de Jónsi. O DVD traz uma apresentação do último álbum solo do líder do Sigur Rós, em Londres, com entrevistas. Já o CD foi gravado entre a Bélgica e a Inglaterra. As faixas do DVD são as seguintes: "Hengilás", "Icicle sleeves", "Kolniður", "Tornado", "Sinking friendships", "Go do", "Boy lilikoi", "New piano song", "Around us", "Volume pedal song" e "Grow till tall". O CD terá três músicas a mais: "Stars in still water", "Saint naive" e "Animal arithmetic". Um pequeno trailer do DVD pode ser visto logo abaixo:



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Sensacional o dueto de Jack White com Conan O'Brien em "Twenty flight rock", clássico de Eddie Cochran...



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Boa notícia para os fãs do Guns n' Roses. O guitarrista DJ Ashba revelou que a banda deve iniciar em breve os trabalhos para o sucessor de "Chinese Democracy" (2008). "Estamos com muitas ideias novas, e elas são muito boas. Axl está cheio de coisas boas e estou muito animado com tudo isso", disse. DJ Ashba ainda afirmou que o álbum pode sair em breve. "Não vai demorar muito. Eu prometo." Axl Rose levou cerca de 16 anos para ser produzido.

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"Daqui 30 anos, quando os integrantes do Coldplay forem senhores de idade, as pessoas vão olhar para trás e dizer: 'esses caras eram mais talentosos que os Beatles'." (Kanye West, em entrevista ao The Sun)

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Então, como eu escrevi aqui ontem, o Beady Eye, finalmente, apresentou a sua primeira música. Ela se chama "Bring the light", e tem uma coisa meio rockabilly. Achei interessante, mas ainda acho que faltou a mão mágica de Noel Gallagher. De qualquer forma, suspeito que Liam Gallagher está indo por um bom caminho.



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O mundo do samba hoje tem que homenagear um de seus maiores mestres. Há 15 anos, Manacéia partia dessa pra melhor. Integrante da Velha Guarda da Portela, ele compôs diversos sambas-enredo para a azul-e-branco de Madureira. Gravado e regravado por Beth Carvalho, Paulinho da Viola e Cristina Buarque, Manacéia compôs um dos maiores clássicos da história do samba: "Quantas lágrimas".



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Mais uma vez o Queen está presente aqui no blog. E não é por menos: hoje faz 32 anos que a banda de Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon soltou um de seus álbuns mais importantes, "Jazz". Foi o sétimo álbum da banda, lançado logo após os petardos "A night at the opera" (1975), "A day at the races" (76) e "News of the world" (77). Responsa grande, né? Mas, como de costume, o Queen não decepcionou não. E ainda causou polêmica. No encarte do LP vinha um poster com uma foto cheia de mulheres peladas em cima de bicicletas, tal qual o videoclipe de "Bycicle race". E o álbum ainda tinha "Fat bottomed girls", "Let me entertain you", "Dreamers ball", "Don't stop me now"... Discaço, não?



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Vamos falar de álbuns, então? Sim. E quero começar por um dos discos ao vivo mais importantes de todos os tempos: "Live/Dead", do Grateful Dead. Lançado no dia 10 de novembro de 1969, o álbum foi o primeiro gravado ao vivo de uma banda que tinha nos shows a sua maior força. Durante as suas apresentações, a banda de Jerry Garcia promovia os famosos "acid tests", quando os fãs se enchiam de LSD e ficavam viajando na música para abrir as portas da consciência. "Live/Dead" retrata exatamente essas viagens, nas suas sete faixas, durante 75 minutos. Olha só as músicas que fazem parte desse grande álbum: "Dark star", "St. Stephen", "The eleven", "Turn on your love light", "Death don't have no mercy", "Feedback" e "And we bid you goodnight".



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Bom dia, sol! Como estamos, hein? Não, a gente não voltou à Copa do Mundo... Hehehe... No final de julho, eu não aguentava mais ouvir "Pata pata", com a Miriam Makeba. Acho que não tinha dia que a ESPN não tocava essa música, pelo menos, umas cinco vezes. Deu no saco. Mandei até e-mail para o José Trajano variar, mas ele nem deu bola. Hoje eu comecei o post com "Pata pata" para lembrar os dois anos da morte de Miriam Makeba, a "Mama África", a principal cantora da África do Sul, país que sofreu tanto na luta pelos direitos humanos e que não deve ficar esquecido após a festa dessa última Copa do Mundo.

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7 de nov. de 2010

Resenhando: Rolling Stones, Nando Reis, David Bowie, Lenine, Dizzy Gillespie & Trio Mocotó

“Ladies & gentlemen”– Rolling Stones
O Rolling Stones é das bandas mais preocupadas em registrar a sua história para a posteridade. Entra turnê, sai turnê, e o que não falta é DVD e CD ao vivo. Os últimos boxes chegavam a conter três, quatro shows da mesma turnê. Exagero? Pelo menos em se tratando de Rolling Stones, claro que não. Mas havia uma lacuna importante nessa história audiovisual da banda: o vídeo que documentava a turnê norte-americana de divulgação do álbum “Exile on main st.”, de 1972. Faltava. Pelo menos lá fora, a ST2 já colocou nas lojas, em DVD e BD, “Ladies & gentlemen”, o tal vídeo que somente passou em algumas salas de cinema em 1974, e que mostra a banda, certamente em seu auge criativo, ao vivo no Texas. O áudio foi remasterizado e está tinindo. A imagem, às vezes, fica um pouco escura. Mas nada que tire o brilho desse documento tão importante. Em quase hora e meia, os Stones apresentam um roteiro de 15 músicas. Bom, 38 anos depois, todas elas já podem ser chamadas de clássicos. E é exatamente isso que deixa o vídeo ainda mais interessante: ver como a banda apresentava músicas, à época, pouco conhecidas, como “Tumbling dice”, “Happy” e “All down the line”, todas elas do recém lançado “Exile on main st.”. O resto do repertório? “Brown sugar” (a primeira do roteiro, em arrebatadora versão), “Midnight rambler”, a lindíssima “Dead flowers”, “Jumpin’ Jack Flash”, “Street fighting man”... Talvez esse “Ladies & gentlemen” seja o vídeo mais tosco, em termos de produção, dos Rolling Stones. Mas, sem dúvida, é o que melhor mostra o que essa banda – preciso dizer que é uma das três mais importantes de todos os tempos?? – fazia (faz) em cima de um palco.

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“Bailão do ruivão” – Nando Reis e Os Infernais
Quem não tem muito conhecimento da carreira de Nando Reis e pega o seu último CD/DVD “Bailão do ruivão”, não terá dúvidas em afirmar: “Nando Reis se vendeu”. Mas quem já foi a algum show do ex-integrante dos Titãs sabe muito bem que Nando Reis sempre gostou de apresentar algumas músicas, inusitadas para o público, mas em total consonância com a sua memória afetiva. Nando está cantando Wando no “Bailão do ruivão”? Ele já fez isso em vários shows da turnê de “A letra A”. Outras rolaram em algumas apresentações do “Drês” também. Aí o crítico mais chato vai indagar: “Ah, mas no ‘Bailão’ são 19 músicas assim, não?”. Sim, por isso que se trata de um projeto especial na carreira do ex-Titã. Projeto este que, é bom já deixar claro, talvez não agrade a todos os seus fãs, ainda mais depois do lançamento de um álbum tão substancioso quanto o “Drês”, de 2009. Gravado ao vivo no Carioca Club, em São Paulo, esse “Bailão do ruivão” pode passar, inicialmente, uma impressão de que Nando Reis escolheu um repertório cafona, como se estivesse querendo ironizar: “Se é isso que faz sucesso hoje em dia, é isso que vou cantar para vender disco”. Bom, apesar de um Calypso (“Chorando se foi”) aqui, um Wando (“Fogo e paixão”) ali, e um Genival Lacerda (“Severina Xique Xique”) acolá, Nando resgata boas canções de Rita Lee (“Agora só falta você”), Edson Trindade (“Gostava tanto de você”, sucesso na voz de Tim Maia), Bob Marley (“Could you be loved?”, com participação da banda Zafenate, do filho de Nando, Theodoro), Zé Ramalho (“Frevo mulher”) e Johnny Nash (“I can see clearly now”). De sua carreira solo, Nando Reis mostra “Do seu lado”, com Zezé di Camargo & Luciano, e ainda resgata “Bichos escrotos”, dos Titãs. Ao final do DVD fica a dúvida: “Será que o tal bailão é pra ser levado a sério?”. Bobagem pensar nisso. O mais importante é que ele diverte. E muito.

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“Station to station” (Edição especial) – David Bowie
Aposto que 90% dos bowiemaníacos não teriam dúvida em afirmar que o álbum “Station to station” (1976) está em qualquer top 5 do compositor britânico. Eu também não teria dúvidas. “Station to station” é um épico. Tem apenas seis músicas. Como se David Bowie quisesse mostrar que não é necessário mais que seis faixas para se fazer um álbum antológico. E ele conseguiu. “Station to station”, como sugere o próprio título, é um álbum de transição na carreira de David Bowie. Depois do rock no clássico “The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), e em “Aladdin Sane” (1973) e “Diamond dogs” (1974), Bowie flertou de maneira forte com o soul em “Young americans” (1975). Quando os fãs imaginavam que Bowie iria descambar para esse lado, “Station to station” veio como uma surpresa. No álbum de 1976, o cantor misturava tantos ritmos como nunca havia feito em trabalho anterior nenhum. Soul (“Stay”), rock (“TVC 15”), pop (“Word on a wing”), disco (“Golden years”), tudo misturado (na faixa-título) de maneira brilhante. Tudo o que o pós-punk apresentou alguns anos depois, saca? Talvez tenha sido em “Station to station” que David Bowie criou o seu estilo de verdade. Assim, não chega a ser surpresa o fato de o cantor ter escolhido exatamente esse álbum para fazer uma edição bem especial. Além de um box exagerado com cinco CDs, três LPs e um DVD, saiu outro mais em conta (que é o que eu tenho), com o disco “Station to station” com a sua masterização analógica original, e um CD duplo com um show da turnê do álbum, gravado ao vivo no Nassau Coliseum, a 23 de março de 1976. O áudio do show estronda, e posso afirmar, com toda certeza, que se trata do melhor álbum ao vivo lançado por Bowie até aqui – e olha que ele tem um tal de “Stage” (1978) no currículo. São 15 músicas espalhadas em pouco mais de 80 minutos que chegam a ser hipnóticos. Músicas do álbum de estúdio recém lançado convivem com clássicos como “Suffragette city”, “Fame”, “Five years”, “Changes”, “Life on Mars?” (que bela versão!!), “Diamond dogs”, Rebel rebel”, “The Jean Genie”... Tudo isso com David Bowie em seu auge. Altamente recomendável para bowiemaníacos e futuro bowiemaníacos.

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“Trilhas” – Lenine
“Lenine.doc / Trilhas surgiu quando percebi que havia criado um repertório significativo de canções, compostas especificamente para determinados personagens em obras de diferentes veículos e criadores. É um projeto que está intimamente ligado ao exercício da composição. São músicas que povoaram trilhas de novelas, seriados, especiais de TV, cinema, dança e publicidade.” É dessa forma que Lenine apresenta o seu novo álbum, “Trilhas”. E é bom registrar que tal apresentação pode dar uma ideia errada do disco. Ainda mais quando nos lembramos daquelas coletâneas “Novelas” que a Som Livre volta e meia coloca nas lojas, com nomes de artistas que vão de Gal Costa a Roupa Nova. Diferentemente dessas coletâneas caça-níqueis, “Trilhas”, de tão hermético que é, pode ser considerado, um álbum de carreira de Lenine. Ele, inclusive, soa até mais sedutor do que “Labiata” (2008), último trabalho de inéditas do compositor pernambucano. “Trilhas” começa exatamente com “Aquilo que dá no coração”, música de abertura da novela “Passione”. Trata-se de uma das melhores composições de Lenine. Por quê? Porque mesmo tocando diariamente na TV, ela fica, a cada dia, mais gostosa de ser ouvida, com o seu arranjo fantástico de metais, obra de Serginho Trombone. Também de novela, “Agora é que são elas”, de 2003, apresenta um Lenine mais funkeado, assim como “Não faz mal a ninguém”, gravada para a novela “Sete pecados” (2007). O samba “Quatro horizontes”, parceria de Lenine com Pedro Luis (e com participação d’A Parede), para o filme “Diabo a quatro”, é uma das gravações mais deliciosas desse “Trilhas”. O coco “Como é bom a gente amar” (de autoria de Lula Queiroga, para o filme “A pessoa é para o que nasce”) também é outro grande momento, da mesma forma que “Diversidade”, feita especialmente para o ótimo especial “A terra dos meninos pelados”, musical infantil originalmente escrito por Graciliano Ramos, e que foi ao ar pela TV Globo no ano de 2003. Como faixa bônus, “Alpinista social”, música composta para a novela “Lua cheia de amor”, em 1990. Como diz Lenine no encarte, o “início de tudo”. Valeu a pena ter insistido.

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“No Brasil com Trio Mocotó” – Dizzy Gillespie & Trio Mocotó
Quando Dizzy Gillespie visitou o Brasil em 1974, gravou uma sessão com o Trio Mocotó no estúdio Eldorado. O álbum não foi lançado à época de sua gravação porque o editor Norman Granz a considerou não comercial. A fita estava perdida até o ano passado. Finalmente encontrada, foi digitalizada e lançada pela Biscoito Fino. Mas o caminho não foi nada fácil. Na fita não havia indicação de nada: data, músicos, nomes das faixas... Depois de um trabalho minucioso, o produtor, amigo e herdeiro de Dizzy, Jacques Muyal, conseguiu reunir todas as informações. Na verdade, a ideia inicial do criador do be-bop era outra: juntar cem ritmistas brasileiros e gravar um disco. Mas a gravadora Phillips considerou inviável colocar tanta gente dentro de um estúdio. Aí, os executivos sugeriram que Dizzy se reunisse com o grupo Os Originais do Samba. Após alguns ensaios, o trompetista acabou se entrosando mais com o Trio Mocotó, formado por Nereu Gargalo, João Parayba e Fritz Escovão. Só que o resultado acabou esquecido. “Ele [Dizzy] nunca mais deu notícia daquele disco. Uma vez nós o encontramos em Montreux, mas nem ele mesmo lembrava mais daquilo. Acho que não gostou”, disse João Parayba ao repórter Jotabê Medeiros em reportagem para o jornal O Estado de S. Paulo, publicada em maio de 2009. Se ele gostou ou não, vai ser difícil a gente descobrir a uma altura dessa. Mas o resultado daquelas longínquas sessões, que pode ser ouvido agora em “Dizzy Gillespie no Brasil com Trio Mocotó”, é, no mínimo, surpreendente. Dizzy e o Trio Mocotó fazem um “sambe-bop” da melhor qualidade, em faixas deliciosas como “Samba” e “Dizzy’s shout / Brazilian improvisation”, essa última com fortes ecos da Bossa Nova. Já “Behind the moonbeam” lembra, de longe, “Samba de uma nota só” misturada a “Samba do avião”, ambas de Antonio Carlos Jobim. Em “Evil gal blues”, vale destacar a participação da cantora Mary Stallings, anunciada nos anos 70, como “uma das prováveis sucessoras” de Ella Fitzgerald. O final, com “Rocking with Mocotó”, é uma verdadeira apoteose ao samba e ao jazz. Certamente nem os cem ritmistas desejados pelo trompetista norte-americano seriam capazes de fazer algo tão brilhante. Uma preciosidade perdida de Dizzy Gillespie. Antes tarde do que nunca.

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Em seguida, a faixa “Chorando se foi”, do DVD “Bailão do ruivão”, de Nando Reis e Os Infernais, com participação especial de Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso:

4 de nov. de 2010

Monsueto, Ramones, The Clash, Ira!, R.E.M., Bon Jovi, Bruce Springsteen, Cee-Lo+Kings Of Leon, Britney Spears, Tom Waits, David Bowie

Até sábado!

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Eu fiquei tão preocupado em escrever sobre álbuns bacanas hoje, que quase me esqueci de um dos mais importantes. Mas ainda bem que vi a tempo na minha agenda de efemérides. Hoje faz 40 anos que David Bowie lançou um de seus álbuns mais importantes: "The man who sold the world". Muito se fala sobre esse disco... O glam-rock nasceu com "The man who sold the world"? Era o álbum de cabeceira de Kurt Cobain? É o melhor trabalho da carreira de Bowie? Bom, eu realmente não sei. Só sei que alguns clássicos nasceram nesse álbum, como a faixa-título, "The width of a circle", "She shook me cold", "The supermen"... Hoje à noite, eu vou preparar o dry martini e colocar "The man who sold the world" para rodar. Pena que aquele meu velho vinil não exista mais.



Ah, não deu pra resistir...



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Tom Waits vai relançar os seus quatro primeiros álbuns em vinil de 180 gramas. "Closing time" (1973), "The heart of saturday night" (1974), "Nighthawks at the diner" (1975) e "Small change" (1976) chegarão às lojas no dia 21 de dezembro, em edição limitada a mil cópias cada um, e em vinil vermelho (?!?).

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O novo álbum de Britney Spears sai no início do ano que vem. No momento, a cantora está trabalhando no sucessor de "Circus" (2008), com os produtores Dr Luke e Max Martin. A informação foi dada pelo próprio Dr Luke, em entrevista ao Hollywood Reporter.

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Já ouviram a versão de Cee-Lo Green para "Radioactive", do Kings Of Leon?? Achou melhor do que o original?





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Bruce Springsteen postou na internet o vídeo de "Save my love", faixa que fará parte da edição especial repleta de raridades de "Darkness on the edge of town", lançado originalmente em 1978. A edição especial, cujos detalhes já foram adiantados aqui no blog há alguns meses, chega às lojas no dia 15 de novembro.





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Quer escolher o repertório do próximo show do Bon Jovi?? Ele acontecerá no dia 10 de novembro, no Best Buy Theater, em Nova York, e será transmitido ao vivo pelo www.youtube.com/bonjovi. Nesse canal, você pode ver como faz para escolher uma música para o roteiro da apresentação.





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Novidades sobre o novo álbum do R.E.M., "Collapse into now", que sai no início do ano que vem. Mike Mills, em entrevista à Spin, disse que os fãs podem esperar por um som mais "expansivo" do que "Accelerate" (2008), com participações especiais de Eddie Vedder, Patti Smith e Peaches. "Em 'Accelerate', nós tentamos fazer as músicas de forma mais curta e rápida possível. Nesse novo álbum, a gente queria ser mais expansivo, variando mais, e não nos limitando a nenhum tipo de música. Há algumas canções realmente lentas e bonitas, outras no meio termo, e umas três ou quatro bem puxadas para o rock", disse Mills. No total, serão 12 faixas. O tecladista e baixista também disse que as letras politizadas foram deixadas de lado nesse novo álbum. "É algo mais pessoal, humano. Não só para o Michael Stipe, mas pessoal e humano pelo modo de narrativa das músicas e dos protagonistas das canções." Algumas faixas do álbum produzido por Jacknife Lee já estão com nomes definidos: uma das mais rápidas se chamará "All the best", e a última faixa, que conta com Patti Smith foi intitulada "Blue". A faixa com a participação de Eddie Vedder, por sua vez, se chamará "It happened today".

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Falando agora de rock brasileiro, o blog do Paulo Marchetti lembra que hoje faz dez anos que o álbum "MTV - Ao vivo", do Ira!, chegou às lojas. Depois de alguns discos que não venderam muito (como "Você não sabe quem eu sou", de 1998, e "Isso é amor", do ano seguinte), o trabalho ao vivo chancelado pela MTV serviu para o Ira! renovar o seu público, da mesma forma que o Capital Inicial fizera poucos meses antes, com o seu "Acústico MTV" (2000). E o ao vivo do Ira! não deixou por menos: são 20 músicas, varrendo toda a discografia da banda, e ainda inéditas, como a ótima "Inundação de amor". Até os velhos fãs redescobriram (e voltaram a berrar nos shows) coisas como "Dias de lutas", "Núscleo base", "Flores em você", "Pobre paulista", "Envelheço na cidade"... Taí uma banda que faz falta!





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Hoje faz 25 anos que a segunda banda punk mais bacana de todos os tempos lançou o seu último álbum de estúdio. "Cut the crap", que chegou às lojas no dia 04 de novembro de 1985, foi o canto do cisne do The Clash. Topper Headon e Mick Jones já não faziam parte da banda, e, bem..., sabe quando a mágica é desfeita? "Cut the crap", que é considerado por muitos fãs como um trabalho solo de Joe Strummer, é, mais ou menos, assim. Até a própria banda parece renegar um pouco esse álbum. A impressão que fica é a de que a única faixa que existiu nesse disco foi "This is England".





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Vamos falar de álbuns legais agora? Hoje eu separei três MUITO legais. E eu vou começar por "Rocket to Russia", terceiro álbum de estúdio do Ramones, e que foi lançado no dia 04 de novembro de 1977. Ouvindo hoje, dá até para pensar que "Rocket to Russia" é um "greatest hits" da banda punk mais bacana de todos os tempos. Veja só: "Cretin hop", "Rockaway beach", "Sheena is a punk rocker", "We're a happy family", "Teenage lobotomy", a versão absurda de "Do you wanna dance?", "Surfin' bird"... Na boa, bom pra cacete, não? É aquele tipo de disco que eu desconfio que nunca vai ter igual novamente. Seja pela atitude da banda, pelas músicas em si, pela sonoridade...





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Opa! Bom dia, pessoal! Dia bonito, não? Parece que o céu está até sorrindo para a chegada de Paul McCartney... Então, vamos ver logo o que é que tem pra hoje, né? E hoje é dia de lembrar do grande Monsueto, que nasceu a 04 de novembro de 1924. Pintor nas horas vagas, Monsueto também chegou a trabalhar no cinema e na televisão - seu personagem mais importante foi o Comandante, na TV Rio. São dele clássicos do samba como "Mora na filosofia" e "Me deixa em paz". Uma das gravações mais memoráveis de Monsueto foi "A tonga da mironga do kabuletê", em 1970, ao lado de Toquinho e Vinicius de Moraes. Ele também foi gravado por Alaíde Costa e Milton Nascimento, no disco "Clube da Esquina" (1972), e por Caetano Veloso ("Mora na filosofia", em "Transa", também de 72). Monsueto morreu no dia 17 de março de 1973.



29 de out. de 2010

Frankie Goes to Hollywood, Lídia Brondi, Van Der Sar, Rolling Stones, Pixies, Slash+Fergie, Cee-Lo Green, Nirvana

Olha só o que está voltando...



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É possível alguém se suicidar duas vezes??



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Bem diferente é esse trechinho liberado do próximo videoclipe de Cee-Lo Green, "Bright lights bigger city": música boa e videoclipe bacana.



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"Beautiful dangerous" é o novo videoclipe do Slash, com a participação especial de Fergie. Na boa, música caída e videoclipe caído, hein...



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Para comemorar o lançamento de seu novo site oficial, o Pixies está dando de presente para os fãs o download gratuito do show realizado na edição 2004 do festival de Coachella 2004. A apresentação, que contou com 20 músicas em 60 minutos, pode ser baixado aqui. A banda promete abastecer o site semanalmente com novos shows, mas o download destes será pago. O primeiro, e que já está disponível, é um concerto realizado na cidade de Manchester, em 1988.

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Por conta do lançamento de seu livro "Life", Keith Richards não sai da mídia. Em entrevista à revista alemã Stern, o guitarrista garantiu que o Rolling Stones volta aos palcos no ano que vem. Ele também disse preferir que os shows sejam realizados em salas de espetáculo menores, ao invés de grandes estádios. (Comentário nada a ver: Hahahaha... Imagina um show dos Stones na Via Funchal?) Richards afirmou que, nesse formato, seria possível fazer várias apresentações em uma mesma cidade. Pelo jeito, a turnê vai durar uns cinco anos então...

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Vou partir para o futebol porque agora quero homenagear um dos melhores goleiros que já vi jogar, e que hoje fica quarentão. Edwin van der Sar ganhou tudo o que competiu, menos a Copa do Mundo (azar da Copa do Mundo, não??). Gigante das traves, o goleirão holandês brilhou no Ajax, na Juventus, no Fulham e no Manchester United. A fama foi conquistada no Ajax, time pelo qual foi quatro vezes campeão holandês, e ainda faturou a Liga dos Campeões da Europa (edição 1994/95), uma Copa da UEFA (1991/92), uma Supercopa Européia (1995/96) e o Campeonato Mundial de Clubes de 1995. Pelo Manchester United, foram três campeonatos ingleses, uma Copa da Liga Inglesa, três Supercopas da Inglaterra, uma Liga dos Campeões da Europa e um Campeonato Mundial de Clubes, em 2008. Cá pra nós, nem precisava ganhar Copa do Mundo, né?



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Já que estou falando tanto da minha infância hoje, vou lembrar d uma das atrizes mais gatas que já vi atuar: Lídia Brondi. E não é que aquela gata está fazendo 50 anos hoje?? Não sei como ela anda hoje em dia. Infelizmente, Lídia Brondi deixou a carreira artística de lado para se dedicar à psicologia. Se eu não gostasse tanto do meu analista, eu iria procurá-la. Juro... Engraçado que Lídia Brondi fez três novelas que me marcaram muito: "Roque Santeiro" (de 1985, ela era a única personagem da novela que Sinhozinho Malta respeitava), "Vale tudo" (1988) e "Tieta" (1989). Filha do pastor Jonas Resende, ela é casada com o ator Cássio Gabus Mendes. E eu tive a sorte de ser aluno do seu irmão, Laércio, o melhor professor de português que tive na minha vida.



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Ah, hoje é dia de falar de um dos álbuns que mais ouvi na minha infância. Eu tenho um primo mais velho que eu trocava muito disco quando era criança. E era tipo assim: ele se ligava mais em rock internacional, e eu, em nacional. Tipo, deixava um "Dois", da Legião Urbana na casa dele, e levava um "The works", do Queen. Ou então deixava um "Selvagem?", dos Paralamas do Sucesso, e trazia para casa um "Welcome to the pleasuredome", do Frankie Goes To Hollywood. Pra ser sincero, nem sei se cheguei a devolver esse álbum duplo para o meu primo. Foi um dos vícios da minha infância. E hoje ele completa 26 aninhos de idade. Hum, bons tempos...



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Você já viu homem voar? Não, né? Então deixa eu contar uma história pra vocês. Hoje eu comecei a postar cedo porque simplesmente não dormi. Veja só: estava correndo no calçadão ontem à noite, ouvindo David Bowie, parara, parara, quando, depois de uns cinco quilômetros, uma pedra (tipo aquela da poesia do Drummond) se materializou na minha frente. Os segundos seguintes foram surreais... Catei cavaca por uns 70 metros, até que desisti de tentar me equilibrar e me esborrachei no chão. Resultado: pernas, braços e mãos todas arrebentadas. Um senhor ainda veio me levantar, e a frase que ele me disse me trouxe de volta à realidade: "Ainda bem que você conseguiu colocar a mão na frente, porque sua cabeça ficou a uns quinze centímetros do meio-fio"... Pode acreditar, mas cada tecla digitada aqui dói pra cacete. E olha só o que eu estava ouvindo exatamente na hora em que "levantei voo"...



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"Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo"

("Livros" - Caetano Veloso)

Lindo, não? O Dia Nacional do Livro não poderia passar em branco por aqui. O livro que, várias vezes, é o meu melhor amigo. Pena que os brasileiros leiam tão pouco. Também em um país onde é mais barato comprar um livro importado do que um nacional, isso não chega a ser uma surpresa. Os impostos são altíssimos e ninguém faz nada para melhorar a situação. Mas o que podemos esperar de um país cujo presidente diz se orgulhar de nunca ter lido um livro, né?

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20 de set. de 2010

Wander Wildner, Ben Webster, Ozzy, Bowie, Sophia Loren, The Drums, MSP, Radiohead, Paralamas, Amy, Pet Shop Boys, U2, Depeche Mode, Waldir Azevedo

Trinta anos sem Waldir Azevedo. Um "Brasileirinho" em homenagem a ele!



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O site de fãs do Depeche Mode Home anunciou que a banda está preparando um registro da "Tour of the universe", a ser lançado em novembro. Segundo o site, o show escolhido foi o de Barcelona, em novembro do ano passado (não se sabe se o do dia 20 ou 21). Haverá três versões do show: DVD simples + CD duplo, DVD duplo + CD duplo e Blu-ray duplo. Além da apresentação (repertórios aqui), o vídeo trará um documentário de 40 minutos de duração, dirigido por Anton Corbijn, além dos videoclipes de "Wrong", "Peace", "Fragile tension" e "Hole to feed". De acordo com o mesmo site, há a probabilidade de o Depeche Mode também lançar um álbum de remixes no ano que vem.

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Parece que o U2 vai aproveitar os 20 anos de "Achtung baby" (a serem completados em novembro do ano que vem) para relançar o álbum. Segundo o cantor John Vanderslice, a banda irlandesa está remasterizando o clássico disco de 91, em uma sala ao lado da sua em um estúdio na cidade de Los Angeles. A revelação foi feita através do Twitter. O U2 já vem, faz algum tempo, relançando os seus álbuns em versões remasterizadas e expandidas. Pela ordem natural das coisas, "Achtung baby", de fato, seria o próximo da fila. E material extra desse álbum é que não falta.

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Sai no dia 01º de novembro a nova coletânea do Pet Shop Boys, "Ultimate Pet Shop Boys". Segundo o site oficial da dupla, o CD englobará 19 faixas em ordem cronológica de lançamento, de "West End girls" a "Love etc" - o repertório completo ainda não foi definido. Se você pensou: "mais uma coletânea do Pet Shop Boys?? Não compro!", terá um bom motivo para já reservar uma cópia: o DVD extra, que traz nada menos que 27 números gravados em programas da BBC, além da apresentação integral no festival de Glastonbury, que aconteceu em junho desse ano. São quatro horas de material visual.

A relação de faixas do DVD é a seguinte:
Ao vivo na BBC: "West End Girls", "Love Comes Quickly", "Opportunities (Let's Make Lots Of Money)", "Suburbia", "It's A Sin", "Rent", "Always On My Mind", "What Have I Done To Deserve This?", "Heart", "Domino Dancing", "Left To My Own Devices", "So Hard", "Being Boring", "Can You Forgive Her?", "Liberation", "Paninaro '95", "Se a vida é", "A Red Letter Day", "Somewhere", "I Don't Know What You Want But I Can't Give It Anymore", "New York City Boy", "You Only Tell Me You Love When You're Drunk", "Home And Dry", "I Get Along", "Miracles", "Flamboyant" e "I'm With Stupid".

Glastonbury 2010: "Heart", "Did You See Me Coming?", "Love Etc", "Pandemonium", "Building A Wall", "Go West", "Two Divided By Zero", "Why Can't We Live Together?", "New York City Boy", "Always On My Mind", "Closer To Heaven", "Left To My Own Devices", "Do I Have To?", "King's Cross", "Jealousy", "Suburbia", "What Have I Done To Deserve This?", "All Over The World", "Se A Vida É", "Viva La Vida"/"Domino Dancing", "It's A Sin", "Being Boring" e "West End Girls".



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Ao que parece, a relação entre Amy Winehouse e Mark Ronson azedou de vez. Segundo a cantora, o produtor do álbum "Back to black" (2006) "está morto". "Ronson, você está morto para mim. Eu escrevo um álbum, e você pega metade do crédito - fazer uma carreira assim? Eu acho que não", escreveu Amy em seu Twitter, nesse fim de semana. Ronson estava trabalhando no novo álbum de Amy Winehouse, que deve chegar às lojas no ano que vem. Vale lembrar que foi a partir de "Back to black", produzido por Ronson, que Amy Winehouse se tornou conhecida.

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Pela foto acima, parece um box mais não é. "Arquivo 3", novo álbum dos Paralamas do Sucesso, que chega às lojas nos próximos dias, é uma coletânea que contempla a fase pós-acidente de Herbert Vianna, entre 2002 e 2009 - nesse período, foram lançados três álbuns de estúdio e dois ao vivo. Diferentemente das outras duas edições de "Arquivo", não há nenhuma faixa inédita nesse terceiro volume - no "Arquivo I" (1990), os Paralamas lançaram "Caleidoscópio", e no "II" (2000), "Aonde quer que eu vá". A relação de faixas de "Arquivo 3" é a seguinte: "A lhe esperar", "Cuide bem do seu amor", "2 A", "O calibre", "Quanto ao tempo", "Na pista", "Seguindo estrelas", "De perto", "Mormaço" (com Zé Ramalho), "Soldado da paz", "Que país é este" (as duas com Dado Villa-Lobos) e "Selvagem / Polícia" (com os Titãs).

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O baixista do Radiohead, Colin Greenwood, publicou um artigo, no site Index of Censorship, sobre a indústria fonográfica. Mas o melhor mesmo foi quando ele escreveu que o Radiohead acaba de completar "mais um grupo de músicas". A expressão "grupo de músicas" (ao invés de "álbum") não foi à toa. Greenwood ainda não sabe como as tais novas canções serão lançadas. Após o lançamento de "In rainbows" (2007), pelo qual os fãs poderiam pagar, na internet, o preço que considerassem justo, a banda ainda quer descobrir uma "melhor forma de levar a sua música aos fãs".

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O Manic Street Preachers lança novo álbum hoje, e o primeiro single, "(It's not war) Just the end of love", já está em alta rotração aí pela internet. "Postcards from a young man" não tem previsão de lançamento no Brasil. Um videoclipe do primeiro single também foi lançado hoje, mas, em todos os sites de vídeo onde procurei, o conteúdo está bloqueado para o Brasil. Ficamos então com a versão ao vivo da mesma canção, apresentada na semana passada, no programa de Jools Holland.



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Uma das grandes sensações desse ano, a banda The Drums perdeu o seu guitarrista. Adam Kessler deixou a banda nesse fim de semana por motivos não explicados. A banda de Nova York publicou um comunicado em seu site, no qual se diz "devastada". Atualmente, o Drums está no meio de uma turnê pelos Estados Unidos, que não será interrompida. O nome do guitarrista-substituto é Tom Haslow. A banda ainda não confirmou se ele será efetivado a membro-oficial.

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E sabe quem faz 76 anos hoje? A grande atriz italiana Sophia Loren. É difícil os norte-americanos pagarem pau para algum artista que não tenha nascido em seu país. Mas para Sophia Loren eles pagam. Também, pudera. A mulher fez algumas dezenas de filmes clássicos (como "A queda do império romano", "O homem de La Mancha", "Quo vadis?" e "El Cid"), era linda e atuava magistralmente. Até um Oscar (em 1962) ela conseguiu faturar, com o filme "Duas mulheres", de Vittorio De Sica e Cesare Zavattini. E o melhor é que, volta e meia, Sophia Loren ainda dá as caras em alguma telona por aí.



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Olha, um dos primeiros shows que assisti na minha vida foi o de David Bowie, na Praça da Apoteose, aqui no Rio de Janeiro. E confesso que fiquei surpreso ao constatar que hoje faz 20 anos que aconteceu esse show. A turnê era a "Sound and vision", na qual Bowie apresentava os seus maiores sucessos. Os roteiros eram absurdos de bom e variavam noite a noite. Na Apoteose, por exemplo, ele começou com "Space Oddity", e terminou com a dobradinha "The Jean Genie / "Gloria", esta segunda de Van Morrison. No ano passado, escrevi um texto mais detalhado com algumas lembranças desse show. Caso seja do interesse, basta clicar aqui. Já o vídeo abaixo não é do show na Apoteose, mas de um em Tóquio, da mesma turnê. Poucos dias após o show no Rio, a Rede Globo passou um especial com os melhores momentos. Eu não tenho mais essa fita de vídeo. E parece que ninguém tem, porque não encontrei nada no YouTube...



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Na última sexta-feira, eu escrevi aqui no blog sobre os 19 anos do lançamento de "No more tears", de Ozzy Osbourne. E eu jamais imaginava que voltaria a falar do Príncipe das Trevas tão rapidamente. Mas o motivo é nobre. Sabe o porquê? Hoje, dia 20 de setembro de 2010, faz 30 anos que "Blizzard of Ozz", primeiro álbum solo de Ozzy Osbourne, chegou às lojas. Ninguém imaginava (e nem o Ozzy) que, após a sua expulsão do Black Sabbath, o seu primeiro álbum solo faria tanto sucesso. Aliás, muito mais sucesso do que qualquer álbum posterior da sua ex-banda. "Blizzard of Ozz" contém algumas das canções mais fortes do cantor, como "Goodbye to romance", "Crazy train" e "Mr. Crowley". E os méritos não são só de Ozzy Osbourne. O finado guitarrista Randy Rhoads ajudou a formatar o som da carreira solo do cantor. A banda ainda contava com Bob Daisley (baixo) e Lee Kerslake (bateria). Pena que, alguns anos após o seu lançamento, "Blizzard of Ozz" teve que ser recolhido das lojas. Isso porque, Bob e Lee ajuizaram uma ação, pedindo uma participação nas vendas. Ozzy (com toda a razão) não quis, eis que eles eram músicos contratados, e o álbum acabou sendo recolhido das lojas. Só que a sua esposa, Sharon Osbourne, teve a "brilhante" ideia de relançar o álbum com o baixista Robert Trujillo e o baterista Mike Bordin refazendo as partes que, originalmente, cabiam a Bob e Lee. Óbvio que ninguém gostou. Agora, parece que Ozzy Osbourne e seus antigos músicos estão chegando a um acordo. E é possível que "Blizzard of Ozz" (assim como o sucessor "Diary of a madman", de 1981, e que passou pelo mesmo problema) volte às lojas no ano que vem. Ficamos na torcida.



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"The Brute". "Frog". Ou Ben Webster. Independentemente do nome ou do apelido, ele foi um dos grandes jazzistas de todos os tempos. Um dos maiores nomes do saxofone tenor, Webster estourou tocando na orquestra de Duke Ellington. Ficou por lá entre 1935 e 1943 para, depis, seguir a sua carreira. Ben Webster sempre gostou de compartilhar. E, não à toa, os seus três grandes álbuns foram gravados em dupla com outros grandes jazzistas: "Coleman Hawkins encounters Ben Webster" (1957), "Ben Webster meets Oscar Peterson" (1959) e "Gerry Mulligan meets Ben Webster" (1959). Clássicos. E hoje faz 37 anos que o "Frog" pulou para o andar lá de cima.



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Bom, como você já devem ter sentido, hoje é o Dia do Gaúcho! Aeee... Parabéns a todos os gaúchos. E, olha, coincidentemente, quem faz aniversário hoje é o grande gaúcho Wander Wildner, nascido em Venâncio Aires, a 20 de setembro de 1959. Wander, que era itegrante d'Os Replicantes, teve grande importância para o punk no Brasil. Atualmente, ele segue em carreira solo. O seu último álbum foi "La canción inesperada", lançado em 2008.



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