"Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento."
("Cantiga para não morrer" - Ferreira Gullar)
*****
Na boa, esses musicais da Broadway são muito chatos. Mesmo quando é o Bono e o The Edge que fazem a trilha sonora (veja o vídeo abaixo com a música de "Spider-Man: Turn off the dark"). Musical desse tipo, para mim, é "West side story", do Leonard Bernstein. O resto é o resto.
*****
*****
*****
*****
*****
*****
Slash anunciou que vai lançar uma edição expandida de seu último álbum (capa acima), que chegou às lojas no início do ano. Além do álbum original, haverá mais um CD com 13 gravações inéditas e um DVD com cinco faixas ao vivo, entrevista e o making of da gravação do álbum. A edição (que será limitada) também virá acompanhada de uma palheta de guitarra e um poster. O pacote chega às lojas no dia 28 de setembro. As faixas extras do CD são as seguintes: "Sahara" (feat. Koshi Inaba), "Paradise city" (feat. Fergie & Cypress Hill), "Mother Maria" (feat. Beth Hart), "Baby can't drive" (feat. Alice Cooper & Nicole Scherzinger), "Sahara" (feat. Koshi Inaba), "Beautiful dangerous" (feat. Fergie), "Demo #4", "Demo #16", "Back from Cali" (feat. Myles Kennedy), "Fall to pieces" (feat. Myles Kennedy), "Sweet child O' mine" (feat. Myles Kennedy), "Watch this" (feat. Myles Kennedy) e "Nightrain" (feat. Myles Kennedy). Já o DVD trará as versões ao vivo de "Back from Cali", "By the sword", "Starlight" e "Mean bone".*****
*****
*****
*****
*****
Responda rápido: qual o melhor álbum ao vivo de rock de todos os tempos? Tudo bem, você pode não ter escolhido o "Alive!", que o Kiss lançou em 1975 (até mesmo porque temos coisas como o "The Who live at Leeds", de 1970, e o "Live after death", do Iron Maiden, de 85), mas aposto que ele passou pela sua cabeça. "Alive!" foi o primeiro álbum ao vivo de uma das melhores bandas do mundo em cima de um palco. Até hoje. Quem viu a última turnê do Kiss que passou pelo Brasil (exatamente para comemorar os 35 anos da banda, com a íntegra do "Alive!"), sabe do que estou falando. Ademais, sente só o nível do repertório: "Deuce", "Strutter", "Got to choose", "Hotter than hell", "Firehouse", "Nothin' to lose", "C'mon and love me", "Parasite", "She", "Watchin' you", "100,000 years", "Black diamond", "Rock bottom", "Cold gin", "Rock and roll all nite" e "Let me go, rock 'n' roll". Só clássico, não? E, hoje, faz 35 anos que essa obra-prima chegou às lojas.*****
*****
*****
"Uma parte de mimé todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?"
("Traduzir-se", do poeta, crítico de arte, tradutor, professor, cronista, memorialista e ensaísta Ferreira Gullar, um dos fundadores do neoconcretismo, e que hoje completa 80 anos.)

