Mostrando postagens com marcador Baden Powell. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baden Powell. Mostrar todas as postagens

13 de out. de 2010

Lulu Santos, Pavarotti, The Who, Rush, Gorillaz, Rolling Stones, Weezer, Michael Jackson, Baden, Autoramas, Lips, XX, Ozzy, Duffy, Velvet Revolver

A boa notícia para os fãs do Velvet Revolver é que a banda já voltou a se reunir, após um hiato de dois anos e meio, quando o vocalista Scott Weiland saiu da banda. Slash, Duff McKagan, Matt Sorum e Dave Kushner estão em estúdio, testando um novo material. "O VR está de volta ao estúdio, tocando e testando novos cantores. Deixaremos vocês informados logo que haja novidades", escreveu o guitarrista Slash em seu perfil no MySpace. Vamos ver no que isso vai dar...

*****

E que tal o videclipe da música nova da Duffy, "Well, well, well". Eu gosto muito dela, mas ainda não consegui me acostumar muito com essa música. Tem algo que me incomoda, e eu não sei o quê... A faixa estará no álbum "Endlessly", que será lançado a 29 de novembro.



*****

Ozzy Osbourne é o novo colunista de saúde da Rolling Stone... Hahaha... Acha que é piada?

*****

Gostei desse vídeo de "Crystalized", do XX, no programa "Jimmy Kimmel Live!", que foi ao ar ontem, nos Estados Unidos.



*****

Já imaginou pintar um quadro com o seu sangue? Wayne Coyne, do Flaming Lips, já. E fez...



*****

Um programa bom para quem está no Rio é o show do Autoramas (visto na foto acima de Marco Chaparro), amanhã (dia 14/10), no encerramento da final carioca do Festival GBOB Brasil. A apresentação acontece no Teatro Odisséia. No palco, os Autoramas mostram as canções do álbum "MTV apresenta Autoramas desplugado", com versões acústicas de suas canções, além de sucessos de Raul Seixas e Elvis Presley. Além do Rio, o Festival GBOB Brasil realiza seletivas em São Paulo (dia 21 de outubro, no Manifesto Bar), que também contará com show do Autoramas, no Manifesto Bar, em 21 de outubro. Ingressos no Rio a R$ 25,00 (R$ 20,00 até hoje, na bilheteria do Odisséia), e em São Paulo a R$ 30,00. Os dois shows começam às 22h.

*****

Para lembrar os dez anos da morte de Baden Powell, celebrados no dia 26 de setembro passado, a gravadora Warner está reeditando três álbuns do artista em CD. "O grande show" (1979), "Nosso Baden" (1980) e "De Baden para Vinícius" (1981) chegam às lojas sob a supervisão de Marcelo Fróes, responsável pelos textos dos encartes. Os álbuns - editados em CD pela primeira vez - vêm com a arte gráfica original. "O grande show" foi gravado ao vivo no Teatro Procópio Ferreira, e conta com a produção de Sérgio Cabral. No repertório, temas instrumentais costumeiros nas apresentações do violonista, como "Se todos fossem iguais a você" (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) e "Asa Branca" (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira). "Nosso Baden" também contou com a produção de Sérgio Cabral, e trez músicas compostas em parceria com Paulo César Pinheiro, como "Até eu" e "Cai dentro". "De Baden para Vinícius", por sua vez, foi gravado poucos meses após a morte do Poetinha, que aconteceu a 09 de julho de 1980. Nesse álbum, Baden interpreta clássicos como "Samba em prelúdio" e "Deixa". O som das novas edições em CD foi remasterizado.

*****

Conforme eu já tinha adiantado aqui na semana passada, agora foi confirmado o lançamento de "Vision" (acima), box com três DVDs com todos os videoclipes de Michael Jackson. Serão quatro horas e meia de duração, com destaque para alguns videoclipes nunca antes lançados em DVD (como "She's out of my life", por exemplo) e um inédito ("One more chance"). Além dos três DVDs, o box trará um livro de 60 páginas, com fotos inéditas. A relação de videoclipes é a seguinte: "Don't stop 'til you get enough", "Rock with you", "She's out of my life", "Billie Jean", "Beat it", "Thriller", "Bad", "The way you make me feel", "Man in the mirror", "Dirty Diana", "Smooth criminal", "Another part of me", "Speed demon", "Come together", "Leave me alone", "Liberian girl", "Black or white", "Remember the time", "In the closet", "Jam", "Heal the world", "Give in to me", "Who is it", "Will you be there", "Gone too soon", "Scream", "Childhood", "You are not alone", "Earth song", "They don't care about us", "Stranger in Moscow", "Blood on the dance floor", "Ghosts", "You rock my world", "Cry", "Blame it on the boogie" (The Jacksons), "Enjoy yourself" (The Jacksons), "Can you feel it" (The Jacksons), "Say say say" (Paul McCartney e Michael Jackson), "They don't care about us" (Prison Version), "Why" (3T e Michael Jackson) e "One more chance".

*****

Mal lançou o álbum de inéditas "Hurley", o Weezer já anuncia uma coletânea de raridades a ser lançada no dia 01º de novembro. "Death to false metal" (capa acima) trará dez faixas inéditas e que "por algum motivo", segundo o vocalista Rivers Cuomo, não foram finalizadas. As faixas foram gravadas nos últimos 20 anos. No mesmo dia, chegará às lojas a reedição do clássico "Pinkerton" (1996), com 16 faixas bônus. As faixas de "Death to false metal" são as seguintes: "Turn up the radio", "I don't want your loving", "Blowin' my stack", "Losing my mind", "Everyone", "I'm a robot", "Trampoline", "Odd couple", "Auto-pilot" e "Unbreak my heart".

*****

Fãs dos Rolling Stones, separem uma grana (preta) para o dia 23 de novembro. Nesse dia serão lançadas duas caixas com a discografia completa da banda, em vinil. A primeira, "The Rolling Stones 1964-1969" (acima), contará com os seguintes álbuns: "The Rolling Stones 1964-1969", "The Rolling Stones" (EP), "The Rolling Stones", "Five by five" (EP), "The Rolling Stones nº 2", "Out of our heads", "Aftermath", "Big hits (High tide and green grass)", "Between the buttons", "Their satanic majesties request", "Beggars banquet", "Through the past, darkly (Big hits vol. 2)", "Let it bleed" e "Metamorphosis".

O outro box, "The Rolling Stones 1971-2005" (imagem acima), vem com os seguintes bolachões: "Sticky fingers", "Exile on main street", "Goats head soup", "It's only rock 'n roll", "Black and blue", "Some girls", "Emotional rescue", "Tattoo you", "Undercover", "Dirty work", "Steel wheels", "Voodoo lounge", "Bridges to Babylon" e "A bigger bang". As caixas, que terão edição limitada, serão numeradas. "O vinil foi cúmplice dos Rolling Stones desde sempre. E essa é a melhor forma de ouvir a maior banda de rock do mundo. Não há mais nada a dizer. Apenas ouça", disse Andrew Kronfeld, executivo de marketing da Universal Music.

*****

O Gorillaz subiu ainda mais no meu conceito. Damon Albarn vetou as músicas de sua banda para o "Glee". "Esse seriado tem prazo de validade", disse ao Guardian.

*****

Eu ainda tenho que falar, com algum atraso, sobre o show do Rush que vi no domingo, na Praça da Apoteose. Eu nem me preocupei muito em escrever sobre a apresentação porque já o fiz em julho, quando vi o Rush - nessa mesma "Time machine Tour" - em Nova Jersey (texto aqui). Não sei se isso é bom ou ruim, mas o show do Rush aqui no Rio foi idêntico ao outro. Inclusive, todos os shows da turnê são iguais - bem diferente da Dave Matthews Band, que lotou a HSBC Arena na sexta-feira. A apresentação do trio canadense parece mesmo uma máquina do tempo, de tão certinha que é. Tudo ensaiado demais, ótimos efeitos especiais, iluminação fantástica, som esporrando... E a técnica de Neil Peart (bateria), Geddy Lee (teclados, baixo e voz) e Alex Lifeson é de deixar qualquer um babando. Até um solo de bateria com o Neil Peart fica legal. E a voz esganiçada de Lee tem lá o seu charme. E charme é o que a banda mais faz, ao brincar com a sua fama de geek. Os vídeos, que são transmitidos pelos telões de alta definição, com os músicos brincando de atores, no decorrer do show, são impagáveis (no YouTube dá pra encontrar fácil). E o repertório é uma tour de force pelos 18 álbuns lançados pela banda desde a estreia em 1974 - a última música do show, "Working man", desse seminal álbum, ganhou um arranjo interessante puxado para o reggae. Duas músicas inéditas, e que farão parte do próximo álbum do conjunto ("Clockwork angels", a ser lançado no segundo semestre do ano que vem) também tiveram vez. Mas a grande sensação da noite foi a exibição integral do álbum "Moving pictures" (1981), com precisão cirúrgica. A única coisa que saiu do script do álbum original de estúdio foi o público "cantando" a melodia de "YYZ". Como já ocorrera no Maracanã em 2002, foi arrepiante. E a julgar pelo sorriso dos integrantes da banda, eles não se importaram. Que a próxima visita não demore tanto.

Os vídeos desse show no YouTube estão meio toscos, mas esse aqui é sensacional:



*****

Hoje eu não ia falar de efeméride nenhuma, porque deve ter um bando de coisa acumulada desses meus dias de vagabundagem. Mas eu tenho que lembrar aqui que hoje faz 45 anos que o The Who entrou em estúdio para gravar o hino "My generation". I hope I die before I get old... Ainda bem que Roger Daltrey e Pete Townshend ainda estão vivinhos por aí para cantarem essa música. Já Keith Moon e John Entwistle seguiram a letra... ao pé da letra. Aliás, esse solo de baixo do Entwistle arrepia...



*****

Tem outro acontecimento legal do dia 12 de outubro que não quero deixar passar em branco. Ontem, o magnífico Luciano Pavarotti teria completado 75 anos. Eu nunca vi uma apresentação dele ao vivo. Mas passei por um momento marcante. Em outubro de 2008, um mês depois de sua morte, vi um show do The Police no Estádio Olímpico de Turim. Foi a única apresentação da banda na Itália, naquela primeira perna europeia da turnê. Antes de o show começar, os telões passaram as imagens de Pavarotti cantando "Nessun dorma", ária da ópera "Turandot". Quando o vídeo terminou, o público (veja bem, era um público de show de rock) cantou a ária de Giacomo Puccini novamente. Em fevereiro de 2006, Pavarotti inaugurara o mesmo estádio cantando essa ária na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim. Foi a sua última apresentação.



*****

E esse tempo hoje? Aqui no Rio de Janeiro, poucas nuvens no céu. E o sol brilha com uma intensidade que eu não via há algum tempo. Hoje foi estranho... Saí de manhã e até cantei no carro. Há quanto tempo eu não fazia isso? E ainda era Lulu Santos... O que está acontecendo, hein?



*****

Bom dia, pessoal! Como estamos, hein? Olha, em primeiro lugar, me desculpem o sumiço. Confesso que rolou uma preguiça danada esses dias. Na segunda, fiquei sem acesso ao computador. E, ontem, bem, ontem foi Dia das Crianças, né? Aí, eu quis aproveitar o meu dia de outra forma. Tinha até pensado em algo especial aqui no blog sobre o Dia das Crianças, mas vai ficar para o ano que vem... Hahaha... De qualquer forma, só para não passar em branco...

25 de set. de 2010

John Bonham, INXS, Gal Costa, Kid Abelha, Baden Powell, Dan Stulbach, LCD Soundsystem, Elis Regina & Dom Salvador, Eels, Cony

O LIVRO DA SEMANA: Finalmente arrumei tempo para terminar de ler "Eu, aos pedaços", de Carlos Heitor Cony. Um dos grandes livros da minha vida é "Quase memória", um "quase romance", no qual Cony retrata a relação com o seu pai. "Eu, aos pedaços" não é um romance - e, na verdade, não chega nem a ser um "quase romance". Editado pela Leya, o livro apresenta várias crônicas que Cony escreveu em sua carreira. Todas elas falam sobre a sua vida. Então "Eu, aos pedaços" é uma "quase autobiografia"? Pode ser que sim. Mas o escritor não segue uma cronologia na ordenação dos fatos, preferindo dividir as crônicas por assunto, como Infância, Família, Jornalismo, Relações, Política etc. Alguns dos melhores momentos do livro são quando o autor fala sobre o golpe militar de 1964. É possível (quase) sentir o terror na pele, no último capítulo do livro, "A revolução dos caraguejos". Também são interessantes os textos mais pessoais de Cony, especialmente o delicioso "Uma noite no Scala" (sobre uma apresentação de "La Bohème", em Milão) e o engraçadíssimo "Minha noite com Raquel Welch". No texto "Enquete", Cony responde a seguinte pergunta: "Qual é para você o cúmulo da miséria?". Resposta: "Trabalhar". E dessa forma, me despeço de vocês por hoje. Até mesmo porque hoje é sábado.

*****

No início do ano, o vocalista do Eels, Mark "E" Everett, foi detido na Inglaterra. Motivo: suspeito de terrorismo. O troco veio agora, no videoclipe de "Baby loves me", no qual Londres é retratada como uma cidade de brinquedo. Legal!



*****

UMA MÚSICA PARA O FINAL DE SEMANA: "Uma vida", com Elis Regina, Dom Salvador e banda Abolição. Charles Gavin me apresentou a esse vídeo nessa semana, e eu pirei. Nunca vi a Elis Regina tão funkeada, com tanto suíngue. Simplesmente fantástico!



*****

Adorei o videoclipe de "Home", do LCD Soundsystem. Dirigido por Rick Darge, o vídeo não é oficial, eis que não foi aprovado pela banda. Mas que é muito bacana, ah, isso é...



*****

Finalizando as efemérides desse fim de semana, vou falar um pouco de televisão. Amanhã, o grande ator Dan Stulbach faz 41 anos. Corintiano doente, Dan fez grandes papéis na televisão, como o Edgard Legrand (em "Senhora do destino"), o Ricardo da Silva (de "Som e fúria"), o Léo (de "Queridos amigos")... Mas o melhor mesmo era aquele maluco do Marcos, em "Mulheres apaixonadas". Na época da gravação da novela, era comum as senhoras que estavams entadas ao seu lado no avião, pedirem para mudar de lugar. Foi um dos grandes papéis que já vi em uma novela. Vale lembrar aqui também o Clausewistz, da peça "Novas diretrizes em tempos de paz", que depois virou filme.



*****

Eu já separei aqui o box com a obra do Baden Powell. Isso porque amanhã é dia de homenagear o maior violonista do mundo. No dia 26 de setembro de 2000, Baden foi tocar o seu violão para os anjos lá no andar de cima. Pouco antes de sua morte (uns dois anos, acho), fui a um show do Baden, no Bar do Tom, que fica dentro da churrascaria Plataforma. Babei o show todo. No final, ele se sentou na mesa do lado da minha. Estava morrendo de vergonha de falar com ele. Mas, quando vi, um amigo meu já tinha me empurrado. Consegui pegar o autógrafo do mestre, que guardo com muito carinho até hoje. Pois é, Bruno, essa eu ainda te devo!



*****

O blog do Paulo Marchetti me informa que amanhã fará 25 anos que o Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens lançou o seu segundo álbum, "Educação sentimental". Assim como o disco de estreia, "Seu espião" (1984), o segundo LP mais parecia uma coletânea de sucessos. Sente só: "Lágrimas e chuva", "Educação sentimental I e II", "Os outros", "A fórmula do amor"... E como hoje eu estou nostálgico mesmo, bons tempos esses em que o rock brasileiro produzia algo de qualidade... Tenho pena da molecada que está crescendo ao som dessas bandinhas atuais. Ê tempinho vagabundo...



*****

Vamos agora falar dos aniversários bacanas de amanhã? Então vamos começar pela divina (adoro esse adjetivo) Gal Costa, que completa 65 anos nesse domingão. Nessa semana, eu comprei o box "Gal total", com toda a obra de Gal Costa na Polygram (atual Universal). Já tinha a maioria dos CDs, mas a caixa vale muito a pena, porque, além de contar com a arte original de cada álbum, vem com um som remasterizado excelente, e um CD duplo de raridades. E é impressionante notar como a carreira de Gal nos anos 60/70/início dos 80 foi coesa e íntegra. Poucos artistas conseguem gravar álbuns tão perfeitos. Os discos tropicalistas de 1969, o "Fa-Tal" de 71, o "Cantar" (de 1974, e com arranjos de João Donato), o "Gal canta Caymmi", para mim, o melhor songbook já gravado no Brasil... Enfim, muita coisa boa. Gal já anunciou que vai gravar um álbum de inéditas com produção de Caetano Veloso. Já estou ansioso...



*****

CULTURA INÚTIL DO DIA: Em 25 de setembro de 1910, o Botafogo deu de seis a um no Fluminense. Foi a maior goleada do Bota sobre o Flu em todos os tempos.

*****

Volta e meia eu lembro algum álbum aqui que está fazendo aniversário. Acho que é o que mais gosto de fazer nesse blog. E gosto mais ainda quando falo de um disco que eu comprei na época do lançamento. E esse é o caso de hoje. "X", do INXS, chegou às lojas em 25 setembro de 1990. Na época, meu colégio ficou um mês em greve. Nem preciso dizer qual foi a trilha sonora dessas férias que caíram do céu, né? "Suicide blonde", "By my side", "Disappear", "The stairs", "Hear that sound"... Eu considero "X" o melhor álbum do INXS ao lado do "Kick" (1987). Em 1991, a banda australiana fez o melhor show do Rock in Rio II (ao lado de Prince, Titãs e George Michael), com duas horas e meia de duração. Sinceramente, eu achei que o Maracanã poderia ter caído durante "Suicide blonde"...



*****

Responder qual o maior baterista da história do rock é tarefa das mais inglórias. Eu sempre fico com dois: John Bonham e Keith Moon. Inigualáveis na arte de tocar. Inigualáveis na arte de beber. Inigualáveis na arte de morrer. John Bonham se afogou em seu próprio vômito no dia 25 de setembro de 1980. Ele tinha apenas 32 anos de idade, provando que não é necessário viver tanto para entrar pra história. Confesso que solo de bateria não é o meu forte. Hoje em dia está até meio que em desuso nos shows de rock. Mas os solos de Bonham eram diferentes. Não tem como não escutar/ver "Moby Dick" e não ficar arrepiado. Concorda?



*****

Boa tarde, pessoal. Como vocês viram, hoje eu comecei o dia com o Queen. "Radio Ga Ga" foi escolhida para lembrar que hoje é o Dia do Rádio aqui no Brasil. A data foi escolhida em homenagem a Edgar Roquette-Pinto, que nasceu no dia 25 de setembro de 1884, e é considerado o "pai do rádio brasileiro". Ele foi o responsável pela implantação da primeira emissora de rádio no Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923. Eu sei que pouca gente ouve rádio nesses tempos de internet, mas eu ainda peguei um época na qual a gente tinha que ficar grudado em alguma estação de rádio para poder gravar aquela música que não tinha o disco. Tempos muitos mais bacanas do que os de hoje, quando temos tudo à disposição na internet, mas, ao mesmo tempo, ninguém assimila nada.

*****

16 de mai. de 2008

AFRO-SAMBAS ATUALIZADOS

Distribuído, no início dos anos 90, como brinde de fim de ano de uma grande empresa, finalmente o registro dos afro-sambas, realizado em 1990, por Baden Powell é lançado comercialmente. No mercado nacional, claro, porque, na França, o tal disco já está nas lojas lá se vão mais de dez anos. A carta de Baden Powell transcrita no encarte do CD não deixa de ser premonitória, com relação a esse atraso: “Aqui no Brasil, a vida continua atrasada em mais de 50 anos. É completamente impossível se fazer qualquer coisa boa, de qualidade, nessa terra quente, embora maravilhosa em sua natureza e tão mal aproveitada em todo seu imenso território”.

Se a pegada de Baden não apresenta o mesmo vigor de 1965 (ano em que foi gravado o disco original), a técnica adquirida nesse intervalo de vinte e cinco anos é assustadora. E as meninas do Quarteto em Cy, que também participaram do disco original, estão bem melhores. A qualidade da gravação é cristalina – o disco de 1965 foi gravado em apenas dois canais. Mais uma vez, recorremos à carta de Baden para termos uma idéia de como foi gravado aquele clássico disco: “Foi gravado num daqueles dias, em que caía um temporal histórico. O estúdio estava transbordando de água e chuva. Cantava e tocávamos em cima de algumas caixas de cerveja e whisky que há muito já havíamos consumido. Estamos todos com muita raça, mas também bastante bêbados. Pouco profissionais. Até as namoradas, mulheres e amigos participaram das gravações”.

Todas as oito canções do disco de 1965 são executadas nesse “novo” trabalho. Clássicos como “Canto de Ossanha”, “Tempo de Amor” e “Bocochê” estão no disco gravado em 1990 (que possui o mesmo título do de 1965, “Os Afro-Sambas”). Para complementar outros afro-sambas que estavam perdidos em outros discos de Baden e Vinícius, como “Berimbau” e “Labareda”.

Cotação: ****