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11 de ago. de 2011

Uma antiga e uma nova do The National; o dia que o rock atravessou a Cortina de Ferro; as sessões do LCD; e a capa de disco mais espetacular de todas.



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Vou começar me desculpando pelo sumiço de ontem. Eu sei que pouca gente notou, então nem vou me preocupar tanto. Mas, para compensar, escolhi uma música de uma banda que eu adoro, o The National, para começar o dia. O show que rolou no Circo Voador, em maio, já está na minha lista de melhores do ano. Foi antológico. Poucas vezes vi uma comunhão tão grande entre artista e plateia. "Runaway" (logo aí acima) foi a primeira música do setlist. Já dá para ter uma noção de como foi esse show...

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E hoje, 11 de agosto, é o Dia da Televisão. Isso porque, hoje também é dia de Santa Clara, a padroeira da televisão. Reza a lenda que lá por volta do ano 1250, Santa Clara já estava velha demais para ir à missa. Entretanto, ela a acompanhava de seu quarto, já que as imagens da cerimônia se projetavam em sua parede. E assim nasceu o primeiro “programa de televisão” da história.



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Essa música também merece ser lembrada hoje...



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Quem complete 55 anos é o ex-baterista do Ramones, Richie Ramone. Ele ficou pouco tempo na banda. Saiu brigado com os outros integrantes porque entendia que deveria ganhar uma participação com a venda do merchandising da banda, tipo camisetas – e quanta gente não veste as camisetas dos Ramones, por aí? Richie gravou três álbuns na banda: “Too tough to die” (1984), “Animal boy” (1986) e “Halfaway to sanity” (1987).



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Ah, mudando completamente de estilo musical, vocês sabem qual música estava no topo da parada da Billboard 25 anos atrás?? Essa aqui:



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No dia 11 de agosto de 1989, o rock atravessou a Cortina de Ferro através do Moscow Music Peace Festival, que aconteceu no Lenin Stadium, com presença de 120 mil pessoas em cada uma das duas noites do evento. O Moscow Music Peace Festival, que promoveu a “paz mundial”, bem como “a luta contra o tráfico de drogas” na Rússia, contou com bandas ícones essencialmente do rock farofa, como Cinderella, Skid Row, Mötley Crüe e Bon Jovi. Ozzy Osbourne (com Geezer Butler no baixo) e os veteranos alemães dos Scorpions fecharam o elenco estrangeiro, que ainda teve a banda russa Gorky Park. O baterista Jason Bonham, filho do lendário John Bonham (Led Zeppelin) se juntou aos integrantes de todas as bandas, no final do evento, para relembrar “Rock and roll", clássico da banda de seu pai. Uma curiosidade é que, durante o festival, pela primeira vez, foi permitido que o público ficasse de pé e dançasse em um show de rock na antiga União Soviética.





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A indicação de hoje é o álbum “London sessions”, o último trabalho do LCD Soundsystem, lançado agora no Brasil. Faz poucos meses que James Murphy anunciou o fim das atividades da banda. Uma pena, porque nesse cenário chamado ridiculamente de “indie”, o LCD era uma das poucas bandas que tinha algo interessante a apresentar. Esse “London sessions” é o canto do cisne, um resumo da turnê de despedida da banda gravado em um estúdio – mas ao vivo, sem muitas maquiagens. Ou seja, o LCD Soundsystem aqui está cru e mais vibrante ainda. Como ele merece ser ouvido. “London sessions” faz um resumão dos três álbuns de estúdio lançados pela banda (o auto-intitulado, de 2005, “Sound of silver”, de 2007, e “This is happening”, de 2010). É um estilo greatest hits live. Tudo o que os fãs curtem está no CD: de “Daft Punk is playng at my house” a “Drunk girls”, passando por “Al my friends”, faixa do álbum “Sound of silver” (2007), e deve ter deixado o New Order com um pouquinho de inveja.



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DROPS:







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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

• O show completo, completinho do Foo Fighters no festival de Lollapalooza:



Prince se apresentando no festival Sziget, na Hungria, para a gente já ir se preparando para o show histórico que acontecerá aqui no Rio, no dia 27 de agosto. O show teve 13 (eu disse 13!!) músicas no bis, e Prince teve que voltar ao palco 4 (eu disse 4!!) vezes:



• A nova música do novo projeto de Noel Gallagher. Ela se chama “The good rebel”, e é a melhor (não) faixa do Oasis em alguns anos:



• “Exile, vilify”, a nova música do The National, e que fará parte da trilha sonora do videogame (isso, eu disse videogame!!) Portal 2:



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Essa aí em cima é a capa de “Fetus”, novo álbum do Flaming Lips - e poderia ser de outra banda?? O feto é de goma comestível. Dentro dele está o pen drive com três músicas: “Enthusiasm for life defeats existential fear Part 2”, “Steven’s moonbow” e “Squishy glass”.

Impressionante o que os artistas estão fazendo para vender discos...

21 de out. de 2010

Jack Kerouac, Celia Cruz, Gillespie, Manfred Mann, Coltrane, Senna, Trio Mocotó, Harrison, Blink, U2+Danger Mouse, National, Phoenix+Daft Punk, Ari Up



Ari Up (17/01/1962 / 20/10/2010)

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Até voltaria a trabalhar como advogado. Mas só se fosse para trabalhar nesse escritório aqui:



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O vídeo não está lá essas coisas, mas dá pra ter uma ideia do encontro do Phoenix com o Daft Punk, ontem, no Madison Square Garden...



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No dia 09 de novembro, o Modest Mouse vai relançar dois EPs raros. "The fruit that ate itself" (1997), e "Sad sappy sucker" (gravado em 1994, mas lançado somente em 2001) estarão disponíveis em CD, vinil e download. Nos próximos dias 23 e 24 de outubro, a banda se apresenta na edição 2010 do Bridge School Benefit, idealizado por Neil Young.

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Bem espirituoso esse novo vídeo do The National, não??



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BOMBA: Bono revelou que Danger Mouse (do Gnarls Barkley e do Broken Bells) está produzindo o novo álbum do U2, que deve se chamar "Songs of ascent", e sair no início do ano que vem. "Temos 12 músicas trabalhadas com ele", disse o vocalista ao site Theage. "Ao que tudo indica, o álbum será lançado em breve, já que as coisas estão acontecendo muito facilmente." Bono disse também que o U2 está trabalhando em outros dois álbuns, o primeiro seria voltado para as pistas de dança, com participações de RedOne (que trabalhou com Lady Gaga), Will.i.am (do Black Eyed Peas) e David Guetta; o segundo é um trabalho baseado nas canções que ele fez com o guitarrista The Edge para o musical "Spider-Man".

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O baixista e vocalista do Blink 182, Mark Hoppus, postou um vídeo falando sobre as gravações do novo álbum de sua banda, o primeiro desde 2003.



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Considerado por muitos como "o melhor álbum dos Beatles", "All things must pass", primeiro trabalho solo de George Harrison gravado após a dissolução do quarteto de Liverpool, ganha nova versão em vinil triplo, a ser lançada no dia 26 de novembro, exatos 39 anos e 364 dias após o seu lançamento original. A edição, limitada e numerada, foi remasterizada em Abbey Road, e reproduz a arte original. Como não tinha muito espaço para apresentar as suas composições nos Beatles, Harrison acumulou um material excepcional durante alguns anos. Daí a sua opção de lançar um álbum triplo em 1970 - o primeiro da história do rock. A ironia maior é que os primeiros trabalhos solo de John Lennon e de Paul McCartney não foram muito relevantes, enquanto que esse de Harrison foi extremamente elogiado. Dizem até que os quatro gnomos adormecidos na capa seriam os integrantes dos Beatles, enquanto Harrison (sozinho) no meio, reinava. E se você quiser conhecer um pouquinho mais esse discaço, clique aqui.

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Chega às lojas no início do mês que vem, via Biscoito Fino, um álbum que eu já chamo de sensacional antes de tê-lo escutado: "Dizzy Gillespie no Brasil com Trio Mocotó - 1974" (capa acima). Quando visitou o país em 74, o trompetista gravou uma sessão com o Trio Mocotó no estúdio Eldorado. A fita estava perdida até o ano passado. Finalmente encontrada, foi digitalizada e chegará às mãos dos pobres mortais. O repertório é o seguinte: "Samba", "The truth", "Dizzy's shout (Brazilian improvisation)", "Evil gal blues", "Behind the moonbeam" e "Rocking with Mocotó".

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Falando um pouco de Fórmula 1 agora, hoje faz 20 anos que Ayrton Senna sagrou-se bicampeão mundial na categoria. Na verdade, o campeonato foi decidido em seis segundos, tempo necessário para Senna tirar o seu rival Alain Prost da pista. Foi uma espécie de vingança do piloto brasileiro, que, no ano anterior, se envolveu em um acidente com o mesmo Prost, tirando-lhe a chance de ser campeão naquela temporada - Prost acabou saindo vitorioso. "Este título é contra todos aqueles que lutaram contra mim, no ano passado", disse Senna à época. Ah, bons tempos em que ficava acordado de madrugada para ver o Senna correr...



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O disco só saiu em março de 1961, mas foi no dia 21 de outubro de 1960 que John Coltrane entrou no Atlantic Studios de Nova York para começar a gravar "My favourite things". E com ele também entraram McCoy Tyner (piano), Elvin Jones (bateria) e Steve Davis (baixo). Certamente "My favourite things" está no meu top 5 de discos de jazz. Além da faixa-título de Richard Rodgers, o repertório tinha "Everytime we say goodbye" (Cole Porter), "Summertime" e "But not for me" (George Gershwin). As gravações aconteceram nos dias 21, 24 e 26 de outubro. Cinco anos após a gravação de Coltrane, "My favourite things" estourou de vez com o filme "The sound of music" ("A noviça rebelde"), de Robert Wise.



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E quem completa 70 primaveras hoje é o sul-africano Manfred Mann, tecladista fundador das bandas Manfred Mann e Manfred Mann's Earth Band. Tenho a impressão que pouca gente conhece a obra de Manfred Mann, mas ele foi responsável por um número grande de hits na segunda metade dos anos 60, como "Do wah diddy diddy", "Sha la la", "Pretty flamingo" e, claro, "Mighty quinn". Atualmente, ele continua por aí gravando. Às vezes, lança uma coisinha ou outra, mas bem longe do sucesso de 50 anos atrás.



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Quem também nasceu no dia 21 de outubro foi o trompetista Dizzy Gillespie. Nascido em 1917, Gillespie foi talvez o principal responsável pelo movimento bebop no jazz moderno. Antes que me peçam pelo twitter alguma indicação de disco dele, eu já me adianto aqui. Caso queira conhecer um pouco mais desse importante artista, nem perca tempo: "An Electrifying Evening with the Dizzy Gillespie Quintet", gravado em 1961, no Museu de Arte Moderna de Nova York. No repertório, pérolas autorais como "Salt peanuts" e "A night in Tunisia", além de uma versão animalesca de "The mooche", de Duke Ellington e Irving Mills.



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Gostaram da Gang 90? Bom começar o dia lembrando Júlio Barroso, não? Mas o real motivo da música abaixo é que hoje a gente celebra 41 anos sem Jack Kerouac, ator da bíblia da geração beat, "On the road". E esse 21 de outubro de 2010 também marca os 85 anos do nascimento da rainha da salsa e do mambo Celia Cruz. Guantanameeeeera...



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7 de out. de 2010

Thom Yorke, Pitty, Eric Clapton, R.E.M., Spartacus, The National, Metallica, Weezer, Regina Spektor, Gorillaz, Kurt Cobain x MTV

Kurt Cobain escreveu essa carta para a MTV há quase 20 anos. Mais profético impossível...

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Já viram que bacana o (storyboard do) novo videoclipe do Gorillaz, "Rhinestone eyes"??



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Prestes a desembarcar no Brasil para se apresentar no SWU, Regina Spektor anunciou os detalhes de seu próximo álbum. "Live in London" foi gravado durante uma apresentação de Spektor no Hammersmith Apollo, em dezembro de 2009. O CD/DVD chega às lojas no dia 22 de novembro. O CD conta com três músicas que a cantora nunca gravou em estúdio: "Silly eye-color generalizations", "Bobbing for apples" e "Love you're a whore". As outras faixas são: "On the radio", "Eet", "Folding chair", "Sailor song", "Blue lips", "Après moi", "Dance anthem of the 80's", "Wallet", "Ode to divorce", "That time", "The calculation", "Machine", "Laughing with", "Man of a thousand faces", "Hotel song", "Us", "Fidelity", "Samson" e "The call".

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Ontem eu falei aqui de um sujeito que elaborou uma petição visando arrecadar 10 milhões de dólares para que o Weezer encerrasse as suas atividades. Via Twitter, o baterista e guitarrista Patrick Wilson topou. Mas disse que o valor terá que aumentar para 20 milhões de dólares. Quero ver se esse valor for alcançado...

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O Metallica está com mais um CD ao vivo no forno. "Live at Grimey's" foi gravado em uma loja de discos em Nashville, e estará à venda somente no site oficial da banda. O disco, que sai no mês que vem, foi gravado em junho de 2008, na frente de uma pequena plateia de fãs e amigos da banda, e conta com nove músicas: "No remorse", " Fuel", "Harvester of sorrow", "Welcome home (Sanitarium)", "For whom the bell tolls", "Master of puppets", "Sad but true", "Motorbreath" e "Seek and destroy".

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A banda The National fez algo bem inusitado durante um show em Nashville no fim de semana passado: uma versão acústica, sem amplificação alguma, de "Vanderlyle crybaby geeks", faixa de seu último álbum "High violet" (2010). Olha só como ficou bonito:



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Um dos filmes mais amados de todos os tempos completa 50 anos hoje. Estou falando de "Spartacus", dirigido por Stanley Kubrick, e estrelado por Kirk Douglas, Laurence Olivier, Peter Ustinov, Jean Simmons e Tony Curtis. Épico, o filme conta a história do escravo que sonha com o fim da escravidão no Império Romano. O filme, com as suas três horas e tanto de duração, faturou quantro estatuetas do Oscar, incluindo melhor ator coadjuvante, para Peter Ustinov.



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Se você perguntar a qualquer moleque que goste de rock, e tenha na faixa dos 30, 30 e poucos anos, qual o álbum da sua adolescência, a resposta será "Nevermind", do Nirvana. Como sou do contra, fico com "Automatic for the people", para mim, o grande álbum de rock da década de 90. Em 1991/92, o R.E.M. estourou com "Losing my religion", que fazia parte do álbum "Out of time" (1991). Depois dele, a responsabilidade ficou maior. Como ser popular e manter a mesma integridade artística de sempre? "Automatic for the people" foi a resposta. Perfeito do início ao fim, o disco traz pérolas pop como "Man on the moon" e "Sidewinder sleeps tonite" ao lado de coisas belíssimas (mas de digestão não tão fácil) como "Sweetness follows", "Nightswimming" e "Find the river". E ainda tinha uma música que ficava no meio do caminho e que se transformou num dos hinos da banda de Michael Stipe: "Everybody hurts". Em suma, o "meu Nevermind" atende pelo nome de "Automatic for the people".



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Nesse segundo semestre, o Brasil vai receber shows de Paul McCartney, Smashing Pumpkins, Pavement, Queens Of The Stone Age, Dave Matthews Band, Rush, Scissor Sisters, Jeff Beck, só para citar alguns. Mas 20 anos atrás, as coisas não eram tão fáceis assim. Se você visse um show desse nível por ano, aqui no Brasil, já estava de bom tamanho. E foi no dia 07 de outubro de 1990 que Eric Clapton colocou a Praça da Apoteose para tremer. Não estive no show, mas é comum ouvir dizer coisas do tipo "foi o melhor show da minha vida". Achei o setlist da apresentação na internet. Não sei se está certo, mas, ao que tudo indica, foi esse aqui: "Pretending", "No Alibis", "Running On Faith", "I Shot the Sheriff", "White Room", "Can't Find My Way Home", "Bad Love", "Before You Accuse Me", "Old Love", "Badge", "Wonderful Tonight", "Cocaine", "Layla", "Crossroads" e "Sunshine Of Your Love". Deve ter sido bom, né?



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O rock brasileiro está morrendo. E não sou só eu que acho isso. Já andei até lendo que deveriam matar o rock brasileiro para ele nascer de novo. Concordo. Triste ver a molecada crescendo berrando as músicas dessas bandinhas mais novas. Ainda bem que pude crescer berrando as músicas da Legião Urbana, do Barão Vermelho, dos Titãs e dos Paralamas do Sucesso. Eu digo isso porque, na minha opinião, a última coisa bacana que aconteceu no rock brasileiro foi o surgimento da cantora Pitty, com o álbum "Admirável chip novo", de 2003. Cheia de atitude, a baianinha faz um rock porreta, e o seu último disco, "Chiaroscope" (2009) é bem bacana. Vida longa para a Pitty, que hoje faz 33 anos.



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Bom dia, pessoal! Como vão as coisas, hein? Fim de semana quase chegando, sol brilhando, temperatura amena... Tudo de bom, né? E tudo de bom também para Thom Yorke, compositor e vocalista do Radiohead, que hoje completa 42 anos. Ah, o que eu vou falar do Radiohead? Que é uma das bandas mais originais dos últimos tempos? Que os seus álbuns são animais? Que o show que passou aqui pelo Brasil no ano passado foi um dos melhores que já vi? Isso todo mundo já sabe, né? Então, eu vou dizer aqui qual é a minha música predileta do Radiohead...

28 de set. de 2010

Tim Maia, TSmiths, Depeche Mode, Miles, Brigitte Bardot, The National, Legião Urbana, Weezer, Klaxons & Lady Gaga, Moz, Arcade Fire & John Legend, DMB

Quem foi ao show da Dave Matthews Band no Vivo Rio, em setembro de 2008, não se esquece. Foram mais de três horas e meia de apresentação, com momentos marcantes, como a homenagem que a plateia fez para o então recém falecido LeRoi Moore em "#41" e o encerramento com "Two step". Agora, quem viu o show tem mais um motivo para não se esquecer. Chega até o final dessa semana às lojas brasileiras o CD duplo "Live in Rio", com mais de duas horas daquela apresentação - pena que alguns momentos ficaram de fora, como "#41". As faixas de "Live in Rio" são as seguintes: "Bartender", "Warehouse", "Stay or leave", "The stone", "Say goodbye", "Corn bread", "Grey street", "Crush", "So much to say", "Anyone seen the bridge?", "Ants Marching", "Jimi thing", "Satellite", "So damn lucky", "Don't drink the water", "Burning down the house" e "Two step".

E o site DMBrasil, do parceirão Rodrigo Simas, informou, em primeira mão, que segundo a Amazon americana, a Dave Matthews Band lançará em novembro o CD ao vivo "Live in New York City". Ainda não há confirmação oficial da banda. A DMB se apresentou no Citi Field nos dias 16 e 17 de julho. Rodrigo lembrou que alguns dos destaques dos shows foram "Big eyed fish" (raridade nos repertórios de shows da banda), "Seek up" (também bem rara), bem como a estreia da até então inédita "Black Jack". Vamos aguardar.

Ah, e a quem interessar possa, restam poucos ingressos para o show da Dave Matthews Band, na HSBC Arena, no Rio, dia 08 de outubro. "Corrão!"

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John Legend cantando "Wake up", do Arcade Fire? Impressionante a capacidade que certos artistas têm de destruir certas músicas...



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Os 13 singles prediletos de Morrissey.
And the winner is... Claro... The New York Dolls!



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Já viram o Klaxons mandando ver em "Bad romance", de Lady Gaga??



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Quem também vai lançar edição de luxo de um álbum importante de sua carreira é o Weezer. "Pinkerton" (1996), chegará às lojas novamente com 16 faixas inéditas. O lançamento será no dia 01º de novembro. O CD duplo contará com o álbum original, além de muitos lados B e gravações ao vivo, algumas durante show da banda no festival de Reading, no mesmo ano de lançamento do álbum. As faixas extras são as seguintes: "You Won't Get With Me Tonight", "The Good Life (Live At Y100 Sonic Session)", "El Scorcho (Live At Y100 Sonic Session)", "Pink Triangle (Live At Y100 Sonic Session)", "Why Bother? (Live At Reading Festival 1996)", "El Scorcho (Live At Reading Festival 1996)", "Pink Triangle (Live At Reading Festival 1996)", "The Good Life (Live At X96)", "El Scorcho (Live And Acoustic)", "Across The Sea Piano Noodles", "Butterfly (Alternate Take)", "Long Time Sunshine", "Getting Up And Leaving", "Tired Of Sex (Tracking Rough)", "Getchoo (Tracking Rough)" e "Tragic Girl.

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Quer ajudar a fazer o próximo álbum da Legião Urbana? É o seguinte: a banda está preparando uma coletânea para novembro. E os fãs podem escolher as músicas. As doze mais votadas farão parte do álbum. Para votar, o fã tem que se cadastrar no site oficial da banda. A votação vai até o dia 30 desse mês. A ideia é legal, mas será que a Legião Urbana não tem material mais interessante para lançar não? Cadê o show no Jockey, no dia da morte do Cazuza? E o DVD do Metropolitan? Será que o fã ainda vai se interessar por uma coletânea com as mesmas músicas repetidas??

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A banda The National vai lançar, no final de novembro, uma nova edição de seu último álbum, "High violet". Além do álbum original, o pacote trará um CD extra com oito faixas: três ao vivo, os dois lados B dos singles lançados de "High violet", duas faixas inéditas (incluindo "You were a kindness", logo abaixo), além de versão alternativa de "Terrible love". As faixas extras são as seguintes: "Terrible love" (Alternate Version), "Wake up you saints" (inédita), "You were a kindness" (inédita), "Walk off" (lado B), "Sin-eaters" (lado B), "Bloodbuzz Ohio" (Live - KCMP), "Anyone's ghost" (Live - Brooklyn Academy of Music) e "England" (Live - Brooklyn Academy Of Music).



PS. Com essa moda de "edições especiais, acho que vou começar a baixar os CDs de graça na internet, e, três meses depois, compro a tal edição especial. Vou me sentir menos otário dessa forma.

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Agora, da música para o cinema. Ou quase... Isso porque Brigitte Bardot era cantora também. Símbolo sexual dos anos 60, a "Brigitte Bardot tá ficando velha", como canta Tom Zé. Hoje ela faz 74 anos. Afastada da vida artística, Brigitte hoje briga pelos direitos dos animais. Preferiu ficar velha longe dos holofotes. Tom Zé tem razão.





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Pode se preparar que, em 2011, você vai ouvir falar muito sobre os 20 anos da morte de Miles Davis. Eu juro que pensei esperar, mas acho que alguns artistas devem ser homenageados sempre. Então por que não lembrar os 19 anos da morte de Miles Davis? É o que estou fazendo. Miles foi tocar o seu trompete divino para os anjos lá em cima no dia 28 de setembro de 1991, vítima de insuficiência respiratória. Ele tinha 65 anos. Tempo suficiente para deixar umas coisinhas por aí, como "Kind of blue" (1959), "E.S.P." (1965), "Filles de Kilimanjaro" (1968), "Bitches brew" (1970), "Live-evil" (também de 70)... Precisava de mais alguma coisa? É por isso que a gente tem que se lembrar sempre de Miles Davis.



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Eu me lembro que no mesmo dia em que levei pra casa o "Strangeway, here we come", eu comprei também o "Music for the masses", do Depeche Mode. E qual não foi a minha surpresa ao constatar, essa semana, que ambos os discos foram lançados no mesmo dia: 28 de setembro de 1987. O Depeche Mode é aquele tipo de banda que eu nunca sei dizer qual é o melhor álbum. Tudo depende do meu estado de espírito. Ultimamente ando mais para "Songs of faith and devotion" (1993) e "Exciter" (2001) do que para "A broken frame" (1982), por exemplo. Mas a minha música preferida do Depeche Mode nunca muda. E o seu nome é "Never let me down again", faixa de abertura de "Music for the masses", que, aliás, ainda conta com outros clássicos, como "Strangelove", "Behind the wheel" e "Little 15". Com muitas guitarras (uma novidade no som do Depeche Mode), esse sexto trabalho do Depeche Mode é um dos álbuns mais vendidos da banda, com quase oito milhões de cópias espalhadas pelo mundo.



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Dia 28 de setembro de 1987. Essa foi a última oportunidade que os fãs do The Smiths tiveram para correr a uma loja e comprar, no dia do lançamento, um álbum da banda de Manchester. "Strangeway, here we come" foi o último disco de canções inéditas de uma das bandas mais amadas da história do rock. Formado por Morrissey, Johnny Marr, Andy Rourke e Mike Joyce, o Smiths passava por problemas de relacionamento - especialmente entre Moz e Marr, dois geniozinhos pra lá de geniosos. O canto do cisne do conjunto alcançou o segundo posto da parada britânica de discos, e continha clássicos como "Last night I've dreamt that somebody loved me", "I started something I couldn't finish", "Girlfriend in a coma" e "Rush and a push and the land is ours". Foi o primeiro e último álbum do Smiths que tive o prazer de comprar na semana do lançamento.



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Mais umazinha dele??



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Eu vou dizer que tem uns artistas que eu sinto saudade de verdade. E são aqueles que sempre me diziam algo com suas letras. Chorei semanas a morte de Renato Russo. Não porque estava perdendo a Legião Urbana. Na verdade, eu sentia que estava perdendo uma espécie de irmão mais velho. Outro artista que aconteceu isso foi Tim Maia. Para mim, o mais impressionante nele era a sua capacidade de agradar (e conquistar) todas as classes sociais. Todo mundo gostava do Tim Maia. E não tinha como não gostar dele. Nelson Motta, que o conheceu muito bem, escreveu a seguinte introdução em seu livro "Vale tudo - O som e a fúria de Tim Maia": "Minha filha ganhou um gatinho e contei a Tim que ela ia dar o seu nome ao bicho. Ele adorou: 'Já sei, porque é preto, gordo e cafajeste!' O gato era cinzento, magrinho e carinhoso, e só nos deu amor e alegria". Tim Maia estaria completando 68 anos hoje.

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Ô saudade!

18 de ago. de 2010

Balzac, O Terço, Mika, Osmar Prado, Hendrix, Blondie, U2, KoL, Arcade Fire, Milton, Clapton, Motörhead, Flying Lotus, A-HA, Of Montreal, The National

"Se a imprensa não existisse, seria preciso não inventá-la."
(Honoré de Balzac - 20/05/1799 / 18/08/1850)

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Lindíssima essa nova música do The National - oh, que novidade... "You were a kindness" é um outtake do último álbum da banda, "High violet" (2010). Veja o que você acha...



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E quem lançou novo videoclipe hoje foi o Of Montreal. Gostei dessa "Coquet Coquette"...



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A Warner lança no Brasil até o fim de agosto a coletânea "25" (capa acima), com os sucessos acumulados pelo grupo norueguês A-HA. São 38 faixas, que vão de "Take on me" a "Shadowside", passando pela inédita "Butterfly, butterfly (The last hurrah) e sucessos como "Manhatan skyline", "The living daylights", "Crying in the rain" e "Summer moved on".

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O Flying Lotus lançou não tem muito tempo o álbum "Cosmogramma" (2010), e já prepara para colocar nas lojas o EP "Pattern+grid world" (capa acima), com sete faixas. O álbum, que será lançado no dia 21 de setembro, tem as seguintes faixas: "Clay", "Kill your co-workers", "PieFace", "Time vampires", "Jurassic notion / M theory", "Camera day" e "Physics for everyone".



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A banda The Orb anunciou que lançará um novo álbum com a participação especialíssima de David Gilmour. O disco, "Metallic Spheres', chegará às lojas britânicas no dia 04 de outubro em CD e em vinil.

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"Quanto menos ideias se tem, mais longe se vai."
(Honoré de Balzac - 20/05/1799 / 18/08/1850)

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O Motörhead também prepara um lançamento para o mês que vem. "Attack in Switzerland: Live in concert" traz um show da banda gravado em 2002, na Suíça. As faixas são as seguintes: "No class", "Bomber", "Civil war", "Damage case", "Love for sale", "God save the queen", "Brave new world", "Metropolis", "Nothing up sleeve", "Dr Rock", "Ramones", "Shoot you in the back" e "Sacrifice".

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Sai no dia 27 de setembro o novo álbum de Eric Clapton, batizado "Clapton" (capa acima). No novo trabalho, o guitarrista britânico apresentará inéditas, além de covers, como "Diamonds made from rain" (Sheryl Crow) e "How deep is the ocean" (Irving Berlin). Segundo Clapton, este é o primeiro volume de um projeto que, inicialmente, seria um álbum duplo. Eis o repertório do álbum: "Travelin' alone", "Rocking chair", "River runs deep", "Judgment day", "How deep is the ocean", "My very good friend The Milkman", "Can't hold out much longer", "That's no way to get along", "Everything will be alright", "Diamonds made from rain", "When somebody thinks you're wonderful", "Hard times blues", "Run back to your side" e "Autumn leaves".

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O blog do Mauro Ferreira divulgou a capa (acima) do novo álbum de Milton Nascimento, que sai em setembro. O disco vai se chamar "...E a gente sonhando", na verdade, nome de uma música composta por Bituca em 1965.

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O jornal espanhol El Mundo divulgou, com exclusividade, o novo videoclipe do Arcade Fire, "Ready to start". Quer ver? Aqui.

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O Kings Of Leon recusou que as suas músicas fossem exibidas no "Glee". Devo admitir que a banda subiu no meu conceito.

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A turnê só acaba em julho do ano que vem, por conta dos problemas que Bono teve em sua coluna, mas o U2 já pensa em um álbum de inéditas. E o vocalista já até imagina como ele será: "terá uma sonoridade para clubes noturnos", disse à Rolling Stone. Ele ainda revelou que um álbum de rock está nos planos, assim como o já especulado "Songs of ascent", com sobras de "No line in the horizon". Tomara que a coluna deixe.

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O Blondie anunciou que vai lançar um álbum de inéditas, e sair em turnê (junto com o Pretenders) no ano que vem. "Panic of girls" (capa acima) será o primeiro trabalho de inéditas da banda liderada por Debbie Harry em sete anos. O baterista Clem Burke disse ao Hollywood Reporter que o Blondie já gravou 35 músicas no ano passado. Dessas, 14 formarão o repertório do novo álbum, que ainda não tem previsão de data de lançamento. E para quem quiser matar saudades...



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Há 41 anos...



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"Para o jornalista, tudo o que é provável é verdadeiro."
(Honoré de Balzac - 20/05/1799 / 18/08/1850)

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Vamos partir para a televisão para lembrar que, hoje, o grande-magnífico-sensacional ator Osmar Prado completa 63 anos. Eu nem sou tão velho assim, mas posso citar, de cabeça, alguns papéis antológicos desse ator: Tabaco ("Roda de fogo"), Sérgio Cabeleira ("Pedra sobre pedra"), Tião Galinha ("Renascer"), Tomás de Alencar ("Os Maias"), Lobato ("O clone") etc. Osmar Prado pode até não fazer o papel principal em uma novela, mas ele sempre rouba a cena.



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Tem alguns discos que me marcam tanto, que eu sou capaz de lembrar do exato momento em que o escutei pela primeira vez. Um desses álbuns foi "Life in cartoon motion" (2007), do Mika. Estava em um trânsito desgraçado a caminho do Centro, mas nem senti. Foi amor à primeira vista. Fiquei viciado naquelas melodias pop que grudaram no meu ouvido. Por isso que quero lembrar aqui o aniversário desse artista libanês, que, hoje, completa 27 anos. E no dia 20 de novembro, todo mundo no Planeta Terra, hein...



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O blog do Paulo Marchetti me lembra que hoje, dia 18 de agosto de 2010, faz 35 anos que a banda de rock progressivo O Terço lançou o seu álbum mais importante, "Criaturas da noite". Na época da gravação, a superbanda era formada por Sérgio Hinds (guitarra, viola e vocal), Luiz Moreno (bateria e percussão), Sérgio Magrão (baixo e vocal) e Flávio Venturini (piano, teclados, viola e vocal). As oito faixas de "Criaturas da noite" são as seguintes: "Hey amigo", "Queimada", "Pano de fundo", "Ponto final", "Volte na próxima semana", "Criaturas da noite", "Jogo das Pedras" e "1974". Obrigatório para o entendimento do rock no Brasil.



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"A crítica hoje só serve para uma única coisa: fazer viver o crítico."
(Honoré de Balzac - 20/05/1799 / 18/08/1850)

25 de jun. de 2010

Michael Jackson, Farrah, Simonal, JC Martins, Carly Simon, George Michael, Barriga, National, Courtney, Neil Young, Radiohead, Dead Weather, O Rappa

Vou sortear um DVD novo do Rappa, "Ao vivo", que saiu nessa semana. Para concorrer, bastar dizer porque você quer ganhar o DVD, no e-mail carneiro.luizfelipem@gmail.com . Só uma resposta por pessoa, ok? Dou o resultado no próximo sábado (dia 03/07), por volta das 17h, aqui no blog, e entro em contato com o ganhador por e-mail. Nem adianta ficar me perguntando pelo twitter, porque não tenho tempo de responder um a um.

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Lindíssimo o videoclipe de "Blue blood blues", do The Dead Weather, hein?



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Thom Yorke e seu colega de Radiohead, Johnny Greenwood, fizeram um show surpresa, tipo assim, de bobeira, no primeiro dia dessa edição de Glastonbury, que aconteceu hoje, na Inglaterra. O Gigwise deu que o pequeno set misturou canções do álbum solo de Yorke, "The eraser", além de algumas coisas do Radiohead, como a último música do show, "Street spirit (Fade out)". Ainda não achei vídeo nenhum na internet. Por que a gente não tem chance de ser feliz em um festival assim aqui no Brasil? Atualizando, encontrei o set-list completo: "The eraser", "Harrowdown hill", "Black swan", "Cymbal rush", "Weird fishes/Arpeggi", "Pyramid song", "Idioteque", "Karma police" e "Street spirit (Fade out)". Ainda fico devendo os vídeos.

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Se lembra daquela história que o João Gilberto estava no Facebook, que ainda teve um bando de boboca que acreditou? Pois é, quem está causando comoção com o Facebook nos Estados Unidos é Neil Young. A sua página sempre foi controlada por alguma outra pessoa, provavelmente alguém ligado à sua gravadora. Mas eis que na tarde de ontem, o próprio Neil mandou um recado para os seus fãs: "I have been thinking about adding vampire blues to my show but I would rather do it with a band. This is my first posting. Thanks for being there". Cinco horas depois, mais de seis mil pessoas já tinham "curtido" o comentário de Neil Young.

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Lady Gaga tem 9.124.095 seguidores no Facebook. Já Barack Obama está com 9.103.097 seguidores. Quem bate a marca dos dez milhões primeiro?

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Você compraria 250 cópias de um mesmo CD só para ajudar o seu ídolo? Christina Aguilera tem um fã assim.

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Axl Rose atrasa três horas os shows e não dá satisfação para os seus fãs. Courtney Love atrasou três horas um show em Boston, pediu desculpas e ainda explicou o motivo: "Fui visitar um ex-namorado em Harvard, onde ele é professor. Acabei de ser comida". A cantora retirou o que disse, minutos depois.

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O festival de Glastonbury começa hoje, e há um forte boato dando conta de que o guitarrista The Edge (U2) participará do show do Muse. O U2 teve que cancelar a sua apresentação no festival por causa do acidente com o vocalista Bono. O Gorillaz substituirá a banda nessa primeira noite.

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AINDA MICHAEL: Não teve para Beatles nem para Oasis. Michael Jackson foi o artista que mais vendeu disco no Reino Unido nos últimos 365 dias. Segundo a Official Charts Company, o cantor vendeu quatro milhões de álbuns e singles desde o dia 25 de junho de 2009, data de sua morte. O top 10 dos singles é o seguinte: 1) "Man in the mirror", 2) "Billie Jean", 3) "Thriller", 4) "Smooth criminal", 5) "Beat it", 6) "Dirty Diana", 7) "Black or white", "They don't care about us", 9) "You are not alone" e 10) "The way you make me feel".

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PARANOIA: Matt Berninger, vocalista do The National, tem uma cara meio de maluco, mas nem tanto... Mas olha só o que aconteceu: ele estava saindo de Tóquio para passar férias com a família no Hawaii. Mas a sua mala foi confiscada porque a polícia achou que tinha uma bomba dentro dela. "Eu comprei um relógio em Tóquio, no estilo 'MacGyver', um relógio com uma alarme, mas que parecia realmente com uma bomba", afirmou Berninger ao Spinner. No momento da confusão, ele estava sentado em uma cadeira especial de massagem. Até que o seu nome, além de ter sido chamado pelos alto-falantes, começou a ser piscado nos monitores do aeroporto de Honolulu. Resultado: o aeroporto foi evacuado e fechado por 45 minutos. Suspeito que nenhum outro artista tenha alcançado tamanha façanha.

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Quem é flamenguista não se esquece. E quem é tricolor carioca, muito menos. No dia 25 de junho de 1995, o Fluminense sagrou-se campeão carioca. Tudo bem, isso não diz muita coisa. Campeonato Carioca tem todo ano... Mas foi nesse dia que Renato Gaúcho fez aquele célebre gol de barriga, que deu a vitória ao Flu (3 x 2) aos 43 minutos do segundo tempo, e tirou o título que o Flamengo esperava comemorar em seu centenário. Nesse caso, o gol se tornou muito mais importante que o título.



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Olha, hoje não tenho nada para falar de Copa do Mundo. Mas tem algo parecido. No dia 25 de junho de 1988, a Holanda reeditava os seus tempos de "Laranja mecânica" de 1974, e faturava a Eurocopa. O jogo final foi contra a União Soviética, e a Holanda ganhou por dois a zero, gols de Ruud Gullit e Marco Van Basten. Se lembra deles? E esse time ainda tinha Ronald Koeman, Frank Rijkaard, Jan Wouters, Gerald Vanenburg... Ah, e o técnico era um tal de Rinus Michels. Não costumo torcer para a Holanda (apesar da linda camisa laranja), mas que está na hora de ela ganhar uma Copa do Mundo, ah, isso tá...



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Peço licença agora para falar um pouquinho de um dos meus cantores prediletos, e que faz 47 anos hoje. George Michael é um caso curioso. Tinha tudo para dar errado e ser esquecido. Surgiu nos anos 80, cantou baboseiras no Wham!, usava roupas e penteados pra lá de duvidosos, teve problemas com drogas e com a polícia, e ainda assumiu sua homossexualidade em tempos bem mais esquisitos do que hoje. No entanto, George Michael, depois do Wham!, só gravou álbuns de muito bom gosto, com canções sensacionais como "Father figure", "Freedom'90", "Spinning the wheel", "One more try", "Amazing", "Fantasy", entre outras dezenas. O seu último DVD/BD, "Live in London", foi um dos grandes lançamentos do ano passado. Pena que ele tenha anunciado a sua aposentadoria. Em um mundo infestado de futilidades descartáveis, um George Michael faz muita falta.



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Hoje também é dia de lembrar o aniversário de uma grande cantora norte-americana. Carly Simon completa 65 anos. Os seus grandes sucessos são: "That's the way I've always heard it should be", "Nobody does it better" (que foi canção-tema do filme "007 - O espião que me amava"), "Hurt", "Coming around again" e, principalmente, "You're so vain", gravada em 1972 e que, veja só, em sua versão original, contava com o backing vocal de ninguém menos que Mick Jagger.



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Também nesse dia 25 de junho, comemoramos o aniversário de um dos artistas brasileiros que mais traz orgulho ao país: João Carlos Martins. Pianista e maestro, ele é considerado um dos grandes intérpretes de Bach de todos os tempos. Um assalto violento na Bulgária fez com que ele perdesse os movimentos da mão direita. Por conta disso, teve que abandonar o piano, passando a se dedicar exclusivamente à regência. Mas, para nossa felicidade, de vez em quando, ele ainda acaricia as teclas de um piano, como no vídeo abaixo. João Carlos Martins completa 70 anos hoje. E merece aplausos de pé. (Por favor, não deixe de ver o vídeo abaixo. É o tipo de coisa que faz valer o nosso dia.)



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E no aniversário de um ano da morte de Michael Jackson, temos também os dez anos da morte de Wilson Simonal. Os dois têm muita coisa em comum. Vieram de baixo, eram negros, alcançaram uma fama sem limites e depois foram desprezados. Desprezados por motivos distintos: Michael porque se transformou em uma pessoa absolutamente estranha, e Simonal por conta de uma história até hoje não explicada. Mas, em comum, algo muito importante: o talento. Muito talento, aliás. Pode se preparar, porque, hoje, os sites de música vão falar a rodo de Michael Jackson. Tomara que abram o mesmo espaço para Simonal.



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Agora eu gostaria de tentar reparar uma injustiça. Imagina um artista que morre no mesmo dia que Michael Jackson? Pois é, foi o que aconteceu com a "pantera" Farrah Fawcett. Com a morte de Michael, Farrah ficou lá num cantinho de pé de página dos jornais. Paciência... Então, um ano depois, fica aqui a minha homenagem à gatíssima Farrah Fawcett, um dos grandes símbolos sexuais da década de 70.



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Esse texto logo abaixo eu escrevi há exatamente um ano. Pode parecer brincadeira, mas já tem um ano que Michael Jackson morreu. Acho que fiquei uns três dias seguidos sem parar de trabalhar, nem para dormir. Curioso pensar se Michael não tivesse morrido. Será que aquela temporada de shows em Londres aconteceria sem problemas? Será que ele agendaria uma turnê mundial como muito se especulava? Será que ele estaria com datas marcadas no Brasil? Pois é... Um ano depois, muitas questões permanecem. Por isso que ele faz toda essa falta que escrevi no texto abaixo.



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Eu e Michael, Michael e eu

Quando nem pensava em trabalhar com jornalismo musical, e um ídolo meu morria, eu pegava todos os CDs dele, ligava o som no máximo, abria uma caixa de cerveja e me trancava no quarto. Agora, as coisas mudaram um pouco. Michael Jackson morreu? Comece a apurar e escrever tudo o que encontrar pela frente. Se vira!
E foi mais ou menos isso o que aconteceu. Tirando a trilha sonora com "Thriller" e "Off The Wall" ao mesmo tempo em que rolava a CNN, não houve tempo para lamúrias. Mas houve tempo para que eu parasse dez minutos para pensar um pouco em Michael Jackson. A ideia era mandar "energias positivas" para um dos meus ídolos. Mas tudo o que consegui fazer foi lembrar as coisas que aconteceram em minha vida com Michael Jackson ao fundo. Por isso mesmo o (pretensioso) título desse texto! Perdoem-me.

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Nasci em 1979. "Thriller" saiu em 1982. Pois bem. Ganhei "Thriller" com três anos de idade. Eu me lembro bem do dia em que minha mãe chegou do Carrefour e disse que tinha uma surpresa para mim e para o meu irmão. Ela nos disse que deveríamos subir para a cobertura em que morávamos e que ela já ia chegar com a tal surpresa...
Esperamos uns 20 minutos e nada. "Acho que a mamãe está enrolando a gente", disse meu irmão com a sabedoria que somente os cinco anos de idade são capazes de proporcionar. Mas não estava não... Pouco tempo depois, lá estava a minha mãe com um bolachão embrulhadinho no papel do Carrefour. Abrimos e... "Thriller "! Só aquele encarte maravilhoso, que tinha uma foto linda de Michael Jackson enrolado em uma peçonhenta cobra já era o suficiente para impressionar dois moleques de 3 e 5 anos de idade.
Mas não foi somente a tal foto que nos impressionou. O disco de Jackson rodou, rodou , rodou até dizer chega. E quando vimos, eu e meu irmão já estávamos tentando dançar igual ao Michael Jackson!
Depois que descobrimos o disco, foi a vez de ficarmos viciados nos videoclipes. Confesso que morria de medo daquela risada sinistra ao final de "Thriller". E o vídeo? Nossa, ver Michael Jackson se transformar em lobisomem resultou em algumas noites de pesadelo. Mas tudo bem... Faz parte...

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Voltei a ouvir Michael Jackson com mais carinho em 1987. Nesse ano, ele lançou "Bad". E eu mesmo comprei o disco. Dessa vez foi no Freeway! "Bad" não se compara a "Thriller", mas provavelmente gastei mais horas com esse disco. Havia uma música que não conseguia parar de ouvir. Não entendia o inglês, mas a melodia me cativava. "Man In The Mirror" é a minha música predileta de Michael Jackson até hoje. A canção nem é das melhores do repertório de Michael Jackson, mas é aquela velha história: "o coração tem razões que a própria razão desconhece..."
Depois de "Bad", foi a vez de "Dangerous", que saiu em 1991. Não me esqueço que um querido amigo conseguiu importar o CD dos Estados Unidos antes de todo mundo. A galera se reuniu na casa dele e ficou a tarde inteira ouvindo o álbum. Gostei de cabo a rabo. Na época, a crítica já estava falando mal do disco. E eu não conseguia entender, pois, pelo menos na humilde opinião de um garoto de 12 anos de idade, o álbum era ótimo, com grandes canções como "Black Or White", "Remember The Time", "Will You Be There", "Give In To Me", "In The Closet", e, principalmente, "Heal The World".
E no dia em que o videoclipe de "Black Or White" estreou no Fantástico? Todo mundo parou para ver o tão prometido efeito especial. E, pelo menos para os padrões da época, era algo impressionante aqueles rostos mudando a cada segundo. Hoje, qualquer um faz isso no computador. Mas, naquela época, só uma pessoa no mundo fazia aquilo. E o nome dessa pessoa era Michael Jackson.
E aqui fica a lacuna crítica: não, não fui ao show de Michael Jackson em São Paulo.
E a "relação" com Michael Jackson seguiu com o lançamento dos álbuns "HIStory" - que meu pai comprou para mim em um passeio pela Gávea - e "Invincible". Discos menores, é verdade. Mas dignos.

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Depois que um grande artista morre, os jornalistas têm mania de escrever textos exaltando a sua vida e a sua obra. Quanto a sua vida pessoal, as suas manias, as suas cirurgias, prefiro não emitir opinião pessoal. Não tenho nada com a vida de Michael Jackson, e odeio que se intrometam na minha. Mas quanto a sua obra, acho que posso falar um pouquinho.
E a sua obra foi magnífica.
Muitos anos depois de ter o meu contato com "Thriller", fiz um curso de engenharia de áudio. Na primeira aula, o professor colocou uma música que, segundo ele, era um exemplo de como uma faixa deveria ser mixada. A canção era "Don't Stop 'Til You Get Enough", do álbum "Off The Wall". Não era nascido quando esse disco saiu, mas quase 30 anos depois, ele ainda era usado como exemplo. Poucos artistas são capazes de fazer algo desse tipo.
E um deles foi - e é, para sempre - Michael Jackson.
Tive três dias muito tristes na minha vida com perdas relacionadas à música. Freddie Mercury, Antonio Carlos Jobim e Renato Russo. Michael Jackson se junta a esse grupo.
Dia 25 de junho de 2009. Anotem bem essa data. Ela é tão importante quanto os dias 16 de agosto de 1977 e 08 de dezembro de 1980, datas em que Elvis Presley e John Lennon morreram, respectivamente. De repente, ela é até mais importante. O tempo dirá.
RIP MJ!

13 de jun. de 2010

Resenhando: The National, Nasi, The Dead Weather, Gilberto Gil, Carole King & James Taylor

“High violet” – The National
Quando lançou “Boxer”, em 2007, o The National era considerada uma banda indie. Três anos depois, com o lançamento de “High violet”, ela não deixar de ser indie – até mesmo porque, o R.E.M. é chamado de indie até hoje. Mas, fazendo a comparação com a banda de Michael Stipe, “High violet” pode ser considerado um “Document” para o The National. Ou seja, “High violet” começa a marcar a transição de uma banda conhecida por um grupo pequeno de pessoas por algo mais... hum... mainstream. Nesse novo disco, o The National continua fazendo rock para adultos. Pode-se até dizer que “High violet” é mais difícil do que “Boxer”. E parece ser mesmo – mas, ao mesmo tempo, a legião de fãs só cresce, a começar pelo atual presidente dos Estados Unidos, que usou “Fake empire”, do “Boxer”, em sua campanha. Tirando algo mais palatável, como “Bloodbuzz Ohio” ou “Little faith”, o que sobra nesse álbum são melodias rebuscadas repletas de texturas sonoras que você nunca ouviu antes e a voz (cada dia melhor) de Matt Berninger. Um bom exemplo está logo na primeira faixa, “Terrible Love”, uma das músicas mais belas já escritas pelo The National. “Afraid of everyone” pode ser considerado o hino do álbum (e do National), e faixas como as delicadas e quase épicas “England” e “Vanderlyle crybaby geeks” dão a certeza de que vai ser muito difícil alguma outra banda superar “High violet” por um bom tempo.

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“Vivo na cena” – Nasi
Ex-vocalista do Ira!, uma das bandas mais bem sucedidas do Rock Brasil, Nasi, apesar de nunca ter sido um grande cantor, sempre teve aquilo que pode ser chamado de atitude (êta! palavrinha esquisita). Não à toa, ele sempre esteve na mídia, seja gravando algum bom disco com a sua antiga banda, seja participando de algum campeonato de futebol para roqueiros. O novo álbum de Nasi decreta o divórcio com o Ira!. “Vivo na cena” pode ser considerado uma retrospectiva da carreira de Nasi, mas não espere encontrar uma “Dias de luta” ou um “Núcleo base” no CD/DVD ora lançado pela Coqueiro Verde. Pelo contrário, da antiga banda, somente coisas não muito conhecidas, como “Tarde vazia” e “Milhas e milhas” aparecem nesse projeto gravado ao vivo em estúdio. Em “Vivo na cena”, Nasi ainda relembra os tempos de Voluntários da Pátria (“Verdades e mentiras, somente no DVD, infelizmente) e homenageia bandas e artistas do rock nacional, como os Picassos Falsos (“Carne e osso”), Cazuza (“O tempo não para”, também só no DVD), Raul Seixas (“Rockixe”, em dueto com Marcelo Nova) e Musak (“Onde estou?). Ainda há espaço para músicas de Zé Rodrix (“Por amor”, já gravada pelo Ira! no “Acústico MTV”) e João Bosco (“Bala com bala”). Bem diferente da delicadeza e superprodução do “Acústico” do Ira!, esse “Vivo na cena” mostra um lado mais sujo e rascante de Nasi. E quer saber? É bem mais interessante.

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“Sea of cowards” – The Dead Weather
Jack White é um dos caras – ou o cara – que mais trabalha no mundo do rock. Fato. Se o White Stripes está em hiato, ele grava um disquinho com os Raconteurs. E se os Raconteurs já terminaram a turnê, ele já emenda outra com o Dead Weather. Não sem antes colocar um álbum fresquinho nas lojas. “Sea of cowards”, novo disco do Dead Weather, chegou às lojas no mês passado, lá fora. E temos uma boa e uma má notícia. A ruim é que ele pouco se difere dos trabalhos lançados pelas outras bandas de White. E a boa é exatamente o fato de a sonoridade ser bem parecida com a do White Stripes e a do Raconteurs. “Sea of cowards” apresenta rock simples, direto, com um pezinho nos anos 70 (as ótimas “Blue blood blues”, “Hustle and cuss” e “I can’t hear you), outro em uma delicada psicodelia (“Old Mary” e “Looking at the invisible man”) e um pezinho em algo funky (a sensacional “I’m mad”). Mas com tudo muito em comum, acredite. Tanto que o The Dead Weather tem se mostrado o melhor projeto de Jack White. Podem dizer que o som é parecido com o do Led Zeppelin. E é mesmo. Afinal, tem algum problema nisso?

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“Fé na festa” – Gilberto Gil
Dez anos depois de lançar o seu primeiro álbum “forrozeiro” (“As canções de ‘Eu, Tu, Eles’”), Gilberto Gil decidiu voltar ao tema com “Fé na festa”. Só que agora as coisas são bem diferentes. Se no álbum lançado em 2000, Gilberto Gil dedicava quase que a totalidade de seu repertório a Luiz Gonzaga, nesse novo, o que impera são canções inéditas escritas pelo próprio Gil. E a primeira conclusão a que chegamos é que Gilberto Gil, depois de um bom tempo no Ministério da Cultura, voltou a sua melhor forma. Provavelmente, desde “Parabolicamará” (1992), Gil não gravava um trabalho tão substancioso. Em “Fé na festa”, Gil consegue a proeza de misturar bom gosto com algo mais popular, sem precisar apelar ou fazer concessões, em seu xotes, xaxados, frevos e baiões. Os destaques do álbum são “Não tenho medo da vida” (uma espécie de resposta à belíssima “Não tenho medo da morte”, de seu álbum “Banda larga cordel”, de 2008), “O livre-atirador e a pegadora” (que nasce com cara de hit, e deve estourar no circuito junino), “São João carioca” (idem, uma das mais deliciosas de “Fé na festa”), “Dança da moda” (um xaxado de Luiz Gonzaga e Zé Dantas) e “Estrela do céu”. No álbum, Gil gravou mais uma de Targino Gondim (o mesmo compositor de “Esperando na janela”, o maior sucesso de Gil na década passada). Só que “Maria minha” não tem o mesmo brilho. Mas também nem precisava. Como é bom ver (e ouvir) Gilberto Gil em sua melhor forma. Só falta agora ele lançar o super-adiado álbum de sambas – autorais, por favor.

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“Live at The Troubadour” – Carole King & James Taylor
Carole King e James Taylor sempre tiveram nomes e carreiras interligadas. Alguns dos maiores sucessos de Taylor, inclusive, foram compostos por Carole, como “Up on the roof” e, claro, “You’ve got a friend”. Em novembro de 2007, a lendária casa de shows californiana The Troubadour – local onde os dois fizeram a sua primeira apresentação em conjunto, em 1970 – completou 40 anos. James Taylor e Carole King foram chamados para fazer o show de aniversário. E é exatamente essa apresentação que agora é lançada no pacote com CD e DVD “Live at The Troubadour”. Em uma hora de show, a dupla desfia clássicos dos respectivos repertórios, que acabam se entrelaçando em duetos como as já citadas “Up on the roof” e “You’ve got a friend”. James Taylor ainda relembra clássicos autorais, como “Carolina in my mind”, “Something in the way she moves” e “Fire and rain”. Já Carole King interpreta sucessos como “So far away”, “I feel the earth move” e “It’s too late”. Parece que, a cada ano que passa, fica mais gostoso ouvir o violão de James Taylor e o piano de Carole King. Ah, e as suas vozes também.

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Abaixo, um vídeo de “Little faith”, uma das boas faixas de “High violet”, do The National.