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25 de ago. de 2011

Os 60 de Halford e os 40 de Takai; “Unknown pleasures” ao vivo; Noel elogia (?!?) Coldplay; George Michael volta aos palcos; e “Back to black" campeão



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Em primeiro lugar, peço mil vezes perdão pela ausência nos últimos dias, mas ando sem tempo para nada, por conta do lançamento do livro. Fico satisfeito e agradeço a quem já comprou e leu o livro. O carinho que já estou recebendo de alguns leitores é impressionante. E eu agradeço demais. Hoje o dia começou com Legião Urbana cantando “Soldados” por um motivo nobre e justo. Hoje é o Dia do Soldado, comemorado no aniversário do Duque de Caxias. Fica aqui a minha homenagem a esses bravos heróis.

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E já que falei no livro, espero vocês na Livraria Argumento, no Leblon, no próximo dia 31/08 (quarta-feira), às 19 horas. Quem quiser comparecer, será super bem-vindo...


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E como um assunto vai puxando o outro, hoje é dia de dar os parabéns a Rob Halford, que tocou com o Judas Priest no Rock in Rio de 1991, e solo, em 2001. Eu tive a felicidade de estar presente nos dois dias, e foram dois showzaços. O de 2001, um pouco mais frio. Acho que o Judas fez falta a Halford. Mas o de 91 foi inesquecível. Ficou até difícil para o Guns n’ Roses se apresentar após o Judas Priest e o Megadeth. No dia 11 de setembro, estarei lá no Citibank Hall (Rio de Janeiro) para prestigiá-lo novamente. Hoje, o nosso grande Halford completa 60 anos.



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E sabe quem faz 67 anos hoje? O Elvis Costello, que furou com os fãs brasileiros nesse ano. Meu ingresso já estava até comprado e foi uma enorme decepção. Tomara que ele compense a ausência em breve. O seu show no Free Jazz Festival de 2005, dizem (eu não estava lá), foi muito especial.



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E a nossa queridíssima Fernanda Takai sopra 40 velinhas hoje. Quem não é fã do Pato Fu é mal humorado. Uma das bandas mais inventivas e originais que surgiram nos anos 90, o Pato Fu grava discos acima da média e sempre muito diferentes – vide o último, “Música de brinquedo” (2010), apenas com instrumentos de brinquedo. Aliás, o DVD foi filmado... Quando é que vai ser lançado?



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E, atenção… Você sabe qual novela estreava exatos 25 anos atrás?? A sua mãe deve se lembrar bem...



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Hoje também faz 25 anos (quantas efemérides legais, né??) do lançamento de “Vivendo e não aprendendo”, o grande clássico do Ira!. O álbum tem muitas músicas legais, mas em termos de sucesso, nada pode ser comparado a “Flores em você” (escrita por Edgard e sua namorada Taciana Barros, em homenagem a Julio Barroso), que, com um belo arranjo para um quarteto de cordas, idealizado por Jacques Morelenbaum, acabou sendo eleita a faixa de abertura da novela global “Os outros”, estrelada por Francisco Cuoco, e que passava no horário das oito da noite. Quer saber mais sobre o disco? Clica aqui. Escrevi esse texto faz uns três anos, e acho que ele explica bem o sucesso de “Vivendo e não aprendendo”. Melhor do que ficar repetindo aqui...



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Estou ouvindo repetidamente o “Unknown pleasures”, não o clássico do Joy Division, mas sim uma nova versão ao vivo, com o superbaixista Peter Hook (original do Joy Division) e sua banda. A gravação ao vivo, realizada na Austrália, é cristalina, e os caras mandam muito bem - tanto que já providenciei o vinil. Não superou o original, mas ganhou um peso legal e uma certa revitalizada. É um “Unknown pleasures” meio que atualizado, mas sem perder a força, ou, mais ainda, o halo. Além de todas as faixas do “Unknown pleasures”, esse ao vivo (que pena que não saiu em DVD...) ainda conta com sucessos da banda que não estão presentes nesse disco, como as quatro primeiras (“No love lost”, “Leaders of men”, “Glass” e “Digital”) e as duas últimas (“Transmission” e o clássicos dos clássicos dark “Love will tear us apart”). Mas o bom mesmo é escutar “Unknown pleasures” na íntegra, em sua ordem original. Os primeiros acordes de “Disorder” soam como mágica. Senti-me na Hacienda, a casa do JD, em Manchester. O baixão de “Candidate” faz até revirar o estômago, no bom sentido, claro. “She’s lost control” dispensa qualquer comentário. E “I remember nothing”... Ah, “I remember nothing”... Um tributo a altura desse que é um dos álbuns que melhor traduz a transição do rock entre os anos 70 e os 80.



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DROPS:












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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

George Michael desiste de aposentadoria, e inicia turnê em Praga com homenagem a Amy Winehouse:



O trailer do documentário que Martin Scorsese filmou sobre George Harrison:



A versão dos Vaccines para “Last Friday night”, da Katy Perry:



Já a versão do Wilco para “I love my label”, do Nick Lowe, ficou bem mais bacana…



A nova música do Florence + The Machine, “What the water gave me”:



O novo videoclipe de Marcelo Jeneci, “Felicidade”:



Kanye West apresenta versão de 20 minutos de “Runaway”, em festival na Polônia:


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Olha só a capa do novo álbum do rapper norte-americano Curren$y. Se a família do Cartola tiver mesmo autorizado, a homenagem é bacana...

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Hoje eu li que “Back to Black”, da Amy Winehouse, se tornou o álbum mais vendido desse século. Não chega a ser uma surpresa. Mesmo com a queda da venda de discos, a cantora britânica sempre vendeu muito. A sua morte engatilhou uma corrida imensa às lojas. Basta entrar em qualquer uma aqui no Rio de Janeiro para ver os CDs e DVDs de Amy Winehouse com o maior destaque possível. Eu fico me perguntando se essa marca será batida nesse século. E a resposta, pelo menos para mim, é não. “Back to Black”, antes da morte de Amy, já era um marco. Ouvi muita gente que eu respeito dizer que esse disco é o “Nevermind” dos anos 2000. Acho que não chega a tanto. Mas é impressionante a sua qualidade. A impressão que se tem é que todas as suas músicas são imensos sucessos. Embora tudo isso tenha acontecido em grande parte por conta do modo de vida, digamos, peculiar, de Amy Winehouse, ainda temos que concordar que ela era uma grande artista. Não sei como seria o seu terceiro álbum. Certamente não manteria o mesmo nível do segundo. De repente, corria até mesmo o risco de a cantora desaparecer aos poucos, tendo em vista a sua vida não muito regrada. A sua morte prematura fez com que ela se transformasse em um mito. E a vendagem de “Back to black” é a prova viva disso.

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Agora que você já leu tudo o que escrevi hoje, para terminar, o pior cover de todos os tempos, eleito pelos leitores da Rolling Stone norte-americana:



Desconfio que, pelo menos dessa vez, eles têm razão...

11 de ago. de 2011

Uma antiga e uma nova do The National; o dia que o rock atravessou a Cortina de Ferro; as sessões do LCD; e a capa de disco mais espetacular de todas.



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Vou começar me desculpando pelo sumiço de ontem. Eu sei que pouca gente notou, então nem vou me preocupar tanto. Mas, para compensar, escolhi uma música de uma banda que eu adoro, o The National, para começar o dia. O show que rolou no Circo Voador, em maio, já está na minha lista de melhores do ano. Foi antológico. Poucas vezes vi uma comunhão tão grande entre artista e plateia. "Runaway" (logo aí acima) foi a primeira música do setlist. Já dá para ter uma noção de como foi esse show...

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E hoje, 11 de agosto, é o Dia da Televisão. Isso porque, hoje também é dia de Santa Clara, a padroeira da televisão. Reza a lenda que lá por volta do ano 1250, Santa Clara já estava velha demais para ir à missa. Entretanto, ela a acompanhava de seu quarto, já que as imagens da cerimônia se projetavam em sua parede. E assim nasceu o primeiro “programa de televisão” da história.



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Essa música também merece ser lembrada hoje...



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Quem complete 55 anos é o ex-baterista do Ramones, Richie Ramone. Ele ficou pouco tempo na banda. Saiu brigado com os outros integrantes porque entendia que deveria ganhar uma participação com a venda do merchandising da banda, tipo camisetas – e quanta gente não veste as camisetas dos Ramones, por aí? Richie gravou três álbuns na banda: “Too tough to die” (1984), “Animal boy” (1986) e “Halfaway to sanity” (1987).



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Ah, mudando completamente de estilo musical, vocês sabem qual música estava no topo da parada da Billboard 25 anos atrás?? Essa aqui:



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No dia 11 de agosto de 1989, o rock atravessou a Cortina de Ferro através do Moscow Music Peace Festival, que aconteceu no Lenin Stadium, com presença de 120 mil pessoas em cada uma das duas noites do evento. O Moscow Music Peace Festival, que promoveu a “paz mundial”, bem como “a luta contra o tráfico de drogas” na Rússia, contou com bandas ícones essencialmente do rock farofa, como Cinderella, Skid Row, Mötley Crüe e Bon Jovi. Ozzy Osbourne (com Geezer Butler no baixo) e os veteranos alemães dos Scorpions fecharam o elenco estrangeiro, que ainda teve a banda russa Gorky Park. O baterista Jason Bonham, filho do lendário John Bonham (Led Zeppelin) se juntou aos integrantes de todas as bandas, no final do evento, para relembrar “Rock and roll", clássico da banda de seu pai. Uma curiosidade é que, durante o festival, pela primeira vez, foi permitido que o público ficasse de pé e dançasse em um show de rock na antiga União Soviética.





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A indicação de hoje é o álbum “London sessions”, o último trabalho do LCD Soundsystem, lançado agora no Brasil. Faz poucos meses que James Murphy anunciou o fim das atividades da banda. Uma pena, porque nesse cenário chamado ridiculamente de “indie”, o LCD era uma das poucas bandas que tinha algo interessante a apresentar. Esse “London sessions” é o canto do cisne, um resumo da turnê de despedida da banda gravado em um estúdio – mas ao vivo, sem muitas maquiagens. Ou seja, o LCD Soundsystem aqui está cru e mais vibrante ainda. Como ele merece ser ouvido. “London sessions” faz um resumão dos três álbuns de estúdio lançados pela banda (o auto-intitulado, de 2005, “Sound of silver”, de 2007, e “This is happening”, de 2010). É um estilo greatest hits live. Tudo o que os fãs curtem está no CD: de “Daft Punk is playng at my house” a “Drunk girls”, passando por “Al my friends”, faixa do álbum “Sound of silver” (2007), e deve ter deixado o New Order com um pouquinho de inveja.



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DROPS:







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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

• O show completo, completinho do Foo Fighters no festival de Lollapalooza:



Prince se apresentando no festival Sziget, na Hungria, para a gente já ir se preparando para o show histórico que acontecerá aqui no Rio, no dia 27 de agosto. O show teve 13 (eu disse 13!!) músicas no bis, e Prince teve que voltar ao palco 4 (eu disse 4!!) vezes:



• A nova música do novo projeto de Noel Gallagher. Ela se chama “The good rebel”, e é a melhor (não) faixa do Oasis em alguns anos:



• “Exile, vilify”, a nova música do The National, e que fará parte da trilha sonora do videogame (isso, eu disse videogame!!) Portal 2:



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Essa aí em cima é a capa de “Fetus”, novo álbum do Flaming Lips - e poderia ser de outra banda?? O feto é de goma comestível. Dentro dele está o pen drive com três músicas: “Enthusiasm for life defeats existential fear Part 2”, “Steven’s moonbow” e “Squishy glass”.

Impressionante o que os artistas estão fazendo para vender discos...

7 de jul. de 2011

“All you need is love” e os 71 anos do Ringo; os 21 sem Cazuza e o dia que o Brock morreu; os 5 sem Syd; o clipe do Arctic Monkeys;e o Muse no espaço!



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Aêê... Bom, começar o dia com “All you need is Love”, dos Beatles, não? Pois é, hoje faz 44 anos que essa música foi lançada. Recentemente, tive a oportunidade de assistir ao espetáculo “Love”, do Cirque Du Soleil em homenagem aos Beatles. Nunca imaginei que um dia fosse capaz de elogiar algo tão chato e pedante quanto o Cirque Du Soleil, mas o final de “Love”, com “All you need is Love”, é emocionante. Um dia eu ouvi o Frejat falar que, quando o seu filho nasceu, o levou para o quarto e ligou essa música.

Todos deveriam fazer o mesmo.

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E já que estamos falando de Beatles... Vamos comprar um bolo, separar 71 velinhas e cantar parabéns para Ringo Starr, o baterista mais sortudo e, ao mesmo tempo, injustiçado do mundo.



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Falta pouco pra gente ver isso ao vivo no Brasil, né não??

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Voltando um pouco mais no tempo, hoje faz 55 anos que Duke Ellington gravou um de seus álbuns mais importantes – e da história do jazz também. “Ellington at Newport” foi o meu primeiro disco de jazz. Era um sábado, e o zeloso namorado aqui acordou às sete da manhã para deixar a (ex-)namorada na PUC. Detalhe 1: ainda fique esperando três horas. Detalhe 2: fiz isso durante quatro meses, todos os sábados. Nesse dia, passei pela Tracks, lá no Baixo Gávea, e perguntei: “qual o melhor álbum para se ouvir numa tarde ensolarada de sábado como a de hoje?” A resposta veio de bate-pronto: “Ellington at Newport”. Comprei, não me arrependi, e, volta e meia, esse CD roda aqui em casa. Seja sábado ou não. De sol ou não.



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Foi no dia 07 de julho de 1990 que o nosso grande Cazuza morreu, em decorrência de complicações da Aids. Saudades... Imagina o que ele não estaria compondo hoje?? E na mesma data, só que no passado, o seu melhor amigo, Ezequiel Neves, foi fazer uma farra lá no céu.



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No mesmo dia da morte do Cazuza, a Legião Urbana se apresentou no Jockey Club do Rio de Janeiro. Apesar de o papai não ter me levado, sei que foi antológico. Olha só os dois primeiros minutos do vídeo abaixo:



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Dia 07 de julho de 1990. Dia em que o BRock morreu. Fato!

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Há cinco anos, outro gênio partiu dessa pra melhor. Falo de Syd Barrett, a alma do Pink Floyd. Nesse caso, a palavra “alma” não é exagero. David Gilmour e Roger Waters gostam de disputar o posto de “gênio do Pink Floyd”. Que eles me desculpem, mas o “gênio do Pink Floyd” é Syd Barrett. Se não fosse ele, tenho minhas dúvidas que o Pink Floyd seria... o Pink Floyd.



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Cantinho do futebol: hoje faz 37 anos que a Alemanha derrotou a Holanda na final da Copa de 1974. O jogo terminou dois a um. Muita gente gosta de dizer que foi uma injustiça esse resultado. Discordo. A Holanda de Cruyff, Neeskens e Rensenbrink merecia ganhar uma Copa. Mas a Alemanha de Beckenbauer, Breitner e Müller também.



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Comparo essa disputa da Copa de 74 com o Festival da Canção de 1967 (já viram o brilhante documentário?). “Domingo no parque” merecia ganhar. Mas “Ponteio” também merecia. Como só uma podia levar a melhor, a vencedora acabou sendo “Ponteio”.



Dá pra dizer que foi injusto? Só o solo de viola de Heraldo do Monte, a la Jimi Hendrix, já vale o título...

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O novo disco do Arctic Monkeys, “Suck it and see”, está sendo superfalado ultimamente. Dei uma escutada rápida, mas ainda não me pegou de jeito como o álbum de estreia “Whatever people say I am, that’s what I’m not” (2006). Mas esse videoclipe de “The hellcat spangled shalalala” está bem interessante...



Não??

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O Muse agora tá com um papo de gravar no espaço. A ideia de Matt Bellamy é viajar numa daquelas naves que o dono da Virgin, Richard Branson, está projetando, e que ele jura que vai chegar ao espaço. “Estamos tentando uma passagem de graça nessa nave. Estou tentando convencer o Richard Branson”, disse ao Contact Music.

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Dessa história eu tiro apenas uma conclusão: não se faz mais bandas de rock n’ roll como antigamente...

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Notícia do ano!!



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O grupo finlandês Porkka Playboys gravou uma versão especialíssima de “Bohemian rhapsody”, o clássico do Queen. Nunca ouviu falar da banda? Nem eu... Mas essa versão é coisa de gênio. Dá uma olhada abaixo:

28 de jun. de 2011

“A” música do Paul; Raul se revirando no túmulo; Otto; Lady Gaga fazendo coisa feia; a nova do Wilco; a última do Moz; a justiça ao Queen; e um livro.

Bom dia, pessoal. Cá estou eu de novo. Segundo dia seguido, e isso já é alguma coisa. Ontem iniciei o post com Morrissey, e hoje escolhi uma outra música para começar os trabalhos. Vou ver se faço isso diariamente. Uma espécie de “Música do dia”. E a de hoje é... TARAM...



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“Maybe I’m amazed” é, de longe, a música que mais gosto da carreira solo do Paul McCartney. Assisti a quatro shows dele aqui no Brasil nesses últimos meses (PoA, SP e dois no Rio), e nada de “Maybe I’m amazed”. Há duas semanas vi o último show da “Up and coming tour” em Las Vegas. E, logo depois de “Let ‘em in”, surpresa... Rolou “Maybe I’m amazed” pela primeira vez na turnê. Antes, logo na segunda música do show, Paul surpreendeu, apresentando, também pela primeira vez na turnê, “Junior’s farm”. Mas a maior surpresa mesmo foi a presença das famílias de George Harrison e de John Lennon na plateia. O musical “Love” (o Cirque Du Soleil com as músicas dos Beatles) estava completando cinco anos naquela semana, e todo mundo foi lá prestigiar. Paul não poupou Yoko Ono e mandou “Get back” no bis de seu show. Mas antes, durante “Give a peace a chance”, fez questão que a imagem da viúva de John ficasse bem no meio do telão do palco. Foi bonito.

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E o que temos para comemorar no dia do assassinato do arquiduque (não a banda) Franz Ferdinand, hein?? (Você também aprendeu na escola que esse fato serviu como estopim da I Guerra Mundial?) Vamos começar com o grande roqueiro do Brasil. Um cara que deve estar se revirando no túmulo com a atual safra do rock tupiniquim – dá pra chamar de safra?? Ele: Raul Seixas, que, se vivo fosse, estaria fazendo 66 anos.



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Olha só que coisa linda que ele escreveu…

“Sonho que se sonha só
É um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade”


Verdade, né??

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Quem também comemora aniversário hoje é o cantor, compositor e maluco pernambucano Otto. Quarenta e três anos, ao que parece, bem vividos. Sempre esbarrava com o Otto em Visconde de Mauá, mas já tem um tempo que eu não apareço por lá. Um dos melhores álbuns lançados em 2009 é “Certa manhã acordei de sonhos intranquilos”. Uma pequena obra-de-arte que só uma dor-de-corno é capaz de gerar. Saca só...



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No futebol, hoje é dia de dar os parabéns a Fabian Barthez, um dos carequinhas mais famosos do futebol. Campeão mundial com a seleção francesa em 1998 (você deve se lembrar bem desse dia...), Barthez completa 40 anos hoje. Em 2006, o goleirão foi vice-mundial. Aposto que, se em 2014, Barthez pintar na seleção francesa, ela chega a final. E se for contra o Brasil... Toc-toc...



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Coisa feia, hein, Lady Gaga... Ah, se os seus monstrinhos ficam sabendo disso... Hein?

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Gostei da frase do Bob Fernandes...
“Pedro Cabral descobriu o Brasil em Porto Seguro. E o Brasil descobriu Sergio Cabral em Porto Seguro…”

GÊNIO!

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E que tal a nova música do Wilco, hein?? Ela se chama “I might”. E não me surpreendeu. Boa como (quase) tudo que a banda faz.



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Mais um livrinho que li nos últimos dias: “Rubem Alves & Moacyr Scliar conversam sobre o corpo e a alma – Uma abordagem médico-literária”. O título, longo e um pouco complexo, dá uma impressão errada do livro. Bom, não se trata de um trabalho técnico. Pelo contrário. O livro é fininho (duas horas de leitura, no máximo) e traz a transcrição de um bate-papo entre o teólogo Rubem Alves e o médico (saudoso!) Moacyr Scliar. Em resumo, o livro trata das doenças da alma, que pouca gente dá bola, mas pode ser mais grave do que qualquer outra. Algumas das discussões são imperdíveis, especialmente a que trata a relação sofrimento x arte. Será que é possível produzir uma obra-de-arte sem um mínimo de sofrimento? A resposta não está no livro, mas, com certeza, fará você meditar bastante sobre o tema. Outros pontos também são discorridos de forma leve, como a saúde e a doença na Bíblia, o poder médico e a palavra e seu poder terapêutico. Eu recomendo.

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Mais uma do nosso Morrissey... Durante um show realizado ontem, em Bradford, Inglaterra, ele apareceu com uma camisa na qual se lia "Fuck Morrissey-solo.com". O tal site, idealizado por fãs, tem irritado o ex-vocalista dos Smiths, com as discussões em foruns que falam sobre a vida privada do cantor. Olha só o vídeo:



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Em mais uma daquelas enquetes bem duvidosas, o show do Muse em Wembley, no ano de 2007, foi considerado o evento mais importante que já aconteceu no célebre estádio britânico. O top 5 da pesquisa, conduzida pela Football Association inglesa é o seguinte:

1) 2007 - Muse ("H.A.A.R.P Tour")
2) 1988 - Michael Jackson ("Bad Tour")
3) 1986 - Queen ("Magic Tour")
4) 2009 - Take That ("Circus Tour")
5) 1966 - Final da Copa do Mundo (Inglaterra x Alemanha)

Aqui a gente faz justiça...



2 de out. de 2010

Mike Rutherford, Sting, Radiohead, Morumbi, Rock Hudson, Orlando Silva, Calcanhotto, Elis, Emilinha, Tired Pony, Roger Waters, Muse, Lulu, Peanuts 60

Peanuts 60! A primeira tirinha, de 02 de outubro de 1950:


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UMA MÚSICA PRO FIM DE SEMANA: "Papo cabeça", do Lulu Santos. A minha música predileta do Lulu, e que está presente agora em seu "Acústico MTV II". Mas a versão original do "Honolulu" (1990) é melhor...



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Leitores da revista Total Guitar elegeram o riff de guitarra de "Plug in baby", do Muse, o melhor da década. O Muse também aparece na quinta posição da enquete, com "Knights of Cydonia". O top 10 foi o seguinte:
1. "Plug in baby" (Muse)
2. "Slither" (Velvet Revolver)
3. "Afterlife" (Avenged Sevenfold)
4. "The dark eternal night" (Dream Theater)
5. "Knights of Cydonia" (Muse)
6. "No one knows" (Queens Of The Stone Age)
7. "Seven nation army" (The White Stripes)
8. "Halo" (Machine Head)
9. "Mr. Brightside" (The Killers)
10. "Beast and the harlot" (Avenged Sevenfold)



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Roger Waters está sendo criticado por grupos semitas, por conta de um vídeo em seu novo show. Na atual turnê, Waters interpreta o álbum "The wall" (1980) na íntegra. E durante "Goodbye blue sky", um vídeo mostra um avião despejando dólares e Estrelas de Davi como se fossem bombas. Você pode tirar as suas conclusões com o vídeo abaixo.



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Fazia uns dois dias que estava procurando o vídeo do Tired Pony no programa do David Letterman. Finalmente encontrei. Vale a pena. Gostei muito dessa banda.



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Emilinha Borba ou Marlene? Essa era a "guerra" no programa César de Alencar. Aqui, eu fico com a Emilinha Borba. Pelo menos hoje. Já são cinco anos de saudade. Emilinha morreu no dia 03 de outubro de 2005.



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Acredite se quiser, mas houve um tempo em que as emissoras de TV transmitiam programas dedicados à Música Popular Brasileira. E eu estou falando de emissoras abertas, hein?? Bom, amanhã vai fazer 30 anos que um dos grandes momentos da história da televisão brasileira foi ao ar. Estou falando do especial "Elis Regina Carvalho Costa", dentro da série "Grandes Nomes", dirigida por Daniel Filho. Ontem eu revi esse DVD da Elis Regina. Queria destacar algo aqui no blog hoje. Mas ficou difícil. Qual foi o grande momento? O sorriso de Elis enquanto canta "O bêbado e a equilibrista" naquele período de "quase" reabertura? As lágrimas escorrendo em seu rosto durante a interpretação de "Atrás da porta", que vale como uma facada no estômago? A brincadeira de roda com músicos, bailarinos e plateia na emocionante "Redescobrir"? O beijo carinhoso no ombro de César Camargo Mariano durante "Modinha"? Elis se despedindo cantando "Fascinação"? Poderia realçar qualquer desses momentos aqui no blog. Mas, para mim, nada supera esse aqui...



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Amanhã é dia de dar os parabéns a Adriana Calcanhotto, uma das grandes cabeças da Música Popular Brasileira. Eu digo "cabeça" porque Adriana Calcanhotto não é só uma boa cantora. Aliás, eu a considero mais uma produtora do que uma cantora, da mesma forma que Nara Leão. Os seus álbuns são sempre muito bem pensados, com conceitos definidos. E é isso que eu mais admiro nos artistas. Adriana Calcanhotto completa 45 anos amanhã, ao mesmo tempo que coloca nas lojas o CD/DVD "Dois é show!". Mas eu ainda espero o DVD do "Maré". Será que algum dia sai??



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Vamos partir agora para os fatos importantes do dia 03 de outubro? Siiiiiim, responde o auditório. Bom, então vamos começar por Orlando Silva, que estaria comemorando 95 anos nesse domingo. Orlando Silva, com o seu estilo de cantar, plantou a primeira semente da Bossa Nova. E não sou eu quem disse isso não, mas João Gilberto. O "cantor das multidões", como era conhecido, cantou macio grandes clássicos da Música Popular Brasileira, como "Carinhoso" (de João de Barro e Pixinguinha), "Curare" (Bororó), "Rosa" (de Otávio de Sousa e Pixinguinha) e, a minha predileta, "Lábios que beijei" (de J. Cascata e Leonel Azevedo). Orlando Silva fez a transição perfeita entre os cantores de "dó de peito" e o canto suave da Bossa Nova. Ele morreu aos 62 anos, no dia 07 de agosto de 1978, por conta de um acidente cárdio-vascular.



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Muitos dos meus ídolos morreram de Aids, a praga que devastou parte da cultura na década de 80. Há 25 anos, as pessoas não sabiam direito do que se tratava a tal doença. A ignorância era tanta que alguns a chamavam de "câncer gay", ou seja, uma doença exclusiva dos homossexuais. A coisa ficou mais preocupante ainda no dia 02 de outubro de 1985, quando o ator norte-americano Rock Hudson morreu vitimado pela Aids. Ator famoso, ao morrer, Hudson acendeu a luz vermelha para as pessoas que ainda não tomavam cuidado, e achavam que a doença era brincadeira. Mas já era tarde. Muita gente já estava infectada. E, naquela época, a Aids era um atestado de óbito mesmo. Os meus heróis não morreram de overdose. Morreram de Aids.



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Agora vou falar só um pouquinho de futebol, porque um dos templos sagrados do esporte bretão (sempre tive vontade de escrever "esporte bretão") faz 50 anos hoje. Estou falando do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, ou Morumbi, para os íntimos. Eu não sou íntimo do Morumbi (então não posso nem chamá-lo de Morumba), nunca vi nenhum jogo de futebol lá. Mas já vi alguns shows: U2, AC/DC, Madonna... E em novembro estarei lá de novo para ver o Paul McCartney. O Morumbi, que hoje é o quarto maior estádio do país, tem capacidade para 68 mil pessoas. E o primeiro jogo lá realizado (exatamente no dia 02/10/1960) foi São Paulo contra Sporting, de Portugal. Os donos da casa venceram por um a zero, gol de Peixinho.



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Eu me lembro bem do dia em que comprei "Kid A", do Radiohead. Coloquei para rodar imediatamente no CD-player do carro. À época, fui um dos poucos que gostei. E gostei muito. Confesso que tenho uma queda por coisas muito estranhas. E "Kid A", pelo menos quando foi lançado, era considerado muito "estranho". Tive que defender com unhas e dentes o disco do Radiohead em um grupo que tinha para ouvir discos. Ninguém gostou. Muitos não conseguiram nem passar de "Everything in its right place" - para mim, a melhor música do Radiohead. Enfim, hoje é engraçado que muitas dessas pessoas acham o "Kid A" genial. Um período de dez anos pode mudar muita coisa mesmo. E "Kid A" chegou às lojas no dia 02 de outubro de 2000.



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E hoje também é dia de dar os parabéns ao Sting, que faz 59 anos, com carinha de 29. Bom, o que é que eu vou falar do Sting aqui, gente? Bom, os últimos discos dele estão beeeem chatinhos. Esse negócio de gravar música inglesa medieval e também os seus sucessos em arranjos sinfônicos... Sei não, mas acho que o último grande álbum do Sting foi "Brand new day", láááá de 1999. Inclusive, quando ele veio aqui no Rock in Rio 3, ele estava divulgando esse álbum. Foi um bom show, embora muita gente tenha reclamado da ausência de "Every breath you take". Depois disso, teve a reativação do The Police. Mais uma vez, não faltou crítica. Eu achei animal. Vi quatro shows da turnê, todos sensacionais. E, volta e meia, o BD "Certifiable" rola aqui pelas madrugadas. Hum, boa ideia para hoje...



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Ah, chegou o sabadão, hein? Nossa, vocês não imaginam a quantidade de coisa legal que tenho pra escrever aqui no blog hoje. É aquele tipo de dia que dá até gosto trabalhar. Então vamos começar logo. E vamos começar pelo grande guitarrista do Genesis, Mike Rutheford, que hoje completa 60 anos. Aliás, ele não é só o guitarrista, mas um dos fundadores de uma das bandas mais importantes do rock progressivo. Rutherford também gravou dois álbuns solo no início da década de 80 e outros oito com a banda Mike + The Mechanics.

22 de set. de 2010

Gonzaguinha, Farm Aid, Lombardi, Seven, Ronaldo, Charlatans, Muse, Britney, ZZ Top, Soundgarden, Plant, REM, Dylan, Animal Collective, Atoms For Peace

Uma dica boa que acabei de ver no site da Spin é que estão rolando imagens, no YouTube, em alta definição, de uma apresentação do Atoms For Peace, no Japão, em agosto. Tudo com um áudio excelente. O Atoms For Peace é um projeto paralelo de Thom Yorke, do Radiohead. A banda ainda conta com o baixista Flea, do Red Hot Chili Peppers. Curta aí.







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Sensacional (ou uma bosta) o novo videoclipe do Animal Collective, "Bluish". Tudo depende do ponto de vista...



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Bob Dylan apareceu ontem em um programa de televisão nos Estados Unidos. Não cantou. Mas deu autógrafo...



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O R.E.M. finalizou as gravações de seu 15º álbum, ainda sem título. A produção ficou a cargo de Jacknife Lee, o mesmo responsável pelo anterior de estúdio, "Accelerate" (2008). O álbum, que deve sair no primeiro trimestre de 2011, foi gravado entre Berlim (no estúdio Hansa, onde o U2 gravou "Achtung baby", de 1991, e David Bowie, "Heroes", de 1977) e Nova Orleans. O empresário Bertis Downs disse que as novas canções do R.E.M. formam "a wonderful set of songs".

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Robert Plant disponibilizou online a gravação de seu novo show, em excelente qualidade de áudio. São 10 canções em 53 minutos de apresentação, incluindo músicas de seu recém-lançado álbum ("Band of joy") e canções do Led Zeppelin, como "Gallows pole". Vale a pena dar uma ouvida aqui.

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Já viram o novo videoclipe do Soundgarden? "Black rain" é a primeira música inédita da banda em dez anos. A canção estará presente na coletânea "Telephantism", a ser lançada no dia 04 de outubro.



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O ZZ Top encontra-se em estúdio trabalhando em seu 15º álbum, que deve chegar às lojas em 2011, quando será comemorando o 40º aniversário do lançamento do primeiro álbum da banda, "ZZ Top's First Album".

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A New Musical Express fez uma enquete junto aos seus leitores para eleger o melhor e o pior cover de todos os tempos. Britney Spears levou o troféu de pior cover por conta de sua versão para "I love rock 'n' roll", do The Arrows. Nenhuma supresa. A surpresa veio mesmo no melhor cover. Quem ficou na frente de Beatles, Johnny Cash, Jimi Hendrix, Nirvana e The Clash? O Muse!! Sim, o Muse! A banda que coloca "discos voadores" em seus shows cada vez mais megalômanos e cafonas. Pelo jeito, não é só o público brasileiro (vide Restart consagrado no VMBosta da MTV) que está pirando. As listas dos melhores e piores covers seguem abaixo:

Melhores covers:
1. Muse - "Feeling Good" (Nina Simone)
2. The Beatles - "Twist and Shout" (Top Notes)
3. Johnny Cash - "Hurt" (Nine Inch Nails)
4. Jimi Hendrix - "Hey Joe" (Billy Roberts)
5. Nirvana - "Where Did You Sleep Last Night" (Traditional)
6. The Clash - "I Fought the Law" (Sonny Curtis)
7. Jeff Buckley - "Hallelujah" (Leonard Cohen)
8. Jimi Hendrix - "All Along the Watchtower" (Bob Dylan)
9. Marvin Gaye - "I Heard it Through The Grapevine" (Smokey Robinson)
10. The White Stripes - "I Just Don't Know What to Do With Myself" (Burt Bacharach)

Piores covers:
1. Britney Spears - "I Love Rock 'N' Roll" (The Arrows)
2. Ronan Keating - "Fairytale of New York" (The Pogues)
3. Celine Dion - You Shook Me All Night Long" (AC/DC)
4. Take That - "Smells Like Teen Spirit" (Nirvana)
5. M People - "Itchycoo Park" (Small Faces)
6. Robbie Williams - "Song 2" (Blur)
7. Will Young - "Light My Fire" (The Doors)
8. Madonna - "American Pie" (Don McLean)
9. Limp Bizkit - "Faith" (George Michael)
10. Mark Ronson - "No One Knows" (Queens of the Stone Age)

E o vídeo de "Feeling good" (com Nina Simone!) segue abaixo. Vai que algum fã do Muse não saiba quem é Nina Simone...



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O baterista do Charlatans, Jon Brookes, desmaiou anteontem durante um show de sua banda nos Estados Unidos. A notícia ruim é que foi descoberto um tumor em seu cérebro. A banda substituirá temporariamente Brookes, que vai iniciar o tratamento quimioterápico. Ficamos na torcida.

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Vez do futebol agora. E vocês que me desculpem, porque hoje não tinha como não falar de futebol aqui. Ronaldo faz 34 anos hoje. Duas vezes campeão mundial pela seleção brasileira. Maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Campeão da Copa do Brasil pelo Cruzeiro e pelo Corinthians. Campeão mundial interclubes pelo Real Madri. Campeão da Europa pela Internazionale e pelo Barcelona... E tem outros títulos. Mas nem preciso mais citar. Até mesmo porque ele é o Fenômeno.



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E já que falei de televisão logo abaixo, agora quero falar sobre cinema. Mais especificamente sobre um dos melhores filmes ever da minha vida. "Seven" estreou no dia 22 de setembro de 1995. Um dos thrillers mais fantásticos do cinema, "Seven" contou com Morgan Freeman, Brad Pitt, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey (fantástico no papel de John Doe) no elenco. A direção de David Fincher expunha um enredo recheado de assassinatos relacionados aos sete pecados capitais. E já que música é o nosso assunto principal aqui, recomendo a trilha sonora do filme, que traz canções nas vozes de Billie Holiday e Marvin Gaye, assim como temas de Thelonious Monk e Charlie Parker. Fantástica trilha. Igual ao filme.



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"Deus está nas coincidências." Essa é uma das minhas frases prediletas. E ela pode ser lida toda hora no livro "Asfalto selvagem", de Nelson Rodrigues. Devorei o livro de 650 páginas em três dias. E a minissérie (intitulada simplesmente "Engraçadinha") é uma das melhores já produzidas pela Rede Globo. Ah, e por que "Deus está nas coincidências"? Veja só: ontem fui pesquisar o nome de alguns artistas que trabalharam na minissérie. E acabei descobrindo que hoje faz exatos 15 anos que o último capítulo foi ao ar. Por isso que eu realmente acho que "Deus está nas coincidências"...



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Em tempos pré-internet, uma das maiores curiosidades da minha vida era ver alguma fotografia do Lombardi, o mítico (sim, mítico!) locutor do programa Silvio Santos. Eu me lembro que, uma vez, o Jô Soares anunciou uma entrevista com o Lombardi. Fiquei o dia todo esperando, mas o Lombardi não apareceu. Aliás, apareceu sim. Deu a entrevista, mas não mostrou o rosto. A sua voz surgia em off. Mais uma decepção. Já em tempos cibernéticos, pude conhecer o Lombardi. Bom, não mudou em nada a minha vida... Mas hoje quero homenagear aqui essa pessoa, cuja voz me acompanhou por muitos e muitos domingos da minha infância. Lombardi morreu em dezembro de 2009, aos 69 anos. Hoje ele sopra 70 velinhas lá no andar de cima.



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A gente está sempre falando por aqui dos principais festivais de música do mundo: Glastonbury, Rock in Rio, Reading, Oxegen, Coachella, entre outros. Mas tem um muito especial, que, volta e meia, passa batido: o Farm Aid, cuja primeira edição aconteceu exatos 25 anos atrás. Desde então, o festival se repete todo ano, com exceção de 1988. A edição 2010 já está marcada para o dia 02 de outubro, e contará com gente como Willie Nelson, John Mellencamp, Dave Matthews, Neil Young, Norah Jones e Band Of Horses. Já a primeira edição contou com Beach Boys, Jon Bon Jovi, Johnny Cash, Bob Dylan, John Fogerty, Emmylou Harris, Billy Joel, B. B. King, Carole King, Joni Mitchell, Roy Orbison, Tom Petty, Lou Reed, Eddie Van Halen e Neil Young. Sensacional, não?



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Hoje eu quero homenenagear uma pessoa muito, muito, muito especial aqui. Aliás, ele fez muitas canções de amor (seja para amantes ou não-amantes). E também fez muitas músicas de protesto, de forte cunho social. Esse grande compositor é Luiz Gonzaga Junior. Ou Gonzaguinha. Ao mesmo tempo em que o veneno ácido escorria de seus lábios, em coisas como "Comportamento geral", uma delicadeza sutil e doce transbordava em canções como "Não dá mais pra segurar (Explode coração)" e "Sangrando". Faz muita falta esse Gonzaguinha. Esse Gonzaguinha que hoje estaria completando 65 anos.



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Ah, a primavera, hein? Pelo menos aqui no Rio, a primavera começou muito bem. Dia lindo, sol brilhando no céu, o mar cor de ardósia, os pássaros cantando... E, olha, uma coisa que descobri ontem: o dia de início da primavera é considerado o Dia dos Amantes! É... A estação mais romântica do ano e tal... Claro que a data foi criada pelo mercado brasileiro. Hehehe... Então, quem estiver dentro de uma joalheria hoje, já sabe, né? É suspeito até prova em contrário.

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14 de jul. de 2010

La Marseillaise, Woody Guthrie, Rush, Muse, Ozzy Osborne, Robbie Williams, Gang Of Four, Best Coast, Kid Cudi, VW, Avi Buffalo

Na semana retrasada, conheci uma banda nova que achei muito legal. O seu nome é Avi Buffalo, e o seu álbum de estreia (que leva o mesmo nome da banda da Califórnia) saiu em maio. O primeiro single é "What's in it for?", uma música bem leve, com algum eco do The Byrds na guitarra e um vocal com uma atmosfera da Califórnia dos anos 60. Veja aí o que você acha.



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Best Coast, Kid Cudi e Rostam Batmanglij (Vampire Weekend) se juntaram para gravar a música "All summer" e o resultado ficou, ao menos, divertido.



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O Gang Of Four anunciou que o seu novo álbum, "Content", será lançado no dia 04 de outubro. O sétimo álbum de estúdio da banda (que também terá lançamento em vinil) será precedido pelo single "Who am I?", no dia 13 de setembro. As faixas de "Content" são essas aqui: "She said 'You made a thing of me'", "You don't have to be mad", "Who am I?", "I can't forget your lonely face", "You'll never pay for the farm", "I party all the time", "A fruit fly in the beehive", "It was never going to turn out too good", "Do as I say", "I can see from far away" e "Second life".

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Essa aí é a capa da coletânea de Robbie Williams, "In and out of consciousness: The greatest hits 1990-2010", que sairá em outubro. Como já havia sido especulado, o CD duplo trará músicas da carreira solo de Williams, bem como de sua antiga (e certamente) futura banda, Take That. As duas inéditas, "Shame" e "Heart and I", foram escritas por Williams e Gary Barlow (seu colega de Take That). As faixas de "In and out of consciousness: The greatest hits 1990-2010" são as seguintes: "Shame", "Heart and I", "You know me", "Bodies", "Morning sun", "She's Madonna", "Lovelight", "Rudebox", "Sin sin sin", "Advertising space", "Make me pure", "Tripping", "Misunderstood", "Radio", "Sexed up", "Something beautiful", "Come undone", "Feel", "Mr Bojangles", "I will talk and Hollywood will listen", "Somethin' Stupid", "The road to Mandalay", "Eternity", "Let love be your energy", "Supreme", "Kids", "Rock DJ", "It's only us", "She's the one", "Strong", "No regrets", "Millennium", "Let me entertain you", "Angels", "South of the border", "Lazy days", "Old before I die", "Freedom" e "Everything Changes".

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Ozzy Osbourne lançou nessa semana um EP virtual (vendido na loja da iTunes) com seis faixas gravadas ao vivo. "iTunes festival London 2010" foi gravado no Roundhouse, em Londres, e conta com as seguintes músicas: "Let me hear you scream", "Mr. Crowley", "I don't know", "Suicide solution", "I don't want to change the world" e "War pigs".

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"Temos que divulgar nossas músicas de formas diferentes. Às vezes temos de agarrar qualquer oportunidade para chegar lá, e até mesmo vender a alma." (Chris Wolstenholme, baixista do Muse, à BBC, explicando o motivo de ter gravado uma música para a trilha sonora da saga "Crepúsculo")

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Os ingressos para os shows do Rush no Brasil já estão em pré-venda para clientes Diners, Citibank e Credicard. Mais informações aqui.

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E já que estamos falando de "liberdade", um dos compositores norte-americanos que melhor cantou tal tema nasceu exatamente no dia 14 de julho de 1912. Estou falando de Woody Guthrie, cujo violão trazia escrito a seguinte frase: "This machine kills fascists". E era capaz de matar mesmo. Alguns usam metralhadoras. Woody usava apenas o seu violão. E as suas músicas, especialmente "This land is your land", são ouvidas até hoje em escolas dos Estados Unidos. Como um hino. Muito mais poderoso que um tiro, diga-se. Woddy Guthrie morreu em 1967, mas deixou gente como Bob Dylan, Joan Baez e Pete Seeger para levar adiante o seu legado.



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Boa tarde, pessoal! Tudo bom? Que dia horrível (ou "orível", como escrevia um amigo meu no primário), hein? Vontade de ficar o dia todo na cama. Mas não dá. Tenho que colocar as coisas em dia. Já disse que viajo na sexta, né? Esse blog vai ficar meio soltou por uns 20 dias, mas depois volta o normal. E, olha, a França, que eu saiba, não ganhou nenhuma competição esportiva recentemente não. Eu comecei o post de hoje com a Marseillaise porque foi no dia 14 de julho de 1795 (exatos seis anos após a Queda da Bastilha) que esse canto de guerra composto pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle, em 1792, foi instituído como o hino oficial da França. Não à toa, o dia 14 de julho é o Dia Universal da Liberdade, em homenagem exatamente ao evento de 1789. Com relação à Marseillaise, tive um professor muito querido na faculdade de Direito, o professor Celso Albuquerque Mello (uma das maiores, senão a maior, autoridades em Direito Internacional Público do país) que foi enterrado ao som do hino da França. Foi um de seus últimos pedidos. Em tempo: considero a Marseillaise o hino mais bonito de todos. No início dessa Copa, postei no twitter que a única coisa boa que a França havia levado para a África do Sul tinha sido o hino. Muita gente chiou. Mas, um mês depois, posso dizer que tinha razão.

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12 de jul. de 2010

Neruda, Guineto, Bon Jovi, Eric Carr, Pearl Jam, Agostinho, Robbie Williams, João Saldanha, Zidane, Waters+Gilmour, Interpol, Ferry, Muse, Walkmen

Essa aí é a capa de "Flamingo", o primeiro álbum solo do Brandon Flowers, do The Killers, e que será lançado na primeira quinzena de setembro. Acho que ficou com um estilo meio Luis Miguel...

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Se o The Walkmen for por esse caminho em seu novo álbum, "Lisbon" (lançamento previsato para setembro), podemos esperar um discaço.



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Adoreis as AOL Sessions do Gorillaz...

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Durante apresentação no festival T In The Park, na Escócia, nesse fim de semana, o baixista do Muse, Chris Wolstenholme, disse que a sua banda vai começar a trabalhar em um novo álbum já em 2011. Ele afirmou que, tão logo termine a turnê de "The resistance", disco lançado em 2009, eles tirarão rápidas férias, para começar o trabalho de composição do novo material. "Acho que as maiores férias que tivemos nos últimos doze anos foram de seis semanas", disse depois do show ao NME.

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Quem quiser baixar o EP novo do Owen Pallett, "Lewis takes off his shirt", é só seguir aqui.

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O cantor Bryan Ferry abriu o seu caderninho de telefone e convidou um bando de gente para participar de seu novo álbum, "Olympia", a ser lançado no dia 25 de outubro. Sente só: tem gente do Radiohead (Jonny Greenwood), do Scissor Sisters, David Gilmour, Mani (Primal Scream), Phil Manzanera, Andy Mackay, Brian Eno (esses três eram integrantes do Roxy Music, e não gravavam com Ferry desde o álbum "For your pleasure", de 1973), Flea (Red Hot Chili Peppers) e Nile Rogers (Chic). O último trabalho de Ferry foi "Dylanesque" (2007), e a relação de faixas de "Olympia" é a seguinte: "You can dance", "Alphaville", "Heartache by numbers", "Me oh my", "Shameless", "Song to the siren", "No face, no name, no number", "BF bass (Ode to Olympia)", "Reason or rhyme", "Tender is the night".

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"Foi-se o tempo em que se podia fazer dinheiro com a música." (Mick Jagger, líder dos Rolling Stones, conformado com a crise da indústria do disco)

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E que tal a nova música do Interpol, "Barricade"? A canção estará no próximo álbum da banda, "Lights", que sai em setembro.



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Engraçado, ontem mesmo estava vendo o DVD "Live 8", em especial as apresentações do Robbie Williams e do Pink Floyd, e hoje pipocam notícias sobre os dois. A volta de Williams ao Take That, pelo menos para mim, não é uma boa notícia. Mas o reencontro de David Gilmour e de Roger Waters em um palco, cinco anos após o "Live 8", é uma bela notícia. Os dois se juntaram para uma rápida apresentação beneficente para a HOPING Foundation (Hope and Optimism for Palestinians In the Next Generation). Duzentos convidados ouviram quatro músicas: "To know him is to love him", "Wish you were here", "Comfortably numb" e "Another brick in the wall (Part two)". A foto acima está no blog do David Gilmour. E, não, não encontrei nenhum vídeo no Youtube...

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Olha, já falei que estou com uma ressaca desgraçada da Copa, mas só quero lembrar que hoje faz 12 anos que a seleção brasileira foi detonada pela França do Zidane na final da Copa da França. Sobre aquela seleção da França, acho que foi o último grande time que vi jogar em uma Copa. A Itália de 2006 e a Espanha de 2010, definitivamente, não entraram para a história. O Brasil de 2002 pode ser pau a pau com essa França de 98.



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O Brasil estava triste por conta da eliminação precoce na Copa da Itália, em 1990. Mas ficou ainda mais triste quando soube da notícia da morte de João Saldanha, exatos 20 anos atrás. Ele morreu em Roma após comentar a Copa do Mundo pela extinta TV Manchete. Antes de fazer os seus comentários mordazes na televisão (o seu apelido era "João sem medo"), João Saldanha foi técnico da seleção brasileira, tendo montado, inclusive, a seleção de 1970. Comunista, acabou dispensado do posto de técnico da futura seleção tricampeã. Para quem quiser conhecer um pouco mais da história (e que história...) de João Saldanha, recomendo o livro "João Saldanha, uma vida em jogo", de André Iki Siqueira.



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EXTRA 3: O site Contact Music informou que o cantor Robbie Williams vai gravar um álbum e fazer uma turnê com a sua antiga banda, o Take That, no ano que vem. Antes do retorno, provavelmente em setembro, Williams lançará a coletânea "In and out of consciousness: The greatest hits 1990-2010". Segundo o mesmo site, o anúncio da volta de Williams à banda (que ele abandonou em 1995) acontecerá nos próximos dias. Por sua vez, o The Sun informou que a coletânea contará com uma canção inédita ("Shame") que terá a participação de Gary Barlow, do Take That.

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O dia 12 de julho representa um capítulo triste para a Música Popular Brasileira. Nesse mesmo dia, no ano de 1973, Agostinho dos Santos morreu em um acidente de avião perto do aeroporto de Orly, em Paris, no voo 820 da Varig. O acidente, até hoje, é relembrado como um dos mais trágicos da história da aviação brasileira. Durante os seus 41 anos, Agostinho participou de momentos importantes da MPB, especialmente do concerto que apresentou a Bossa Nova aos norte-americanos, no Carnegie Hall, em 1962. Antes, ele havia sido intérprete no filme "Orfeu do Carnaval", de Marcel Camus, das músicas "Manhã de carnaval" e "A Felicidade", esta última, uma das primeiras composições da dupla Tom Jobim / Vinicius de Moraes.



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EXTRA 2: O Pearl Jam anunciou um hi-a-to por tempo indefinido durante a apresentação ontem no festival Optimus Alive!10, em Lisboa. "Obrigado por virem ao nosso último show por muito tempo", disse Eddie Vedder no decorrer da apresentação. Ele ainda falou que não é o último show da história do Pearl Jam, mas que será o último por um tempo indefinido. Pelo jeito, vai demorar um bom tempo para os brasileiros curtirem a banda de Seattle novamente ao vivo. Quem foi a algum dos shows do Pearl Jam no final de 2005, sabe muito bem do que estou falando.



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Hoje também é aniversário de um grande e saudoso baterista. Eric Carr, o melhor baterista que o Kiss teve, nasceu a 12 de julho de 1950. Infelizmente, um câncer no coração o tirou de cena em 24 de novembro de 1991. Morreu jovem. Mas deixou grandes álbuns com o Kiss, como "Creatures of the night" (1982) e "Lick it up" (1983). Saudades.



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EXTRA 1: A quem interessar possa, acabo de receber e-mail da produtora Time For Fun confirmando o show do Bon Jovi em São Paulo (Estádio do Morumbi), no dia 06 de outubro. A apresentação, que será a única no país, cairá numa quarta-feira, dois dias antes do show do Rush, no mesmo estádio. A apresentação faz parte da "The Circle Tour", uma das turnês que mais tem lucrado nesse ano. Os ingressos serão vendidos em pré-venda exclusiva para clientes Credicard, Citibank e Diners, pelo site www.ticketsforfun.com.br, telefone, bilheterias oficiais do show e demais pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Informações sobre preços e datas de pré-venda e venda serão divulgadas em breve. Nesse último fim de semana, a banda de Bon Jovi fez show em Nova Jersey, e o cantor saiu carregado do palco.

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E aí pessoal? Como vamos? Vou dizer que estou com uma ressaca dessa Copa do Mundo. Caraca, parece que bebi uma garrafa de vodka todo dia nesse último mês. Eu não sei se queria muito que ainda tivesse um mês de Copa ou que ela acabasse logo. Enfim, acabou... E hoje, dia 12 de julho de 2010, o que temos, hein? Bom, comecei com Pablo Neruda, que faria 106 anos de idade hoje. Um dos meus livros de cabeceira é a sua "Antologia poética" (versão bilíngue), e foi dele que tirei esse soneto abaixo. Além de Neruda, quem faz aniversário hoje é um sambista que eu gosto muito. Almir Guineto nasceu a 12 de julho de 1946, no Rio de Janeiro. Zeca Pagodinho sempre dá uma força pra ele - inclusive gravando algumas canções suas, como "Lama nas ruas". Mas Almir pode ser considareado uma espécie de padrinho de Zeca, mesmo que não tenha alcançado o mesmo sucesso. Muito do que a gente vê no Zeca Pagodinho, já podia ser visto em Almir Guineto muitos anos antes: a malandragem, o jeito de cantar... Por isso que Almir Guineto merece muito respeito.



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"Tal vez no ser es ser sin que tú seas,
sin que vayas cortando el mediodía
como una flor azul, sin que camines
más tarde por la niebla y los ladrillos,

sin esa luz que llevas en la mano
que tal vez otros no verán dorada,
que tal vez nadie supo que crecía
como el origen rojo de la rosa,

sin que seas, en fin, sin que vinieras
brusca, incitante, a conocer mi vida,
ráfaga de rosal, trigo del viento,

y desde entonces soy porque tú eres,
y desde entonces eres, soy y somos,
y por amor seré, serás, seremos."

("Soneto LXIX" - Pablo Neruda - Antologia Poética)