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19 de set. de 2010

Resenhando: Arcade Fire, Paula Morelenbaum e João Donato, CSN, Wilson das Neves, Broken Bells

“The suburbs” – Arcade Fire
“The suburbs”, terceiro álbum do Arcade Fire, já saiu tem quase dois meses lá fora. Mas só escrevo sobre ele agora porque quis digeri-lo um pouco melhor. As primeiras resenhas que li, comparavam-no a “Ok computer”, terceiro disco do Radiohead, lançado em 1997. A comparação é difícil. Os dois são grandes álbuns. O Arcade Fire estreou com “Funeral”, em 2004. Um álbum de estreia que pode ser considerado perfeito. O seguinte, “Neon bible”, escorregou em algumas viagens (um pouco que pretensiosas) da banda canadense. Também era um bom álbum, mas que não deixava claro qual rumo o Arcade Fire tomaria. “The suburbs” tira essa dúvida. De fato, o Arcade Fire, para bem ou para o mal, está pronto para o maistream (êta palavrinha horrorosa). Nesse terceiro álbum, a sonoridade da banda está bem mais palatável – no estilo Arcade Fire, é verdade. As letras estão bem mais próximas da realidade, eis que falam sobre... a vida nos subúrbios, tipo aquelas coisas comuns que qualquer pessoa de classe média gosta de fazer, sem esquecer das tristezas. Com relação à sonoridade, bem... Esqueça aquela coisa épica de “Funeral” ou as experimentações de “Neon bible”. “The suburbs” pode ser chamado de um álbum pop – ao estilo do Arcade Fire, repita-se. A faixa-título, que abre o disco já apresenta esse cartão de boas vindas, que se repete em outras faixas como na bela “Modern man”, no rock pesadinho “Empty room” e na quase new-wave “Mouth of may”. Mas o Arcade Fire também não desiste de coisas mais experimentais, como “Rococo” (uma das melhores faixas do álbum) e “Deep blue”. Mas nada supera a quase-disco “Sprawl II (Mountains beyond mountains)”, diferente de tudo o que o Arcade Fire já fez. E que vontade que dá assistir a um show do Arcade Fire depois de ouvir “The suburbs”...

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“Água” – Paula Morelenbaum & João Donato
Quando vi a capa do álbum de Paula Morelenbaum e João Donato, pensei: “as mesmas músicas, os mesmo arranjos, a mesma voz, o mesmo piano...” Tá certo, me enganei. Também não era pra menos. Paula Morelenbaum, com a sua ótima voz, é daquelas artistas que dificilmente se repetem. E João Donato... Bem, João Donato é João Donato. E ponto. Todas as 12 composições de “Água” são de sua autoria. Muitos clássicos: “A rã”, Lugar comum”, “A paz”, “Mentiras”... Mas as canções de Donato estão naquele grupo que podem ser regravadas zilhões de vezes de formas diferentes. E é isso o que acontece em “Água”. Você já ouviu “A rã” algumas centenas de vezes? Mas, certamente, não ouviu nessa maneira agora gravada por Paula Morelenbaum e João Donato. E “Ahiê”? Nessa nova versão, com arranjo de Beto Villares, a sonoridade transita entre o tradicional e o moderno, com destaque para o guitarron de Villares e o flugel horn de Mahor Gomes. Já “Everyday” se destaca pelos sopros de Leo Gandelman, enquanto “Muito à vontade” ficou mais à vontade ainda com as programações de Alex Moreira, e “Café com pão” cresceu ainda mais com o auxílio luxuoso do Paraphernalia, de Donatinho, Alberto Continentino, Renato “Massa” Calmon e outras feras. “Água” é mais um grande exemplo de que grandes canções podem (e devem) sempre ser regravadas. Basta ter originalidade.

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“Demos” – Crosby, Stills & Nash
Sabe aquele tipo de disco que a gente vê em alguma loja e pensa: “esse não tem erro, vai dar para ouvir até furar”? “Demos”, novo álbum de Crosby, Stills & Nash, está nesse time. Com 12 faixas gravadas entre 1968 e 1971, o CD (que chega às lojas brasileiras com mais de um ano de atraso) apresenta versões cruas de faixas como “Déjà vu”, “Almost cut my hair” e “Chicago”. David Crosby, Graham Nash e Stephen Stills se dividem nos vocais, e Neil Young (que entrou na banda em 1969) dá o ar da graça em “Music is love”, canção que só veio a ser gravada oficialmente no primeiro álbum solo de Crosby, lançado em 1971. Apenas a faixa de abertura, “Marrakesh express” (gravada quatro meses antes da estreia do trio em disco, em 1969), traz Crosby, Stills e Nash cantando juntos. Nas outras, eles se dividem em duplas ou se apresentam solo. “Long time gone”, também do álbum de estreia do CSN, na versão demo, traz as vozes de Crosby e de Stills. Isso porque a canção foi gravada em junho de 1968, ou seja, poucas semanas antes de Nash entrar no conjunto. “My love is a gentle thing” (na voz de Stills), por sua vez, é uma das pérolas do álbum, já que nunca havia sido lançada em um álbum oficial da banda anteriormente, mas tão somente no Box “CSN”, de 1991. Uma das músicas mais interessantes de “Demos” é “Love the one you’re with”, que foi gravada no primeiro trabalho solo de Stephen Stills (de 1970), e que acabou se transformando em seu maior hit. A versão desse CD foi registrada em abril de 1970, seis meses antes da gravação de seu disco de estreia. Já “Singing call” (também na voz de Stills) apareceria em seu segundo álbum solo. A única dificuldade aqui é concluir qual a melhor versão: as demos ou as oficiais? Eu ainda tenho as minhas dúvidas.

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“Pra gente fazer mais um samba” – Wilson das Neves
Wilson das Neves é um dos maiores músicos do mundo. Posso fazer essa afirmação de forma taxativa. Ouça o trabalho dele n’Os Ipanemas. Ou então em seu antológico álbum gravado ao lado de Elza Soares, em 1968. Ou então em gravações esparsas, como a de “Não identificado”, clássico do “Álbum branco” (1969), de Caetano Veloso. Ou então nas últimas turnês de Chico Buarque, em que Wilson das Neves, com a classe habitual, destrói a sua bateria. Ou então nas apresentações da Orquestra Imperial. Ou então em seu último álbum, “Pra gente fazer mais um samba”, lançado no mês passado. Samba com Wilson das Neves é coisa séria. E ele mostra isso nesse novo disco. Provavelmente, a sua maior virtude é conseguir ser popular e sofisticado ao mesmo tempo. O público do Zeca Pagodinho vai gostar? Vai. E o do Chico Buarque? Também. Sente só a poesia presente em “Outono chegou” (parceria de Das Neves com Paulo Cesar Pinheiro): “O outono chegou / No meu peito o arvoredo secou / Já murchou cada ramo de flor / E a folhagem amarelou / O outono chegou / E esse meu coração já virou / Folha seca que um vento arrancou / E outro vento carregou.” Tudo isso com a adesão de músicos como João Carlos Rebouças (piano), Zé Luiz Maia (baixo), Vittor Santos (trombone) e Don Chacal (percussão). Ah, e claro a bateria e a voz de mestre Wilson das Neves. Para finalizar, cito aqui parte do texto de apresentação do CD: “Aí está com ele sua graça, com a ginga que é só dele, com essa voz que deve ser a voz rouca das ruas, eis aí Wilson das Neves cantando versos prenhes de sabedoria popular”. Assinado: Chico Buarque.

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“Broken bells” – Broken Bells
Pouca gente deve ter ouvido falar do Broken Bells. Explico: é uma banda formada no ano passado pelo produtor Brian Burton (ou Danger Mouse, se você preferir) e James Mercer, vocalista e guitarrista da banda The Shins. O álbum de estreia saiu lá fora em março – por aqui, só Deus (ou nem ele) sabe. A sonoridade da banda é daquele tipo bem complicado de ser definido. Meio que cada faixa carrega algo diferente. “The high Road”, primeiro single (e faixa de abertura), por exemplo, transita entre uma delicadeza quase invisível, e uma epicidade surpreendente no refrão. É, é difícil mesmo definir em palavras. Já “Vaporize” carrega um ambiente quase spaghetti, lembrando um pouco alguma coisa do último trabalho de Beck, “Modern guilt” (2008), produzido por... Danger Mouse. Mas a minha preferida é mesmo “Citzen”, praticamente uma balada de ninar, cheia de climas. Pode parecer viagem, mas se o Radiohead e o The National cruzassem, certamente o nome do filho seria “Citzen”. Já a instrumental “Sailing to nowhere” é uma espécie de lado “Kid A” do Broken Bells. E o encerramento com “The mall & misery” chegou a lembrar até mesmo o New Order. Vai entender... Aliás, não precisa entender muito não. Melhor escutar esse “Broken Bells” e tirar as suas próprias conclusões.

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Em seguida, “Rococo”, do último álbum do Arcade Fire, “The suburbs”. A canção foi gravada ao vivo na semana de lançamento do disco, no Madison Square Garden, em Nova York.

3 de set. de 2010

Al Jardine, Steve Jones, Iron Maiden, Eduardo Galeano, Kings Of Leon, CSNY, Arcade Fire, English Team, Radiohead, Yoko Ono

Se eu fizesse isso no meio de um museu, certamente seria preso... (Será que na cama com John Lennon era assim??)



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Não me canso de ver...



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Agora a seleção de futebol da Inglaterra tem que ganhar alguma coisa... Pete Saville, que desenhou capas de discos para o Joy Division e o New Order, é o responsável pela nova camisa do english team (acima o modelo nº 1). A estreia é hoje, em Wembley, no primeiro jogo das eliminatóerias da Euro 2012, contra a Bulgária. Será que agora vai??

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Graham Nash revelou que está trabalhando na mixagem de um show do Crosby, Stills, Nash & Young, gravado em 1974. A ideia é lançá-lo em CD no ano que vem. As fitas foram cedidas a Nash por Neil Young, que já autorizou o lançamento. Nash disse à Billboard que o áudio da gravação está muito bom. Ao mesmo tempo, Nash segue, em marcha lenta, com as gravações de um álbum de covers, ao lado de Crosby e Stills. As gravações se arrastam desde o início do ano passado.

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O Kings Of Leon revelou hoje a capa (acima) de seu novo álbum, "Come around sundown", com lançamento previsto para o dia 18 de outubro. Além da capa, a banda também divulgou os nomes das 13 faixas do álbum. "Radioactive" será o primeiro single, e já começa a rodar na semana que vem. Uma edição de luxo do álbum também estará disponível, com um CD bônus contendo faixas ao vivo, gravadas no show que a banda fez no Hyde Park, em Londres, no dia 30 de junho desse ano. Os nomes das faixas do disco são os seguintes: "The end", "Radioactive", "Pyro", "Mary", "The face", "The immortals", "Back down south", "Beach side", "No money", "Pony up", "Birthday", "Mi amigo" e "Pickup truck".

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Se eu falar em Uruguai aqui, aposto que muita gente vai se lembrar da última Copa do Mundo ou então da vitória em cima do Brasil, no Maracanã, em 1950. Ou seja, futebol, futebol... Mas eu quero falar aqui de um uruguaio que não é jogador de futebol - apesar de ele ser apaixonado pelo esporte. A minha homenagem especial de hoje vai para o escritor, jornalista e intelectual Eduardo Galeano, que completa 70 anos. O sua obra mais importante é "As veias abertas da América Latina", livro lançado em 1971, mas essencial para quem quiser entender o porquê de a América Latina ter chegado ao ponto que chegou. Nele, Galeano traça a história da América Latina, desde o período colonial, dando ênfase à exploração político-econômica sofrida pelos latino-americanos. No vídeo abaixo, ele fala um pouquinho sobre essa obra. Vale a pena dar uma olhada.



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Para continuar no mesmo clima - pesado - lembro aqui que hoje faz 26 anos (jáááá??) que "Powerslave", um dos álbuns mais amados do Iron Maiden, chegou às lojas. "Aces gigh", "2 minutes to midnight", "Losfer words (Big 'Orra)", "Flash of the blade", "The duellists", "Back in the village", "Powerslave" e "Rime of the ancient mariner". Essas são ao oito faixas de "Powerslave". E não dá para deixar de citar nenhuma mesmo. Até hoje, ele é considerado um dos principais álbuns da Donzela. Tanto que, na última turnê que passou aqui pelo Brasil ("Somewhere back in time tour"), a banda britânica tocava metade do disco. Aliás, fica a lembrança de que durante a "World slavery tour" (que divulgou "Powerslave"), o Iron Maiden veio ao Brasil pela primeira vez, durante o primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985.



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Da surf-music para o punk-rock, agora vou falar de Steve Jones, guitarrista de outra banda mais que lendária, o Sex Pistols. Steve Jones nasceu a 03 de setembro de 1955, no bairro de Shepherds Bush, em Londres. Louco por Iggy Pop, aos 20 anos de idade se juntou a Paul Cook, Glen Matlock e John Lydon, para formar uma das bandas mais importantes da história do punk. O Sex Pistols gravou apenas um álbum: "Never mind the bollocks, Here's the Sex Pistols" (1977). Mas é o suficiente para, mais de 30 anos depois, ainda ser muito lembrado.



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Então vamos logo para a música, porque hoje é dia de homenagear Al Jardine, que está fazendo 68 anos. Al foi guitarrista e vocalista do Beach Boys, a banda que gravou o maior álbum da história do pop-rock ("Pet sounds", de 1966). Às vezes, AL Jardine reedita os Beach Boys para faturar uma graninha em Las Vegas. Mas a coisa só vai ter graça mesmo quando Brian Wilson voltar a se unir ao grupo. O que é quase impossível.



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Boa tarde, pessoal! Como vamos hoje, hein? Deixa eu dizer: acordei com um jeito no pescoço e nem consigo me mexer. Já coloquei um Sirdalud pra dentro, mas não sei se vou aguentar muito tempo. E hoje é sexta-feira, né? Tenho que ficar bom porque hoje é dia de entornar, né? A propósito, parabéns aos biólogos pelo dia de hoje. Eu não gostava nem um pouco de Biologia na época do colégio. Mas me lembro que tinha um professor bem doido, o Maciel, que um dia me jogou na piscina em um churrasco, porque eu, bêbado que estava, torrei a paciência dele. Bons tempos...

7 de set. de 2008

CD: “DÉJÀ VU LIVE” (CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG) – DE GUERRA EM GUERRA, A TRILHA SONORA PERMANECE A MESMA...

O título do álbum é o mesmo de uma canção composta há praticamente 40 anos. Mas não poderia ser mais atual para esse disco que reúne, mais uma vez, quatro monstros sagrados da história da música. Se no ano em que foi lançada “Déjà Vu”, os jovens norte-americanos eram enviados ao Vietnã, agora, depois de tantas décadas, a única coisa que mudou foi o destino dos mesmos. Seja para o Afeganistão ou para o Iraque, os jovens continuam pagando o pato dos senhores da guerra que insistem em (des)governar o mundo.

E foi exatamente para protestar contra isso que Neil Young, Stephen Stills, David Crosby e Graham Nash se juntaram depois de seis anos separados para a turnê “Freedom Of Speech”, que, a cada noite, dava uma bofetada na administração de George W. Bush. A idéia da turnê nasceu após o lançamento do disco “Living With War”, gravado por Neil Young em 2006. As canções do disco que ora estava sendo lançado pelo compositor canadense são o fio condutor do show que contextualiza a atualidade com aquelas velhas canções dos tempos da guerra do Vietnã.

Os 40 anos que separam as guerras (e as músicas) mostram que se a mentalidade guerrilheira norte-americana não modificou, as letras de Neil Young mudaram bastante. As canções anteriores, com discretas mensagens – praticamente subliminares – críticas à guerra, como “Teach Your Children”, foram substituídas por uma poesia raivosa que cospe na cara do ouvinte. Com uma rápida audição em “Living With War” já é possível observar tudo isso. A faixa título (“I’m living with war everyday / I’m living with war in my heart everyday / I’m living with war right now”) e a direta “Let’s Impeach The President” (“Let’s impeach the President for lying / And misleading our country into war / Abusing all the power that we gave him / And shipping all our money out the door”) são dois bons exemplos. Após o término dessa última canção, quando a platéia se divide entre aplausos e vaias, Neil Young diz: “Thank you, freedom of speech”.

Mas algumas letras mais antigas também dão o seu recado de forma mais direta. “Military Madness”, de Graham Nash é atualizada de forma que o presidente dos Estados Unidos possa ser “homenageado” em sua letra (“Military Madness was killing the country / Solitary sadness creeps over me / And after the wars are over / And the body count is finally filed / I hope that The Man [substituído por George Bush] discovers / What’s driving the people wild”).

Aliás, com relação a essas canções mais velhas, como a acima citada, “Déjà Vu” e “Wooden Ships” são ressuscitadas nesse novo álbum, ganhando uma sonoridade mais encorpada – o solo de guitarra da faixa-título é especialmente arrepiante. E “For What It’s Worth” (hino de Stephen Stills) ganhou muito com um arranjo mais puxado para o blues.

Apesar de pecar um pouco por privilegiar além da conta o repertório de “Living With War”, “Déjà Vu Live” é um grande álbum, que vai ficar mais interessante ainda quando o documentário que originou chegar ao DVD. Os shows da turnê “Freedom Of Speech” chegavam a ter mais de três horas de duração, e muita coisa bacana como “Almost Cut My Hair”, “Treetop Flyer”, “Ohio” e “Rockin’ In The Free World”, acabou ficando de fora do disco. Que o DVD, nem que seja nos seus extras, consiga consertar essa falha.

Abaixo, o trailer do filme “Déjà Vu”, que será lançado em DVD no dia 30 de setembro, nos Estados Unidos.

Cotação: ****

22 de jul. de 2008

ARQUIVOS DE NEIL YOUNG SAIRÃO EM CD, DVD E BLU-RAY

Ainda neste ano, Neil Young começará a colocar nas lojas o primeiro volume da sua “Archive Series”. Será uma caixa com 10 discos cobrindo apresentações do cantor e multi-instrumentista canadense entre 1963 e 1972. A novidade é que, ao contrário do que foi noticiado antes de acordo com uma entrevista concedida por Young, o material terá lançamento também em CD e DVD, além do Blu-ray antes anunciado.

Há três meses, o canadense disse que o “Blu-ray era o futuro”, com uma opção de navegação superior a do DVD. Os preços dos diferentes formatos ainda não foram divulgados.

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Neil Young disse hoje que fará vários shows durante o próximo ano. “Estou me focando nisso. Tocar para as pessoas com uma grande banda é muito recompensador. É muito bom para mim, me deixa bem psicologicamente”, afirmou.

“E eu descobri um jeito de fazer isso de forma que eu tenha tempo para me focar em outros projetos”, completou o Neil Young.

No dia 07 de agosto, o compositor canadense iniciará uma turnê européia, com um show em Helsinki, na Finlândia. No dia 20 de setembro, Young retorna aos Estados Unidos para tocar no festival Farm Aid, que acontecerá na cidade de Mansfield.

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E hoje saiu o CD “CSNY: Déjà vu” (capa abaixo), trilha-sonora do documentário que cobre a controvertida turnê “Freedom Of Speech”, que Crosby, Stills, Nash & Young fizeram juntos em 2006. O repertório mistura antigas canções da banda, como a faixa-título, com músicas políticas compostas recentemente por Young, como “Let's Impeach The President”.

14 de mai. de 2008

RÁPIDAS

O grupo My Chemical Romance vai lançar, no mês que vem, CD e DVD ao vivo, ambos intitulados “The Black Parade Is Dead!”. A gravação foi realizada em shows na Cidade do México e Nova Jersey, em Outubro de 2007. O baixista Mikey Way disse à Billboard que o DVD capturou dois dos mais memoráveis shows da turnê mundial “Black Parade”. Haverá também uma edição limitada do DVD que virá em uma caixa de madeira com formato de caixão, acrescida de uma máscara desenhada pelos integrantes da banda.

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A banda Panic At The Disco vai lançar, no dia 16 de junho, o segundo single do álbum “Pretty. Odd”, “That Green Gentleman (Things Have Changed)”. Ao mesmo tempo, o Panic confirmou a sua presença como headliner da segunda noite do festival de Glastonbury, no dia 27 de junho.

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O Coldplay confirmou presença no MTV Movie Awards. A banda vai apresentar a canção “Violet Hill” pela primeira vez ao vivo, na cerimônia que acontecerá no dia 28 de junho.

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Um estudo realizado pela Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, Escócia, concluiu que a música afeta o sabor do vinho. O departamento de Psicologia Aplicada da Universidade descobriu que a música de Jimi Hendrix cai melhor com um Cabernet Sauvignon, enquanto Otis Redding combina mais com um Merlot. O professor Adrian North descobriu que o vinho estimula áreas específicas do cérebro. Assim, quando a bebida é degustada, essa área cerebral corresponderá de forma diferente para os diversos sabores, o que afetará a forma de apreciação de uma música.

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O cantor Neil Diamond conseguiu, pela primeira vez em sua carreira, emplacar um disco no topo da parada da Billboard. O álbum “Home After Dark”, produzido por Rick Rubin, vendeu 146 mil cópias em sua primeira semana. Diamond participará do festival de Glastonbury, em junho. No mês seguinte, iniciará a sua turnê norte-americana.

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O quarteto Crosby, Stills, Nash & Young lançará um documentário em DVD e nos cinemas. O filme “CSNY – Dèjá Vu” – com direção de Neil Young – chegará às telas norte-americanas em julho. O documentário vai mostrar os bastidores da turnê realizada em 2006, quando a banda viajou pelos Estados Unidos com um show que criticava a Guerra do Iraque. Inclusive, foram realizadas entrevistas com veteranos de guerra para o filme. A turnê, que tinha como nome “Freedom Of Speech”, causou críticas divergentes, pelo fato de conter, em seu roteiro, canções como “Let’s Impeach The President”. O DVD será lançado perto das eleições norte-americanas.