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23 de jul. de 2011

Vinte e sete













Robert Johnson, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Brian Jones, Jim Morrison, Janis Joplin... Todos morreram aos 27…

Amy Winehouse se junta ao grupo…



Que descanse em paz!

11 de jul. de 2011

Paul e Bowie para animar; Stones para relembrar “Voodoo lounge”; o Radiohead estranho e ao vivo; novidades do Kiss e do AC/DC; e a volta de Prince.

Desanimado com a segunda-feira?? Então toma...


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“Junior’s farm” não é das canções mais conhecidas do Paul McCartney. Ela foi lançada somente em single, logo após o álbum “Band on the run” (1973). É uma das músicas do Paul que eu mais gosto. Ele a apresentou ao vivo no último show da “Up and coming tour”, em junho, em Las Vegas. Foi logo a segunda do set list (no lugar de “Jet”, realocada para logo depois de “All my loving”), e quando ele começou a tocar, a plateia meio que se olhava e perguntava: “WTF??” “Junior’s farm” não era apresentada ao vivo por Paul McCartney desde 1975.

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Quem fez aniversário ontem, no domingão, foi Neil Tennant, a voz do Pet Shop Boys. Chuta a idade dele! Duvido que você acerte. Eu fiquei meio chocado quando vi que ele está fazendo 57 anos... O tempo tá passando rápido demais, né?? Como sou legal, um vídeo com o Neil novinho novinho...



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Foi no dia 11 de julho de 1969 que David Bowie lançou o single que o transformou em David Bowie. Quarenta e dois anos depois, “Space oddity” é mais do que um clássico. O U2, em sua turnê “360º” entra no palco ao som de “Space oddity”. Bowie foi o cara que uniu o rock n’ roll ao espaço.



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E já que eu falei, saca só o U2 entrando no palco ao som de “Space oddity”:



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Wanda Sá, uma das melhores cantoras de Bossa Nova, também sopra velinhas hoje. Ela nasceu em 11 de julho de 1944. E a nossa homenagem está aí abaixo, em um vídeo com a participação de Roberto Menescal.



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Em 11 de julho de 1994, os Rolling Stones lançaram um de seus álbuns mais bacanas (minha opinião, tá?). Bom, “Voodoo lounge” foi a minha trilha sonora das férias de inverno de 1994. Entre um show e outro no Canecão e no Imperator, “Voodoo lounge” rolava aqui direto. O álbum gerou ao menos um grande clássico: “You got me rocking”. E a “Voodoo lounge tour” passou pelo Brasil em fevereiro de 1995. Foi o meu primeiro show dos Stones. E eu nunca vou me esquecer do calorão que fez quando a cobra gigante que fazia parte do cenário soprou fogo antes de a banda entrar no palco. Eu estava bem embaixo dela...



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Ah, e eu posso garantir que se o Maracanã não caiu durante “(I can’t get no) Satisfaction”, ele não cai nunca mais...



Concorda??

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Quer uma prova de que o tempo está passando rápido demais? Então segura: hoje faz um ano que a Espanha bateu a Holanda na final da Copa do Mundo da África do Sul. Torci a Copa inteira pela Argentina e Espanha. Mas, na final, virei a casaca e vesti a camisa laranja da Holanda. No final, deu Espanha. Merecido. O futebol saiu ganhando.



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Nesse fim de semana, o Radiohead tocou ao vivo, na íntegra, o seu álbum “King of limbs” (2011), para o programa “Live from the basement”. Além das faixas do disco, o Radiohead ainda apresentou duas inéditas: “The daily mail” e “Staircase”. Os vídeos rodaram a internet ontem, mas a maioria já foi retirada do ar. Foi difícil arrumar alguma coisa, viu? Mas, abaixo, segue o vídeo de “Staircase”. (Se é que ele ainda vai estar no ar quando você ler isso aqui...)



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O Radiohead está a cada dia mais estranho, né??

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Quem anunciou que está trabalhando duro no estúdio foi o Kiss. O último álbum da banda, “Sonic boom”, saiu em 2009. Oito músicas já estão gravadas, e a previsão de lançamento é somente no ano que vem. O guitarrista Tommy Thayer, em entrevista ao Express-Times, jornal da Pensilvânia, disse que o novo disco é uma “continuação natural, um passo adiante” de “Sonic boom”. “Estamos no estúdio faz muitas semanas. Definitivamente, é uma das melhores coisas que o Kiss já gravou”, afirmou.

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Aliás, eles sempre dizem isso, não é verdade?

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Para os fãs do AC/DC, a grande notícia: o ex-baixista Mark Evans está terminando de escrever a história da banda australiana no período em que fazia parte de sua formação (1975 a 1977). “My Life Inside/Outside of AC/DC” será lançado lá fora em outubro.

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Hoje foram anunciados dois grandes shows no Brasil. O primeiro é do gênio Prince, que se apresenta no dia 27 de agosto, no Rio de Janeiro, dentro do festival Back2Black. Bom, quem viu Prince no Rock in Rio II tem a certeza que viu um dos melhores shows de sua vida. Quem não viu... É só adiantar o vídeo abaixo até 48 minutos, e assistir até o final.



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E o Pearl Jam também vem aí em novembro para quatro shows. As cidades visitadas serão São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Imperdível também. A apresentação na Praça da Apoteose em dezembro de 2005 foi sensacional. Eddie Vedder e companhia tocaram tudo que o público pediu. Garrafas de vinho foram esvaziadas no palco. E o show acabou com “Baba O’ riley”, do The Who. Tomara que esse agora, o Pearl Jam termine com essa música aqui:



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E a ansiedade, hein?? Como é que fica?

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RIP, Würzel!

22 de dez. de 2010

Concurso cultural - Vencedores

Oi pessoal!

Em primeiro lugar, mil desculpas pela ausência. Ainda vou ficar mais alguns dias afastado do blog. Na verdade, estou afastado da vida real. Estou em janeiro de 1985, e o Tancredo Neves acabou de ser eleito... Sério. Só falta eu ler "A insustentável leveza do ser", ver um show do Barão (com o Cazuza, claro) no Circo Voador e curtir o fim da noite no Crepúsculo de Cubatão...

Bom, chega de enrolação. Só apareci por aqui para anunciar os nomes dos vencedores do concurso cultural do último dia 11 (com atraso, eu sei, eu sei, sorry again...):

1 DVD duplo The Big 4 (Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax) – “Live from Sofia, Bulgaria” - Fernando Neumayer

1 Pacote com CD duplo + DVD Paul McCartney – “Band on the run” - Isabelle Lacerda

1 DVD Queen + Paul Rodgers – “Live in Ukraine” - Lucia Holov

1 Pacote com 1 DVD e 1 CD Maria Gadú – “Multishow – Ao Vivo” - Helder Moraes Miranda

1 Pacote com CD duplo e DVD Rolling Stones – “Get yer ya-ya’s out!” - Louisy Rodrigues

Entrarei em contato com os vencedores por e-mail. Na primeira semana de janeiro, envio os prêmios.

E se eu não aparecer por aqui antes do Natal...

11 de dez. de 2010

Alguns presentinhos para vocês...

Bom, pessoal, o Natal está chegando, e o blog vai promover um concurso cultural para dar uns presentinhos para vocês. São cinco prêmios, que estão abaixo. Para participar, basta enviar um e-mail para carneiro.luizfelipem@gmail.com , com a resposta da pergunta. Será um vencedor para cada prêmio. Você pode participar de todos os cinco concursos, mas mande apenas uma resposta para cada um. Caso contrário, será desclassificado. Dou o resultado na terça-feira, dia 21/12, no final da tarde, aqui no blog, e entro em contato com os ganhadores por e-mail. Devo enviar os presentes ainda antes do Natal. Não vou responder a nenhuma pergunta no twitter referente a esses sorteios, ok? Boa sorte.

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1 DVD duplo The Big 4 (Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax) – “Live from Sofia, Bulgaria”

Pergunta: Em sua opinião, qual o melhor álbum do Metallica? Por quê?



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1 Pacote com CD duplo + DVD Paul McCartney – “Band on the run”

Pergunta: Qual música ficou de fora dos shows brasileiros de Paul McCartney, e que você gostaria de ter ouvido? Por quê?



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1 DVD Queen + Paul Rodgers – “Live in Ukraine”

Pergunta: Em sua opinião, qual o melhor vocalista da história do rock? Por quê?



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1 Pacote com 1 DVD e 1 CD Maria Gadú – “Multishow – Ao Vivo”

Pergunta: Qual a sua música preferida da Maria Gadú? Por quê?



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1 Pacote com CD duplo e DVD Rolling Stones – “Get yer ya-ya’s out!”

Pergunta: Mick Jagger ou Keith Richards? Por quê?

14 de nov. de 2010

Resenhando: John Lennon, Seu Jorge and Almaz, Ronnie Wood, Elba Ramalho, Seal

“Signature box”– John Lennon
Depois de os Beatles organizarem a sua discografia em luxuosas caixas no ano passado, agora é a vez de John Lennon. A primeira pergunta que o fã (que tem toda a sua coleção) vai fazer é a seguinte: e aí, vale a pena? Para mim, que não tinha a sua discografia toda, valeu (a princípio). Mas também acho que, diferentemente dos boxes dos Beatles, esse de John Lennon deixou a desejar em alguns pontos. Em primeiro lugar, “Signature box” (caixa luxuosíssima por sinal, toda branca e cheia de frescuras, além de um bonito booklet, CDs em formato digipack, e imagens de desenhos de Lennon) conta apenas com os álbuns “Plastic Ono Band” (1970), “Imagine” (71), “Some time in New York City” (72), “Mind games” (73), “Walls and bridges” (74), “Rock and roll” (75), “Double fantasy” (80), “Milk and honey” (póstumo, de 1984), além de um CD com seis singles (23 minutos) lançados por John Lennon e Yoko Ono, como “Cold turkey” e “Give peace a chance”, e um outro de demos. Ou seja, ficaram de fora, sabe-se lá por qual motivo: os trabalhos experimentais de John e Yoko (“Two virgins”, de 1968, “Life with the lions” e “The wedding álbum”, ambos de 1969), o a vivo “Live Peace in Toronto” e a nova mixagem de “Double fantasy”. (Ou seja, minha coleção permanece incompleta.) Também não há mais nenhuma raridade, sobra de estúdio, gravação ao vivo ou afins, além dos 48 minutos do CD de demos. Falar da obra de John Lennon seria mais do mesmo. Patinando entre álbuns brilhantes (“Plastic Ono Band”) e sofríveis (“Some time in New York City”), a sua obra está longe de ser coesa, mas, claro, é boa, de um modo geral, como comprovam os álbuns “Mind games” e “Double fantasy” – este último ganhou uma mixagem muito satisfatória (vendida apenas em CD avulso), que dá mais ênfase à voz de Lennon, deixando o som um pouco mais cru. Já o áudio dos CDs originais de estúdio (e que estão incluídos no box) foi melhorado – ficou mais nítido –, mas nada tão sensacional quanto o trabalho feito com os álbuns dos Beatles no ano passado. Talvez para o fã mais radical, essa “Signature box” valha o caro investimento. Para o fã ocasional, melhor ficar com a coletânea “Power to the people – The hits”, especialmente a versão dupla, que, além do CD com 15 sucessos, traz um DVD (que também não consta no box) com os videoclipes das respectivas canções.

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“Seu Jorge and Almaz” – Seu Jorge and Almaz
Acostumado a lotar os seus shows pelo país, Seu Jorge resolveu deixar um pouco de lado o seu estilo mais popular, para gravar um álbum, digamos, indie, voltado para o mercado internacional. Para tanto, ele se juntou a uma superbanda, formada por Pupillo (bateria e percussão), Lucio Maia (guitarra, integrante da Nação Zumbi) e Antonio Pinto (baixo, cavaquinho e teclados). O resultado, irregular, vacila entre altos e baixos. O repertório, que vai de Jorge Ben a Nelson Cavaquinho, passando por Noriel Vilela, Tim Maia, Baden Powell e Rod Temperton, é composto por 12 faixas, nenhuma assinada por Seu Jorge. De um modo geral, as novas versões ficaram bem diferentes das originais. E aí reside o diferencial do álbum. Muita gente vai gostar e muita gente vai odiar. Por exemplo, “Cristina”, de Tim Maia, ganhou um andamento mais arrastado, com ênfase na guitarra de Lucio Maia, bem distinta da versão balançante do Síndico. “Rock with you”, de Rod Temperton (e que fez sucesso na voz de Michael Jackson), virou um reggae-soul com a voz grave de Seu Jorge. Também bem diferente da versão de Jacko. Já a gema de Nelson Cavaquinho, “Juízo final”, virou um samba-indie muito interessante – talvez seja a melhor faixa do álbum. O mesmo, no entanto, não pode ser dito de “Errare humanum est”, de Jorge Ben. Cheia de climas, a nova versão do cantor fluminense ficou desnecessariamente pesada demais, sem o frescor da gravação do Babulina. O afro-samba “Tempo de amor”, de Vinicius de Moraes e Baden Powell ganhou uma versão que mais parece trilha para um filme de terror (e isso não é uma crítica), com Seu Jorge abusando da sua voz grave – em alguns momentos, ficou muito parecido com o Arnaldo Antunes. Enfim, “Seu Jorge and Almaz” é um trabalho bem diferente na carreira de Seu Jorge. Nem melhor, nem pior. Apenas um pouco diferente.

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“I feel like playing” – Ronnie Wood
Geralmente álbuns solos de integrantes de bandas muito consagradas não dizem muita coisa. Tipo, “ah, o cara quer se desligar um pouquinho da sua banda e vai gravar um álbum meia-bomba com os amigos”. De fato, Ronnie Wood, dos Rolling Stones, se juntou a diversos amigos para gravar “I feel like playing”, seu primeiro disco solo desde “Not for begginers” (2003). Mas, de encontro a regra geral, o guitarrista mostra que tem muito a dizer em seu trabalho solo. Encharcado de referências, o álbum pode até mesmo ser considerado um dos melhores lançados por qualquer integrantes dos Stones em carreira solo. A voz de Wood, todos sabemos, não é lá essas coisas, mas a sinceridade de suas canções deixa esse detalhe em segundo plano. Aos 63 anos, o guitarrista entrou em estúdio com amigos apenas para gravar “Spoonful”, de Willie Dixon. As coisas começaram a fluir, e veio uma música atrás da outra, como “100%”, “Tell me something, “Fancy pants” e “Sweetness my weakness”, essa última, segundo Wood, foi uma homenagem ao recém-falecido compositor e cantor Gregory Isaacs. O reggae conta com a participação especial de Slash na guitarra. Aliás, participações bacanas não faltam em “I feel like playing”. O ex-Guns n’ Roses mostra a sua habilidade na guitarra em cinco faixas do álbum. Além dele, Billy Gibbons (ZZ Top), Bobby Womack, Flea, Darryl Jones, Bernard Fowler, Steve Ferrone e Waddy Watchel também abrilhantam “I feel like playing”. Eddie Vedder, por sua vez, é co-compositor da stoniana “Lucky man” (com Womack nos backing vocals e o produtor Bob Rock na guitarra). Mas para os saudosos dos Rolling Stones, a que mais lembra a banda é “I don’t think so”, com um riff que deve ter deixado Keith Richards verde de inveja. E, como se não bastasse, a faixa de abertura, a folk “Why you wanna go and do a thing like that for”, é daquelas que vai figurar fácil, fácil, em qualquer listinha de bom gosto com as melhores músicas de 2010.

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“Marco Zero – Ao vivo” – Elba Ramalho
Chega uma hora em que o artista deve olhar pra trás, rever a sua carreira, para ter novas ideias para futuros projetos. O clássico “um passo pra trás para dar dois a frente”, diriam alguns. E é isso que faz Elba Ramalho em seu novo CD, “Marco Zero – Ao vivo”. Show de Elba Ramalho é animação na certa. Não tem erro – a não ser que você esteja de péssimo humor. “Marco Zero” prova essa afirmativa. Elba Ramalho, com a voz tinindo, interpreta os seus maiores sucessos, colecionados em 31 anos de carreira discográfica – a sua estreia aconteceu em 1979, com o álbum “Ave de prata”. Antes do primeiro disco, Elba gravou “O seu amor”, em dueto com Marieta Severo, no álbum lançado por Chico Buarque em 1978. Essa faixa está presente (em dueto com Alcione) em “Marco Zero”, o que denuncia o seu caráter retrospectivo. Sucessos não faltam no CD gravado em março, no Centro Histórico de Recife: “De volta pro aconchego”, “Frevo mulher”, “Morena de Angola”... Pena que “Banho de cheiro”, uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira, tenha ficado de fora. Durante o show, Elba ainda recebeu diversos convidados, como Geraldo Azevedo (“Canta coração” e a linda “Chorando e cantando”), Lenine (em ótima versão para “Queixa”, de Caetano Veloso), Zé Ramalho (“Admirável gado novo” e “Chão de giz”), o excelente sanfoneiro Cezinha (“É só você querer”) e André Rio (“Chuva de sombrinha”). Aguardamos o DVD para a festa ser completa.

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“Commitment” – Seal
Quando iniciou a sua carreira, em 1991, Seal era um dos artistas mais “cool” do período. O seu primeiro álbum (“Seal”) era sinônimo de modernidade, com faixas como “Killer”, “The beggining” e, claro, “Crazy”. Em seus trabalhos seguintes, Seal deslizou entre baladas (o auto-denominado álbum de 1994) e a eletrônica (no mediano “System”, de 2007). Em 2008, o cantor britânico colocou nas lojas “Soul”, um disco quadradão com covers de clássicos de gente como Sam Cooke, James Brown e Al Green. Como se não bastasse, “Soul live” (2009) repetia todas as faixas de seu antecessor de estúdio. Esgotamento artístico? Não, se levarmos em conta “Commitment”, novo álbum do cantor, que acaba de chegar às lojas. Produzido pelo mesmo David Foster (de “Soul”), esse novo álbum mostra todas as facetas de Seal, para o bem e para o mal – mas muito mais para o bem, nesse caso. A faixa de abertura “If I’m any closer” apresenta um Seal que já estava dando saudades: deliciosamente pop, dançante, o vozeirão rascante e macio ao mesmo tempo, uma pitada de soul, enfim, a receita de Seal em seus melhores tempos. Receita que é seguida na bonita balada “All for love”, na eletrônica “The way I lie” e na classuda “You get me”. “Commitment” talvez seja o trabalho mais introspectivo de sua carreira. E, certamente, era disso mesmo o que ele estava precisando. Enfim, a sua carreira discográfica encontrou o trilho que estava faltando desde meados da década passada. Que continue assim.

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Logo abaixo, “Everybody loves the sunshine”, do novo projeto de Seu Jorge:

7 de nov. de 2010

Resenhando: Rolling Stones, Nando Reis, David Bowie, Lenine, Dizzy Gillespie & Trio Mocotó

“Ladies & gentlemen”– Rolling Stones
O Rolling Stones é das bandas mais preocupadas em registrar a sua história para a posteridade. Entra turnê, sai turnê, e o que não falta é DVD e CD ao vivo. Os últimos boxes chegavam a conter três, quatro shows da mesma turnê. Exagero? Pelo menos em se tratando de Rolling Stones, claro que não. Mas havia uma lacuna importante nessa história audiovisual da banda: o vídeo que documentava a turnê norte-americana de divulgação do álbum “Exile on main st.”, de 1972. Faltava. Pelo menos lá fora, a ST2 já colocou nas lojas, em DVD e BD, “Ladies & gentlemen”, o tal vídeo que somente passou em algumas salas de cinema em 1974, e que mostra a banda, certamente em seu auge criativo, ao vivo no Texas. O áudio foi remasterizado e está tinindo. A imagem, às vezes, fica um pouco escura. Mas nada que tire o brilho desse documento tão importante. Em quase hora e meia, os Stones apresentam um roteiro de 15 músicas. Bom, 38 anos depois, todas elas já podem ser chamadas de clássicos. E é exatamente isso que deixa o vídeo ainda mais interessante: ver como a banda apresentava músicas, à época, pouco conhecidas, como “Tumbling dice”, “Happy” e “All down the line”, todas elas do recém lançado “Exile on main st.”. O resto do repertório? “Brown sugar” (a primeira do roteiro, em arrebatadora versão), “Midnight rambler”, a lindíssima “Dead flowers”, “Jumpin’ Jack Flash”, “Street fighting man”... Talvez esse “Ladies & gentlemen” seja o vídeo mais tosco, em termos de produção, dos Rolling Stones. Mas, sem dúvida, é o que melhor mostra o que essa banda – preciso dizer que é uma das três mais importantes de todos os tempos?? – fazia (faz) em cima de um palco.

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“Bailão do ruivão” – Nando Reis e Os Infernais
Quem não tem muito conhecimento da carreira de Nando Reis e pega o seu último CD/DVD “Bailão do ruivão”, não terá dúvidas em afirmar: “Nando Reis se vendeu”. Mas quem já foi a algum show do ex-integrante dos Titãs sabe muito bem que Nando Reis sempre gostou de apresentar algumas músicas, inusitadas para o público, mas em total consonância com a sua memória afetiva. Nando está cantando Wando no “Bailão do ruivão”? Ele já fez isso em vários shows da turnê de “A letra A”. Outras rolaram em algumas apresentações do “Drês” também. Aí o crítico mais chato vai indagar: “Ah, mas no ‘Bailão’ são 19 músicas assim, não?”. Sim, por isso que se trata de um projeto especial na carreira do ex-Titã. Projeto este que, é bom já deixar claro, talvez não agrade a todos os seus fãs, ainda mais depois do lançamento de um álbum tão substancioso quanto o “Drês”, de 2009. Gravado ao vivo no Carioca Club, em São Paulo, esse “Bailão do ruivão” pode passar, inicialmente, uma impressão de que Nando Reis escolheu um repertório cafona, como se estivesse querendo ironizar: “Se é isso que faz sucesso hoje em dia, é isso que vou cantar para vender disco”. Bom, apesar de um Calypso (“Chorando se foi”) aqui, um Wando (“Fogo e paixão”) ali, e um Genival Lacerda (“Severina Xique Xique”) acolá, Nando resgata boas canções de Rita Lee (“Agora só falta você”), Edson Trindade (“Gostava tanto de você”, sucesso na voz de Tim Maia), Bob Marley (“Could you be loved?”, com participação da banda Zafenate, do filho de Nando, Theodoro), Zé Ramalho (“Frevo mulher”) e Johnny Nash (“I can see clearly now”). De sua carreira solo, Nando Reis mostra “Do seu lado”, com Zezé di Camargo & Luciano, e ainda resgata “Bichos escrotos”, dos Titãs. Ao final do DVD fica a dúvida: “Será que o tal bailão é pra ser levado a sério?”. Bobagem pensar nisso. O mais importante é que ele diverte. E muito.

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“Station to station” (Edição especial) – David Bowie
Aposto que 90% dos bowiemaníacos não teriam dúvida em afirmar que o álbum “Station to station” (1976) está em qualquer top 5 do compositor britânico. Eu também não teria dúvidas. “Station to station” é um épico. Tem apenas seis músicas. Como se David Bowie quisesse mostrar que não é necessário mais que seis faixas para se fazer um álbum antológico. E ele conseguiu. “Station to station”, como sugere o próprio título, é um álbum de transição na carreira de David Bowie. Depois do rock no clássico “The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), e em “Aladdin Sane” (1973) e “Diamond dogs” (1974), Bowie flertou de maneira forte com o soul em “Young americans” (1975). Quando os fãs imaginavam que Bowie iria descambar para esse lado, “Station to station” veio como uma surpresa. No álbum de 1976, o cantor misturava tantos ritmos como nunca havia feito em trabalho anterior nenhum. Soul (“Stay”), rock (“TVC 15”), pop (“Word on a wing”), disco (“Golden years”), tudo misturado (na faixa-título) de maneira brilhante. Tudo o que o pós-punk apresentou alguns anos depois, saca? Talvez tenha sido em “Station to station” que David Bowie criou o seu estilo de verdade. Assim, não chega a ser surpresa o fato de o cantor ter escolhido exatamente esse álbum para fazer uma edição bem especial. Além de um box exagerado com cinco CDs, três LPs e um DVD, saiu outro mais em conta (que é o que eu tenho), com o disco “Station to station” com a sua masterização analógica original, e um CD duplo com um show da turnê do álbum, gravado ao vivo no Nassau Coliseum, a 23 de março de 1976. O áudio do show estronda, e posso afirmar, com toda certeza, que se trata do melhor álbum ao vivo lançado por Bowie até aqui – e olha que ele tem um tal de “Stage” (1978) no currículo. São 15 músicas espalhadas em pouco mais de 80 minutos que chegam a ser hipnóticos. Músicas do álbum de estúdio recém lançado convivem com clássicos como “Suffragette city”, “Fame”, “Five years”, “Changes”, “Life on Mars?” (que bela versão!!), “Diamond dogs”, Rebel rebel”, “The Jean Genie”... Tudo isso com David Bowie em seu auge. Altamente recomendável para bowiemaníacos e futuro bowiemaníacos.

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“Trilhas” – Lenine
“Lenine.doc / Trilhas surgiu quando percebi que havia criado um repertório significativo de canções, compostas especificamente para determinados personagens em obras de diferentes veículos e criadores. É um projeto que está intimamente ligado ao exercício da composição. São músicas que povoaram trilhas de novelas, seriados, especiais de TV, cinema, dança e publicidade.” É dessa forma que Lenine apresenta o seu novo álbum, “Trilhas”. E é bom registrar que tal apresentação pode dar uma ideia errada do disco. Ainda mais quando nos lembramos daquelas coletâneas “Novelas” que a Som Livre volta e meia coloca nas lojas, com nomes de artistas que vão de Gal Costa a Roupa Nova. Diferentemente dessas coletâneas caça-níqueis, “Trilhas”, de tão hermético que é, pode ser considerado, um álbum de carreira de Lenine. Ele, inclusive, soa até mais sedutor do que “Labiata” (2008), último trabalho de inéditas do compositor pernambucano. “Trilhas” começa exatamente com “Aquilo que dá no coração”, música de abertura da novela “Passione”. Trata-se de uma das melhores composições de Lenine. Por quê? Porque mesmo tocando diariamente na TV, ela fica, a cada dia, mais gostosa de ser ouvida, com o seu arranjo fantástico de metais, obra de Serginho Trombone. Também de novela, “Agora é que são elas”, de 2003, apresenta um Lenine mais funkeado, assim como “Não faz mal a ninguém”, gravada para a novela “Sete pecados” (2007). O samba “Quatro horizontes”, parceria de Lenine com Pedro Luis (e com participação d’A Parede), para o filme “Diabo a quatro”, é uma das gravações mais deliciosas desse “Trilhas”. O coco “Como é bom a gente amar” (de autoria de Lula Queiroga, para o filme “A pessoa é para o que nasce”) também é outro grande momento, da mesma forma que “Diversidade”, feita especialmente para o ótimo especial “A terra dos meninos pelados”, musical infantil originalmente escrito por Graciliano Ramos, e que foi ao ar pela TV Globo no ano de 2003. Como faixa bônus, “Alpinista social”, música composta para a novela “Lua cheia de amor”, em 1990. Como diz Lenine no encarte, o “início de tudo”. Valeu a pena ter insistido.

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“No Brasil com Trio Mocotó” – Dizzy Gillespie & Trio Mocotó
Quando Dizzy Gillespie visitou o Brasil em 1974, gravou uma sessão com o Trio Mocotó no estúdio Eldorado. O álbum não foi lançado à época de sua gravação porque o editor Norman Granz a considerou não comercial. A fita estava perdida até o ano passado. Finalmente encontrada, foi digitalizada e lançada pela Biscoito Fino. Mas o caminho não foi nada fácil. Na fita não havia indicação de nada: data, músicos, nomes das faixas... Depois de um trabalho minucioso, o produtor, amigo e herdeiro de Dizzy, Jacques Muyal, conseguiu reunir todas as informações. Na verdade, a ideia inicial do criador do be-bop era outra: juntar cem ritmistas brasileiros e gravar um disco. Mas a gravadora Phillips considerou inviável colocar tanta gente dentro de um estúdio. Aí, os executivos sugeriram que Dizzy se reunisse com o grupo Os Originais do Samba. Após alguns ensaios, o trompetista acabou se entrosando mais com o Trio Mocotó, formado por Nereu Gargalo, João Parayba e Fritz Escovão. Só que o resultado acabou esquecido. “Ele [Dizzy] nunca mais deu notícia daquele disco. Uma vez nós o encontramos em Montreux, mas nem ele mesmo lembrava mais daquilo. Acho que não gostou”, disse João Parayba ao repórter Jotabê Medeiros em reportagem para o jornal O Estado de S. Paulo, publicada em maio de 2009. Se ele gostou ou não, vai ser difícil a gente descobrir a uma altura dessa. Mas o resultado daquelas longínquas sessões, que pode ser ouvido agora em “Dizzy Gillespie no Brasil com Trio Mocotó”, é, no mínimo, surpreendente. Dizzy e o Trio Mocotó fazem um “sambe-bop” da melhor qualidade, em faixas deliciosas como “Samba” e “Dizzy’s shout / Brazilian improvisation”, essa última com fortes ecos da Bossa Nova. Já “Behind the moonbeam” lembra, de longe, “Samba de uma nota só” misturada a “Samba do avião”, ambas de Antonio Carlos Jobim. Em “Evil gal blues”, vale destacar a participação da cantora Mary Stallings, anunciada nos anos 70, como “uma das prováveis sucessoras” de Ella Fitzgerald. O final, com “Rocking with Mocotó”, é uma verdadeira apoteose ao samba e ao jazz. Certamente nem os cem ritmistas desejados pelo trompetista norte-americano seriam capazes de fazer algo tão brilhante. Uma preciosidade perdida de Dizzy Gillespie. Antes tarde do que nunca.

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Em seguida, a faixa “Chorando se foi”, do DVD “Bailão do ruivão”, de Nando Reis e Os Infernais, com participação especial de Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso:

29 de out. de 2010

Frankie Goes to Hollywood, Lídia Brondi, Van Der Sar, Rolling Stones, Pixies, Slash+Fergie, Cee-Lo Green, Nirvana

Olha só o que está voltando...



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É possível alguém se suicidar duas vezes??



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Bem diferente é esse trechinho liberado do próximo videoclipe de Cee-Lo Green, "Bright lights bigger city": música boa e videoclipe bacana.



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"Beautiful dangerous" é o novo videoclipe do Slash, com a participação especial de Fergie. Na boa, música caída e videoclipe caído, hein...



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Para comemorar o lançamento de seu novo site oficial, o Pixies está dando de presente para os fãs o download gratuito do show realizado na edição 2004 do festival de Coachella 2004. A apresentação, que contou com 20 músicas em 60 minutos, pode ser baixado aqui. A banda promete abastecer o site semanalmente com novos shows, mas o download destes será pago. O primeiro, e que já está disponível, é um concerto realizado na cidade de Manchester, em 1988.

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Por conta do lançamento de seu livro "Life", Keith Richards não sai da mídia. Em entrevista à revista alemã Stern, o guitarrista garantiu que o Rolling Stones volta aos palcos no ano que vem. Ele também disse preferir que os shows sejam realizados em salas de espetáculo menores, ao invés de grandes estádios. (Comentário nada a ver: Hahahaha... Imagina um show dos Stones na Via Funchal?) Richards afirmou que, nesse formato, seria possível fazer várias apresentações em uma mesma cidade. Pelo jeito, a turnê vai durar uns cinco anos então...

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Vou partir para o futebol porque agora quero homenagear um dos melhores goleiros que já vi jogar, e que hoje fica quarentão. Edwin van der Sar ganhou tudo o que competiu, menos a Copa do Mundo (azar da Copa do Mundo, não??). Gigante das traves, o goleirão holandês brilhou no Ajax, na Juventus, no Fulham e no Manchester United. A fama foi conquistada no Ajax, time pelo qual foi quatro vezes campeão holandês, e ainda faturou a Liga dos Campeões da Europa (edição 1994/95), uma Copa da UEFA (1991/92), uma Supercopa Européia (1995/96) e o Campeonato Mundial de Clubes de 1995. Pelo Manchester United, foram três campeonatos ingleses, uma Copa da Liga Inglesa, três Supercopas da Inglaterra, uma Liga dos Campeões da Europa e um Campeonato Mundial de Clubes, em 2008. Cá pra nós, nem precisava ganhar Copa do Mundo, né?



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Já que estou falando tanto da minha infância hoje, vou lembrar d uma das atrizes mais gatas que já vi atuar: Lídia Brondi. E não é que aquela gata está fazendo 50 anos hoje?? Não sei como ela anda hoje em dia. Infelizmente, Lídia Brondi deixou a carreira artística de lado para se dedicar à psicologia. Se eu não gostasse tanto do meu analista, eu iria procurá-la. Juro... Engraçado que Lídia Brondi fez três novelas que me marcaram muito: "Roque Santeiro" (de 1985, ela era a única personagem da novela que Sinhozinho Malta respeitava), "Vale tudo" (1988) e "Tieta" (1989). Filha do pastor Jonas Resende, ela é casada com o ator Cássio Gabus Mendes. E eu tive a sorte de ser aluno do seu irmão, Laércio, o melhor professor de português que tive na minha vida.



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Ah, hoje é dia de falar de um dos álbuns que mais ouvi na minha infância. Eu tenho um primo mais velho que eu trocava muito disco quando era criança. E era tipo assim: ele se ligava mais em rock internacional, e eu, em nacional. Tipo, deixava um "Dois", da Legião Urbana na casa dele, e levava um "The works", do Queen. Ou então deixava um "Selvagem?", dos Paralamas do Sucesso, e trazia para casa um "Welcome to the pleasuredome", do Frankie Goes To Hollywood. Pra ser sincero, nem sei se cheguei a devolver esse álbum duplo para o meu primo. Foi um dos vícios da minha infância. E hoje ele completa 26 aninhos de idade. Hum, bons tempos...



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Você já viu homem voar? Não, né? Então deixa eu contar uma história pra vocês. Hoje eu comecei a postar cedo porque simplesmente não dormi. Veja só: estava correndo no calçadão ontem à noite, ouvindo David Bowie, parara, parara, quando, depois de uns cinco quilômetros, uma pedra (tipo aquela da poesia do Drummond) se materializou na minha frente. Os segundos seguintes foram surreais... Catei cavaca por uns 70 metros, até que desisti de tentar me equilibrar e me esborrachei no chão. Resultado: pernas, braços e mãos todas arrebentadas. Um senhor ainda veio me levantar, e a frase que ele me disse me trouxe de volta à realidade: "Ainda bem que você conseguiu colocar a mão na frente, porque sua cabeça ficou a uns quinze centímetros do meio-fio"... Pode acreditar, mas cada tecla digitada aqui dói pra cacete. E olha só o que eu estava ouvindo exatamente na hora em que "levantei voo"...



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"Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo"

("Livros" - Caetano Veloso)

Lindo, não? O Dia Nacional do Livro não poderia passar em branco por aqui. O livro que, várias vezes, é o meu melhor amigo. Pena que os brasileiros leiam tão pouco. Também em um país onde é mais barato comprar um livro importado do que um nacional, isso não chega a ser uma surpresa. Os impostos são altíssimos e ninguém faz nada para melhorar a situação. Mas o que podemos esperar de um país cujo presidente diz se orgulhar de nunca ter lido um livro, né?

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15 de out. de 2010

Pedro Luís, Cole Porter, Antônio Maria, Skank, Mario Puzo, Chaplin, Guns n' Roses, Lady Gaga, REM, Keith Richards, Prince, Weezer, Maria Bethânia

Feliz Dia dos Mestres!



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Chega às lojas na primeira semana de novembro o CD duplo "Amor, Festa e Devoção" (capa acima), de Maria Bethânia. Gravado no Rio de Janeiro, no primeiro semestre, o álbum traz o show completo da turnê que correu o Brasil e a Europa. Além das canções de seus dois discos anteriores ("Tua" e "Encanteria", ambos lançados simultaneamente no ano passado), Bethânia resgatou clássicos como "O que é, o que é" e "Não dá mais pra segurar (Explode coração)", as duas de Gonzaguinha. Um dos principais destaques do show foi a interpretação de "Não identificado" (Caetano Veloso), dedicada, no show, à Dona Canô. As faixas do disco são as seguintes: CD 1: "Santa Bárbara", "Rosa dos ventos", "Vida" / "Olho de lince" (texto), "Feita na Bahia", "Coroa do mar", "Encanteria", "Linha de cabloco", "É o amor outra vez", "Tua", "Fonte", "Explode coração", "Queixa", "Você perdeu", "Dama do cassino", "Até o fim", "Serenata do adeus", "Balada de Gisberta", Medley instrumental: "Zanzibar" / "Seará / "Lia de Itamaracá" / "Desenredo" / "Santo Antônio" / "Fica mal com Deus"; CD 2: "Não identificado", "Curare", "Estrela", "Serra da Boa Esperança", "Doce viola", "Guriatan", "Pescaria", "Saudade dela" / "Ê Senhora" / "Batatinha Rôxa" / "A mão do amor", "Saudade", "É o amor" / "Vai dar namoro", "O nunca mais", "Andorinha", "Bom dia", "Bandeira branca", "Domingo" / "Pronta pra cantar", "O que é, o que é", "Encanteria" e "Reconvexo".

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Para os roqueiros enólogos, que tal um "Pink Floyd The Dark Side of the Moon Cabernet Sauvignon"??

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E que tal "Nothin' on but the radio", a música nova da Lady Gaga, hein?



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Quer ouvir quatro músicas inéditas do Weezer, que farão parte do álbum de raridades "Death to false metal" e da edição especial dupla de "Pinkerton"?? Aqui.

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Prince anunciou uma nova turnê, intitulada "Welcome 2 America". Os primeiros shows acontecerão já em dezembro - as datas certas e os locais ainda não foram confirmados. Segundo a Billboard, Prince receberá diversos convidados nas apresentações, como Janelle Monáe, Sheila E., Maceo Parker, Mint Condition, Esperanza Spalding e Cassandra Wilson. O cantor ainda afirmou que os setlists serão diferentes a cada noite.

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"Eu costumava amar Mick Jagger, mas eu não fui ao seu camarim durante 20 anos. Às vezes eu penso: 'Perdi meu amigo'. E me pergunto: 'Para onde ele foi?'" (Keith Richards, em sua autobiografia, que será lançada nesse final de ano, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha)

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O empresário do R.E.M., Bertis Downs, revelou no Twitter o nome do novo álbum do R.E.M.: "Collapse into now". O disco, que sucederá "Accelerate" (2008), sai no ano que vem. A produção ficou por conta, mais uma vez, de Jacknife Lee.

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Axl Rose surpreendeu o público inglês, ontem à noite, na segunda apresentação do Guns n' Roses na O2 Arena, ao chamar o ex-companheiro de banda Duff McKagan para tocar baixo na música "You could be mine". Após, ele ainda participou de "Nice boys", "Knocking on heaven's door" e "Patience". Segundo o Contact Music, "Duff chegou sem avisar, e de forma completamente inesperada". Agora só falta o Slash...



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"O grande ditador", primeiro filme falado de Charles Chaplin, foi uma das sátiras mais geniais aos regimes opressores. Lançado no dia 15 de outubro de 1940, a sua temática continua atualíssima. Veja só o discurso sensacional (com legendas em português) abaixo. Quem dera tivéssemos um candidato assim, não? Setenta anos se passaram e muita coisa ainda não mudou...



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Uma das perguntas que mais faço é: "Qual o seu livro predileto?" Pode ser até para um político ou um jogador de futebol, nunca deixo de fazer tal pergunta. Acho que, através dela, dá para conhecer bastante a personalidade de uma pessoa. E uma das respostas mais comuns é: "O poderoso chefão", de Mario Puzo. A saga da família Corleone é uma das coisas mais deliciosas que já li e vi. Certamente, ninguém conseguiu escrever sobre a máfia como Mario Puzo, que, se estivesse por aqui, estaria comemorando 90 anos hoje.



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Um dos álbuns mais marcantes do rock brasileiro nos anos 90, "Calango", do Skank, chegou às lojas no dia 15 de outubro de 1994. (Valeu Paulo Marchetti!) Esse disco teve uma importância fundamental para a banda mineira. Foi a partir dele que Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti definiram uma sonoridade própria para a banda, cheia de metais e puxada para o pop-reggae. Depois de "Calango", o Skank passeou por outros territórios musicais. Mas se você perguntar para um fã, qual música melhor define o Skank, certamente ele vai responder que é essa aqui...



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O dia 15 de outubro de 1964 foi negro para a música mesmo. Não bastasse a morte de Cole Porter, Antônio Maria também passou dessa pra melhor na mesma data. Poeta, compositor, cronista esportivo e radialista, Antônio Maria era daqueles caras que estavam em todas. Ele foi uma das figuras mais importantes da história do rádio no Brasil, e também compôs clássicos como "Menino grande", "Ninguém me ama", "Manhã de carnaval", "Valsa de uma cidade" e "Canção da volta", interpretados por gente como Ismael Neto, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Gal Costa, Aracy de Almeida e Nat King Cole.



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Hoje também é dia de lembrar de um dos maiores compositores de todos os tempos. Cole Porter morreu a 15 de outubro de 1964, aos 73 anos. A sua lista de clássicos chega a ser estúpida de tão grande. Vou citar alguns que me vêm a cabeça agora: "Night and day", "I love Paris", "De-lovely", "Love for sale", "You do something to me", "I get a kick out of you", "All of you"... Tudo isso regravado por gente como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, João Gilberto, Sarah Vaughan, Miles Davis, Elvis Presley, Louis Armstrong, U2, entre vários outros. Caso você tenha interesse em conhecer Cole Porter melhor, indico duas coisas: o álbum "Ella Fitzgerald sings the Cole Porter songbook" e o filme "De-lovely: Vidas e amores de Cole Porter", com um Kevin Kline, no mínimo, fantástico.



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Boa tarde, pessoal. Atrasadinho hoje. Trabalhei a madruga toda, até o sol raiar. Mas cá estou eu de novo. E vamos começar falando de Pedro Luís, líder d'A Parede. Pode até parecer brincadeira, mas hoje ele completa 50 anos de idade. Tempo que passa...

13 de out. de 2010

Lulu Santos, Pavarotti, The Who, Rush, Gorillaz, Rolling Stones, Weezer, Michael Jackson, Baden, Autoramas, Lips, XX, Ozzy, Duffy, Velvet Revolver

A boa notícia para os fãs do Velvet Revolver é que a banda já voltou a se reunir, após um hiato de dois anos e meio, quando o vocalista Scott Weiland saiu da banda. Slash, Duff McKagan, Matt Sorum e Dave Kushner estão em estúdio, testando um novo material. "O VR está de volta ao estúdio, tocando e testando novos cantores. Deixaremos vocês informados logo que haja novidades", escreveu o guitarrista Slash em seu perfil no MySpace. Vamos ver no que isso vai dar...

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E que tal o videclipe da música nova da Duffy, "Well, well, well". Eu gosto muito dela, mas ainda não consegui me acostumar muito com essa música. Tem algo que me incomoda, e eu não sei o quê... A faixa estará no álbum "Endlessly", que será lançado a 29 de novembro.



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Ozzy Osbourne é o novo colunista de saúde da Rolling Stone... Hahaha... Acha que é piada?

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Gostei desse vídeo de "Crystalized", do XX, no programa "Jimmy Kimmel Live!", que foi ao ar ontem, nos Estados Unidos.



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Já imaginou pintar um quadro com o seu sangue? Wayne Coyne, do Flaming Lips, já. E fez...



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Um programa bom para quem está no Rio é o show do Autoramas (visto na foto acima de Marco Chaparro), amanhã (dia 14/10), no encerramento da final carioca do Festival GBOB Brasil. A apresentação acontece no Teatro Odisséia. No palco, os Autoramas mostram as canções do álbum "MTV apresenta Autoramas desplugado", com versões acústicas de suas canções, além de sucessos de Raul Seixas e Elvis Presley. Além do Rio, o Festival GBOB Brasil realiza seletivas em São Paulo (dia 21 de outubro, no Manifesto Bar), que também contará com show do Autoramas, no Manifesto Bar, em 21 de outubro. Ingressos no Rio a R$ 25,00 (R$ 20,00 até hoje, na bilheteria do Odisséia), e em São Paulo a R$ 30,00. Os dois shows começam às 22h.

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Para lembrar os dez anos da morte de Baden Powell, celebrados no dia 26 de setembro passado, a gravadora Warner está reeditando três álbuns do artista em CD. "O grande show" (1979), "Nosso Baden" (1980) e "De Baden para Vinícius" (1981) chegam às lojas sob a supervisão de Marcelo Fróes, responsável pelos textos dos encartes. Os álbuns - editados em CD pela primeira vez - vêm com a arte gráfica original. "O grande show" foi gravado ao vivo no Teatro Procópio Ferreira, e conta com a produção de Sérgio Cabral. No repertório, temas instrumentais costumeiros nas apresentações do violonista, como "Se todos fossem iguais a você" (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) e "Asa Branca" (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira). "Nosso Baden" também contou com a produção de Sérgio Cabral, e trez músicas compostas em parceria com Paulo César Pinheiro, como "Até eu" e "Cai dentro". "De Baden para Vinícius", por sua vez, foi gravado poucos meses após a morte do Poetinha, que aconteceu a 09 de julho de 1980. Nesse álbum, Baden interpreta clássicos como "Samba em prelúdio" e "Deixa". O som das novas edições em CD foi remasterizado.

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Conforme eu já tinha adiantado aqui na semana passada, agora foi confirmado o lançamento de "Vision" (acima), box com três DVDs com todos os videoclipes de Michael Jackson. Serão quatro horas e meia de duração, com destaque para alguns videoclipes nunca antes lançados em DVD (como "She's out of my life", por exemplo) e um inédito ("One more chance"). Além dos três DVDs, o box trará um livro de 60 páginas, com fotos inéditas. A relação de videoclipes é a seguinte: "Don't stop 'til you get enough", "Rock with you", "She's out of my life", "Billie Jean", "Beat it", "Thriller", "Bad", "The way you make me feel", "Man in the mirror", "Dirty Diana", "Smooth criminal", "Another part of me", "Speed demon", "Come together", "Leave me alone", "Liberian girl", "Black or white", "Remember the time", "In the closet", "Jam", "Heal the world", "Give in to me", "Who is it", "Will you be there", "Gone too soon", "Scream", "Childhood", "You are not alone", "Earth song", "They don't care about us", "Stranger in Moscow", "Blood on the dance floor", "Ghosts", "You rock my world", "Cry", "Blame it on the boogie" (The Jacksons), "Enjoy yourself" (The Jacksons), "Can you feel it" (The Jacksons), "Say say say" (Paul McCartney e Michael Jackson), "They don't care about us" (Prison Version), "Why" (3T e Michael Jackson) e "One more chance".

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Mal lançou o álbum de inéditas "Hurley", o Weezer já anuncia uma coletânea de raridades a ser lançada no dia 01º de novembro. "Death to false metal" (capa acima) trará dez faixas inéditas e que "por algum motivo", segundo o vocalista Rivers Cuomo, não foram finalizadas. As faixas foram gravadas nos últimos 20 anos. No mesmo dia, chegará às lojas a reedição do clássico "Pinkerton" (1996), com 16 faixas bônus. As faixas de "Death to false metal" são as seguintes: "Turn up the radio", "I don't want your loving", "Blowin' my stack", "Losing my mind", "Everyone", "I'm a robot", "Trampoline", "Odd couple", "Auto-pilot" e "Unbreak my heart".

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Fãs dos Rolling Stones, separem uma grana (preta) para o dia 23 de novembro. Nesse dia serão lançadas duas caixas com a discografia completa da banda, em vinil. A primeira, "The Rolling Stones 1964-1969" (acima), contará com os seguintes álbuns: "The Rolling Stones 1964-1969", "The Rolling Stones" (EP), "The Rolling Stones", "Five by five" (EP), "The Rolling Stones nº 2", "Out of our heads", "Aftermath", "Big hits (High tide and green grass)", "Between the buttons", "Their satanic majesties request", "Beggars banquet", "Through the past, darkly (Big hits vol. 2)", "Let it bleed" e "Metamorphosis".

O outro box, "The Rolling Stones 1971-2005" (imagem acima), vem com os seguintes bolachões: "Sticky fingers", "Exile on main street", "Goats head soup", "It's only rock 'n roll", "Black and blue", "Some girls", "Emotional rescue", "Tattoo you", "Undercover", "Dirty work", "Steel wheels", "Voodoo lounge", "Bridges to Babylon" e "A bigger bang". As caixas, que terão edição limitada, serão numeradas. "O vinil foi cúmplice dos Rolling Stones desde sempre. E essa é a melhor forma de ouvir a maior banda de rock do mundo. Não há mais nada a dizer. Apenas ouça", disse Andrew Kronfeld, executivo de marketing da Universal Music.

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O Gorillaz subiu ainda mais no meu conceito. Damon Albarn vetou as músicas de sua banda para o "Glee". "Esse seriado tem prazo de validade", disse ao Guardian.

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Eu ainda tenho que falar, com algum atraso, sobre o show do Rush que vi no domingo, na Praça da Apoteose. Eu nem me preocupei muito em escrever sobre a apresentação porque já o fiz em julho, quando vi o Rush - nessa mesma "Time machine Tour" - em Nova Jersey (texto aqui). Não sei se isso é bom ou ruim, mas o show do Rush aqui no Rio foi idêntico ao outro. Inclusive, todos os shows da turnê são iguais - bem diferente da Dave Matthews Band, que lotou a HSBC Arena na sexta-feira. A apresentação do trio canadense parece mesmo uma máquina do tempo, de tão certinha que é. Tudo ensaiado demais, ótimos efeitos especiais, iluminação fantástica, som esporrando... E a técnica de Neil Peart (bateria), Geddy Lee (teclados, baixo e voz) e Alex Lifeson é de deixar qualquer um babando. Até um solo de bateria com o Neil Peart fica legal. E a voz esganiçada de Lee tem lá o seu charme. E charme é o que a banda mais faz, ao brincar com a sua fama de geek. Os vídeos, que são transmitidos pelos telões de alta definição, com os músicos brincando de atores, no decorrer do show, são impagáveis (no YouTube dá pra encontrar fácil). E o repertório é uma tour de force pelos 18 álbuns lançados pela banda desde a estreia em 1974 - a última música do show, "Working man", desse seminal álbum, ganhou um arranjo interessante puxado para o reggae. Duas músicas inéditas, e que farão parte do próximo álbum do conjunto ("Clockwork angels", a ser lançado no segundo semestre do ano que vem) também tiveram vez. Mas a grande sensação da noite foi a exibição integral do álbum "Moving pictures" (1981), com precisão cirúrgica. A única coisa que saiu do script do álbum original de estúdio foi o público "cantando" a melodia de "YYZ". Como já ocorrera no Maracanã em 2002, foi arrepiante. E a julgar pelo sorriso dos integrantes da banda, eles não se importaram. Que a próxima visita não demore tanto.

Os vídeos desse show no YouTube estão meio toscos, mas esse aqui é sensacional:



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Hoje eu não ia falar de efeméride nenhuma, porque deve ter um bando de coisa acumulada desses meus dias de vagabundagem. Mas eu tenho que lembrar aqui que hoje faz 45 anos que o The Who entrou em estúdio para gravar o hino "My generation". I hope I die before I get old... Ainda bem que Roger Daltrey e Pete Townshend ainda estão vivinhos por aí para cantarem essa música. Já Keith Moon e John Entwistle seguiram a letra... ao pé da letra. Aliás, esse solo de baixo do Entwistle arrepia...



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Tem outro acontecimento legal do dia 12 de outubro que não quero deixar passar em branco. Ontem, o magnífico Luciano Pavarotti teria completado 75 anos. Eu nunca vi uma apresentação dele ao vivo. Mas passei por um momento marcante. Em outubro de 2008, um mês depois de sua morte, vi um show do The Police no Estádio Olímpico de Turim. Foi a única apresentação da banda na Itália, naquela primeira perna europeia da turnê. Antes de o show começar, os telões passaram as imagens de Pavarotti cantando "Nessun dorma", ária da ópera "Turandot". Quando o vídeo terminou, o público (veja bem, era um público de show de rock) cantou a ária de Giacomo Puccini novamente. Em fevereiro de 2006, Pavarotti inaugurara o mesmo estádio cantando essa ária na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim. Foi a sua última apresentação.



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E esse tempo hoje? Aqui no Rio de Janeiro, poucas nuvens no céu. E o sol brilha com uma intensidade que eu não via há algum tempo. Hoje foi estranho... Saí de manhã e até cantei no carro. Há quanto tempo eu não fazia isso? E ainda era Lulu Santos... O que está acontecendo, hein?



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Bom dia, pessoal! Como estamos, hein? Olha, em primeiro lugar, me desculpem o sumiço. Confesso que rolou uma preguiça danada esses dias. Na segunda, fiquei sem acesso ao computador. E, ontem, bem, ontem foi Dia das Crianças, né? Aí, eu quis aproveitar o meu dia de outra forma. Tinha até pensado em algo especial aqui no blog sobre o Dia das Crianças, mas vai ficar para o ano que vem... Hahaha... De qualquer forma, só para não passar em branco...

24 de set. de 2010

Paul McCartney, Rolling Stones, Megadeth, Red Hot, Almodóvar, Canhoteiro, Radiohead, Suede, Bruce Springsteen, Pavement

O Pavement fez uma curiosa participação ontem no programa "Late Night With Jimmy Fallon". Curiosa porque, há umas duas semanas, a banda idealizou uma competição entre fãs, sendo que o vencedor ganharia o direito de tocar guitarra com o Pavement no programa. Steve Goss foi o vencedor e tocou com a banda. Veja o resultado:



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Foi liberado o trailer de "The promise: The making of Darkness on the edge of town", que documenta a gtravação do álbum de Bruce Springsteen. Tá logo aí embaixo. O DVD sairá em um box, no mês de novembro.



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O Suede programou para o dia 01º de novembro o lançamento da coletânea "The best of", que trará, em dois CDs, os seus maiores sucessos, como "Animal nitrate" e "Trash". Outras músicas são "Wild ones", "We are the pigs", "Can't get enough", "Sleeping pills" e "Pantomime horse". As faixas foram remasterizadas por Chris Potter. Entre novembro e dezembro, o Suede se reunirá novamente para shows na Grã-Bretanha.

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O baterista do Radiohead, Phil Selway, afirmou que a banda poderá lançar um novo álbum a qualquer momento. O Radiohead vai voltar ao estúdio na próxima segunda-feira para finalizar o trabalho no sucessor de "In rainbows" (2007). "Estamos retornando ao estúdio com os ouvidos frescos", disse o baterista, que também não sabe de qual forma as novas canções serão lançadas.

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Garrincha jogava muito e virou uma lenda. Canhoteiro jogava muito e não virou uma lenda. Dizem por aí que Canhoteiro fazia a mesma coisa que Garrincha, só que pelo lado esquerdo do campo. E dizem também que Canhoteiro era capaz de fazer embaixadinhas com uma moeda, e colocá-la dentro do bolso. Ah, e Pelé também disse que Canhoteiro era um de seus ídolos. Canhoteiro, que jogou no Paysandu e no São Paulo, nasceu em 24 de setembro de 1932. Morreu cedo, aos 41 anos. Mas ficou eternizado em duas das canções mais lindas sobre futebol.





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Quem entende de cinema tem alguma opinião formada sobre Pedro Almodóvar. E certamente essa opinião não vai variar muito. Ou ele é "gênio" ou é "um saco". Como não entendo de nada, e muito menos de cinema, prefiro não emitir opinião. Só sei que acho alguns de seus filmes muito bacanas. Os meus prediletos são "Carne trêmula", "Fale com ela", "Tudo sobre minha mãe" e "Má educação". Pedro Almodóvar nasceu em Calzada de Calatrava, na Espanha, no dia 24 de setembro de 1949. Ah, e depois me diga o que você acha dele: "um gênio" ou "um saco".



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Mais um disco? Só mais um. No dia 24 de setembro de 1991, chegava às lojas "Blood sugar sex magik", do Red Hot Chili Peppers. Um bom álbum, é verdade, e que marcou, para o bem e para o mal, a transição do indie para o mainstream do Red Hot Chili Peppers. Ninguém aguentava ouvir mais "Give it away" nas rádios em 1991. Depois foi a vez de "Under the bridge". E "Give it away" e "Under the bridge", para mim, são, talvez, as duas faixas mais fracas do álbum. Boas mesmo são "If you have to ask", "Suck my kiss" e "My lovely man". Nessas faixas, o RHCP mostrava aquele som funkeado bacana, sem concessões radiofônicas. "Blood sugar sex magik" foi o último grande álbum do Red Hot Chili Peppers.



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Hoje é um dia de grandes álbuns mesmo. Veja só que há 20 anos, o Megadeth lançava "Rust in peace", o seu grande álbum, e que tem que estar em qualquer top 5 sério de discos de trash metal. Fiquei fã do Megadeth por conta desse álbum. Apesar de ter sido pouco falado, o show do Megadeth no Rock in Rio II (quando eles estavam divulgando o disco), foi um dos melhores do festival. No dia da apresentação, Dave Mustaine machucou o braço enquanto surfava, e quase que o show foi cancelado. Agora, saiu um DVD com um show do Megadeth, no qual é recriado o álbum original. Ainda não vi. Mas posso recomendar aqui o box "Warchest", que tem um CD gravado ao vivo no Estádio de Wembley, em outubro de 1990. Fenomenal!



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Há muito tempo atrás, numa galáxia distante, algumas bandas lançavam álbuns diferentes no mercado internacional. Os primeiros discos dos Beatles, por exemplo, tinham versões britânica e norte-americana. As músicas variavam um pouco e a capa era sempre diferente. Os Rolling Stones também faziam isso com os seus primeiros álbuns. E hoje faz 45 anos que "Out of our heads", terceiro álbum da banda, foi lançado nos Estados Unidos. E ele é de grande importância para o sucesso dos Stones na terra do Tio Sam. Nesse álbum, a banda incluiu "(I can't get no) Satisfaction". Aí, já viu, né? O curioso é que a música não foi lançada na versão britânica, mas, tão somente, em formato de single. A relação de músicas de "Out of our heads" (versão americana) é a seguinte: "Mercy, mercy", "Hitch hike", "The last time", "That's how strong my love is", "Good times", "I'm all right", "(I can't get no) Satisfaction", "Cry to me", "The under assistant west coast promotion man", "Play with fire", "The spider and the fly" e "One more try".



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Ah, boa tarde, pessoal. Confesso que perdi a hora hoje... Ontem tive que fazer um trabalho imenso, fui dormir às seis da manhã, hora que eu tenho acordado ultimamente... Mas, vamos lá. Comecei a nossa história de hoje aqui com Paul McCartney. "No more lonely nights" é meio baba, né? Nem o Paul se lembra de tocá-la ao vivo. Mas fica a lembrança aqui dessa música lançada no dia 24 de setembro de 1984.

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