Jornalista, autor do livro "Rock in Rio - A história do maior festival de música do mundo" (Editora Globo), ex-trainee e colaborador da Folha de S.Paulo, ex-colunista e redator da International Magazine, e colaborador do site SRZD.
Quer ouvir duas músicas novas do My Morning Jacket, gravadas ao vivo? Então vem por aqui.
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Já viram o clipe da música nova do Slash com a participação especial de Andrew Stockdale? No sábado, prometo comentar algo sobre esse álbum solo do ex-guitarrista do Guns.
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Esse novo filme do Neil Young deve ser bem bom. E ainda tem a direção do Jonathan Demme, o mesmo de "Silver & gold". O filme já passou nos cinemas lá fora. Resta saber quando chega ao DVD...
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DANDO UM TEMPO:Madonna disse que, pelo menos por agora, não quer saber de música. Ela está se dedicando à produção de um filme. "Estou escrevendo um filme nos últimos dois anos e meio, para dizer a verdade. É uma obsessão minha", disse em entrevista a Interview Magazine. A cantora ainda falou sobre o fato de não ter contrato assinado com nenhuma gravadora no momento. "Não tenho contrato com ninguém atualmente. Não sei como vou fazer com a minha música na próxima vez que gravar algo. Terei que reinventar a roda", finalizou.
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Para Gene Simmons, do Kiss, "o download ilegal mata os próximos U2, Beatles e Kiss". E quer saber? Concordo com ele. O download ilegal está acabando com a cultura dos álbuns. Todo mundo baixa tudo e não ouve nada. Aliás, ouve sim: as mesmas porcarias que todo mundo ouve. A música plastificada que explode na tela dos YouTubes. As gravadoras são as principais culpadas, mas quem baixa música ilegalmente também é. Não pelo fato somente de baixar, mas pelo fato de nem saber o que está baixando.
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E você sabe quem são os indicados para o prêmio da Mojo desse ano?
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REPROVADO:Fred Schneider, vocalista do The B-52's foi vaiado e expulso do palco. Sério. Ele contou isso ao Spinner. "Eu cantei 'Love Shack' e fui vaiado", disse. O show foi na frente da televisão, jogando "Rock Band".
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NO MORE PINK FLOYD: E o Roger Waters colocou lenha na fogueira, hein? Ele disse que o Pink Floyd não se reúne novamente porque David Gilmour não quer. Waters diz que está com vontade. Torço muito para que o PF volte, mas, desde o dia em que Richard Wright morreu, tive a certeza de que isso jamais aconteceria. Ele e Gilmour eram best friends. Um participava dos shows do outro. O que motivaria Gilmour a se juntar a Waters e voltar com o Pink Floyd? Ele tem uma carreira solo estável. De grana não precisa... E parece que também não tem nem um pouco de paciência...
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"Estava fazendo a Britney." (Kele Okereke, vocal do Bloc Party, explicando a XFM o motivo de ter raspado o cabelo)
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A QUEM INTERESSAR POSSA: O novo single do Limp Bizkit, "Why try". A música fará parte do novo álbum da banda, "Gold cobra", que marca a volta da formação original do conjunto. O disco deve sair no mês que vem. E a mim está longe de interessar...
Mais cedo, falei aqui da matéria do Thiago Ney, na Folha, sobre o The National. Seria injusto também não citar a ótima reportagem, capa do "Segundo Caderno" de hoje, do jornal O Globo, sobre o último trabalho do Rufus Wainwright, feita pelo Fernando Duarte. Quem quiser ler, clica aqui.
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Finalmente, ontem recebi em casa a minha cópia de "Artificial horizon", CD que o U2 está distribuindo para os assinantes de seu site oficial - encomendei o vinil triplo também, mas me disseram que só chega em junho. O disquinho é muito bacana, e prometo comentá-lo em breve. Mas, por enquanto, coloco aqui, o remix mais bacana do álbum, de David Holmes para "Beautiful day". Ficou uma coisa meio Joy Division com U2 no início de carreira. Eu gostei!
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DEU NO MIRROR: E já que aqui no Brasil ninguém dá bola a viagem de Lily Allen por essas terras, lá fora ela é notícia.
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E há sete anos, o poeta, compositor, agitador cultural e porra-louca de Jequié, Waly Salomão, partia dessa para melhor. E aqui vai a minha dica de leitura dessa semana: "Me segura qu'eu vou dar um troço", livro de estreia de Waly, de 1972. Taí um cara que faz falta para a cultura nacional.
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O blog de Paulo Marchetti lembra que hoje faz 25 anos que o Capital Inicial lançou o seu primeiro compacto. No disquinho, "Leve desespero" e "Descendo o rio Nilo". O novo disco da banda, "Das Kapital", sai nesse mês, e o primeiro single já pode ser ouvido no site oficial do Capital.
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Quem vai comer bolo hoje também é Ian McCulloch, líder do Echo & the Bunnymen, banda pós-punk de Liverpool. Ian completa 51 anos hoje.
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Quem também nasceu no dia 05 de maio foi a dona Beth Carvalho. A grande sambista mangueirense completa hoje 64 anos. Vamos festejar?
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E vamos começar o dia com dor-de-cotovelo? No dia 05 de maio de 1917, nascia Dalva de Oliveira, a cantora que a sua avó adorava, e que cantava "Bandeira branca", "Kalu", "Máscara negra" e outros clássicos. A "Rainha do Rádio", como era conhecida, foi casada com Herivelto Martins, formando o casal mais rock' n' roll da história da música brasileira.
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E aí pessoal! Bom dia a todos. Hoje é o dia, hein? Flamengo x Corinthians! E o dia começou bem por três motivos: 1) O mau humor do José Trajano no "Pontapé Inicial", da ESPN Brasil. Eu já disse que o mau humor do Trajano me deixa de bom humor. 2) A matéria do The National na Folha de S.Paulo, assinada pelo Thiago Ney. Bacana o maior (e melhor) jornal do país prestigiar uma banda que poucos conhecem. Aliás, no próximo dia 15, a banda se junta ao cineasta D.A. Pennebaker (que fez o antológico "Don't look back", de Bob Dylan) para gravar um show em Nova York, que terá transmissão ao vivo pelo YouTube. 3) Dia 05 de maio é o Dia das Comunicações. Parabéns a todos os comunicadores!
O CLIPE TOSCO DO DIA: "Mulher, mulher, mulher", de Neguinho da Beija-Flor. E só para aproveitar, se você quiser conhecer um disco decente do Neguinho, basta clicar aqui.
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VAI DAR MERDA: O "The Sun" publicou hoje que Gem Archer e Andy Bell estão tocando tanto no trabalho solo de Liam, quanto no de Noel Gallagher. Ambos estariam felizes porque "estão ganhando em dobro".
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VAI FICAR PIOR DO QUE JÁ ERA: O Green Day anunciou que vai regravar o seu álbum "American idiot", lançado originalmente em 2004, ao lado do elenco do musical homônimo que está na Broadway. Joey Ramone e Joe Strummer devem estar se revirando no túmulo com essa versão "Glee-Punk". Impressionante como nêgo se vende.
PERDIDA, FILHA?: Sai no dia 22 de junho o novo álbum de Cyndi Lauper, "Memphis blues", todo dedicado ao blues. O disco ainda conta com as participações especiais de B.B. King, Allen Toussaint e Johnny Lang. A cantora disse que esse é "o álbum que sempre quis fazer". Então tá.
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EM TEMPO: O videoclipe da MIA, postado ontem aqui, foi retirado do YouTube por conta de seu "conteúdo violento".
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TODO NA REDE: Já ouviram a música nova do The National? Conheci essa banda quando ela abriu um show do R.E.M. em Nova York, em 2008. Hoje já é uma das minhas bandas prediletas de todos os tempos da última semana. O novo álbum da banda ("High violet"), que pode ser ouvido todinho aqui, sai no dia 11 de maio.
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E já que estamos falando de futebol, devo dizer que era fã do Neymar até ontem. Olha só que entrevista lamentável. Eu dizia que ele teria a empáfia do Robinho daqui a dois anos. Mas, pelo jeito, não precisei esperar tanto. Tomara que não vá pra Copa. E se for, tomara que voltem os dois de mãozinhas abanando.
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No dia 27 de abril de 1940, depois de quase dois anos de construção, foi inaugurado o estádio do Pacaembu, em São Paulo. Em sua estreia, houve uma rodada dupla. O Palestra Itália (atual Palmeiras) goleou o Coritiba por 6x2. E o Corinthians detonou o Atlético-MG por 4x2. O primeiro gol no estádio foi obra de Zequinha, do Coritiba. O estádio ainda abrigou seis jogos da Copa de 1950, inclusive o empate de 2x2 entre Brasil e Suíça - Alfredo e Baltazar marcaram para o Brasil. O estádio também serviu de palco para artistas importantes como Roberto Carlos, AC/DC, Rolling Stones e Paul McCartney. Foi lá que o Botafogo foi campeão brasileiro em 1995, em cima do Santos, e também a despedida de Romário da seleção brasileira, há exatos cinco anos.
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Quem também sopra velinhas hoje é Kate Pierson, uma das vocalistas do The B-52's. Kate faz 62 anos em um bom momento profissional. Depois de anos de ostracismo, em 2008, a sua banda lançou um excelente álbum ("Funplex") e saiu em uma vitoriosa turnê. O show aqui no Rio de Janeiro foi excelente. O do Rock in Rio de 1985, eu não estava, mas, pelo vídeo abaixo, dá para ver que foi sensacional.
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E quem faz aniversário hoje é Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial. Outro dia, estava lembrando de uma história curiosa. Na época da explosão dos Mamonas Assassinas, cujo vocalista também se chamava Dinho, alguns repórteres ligavam para Dinho Ouro Preto, pensando que ele era o vocal dos Mamonas. O engraçado é que, naquela época, Dinho Ouro Preto estava sumidão. Ele tinha saído do Capital e tentava engrenar uma carreira solo bem mediana. Hoje, o Capital Inicial é uma das bandas mais importantes (e relevantes) do Rock brasileiro. Uma das poucas que conseguem aliar popularidade e qualidade.
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E o que aconteceu nesse dia 27 de abril, hein? Hein, hein? Vamos começar relembrando um dos maiores violonistas brasileiros de todos os tempos? Raphael Rabello partiu dessa para melhor há exatos 15 anos. Nunca vi um show dele, mas por pouco. Devia ter uns 10, 11 anos de idade e meu pai me chamou para ver a apresentação do Ney Matogrosso ("À flor da pele"), que contava com Raphael Rabello no violão. Ri da cara dele e perguntei se ele tava maluco. (Na época, meu gosto musical só era bom para moleques de 10, 11 anos.) Uns quatro anos depois, "À flor da pele" se transformou, tipo, em um dos meus cinco discos prediletos de todos os tempos. E nunca mais tive a chance de conferir esse show ao vivo. Olha só o que eu perdi:
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Hoje é um dia muito especial, e a minha trilha sonora será sempre essa aqui...
Foram 16 anos sem lançar um disco de canções inéditas. Mas a espera valeu a pena. “Funplex”, novo trabalho do The B-52’s já pode ser considerado tranqüilamente um dos melhores discos de música pop internacional lançado em 2008.
O som datado da ‘new wave’ do início dos anos 80 se renovou de maneira surpreendente neste disco. E a mistura de rock e punk com a própria ‘new wave’, que o B-52’s sempre fez de maneira inteligente no final dos anos 70 e início dos 80, está latente neste final desta primeira década do terceiro milênio. Só que agora com uma sonorização moderna que, pode-se dizer, está bem à frente de nosso tempo. E isso sem contar com aquelas letras longas e divertidíssimas que sempre caracterizaram as suas músicas. Como bem disse o vocalista Fred Schenider, “‘Funplex’ soa como nós, renovados. É B-52’s hoje, ou 15 anos a partir de agora”.
A banda de Geórgia – conterrânea do R.E.M. – atravessou um período não muito agradável nos últimos anos. Após a morte do guitarrista Rick Wilson (irmão da vocalista Cindy Wilson) em 1985, a banda lançou apenas mais um disco de inéditas. “Good Stuff” foi gravado em 1992, sem a presença de Cindy, e deixou muito a desejar. A impressão que passou foi a de que a banda chegara realmente ao seu fim. Mas, após um hiato de 16 anos – o B-52’s lançou apenas duas canções inéditas, e bem fracas, neste período, na coletânea “Time Capsule: Songs For a Future Generation” (1998) – “Funplex” é uma das maiores surpresas da música pop nos últimos anos.
Nele, o quarteto formado pelos vocalistas Fred Schneider, Kate Pierson e Cindy Wilson e o guitarrista e arranjador Keith Strickland, faz jus ao título de “the world’s greatest party band”. Para comprovar isso, basta ouvir a deliciosa e pulsante “Hot Corner” e a excelente “Too Much To Think About”, com aqueles vocais cômicos de Schneider, que são uma das marcas registradas do grupo de Geórgia.
“Funplex” teve a produção de Steve Osborne, o mesmo responsável pelo renascimento artístico do New Order, com o ótimo disco “Get Ready” (1992). Parece que tirar artistas praticamente do limbo e colocar sob os mais luminosos holofotes é uma especialidade de Osborne. E, assim como no disco do New Order, o produtor soube imprimir à sonoridade tradicional do B-52’s a modernidade, com batidas eletrônicas modernas e afins. Ou seja, não poderia ser melhor: quem é fã das antigas do B-52’s vai apreciar esse trabalho do mesmo modo que a pessoa que está conhecendo a banda agora.
Em suma, “Funplex” é diversão garantida. Pode apostar no escuro. Faixas como “Pump”, “Ultraviolet”, “Dancing Now” e “Love In The Year 3000” são capazes de garantir qualquer festa madrugada adentro.