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5 de set. de 2011

Os 65 anos do inigualável Freddie Mercury; os 20 da explosão do R.E.M.; o novo álbum do Red Hot; Prince caloteiro?; o novo videoclipe do Foo Fighters.



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Eu sei que esse blog andou meio largado nos últimos dias. Mas, acredite, ando sem tempo até de respirar. Muita coisa acontecendo, livro nas lojas, entrevistas de divulgação... Mas hoje arrumei um tempo para tentar colocar alguma ordem nisso aqui. Nesse fim de semana, aproveitei para ver uns DVDs que já estavam cobertos de poeira. Relembrei muita coisa. E o DVD mais marcante que vi foi o “Familiar to millions”, do Oasis. Não colocava esse vídeo para rodar fazia uns, sei lá, quatro, cinco anos... E como ele é bom, viu? Deu até para sentir o cheiro da cerveja naquele estádio de Wembley...

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E hoje eu tenho um motivo mais do que especial para não deixar de atualizar o blog. Isso porque nesse dia 05 de setembro, comemoramos os 65 anos do nascimento do Freddie Mercury. Sessenta e cinco! Já parou para pensar se ele estivesse vivo? Será que ainda teria pique para fazer aqueles shows antológicos?? Eu não tenho dúvida que sim. Em um exercício mais louco de imaginação, eu até pensei em um show do Queen nesse novo Rock in Rio, que começa daqui a poucos dias... A impressão que eu tenho é a de que o Freddie Mercury estaria com a mesma cara hoje em dia, cantando do mesmo jeito, e levantando os estádios mundo afora... Ah, que saudade!!



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Ah, agora eu vou ter que relembrar o Queen no Rock in Rio... Alguém estava lá??



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No dia 05 de setembro de 1991, o R.E.M. atravessava a fronteira entre o indie e o mainstream. Hoje, essa classificação de indie e maistream é praticamente inexistente. Mas em 1991, essa fronteira era imensa. E o R.E.M. alcançou um sucesso sem precedentes com a música “Losing my religion”, presente no álbum “Out of time” (1991). O videoclipe rodou alucinadamente na MTV, e, há exatos 20 anos, o conjunto de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e Bill Berry papava seis estatuetas do Video Music Awards, da MTV, incluindo o de melhor vídeo do ano. Bons tempos em que valia a pena ficar na frente da televisão vendo um VMA...



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E hoje faz 15 anos que o Jota Quest colocou nas lojas o seu primeiro álbum – excluindo um independente, lançado em 1995. À época, a banda se chamava J. Quest, e o álbum, auto-intitulado, vendeu bastante (hoje acumula 200 mil cópias vendidas), a reboque de sucessos como “As dores do mundo”, “Encontrar alguém” e “Vou pra aí”. Por conta de sua sonoridade, menos pop do que a atual, e mais puxada para o soul, muitos fãs consideram esse álbum o melhor do Jota Quest. Eu estou nesse grupo.



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Com um certo atraso, estou ouvindo o ultimo álbum do Red Hot Chili Peppers. A capa de “I’m with you”, certamente, é a mais bacana do ano. Mas e o disco? Bom, em resumo, eu acho que está abaixo da média da banda, mas acima de muita coisa que tem sido lançada nesses últimos anos. Eu fiquei com uma impressão, pelo menos nessa primeira ouvida, que a banda perdeu um pouco da “alegria” que está bem latente em álbuns como “Californication”(1999) e “By the way” (2002). Parece que o grupo ficou mais sério, mais adulto, não sei se por conta da saída do guitarrista John Frusciante. Aliás, que falta ele faz. Para quem pensa que só um vocalista é insubstituível em uma banda, é bom dar uma escutada em “I’m with you”. A sensação é de que está faltando alguma coisa. E está mesmo. “I’m with you” ainda assim é superior ao gorduroso “Stadium arcadium” (2006). O novo álbum segue uma receita comum nos últimos trabalhos do RHCP, com algumas músicas esculpidas para o sucesso, casos de “Police station”, “Happiness loves company” e o primeiro single, “The adventures of rain dance Maggie”. Mas a melhor faixa mesmo é “Goodbye Hooray”, mais pesada, e com um super trabalho do baixista Flea. Acredito que “I’m with you” ainda pode crescer muito no palco, ainda mais ao lado dos sucessos antigos do Red Hot Chili Peppers. Sorte de quem conseguiu comprar ingresso para o próximo dia 24.



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DROPS:











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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

O novo videoclipe do Foo Fighters, “Hot buns”:



Eu estava me lembrando da história, que conto no livro do Rock in Rio, que Dave Grohl, quando tocou aqui no Rio de Janeiro em 2001, se hospedou no hotel sob o pseudônimo de Freddie Mercury...


A nova música do Justice, “Audio, vídeo, disco”, em sua versão oficial:



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Ah, e vamos finalizar com ele, mais uma vez??


18 de nov. de 2010

Júlio Barroso, Kirk Hammett, Nirvana, George Harrison, Tim Lopes, Amy, Beto Guedes, Paul, Beatles, Pavement, Hot Chip+Bernard Sumner

Foi divulgado hoje o videoclipe de "I didn't know what love was", faixa que uniu o Hot Chip (que se apresenta no Planeta Terra, no próximo sábado) a Bernard Sumner (ex-integrante do Joy Division e do New Order) para uma propaganda da Converse. Achei bem bacana...



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E que tal também um show do Pavement interinho, na espanha, com ótima qualidade, hein?

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Que tal um show raro dos Beatles, inteirinho?? Aqui!

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Gostei disso aqui...

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Pra esquentar...



Viu, falei do Paul também... ;)

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Chega às lojas na semana que vem novo CD ao vivo de Beto Guedes, "Outros clássicos" (capa acima). Gravado no dia 14 de julho, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, as faixas contam com arranjos de Wagner Tiso e Cláudio Faria. O repertório foi selecionado a partir de votação realizada entre os fãs de Beto Guedes na internet. A maior parte das músicas selecionadas é estilo "lado B", o que dá um maior valor ao álbum, ao passo que Beto Guedes já lançou trabalhos ao vivo com seus maiores sucessos não tem muito tempo. As canções selecionadas para o CD são as seguintes: "O medo de amar é o medo de ser livre", "Olhos de Jade", "Um sonho pra viver", "Rio Doce", "Quatro", "Boa sorte", "Só primavera", "Luz e mistério", "Meu ninho", "Nena", "Tudo em você", "A página do relâmpago elétrico", "Tanto", "Veveco, panelas e canelas", "O amor não precisa razão", "Balada dos 400 golpes" e "Lágrima de amor". O DVD deve sair até o final do ano.

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Será que os britânicos estão com inveja da gente?? Olha a home da BBC:



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Finalizando as efemérides (por um bom tempo, como já escrevi no início desse post), fica a minha homenagem a um colega que me faz ter orgulho da profissão que escolhi. Se a gente não vivesse em um país tão estúpido, Tim Lopes estaria comemorando os seus 60 anos hoje.



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Hoje eu prometo que não vou falar de John Lennon e nem de Paul McCartney por aqui. Mas, como sou meio espírito de porco mesmo, vou falar de George Harrison (quem vai aos shows de Paul em São Paulo, atenção especial para "Something", um dos momentos mais mágicos da apresentação). O motivo é nobre: hoje faz oito anos do lançamento de "Brainwashed". Álbuns póstumos não costumam prestar muito, é verdade. Mas esse foi diferente. Ele é bom demais. Simplesmente pelo fato de George Harrison já tê-lo deixado praticamente finalizado. Além disso, os dois responsáveis pelo lançamento foram talvez as pessoas mais importantes para George: seu filho Dhani e o amigo de longuíssima data (e puta guitarrista e produtor) Jeff Lynne. Fico imaginando o que Harrison não estaria fazendo por aqui... Faz muita falta.



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Foi também em um dia 18 de novembro, em 1993, que o Nirvana entrou nos estúdios da MTV, em Nova York, para gravar o seu (futuro clássico) "MTV Unplugged". O cenário do palco, cheio de velas e flores, mais parecia um velório (aliás, era essa mesmo a vontade de Kurt Cobain). E o álbum acabou servindo exatamento como um velório de luxo do vocalista, ao ser lançado após a sua morte. O repertório unia alguns sucessos ("Comes as you are", "About a girl") à canções que eram caras a Kurt, como "The man who sold the world", do David Bowie, e "Jesus doesn't want me for a sunbeam", dos Vaselines. Mas, para mim, o grande momento do Acústico do Nirvana é esse aqui:



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Pegando a ponte para a Califórnia, fica a lembrança aqui do sensacional guitarrista Kirk Hammett, mestre dos riffs do Metallica, que hoje faz 48 anos. Fiquei muito feliz com a confirmação do Metallica no próximo Rock in Rio. Para a noite metal, nada como a maior banda de metal do mundo. Por isso que eu gosto do Roberto Medina. O cara não faz por menos. Não fui ao show em São Paulo no início desse ano, mas só o que escreveu Jamari França, já dá pra sentir a pressão. Sente só: "Espero que o Metallica pegue algumas datas antes do Rock in Rio para fazer o aquecimento e repita aqui o show nuclear que vimos em São Paulo. A energia deles era tanta que eu não consegui ficar de frente e perto do palco, parecia que meus ouvidos iam explodir e o corpo inteiro tremia com o impacto das ondas sonoras". Sinistro.



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Bom, mas hoje ainda tem efemérides, tá? Então vamos começar relembrando um dos principais poetas da geração 80 de nossa música. Júlio Barroso nasceu no dia 18 de novembro de 1953. Viveu pouco - ele voou da janela de seu apartamento, em São Paulo, no dia 06 de julho de 1984 -, mas o suficiente para entrar para a história da nossa música com um único álbum: "Essa tal de Gang 90 & Absurdettes", de 1983. Aliás, seria um espetáculo se a Polysom relançasse esse álbum em vinil, hein?



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E aí, pessoal. Como estamos, hein? Nossa, acordei, estava um maior solzão, malhei, e agora o céu está parecendo Perfex sujo. Será que vem chuva por aí? Olha, mudanças a vista aqui no blog, viu? Despeçam-se das efemérides (acho que ninguém lê mesmo), porque hoje é o último dia delas até segunda ordem. Sério, estou sem o mínimo tempo, e tenho que entregar um livro pronto até o início de janeiro. O desespero bateu e as madrugadas estão curtas demais. Mas, ainda vou continuar aparecendo aqui diariamente para dar as principais notícias musicais do dia. Vocês não vão se importar, né??

6 de out. de 2010

Paul McCartney, Altemar Dutra, Amália Rodrigues, The Jazz Singers, Gorillaz, Brandon Flowers, Smashing Pumpkins, Blink 182, Weezer, Ozzy, Van Halen

Para comemorar os 70 anos do nascimento de John Lennon, Ozzy Osbourne gravou uma versão para "How?". E, olha, ficou bem bonita...



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Dez milhões de dólares para o Weezer se separar. Será que Rivers Cuomo aceita? Uma petição no site The Point convoca fãs da banda a doar uma graninha para a banda se separar. "Todo o ano, Rivers Cuomo jura que mudou, e que o seu próximo álbum será a melhor coisa que fez desde 'Pinkerton'. E o que acontece? Mais uma pilha de besteiras como 'Beverly Hills' ou 'I'm your daddy'", escreveu o organizador da petição, James Burns. "É uma relação abusiva e tem que parar já. Estou cansado de ver os meus amigos decepcionados todo ano. Se todas as 852 mil pessoas que compraram 'Pinkerton' doarem 12 dólares, alcançaremos o nosso objetivo", completou Burns. E aí? Vai doar ou não?

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O Blink 182 está em estúdio gravando um novo álbum, o primeiro desde o auto-intitulado disco de 2003. De acordo com Mark Hoppus, a banda não fará nada até terminar as gravações. "Para todos que estão perguntando sobre uma turnê do Blink 182, digo que não faremos nada até o álbum ficar pronto. O disco é a nossa prioridade número 1", escreveu o baixista e vocalista em seu perfil no Twitter.

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O Smashing Pumpkins, outra banda que se apresenta no Planeta Terra, também estreou música nova essa semana. Billy Corgan apresentou "Jesus need a hit" durante um encontro com fãs em uma livraria em Paris.



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E o novo videoclipe de Brandon Flowers, "Only the young"? É, né??



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O Hot Chip, uma das bandas mais originais dos anos 00, se juntou a Bernard Sumner, ex-vocalista do New Order (uma das bandas mais originais do anos 80). A equação deu certo, e "I didn't know what love was" ficou com uma cara meio... anos 90. A faixa (que pode ser ouvida/baixada aqui) foi composta para a Converse, fabricante do tênis All Star. O videoclipe estreia no dia 02 de novembro. Vale lembrar que o Hot Chip se apresenta no Planeta Terra, em São Paulo, no dia 20 de novembro. Os ingressos já estão esgotados.

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O Gorillaz, através do Twitter, divulgou a sua nova música, "Doncamatic (All played out)", que será lançada oficialmente no dia 22 de novembro. A música conta com a participação especial do cantor britânico Daley. Eu gostei. E você?



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Hoje, a gente vê um filme em 3D e acha aquilo sensacional (eu, particularmente, odeio). Imagina então, em 1927, você entra em um cinema e descobre que, além da imagem, o som também pode explodir daquela tela. Foi isso que aconteceu no dia 06 de outubro de 1927, quando estreou "O cantor de jazz" ("The jazz singer"), o primeiro filme falado da história do cinema. Estrelado por Al Jolson, o filme contava a história de um judeu que foge de casa para se tornar um cantor de jazz famoso. Lógico que, para isso, ele tem que quebrar uma série de preconceitos. E essa á a graça do filme. E depois de ver um filme como esse, fica a pergunta: 3D pra quê??



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"Rainha do fado". Talvez esse apelido já diga muito coisa a respeito de Amália Rodrigues. E diz mesmo. Ninguém melhor que ela cantou as desilusões amorosas das gentes da terrinha. Ninguém melhor que ela representou a música portuguesa. Assim como Carmen Miranda levou o Brasil para o mundo, Amália fez o mesmo com Portugal. E o mais bonito foi quando a música portuguesa de Amália Rodrigues se uniu à poesia brasileira de Vinicius de Moraes, no magnífico álbum "Amália / Vinicius", lançado em 1978, e em catálogo pela Biscoito Fino. Ouvir esse álbum hoje será a minha homenagem a essa grande artista portuguesa, que nos deixou há 11 anos.



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Goste-se ou não, um dos grandes cantores populares do Brasil foi Altemar Dutra. Mesmo depois do surgimento de Orlando Silva, e a consequente explosão da Bossa Nova (e daquele jeito manso de cantar), alguns cantores ainda mantinham aquele tradicionalismo do "dó de peito". Altemar Dutra não quis nem saber, louvando seus mestres, como Vicente Celestino, por exemplo. Altemar Dutra foi a voz perfeita para os clássicos de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. E, certamente, muita gente se lembra de coisas como "Sentimental demais", "O trovador" e "Brigas". O "Rei do bolero" morreu cedo, aos 43 anos de idade, vítima de um derrame cerebral. Se estivesse por aqui, ele estaria completando 70 anos hoje.



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Bom dia, pessoal. Como vamos, hein? E os ingressos para os shows do Paul McCartney? Já estão ansiosos? Mas gramado premium a 700 paus no Morumbi é brabo, hein? E esse negócio de pré-venda para clientes de determinado banco, com direito a comprar seis ingressos? Está cada dia mais difícil assistir a um show no Brasil. Os fãs, os verdadeiros responsáveis pela vinda do artista, são cada dia mais prejudicados. Daqui a pouco vai chegar ao cúmulo de um patrocinador bancar o show todo, encher o gramado de ex-BBBs e artistas da Grobo, e não colocar nenhum ingresso a venda... Tá brabo! Mas o que a gente não faz para ver isso...

12 de jun. de 2010

Pessoa, Chick Corea, Itamar Assumpção, Maguila, Gil Gomes, Isadora Ribeiro, Rivers Cuomo, Alanis, Moz, Dinho, Skank, RATM, New Order, TCV, Ben, Slash

O LIVRO DA SEMANA: E já que o assunto da semana é Copa do Mundo (e não tem jeito mesmo), hoje vou falar um pouquinho sobre dois dos livros mais bacanas que tenho aqui sobre Copa do Mundo. O primeiro é "Il grande album del mondiali di calcio". Se você ainda é garoto novo, e está colecionando o álbum de figurinhas da Copa de 2010, saiba que o hábito de colecionar figurinhas é antigo. E esse livro traz todos os álbuns da Copa editados pela Panini, desde 1970 - e vai até a Copa do Japão/Coreia, de 2002. Para quem tinha idade de curtir essas Copas (no meu caso, só a partir de 1986), o livro é uma viagem impagável. E mesmo para quem não teve a oportunidade de curtir "ao vivo" essas Copas, o livro é delicioso do mesmo jeito. Afinal, mesmo quem não viveu a época, sabe diretinho a importância de jogadores como Maradona, Pelé, Plattini, Zico, Cruyff, Zidane, Baggio, Breitner, Kempes, Paolo Rossi, Romário, Neeskens, Ronaldo etc. Se você gosta desse tipo de viagem, separe logo uma graninha para encomendar o álbum, ops..., livro.
O outro livro que recomendo aqui é "The ESPN World Cup companion", um livro muito bacana, com mais de 250 páginas, escrito por David Hirshey, Roger Bennett e Steve Nash. Aqui no Brasil já saíram livros sobre Copa recentemente (e que já foram comentados aqui no blog), e esse volume da ESPN é mais ou menos uma "repetição" de tudo o que alguém que se interesse pela história das Copas já sabe. O diferencial desse livro da ESPN (escrito em inglês, diga-se) é a sua variedade de fotos e o impecável projeto gráfico. Uma boa pedida para você abrir e dar uma relembrada nas antigas Copas, enquanto estiver passando Grécia x Coreia do Sul ou Sérvia x Austrália.

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UMA MÚSICA PARA A COPA 8: Para encerrar a série, "Aqui é o país do futebol", na voz de Wilson Simonal.



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UMA MÚSICA PARA A COPA 7: "Flowers and football tops", do Glasvegas, banda que lançou um dos melhores álbuns de 2008.



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Quem quiser concorrer ao DVD duplo "U2360º at the Rose Bowl", do U2, veja como é que faz aqui.

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UMA MÚSICA PARA A COPA 6: "O futebol", de Chico Buarque. Também por motivos óbvios.



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As capas de disco mais bizarras de todos os tempos.

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UMA MÚSICA PARA A COPA 5: "Football fugue", de Pete Townshend, guitarrista do The Who. Hoje, a disputa aqui entre Brasil e Inglaterra está acirrada, hein?



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Durante show de Slash na quinta-feira passada em Milão, um palhação invadiu o palco, atacou o guitarrista e estragou o solo de "Sweet child o' mine". Olha o víde aí embaixo:



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UMA MÚSICA PARA A COPA 4: "Umbabarauma", de Jorge Ben, o artista brasileiro que melhor cantou o futebol. Agradeço ao leitor Daniel Lutfi pela lembrança.



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Estava procurando vídeos da apresentação de ontem do Them Crooked Vultures no festival de Download, na Inglaterra. Não Achei. Em compensação, achei o concerto completo dessa super banda no Rock Am Ring (Alemanha) no fim de semana passado, em excelente qualidade de som e imagem. Está todo no YouTube. Abaixo, a música deles que eu tô mais curtindo: "New fang".



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UMA MÚSICA PARA A COPA 3: "World in motion", do New Order. A banda escreveu a canção para a seleção inglesa, na Copa de 1990. Cascoigne, Lineker e companhia terminaram na quarta colocação. E essa foi a melhor colocação da Ingaleterra desde o título de 1966.



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Agora bateu uma saudade do Rock in Rio...

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UMA MÚSICA PARA A COPA 2: "É uma partida de futebol", do Skank, por motivos óbvios...



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"Restart faz Fresno parecer Dostoievski." (Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, ao G1)

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UMA MÚSICA PARA A COPA 1: "Munich air disaster", de Morrissey. A letra fala sobre o acidente aéreo que aconteceu em Munique, no ano de 1958, e vitimou todo o time do Manchester United, base da seleção inglesa de futebol.



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E amanhã, um belo álbum completa 15 anos - nossa parece que foi ontem... "Jagged little pill", de Alanis Morissette, chegou às lojas no dia 13 de junho de 1995. No dia em que essa cantora canadense estourou, as rádios de rock (pelo menos do Rio) não tocavam outra coisa. Eu confesso que até cansei na época. Mas, hoje, 15 anos depois, não há como negar que "You learn", "Head over feet", "Ironic" e "Hand in my pocket" são boas canções. No ano passado, escrevi um texto sobre a história desse álbum. Caso tenha interesse, clique aqui.

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E os fãs do Weezer podem separar um bolinho com 40 velas para amanhã comemorar o aniversário de Rivers Cuomo. Eu confesso que hoje já nem sou mais tão fã do Weezer, mas, sem dúvidas, a banda (ou seja Rivers Cuomo) gravou dois dos melhores álbuns lançados nos anos 90: "The blue album" (1994) e "Pinkerton" (1996). Se o Weezer viesse ao Brasil, certamente não negaria relembrar uma das minhas bandas prediletas dos 90's.



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Eu vou te dizer uma coisa: todo moleque que passou a sua fase de puberdade no início dos anos 90 conhece muito bem a Isadora Ribeiro. Ela era, tipo, uma espécie de Juliana Paes da época. E, amanhã, ela faz 45 anos. Quando ela explodiu na antiiiiga abertura do "Fantástico", ela era uma grande aposta da Rede Globo. Fez algumas novelas, como "Pedra sobre pedra" e "Pátria minha", mas acabou meio que sumindo. Parece que hoje ela está no SBT, mas não a vejo deve ter uns 15 anos. E que saudades do início dos anos 90... Hehe... (Apesar do friozinho na barriga que essa vinheta do "Fantástico" dava toda noite de domingo nos estudantes que tinham a semana de colégio pela frente.)



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Bom, agora, vamos falar das paradas interessantes de amanhã, dia 13 de junho. Já que terminamos o dia 12 com uma figura folclórica, vamos começar o dia 13 com outra. Sabe quem completa 70 anos amanhã? Hein? Hein? O repórter policial Gil Gomes, aquele do "aqui, agoraaa...". Na boa, esse cara é macho mesmo. Olha o vídeo aí enbaixo. Com ele não tem aquela coisa de ficar berrando "Escracha, escracha" pelo telão... Quem sabe faz ao vivo...



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Parece piada, mas não é! Sabe quem faz aniversário no dia dos namorados? O Maguila! Hahaha... Hoje, ele é lembrado mais como uma figura folclórica. Mas ele era ídolo de muita gente (eu! eu!) nos anos 80. Olha só os seus números: 85 lutas, 77 vitórias (61 por nocaute), 7 derrotas e 1 empate. Para comparar, Mike Tyson lutou 58 vezes (nos ringues), com 50 vitórias (44 por nocaute). Proporcionalmente, no fim das contas, Maguila tem números bem parecidos com os de Tyson. Eu me lembro bem, inclusive, que lá pelo final dos anos 80(ou início dos 90, sei lá), se o Maguila ganhasse uma luta contra o Evander Holyfield, ele brigaria pelo título mundial com o Tyson. Infelizmente, ele perdeu. E a luta de box do milênio - para nós, brasileiros - nunca aconteceu. Maguila faz 51 anos hoje.



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Nascimento de uns, morte de outros. E quem morreu no dia 12 de junho de 2003 foi o grande compositor Itamar Assumpção. Um dos músicos mais destacados da cena paulistana que se formou nos anos 80, ao lado de Alice Ruiz, Alzira Espíndola, Luiz Tatit, Vange Milliet e Arrigo Barnabé, Itamar foi gravado e regravado por gente como Cássia Eller, Ney Matogrosso, Rita Lee, Tom Zé e Zélia Duncan. Considerado um "maldito", Itamar Assumpção compôs pérolas como "Fico louco", "Parece que bebe", "Milágrimas" e "Dor elegante". Desconhecidas da maior parte do público. Mas quem as conhece, não se esquece. Por isso que, sete ano depois de sua morte, Itamar Assumpção está aqui.



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Agora, então, vamos voltar ao dia de hoje. Hehe... Dia 12 de junho. O que que tem, hein, gente? (Além do quase-show de Messi hoje...) No dia 12 de junho de 1941 nascia um dos monstros do piano: Chick Corea. Vi um show dele faz uns cinco anos aqui no Rio, e foi fantástico. O Citibank Hall estava meia-bomba (também, quem foi o gênio que colocou o Chick Corea para tocar naquele lugar imenso e sem acústica?), mas o show... Que show absurdo. Duas horas e meia de viagem, com o encerramento perfeito embalado em uma versão de uns 20 minutos de "Spain". Eu ainda quero ver esse cara ao vivo de novo.



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Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,

Ridículas. As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas. Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas. A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)


Não, hoje eu não acordei romântico. Hehehe... (Aliás, nesse dia dos namorados, seria mais interessante que eu colocasse o vídeo do Freddie Mercury cantando "Somebody to love"...) Mas a poesia acima é para celebrar o aniversário do maior poeta da língua portuguesa. Fernando Pessoa nasceu a 13 de junho de 1888. Como eu sempre escrevo os aniversários que acontecem no domingo aos sábados, fica aqui a minha homenagem ao grande Poeta. E também - por que não? - aos namorados.

2 de out. de 2008

BAIXISTA DIZ QUE NEM ORDER TORNOU-SE UMA “CASCA VAZIA”

Peter Hook, ex-baixista do New Order, em entrevista à rádio BBC 2, falou sobre os últimos dias da banda. Ele declarou que a falta de comunicação entre os integrantes do conjunto fez com que o mesmo se transformasse em uma “casca vazia”.

Perguntado pelo DJ Stuart Maconie sobre o motivo da dissolução do New Order, Hook explicou que não tinha muita idéia e, às vezes, até mesmo se perguntava, sobre o que estava discutindo com Bernard Sumner, tamanho o número de brigas entre ambos.

“Pelo que pude sentir, Bernard ficou chateado porque eu não fui ao seu encontro para dizer que não queria mais trabalhar com ele. Na minha mente, isso já passou. Eu tinha uma empresária e estava pagando 20% de tudo o que ganhava para ela, então ela que tinha que fazer o trabalho sujo. Não vejo porque eu ter que fazer isso. Minha empresária falou com Sumner em fevereiro e ele nunca disse nada a respeito”, afirmou o baixista.

Peter Hook também falou sobre a raiva que sentiu com o comunicado dos seus ex-colegas de New Order, dando conta de que ele havia procurado a imprensa para falar sobre a sua saída da banda, sem se comunicar com os demais membros.

“Eu dizia a ele toda a noite após a turnê brasileira que eu não iria mais fazer outra novamente. Eu fiz os shows no Brasil pelo dinheiro. No New Order, me sentia como uma casca vazia. Mas não posso falar pelos outros”, afirmou.

Finalizando, Hook falou sobre o processo de remasterização dos cinco primeiros álbuns da banda, relançados na semana passada na Europa. “Devo admitir que quando ouvi o resultado, fiquei muito orgulhoso deles [seus ex-colegas]. Eu fiquei alegre porque percebi que, enquanto estamos brigando feito crianças em um playground, nós conseguimos realmente fazer algo que devemos ter orgulho”.

1 de set. de 2008

CINCO PRIMEIROS ÁLBUNS DO NEW ORDER GANHAM VERSÕES ESTENDIDAS

Após os três discos do Joy Division serem relançados em luxuosas versões cheias de faixas-bônus, agora é a vez do New Order presentear os seus fãs, com versões duplas, cheias de raridades de deus cinco primeiros discos. Os álbuns, que foram todos gravados na década de 80, chegam às lojas no dia 28 de setembro.

Além das gravações originais remasterizadas, os fãs vão poder se deliciar com versões alternativas das canções que fizeram parte do próprio disco, lados B e remixes. Novos encartes, com entrevistas com os quatro integrantes da banda também acompanharão o pacote.

Os cinco discos a serem lançados são: “Movement” (de 1981, que faz a transição sonora entre Joy Division e New Order), “Power, Corruption & Lies” (lançado em 1983, no qual a banda estabelece a sua identidade musical), “Low-Life” (de 1985, um dos álbuns mais populares da banda, com faixas como “The Perfect Kiss”), “Brotherhood” (de 1986, com o single “Bizarre Love Triangle”) e “Technique” (lançado em 1989, transita entre a dance-music e o pop alternativo, com jóias como “Run” e “Round & Round”).

Abaixo, segue a relação de faixas dos cinco CDs duplos:


“Movement”
1) “Dreams Never End”
2) “Truth”
3) “Senses”
4) “Chosen Time”
5) “I.C.B”
6) “The Him”
7) “Doubts Even Here”
8) “Denial”

Disco bônus:
1) “Ceremony”
2) “Temptation”
3) “In A Lonely Place”
4) “Everything’s Gone Green”
5) “Procession”
6) “Mesh”
7) “Hurt”
8) “Cries And Whispers”
9) “Ceremony” (Alt. Version)
10) “Temptation”

“Power, Corruption & Lies”
1) “Age Of Consent”
2) “We All Stand”
3) “The Village”
4) “5 8 6”
5) “Your Silent Face”
6) “Ultraviolence”
7) “Ecstasy”
8) “Leave Me Alone”

Disco bônus:
1) “Blue Monday”
2) “The Beach”
3) “Confusion”
4) “Thieves Like Us”
5) “Lonesome Tonight”
6) “Murder”
7) “Thieves Like Us” (Instrumental)
8) “Confusion” (Alt Version)



“Low-Life”
1) “Love Vigilantes”
2) “The Perfect Kiss”
3) “This Time of Night”
4) “Sunrise”
5) “Elegia”
6) “Sooner Than You Think”
7) “Sub-culture”
8) “Face Up”

Disco bônus:
1) “The Perfect Kiss”
2) “Subculture”
3) “Shellshock” (John Robie Remix)
4) “State Of The Nation”
5) “Elegia”
6) “Let’s Go”
7) “Salvation Theme”
8) “Dub Vulture”





“Brotherhood”
1) “Paradise”
2) “Weirdo”
3) “As It Is When It Was”
4) “Broken Promise”
5) “Way Of Life”
6) “Bizarre Love Triangle”
7) “All Day Long”
8) “Angel Dust”
9) “Every Little Counts”
10) “State Of The Nation”

Disco bônus:
1) “Bizarre Love Triangle”
2) “1963”
3) “True Faith” (Shep Pettibone Remix)
4) “Touched By The Hand Of God”
5) “Blue Monday ‘88”
6) “Evil Dust”
7) “True Faith” (True Dub”
8) “Beach Buggy”

“Technique”
1) “Fine Time”
2) “All The Way”
3) “Love Less”
4) “Round & Round”
5) “Guilty Partner”
6) “Run”
7) “Mr Disco”
8) “Vanishing Point”
9) “Dream Attack”

Disco bônus:
1) “Don’t Do It”
2) “Fine Line”
3) “Round And Round”
4) “Best & Marsh”
5) “Run (II)”
6) “MTO”
7) “Fine Time” (Silk Mix)
8) “Vanishing Point” (Instrumental)
9) “World In Motion” (Cabinieri Mix)

29 de jul. de 2008

DVD: “LIVE IN GLASGOW” (NEW ORDER) – UM DVD COM SABOR DE DESPEDIDA

Recentemente o New Order lançou no exterior o DVD que cobre a turnê de seu último álbum, “Waiting For The Sirens’ Call”. Talvez tenha sido também a turnê de despedida da banda, que ainda não definiu se acabou mesmo – o baixista Peter Hook diz que sim, enquanto os demais integrantes negam. Essas diferenças estão bem nítidas nas rápidas entrevistas que entremeiam as canções do DVD. Enquanto o vocalista Bernard Summer adora os estúdios e gosta mais de turnês curtas, o baixista diz preferir os palcos, principalmente se as turnês forem bem longas. Summer diz preferir as canções dançantes, enquanto Hook gosta das mais puxadas para o rock. E por aí vai...

Nesse “Live In Glasgow” é possível notar toda essa diferença – que acaba se transformando em desânimo – em cima do palco. Apesar do repertório muito bom, com sucessos como “Bizarre Love Triangle” (vídeo abaixo), “Perfect Kiss”, “Temptation”, “Blue Monday” e “Regret”, percebe-se que há algo errado no show, o que transforma esse DVD no mais burocrático do New Order.

Além dos sucessos que sempre estão presentes nos shows da banda inglesa, “Live In Glasgow” traz canções do disco que ora estava sendo lançado, como “Turn”, “Who’s Joe” e “Krafty”, além de, claro, clássicos do Joy Division (embrião do New Order). Nesse caso, entraram “These Days” (que Bernard Summer diz raramente tocar em shows), “Transmission”, “Shadowplay” e “Love Will Tear Us Apart” (estas três são as músicas de encerramento do show).

“Live In Glasgow” é o tipo de DVD que poderia ser recomendado somente para os mais aficionados ou para quem não conseguisse encontrar os DVDs anteriores (“316” e “511 – Finsbury Park”), que são bem superiores. Mas existe um porém forte nesse caso.

Além do show filmado em Glasgow, existe um disco bônus com nada menos do que 21 músicas registradas em diversos locais. E é aí que a brincadeira começa. Por exemplo, imagina o New Order executando “Procession”, nos primórdios do festival de Glastonbury? Pois é, está no DVD. Ou então uma versão sensacional de “Ultraviolence” registrada em Roma no ano de 1982. Também tem no DVD! E não pára por aí. Outras raridades, como “Dream Attack”, “The Village”, “Everything’s Gone Green”, também fazem parte do segundo disco desse “Live In Glasgow. Tudo filmado entre os anos de 1981 e 1989, com a inclusão de duas canções (“Run Wild” e “She’s Lost Control”) registradas no festival Wireless, no Hyde Park, em 2006. Realmente, é para fã nenhum botar defeito, apesar de a qualidade de imagem e áudio oscilar muito.

Dessa forma, “Live In Glasgow”, por conta de seu DVD retrospectivo, torna-se item obrigatório para qualquer fã do New Order. Pena que o show em Glasgow propriamente dito esteja mais para um réquiem. Ou seja, um show recente e meia-bomba acompanhado por outras apresentações históricas da banda... É, acho que esse DVD cheira a despedida mesmo... Infelizmente.

Cotação: **1/2 (para o show em Glasgow) e ****1/2 (para o DVD de raridades)


24 de abr. de 2008

RÁPIDAS


Os quatro membros originais do Jane's Addiction – Perry Farrel, Dave Navarro, Stephen Perkins e Eric Avery – se reuniram pela primeira vez em dez anos, para um show em Los Angeles na noite de ontem. A banda executou sucessos como "Stop", "Mountain Song" e "Ocean Size", bem como uma versão acústica de "Jane Says". O show ocorreu durante a entrega de prêmios promovida pela revista New Musical Express. Um dos momentos mais comoventes da noite foi quando o vocalista Farrel anunciou o nome do baixista Eric Avery, que era o membro mais relutante em uma nova reunião da banda. Avery tomou a decisão de subir ao palco poucos minutos antes da apresentação e falou que aceitou o convite porque era o caso de "honrar o passado, e não de tentar recriá-lo".

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Em entrevista à revista inglesa Uncut, Keith Richards revelou que não é fã de David Bowie. Além de dizer que a única canção de Bowie que ele se lembrava era “Changes”, o guitarrista dos Rolling Stones alfinetou o cantor inglês ao dizer que “Bowie é cheio de pose e não tem nada a ver com música”. “Eu não tenho recordação de nada que Bowie tenha feito, e que realmente me arrepiasse”, completou Richards.

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Será lançado na Europa, no dia 02 de junho (sem previsão para Brasil e Estados Unidos), o novo DVD do New Order. “Live in Glasgow será um DVD duplo. O primeiro disco traz o concerto que a banda inglesa realizou na Carling Academy, em Outubro de 2006. Entre os números, canções do último disco “Waiting For The Sirens Call”, bem como clássicos da fase mais pop da banda (“Regret” e “Bizarre Love Triangle”) e velharias dos tempos do Joy Division, como “Transmission” e “Love Will Tear Us Apart”. O segundo disco apresenta vinte e um números gravados entre os anos de 1981 e 2006. Neste DVD, há imagens do show em Glastonbury, em 1981, bem como no Hyde Park Wireless em 2006.

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O compositor e ex-líder do Velvet Underground, Lou Reed casou-se com a cantora Laurie Anderson, com quem vivia desde 1995. O casamento secreto foi realizado no dia 12 de Abril, no Colorado, e somente agora foi divulgado à mídia.