Jornalista, autor do livro "Rock in Rio - A história do maior festival de música do mundo" (Editora Globo), ex-trainee e colaborador da Folha de S.Paulo, ex-colunista e redator da International Magazine, e colaborador do site SRZD.
Hoje foi fácil escolher a música do dia. O difícil foi escolher entre as gravações do João Bosco e da Elis Regina para "O bêbado e a equilibrista". A de Elis é perfeita. Mas optei pela de João Bosco, o autor da canção, ao lado do parceiro Aldir Blanc. Eu disse que foi mole escolher a música hoje porque foi no dia 09 de agosto de 1997 que o Brasil perdeu um de seus maiores heróis: Herbert José de Sousa, ou, simplesmente, Betinho. Ou então, “o irmão do Henfil”.
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No sábado escrevi sobre o aniversário do João Barone, mostro da bateria. E hoje é dia de lembrar outro importante batera do rock brasileiro. Guto Goffi, fundador do Barão Vermelho, nasceu no dia 09 de agosto de 1962. E fica aqui a nossa lembrança.
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Você sabia que hoje faz 23 anos que o ator mexicano Ramón Valdés morreu?? Não? Aliás, você nem sabe quem é esse tal de Ramón Valdés? Trata-se do grande Seu Madruga, ídolo de qualquer um com menos de 35 anos de idade. Engraçado notar que ele tenha morrido há tanto tempo. A sua presença diária nas telas dá a impressão que ele está por aí, vivinho da silva, devendo aluguel ao Seu Barriga, apanhando da Dona Florinda, dando cascudos no Chaves e beliscões no Kiko. Não sei se é só impressão. De repente, ele está vivo mesmo...
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Falando agora de rock n’ roll, é hora de lembrar do grande Jerry Garcia, guitarrista, vocalista e líder do Grateful Dead. Jerry Garcia foi um dos maiores doidões da história do rock. Pena ele não ter tido a mesma sorte de um Keith Richards ou um Ozzy Osbourne. Jerry faleceu no dia 09 de agosto de 1995, na Califórnia, vítima de uma ataque cardíaco.
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Do rock para o futebol, agora é hora de falar do Zagallo, um dos futebolistas mais vencedores em todos os tempos. O currículo é de dar inveja mesmo. Foram quatro Copas do Mundo (duas como jogador, uma como técnico e outra como coordenador técnico), e diversos títulos no Botafogo e no Flamengo. Zagallo faz 80 anos hoje. Ele nasceu num dia 13. Mas nasceu em 1931, ou seja, 13 ao contrário. Abaixo, um vídeo de uma das suas grandes conquistas.
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Cá pra nós, quando o Zagallo era técnico da seleção brasileira, as coisas eram bem mais divertidas...
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Não é mesmo, Mano Menezes??
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Quando é lançado algum disco novo do Seu Jorge, a gente nunca sabe o que vem. Seria algo mais popular, como "América Brasil" (2007)? Ou algo menos palatável, como o disco "Cru", de 2004? Só pelo título deste seu novo trabalho ("Músicas para churrasco - Vol. 1"), já dá para imaginar que Seu Jorge ressurge pop. Talvez mais pop do que nunca. As letras, crônicas do cotidiano que qualquer pessoa vai se identificar, são simples e fáceis. Ou seja, numa segunda audição, já dá para cantarolar. É fácil, tudo meio que no estilo “A doida vazou, a doida vazou / Nem quis meu amor, nem quis meu amor.” A sonoridade, puxada para o samba e o samba-rock, também desce bem, embora, em alguns momentos, possa soar um pouco repetitiva. No final, a impressão que fica é que todas as músicas foram compostas para se transformarem em hits instantâneos. E isso não é um elogio, tampouco uma crítica, mas apenas uma contastação. Pelo menos para um churrascão de domingo, esse "Músicas para churrasco - Vol. 1" é uma boa indicação. Sem efeitos colaterais.
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A dupla francesa Justice apresentou uma música nova, em primeira mão, durante o seu show em Los Angeles, nesse fim de semana. A faixa se chama “Audio, video, disco” e me pareceu ser bem boa, apesar da qualidade mais ou menos do vídeo disponível no YouTube:
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Ah, vocês viram o Morrissey interpretando “Sattelite of Love”, do Lou Reed, no show de anteontem, na Brixton Academy, em Londres??
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O cantor Cee-Lo Green também aproveitou para lançar o seu novo videoclipe, “Cry baby”. Eu achei legal, bem no espírito da música. Veja aí o que você acha...
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O pessoal do MGMT se superou em um show realizado também nesse fim de semana, na Califórnia. Antes de a banda começar a tocar, o vocalista James Richardson pediu para que a plateia jogasse o sapato do pé esquerdo no palco. “Uma grande ideia.” Dá uma olhada no que aconteceu:
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Uma das bandas que mais me perguntam a respeito no twitter é o Van Halen. “E aí? Volta ou não volta??” Chego a ficar impressionado e comovido com essa movimentação, até mesmo porque muitas das pessoas que me perguntam certamente nem eram nascidas quando o conjunto lançou o album “1984”, aquele que tem “Jump” e “Panama”. Estava (quase) tudo certo para a banda voltar à ativa, durante um festival marcado em cidades da Austrália, no final do próximo mês. Só que o tal festival foi cancelado porque os seus organizadores não conseguiram contratar uma banda de abertura para o Van Halen. No mínimo, muito mal contada essa história. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos... O Van Halen não se apresenta fora dos Estados Unidos desde 1998.
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E para terminar o dia com mais uma boa lembrança, hoje faz 25 anos que o Queen subiu ao palco pela última vez com a sua formação original, ou seja, com Freddie Mercury nos vocais. A apresentação aconteceu no Knebworth Park e, infelizmente, não existe registro profissional do show gravado em vídeo.
“Signature box”– John Lennon Depois de os Beatles organizarem a sua discografia em luxuosas caixas no ano passado, agora é a vez de John Lennon. A primeira pergunta que o fã (que tem toda a sua coleção) vai fazer é a seguinte: e aí, vale a pena? Para mim, que não tinha a sua discografia toda, valeu (a princípio). Mas também acho que, diferentemente dos boxes dos Beatles, esse de John Lennon deixou a desejar em alguns pontos. Em primeiro lugar, “Signature box” (caixa luxuosíssima por sinal, toda branca e cheia de frescuras, além de um bonito booklet, CDs em formato digipack, e imagens de desenhos de Lennon) conta apenas com os álbuns “Plastic Ono Band” (1970), “Imagine” (71), “Some time in New York City” (72), “Mind games” (73), “Walls and bridges” (74), “Rock and roll” (75), “Double fantasy” (80), “Milk and honey” (póstumo, de 1984), além de um CD com seis singles (23 minutos) lançados por John Lennon e Yoko Ono, como “Cold turkey” e “Give peace a chance”, e um outro de demos. Ou seja, ficaram de fora, sabe-se lá por qual motivo: os trabalhos experimentais de John e Yoko (“Two virgins”, de 1968, “Life with the lions” e “The wedding álbum”, ambos de 1969), o a vivo “Live Peace in Toronto” e a nova mixagem de “Double fantasy”. (Ou seja, minha coleção permanece incompleta.) Também não há mais nenhuma raridade, sobra de estúdio, gravação ao vivo ou afins, além dos 48 minutos do CD de demos. Falar da obra de John Lennon seria mais do mesmo. Patinando entre álbuns brilhantes (“Plastic Ono Band”) e sofríveis (“Some time in New York City”), a sua obra está longe de ser coesa, mas, claro, é boa, de um modo geral, como comprovam os álbuns “Mind games” e “Double fantasy” – este último ganhou uma mixagem muito satisfatória (vendida apenas em CD avulso), que dá mais ênfase à voz de Lennon, deixando o som um pouco mais cru. Já o áudio dos CDs originais de estúdio (e que estão incluídos no box) foi melhorado – ficou mais nítido –, mas nada tão sensacional quanto o trabalho feito com os álbuns dos Beatles no ano passado. Talvez para o fã mais radical, essa “Signature box” valha o caro investimento. Para o fã ocasional, melhor ficar com a coletânea “Power to the people – The hits”, especialmente a versão dupla, que, além do CD com 15 sucessos, traz um DVD (que também não consta no box) com os videoclipes das respectivas canções.
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“Seu Jorge and Almaz” – Seu Jorge and Almaz Acostumado a lotar os seus shows pelo país, Seu Jorge resolveu deixar um pouco de lado o seu estilo mais popular, para gravar um álbum, digamos, indie, voltado para o mercado internacional. Para tanto, ele se juntou a uma superbanda, formada por Pupillo (bateria e percussão), Lucio Maia (guitarra, integrante da Nação Zumbi) e Antonio Pinto (baixo, cavaquinho e teclados). O resultado, irregular, vacila entre altos e baixos. O repertório, que vai de Jorge Ben a Nelson Cavaquinho, passando por Noriel Vilela, Tim Maia, Baden Powell e Rod Temperton, é composto por 12 faixas, nenhuma assinada por Seu Jorge. De um modo geral, as novas versões ficaram bem diferentes das originais. E aí reside o diferencial do álbum. Muita gente vai gostar e muita gente vai odiar. Por exemplo, “Cristina”, de Tim Maia, ganhou um andamento mais arrastado, com ênfase na guitarra de Lucio Maia, bem distinta da versão balançante do Síndico. “Rock with you”, de Rod Temperton (e que fez sucesso na voz de Michael Jackson), virou um reggae-soul com a voz grave de Seu Jorge. Também bem diferente da versão de Jacko. Já a gema de Nelson Cavaquinho, “Juízo final”, virou um samba-indie muito interessante – talvez seja a melhor faixa do álbum. O mesmo, no entanto, não pode ser dito de “Errare humanum est”, de Jorge Ben. Cheia de climas, a nova versão do cantor fluminense ficou desnecessariamente pesada demais, sem o frescor da gravação do Babulina. O afro-samba “Tempo de amor”, de Vinicius de Moraes e Baden Powell ganhou uma versão que mais parece trilha para um filme de terror (e isso não é uma crítica), com Seu Jorge abusando da sua voz grave – em alguns momentos, ficou muito parecido com o Arnaldo Antunes. Enfim, “Seu Jorge and Almaz” é um trabalho bem diferente na carreira de Seu Jorge. Nem melhor, nem pior. Apenas um pouco diferente.
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“I feel like playing” – Ronnie Wood Geralmente álbuns solos de integrantes de bandas muito consagradas não dizem muita coisa. Tipo, “ah, o cara quer se desligar um pouquinho da sua banda e vai gravar um álbum meia-bomba com os amigos”. De fato, Ronnie Wood, dos Rolling Stones, se juntou a diversos amigos para gravar “I feel like playing”, seu primeiro disco solo desde “Not for begginers” (2003). Mas, de encontro a regra geral, o guitarrista mostra que tem muito a dizer em seu trabalho solo. Encharcado de referências, o álbum pode até mesmo ser considerado um dos melhores lançados por qualquer integrantes dos Stones em carreira solo. A voz de Wood, todos sabemos, não é lá essas coisas, mas a sinceridade de suas canções deixa esse detalhe em segundo plano. Aos 63 anos, o guitarrista entrou em estúdio com amigos apenas para gravar “Spoonful”, de Willie Dixon. As coisas começaram a fluir, e veio uma música atrás da outra, como “100%”, “Tell me something, “Fancy pants” e “Sweetness my weakness”, essa última, segundo Wood, foi uma homenagem ao recém-falecido compositor e cantor Gregory Isaacs. O reggae conta com a participação especial de Slash na guitarra. Aliás, participações bacanas não faltam em “I feel like playing”. O ex-Guns n’ Roses mostra a sua habilidade na guitarra em cinco faixas do álbum. Além dele, Billy Gibbons (ZZ Top), Bobby Womack, Flea, Darryl Jones, Bernard Fowler, Steve Ferrone e Waddy Watchel também abrilhantam “I feel like playing”. Eddie Vedder, por sua vez, é co-compositor da stoniana “Lucky man” (com Womack nos backing vocals e o produtor Bob Rock na guitarra). Mas para os saudosos dos Rolling Stones, a que mais lembra a banda é “I don’t think so”, com um riff que deve ter deixado Keith Richards verde de inveja. E, como se não bastasse, a faixa de abertura, a folk “Why you wanna go and do a thing like that for”, é daquelas que vai figurar fácil, fácil, em qualquer listinha de bom gosto com as melhores músicas de 2010.
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“Marco Zero – Ao vivo” – Elba Ramalho Chega uma hora em que o artista deve olhar pra trás, rever a sua carreira, para ter novas ideias para futuros projetos. O clássico “um passo pra trás para dar dois a frente”, diriam alguns. E é isso que faz Elba Ramalho em seu novo CD, “Marco Zero – Ao vivo”. Show de Elba Ramalho é animação na certa. Não tem erro – a não ser que você esteja de péssimo humor. “Marco Zero” prova essa afirmativa. Elba Ramalho, com a voz tinindo, interpreta os seus maiores sucessos, colecionados em 31 anos de carreira discográfica – a sua estreia aconteceu em 1979, com o álbum “Ave de prata”. Antes do primeiro disco, Elba gravou “O seu amor”, em dueto com Marieta Severo, no álbum lançado por Chico Buarque em 1978. Essa faixa está presente (em dueto com Alcione) em “Marco Zero”, o que denuncia o seu caráter retrospectivo. Sucessos não faltam no CD gravado em março, no Centro Histórico de Recife: “De volta pro aconchego”, “Frevo mulher”, “Morena de Angola”... Pena que “Banho de cheiro”, uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira, tenha ficado de fora. Durante o show, Elba ainda recebeu diversos convidados, como Geraldo Azevedo (“Canta coração” e a linda “Chorando e cantando”), Lenine (em ótima versão para “Queixa”, de Caetano Veloso), Zé Ramalho (“Admirável gado novo” e “Chão de giz”), o excelente sanfoneiro Cezinha (“É só você querer”) e André Rio (“Chuva de sombrinha”). Aguardamos o DVD para a festa ser completa.
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“Commitment” – Seal Quando iniciou a sua carreira, em 1991, Seal era um dos artistas mais “cool” do período. O seu primeiro álbum (“Seal”) era sinônimo de modernidade, com faixas como “Killer”, “The beggining” e, claro, “Crazy”. Em seus trabalhos seguintes, Seal deslizou entre baladas (o auto-denominado álbum de 1994) e a eletrônica (no mediano “System”, de 2007). Em 2008, o cantor britânico colocou nas lojas “Soul”, um disco quadradão com covers de clássicos de gente como Sam Cooke, James Brown e Al Green. Como se não bastasse, “Soul live” (2009) repetia todas as faixas de seu antecessor de estúdio. Esgotamento artístico? Não, se levarmos em conta “Commitment”, novo álbum do cantor, que acaba de chegar às lojas. Produzido pelo mesmo David Foster (de “Soul”), esse novo álbum mostra todas as facetas de Seal, para o bem e para o mal – mas muito mais para o bem, nesse caso. A faixa de abertura “If I’m any closer” apresenta um Seal que já estava dando saudades: deliciosamente pop, dançante, o vozeirão rascante e macio ao mesmo tempo, uma pitada de soul, enfim, a receita de Seal em seus melhores tempos. Receita que é seguida na bonita balada “All for love”, na eletrônica “The way I lie” e na classuda “You get me”. “Commitment” talvez seja o trabalho mais introspectivo de sua carreira. E, certamente, era disso mesmo o que ele estava precisando. Enfim, a sua carreira discográfica encontrou o trilho que estava faltando desde meados da década passada. Que continue assim.
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Logo abaixo, “Everybody loves the sunshine”, do novo projeto de Seu Jorge:
O ÚLTIMO SOPRO DO DRAGÃO: Abaixo, cenas filmadas por um fã durante o último show de Dio, em Atlantic City, no dia 29 de agosto.
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Já viram o trailer de "Separado!", documentário produzido pelo doidaço Gruff Rhys (Super Furry Animals e Neon Neon) sobre a Patagônia? Olha, das duas, uma: ou esse doc é bom pra cacete ou uma verdadeira bosta. Não tem erro.
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UM PRESENTE DO MOMBOJÓ: Em parceria com o poratl UOL, o Mombojó disponibilizou para download gratuito o seu novo álbum, "Amigo do tempo". O CD só chega às lojas no dia 19 deste mês. O último trabalho da banda foi "Homem Espuma" (2006). Novos tempos... O álbum pode ser baixado aqui.
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Alguém ainda não viu??
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Já falei aqui do Mt Desolation, banda que junta integrantes de outros conjuntos como The Killers (Ronnie Vannucci), Mumford & Sons (Winston Marshall), Keane (Tim Rice-Oxley)e Noah And The Whale's (Tom Hobden), além do baixista Jesse Quin. Pois bem, o Mt Desolation disponibilizou para os seus fãs, a música "State of affairs", que pode ser baixada no blog da banda. Já poupamos o seu trabalho, e ela está aí embaixo. Achei interessante, ficou bonita, épica, vocais bacanas... Enfim, tire as suas conclusões. O álbum será lançado no final do ano.
O Snow Patrol promete novo álbum somente para o ano que vem. O sucessor de "A hundred million suns" (2008) ainda não tem título. "Definitivamente no próximo ano, mas não sei exatamente quando, mas entre fevereiro e julho. Já vamos gravar algo em outubro desse ano", disse o baterista Jonny Quinn ao Daily Record.
Robert Plant disponibilizou detalhes de seu novo álbum, que chegará às lojas no dia 13 de setembro. O nome do álbum será "Band of joy" (capa acima), e será lançado pelo selo Rounder Records, selo de Paul McCartney. Esse é o primeiro álbum de Plant desde "Raising sand", gravado em parceria com a cantora Alison Krauss, e que faturou tudo que foi prêmio. As faixas do disco produzido por Buddy Miller e pelo próprio Robert Plant são as seguintes: "Angel dance", "House of cards", "Central two-o-nine", "Silver rider", "You can't buy my love", "I'm falling in love again", "The only sound that matters", "Monkey", "Cindy, I'll marry you one day", "Harms swift way", "Satan your kingdom must come down" e "Even this shall pass away".
A bruxa está solta lá pro lado do U2. Depois do acidente com Bono, agora é a vez do produtor Daniel Lanois (que também trabalhou com Bob Dylan, no clássico dos clássicos "Time out of mind", de 1997) também se machucar. Ele está internado em Los Angeles por conta de um acidente de moto. Lanois se encontra na UTI desde sábado, dia 05/06. Sofreu ferimentos, mas não corre risco de morte. Ele ficará em recuperação pelos próximos dois meses, de acordo com comunicado distribuído à imprensa.
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Passando da televisão para o cinema, essa aqui vai especialmente para o pessoal dos 30 e poucos anos. Sabe qual filme estreava no dia 08 de junho de 1984? Vou dar uma dica: é um filme de uns bichinhos muito fofinhos... Hehehe...
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E olha só que coincidência: no dia em que Seu Jorge nasceu, estreava na televisão brasileira uma das novelas de maior sucesso de todos os tempos. "Irmãos Coragem" foi produzida pela Rede Globo, e durou até o dia 12 de junho de 1971. A autoria é de Janete Clair, e a direção de Daniel Filho e Milton Gonçalves. No total, foram 328 capítulos. A novela contava a história de três irmãos (João, Duda e Jerônimo) que viviam na cidade de Coroado, no interior de Goiás. O elenco era de respeito, veja só: Tarcísio Meira, Dorinha Duval, Claudio Marzo, Claudio Cavalcanti, Glória Menezes, Regina Duarte, Zilka Salaberry, entre outros. Em 1995, a Globo passou um remake de "Irmãos Coragem", mas não teve a mínima graça.
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E aqui no Brasil também tem gente boa fazendo aniversário. No dia 08 de junho de 1970, nascia Jorge Mário da Silva. Quem? Seu Jorge, ora. Ele fez de tudo um pouco: foi office-boy, borracheiro, marceneiro, sem-teto, até ter a sua primeira chance, descoberto por Paulo Moura. Depois, foi só partir para o abraço, seja no Farofa Carioca ou na carreira solo. Foram quarenta anos bem vividos, pelo jeito.
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Ah, e hoje tem mais gente muito bacana fazendo aniversário. Mick Hucknall, mais conhecido como o-vocalista-do-Simply-Red, completa hoje 50 anos. É, filho, daqui a pouco, esse cabelo ruivo não vai esconder a idade não, viu? Bom, eu sou fã do Simply Red desde os meus oito, nove anos de idade, quando vi o seu show no primeiro Hollywood Rock. Achei (e ainda acho) fantástico um branquela de Manchester cantar que nem um negão da Carolina do Sul. Até hoje, quando o Simply Red pinta por aqui, eu vou atrás. E o "Stars", na minha opinião, é um dos grandes álbuns da década de 90.
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E Frank Sinatra deve estar feliz lá no céu. Hoje, a sua filha Nancy Sinatra completa 70 anos de idade. Nancy pode até ser mais conhecida como a filha de Frank Sinatra, mas a moça tem talento. Gravou músicas bacanas, como o hino do movimento feminista "These boots are made for walkin'" e "Bang Bang", que uns 30 anos após a sua gravação, foi fazer parte da trilha sonora do filme "Kill Bill" de Quentin Tarantino. Um de seus fãs mais fiéis atende pelo nome de Steven Patrick Morrissey.
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E aproveitando essa maresia do oceano, por onde começaremos esse 08 de junho, hein? Hoje nós temos uma coisa bem lesgal pra comemorar. Sabe o que que é? Hein? Hein? Hoje celebramos o bicentenário do grande Robert Schumann, o expoente do alto romantismo alemão. Escritor, crítico musical e louco, Schumann transitou entre a literatura e a música até se decidir pelo piano. A principal fatia da obra de Schumann é a produzida no início de sua carreira, e dedicada ao piano, como, por exemplo, "Carnaval" (1835), uma das peças prediletas de Nelson Freire, e as "Kinderszenen" (ou "Cenas infantis", de 1838). A sua 1ª sinfonia, a "Primavera" data de 1841. A quarta, e última, foi escrita em 1841. Mas, na minha opinião, a obra-prima do compositor alemão é o Concerto para piano e orquestra em lá menor, de 1845. A primeira parte dele, com Martha Argerich, está logo abaixo.
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Bom dia, pessoas queridas! Como estamos? E não é que esse solzinho que bate aqui no Rio de Janeiro até que me deixou animado? Eu acho que é porque hoje é o dia do oceano. E ele brilha aqui na frente. Depois ainda vem gente me dizer que não acredita em milagre...
A idéia é ótima: reunir diversas cantoras para registrar em estúdio canções dos discos “Clube da Esquina”, dois dos álbuns mais emblemáticos da história da Música Popular Brasileira. Contudo, o resultado ficou bem aquém do esperado. Infelizmente.
Para começar, a seleção das cantoras peca pela irregularidade. Provavelmente o grande produtor Guto Graça Mello quis agradar a todas as tribos, misturando artistas como Ivete Sangalo, Fernanda Takai, Meg Stock e Luiza Possi. Mas a verdade é que faltou unidade a esse “Flores Do Clube Da Esquina”, CD que acabou de chegar às lojas, via EMI. Tivesse uma Zélia Duncan, uma Adriana Calcanhotto ou uma Marisa Monte no meio disso tudo, o resultado poderia ter ficado melhor. Mas na mistura de alhos com bugalhos desse álbum, o ouvinte sai perdendo, bem como a história do Clube Da Esquina.
Muito poucos momentos se salvam no disco. Meg Stock, que põe uma pitada de rock em “Nada Será Como Antes” se sai muito bem, assim como Fernanda Takai, que, ao dividir “Um Gosto de Sol” com Milton Nascimento, brilha por toda as outras artistas juntas. Takai, inclusive, demonstra mais uma vez que pode ter um belo caminho pela frente na seara da MPB.
Mas, voltando ao disco, Marina Machado, embora demonstrando um estranho nervosismo – ela é atualmente uma das melhores cantoras em cima de um palco no Brasil – consegue dar novas cores à “Nuvem Cigana” (também com participação especial de Milton Nascimento). Roberta Sá pode ser considerada a última que manda bem nesse disco, apesar do burocrático arranjo do ótimo Rodrigo Campello, em “Tudo Que Você Podia Ser”.
As outras oito faixas do álbum, por sua vez, são bastante sofríveis. Ivete Sangalo, por exemplo, perde a chance de brilhar por conta de um arranjo latino que beira o cafona em “Cravo e Canela”. Ficou parecida demais com “Soy Loco Por Ti, America”, aquela que abria alguma novela da Rede Globo. Marina De La Riva soou forçada demais em “Dos Cruces”, apesar de não ser dos piores momentos do disco. E Marjorie Estiano, que tem se revelado uma boa cantora, não acrescenta nada a “Trem Azul”.
O caso de “Um Girassol da Cor Do Seu Cabelo” é muito curioso. Uma linda música, com o piano de João Donato e a voz de Vanessa da Mata. Tinha tudo para dar certo... Mas não funciona. Parece que ficou faltando alguma coisa... Já com relação a Luiza Possi – de quem não se pode esperar muita coisa –, ela não surpreende: mata “Paisagem Da Janela”, apesar do arranjo de Paulo Calazans ser um dos melhores do disco. As pouco conhecidas Shirle de Moraes e Mariana Baltar se saem razoavelmente bem em “San Vicente” e em “Cais”, respectivamente. Mas não acrescentam muita coisa.
Além de Milton Nascimento (que fez apenas participações especiais), há uma exceção do sexo masculino em “Flores Do Clube Da Esquina”. Trata-se de Seu Jorge, que divide os vocais de “Me Deixa Em Paz” com Teresa Cristina. Infelizmente, apesar dos dois grandes artistas que são, a canção acaba não dizendo ao que veio.
Em resumo, o álbum serve como uma recordação de um dos momentos mais ricos da nossa música. Mas a impressão que ficou é que foi tudo feito de maneira muito apressada. Um álbum que poderia ter sido um belo tributo a Milton Nascimento, Lô Borges e companhia, acabou se transformando em uma coletânea dispensável. Uma pena.
Abaixo, a canção “Trem Azul”, interpretada por Marjorie Estiano.