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O relançamento da obra da Legião Urbana em vinil está animando as outras bandas a fazerem o mesmo. Já tem muito tempo, avisei aqui no blog, em primeira mão, que "Cabeça dinossauro" (1986), dos Titãs, seria lançado em LP. Pois bem, o vinil chega às lojas hoje. Mas a boa é que os outros dois clássicos da banda paulista também serão relançados no formato bolachão. "Jesus não tem dentes no país dos banguelas" (1987) e "Õ blesq blom" (1989) serão lançados ainda esse mês pela Polysom. Tomara que sejam devidamente remixados, porque o sonzinho dos discos originais dos Titãs...
Parece que foi ontem que eu, molequinho, fui ao cinema para ver o filme "Esqueceram de mim". Pois é, hoje faz 20 aninhos que o filme estreou. Acho que aquilo lá era o meu verdadeiro sonho: todo mundo viajar e eu ficar sozinho em casa - tem coisa melhor do que ficar sozinho, só com o cachorro, em casa? Lógico que Macaulay Culkin se transformou no ídolo de todas as crianças da época (inclusive do Michael Jackson). Seu papel era fantástico mesmo. Pena que depois não fez mais nada que prestasse. E o bandidão Harry, interpretado por Joe Pesci também é show. Taí, vou ver se acho o DVD empoeirado no gavetão das surpresas daqui de casa.
Hoje vou falar de mais um grande álbum de John Lennon que faz aniversário. "Mind games", para mim, é um dos melhores trabalhos de sua carreira solo. Ele faz parte da "Signature box" que saiu nesse mês, e que eu resenhei logo no post aí abaixo. "Mind games", lançado a 16 de novembro de 1973, foi o trabalho posterior a "Some time in New York City", o disco mais odioso da carreira de Lennon. Os fãs estavam naquela: "o que é que vem, né gente?". E John Lennon mandou bem. Sem muita participação de Yoko Ono (thanks, God!), o ex-integrante dos Beatles encontrou calma para escrever canções bem interessantes, como "Intution", "Out the blue" e, claro, a linda faixa-título.
Já tem algumas semanas, eu escrevi aqui sobre o relançamento de alguns álbuns clássicos nacionais por parte da Polysom. O negócio é o seguinte: a fábrica de discos fez acordo de licenciamento com algumas gravadoras, e criou o selo "Clássicos em vinil". Os dois primeiros lançamentos (prometidos para julho) serão "Africa Brasil", de Jorge Ben, e "Nós vamos invadir sua praia", do Ultraje a Rigor.
Segundo a Polyson, "todos os discos da série terão edição limitada e serão produzidos com 180 gramas de vinil. Os áudios foram remasterizados dos tapes originais, assim como as artes também reproduzem o projeto gráfico original. O pacote é selado com um belíssimo adesivo dourado e preto criado especialmente para a série".
BEACH BOYS + GERSHWIN: No ano passado, Brian Wilson mencionou a possibilidade de trabalhar em cima de canções que o compositor George Gershwin deixou inacabadas. Pois bem, o álbum já está pronto. "Reimagines Gershwin" chegará às lojas no dia 17 de agosto. Além das músicas inacabadas ( "The like in I love you" e "Nothing but love"), o álbum traz clássicos do cancioneiro de Gershwin, como "Summertime" e "They can't take that away from me". Uma versão a capella de "Rhapsody in blue" fecha o álbum. As faixas de "Reimagines Gershwin" são as seguintes: "Rhapsody in blue", "The like in I love you" (abaixo), "Summertime", "I loves you Porgy", "I got plenty of nothin'", "It ain't necessarily so", "'S wonderful", "They can't take that away from me", "Our love is here to stay", "I've got a crush on you", "I've got rhythm", "Someone to watch over me", "Nothing but love" e "Rhapsody in blue (reprise)".
Finalmente alguém com bom senso... Os organizadores do festival T in the Park, que acontece na Escócia, proibiram que as pessoas entrem com vuvuzelas. Se aquele barulho de enxame de abelhas assassinas já incomoda no jogo de futebol pela televisão, imagina em um show de música? O festival acontecerá entre os dias 09 e 11 de julho. Muse e Eminem são algumas das atrações.
Como ainda não lançou nada inédito nesse ano, Bruce Springsteen promete um presente de Natal para os seu fãs. Trata-se da edição comemorativa dos 30 anos (na verdade, 32 agora) do clássico "Darkness on the edge of town". Prometida para o ano passado, a edição atrasou porque Springsteen estava procurando coisas inéditas gravadas no período, segundo o guitarrista da E Street Band, Steven Van Zandt. "Encontramos mais dez outtakes além dos que estão no box 'Tracks'", disse o guitarrista a Rolling Stone. Ele ainda afirmou que Springsteen e a banda vão fazer alguns overdubs em estúdio. Fico na torcida para que o tal box ainda venha com o registro de algum show da época de lançamento do álbum, assim como aconteceu na fantástica caixa comemorativa do "Born to run", em 2005.
Alô, fãs do Queen, esse disco logo aí acima faz 30 anos hoje. "The game" chegou às lojas no dia 30 de junho de 1980, e contém alguns dos maiores clássicos da banda inglesa, como "Another one bites the dust" e "Crazy little thing called love". Duas das grandes baladas do Queen também estão nesse álbum: "Play the game" e "Save me". Muitos fãs do Queen dizem que "The game" foi o último grande álbum da banda. Discordo. "The works" (1984) e "A kind of magic" (1986), apesar de serem essencialmente pop, trazem boas músicas como "I want to break free" e "Who wants to live forever". E isso sem contar com o canto do cisne "Innuendo" (1991), uma verdadeira obra-prima. "The game" já está rolando aqui a todo volume. E acho que depois vou partir para o "Innuendo".
O LIVRO DA SEMANA: Bom, hoje eu não vou falar de livro de Copa do Mundo... Hehe... Nessa semana, eu li um livro bem bacana: "Anos rebeldes: Os bastidores da criação de uma minissérie", de Gilberto Braga. Lógico, para quem viu a série (ou tem o DVD), ler o roteiro pode ser um pouco maçante. Mas o livro não se limita simplesmente ao roteiro. Para começar, tem um texto no qual Gilberto Braga fala um pouco sobre a sua carreira, incluindo as suas influências e a entrada na Rede Globo. Depois, um texto sobre a concepção da minissérie. Aí, ele começa a apresentar o trabalho de pré-produção da minissérie, descrevendo os personagens e as locações, e, enfim, a sinopse, ou seja, o esqueleto da trama. Em seguida, o autor fala um pouco sobre os bastidores da série, chegando a discutir o desempenho dos atores. Lá na página 91, começa o roteiro propriamente dito. Completo, dos 20 capítulos que foram ao ar. Já fiz alguns cursos de roteiro. O tema me interessa muito. Mas posso dizer que nunca tive uma aula prática tão interessante quanto essa do Gilberto Braga. Bem que ele poderia também transformar "Anos dourados" em livro. E além: escrever mais uma minissérie sobre os anos 80, da reabertura política do Brasil.
PROMOÇÃO U2: Conforme prometido, vou anunciar o vencedor da promoção que fiz, valendo o DVD duplo importado "U2360º at the Rose Bowl", do U2. Em primeiro lugar, obrigado pela participação. O número de e-mails me impressionou, para ser sincero. Outra coisa que me impressionou foi o número de "votos" para "Sunday bloody sunday". Acho que a música ultrapassou os 50% da preferência, sendo seguida, mas bem de longe, por "Where the streets have no name" e "One". A minha predileta não levou nenhum voto. Hehe... Então, para simplificar, o nome do vencedor é JÔNATAS FREITAS DA SILVA, que também escolheu a música "Sunday bloody sunday", e respondeu corretamente as duas perguntas (Peter Rowen na foto, e as cinco últimas músicas foram, respectivamente, "Wake up dead man", "Unchained melody", "40", "40" e "All I want is you", com um trecho de "Love rescue me" na apresentação final - nesse último caso, aceitei qualquer uma das duas). Pretendo fazer nova promoção nessa sexta. E sugestões do que sortearei serão bem-vindas, via twitter.
E o ótimo blog do Paulo Marchetti me lembra que hoje faz 25 anos que os Titãs lançaram o álbum "Televisão". A sua gravação envolveu algumas polêmicas com o produtor Lulu Santos, de quem a banda discordava com relação à algumas posições. Vinte e cinco anos após o seu lançamento, de fato, não dá pra dizer que "Televisão" seja um dos momentos mais inspirados dos Titãs, mas a quantidade de clássicos que saíram dele é inegável, veja só: "Televisão", "Insensível", "Pavimentação", "Pra Dizer Adeus", "Não Vou Me Adaptar"... E isso sem contar com a deliciosamente tosca "Dona Nenê"...LENA HORNE - 1917/2010
RIP.
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Essa aí em cima é Nicole Florentino, a nova baixista do Smashing Pumpkins. Nicole tocou no Veruca Salt, e agora foi contatado pelo Billy Corgan - por que será que ele só gosta de baixista mulher? - para tocar no novo projeto dos Pumpkins, "Teargarden by kaleidyscope". Será que dura mais de seis meses?
Ney Matogrosso, para alegria dos fãs, continua investindo em seu catálogo de shows em vídeo. Agora é a vez de a Biscoito Fino colocar nas lojas o DVD "Ensaio", com o registro do programa de mesmo nome, que Ney gravou para a TV Cultura, em 1990. A apresentação do cantor marcou a reestreia do programa, que se chamava "MPB Especial", e terminou em 1975. Na ocasião, Ney foi acompanhado pelo violonista Raphael Rabello e pelo percussionista Don Chacal. O repertório do DVD (capa acima) é o seguinte: "Sangue latino", "Tic tac do meu coração", "Da cor do pecado", "Rosa de Hiroshima", "Balada do louco", "Dos cruces", "Vereda tropical", "Alma llanera", "A lua girou", "O mundo é um moinho", "Molambo", "Segredo", "Oh! lua". O DVD chega às lojas na semana que vem.
Peço vênia agora para relembrar que, há 28 anos, chegava às lojas um dos meus álbuns prediletos. "Rio", do Duran Duran, foi lançado a 10 de maio de 1982. Considerado pela maioria de seus fãs como o principal disco da banda, "Rio" mais parecia uma coletânea de sucessos. Sente só o que fazia parte do álbum: "Save a prayer", "Hungry like the wolf", "New religion", "The Chauffeur" e, claro, a faixa-título.
Pode até já ser lugar-comum um encontro dos Paralamas do Sucesso com os Titãs, mas, para início de conversa, vale deixar registrado que, de todos os shows que as duas bandas já fizeram juntas, os dessa turnê (“25 Anos de Rock”) são os mais importantes. E para sorte dos fãs do rock brasileiro, tal encontro agora está perpetuado no CD e DVD “Paralamas e Titãs Juntos e Ao Vivo”, lançados simultaneamente na semana passada pela EMI.
No show que originou a gravação, e que passou por algumas cidades brasileiras, durante as suas quase duas horas e meia, as duas bandas mais importantes do Brasil permaneceram no palco juntas praticamente o tempo todo. Ou seja, tudo bem diferente do Hollywood Rock de 1992, quando os dois grupos se juntaram apenas no bis para seis números, e na turnê conjunta realizada em 1999, quando ambas também se uniam em não mais do que 10 canções.
Entretanto, o DVD não conseguiu captar toda a experiência que aconteceu no palco. Para começar, as 33 canções no roteiro original foram reduzidas para 21 (todas presentes no CD e no DVD). Tudo bem que na edição sempre se separa o joio do trigo, mas em um encontro desse porte, certamente, os fãs ficariam bem mais satisfeitos se o show estivesse registrado em sua íntegra.
Ainda bem que o início arrasador está presente tanto no CD quanto no DVD. Assim, é possível ver as duas bandas soltando os cachorros juntas, com “Diversão” (que tem Herbert Vianna nos vocais), “O Calibre” (Paulo Miklos canta), “Marvin” (em interpretação de Branco Mello, bem inferior a de Nando Reis), “Selvagem” e “Polícia”.
Os sets em que as bandas permaneceram sozinhas no palco foram praticamente excluídos do registro. Ou seja, nada de “Lanterna dos Afogados”, “Vital e Sua Moto”, “Bichos Escrotos” ou “AAUU”. Em compensação, o demolidor dueto – ou seria duelo? – de bateria de João Barone e Charles Gavin está no DVD. Em um interessante extra, é possível observar as duas baterias ao mesmo tempo.
O momento acústico do show (que, diga-se de passagem, não foi dos mais inspirados) também aparece no DVD. Na tentativa de inovar, as versões de “A Novidade”, “Homem Primata” e “Lourinha Bombril” (esta com participação especial de Samuel Rosa) ficaram bem aquém das originais.
No show do Rio de Janeiro, aonde aconteceu a gravação, além do integrante do Skank, participaram também Andreas Kisser (que já é figurinha carimbada nos shows dos Paralamas) e Arnaldo Antunes. E o clímax do show ocorreu exatamente com a intervenção do ex-Titã, que relembra os clássicos “Comida” e “Lugar Nenhum”, duas pérolas do emblemático disco “Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas”. “O Pulso”, que foi tão pedida no show de São Paulo, acabou entrando no bis do concerto na Marina da Glória. A canção está nos escassos extras do DVD – além dessa música, restam apenas trechos de ensaios e um making of com apenas cinco minutos (?!?) de duração.
O frenético final da apresentação, com “Óculos”, “Sonífera Ilha”, “Ska”, “Meu Erro” e “Flores”, felizmente, não foi cortado na edição final do DVD.
O ponto negativo do registro, e que chega a comprometer o resultado final, é a notável falta de ensaio. Paralamas e Titãs são bandas que sempre fazem shows perfeitos, mas nesse encontro a falta de sintonia é latente. Em alguns momentos, é possível reparar que nem os vocalistas sabem o momento certo de entrar na canção.
Mas, levando-se em conta que o show foi muito mais um encontro de velhos amigos – e excelentes músicos – do que um projeto oficial, até que esses desencontros têm o seu charme. Até mesmo porque as bandas, com tantos anos de experiência nas costas, acabam contornando, de algum modo, tais percalços.
Agora, se a turnê continuar e as bandas se entrosarem mais, aí não sobra pedra sobre pedra.
Cotação: ***1/2
Chega às lojas ainda esse mês, o CD e DVD gravados pelos Paralamas do Sucesso e Titãs, durante apresentação da turnê “25 Anos de Rock”, na Marina da Glória, Rio de Janeiro. O lançamento de “Os Paralamas do Sucesso e Titãs Juntos Ao Vivo” será via EMI. No show, as duas bandas tocaram os seus principais sucessos, como “Vital e Sua Moto”, “Alagados” (Paralamas), “Bichos Escrotos” e “Flores” (Titãs). Arnaldo Antunes fez uma participação especial relembrando as canções “Lugar Nenhum” e “Comida”.
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Depois de uma semana de especulações, Jimmy Page e John Paul Jones – membros do Led Zeppelin – participaram do show do Foo Fighters na noite de ontem, no estádio de Wembley. Dave Grohl, Jones e Page executaram as canções “Ramble On” e “Rock ’n’ Roll”, dois clássicos do Led Zeppelin. Robert Plant não pôde participar do show porque encontra-se nos Estados Unidos, em turnê com Alison Krauss. No show de ontem, o Foo Fighters executou 16 canções de seu repertório, antes de chamar os dois membros do Led Zeppelin ao palco. “Estaremos falando sobre o show dessa noite pelos próximos 20 anos”, disse Grohl antes de anunciar os convidados. Page e Jones subiram ao palco para o já histórico bis, com os dois sucessos do Led Zeppelin. Em “Rock ‘n’ Roll”, Dave Grohl voltou às origens e, assim como já tinha feito no show com Paul McCartney no domingo passado, tocou bateria. Após a saída de Page e Jones do palco, o Foo Fighters encerrou a apresentação com “Best Of You”. Após, Grohl gritou: “Bem-vindos ao melhor dia da minha vida”. Abaixo, um vídeo amador de “Rock ‘n’ Roll”.
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A imprensa britânica está noticiando que Paul McCartney vai anunciar em breve uma grande turnê mundial de despedida dos palcos. Especula-se que a turnê duraria dois anos e teria mais de cem datas agendadas na Europa, América do Norte, América do Sul, Austrália e Ásia. A justificativa para essa decisão seria o fato de McCartney querer passar mais tempo com a sua filha mais nova, Beatrice. “A turnê será a última em que McCartney se apresentará em várias partes do mundo. Beatrice e sua família vêm em primeiro lugar. Ele não quer mais ficar vários meses longe delas”, disse uma fonte próxima do ex-Beatle ao jornal Sunday Mirror.
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Mais uma polêmica envolvendo o nome de Amy Winehouse. No vídeo, Amy canta uma música racista, enquanto o marido da cantora a convence a cantar mais. O vídeo foi supostamente filmado em maio do ano passado, poucas semanas antes do casamento de ambos. A música em questão era uma paródia de “Heads, Shoulders, Knees and Toes”. A nova letra diz: “Blacks, Pakis, Gooks and Nips, Gooks and Nips! (…) And deaf and dumb and blind and gay!”. Após o término da canção, o marido de Amy Winehouse insiste que não estava filmando. O polêmico vídeo está logo aí abaixo.
Nesse mês de junho, comemoramos o lançamento de dois dos mais importantes discos do Rock Brasil. “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs, e “Selvagem?”, dos Paralamas do Sucesso, foram lançados em junho de 1986. No mesmo ano, mais especificamente no finalzinho de julho, foi a vez de “Dois”, da Legião Urbana, chegar às lojas.
Muitos consideram esses três discos a ‘Santíssima Trindade’ do Rock Brasil. E não é para menos. Apesar dessas três bandas terem lançados outros discos importantes, nenhum deles foi mais emblemático do que esses três para a história do rock brasileiro.
Em 2006, ano em que “Cabeça Dinossauro”, “Dois” e “Selvagem?” comemoravam 20 anos, escrevi uma reportagem para a Folha de S.Paulo falando sobre a influência que esses três trabalhos tiveram nos músicos da nova geração do Rock Brasil. Para tanto, entrevistei diversos artistas, como Chorão (do Charlie Brown Jr.), Toni Garrido (que fazia parte do Cidade Negra) e Digão, dos Raimundos.
Para quem quiser relembrar esses três discos, a reportagem, que foi publicada no caderno ‘Folhateen’, está aqui.
Um fator importante na hora da pesquisa para a reportagem foi relembrar o momento histórico que o Brasil vivia naquele período. Estávamos no período da abertura política, e José Sarney era o presidente do Brasil. Apesar de a censura ter virtualmente acabado, alguns resquícios ainda eram visíveis. E os Paralamas do Sucesso registraram, na faixa que dava título ao álbum, a censura que o filme “Eu Te Saúdo, Maria”, de Jean-Luc Godard, acabara de sofrer.
Além de entrevistar os artistas influenciados pelos discos e pesquisadores musicais, como Guilherme Bryan e Ricardo Alexandre, obviamente, tive que falar com integrantes dos Titãs, Paralamas e Legião. Sérgio Britto concedeu uma entrevista na qual dissecou aspectos curiosos de “Cabeça Dinossauro”, como a gravação de “Polícia”, momento em que o produtor Liminha ficou de papo com Evandro Mesquita, o que o deixou bastante chateado.
João Barone, dos Paralamas, falou sobre a mudança de sonoridade da banda em “Selvagem?” e relembrou a participação de Gilberto Gil nos vocais de “Alagados”. “Ele estava super gripado, tomou um chá e uma colher de mel e mandou ver assim mesmo”, disse.
Já o guitarrista Dado Villa-Lobos, que fazia parte da Legião Urbana, surpreendeu ao dizer que não considera “Dois” o trabalho mais influente da Legião, mas sim “As Quatro Estações”, lançado em 1989. Mas não descartou a fundamental importância de “Dois” para a banda. “Acreditamos que era realmente possível fazer música e discos a partir desse disco”, afirmou.
Mas nem só de “Cabeça Dinossauro”, “Selvagem?” e “Dois” viveu o ano de 1986. Outras bandas lançaram discos importantes naquele período, como os Engenheiros do Hawaii (“Longe Demais das Capitais”), o RPM (com o campeão de vendas “Rádio Pirata Ao Vivo”), e o Barão Vermelho, que ainda cicatrizava as feridas deixadas pela saída de Cazuza, em “Declare Guerra”.
Finalizando a reportagem, disponibilizei na versão on-line da Folha um ‘quiz’ sobre cada um dos três discos. Na época, me disseram que somente catedráticos em Rock Brasil seriam capazes de responder as questões. Você não gostaria de tentar?