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12 de out. de 2011

Quando a criança descobriu a música

Eu tentei de todas as formas, mas não encontrei o CD do “Casa de brinquedos” aqui em casa. Queria ouvi-lo hoje, no Dia das Crianças. Mas, ainda bem, descobri que tenho o álbum completo no iPod.
O “Casa de brinquedos” representou o primeiro contato que tive com a música. Há mais ou menos 30 anos, a Rede Globo investia em especiais infantis que fizeram com que toda uma geração crescesse conhecendo Chico Buarque, Toquinho, Vinicius de Moraes, MPB-4, Ney Matogrosso, Elis Regina, Clara Nunes... Ou seja, toda uma geração aprendeu a aprimorar o gosto pela música.
Graças a Deus (e a minha mãe que me dava os LPs e assistia aos programas comigo), cresci com um bom gosto musical, acredito.



(Já devo ter dito por aqui que nunca terei filhos. Mas se tivesse, jamais o colocaria para ouvir Xuxa ou Restart. As pessoas deveriam ter a ciência de que estão formando cidadãos. Depois, quando o pai tiver que acompanhar (e aturar) uma filha histérica e doente em um show do Justin Bieber, não adianta lamentar. Foi ele mesmo quem criou o monstro.)
Mas voltando ao “Casa de brinquedos”, a imagem mais nítida que tenho, aos três ou quatro anos de idade, é a de Chico Buarque cantando “O caderno” em um cenário repleto de cadernos gigantes, e uma menina deitada no chão lendo algo um... caderno!
Já sei. Você vai achar isso tosco demais.
E era mesmo.



E, por conta disso, aprendi que nada, absolutamente nada, pode se sobrepôr à música. Por exemplo, em um concerto, é necessário mais do que uma boa orquestra e um maestro? Precisa de jogo de luzes, palcos mirabolantes e figurinos cafonas?? Pode ter certeza que não. Um exemplo mais recente: os shows que vi do Eric Clapton nessa semana aqui no Rio de Janeiro. Não tinha cenário, não tinha figurino, a luz era sóbria, Eric não ficava fazendo coraçãozinho com as mãos para a plateia... Era só o cara pegar a guitarra e mandar os acordes de “Badge” ou de “Crossroads”. Não precisava de mais nada. E pode perguntar para as 20 mil pessoas que lotaram as duas apresentações, que todas elas vão concordar.
Depois de me deliciar com o programa televisivo (quando conheci Simone, Toquinho, Roupa Nova, Chico, Moraes Moreira, Baby Consuelo, Carlinhos Vergueiro, entre outros), minha mãe me presenteou com o LP.



Aquilo lá não saiu da minha vitrolinha laranja por, pelo menos, uns dois anos. Acho que ninguém (nem o Toquinho) ouviu esse LP mais do que eu. Cada música era uma viagem. Para os compositores Toquinho e Mutinho, uma viagem em cada brinquedo - cada música tinha o nome de um brinquedo, como "A espingarda de rolha", "A bola", "A bicicleta", "O avião", "O robô", "O macaquinho de pilha"... Para mim, foi o início da minha viagem mais deliciosa: a da música.
Ainda posso sentir a capa daquele velho vinil.
Aquela porosidade continha toda a minha vida.



O velho vinil não existe mais.
Mas há uns 16 anos, mais ou menos, me deparei com o CD em uma loja. Comprei na hora. Nem perguntei o preço. Deixaria as minhas calças se necessário fosse.
Quando cheguei em casa e coloquei o CD para tocar, ao ouvir a voz de Dionísio Azevedo declamando o texto de abertura, me dei conta de que não escutava aquele álbum havia, sei lá, uns dez anos. Ou seja, ouvi “Casa de brinquedos” umas 500 vezes entre os meus três e seis anos de idade. Depois, nunca mais.
Esse corte se deu exatamente na época em que descobri o rock. O velho álbum do “Casa de brinquedos” ficou de lado. Quem dava as cartas agora eram o “Dois” (Legião Urbana), o “Selvagem?” (Os Paralamas do Sucesso), o “Cabeça dinossauro” (Titãs), os “Greatest hits” dos Beatles...



Quando comprei o CD e me dei conta disso, logo me lembrei dos versos de “O caderno”:
“Só peço, a você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...”
Mas aí eu tive a certeza que o “Casa de brinquedos” não estava “num canto qualquer”. Ele ainda está em cada disco que ouço hoje (do vinil ao blu-ray), em cada solo de guitarra que me emociona, em cada refrão que gruda na minha cabeça, em cada show que eu tenho a oportunidade de ir.
E em cada linha que eu escrevo.

14 de out. de 2010

Leonard Bernstein, Cliff Richard, Kiko Zambianchi, Iron Maiden, Cazuza, Pulp Fiction, Toquinho, Coldplay, My Chemical Romance

E vamos encerrar o nosso papo por hoje com mais uma do egregio maestro?? "Make our garden grow", mais uma de "Candide".



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A quem interessar possa, o novo vídeo do My Chemical Romance, "Na na na":


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Para lembrar mais um pouquinho de Leonard Bernstein, a abertura de "West Side story":



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Cris Martin, Guy Berryman, Jonny Buckland e Will Champion, integrantes do Coldplay, foram premiados ontem na 30ª edição do ASCAP Awards. Eles levaram o prêmio de compositores do ano. E "Viva la vida" foi eleita a canção do ano também. Eu só não entendi essa coisa "do ano", já que "Viva la vida" foi lançada em 2008. Mas tudo bem... Os membros da banda não foram receber o prêmio porque estão em estúdio gravando um novo álbum, que deve ser lançado no ano que vem.

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Já está no prelo o livro "História de Canções - Toquinho" (capa acima). Esse será o terceiro volume da coleção em que artistas contam as histórias por trás de algumas das suas principais músicas. O primeiro volume (de autoria de Wagner Homem) foi dedicado à obra de Chico Buarque, e o segundo versou sobre as músicas de Paulo César Pinheiro (e foi escrito pelo próprio compositor). O livro sobre as canções de Toquinho é assinado pelo próprio e por Wagner Homem. Além de textos sobre músicas como "O caderno" e "Aquarela", "História de canções - Toquinho" revela fotos do músico. O livro sai até o final do mês, pela editora Leya.

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E para quem gosta de cinema, um acontecimento importante hoje. Foi no dia 14 de outubro de 1994 que "Pulp fiction - Tempo de violência", filmaço de Quentin Tarantino, estreou. Um dos maiores ícones da cultura pop dos anos 90, o filme tem cenas antológicas. Quem não se lembra daquela injeção de adrenalina em Uma Thurman? E a dancinha de John Travolta? E a atuação inesquecível de Samuel L. Jackson? E essa cena abaixo é genial...



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E já que falei de um dos melhores discos ao vivo de rock lá fora, vou falar agora de um dos melhores gravados por aqui. E ele se chama "O tempo não pára", de Cazuza. Foi no dia 14 de outubro de 1988, no Canecão, que Cazuza iniciou a temporada de gravação de "O tempo não pára" (que foi até o dia 16). Foi nessa temporada, inclusive, que Cazuza deu uma cusparada na bandeira do Brasil, o que lhe trouxe problemas depois. E repare no vídeo abaixo. Cazuza diz: "O próprio tempo vai colocar essa caretada, essa gente escrota que tá mandando no Brasil... Eles vão morrer..." Pois é, morrem e nascem outros escrotos, Caju. O tempo não pára. Mas também não muda. E como faz falta alguém como você para cantar essas coisas...




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Eu me lembro bem do dia em que comprei esse disco. E hoje faz 25 anos do seu lançamento!! Para muitos, "Live after death", do Iron Maiden, é o melhor álbum ao vivo de rock. Eu tenho lá minhas dúvidas. Até mesmo porque existe um tal de "Live at Leeds" (1970), do The Who, e um tal de "Stage" (1978), do David Bowie, só para ficar em mais dois exemplos. Mas é inegável que "Live after death" é histórico. À época, o Iron Maiden estava divulgando "Powerslave" (1984), um discaço. E o setlist do show na Long Beach Arena (que foi gravado para o disco/CD/VHS/LD/DVD) foi memorável. "Aces high", "Hallowed be thy name", "Iron Maiden", "The number of the beast", "The trooper"... Clássico atrás de clássico.




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Hoje também é dia de festa no Rock Brasil, porque Kiko Zambianchi, um dos grandes compositores da Geração 80 de nossa música, sopra 50 velinhas. Zambianchi voltou aos holofotes com a sua música "Primeiros erros", gravada pelo Capital Inicial em seu "Acústico MTV" (2000). Mas, além desse clássico, ele compôs outros, que fizeram história no BRock, como "Rolam as pedras", "Eu te amo você", "Alguém", "Demônia"... E tem também aquela (contestada) versão de "Hey Jude", de John Lennon e Paul McCartney. Pena que ele tá meio sumido atualmente. Mas eu resgatei "Rolam as pedras" aqui para o blog hoje. Grande música...




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Do clássico para o rock n' roll, hoje também é dia de falar de Cliff Richard, compositor britânico e Sir, que está completando 70 anos. Líder do The Shadows, Cliff gravou mais de 60 álbuns, de estilos tão diferenciados, chegando até mesmo ao gospel. Tanto material gravado lhe deu o recorde de estar presente na lista dos mais vendidos durante toda a sua carreira - somente Elvis Presley igualou tal feito. Até hoje, ele já vendeu mais de 250 milhões de discos. Pouquinho, né?




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Bom dia, pessoal! Hoje eu quero ir direto ao assunto para homenagear um dos meus maiores ídolos. O seu nome é Leonard Bernstein, e hoje faz 20 anos que ele partiu dessa pra melhor. Maestro, compositor e pianista, Bernstein compôs dois musicais que já seriam o necessário para garantir-lhe um lugar na história: "West side story" (o maior musical de todos os tempos) e o fantástico "Candide", cuja overture é uma das coisas que mais me arrepiam. Como se não bastassem essas duas grandes composições, Bernstein foi um dos grandes regentes da obra de Johannes Brahms e de Ludwig Van Beethoven - a sua interpretação para a nona sinfonia desse último, quando das comemorações do Muro de Berlim, é um deleite. Mas Bernstein era especialista mesmo em Gustav Mahler. O ciclo de sinfonias (disponível em DVD) é sublime. Bernstein traz a dramaticidade necessária à obra do compositor tcheco, ao contrário de um Claudio Abbado, por exemplo, mais delicado - e nem por isso, menos brilhante. Além disso, Leonard Bernstein é personagem principal de "Radical chique", de Tom Wolfe, e é citado em uma música do R.E.M. E é por tudo isso que hoje esse grande mestre será bem homenageado aqui no blog.


9 de out. de 2010

John Lennon, Sean Lennon, Taiguara, Lobão, Meirelles, Arca de Noé, Christopher Reeve, Rush, Lenine, Roupa Nova, Legião Urbana, Wilco, Dave Matthews

E vamos terminar o post de hoje com John Lennon?? Claro, né...



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Ontem fui ver o show da Dave Matthews Band na HSBC Arena, aqui no Rio. Em primeiro lugar, o show foi um pouco menor do que o do Vivo Rio em 2008. O show de ontem "só" teve três horas de duração. Com ingressos esgotados (apesar de o setor das arquibancadas superiores não ter sido posta à venda), a Dave Matthews Band mostrou um repertório um pouco diferenciado dos shows da recente turnê de verão nos Estados Unidos. O início do show com "Seek up" e "Pig" foi o anúncio de que teríamos algumas surpresas no decorrer da noite. E tivemos mesmo. A começar por algo inusitado. Acredito que, pela primeira vez na história, "Pantala naga pampa" não tenha sido seguida por "Rapunzel" (que só foi apresentada no final da noite). E também acredito que não seja muito comum a banda deixar de fora a segunda parte de "Lie in our graves", emendando-a direto com "Bartender" (que, aliás, foi a primeira música do show do Vivo Rio). Outras músicas foram repetidas nas duas apresentações, como "#41" (mais um grande momento, que ganhou a adesão dos convidados Carlos Malta e Gabriel Grossi), "Crush" e "Ants marching", este última, certamente, a mais cantada pela plateia. Eu senti que a DMB não teve uma grande preocupação em cantar os seus maiores sucessos, como na apresentação de dois anos atrás. Achei isso legal, ainda mais pelo fato de a banda ter incluído várias músicas do "Big Whiskey and the GrooGrux King" (2009), como "Funny the way it is", "Seven" e "Why I am". E isso sem contar com a versão acústica de "Some devil" (somente com Dave) que abriu o bis, uma "Dancing nancies" cheia de improvisos, e a rara "So right", do álbum "Everyday", e que eu nunca tinha visto ao vivo. Quando o último acorde de "Rapunzel" foi executado, já passava das duas e meia da manhã. Tudo muito bom o suficiente para o público nem se importar com o adiantado da hora.

O setlist completo da apresentação foi o seguinte: "Seek up", "Pig", "Shake me like a monkey", "Lying in the hands of god", "Funny the way it is", "Pantala naga pampa", "Grey street", "#41", "So right", "Seven", "Dancing nancies", "Crush", "Lie in our graves", "Bartender", "Why I am", "Crash into me", "Ants marching", "Some devil", "You & me" e "Rapunzel".

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Boas novas para os fãs do Wilco. O guitarrista Pat Sansone disse ao Los Angeles Times que a banda entra em estúdio até o final do mês para gravar um novo álbum. "Estamos tirando algumas semanas de folga. No final do mês vamos voltar a trabalhar juntos, começando pelo processo de composição das músicas", disse. O último álbum do Wilco saiu em 2009.

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Mais John Lennon!



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Já que não lança nada inédito (apesar de ter material suficiente), a Legião Urbana requenta os seus antigos álbuns. Até o final do mês, chega às lojas mais um box (acima) com os oito álbuns de estúdio da banda: "Legião Urbana" (1985), "Dois" (1986), "Que país é este" (1987), "As quatro estações" (1989), "V" (1991), "O descobrimento do Brasil" (1993), "A tempestade" (1996) e "Uma outra estação" (1997). Os discos também serão lançados de forma avulsa. Ao que parece (não tenho certeza), todos eles foram remasterizados. Tomara que estejam melhores do que a edição masterizada em Abbey Road, que tirou a sujeira da banda. Também no final do mês, os oito álbuns chegam às lojas em vinil. "A tempestade" e "Uma outra estação" nunca haviam sido lançados nesse formato.

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Quem também lança álbum novo até o final desse mês é o Roupa Nova. Trata-se de "30 anos - Ao Vivo", que traz o registro de uma apresentação da banda no Credicard Hall, em São Paulo, no início de julho. O pacote CD/DVD conta com as participações de Milton Nascimento, Sandy, Pe. Fabio de Melo e Fresno. O repertório é um best of da banda, que, não tem muito tempo, lançou dois volumes de discos acústicos ao vivo. Segue o roteiro do DVD: "Video Game", "Sapato Velho", "Linda Demais", "A Viagem", "Nos Bailes da Vida", "Volta Pra Mim", "A Força do Amor", "Cantar Faz Feliz O Coração", "Seguindo No Trem Azul" / "Anjo" / "Princesa" / "Amar É" / "Amo Em Silêncio" / "Começo, Meio E Fim", "Felicidade" / "Clarear" / "Rap", "A Paz", "Coração Pirata", "Sábado" / "Lumiar" / "Maria Maria", "Chuva de Prata", "Todas Elas", "Dona", "Meu Universo É Você", "Medley Vinhetas", "Show De Rock 'n Roll", "Whisky A Go Go", "Lembranças", "Canção de Verão", "De Ninguém" e o mecley final com "Sweet Child O' Mine" / "Have You Ever Seen The Rain?" / "Staying Alive" / "Twist and Shout" / "Another Brick in The Wall" / "Satisfaction" / "Hotel California" / "Every Little Thing She Does Is Magic" / "We Will Rock You" / "Rock And Roll All Nite" / "We Are The Champions".

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Sai na semana que vem o novo álbum de Lenine, "Trilhas" (capa acima). Não se trata de um álbum de inéditas, mas sim de uma coletânea de músicas compostas para novelas, filmes e minisséries. O CD inclui "Aquilo que dá no coração", música de abertura da novela "Passione". O repertório completo é esse: "Aquilo que dá no coração", "De sabugo a visconde", "Quatro horizontes", "Agora é que são elas", "Minha cidade / Menina dos olhos do mar", "A mula sem cabeça", "Não faz mal a ninguém", "Como é bom a gente amar", "Sob o mesmo céu", "Diversidade", "Violenta" e "Alpinista social".

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UMA MÚSICA PARA O FINAL DE SEMANA: "YYZ", do Rush. Espero que amanhã, na Praça da Apoteose, o público "cante" essa música da mesma forma de oito anos atrás...



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Vamos de mais John Lennon??



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E amanhã já vai fazer seis anos que o eterno Super-Homem Christopher Reeve partiu dessa pra melhor. Fica aqui a lembrança!



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Ontem mesmo falei aqui sobre os musicais infantis que a Rede Globo passava no iniciozinho dos anos 80. Foram vários: "Casa de brinquedos", "Plunct Plact Zuuum...", "Pirlimpimpim, "A era do Halley" e... "A arca de Noé", o primeiro de todos, e que estreou na televisão no dia 10 de outubro de 1980. Contando com músicas compostas por Vinicius de Moraes e Toquinho, o musical tinha um timaço de intérpretes: Elis Regina, Alceu Valença, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Bebel Gilberto, MPB 4... Putz, você imagina, atualmente, um moleque que tenha a oportunidade de crescer ouvindo isso?? Cada geração tem o que merece...



Por que uma obra-prima dessa não é lançada em DVD, hein??

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Bom, agora vamos partir para as efemérides de amanhã? Então vou começar com um dos grandes músicos brasileiros ever. João Theodoro Meirelles, ou simplesmente J.T. Meirelles, nasceu a 10 de outubro de 1940, no Rio de Janeiro. Meirelles iniciou a sua carreira no conjunto de João Donato. Mas depois de arranjar algumas músicas para "Samba esquema novo", de Jorge Ben, Meirelles virou estrela, gravando discos e fazendo muitos shows. Destaco o álbum "O som" (1964), gravado com o Copa 5, grupo formado por Meirelles, Luiz Carlos Vinhas, Dom Um Romão, Manoel Gusmão e Pedro Paulo. (Uma história meio nada a ver: na minha época de advogado, tinha um estagiário vidrado pelo J. T. Meirelles. Aì, no amigo oculto, ele pediu "O som", que tinha acabado de ganhar uma edição em CD. Só que o cara que tirou o nome do meu estagiário deu um CD do... Ivo Meireles! Fantástico, né??)



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Vamos com mais John Lennon??



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O utilíssimo blog do Paulo Marchetti me lembra que hoje faz 15 anos que "Nostalgia da modernidade", um dos grandes álbuns de Lobão, chegou às lojas. Esse álbum foi importante para a carreira do velho "Lobo Mau", porque foi uma espécie de transição entre o seu rock tradicional e a incorporação de novos elementos em seu som. "Nostalgia da modernidade" trazia até samba. Já ouvi muita gente falar que Lobão começou a ficar chato a partir desse disco. Não acho que Lobão tenha ficado chato. Mas que os seus primeiros álbuns eram bem mais bacanas, ah, isso eram... (Como não achei nenhuma música desse álbum em versão original no YouTube, reproduzo abaixo o grande sucesso de "Nostalgia da modernidade", "A queda", só que na versão do "Acústico MTV").



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Taiguara faz parte daquele time de artista que, em determinado momento da carreira, faz um sucesso absurdo, para depois desaparecer nas brumas do ostracismo. Nos anos 70, Taiguara compôs algumas das músicas mais executadas do período: "Hoje", "Universo do teu corpo", "Amanda", "Viagem", "Teu sonho não acabou", entre várias outras. Taiguara nasceu no Uruguai, durante uma temporada de apresentações de seu pai, o maestro Ubirajara Silva. Mas, na essência, era brasileiro mesmo. Taiguara nasceu no dia 09 de outubro de 1945 e morreu aos 50 anos.



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Hoje é dia de homenagear John Lennon, certo? Com certeza você já leu em pelo menos dez lugares diferentes que hoje ele estaria completando 70 anos de idade e coisa e tal. Hoje vou fazer algo diferente... Ao longo do dia, vou colocar vídeos de algumas das suas músicas que eu mais gosto - vou me restringir à carreira solo. A minha preferida é essa aí que eu já postei: "Working class hero". E olha só que curioso: hoje é aniversário do filho de John, Sean Lennon, que faz 35 anos. É que nem aqui em casa: minha mãe e meu irmão fazem aniversário no mesmo dia.



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6 de jul. de 2010

Bill Haley, Toquinho, Arnaldo Baptista, Júlio Barroso, Darkness, Bon Jovi & Rush, Liam, Amy, Oasis x Kasabian, Men At Work, REM+Patti, Ting Tings, Who

Pete Townshend ameaçou abandonar a carreira por conta de problemas auditivos. Mas, para nossa alegria, ele disse que o The Who está vivinho da silva. Tanto que, para 2011, ele pretende sair em mais uma turnê ao lado de Roger Daltrey, possivelmente para tocar "Quadrophenia" na íntegra.

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A dupla The Ting Tings terminou as gravações de seu segundo álbum, que foi gerado em Berlim desde dezembro do ano passado. "O segundo disco é muito diferente do primeiro. Ainda somos nós, e ainda somos pop. Mas este novo trabalho é mais ainda", disse a vocalista Katie White à BBC. A cantora disse ainda que o clima de Berlim teve um impacto muito grande na composição do álbum. "Definitivamente teve um impacto, a começar pelo clima. Nevou durante um mês e meio no inverno." O primeiro álbum da dupla foi "We started nothing", lançado em 2008. Ainda não há previsão de lançamento do novo álbum.

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Enquanto grava o seu novo álbum em Berlim, o R.E.M. aproveita para prestigiar alguns amigos. Depois do show do Pearl Jam na semana passada, ontem, Michael Stipe, Peter Buck e Mike Mills participaram da apresentação de Patti Smith, e interpretaram junto com a cantora, a canção "People have the power".



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A boa de hoje.

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A banda Men At Work foi condenada a pagar royalties por conta de um plágio na música "Down under". A editora Larrikin Music processou a antiga banda de Colin Hay por conta do riff de flauta, que teria sido roubado da música "Kookaburra sits in the old gum tree", composta por Marion Sinclair, em 1934. A editora de música pediu 60% dos lucros de "Down under" (que chegou ao topo das paradas britânica e australiana em 1983), mas levou só 5%.



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MESSI X TORRES; OASIS X KASABIAN: O craque argentino Lionel Messi disse que descobriu o Oasis pouco antes da Copa, através do seu colega de time, Tevez. Mas Fernando Torres, o craque espanhol, mandou um recado para o seu colega através do The Sun: "Eu li que o Messi descobriu o Oasis, e que estava ouvindo as suas músicas antes das partidas nessa Copa. Então, eu digo para ele que se o Oasis é bom, o Kasabian é a melhor banda britânica desde os Beatles". E aí? Quem tem mais bom gosto?

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O pai de Amy Winehouse disse que o novo álbum da filha sai até o Natal. Mas o produtor Mark Ronson acha que não é bem assim. "Amy ainda não começou a trabalhar em seu novo álbum. Quando ela tiver dez canções, entraremos em estúdio", disse Ronson ao The Sun. Ao que parece, a única música que Amy gravou após "Back to black" (2006) foi uma versão para "It's my party", de Lesley Gore, para uma coletânea dirigida por Quincy Jones. A faixa foi produzida por Mark Ronson, que chegou a dizer à BBC que a gravação era "brilhante".

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MODESTO: Liam Gallagher disse, em seu site oficial, que se John Lennon fosse vivo, ele gravaria alguma canção composta pelo ex-vocalista do Oasis. Indagado por um fã qual música seria essa, Liam arriscou "I'm outta time", uma da spoucas do Oasis escrita por Liam, e não por Noel Gallagher.



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Já perceberam que esses prêmios de MPB sempre premiam os mesmos artistas? Quero ver daqui a 20 anos como é que vai ser...

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A coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo de hoje informa que o estádio do Morumbi, em São Paulo, está reservado para um show do Bon Jovi no dia 08 de outubro. Segundo a mesma coluna, o estádio do São Paulo também estaria reservado no dia 06 de outubro: para o show do Rush! Será? O último show da turnê norte-americana ("Time machine Tour") da banda acanadense acontecerá no dia 02 de outubro, e West Palm Beach.

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Ah, George Michael! Fazendo m... de novo!

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Se alguém ficou feliz com a notícia da reunião do The Darkness, pode deixar de ficar. Justin Hawkins disse, em seu twitter, que não volta ao Darkness, desmentindo, assim, a notícia publicada ontem no The Sun, que falava que ele e o irmão tinham feito as pazes. "Estamos em guerra há mais de 30 anos", disse o ex-vocalista.

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Para finalizar as efemérides de hoje, vou falar um pouco de cinema, mais especificamente do filme "O tigre e o dragão". No dia 06 de julho de 2000, estreava em Hong Kong esse belo filme dirigido por Ang Lee e que se tornou referência para os longas de artes marciais. O filme fala sobre duas lutadoras que se encontram no período da Dinastia Ching. Não vou contar mais, porque o filme é, de fato, imperdível. Em 2001, faturou o Oscar de filme estrangeiro, fotografia, direção de arte e trilha sonora (que tem canções de Yo-Yo Ma).



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Ah, eu adoro o rock brasileiro. E fico feliz em homenagear os caras que fizeram parte dessa história. Se o 06 de julho marca o nascimento do gênio Arnaldo Baptista, esse mesmo dia nois traz à lembrança a morte trágica de um outro gênio do nosso rock. Júlio Barroso voou da janela de seu apartamento em São Paulo no dia 06 de julho de 1984. Acidente? Assassinato? Suicídio? Ninguém sabe. Uma morte tão trágica e misteriosa quanto a vida do Júlio Barroso, jornalista, DJ e fundador da Gang 90 & as Absurdettes, uma das primeiras bandas do BRock 80. Com a Gang 90, Júlio participou do Festival MPB-Shell de 1981, e gravou um álbum com o mesmo nome do grupo (relançado recentemente em CD), contando com, pelo menos, quatro clássicos do rock brasileiro: "Noite e dia", "Telefone", "Perdidos na selva" e "Nosso louco amor".



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Da MPB tradicional para o rock. Hoje também é aniversário de um dos maiores gênios do rock brasileiro. Arnaldo Baptista nasceu no dia 06 de julho de 1948 e, com os Mutantes foi responsável por alguns dos grandes sucessos do nosso rock, como "Balada do louco", "Caminhante noturno" e "Ando meio desligado". Tudo bem, Arnaldo foi mais do que genial nos Mutantes, mas, para mim, a sua grande contribuição ao rock tupiniquim foi com o álbum "Loki?", lançado em 1974. O que dizer de músicas como "Será que eu vou virar bolor?" ou "Vou me afundar na lingerie"? Sem dúvidas, um dos maiores (senão o maior) discos de rock produzidos no Brasil.



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Eu já devo ter escrito isso umas cinco vezes, mas vou aproveitar o dia de hoje para repetir a ladainha. Se eu tiver uma dívida de gratidão com um músico que seja, esse músico se chama Toquinho. Explico: quando tinha lá os meus quatro anos de idade, passou na televisão um especial infantil chamado "Casa de brinquedos", com músicas compostas por Toquinho e Mutinho, e interpretada por artistas como Chico Buarque, Baby Consuelo, Moraes Moreira, Simone e Roupa Nova. Na minha lembrança, esse foi o meu primeiro contato com a música. Eu me lembro que um tio rico tinha um aparelho de videocassete e gravou o tal especial para mim. Eu via umas cinco vezes por dia. Não cansava, especialmente de ver Chico Buarque sair de um bando de caderno gigante para cantar "O caderno", uma das músicas mais singelas da Música Popular Brasileira. (Infelizmente, não encontrei na internet o vídeo da "Casa de brinquedos". Quando tiver paciência e tempo, eu carrego lá no Youtube.) Ah, e antes que eu me esqueça, Toquinho completa 64 anos hoje.



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Com esse jogo, o dia hoje será meio curto mesmo, então vamos começar logo. Dia 06 de julho de 2009... Sabe o que temos pra comemorar hoje? Olha, pra começar, os 85 anos do nascimento de Bill Haley, um dos pioneiros do rock n' roll. Quando, em 1952, ele fundou o Bill Haley & His Comets, a história começou a mudar, com a composição de sucessos como "Rock around the clock", "See you later Alligator", além da versão para ""Shake, rattle and roll", de Big Joe Turner. O rock nascia. Depois disso... Bem, depois disso surgiu um tal de Elvis Presley, que você deve conhecer de nome... Bill Haley morreu em 09 de fevereiro de 1981, aos 55 anos de idade.



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E ae pessoal? Muito boa tarde a todos. E hoje tem jogo da Copa de novo, hein? Hum... O que que vai dar, hein? Aqui em casa está todo mundo torcendo para o Uruguai. Mas tenho um pé atrás com o Uruguai porque, volta e meia, os times desse país acabam com o Flamengo na Libertadores. São muito catimbeiros... Sei lá, acho que vou vestir a minha camiusa laranja da Holanda mesmo... E também ficaria feliz de ver a reedição da final da Copa de 1974 entre Alemanha e Holanda. A conferir.

6 de set. de 2008

CD: “POETA, MOÇA E VIOLÃO” (VINICIUS, CLARA NUNES E TOQUINHO) – O NASCIMENTO DA MAIOR SAMBISTA DO BRASIL?

Lançado originalmente pela Collector’s, “Poeta, Moça e Violão”, álbum que apresenta um antológico show realizado por Vinicius de Moraes, Toquinho e Clara Nunes, está de volta às lojas. De início, vale ressaltar que há diferenças entre os dois produtos. A mais sensível de todas é o fato de o novo álbum, agora lançado pela Biscoito Fino, ter 22 músicas, enquanto o original tinha 31 em um vinil triplo. Todas as poesias declamadas por Vinicius, com exceção de “Poética” foram limadas, assim como algumas canções como “Tarde Em Itapuã”, “São Demais Os Perigos Desta Vida” e “Gente Humilde”.

Mas, mesmo assim, não há nada do que reclamar. Houve uma melhora no som, que, apesar de um pouco abafado, apresenta as vozes e instrumentos com bastante nitidez. De acordo com o release e o encarte do álbum, o compositor Paulo César Pinheiro (marido de Clara Nunes) cedeu as três fitas, com a gravação do espetáculo, que tinha em seu poder durante 35 anos. O trabalho de recuperação de áudio foi doloroso, sendo certo que foram necessários mais de uma dezena de aparelhos analógicos e digitais, bem como avançados programas de computador para que o disco pudesse ser lançado com uma qualidade razoável de som. A partir do que foi recuperado, o produtor José Milton desenvolveu um novo roteiro musical.

Mas o trabalho compensou. De todos os 19 discos gravados pela dupla Vinicius & Toquinho, “Poeta, Moça e Violão” pode figurar, facilmente, entre os melhores.

Contando um pouco a história do show, no início de 1973, a dupla se juntou a até então não muito conhecida Clara Nunes – o seu empresário era o mesmo de Vinicius & Toquinho – para rodar o Brasil e o exterior. A estréia aconteceu no Teatro Castro Alves, em Salvador, e algumas faixas do disco foram retiradas dessa apresentação; outras de um outro show na Boite Sucata, no Rio de Janeiro.

O repertório do álbum é irrepreensível e dispensa maiores comentários. Os principais parceiros de Vinicius de Moraes foram lembrados, até mesmo os que não são muito citados, como Antonio Maria (“Quando a Noite Me Entende”), Pixinguinha (“Lamento” e “Mundo Melhor”), Ary Barroso (“O Rancho das Namoradas”) e Paulinho Soledade (“Poema Dos Olhos Da Amada”). Outros dois grandes parceiros muito importantes na carreira de Vinicius também estão bem representados. Carlos Lyra comparece com “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas”, enquanto Baden Powell ganha um medley que junta os seus principais afro-sambas, “Berimbau”, “Consolação” e “Canto de Ossanha”. E como não poderia deixar de ser, Antonio Carlos Jobim também tem o seu espaço, com clássicos da Música Popular Brasileira, como “A Felicidade”, “Garota de Ipanema” e “Se Todos Fosse Iguais a Você”.

Mas Vinicius estava mesmo era em verdadeira lua-de-mel com o seu parceiro Toquinho. As canções da dupla são várias no álbum: “Veja Você”, “Samba de Orly” (com Chico Buarque também), “Cotidiano Nº 2”, “Regra Três” e “Como Dizia o Poeta”. Engraçado notar que com apenas quatro anos de parceria, os dois compositores escreveram uma penca de clássicos que, até hoje, estão no imaginário popular... Uma das faixas (a única do CD não assinada por Vinicius) é de Toquinho com Paulo Vanzolini (“Na Boca da Noite”). E “Rancho das Flores” e “Serenata do Adeus” mostram que, Vinicius de Moraes podia ser tão bom compositor, quanto poeta.

Analisando “Poeta, Moça e Violão” em retrospectiva, a principal conclusão a que se pode chegar não é a de que foi apenas um grande show que gerou um grande disco. Clara Nunes iniciou a sua carreira como cantora, essencialmente, de samba-canção. Até o histórico show, ela havia gravado três álbuns (dois que levavam o seu nome, em 1971 e 73, e “Clara Clarice Clara”, de 72) apenas medianos e que não mostravam toda a sua capacidade e real força de expressão. Curiosamente - ou sintomaticamente –, em 1974 e 75, ela gravou os seus álbuns mais importantes, verdadeiros tratados do samba no Brasil: “Alvorecer” e “Claridade”, respectivamente. Seria apenas uma coincidência?

Abaixo, a faixa de encerramento do disco, “Se Todos Fossem Iguais a Você”.

Cotação: ****1/2