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6 de set. de 2011

Roger Waters, 68; “O inferno é fogo”, 20; a trilha sonora de Woody Allen; a pequena fortuna de Amy Winehouse; e a nova música do Noel Gallagher.



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Eu vou confessar que uma das coisas mais divertidas nesse blog é escolher a música do dia. E eu fico muito feliz quando posso relembrar algumas coisas que estavam meio esquecidas aqui nessa cachola tão maltratada. E hoje eu acordei com umas músicas dos Mutantes na cabeça (será que é porque estou indo a São Paulo??), especialmente “A hora e vez do cabelo crescer (Cabeludo patriota)”. Já sei qual vai ser a trilha sonora do dia...

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Quem completa 68 anos hoje é o grande Roger Waters. Estou impressionado com o sucesso de venda de ingressos da sua turnê “The wall”, em Buenos Aires. O Cara já está marcando o oitavo show no Estádio do River Plate. Acho que nem Madonna ou Paul McCartney teriam tanto público assim. Eu fico imaginando se a turnê ainda contasse com os sobreviventes do Pink Floyd. Acho que vinte shows não seriam o suficiente. Tomara que esse sucesso se repita aqui no Brasil. E só para dar uma palhinha do que a gente vai ver nessa nova turnê de Roger Waters, segue “Mother”, uma de suas muitas obras-primas:



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O guitarrista do a-ha, Pal Waaktaar-Savoy, também comemora aniversário hoje. Nada menos do que 50 anos. O a-ha é um daqueles típicos casos de “ame-o ou deixe-o”. Aqui no Brasil, a banda norueguesa encontrou um de seus públicos mais fiéis. Tanto que, volta e meia, ela aparece (aparecia) por aqui. Agora, ao que tudo indica, a banda acabou de vez. Saiu até o DVD/BD/CD com o (bom) show de despedida em Oslo. Eu não amo e nem odeio o a-ha, mas acho que a banda foi uma das que melhor representou o som dos anos 80. Para o bem e para o mal.



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Rodrigo Amarante, guitarrista e compositor do Los Hermanos, da Orquestra Imperial e do Little Joy também faz aniversário hoje. Amarante nasceu há 35 anos, e a gente comemora aqui com uma das músicas prediletas dos fãs do Los Hermanos...



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Foi no dia 06 de setembro de 1991, que Lobão colocou nas lojas “O inferno é fogo”, um de seus álbuns mais incompreendidos e, na minha opinião, um dos melhores de sua discografia. À época, Lobão estava cuspindo fogo (nenhuma novidade) em pedradas como “Presidente Mauricinho” (homenagem a quem??), “Bangu 1 x 0 Polícia”, “Jesus não tem drogas no país dos caretas” e a faixa-título. Uma pena que esse álbum esteja fora de catálogo. Lobão ainda deve uma reedição decente de sua obra completa.



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Um dos álbuns que mais tenho escutado ultimamente é “Woody Allen & la musique – De Manhattan à Midnight in Paris”. Se você quiser participar de uma discussão interminável, basta sentar numa mesa de bar e mandar a seguinte pergunta: “Qual é o melhor filme de Woody Allen”? Eu não sei ao certo. Talvez fique com “Manhattan” ou “A rosa púrpura do Cairo”. Com relação às trilhas sonoras, aí a coisa já fica mais complicada. Woody Allen sempre tem muito cuidado ao selecionar as músicas que compõem os seus filmes. Essa coletânea dupla, que chega agora às lojas brasileira, seleciona 36 faixas de 21 filmes diferentes, de “Manhattan” (1979) ao último, “Meia-noite em Paris” (2011). A trilha transita entre o jazz de Duke Ellington, Benny Goodman e Errol Garner, e o clássico do tenor Enrico Caruso e do maestro Arturo Toscanini. Ainda há espaço para Billie Holiday, Fred Astaire e Louis Armstrong. Até mesmo Carmen Miranda comparece com “South american way”, da trilha do filme “A era do rádio”, de 1987. O único “problema” desse CD é que, após escutá-lo, você vai ficar com vontade de rever vários filmes do Woody Allen. Pode reservar um bom tempo na sua agenda...



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DROPS:





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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

A nova música de Noel Gallagher, “AKA... What a life!”:



O videoclipe da nova música do The Kooks, “Rosie”:

25 de ago. de 2011

Os 60 de Halford e os 40 de Takai; “Unknown pleasures” ao vivo; Noel elogia (?!?) Coldplay; George Michael volta aos palcos; e “Back to black" campeão



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Em primeiro lugar, peço mil vezes perdão pela ausência nos últimos dias, mas ando sem tempo para nada, por conta do lançamento do livro. Fico satisfeito e agradeço a quem já comprou e leu o livro. O carinho que já estou recebendo de alguns leitores é impressionante. E eu agradeço demais. Hoje o dia começou com Legião Urbana cantando “Soldados” por um motivo nobre e justo. Hoje é o Dia do Soldado, comemorado no aniversário do Duque de Caxias. Fica aqui a minha homenagem a esses bravos heróis.

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E já que falei no livro, espero vocês na Livraria Argumento, no Leblon, no próximo dia 31/08 (quarta-feira), às 19 horas. Quem quiser comparecer, será super bem-vindo...


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E como um assunto vai puxando o outro, hoje é dia de dar os parabéns a Rob Halford, que tocou com o Judas Priest no Rock in Rio de 1991, e solo, em 2001. Eu tive a felicidade de estar presente nos dois dias, e foram dois showzaços. O de 2001, um pouco mais frio. Acho que o Judas fez falta a Halford. Mas o de 91 foi inesquecível. Ficou até difícil para o Guns n’ Roses se apresentar após o Judas Priest e o Megadeth. No dia 11 de setembro, estarei lá no Citibank Hall (Rio de Janeiro) para prestigiá-lo novamente. Hoje, o nosso grande Halford completa 60 anos.



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E sabe quem faz 67 anos hoje? O Elvis Costello, que furou com os fãs brasileiros nesse ano. Meu ingresso já estava até comprado e foi uma enorme decepção. Tomara que ele compense a ausência em breve. O seu show no Free Jazz Festival de 2005, dizem (eu não estava lá), foi muito especial.



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E a nossa queridíssima Fernanda Takai sopra 40 velinhas hoje. Quem não é fã do Pato Fu é mal humorado. Uma das bandas mais inventivas e originais que surgiram nos anos 90, o Pato Fu grava discos acima da média e sempre muito diferentes – vide o último, “Música de brinquedo” (2010), apenas com instrumentos de brinquedo. Aliás, o DVD foi filmado... Quando é que vai ser lançado?



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E, atenção… Você sabe qual novela estreava exatos 25 anos atrás?? A sua mãe deve se lembrar bem...



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Hoje também faz 25 anos (quantas efemérides legais, né??) do lançamento de “Vivendo e não aprendendo”, o grande clássico do Ira!. O álbum tem muitas músicas legais, mas em termos de sucesso, nada pode ser comparado a “Flores em você” (escrita por Edgard e sua namorada Taciana Barros, em homenagem a Julio Barroso), que, com um belo arranjo para um quarteto de cordas, idealizado por Jacques Morelenbaum, acabou sendo eleita a faixa de abertura da novela global “Os outros”, estrelada por Francisco Cuoco, e que passava no horário das oito da noite. Quer saber mais sobre o disco? Clica aqui. Escrevi esse texto faz uns três anos, e acho que ele explica bem o sucesso de “Vivendo e não aprendendo”. Melhor do que ficar repetindo aqui...



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Estou ouvindo repetidamente o “Unknown pleasures”, não o clássico do Joy Division, mas sim uma nova versão ao vivo, com o superbaixista Peter Hook (original do Joy Division) e sua banda. A gravação ao vivo, realizada na Austrália, é cristalina, e os caras mandam muito bem - tanto que já providenciei o vinil. Não superou o original, mas ganhou um peso legal e uma certa revitalizada. É um “Unknown pleasures” meio que atualizado, mas sem perder a força, ou, mais ainda, o halo. Além de todas as faixas do “Unknown pleasures”, esse ao vivo (que pena que não saiu em DVD...) ainda conta com sucessos da banda que não estão presentes nesse disco, como as quatro primeiras (“No love lost”, “Leaders of men”, “Glass” e “Digital”) e as duas últimas (“Transmission” e o clássicos dos clássicos dark “Love will tear us apart”). Mas o bom mesmo é escutar “Unknown pleasures” na íntegra, em sua ordem original. Os primeiros acordes de “Disorder” soam como mágica. Senti-me na Hacienda, a casa do JD, em Manchester. O baixão de “Candidate” faz até revirar o estômago, no bom sentido, claro. “She’s lost control” dispensa qualquer comentário. E “I remember nothing”... Ah, “I remember nothing”... Um tributo a altura desse que é um dos álbuns que melhor traduz a transição do rock entre os anos 70 e os 80.



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DROPS:












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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

George Michael desiste de aposentadoria, e inicia turnê em Praga com homenagem a Amy Winehouse:



O trailer do documentário que Martin Scorsese filmou sobre George Harrison:



A versão dos Vaccines para “Last Friday night”, da Katy Perry:



Já a versão do Wilco para “I love my label”, do Nick Lowe, ficou bem mais bacana…



A nova música do Florence + The Machine, “What the water gave me”:



O novo videoclipe de Marcelo Jeneci, “Felicidade”:



Kanye West apresenta versão de 20 minutos de “Runaway”, em festival na Polônia:


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Olha só a capa do novo álbum do rapper norte-americano Curren$y. Se a família do Cartola tiver mesmo autorizado, a homenagem é bacana...

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Hoje eu li que “Back to Black”, da Amy Winehouse, se tornou o álbum mais vendido desse século. Não chega a ser uma surpresa. Mesmo com a queda da venda de discos, a cantora britânica sempre vendeu muito. A sua morte engatilhou uma corrida imensa às lojas. Basta entrar em qualquer uma aqui no Rio de Janeiro para ver os CDs e DVDs de Amy Winehouse com o maior destaque possível. Eu fico me perguntando se essa marca será batida nesse século. E a resposta, pelo menos para mim, é não. “Back to Black”, antes da morte de Amy, já era um marco. Ouvi muita gente que eu respeito dizer que esse disco é o “Nevermind” dos anos 2000. Acho que não chega a tanto. Mas é impressionante a sua qualidade. A impressão que se tem é que todas as suas músicas são imensos sucessos. Embora tudo isso tenha acontecido em grande parte por conta do modo de vida, digamos, peculiar, de Amy Winehouse, ainda temos que concordar que ela era uma grande artista. Não sei como seria o seu terceiro álbum. Certamente não manteria o mesmo nível do segundo. De repente, corria até mesmo o risco de a cantora desaparecer aos poucos, tendo em vista a sua vida não muito regrada. A sua morte prematura fez com que ela se transformasse em um mito. E a vendagem de “Back to black” é a prova viva disso.

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Agora que você já leu tudo o que escrevi hoje, para terminar, o pior cover de todos os tempos, eleito pelos leitores da Rolling Stone norte-americana:



Desconfio que, pelo menos dessa vez, eles têm razão...

15 de ago. de 2011

42 anos de Woodstock; relembrando Joel Silveira; Djavan ao vivo em DVD; AC/DC ao vivo na sua adega; Amy vende que nem água; a reencarnação do Freddie.




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Para começar a semana, um clássico. “Minha vida era um palco iluminado / Eu vivia vestido de dourado / Palhaço das perdidas ilusões...” Uma das letras mais bonitas da Música Popular Brasileira, e que foi composta por Orestes Barbosa e Silvio Caldas. Hoje faz 45 anos que Orestes Barbosa pisou no chão de estrelas.

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No dia 15 de agosto de 1969, o festival de Woodstock teve início na fazenda de Max Yasgur, em Bethel, Nova York. Em 2009, quando o evento completou 40 anos, elaborei um top 10, que você pode ler aqui. Listei os momentos mais emblemáticos do festival, que juntou 500 mil pessoas em três dias de paz e música. Mas se eu tivesse que dizer na lata, qual é o grande momento do Woodstock, não teria dúvidas:



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Outro grande show em Nova York também faz aniversário hoje. Há 20 anos, Paul Simon subiu no palco do Central Park para apresentar as músicas de seu álbum mais recente, “The rhythm of the saints” (1990), além daqueles velhos sucessos que todos nós (especialmente os habitantes de Nova York) amamos. O evento foi tão importante que eu me lembro, claramente, do Jornal Nacional dando a notícia. Cerca de 600 mil pessoas prestigiaram o show. O Olodum participou abrindo o concerto com a música “The obvious child”. Poucos meses depois dessa apresentação, eu comprei o vinil duplo, e posso assegurar que foi um dos discos que mais ouvi na minha infância.



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Há 15 anos, o Pato Fu colocava nas lojas o seu terceiro álbum, “Tem mas acabou”. Considero esse disco o trabalho mais importante do Pato Fu. Não foi o que fez mais sucesso, mas acho que ele formatou a sonoridade da banda tal qual a conhecemos hoje. Eu me lembro que no show do Rock in Rio de 2001, a banda mineira começou o show com uma música do álbum: “Capetão 66.6 FM”. Achei estranho esse início. Quando conversei com a Fernanda Takai para o livro do Rock in Rio, ela me explicou a forma de construção do set list da apresentação. Obviamente eles tinham que apelar para as músicas mais roqueiras de seu repertório. E o começo foi exatamente com uma música que abusa de todos os clichês do rock, como solos de guitarra e vozes distorcidas. O público gostou.



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Ah, e já que falei do livro, é hora do meu merchan... Comprem antes que acabe... Imagina a vendedora falar para você: “Tem mas acabou...”?!?

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Hoje também quero falar de uma de minhas maiores inspirações: o grande jornalista Joel Silveira, que morreu no dia 15 de agosto de 2007. Joel foi o precursor do chamado “jornalismo literário” (nome horroroso, não??) no Brasil. É curioso que quando o assunto do “jornalismo literário” vem à tona, só se fala de Truman Capote, Gay Talese, Tom Wolfe... Muita gente se esquece de Joel Silveira, que já fazia esse tal “jornalismo literário” antes desses aí. A essas pessoas, recomendo a leitura de dois livros, compilação de textos do jornalista, que a Companhia das Letras lançou entre 2003 e 2004: “A milésima segunda noite da Avenida Paulista” e “A feijoada que derrubou o governo”.



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Sai na primeira semana de setembro, via Biscoito Fino, o novo CD/DVD/BD de Djavan, “Ária – Ao vivo”. Gravado nos dias 08 e 09 de abril, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, conta com Djavan interpretando velhos sucessos, além de versões de músicas de terceiros, como “Disfarça e chora” (de Cartola), já gravadas no álbum de estúdio “Ária”, que originou o show. O repertório completo do DVD e do BD é o seguinte:

1. Seduzir
2. Eu te devoro
3. Sabes Mentir
4. Oração ao Tempo
5. Faltando um Pedaço
6. Disfarça e Chora
7. Brigas Nunca Mais
8. Fly to The Moon
9. Treze de Dezembro
10. La Noche
11. Oceano
12. Transe
13. Fato Consumado
14. Flor de Lis
15. Linha do Equador
16. Samurai
17. Sina
18. Pétala
19. Lilás

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Back in blanc... As bandas estão fazendo de tudo para faturar algum a mais. Já que CD não vende mais, restam outras opções. Vale qualquer coisa.. Alguns artistas conseguem se superar. O Kiss, por exemplo, vende até caixões com o logotipo da banda. E agora é a vez do AC/DC dar uma apelada também, lançando uma coleção de vinhos. Isso mesmo, vinhos!! A ideia não é tão original assim, porque o Iron Maiden já havia saciado a vontade dos roqueiros enófilos com um vinho que leva o nome do conjunto, em 2008. Mas, mesmo assim, não deixa de ser curioso esse lançamento do AC/DC. Serão quatro vinhos, cada um levando o nome de uma música da banda australiana: “Back in black Shiraz”, “You shook me all night long Moscato”, “Highway to hell Cabernet Sauvignon” e “Hells Bells Sauvignon Blanc”. A adega australiana Warburn Estatede elaborou os vinhos. As garrafas começam a ser vendidas na Austrália no dia 18 de agosto. E os preços ainda não foram divulgados.

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Três semanas após a morte de Amy Winehouse, a cantora continua liderando a para de discos da Grã-Bretanha. De forma incrível, ela deixou para trás a dupla Kanye West + Jay-Z, que lançou o álbum “Watch the throne” na semana passada, e que era considerado uma barbada para liderar as paradas britânica e norte-americana. A Adele, a Whitney Houston do século XXI, também está comendo poeira.
Eu acho isso bem curioso. Amy Winehouse já vendeu milhões e milhões de discos, e ainda tem cartucho para queimar. Não sei se é apenas um instinto mórbido das pessoas em correrem às lojas para comprar o disco de um artista recém-falecido, ou apenas um “acerto de contas”, do tipo “poxa, baixei o álbum de graça na internet e, agora, que ela morreu, vou comprar o CD físico”.
Realmente não sei. Aqui no Brasil, “Back to Black” também voltou à lista dos mais vendidos – está na 9ª posição.
Imagina quando sair um disco de inéditas da Amy Winehouse. Daria conta de umas quatro gerações da família Winehouse.

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Pouca gente sabe, mas, em 1966, Paul McCartney, no auge dos Beatles, gravou um álbum solo. Enquanto John Lennon e Ringo Starr estavam na Espanha, e George Harrison na Índia, McCartney se trancou em um estúdio junto com o produtor George Martin para gravar a trilha do filme “The family way”, produzido pelos Boulting Brothers. O músico estava com a cabeça em ebulição, tanto que, poucos meses depois, conceberia o histórico “Sgt. Peppers lonely heart’s club band”. Paul não tocou nenhum instrumento na gravação. O seu trabalho ficou restrito à composição e produção. A condução da orquestra ficou a cargo de George Martin. A melancólica trilha, no ano seguinte, faturou o cobiçadíssimo prêmio Ivor Novelo. Talvez esse trabalho, não muito conhecido, seja o que mais deixa clara a influência dos Beatles na Tropicália. O álbum, que ganhou edição em CD no ano de 1996, voltou às lojas recentemente. É um dos mais tocados por aqui.



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DROPS:



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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

Inspirada pelos protestos em Londres, Yoko Ono liberou no YouTube o documentário “Bed peace”, que ela filmou com John Lennon em 1969, durante um protesto pacífico pela paz, dentro de um quarto de hotel em Montreal:



Quem esteve no programa do Jimmy Fallon foi o Tame Impala. Olha o vídeo aí abaixo:



A banda Wilco deu uma colher de chá aos fãs com uma palhinha do making of de seu novo álbum, o oitavo, “The whole love”, que sai no dia 27 de setembro.



E o Motörhead em Wacken, hein?? Alguém viu?



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O mundo não está perdido…



Seria a reencarnação do Freddie Mercury???

29 de jul. de 2011

“Let ‘em in” e as novidades dos últimos dias... É MUITA coisa, gente!!



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É isso aí, pessoal. “Let ‘em in”... Hoje estou de volta, firme e forte. Perdoem-me a ausência nos últimos dias, mas é que acabou rolando uma viagem de última hora. Muitas coisas aconteceram nos últimos dias, e quando deu, eu apareci por aqui. Para quem anda desatualizado, tem a crítica da nova turnê do Paul McCartney que estreou em Nova York, a despedida da “360º tour” do U2, em Nova Jersey, a morte da Amy Winehouse...

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Vamos ver o que dá para fazer nessa sexta-feira de sol... Vinte e nove de julho de 2011. Foi nesse dia, só que no ano de 1983, que o Metallica, o grande Metallica, colocou nas lojas o seu álbum de estreia, “Kill ‘em all”. Uma estreia e tanto. A quantidade de clássicos é assombrosa: “Seek & destroy”, “Whiplash”, “No remorse”, “Motorbreath”, “The four horsemen”, “Hit the lights”... Pelo jeito, os hoje mestres do metal aprenderam a lição direitinho com o Black Sabbath e com o Motörhead... Olha só a versão ao vivo de “Hit the lights”, gravada no México, em 2009, e que foi lançada no DVD e BD “Orgulo pasion y gloria”:



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E Metallica me remete diretamente ao Rock in Rio. Hora do meu jabaculê... Ok?? Na semana que vem chega às livrarias o livro “Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo”, de autoria deste que vos escreve.


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Comprem, hein!! Eu recomendo... Sério!

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Agora vou falar de outro disco, esse fundamental para o rock brasileiro. Há 25 anos chegava às lojas “Rádio pirata – Ao vivo”, o álbum que marcou a ascensão e a queda do RPM. O disco vendeu mais do que água no deserto. Qualquer casa tinha o bolachão ao vivo do RPM, que contava com músicas do álbum de estreia da banda, “Revoluções por minuto” (1985), além de versões ao vivo para “Flores astrais” (do segundo disco dos Secos & Molhados) e “London, London” (do álbum branco de Caetano Veloso, gravado no exílio). Ney Matogrosso foi o diretor do show, que contava até mesmo com raio laser. À época, aqui no Brasil, raio laser só mesmo no show do Yes no Rock in Rio... Três anos atrás, o show “Rádio pirata” saiu em DVD também. Como está difícil encontrar trechos desse DVD no YouTube, vamos de “Mixto Quente” mesmo...



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No dia 29 de julho de 1977, nascia, em Nova York, Danger Mouse, o gênio por trás de projetos como o Gnarls Barkley (ao lado do Cee Lo Green) e o Broken Bells (com James Mercer, do The Shins). Ele também produziu álbuns espetaculares de gente como Beck (“Modern guilt”, de 2008), Black Keys (“Brothers”, de 2010) e Gorillaz (“Demon days”, de 2005). Se você nunca ouviu falar, ouça isso urgentemente...



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Sabia que você conhecia...

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E por falar em Danger Mouse, ando meio viciado em seu último álbum, “Rome”, gravado em parceria com o compositor italiano Daniele Luppi, e com participações especiais de Jack White (que ainda escreveu as letras de três faixas) e Norah Jones. O disco saiu lá fora em meados de maio (aqui no Brasil, nem Deus sabe). A inspiração veio dos spaghetti westerns. Tipo, imagina qualquer filme da trilogia do "Homem Sem Nome", estrelado por Clint Eastwood e dirigido por Sergio Leone. “Rome” caberia como a trilha sonora perfeita. Mais do que um álbum de canções, “Rome” é um álbum de climas. Parece uma trilha sonora para um filme inexistente – Quentin Tarantino poderia filmar um e a trilha já estaria pronta. Algumas faixas funcionam como interlúdios, outras são instrumentais, e outras são cantadas pelo conjunto vocal Cantori Moderni di Alessandro Alessandroni (o mesmo da trilha de “Três homens em conflito”). Mais do que um tributo ao cinema italiano (em especial à figura do compositor Ennio Morricone), “Rome” é uma bela homenagem à cultura pop daquele país.



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E no dia 29 de julho de 1994, quem partia dessa para melhor era o comediante, compositor e cantor Mussum. Ninguém com mais de 30 anos passou impune ao Mussum. A sua presença nos “Trapalhões”, a cada início de noite de domingo era uma dádiva. Ajudava muito a aliviar aquele frio na barriga que dava na hora de arrumar o material da escola para a semana que se iniciava. Eu me lembro de um churrasco de confraternização da turma do colégio (salvo engano em 1989), que o Mussum estava presente na churrascaria Porcão. Os 120 moleques da nossa mesa começaram a berrar o nome do Mussum. Ele se levantou e cumprimentou um a um. Eu disse: UM A UM.



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Esse é o Mussum...



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Já vai fazer uma semana da morte de Amy Winehouse, mas, pelo jeito, ela ainda será assunto por muito, muito tempo. A causa da morte não me interessa. Morreu, morreu. Que descanse em paz. O importante mesmo é o que ainda será lançado da cantora. Um pouco cedo para especulações. Mas hoje saiu uma notícia que pode dar alguma luz sobre essa questão. Uma pessoa próxima a cantora, e que se diz ligada à gravadora Universal, disse que existem 12 faixas novas, não finalizadas. Entretanto, parece que elas teriam condições de serem lançadas em um disco. Segundo o Guardian, qualquer material que venha a ser lançado deverá passar pelo crivo dos parentes de Amy Winehouse, de seu empresário e da gravadora. Acho que não deve demorar muito. Afinal, o Natal já está quase chegando...

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Vou tentar colocar algumas coisas em dia que aconteceram nesse período em que o blog ficou meia bomba. Tem muito vídeo legal que saiu nesses últimos dias. E vamos começar pela homenagem que o produtor Mark Ronson fez para Amy Winehouse, na noite de quarta-feira, durante um show em Londres. Ele mandou “Valerie” (originalmente gravada pelos Zutons, e que fez sucesso na voz de Amy), juntamente com Dave McCabe (compositor da música) e os cantores que faziam parte da banda da cantora inglesa.



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Já o Kasabian lançou uma música lindona chamada “Days are forgotten”, que fará parte do álbum “Velociraptor!”, que chegará às lojas no dia 19 de setembro. Vê aí o que você acha...



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Na seara de relançamentos, good news também. Eu já tinha escrito aqui sobre a versão de luxo dos vinte anos do “Nevermind”, do Nirvana. Nessa semana, foram divulgados os detalhes. E, olha, vem coisa muito boa por aí. A caixa sai no dia 27 de setembro, e será composta por quatro CDs e um DVD (ou BD). Além do álbum original remasterizado, haverá uma penca de lados B de singles, sessões de estúdio e na BBC, ensaios para a turnê do disco, um show ao vivo gravado na noite de Halloween de 1991, em Seattle, e um livro de 90 páginas. O DVD (ou blu-ray) terá esse mesmo show na íntegra e os videoclipes de quatro faixas de “Nevermind”. A relação completa de faixas está aqui. Preparem os bolsos!!

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E já que tem os vinte anos de “Nevermind”, os 20 anos do Pearl Jam também merecem ser comemorados. Saca só o trailer de “Pearl Jam Twenty”, documentário que estreia no festival de cinema de Toronto, em setembro.



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Os Smiths também preparam um lançamento bacana para setembro. Na verdade, mais de um. Trata-se da discografia completa do grupo de Manchester remasterizada por ninguém menos que o guitarrista Johnny Marr. Tudo virá embalado numa caixa intitulada “The Smiths complete – Deluxe collector’s box set”, que trará oito discos lançados pela banda (em CD e em vinil), além de 25 singles de 7 polegadas, DVD com os videoclipes e mais algumas coisinhas como cartões postais, pôsteres etc. A edição será numerada e limitada a apenas três mil cópias. Mais detalhes aqui.

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A edição especial de “The suburbs”, último álbum do Arcade Fire, só sai no dia 02 de agosto. Para quem já comprou a primeira edição do CD e não quer gastar dinheiro novamente (eu!! eu!!), a banda canadense disponibilizou essa nova edição completa, incluindo as duas faixas inéditas, “Speaking in tongues” e “Culture war”, para audição em streaming. Aqui!

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E o Radiohead, hein? Parece que aquele showzinho surpresa em Glastonbury, no mês de junho, animou a banda a realizar uma turnê de divulgação do “The king of limbs”. Note bem: “parece”... À BBC Music, o baterista Phil Selway admitiu que o conjunto pode fazer mais shows. “Sem dúvida, estamos discutindo essa questão. Foi muito entusiasmante [se apresentar em Glastonbury]. Sentimos que havia algo a oferecer, musicalmente. Pareceu-nos uma nova lufada no que fazemos, e gostaríamos de ver aonde isso pode nos levar”, afirmou o músico.

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Fofíssimo o LCD Soundsystem em forma de Lego...



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Né???

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E vocês já viram o trailer do filme do ano??

23 de jul. de 2011

Vinte e sete













Robert Johnson, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Brian Jones, Jim Morrison, Janis Joplin... Todos morreram aos 27…

Amy Winehouse se junta ao grupo…



Que descanse em paz!

18 de nov. de 2010

Júlio Barroso, Kirk Hammett, Nirvana, George Harrison, Tim Lopes, Amy, Beto Guedes, Paul, Beatles, Pavement, Hot Chip+Bernard Sumner

Foi divulgado hoje o videoclipe de "I didn't know what love was", faixa que uniu o Hot Chip (que se apresenta no Planeta Terra, no próximo sábado) a Bernard Sumner (ex-integrante do Joy Division e do New Order) para uma propaganda da Converse. Achei bem bacana...



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E que tal também um show do Pavement interinho, na espanha, com ótima qualidade, hein?

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Que tal um show raro dos Beatles, inteirinho?? Aqui!

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Gostei disso aqui...

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Pra esquentar...



Viu, falei do Paul também... ;)

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Chega às lojas na semana que vem novo CD ao vivo de Beto Guedes, "Outros clássicos" (capa acima). Gravado no dia 14 de julho, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, as faixas contam com arranjos de Wagner Tiso e Cláudio Faria. O repertório foi selecionado a partir de votação realizada entre os fãs de Beto Guedes na internet. A maior parte das músicas selecionadas é estilo "lado B", o que dá um maior valor ao álbum, ao passo que Beto Guedes já lançou trabalhos ao vivo com seus maiores sucessos não tem muito tempo. As canções selecionadas para o CD são as seguintes: "O medo de amar é o medo de ser livre", "Olhos de Jade", "Um sonho pra viver", "Rio Doce", "Quatro", "Boa sorte", "Só primavera", "Luz e mistério", "Meu ninho", "Nena", "Tudo em você", "A página do relâmpago elétrico", "Tanto", "Veveco, panelas e canelas", "O amor não precisa razão", "Balada dos 400 golpes" e "Lágrima de amor". O DVD deve sair até o final do ano.

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Será que os britânicos estão com inveja da gente?? Olha a home da BBC:



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Finalizando as efemérides (por um bom tempo, como já escrevi no início desse post), fica a minha homenagem a um colega que me faz ter orgulho da profissão que escolhi. Se a gente não vivesse em um país tão estúpido, Tim Lopes estaria comemorando os seus 60 anos hoje.



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Hoje eu prometo que não vou falar de John Lennon e nem de Paul McCartney por aqui. Mas, como sou meio espírito de porco mesmo, vou falar de George Harrison (quem vai aos shows de Paul em São Paulo, atenção especial para "Something", um dos momentos mais mágicos da apresentação). O motivo é nobre: hoje faz oito anos do lançamento de "Brainwashed". Álbuns póstumos não costumam prestar muito, é verdade. Mas esse foi diferente. Ele é bom demais. Simplesmente pelo fato de George Harrison já tê-lo deixado praticamente finalizado. Além disso, os dois responsáveis pelo lançamento foram talvez as pessoas mais importantes para George: seu filho Dhani e o amigo de longuíssima data (e puta guitarrista e produtor) Jeff Lynne. Fico imaginando o que Harrison não estaria fazendo por aqui... Faz muita falta.



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Foi também em um dia 18 de novembro, em 1993, que o Nirvana entrou nos estúdios da MTV, em Nova York, para gravar o seu (futuro clássico) "MTV Unplugged". O cenário do palco, cheio de velas e flores, mais parecia um velório (aliás, era essa mesmo a vontade de Kurt Cobain). E o álbum acabou servindo exatamento como um velório de luxo do vocalista, ao ser lançado após a sua morte. O repertório unia alguns sucessos ("Comes as you are", "About a girl") à canções que eram caras a Kurt, como "The man who sold the world", do David Bowie, e "Jesus doesn't want me for a sunbeam", dos Vaselines. Mas, para mim, o grande momento do Acústico do Nirvana é esse aqui:



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Pegando a ponte para a Califórnia, fica a lembrança aqui do sensacional guitarrista Kirk Hammett, mestre dos riffs do Metallica, que hoje faz 48 anos. Fiquei muito feliz com a confirmação do Metallica no próximo Rock in Rio. Para a noite metal, nada como a maior banda de metal do mundo. Por isso que eu gosto do Roberto Medina. O cara não faz por menos. Não fui ao show em São Paulo no início desse ano, mas só o que escreveu Jamari França, já dá pra sentir a pressão. Sente só: "Espero que o Metallica pegue algumas datas antes do Rock in Rio para fazer o aquecimento e repita aqui o show nuclear que vimos em São Paulo. A energia deles era tanta que eu não consegui ficar de frente e perto do palco, parecia que meus ouvidos iam explodir e o corpo inteiro tremia com o impacto das ondas sonoras". Sinistro.



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Bom, mas hoje ainda tem efemérides, tá? Então vamos começar relembrando um dos principais poetas da geração 80 de nossa música. Júlio Barroso nasceu no dia 18 de novembro de 1953. Viveu pouco - ele voou da janela de seu apartamento, em São Paulo, no dia 06 de julho de 1984 -, mas o suficiente para entrar para a história da nossa música com um único álbum: "Essa tal de Gang 90 & Absurdettes", de 1983. Aliás, seria um espetáculo se a Polysom relançasse esse álbum em vinil, hein?



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E aí, pessoal. Como estamos, hein? Nossa, acordei, estava um maior solzão, malhei, e agora o céu está parecendo Perfex sujo. Será que vem chuva por aí? Olha, mudanças a vista aqui no blog, viu? Despeçam-se das efemérides (acho que ninguém lê mesmo), porque hoje é o último dia delas até segunda ordem. Sério, estou sem o mínimo tempo, e tenho que entregar um livro pronto até o início de janeiro. O desespero bateu e as madrugadas estão curtas demais. Mas, ainda vou continuar aparecendo aqui diariamente para dar as principais notícias musicais do dia. Vocês não vão se importar, né??

2 de nov. de 2010

R.E.M., Police, Raimundos, Jovelina, Secos & Molhados, Elza Soares, Joy Division, Cuomo, Franz, Gaga, McCartney, Yes, Amy, Iron, Beady Eye, Garbage

Chega às lojas na semana que vem o DVD "Uma noite em 67". O documentário faz um apanhado do 3º Festival da MPB da TV Record, vencido por Edu Lobo e a sua "Ponteio". No mesmo festival concorreram Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil (com os Mutantes), Roberto Carlos e Sérgio Ricardo (que quebrou o seu violão e o arremessou ao público). O DVD vem com extras, como músicas não incluídas na edição final do filme e entrevistas com Chico Buarque, Caetano Veloso, Marília Medalha, Ferreira Gullar, Sérgio Ricardo e Johnny Alf.

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Só digo uma coisa: Lou Reed no mesmo dia do Planeta Terra e do show do Paul McCartney é muita sacanagem.

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Agora é oficial. O Garbage está gravando um novo álbum. A vocalista Shirley Manson confirmou ao The Herald que o sucessor de "Bleed like me" (2005) não deve demorar muito para chegar às lojas. "Estou trabalhando em um disco com a banda. Já gravamos muita coisa, mas é difícil precisar a quantidade", disse. Manson afirmou ainda que a banda pretende sair em turnê no ano que vem.

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A nova banda de Liam Gallagher (ex-Oasis) já filmou o primeiro videoclipe de sua carreira. A dançarina Georgia Amodu, que trabalhou na produção, postou a informação em sua conta no Twitter. O blog de fãs Stop Crying Your Heart Out, por sua vez, afirmou que o vídeo foi dirigido por Richard Ayoade, que já trabalhou com o Arctic Monkeys. O beady Eye está em estúdio gravando o seu álbum de estreia, com produção de Steve Lillywhite. AInda não há previsão de lançamento.

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A notícia boa para os fãs do Iron Maiden: a banda britânica confirmou, em seu site oficial, seis apresentações da sua "Final frontier world tour", no Brasil, ano que vem. Anote aí as datas:
26/03/2011 - Estádio do Morumbi, São Paulo
27/03/2011 - HSBC Arena, Rio de Janeiro
30/03/2011 - Autódromo Nelson Piquet, Brasília
01/04/2011 - Parque de Exposições, Belém
03/04/2011 - Parque de Exposições, Recife
05/04/2011 - Expotrade, Curitiba

Quando tiver mais detalhes, eu posto aqui no blog.

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Hum, gostei muito da nova música da Amy Winehouse, hein? "It's my party"...



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O Yes está em estúdio gravando o 20º álbum de sua carreira. A atual formação da banda conta com Chris Squire (baixo), Steve Howe (guitarra), Alan White (bateria), Oliver Wakeman (teclados) e o vocalista novato Benoit David, substituindo (ao que parece, em definitivo) Jon Anderson. A previsão de lançamento é para o segundo semestre de 2011. O último trabalho do Yes, "Magnification", saiu em 2001.

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Essa revelação do Paul MCartney aqui me surpreendeu... Ele disse que todas as demos do "Band on the run" (1973) foram roubadas antes da gravação do disco. Em entrevista especial a Tom Meighan, do Kasabian, para a New Musical Express, o ex-integrante dos Beatles disse que o roubo aconteceu na Nigéria. "Eram uns quatro caras, e um pequeno que tinha uma faca. Eu disse que tinha somente as minhas demos, e eles levaram tudo. Tive que lembrar todas as músicas novamente na hora de gravar o disco. A sorte é que eu consegui", disse Paul McCartney. Então, não se surpreenda se um dia você ouvir falar que estão rolando gravações raras de "Band on the run" por alguma tribo na África...

Ah, e por falar em Paul, viu a entrevista dele para o Fantástico no domingo??

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Se você quiser virar especialista em Gagalogia, já tem como. A Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos tem uma cadeira chamada "Lady Gaga e a sociologia da fama", com uma abordagem "sociológica" (segundo o professor) da obra da cantora. O professor Mathieu Deflem disse que teve a ideia depois de assistir a 30 shows de Lady Gaga. Ele também possui mais de 300 gravações da cantora, e criou o site de fãs Gagafrontrow.net. Aos interessados, o programa pode ser lido aqui.

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A banda The Decemberists anunciou a data de lançamento e o nome de seu novo álbum. "The king is dead" chega às lojas no dia 11 de janeiro do ano que vem (eu já deveria ter comprado uma agenda de 2011), com 10 faixas. O sexto trabalho de estúdio da banda conta com a participação de Peter Buck, do R.E.M. e do Tired Pony. A relação de faixas é a seguinte: "Don't carry it all", "Calamity song", "Rise to me", "Rox in the box", "January hymn", "Down by the water", "All arise!", "June hymn", "This is why we fight" e "Dear Avery".

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O Franz Ferdinand anunciou que vai voltar a se apresentar no próximo mês de novembro. Serão três shows em cidades espanholas: Barcelona, San Sebastian e Málaga, nos dias 04, 06 e 08, respectivamente. Os shows serão secretos, então os locais só serão divulgados poucas horas antes das apresentações. Será que rola material novo? Será que rola material bom, depois do modorrento "Tonight: Franz Ferdinand" (2009)??

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"Eu posso me ver cantando pelos próximos vinte anos. Alguém terá que me expulsar do palco." (Rivers Cuomo, vocalista do Weezer, ao Nola.com, tirando a esperança de qualquer fã que tenha assinado a petição para que a banda se separasse)

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Falando em vinil, o Joy Division também vai lançar uma caixa com dez discos de sete polegadas (o bom e velho single). "+-" (esse é o nome do box) trará alguns disquinhos inéditos, criados exatamente para essa caixa, que terá edição limitada a cinco mil cópias. As faixas são as seguintes: 1) "Warsaw" / "Leaders of men"; 2) "No love lost" / "Failures"; 3) "Digital" / "Glass"; 4) "Autosuggestion" / "From safety to where"; 5) "Transmission" / "Novelty"; 6) "Atmosphere" / "Dead souls"; 7) "Komakino" / "Incubation" / "As you said"; 8) "Love will tear us apart" / "These days"; 9) "She's lost control" / "Love will tear us apart 2"; 10) "Isolation" / "Heart and soul". O design do box foi assinado pelo velho colaborador da banda, Peter Saville.

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O selo Discobertas, do Marcelo Fróes, está colocando nas lojas seis álbuns (vendidos separadamente) da Elza Soares: "Elza Soares" (1974), "Nos braços do samba" (1975), "Lição de vida" (1976), "Pilão + raça = Elza" (1977), "Somos todos iguais" (1985) e "Voltei" (1988). Para os colecionadores, o grande destaque do pacote é o disco de 1985, que nunca havia saído em CD. Os outros estão presentes no fabuloso box (também produzido por Marcelo Fróes) que a EMI lançou faz uns sete anos, e já está fora de catálogo. "Somos todos iguais" traz canções como "Osso, pele e pano" (Jorge Aragão), "Daquele amor nem me fale" (João Donato e Martinho da Vila) e o clássico samba "Heróis da liberdade" (Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira). Destaque também para a gravação de "Milagres", letra do grande amigo de Elza, Cazuza, e o dueto com Caetano Veloso em "Sophisticated lady", de Duke Ellington. Todos os relançamentos vêm com faixas bônus.

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Ainda nesse mês de novembro, a Polysom lança mais quatro álbuns nacionais em edição vinil de 180 gramas. São eles: "Aqui, ali, em qualquer lugar" (Rita Lee), "Cabeça dinossauro" (Titãs), "Estudando o samba" (Tom Zé) e o primeiro disco do Secos & Molhados. O preço médio varia entre aquilo mesmo: 90 e 100 reais. Só não deu pra entender a escolha desse álbum da Rita Lee, um dos mais sem graça de sua carreira. Certamente a EMI (gravadora do período áureo da cantora) não liberou que a Polysom lançasse coisas como "Fruto proibido" (1975). Pena. Tomara que ela o faça um dia.

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Vai um sambinha pra animar? Tem gente que é tão especial que escolhe para morrer no Dia de Finados. Foi o caso da magnífica Jovelina Pérola Negra, que partiu dessa pra melhor em 1998. Fico muito feliz quando, em um show do Zeca Pagodinho, vejo a galera cantando coisas como "Bagaço da laranja", "Luz do repente" ou "Feirinha na Pavuna". Nesses momentos, a Pérola Negra deve abrir uma cerveja lá com os anjos e abrir aquele seu sorriso.



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Opa, peraí caceta... Eu falei do "MTV - Ao vivo", dos Raimundos, outro dia aqui no blog. Mas vou falar de novo sobre a banda. Em 02 de novembro de 1995, chegava às lojas o segundo álbum dela: "Lavô tá novo". Sim, foi um dos discos que mais ouvi na minha insuportavelmente chata adolescência. Já gostava muito do primeiro álbum, mas esse segundo, pra mim, superou. Mesmo dentro de uma grande gravadora, a banda soube manter a sua integridade. Tudo bem que o fã mais radical vai perguntar: "ah, e 'I saw you saying'?". Bom, pra mim, foi uma puta de uma ironia. Ainda mais porque, um pouquinho antes, você podia ouvir "Eu quero ver o oco" ou "Esporrei na manivela". Grande banda. Se tivesse por aí até hoje com todos os seus integrantes originais, seria uma das melhores do país. (Obrigado, mais uma vez, a Paulo Marchetti)



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Então chega de papo furado porque hoje faz 32 anos que "Outlandos d'Amour", álbum de estreia do The Police, chegou às lojas. Ah, foi uma bela estreia desse que foi um dos melhores trios da história do rock, não é verdade? A identidade sonora da banda já estava toda presente nesse álbum: um rock com pitada de reggae, dub, a bateria animal do gênio Stewart Copeland... Ou seja, a banda já entrou em campo pra golear - metáfora futebolística é muito cafona, mas estou ressacado demais para pensar em algo melhor... E, cá pra nós, são poucas as bandas que lançam um primeiro disco com clássicos como "Roxanne", "Can't stand losing you", "So lonely" e "Next to you", né não?



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Nossa, falando assim, parece que fiquei um ano sem aparecer por aqui. Foram só dois dias. E no domingo vocês leram minhas resenhas, né? Não sei se foi a bebedeira ontem - é, ontem, eu bebi muito - mas tive um sonho déjà vú total nessa noite. Foi como se eu estivesse revivendo a cena novamente. Igualzinha como ela foi. Pode parecer sacanagem, mas até o cheiro eu conseguia sentir. Sabe qual foi o momento? Esse aqui:



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Salve! Salve! Hoje acordei meio Pedro Bial, saca? Olha, foi mal a ausência no sábado e na segunda. Não foi vagabundagem, não. É que ainda estava (estou) com a mão esquerda ferrada por conta daquele acidente. Tá muito ruim digitar assim. Mas prometi que de hoje não passava. Tipo, ou eu voltava para o blog hoje ou me matava. Achei melhor voltar. E já que não me matei, acho que o Dia dos Mortos é um bom dia para a volta, não?