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1 de ago. de 2011

Os 30 anos da MTV e os 70 (isso, 70!!) do Ney Matogrosso; o álbum do The Cleaners; a música nova do Chickenfoot; e a despedida da 360º tour, com "40".



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Bom dia! Início do mês significa dinheiro no bolso, né? Pelo menos para vocês... Segundona começando, e hoje comemoramos o Dia do Selo. Isso mesmo. Duvido que você sabia que existia um Dia do Selo... Em 01º de agosto de 1843, foram emitidos os primeiros selos brasileiros. Agora você nunca mais se esquece, né?? A não ser que, um dia (será??) a gente não precise mais de cartas...

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Como eu não apareci por aqui ontem – um dia de descanso eu mereço –, vou falar de uma grande atriz, uma das mais engraçadas que eu já vi atuar, que teria feito 110 anos de idade. Henriqueta Brieba nasceu em Barcelona, no dia 31 de julho de 1901. Viveu bem, e morreu aos 94 anos, no Rio de Janeiro. Olha só ela fazendo papel de “mãe” do Jô Soares, com o engraçadíssimo quadro da Bô Francineide... Antológico!



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E o que tem pra hoje, gente? Bom, foi no dia 01º de agosto de 1981 que a MTV foi ao ar pela primeira vez nos Estados Unidos. Época boa, em que a MTV ainda tocava música. “Video killed the radio star”, da banda The Buggles, foi o primeiro videoclipe a ir ao ar na emissora.



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E atenção!! Hoje, o maior cantor do Brasil sopra 70 velinhas. Quem é? Lógico que é o Ney Matogrosso. Caramba, 70 anos chega a ser inacreditável... Setenta anos com um corpinho de 25, é verdade. Ney Matogrosso é o cara. Ele consegue transitar em qualquer estilo musical. Canta de tudo: Cartola, Ângela Maria, Cazuza, Eduardo Dussek, Antonio Carlos Jobim... Os seus shows são sempre deslumbrantes. Não sei quais são os melhores. Se aqueles nos quais ele se fantasia, e faz o diabo a quatro no palco, ou aqueles em que se apresenta com figurinos sóbrios, apresentando um repertório mais, hum, antigo... Eu gosto de qualquer jeito. Já devo ter assistido a uns 30 shows do Ney. E nunca, nunca, nunca me decepcionei.



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Ah, mais uma do Ney... Ele merece!



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Os torcedores do Vasco da Gama também têm os seus motivos para comemorar hoje. Há 37 anos, o clube da cruz de malta sagrou-se campeão brasileiro, ao vencer o Cruzeiro por dois a um, no estádio do Maracanã. Ademir e Jorginho Cavoeiro marcaram pelo Vasco, Nelinho, do Cruzeiro, descontou.



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Ah, e que bom que o Vasco da Gama voltou a ser um clube de conquistas. Como nunca deveria deixar de ser.

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Eu tive o grande prazer de receber, recentemente, o CD da banda The Cleaners, formada por Rodrigo “Milk” (vocais e guitarra), José Filho (guitarra), Rodrigo Lima (baixo) e Duca Olimazzi (bateria). “Behind the truth” é uma prova de que pode haver vida inteligente no rock brasileiro – ainda que cantado em inglês. São 12 faixas que nos remetem diretamente a bandas que ainda carregam o rótulo de “indie”, como os Strokes, uma das influências mais visíveis da banda de Mauá. Os destaques de “Behind the truth” são “The daily round” e “Let music be music”. Mais informações da banda no site oficial e no perfil no Myspace.



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E quais são as novidades de hoje, hein?? Vamos começar pela superbanda Chickenfoot – aquela que tem Sammy Hagar, Joe Satriani, Michael Anthony e Chad Smith. O novo álbum do grupo, “Chickenfoot III”, só está agendado para o dia 27 de setembro. Enquanto isso, o primeiro single do disco, “Big foot”, foi liberado ontem. A relação de faixas de “Chickenfoot III” é a seguinte: “Last temptation”, “Alright, alright”, “Different devil”, “Up next”, “Lighten up”, “Come closer”, “Three and a half letters”, “Big foot”, “Dubai blues” e “Something going wrong”.



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Quem também vai lançar algo em breve é o onipresente Damon Albarn. No momento, ele se encontra na República Democrática do Congo, gravando um novo disco, com uma série de participações especiais de músicos locais. A ideia é gravar o álbum em apenas uma semana. A faixa, “Halo”, já finalizada, foi disponibilizada por Albarn. Um pouquinho estranha, verdade. Mas, a julgar pelos últimos trabalhos do Gorillaz, é melhor não chegar a um veredicto precipitadamente.



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O guitarrista Slash é outro que deve surgir com novidades em breve. Um DVD foi gravado na semana passada durante um show no Victoria Hall, em Stoke, na sua cidade-natal de Hampstead, na Inglaterra. Após o show, o guitarrista tuitou: “Stoke foi um fuckin’ blast!! Muita vibração e energia. Será um puta DVD.” O set list do show foi o seguinte: “Been there lately”, “Nightrain”, “Ghost”, “Mean bone”, “Back from Cali”, “Rocket queen”, “Civil war”, “Nothing to say”, “Promise”, “Starlight”, “Doctor Alibi”, “Speed parade”, “Watch this”, “Beggars & hangers-on”, “Patience”, “Godfather Theme”, “Sweet child o’ mine”, “Slither”, “By the sword”, “Mr. Brownstone” e “Paradise city”.

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Nesse fim de semana, o U2 finalmente encerrou a sua “360º tour”. O ultimo dos 110 shows aconteceu no ultimo sábado, em Moncton, Canadá. Foi a maior turnê de todos os tempos. O faturamento chegou a 736 milhões de dólares, e mais de sete milhões e duzentas mil pessoas presenciaram os shows. O U2 quebrou o recorde que pertencia aos Rolling Stones, no dia 10 de abril, na segunda apresentação que a banda irlandesa realizou em São Paulo, quando o faturamento da turnê alcançou 558 milhões de dólares.

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E sabe como o U2 se despediu da “360º tour”?? Assim:



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Depois da polêmica gerada por algumas declarações, segundo as quais, os ataques na Noruega “não foram nada”, comparados com o abate de animais pelas redes de fast food, Morrissey emitiu um comunicado em seu site oficial. Não, ele não se desculpou. Pelo contrário, manteve firme a sua posição. Olha só o que ele escreveu: “As mortes recentes na Noruega foram horríveis. Como é habitual nestes casos, a imprensa dá ao assassino exatamente aquilo que ele quer: fama mundial. Ninguém cita os nomes das vítimas, como se não fossem importantes. Não deviam dizer o nome dele [do assassino], nem fotografá-lo, e levá-lo para longe. O comentário que fiz em Varsóvia pode ser explicado assim: todos os dias, milhões são assassinados de forma rotineira para gerar lucros para a McDonalds e a KFCruelty, mas como estes assassinatos são protegidos por leis, pedem-nos que lhes sejamos indiferentes e não os questionemos. Se, com toda a razão, se sentem horrorizados pelas mortes na Noruega, é natural que também se sintam horrorizados pelo assassinato de qualquer ser inocente. Não podem ignorar o sofrimento animal só porque os animais ‘não somos nós’”.

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Pelo menos ninguém pode acusar Morrissey de incoerência...

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O Radiohead lançou virtualmente três faixas remixadas do álbum “The king of limbs”. São elas: “Feral” (Lone RMX), “Morning Mr. Magpie” (Pearson Sound Scavenger RMX) e “Seperator” (Four Tet RMX). É só clicar aí embaixo…



A versão física do EP (em vinil, inclusive) será lançada hoje, com mais três faixas remixadas: “Give up the ghost”, “Little by little” e “Codex”.

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A versão de “While my guitar gently weeps”, composta por George Harrison, e gravada por Zé Ramalho, estreou no YouTube ontem. O álbum “Zé Ramalho canta Beatles” (capa acima) chega às lojas na semana que vem. O cantor paraibano já homenageou Raul Seixas, Bob Dylan, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, em trabalhos anteriores.



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Gilberto Gil também reaparece com um novo álbum. “Gil+10” foi gravado no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, em 13 de outubro do ano passado, para comemorar os 10 anos de uma emissora de rádio. O baiano recebeu 10 convidados de peso, como Os Paralamas do Sucesso, Lenine e Milton Nascimento. As faixas do CD “Gil+10” são: “Palco”, “A linha e o linho” (com Lenine), “Aquele abraço” (com Zeca Pagodinho), “Extra II, O rock do segurança” (com Erasmo Carlos), “Torpedo” (com Ana Carolina), “Andar com fé” / “Vida” (com Preta Gil), “Cálice” (com Milton Nascimento), “Lamento sertanejo” (com Milton Nascimento e Maria Gadú), “Acreditar”, “Alguém me avisou” (ambas com Dona Ivone Lara), “Deixar você” (com Mart’nália), “A novidade” (com Os Paralamas do Sucesso) e “Essa é pra tocar no rádio”.



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Também chegou ao mercado nacional, o CD+DVD “The Best of The BBC Vaults”, de Ella Fitzgerald. Sã mais de duas horas de imagens e vídeos da cantora, resgatadas dos arquivos da BBC, em quatro apresentações distribuídas no DVD. O CD traz algumas músicas do DVD, que se divide em quatro partes: “Show of the week: Ella Fitzgerald swings” (gravado para um programa de televisão de 1965), “Ella Fitzgerald sings” (um dos shows mais conhecidos pelos fãs da cantora por já ter sido exibido na programação da BBC diversas vezes), “Ella Fitzgerald at Ronnie Scott’s” (de 1974, exibido pela BBC em 1996, após a morte da cantora) e “Jazz From Montreux” (filmado em 1977). O show no Ronnie Scott’s está logo aí abaixo.

27 de jun. de 2011

A VOLTA – Com Morrissey, Gil, The Who, Paul Simon, U2 e os Chicos (o Buarque e o Torcedor)

E soam as trombetas do apocalipse... O meu imaginário leitor pensou que esse blog estava morto, humilhado, enterrado... E estava mesmo. Mas ele está de volta. Depois de longo e tenebroso inverno, aproveito o início do... inverno (!!), para ressuscitar isso aqui. Bom, não pense que fiquei esse tempo todo de papo pro ar, sem fazer nada... Trabalhei bastante. Em breve, teremos novidades. Podem aguardar.

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Mas vambora... Pensei durante o feriado todo como voltaria a esse blog. Seria com o mesmo formato de antes? Bom, eu não tive maiores ideias. Não sou daqueles que tem tanto apreço assim pela palavra “mudança”. Então, vamos deixar mais ou menos como antes. Só tem duas coisas que quero combinar desde já com vocês: 1) meus textos serão mais leves e curtos, pois, em tempos de twitter, pouca gente tem saco de ler um texto maior do que uma frase, quiçá, uma oração; 2) não cobrem a minha presença aqui todo dia. Eu não sei como será a minha vida até o final do ano. Mas prometo que sempre que rolar, essa ESQUINA será a minha prioridade.

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Chega de papo. Quero começar os trabalhos com uma música. Morrissey em um clássico dos Smiths. Quem gosta, levanta o dedo...



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Aliás, quem mais poderia escrever algo assim??
“And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine”


Hein??

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Agora vou tirar o pó da agenda para ver quem faz aniversário hoje. Hum, na verdade, ontem... Porque no dia 26 de junho, Gilberto Gil completou 69 (69???) anos. Selecionei um videoclipe (com áudio péssimo) de uma música dele que eu adoro: “Roque Santeiro (O rock)”. A música não tem nada a ver com a novela fantástica do Dias Gomes – tirando o fato de ter sido composta na mesma época. Nela, Gil dá as boas-vindas à galera do Rock Brasil, como os Paralamas, Ultraje, Titãs, Lobão... Então, “Caetano, vem ver aquele preto que você gosta...



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Hoje também é dia de lembrar do grande John Entwistle, eterno baixista do The Who que, ao lado do batera Keith Moon, formou a maior cozinha da história do rock. Há nove anos, em circunstâncias não muito conhecidas até hoje (hum, hum...), Entwistle partir dessa pra melhor. Ele estava em Las Vegas, na véspera da estreia da nova turnê do The Who... Ah, Las Vegas... “Bóóóris the spideeerr...



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No cinema, há dez anos morria Jack Lemmon, que participou de filmes importantes como “A corrida do século” (1965) e “Aeroporto 77” (1977). Procurei alguma cena dele no YouTube para ilustrar o post, e achei tocante essa que mostra a vitória dele no Oscar de 1974, pelo filme “Sonhos do passado” (1973). O Oscar parecia ser uma festa tão bacana...

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Nesse tempo todo que fiquei afastado do blog, ouvi muitos discos interessantes. Não dá para citar tudo aqui porque vai que eu esqueço de algum, e aí vocês vão pegar no meu pé. Mas se você me perguntar, na lata, qual o melhor álbum que eu escutei em 2011, arrisco dizer que é esse aqui:




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É ou não é?



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Ah, e o que eu andei lendo? Putz, com certeza li mais do que ouvi nesses últimos meses. Aos poucos, eu vou atualizando aqui a minha lista de leitura. Mas eu recomendo, de cara, o clássico “Gigantes do futebol brasileiro”, de João Máximo e Marcos de Castro. A edição original é de 1965, e a editora Civilização Brasileira relançou no mês passado. Além de 14 perfis (devidamente revistos) da obra original, a tal nova edição incluiu mais seis, de gente como Falcão, Rivelino e Romário. Os perfis antigos abrangem craques do nível de Pelé, Garrincha e Tim. Pena que o texto sobre Jair Rosa Pinto, titular da seleção brasileira de 1950, tenha ficado de fora. A família não entendeu a homenagem, e vetou o perfil. Mesmo para quem não gosta de futebol, o livro é obrigatório. Os textos são deliciosos e uma aula de como se deve escrever.

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Isso é notícia velha, mas ainda está valendo. Que tal a música nova do Chico Buarque, hein? Nunca vi tanta discussão sobre uma música nova do Chico. Muitas falando mal de “Querido diário”. Em suma, dizem que “não é o Chico dos velhos tempos”. De minha parte, acho que o Chico já “não é o Chico dos velhos tempos” faz muito tempo. E isso não é uma crítica. Também não achei a canção ruim. Apenas diferente. Daqui a pouco todo mundo se acostuma. E eu só quero ver a loucura que vai ser para comprar ingresso para o show. (Se é que vai ter turnê...)



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Até o final desse ano vai sair a edição comemorativa dos 20 anos do “Actung baby” (1991), clássico dos clássicos do U2. O empresário Paul McGuiness já adiantou que “os fãs terão que pagar um preço alto” pela edição especial. A relação de faixas ainda não foi divulgada, mas o guitarrista The Edge já adiantou que tem coisa que nunca viu a luz do dia. Pelo jeito, a banda irlandesa anda empolgada com o projeto. Tanto que começou a sua apresentação em Glastonbury, na sexta passada, com cinco (isso, CINCO!!) canções de “Achtung baby”: “Even better than the real thing”, “The fly”, “Mysterious ways”, “Until the end of the Word” e “One”. Olha aí embaixo…







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Deu no New York Times...

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Jogo dos sete erros...


Era só o que faltava... Agora querem colocar na cabeça do povão que a Dilma é a Dona Nenê? É isso mesmo??

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Para terminar, um vídeo do meu ídolo...







Só não deu para engolir essa do América...

10 de dez. de 2010

Michael Jackson, Axl Rose, Lady Gaga, Sepultura, Libertines+Arctic Monkeys, Judas Priest, Gorillaz, Gilberto Gil, Aretha Franklin

Força Aretha Franklin!




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Essa aí é a capa do DVD "Fé Na Festa - Ao Vivo", de Gilberto Gil, que sai na semana que vem. Dirigido por Andrucha Waddington, o vídeo, que conta com a participação de Dominguinhos, traz o registro do show que o cantor fez no Retiro dos Artistas, em setembro passado. O repertório, bem semelhante ao seu outro DVD junino ("São João Vivo"), é o seguinte: "Fé na festa", "A dança da moda", "Assim sim", "Estrela azul do céu", "Óia eu aqui de novo", "Baião da Penha", "Qui nem jiló", "Expresso 2222", "Respeita Januário", "O xote das meninas", "Eu só quero um xodó", "Lamento sertanejo", "Um riacho, um caminho", "Juazeiro", "Baião", "De onde vem o baião", "Aprendi com o rei", "O livre atirador e a pegadora", "O casamento da raposa", "Olha pro céu", "Madalena", "Asa Branca", "Maria Minha" e "Esperando na janela".

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Os fãs do Gorillaz ganharão um presente de Natal. Sabe aquele álbum que eles gravaram durante a turnê, em um iPad, e que eu já havia falado aqui no blog? Pois bem, o disco estará disponível, de graça, no site oficial da banda, no dia de Natal. Não tem muito tempo que o Gorillaz lançou um dos melhores álbuns desse ano, "Plastic beach". Resta saber se Damon Albarn e companhia conseguirão manter o mesmo nível.

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A banda Judas Priest anunciou que vai pendurar os casacos de couro com tachinhas. No ano que vem, está programada uma turnê mundial de despedida, singelamente batizada de "Epitaph tour". Rob Halford e seus colegas estão prometendo um repertório com todos os clássicos da banda. Por enquanto, estão marcados cinco apresentações na Europa. A última vez que o Judas veio ao Brasil foi em 2008.

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Mais uma "superbanda" vem aí. Carl Barat (Libertines), Matt Helders (Arctic Monkeys), Drew McConnell (Babyshambles) e Gruff Rhys (Super Furry Animals) anunciaram que vão gravar um álbum beneficente. O grupo, que se chamará The Bottletop Band, ainda receberá contribuições de VV Brown, Sam Sparro e Reverend And The Makers. A renda originária das vendas do disco ("Dream service", com lançamento previsto para o dia 11 de abril de 2011) reverterá para projetos educacionais na África, no Reino Unido e no Brasil. O primeiro single, "Fall of Rome", já está rolando pela internet.



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Max Cavalera quer voltar ao Sepultura com a sua formação original, mas o baixista Paulo Jr. é contra o retorno. Pelo menos é o que o próprio Max afirma. "Eu tive uma conversa muito boa com o Andreas Kisser. Pareceu que ele queria fazer isso. Quanto ao Igor Cavalera, tenho certeza. Penso que a única pessoa que é contra é o Paulo", disse o cantor e guitarrista ao Sonic Excess. "Eu não sei o motivo, mas ele é contra a reunião mesmo. As pessoas deveriam perguntar a ele o porquê", completou.

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Lady Gaga escolheu quatro línguas diferentes do inglês para cantar em seu próximo álbum. E o português está entre elas. Com lançamento previsto para maio do ano que vem, "Born this way" contará com músicas com letras em português, castelhano, mandarim e hindu. Gaga diz que quer "atingir o máximo possível de pessoas". Resta saber se será com sotaque lusitano ou brasileiro...

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Em uma enquete realizada pela Music Radar (mais uma?!), Axl Rose foi eleito o melhor vocalista de rock em todos os tempos, batendo gente como Freddie Mercury e Robert Plant. Se você realmente levou isso a sério, o top 10 (com direito a Matt Bellamy) é o seguinte:
1) Axl Rose
2) Freddie Mercury
3) Robert Plant
4) Ronnie James Dio
5) John Lennon
6) Bruce Dickinson
7) Thom Yorke
8) Kurt Cobain
9) Matt Bellamy
10) Paul McCartney

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Para quem ainda não viu, o novo videoclipe de Michael Jackson, "Hold my hand", está aqui. (Se o YouTube ainda não tiver tirado do ar.) E falando em Michael, hoje foi anunciado que o estoque de material inédito ainda deve durar mais alguns anos. O produtor Teddy Riley (responsável por "Michael", que chega às lojas na semana que vem), disse à BBC que já está muito entusiasmado com o próximo. Tadinho do Michael...

16 de out. de 2010

Art Blakey, Gene Krupa, Leila Pinheiro, Paul Simon, Jamiroquai, Castrinho, Pink Floyd, Legião Urbana, Diogo Nogueira

Essa é a capa de "Sou eu - Ao vivo", DVD de Diogo Nogueira, gravado no Vivo Rio, e que contou com a participação especial de Chico Buarque. Nos extras, Diogo recebe outros convidados, como Ivan Lins ("Lembra de mim") e Alcione ("Amor imperfeito"), além de cantar um medley de sambas enredo da Portela. O repertório do DVD é o seguinte: "Deus é mais", "Força maior", "Deixa eu te amar", "Contando estrelas", "Lembra de mim", "Razão pra sonhar", "Pelo amor de Deus", "Tô te querendo", "Tô fazendo a minha parte", "Feijoada completa", "Baile no Elite", "Malandro é malandro, mané é mané", "Homenagem ao malandro", "Sou eu", "Lama nas ruas", "Amor imperfeito", "Vestibular pra solidão", "Me leva", "Da melhor qualidade", "A vitória demora mais vem", "Conto de areia" / "Aquarela brasileira" / "É hoje", "Além do espelho" e "Pedras que cantam". Nas lojas na primeira semana de novembro.

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UMA MÚSICA PRO FINAL DE SEMANA: "Giz", da Legião Urbana, ao vivo no Metropolitan/RJ, em outubro de 1994. Um dos grandes shows que já vi. Pena que ninguém lança isso em DVD... Seria bem mais interessante do que reembalar os mesmos discos pela décima vez.



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O baterista do Pink Floyd, Nick Mason, disse que a banda pode voltar a se reunir para shows de caridade. Ele afirmou à BBC News que David Gilmour e Roger Waters estão receptivos com a ideia. "Acho que seria um modo muito bom para a banda se aposentar", disse o baterista. A última vez que a banda se apresentou foi no "Live 8", em 2005. À época, o tecladista Richard Wright estava vivo. Em julho passado, Waters e Gilmour se apresentaram juntos em um evento de caridade.

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E amanhã é dia de dar os parabéns para o grande Castrinho, um dos grandes humoristas brasileiros. "Meu garoto"... "Meu pai, pai"... Hahaha... Alguém se lembra disso? O garoto, amanhã, completa 70 anos.



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Agora vou lembrar de um outro álbum bem bacana. "The return of the space cowboy", do Jamiroquai, chegou às lojas no dia 17 de outubro. Tive a oportunidade de assistir a alguns shows do Jamiroquai, e fico impressionado como o bom gosto da banda foi caindo, caindo, caindo... Esse álbum de 1994, por exemplo, cheio de referências da Motown, é fantástico. Depois, a banda foi escorregando para um lado meio eletrônico demais, que não me agradou. Não estarei no show do Jamiroquai em São Paulo hoje, mas torço para que a banda toque coisas desse tipo...



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Foi no dia 16 de agosto de 1990 que Paul Simon lançou um de seus melhores álbuns. "The rhythm of the saints" aprofundava a viagem do músico norte-americano em novos ritmos. Se o anterior "Graceland" (1986) estava encharcado de referências africanas, o álbum de 1990 ia ao encontro dos ritmos brasileiros. A começar pela introdução da faixa de abertura ("The obvious child"), gravada no Pelourinho pelo grupo baiano Olodum. A lista de brasileiros na ficha técnica de "The rhythm of the saints" é extensa: Raphael Rabello, Naná Vasconcelos, Armandinho, Mingo Araujo, Sidinho Moreira e Milton Nascimento. Marco Mazzola foi um dos produtores do álbum, que chegou ao 4º posto da parada de discos da Billboard.



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E sabe quem vai apagar 50 velas hoje? Hein? Leila Pinheiro, uma das maiores vozes do Brasil. Para mim, o grande álbum de Leila Pinheiro (tipo imbatível mesmo) é "Catavento e girassol" (1996), somente com faixas compostas por Guinga e Aldir Blanc. Considero esse disco um dos melhores lançados no Brasil na década de 90. Uma verdadeira aula de canto e de bom gosto. Recentemente, Leila Pinheiro lançou "Meu segredo mais sincero" (2010), todo com canções escritas por Renato Russo. Já resenhei esse CD aqui no blog, e tive lá as minhas restrições. Mas ainda assim é um bom álbum, e a sua interretação para "Quando você voltar" é de arrepiar. Pensei em colocar esse vídeo aqui para homenagear a cantora. Mas achei um mais interessante. Olha só ela novinha, novinha...



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O dia 16 de outubro não é lá um dos mais felizes para os bateristas. Além da morte de Art Blakey, esse mesmo dia (no ano de 1973) viu a morte de outro gigante do jazz: Gene Krupa. Ele começou a sua carreira na big band de Benny Goodman - participou, inclusive, daquele famoso concerto no Carnegie Hall, em 1938 -, mas não demorou muito para liderar a sua própria banda, a Gene Krupa Big Band.



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Agora é hora de falar de jazz. E jazz do bom, viu? Há vinte anos, o maior baterista da história do jazz partia dessa pra melhor. Art Blakey era um músico tão respeitado, que, mesmo sendo baterista, era o líder de uma banda de jazz: Art Blakey and the Jazz Messengers. Veja bem, quando digo "mesmo sendo baterista", não estou querendo subestimar os especialistas das baquetas, pelo contrário. Mas como o baterista geralmente fica lá atrás, escondidão, não é lá muito comum, ele liderar uma banda. Mas Art Blakey liderava. E uma das mais importantes da história do jazz. Com mais de 130 álbuns gravados, Art Blakey é um dos imortais do jazz.



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Quando era moleque, não tinha erro. Todo dia 16 de outubro tinha que apresentar um trabalho para o tal Dia da Ciência. Como não tenho mais esse tipo de trabalho para fazer, fica aqui a minha lembrança do dia com Gilberto Gil...

12 de set. de 2010

Resenhando: Queens Of The Stone Age, Djavan, Stevie Ray Vaughan, Gilberto Gil, The Who

“Rated R” (Deluxe Edition) – Queens Of The Stone Age
Parece que foi ontem que o NME elegeu o “Rated R”, segundo trabalho do Queens Of The Stone Age, o melhor álbum do ano 2000. No ano seguinte, a banda de Josh Homme veio pela primeira vez ao Brasil, para se apresentar na terceira edição do Rock in Rio. Pena que o público não estava muito a fim de assistir ao show. (E, verdade seja dita, o QOTSA também não estava nem um pouco a fim de fazer o show. A banda acabou ficando marcada pela atitude do baixista Nick Oliveri, que se apresentou pelado.) Dez anos se passaram, e agora chega às lojas a “Deluxe edition” de “Rated R”, que traz o álbum original remasterizado e mais uma penca de raridades. O álbum dispensa maiores apresentações. “Feel good hit of Summer”, “The lost art of keeping a secret”, “Monsters in the parasol” e “Lightning song” formam um conjunto coeso que, dificilmente, será superado pela banda. É o preço que se paga pela produção de uma pequena obra-prima. O que vale mesmo nessa edição especial é o segundo CD, que traz seis faixas gravadas para os singles do álbum, incluindo a pesadona “You’re so vague” (espécie de “homenagem” de Josh Homme à baba “You’re so vain”, de Carly Simon), a ótima versão para “Who’ll be the next in line” (do Kinks), “Ode to Clarissa” e uma versão ao vivo para “Monsters in the parasol”. E, por falar em versão ao vivo, a apresentação que o QOTSA fez no festival de Reading, em 2000, fecha essa edição especial. São apenas nove músicas da fase inicial da banda, como “Avon” e “Regular John”, as duas do auto-intitulado disco de estreia da banda, de 1998. Dá para ter uma boa ideia do show que os brasileiros não viram (e a banda não fez) no Rock in Rio 3.

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“Ária” – Djavan
Que Djavan é uma das maiores vozes do Brasil, ninguém discute. Que Djavan é um dos maiores compositores do Brasil, muita gente discute. Autor de pérolas da MPopB, como “Oceano” e “Linha do Equador”, Djavan vinha escorregando em seus últimos álbuns, como “Vaidade” (2004) e “Matizes” (2007). Três anos após o lançamento de seu último trabalho, o músico alagoano volta ao disco com um trabalho de intérprete. São doze canções escritas pela nata da Música Popular Brasileira, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Cartola, Antonio Carlos Jobim, Silas de Oliveira e Luiz Gonzaga. Ainda sobra espaço para as releituras de “Fly me to the moon” (de Bart Howard, eternizada na voz de Frank Sinatra), “La noche” (de Enrique Heredia Carbonell e Juan Jose Suarez Escobar) e “Nada a Nos Separar” (de Wayne Shanklin, em versão de Romeo Nunes). O resultado da mistura soa irregular, ainda que os pontos altos sejam mais numerosos do que os fracos. Nesse novo álbum, Djavan acertou ao retornar a um instrumental mais básico, com uma banda enxuta formada por Torcuato Mariano (violões e guitarra), André Vasconcellos (baixo) e Marcos Suzano (percussão). E isso fica claro nas ótimas versões de “Apoteose ao samba” e “Luz e mistério”, econômicas, com destaque para a voz de Djavan, que ainda reserva os melhores momentos do disco nas faixas de voz & violão (“Disfarça e chora” e “Brigas nunca mais”). Os escorregões acontecem nas versões dispensáveis de “Palco” (que, ao invés de classuda, que deve ter sido a intenção de Djavan, ficou sem graça, quando comparada à versão original de Gilberto Gil) e de “Oração ao tempo”, que perdeu muito sem a carga emotiva da gravação original de Caetano Veloso. Mas ninguém vai poder dizer que “Ária”, por ser composto somente de versões, é um álbum caça-níquel. Pelo contrário, Djavan soube colocar a sua personalidade em cada uma das 12 regravações. E talvez seja o seu melhor álbum nessa década.

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“Couldn’t stand the weather” (Legacy Edition) – Stevie Ray Vaughan
Stevie Ray Vaughan é daquele tipo de artista que deixou uma obra muito grande para uma carreira bastante curta. Quando surgiu, em 1983, com um dos melhores debut albuns ever (“Texas flood”), ele se transformou, rapidamente, de simples promessa em grande estrela. Já no ano seguinte, quando lançou “Couldn’t stand the weather”, SRV já poderia ser chamado de um dos maiores guitarrista do mundo. É verdade que o seu segundo álbum não é tão bom quanto o primeiro. A sonoridade, imposta por ele e pela sua inseparável banda Double Trouble, estava um pouco mais pop, como na faixa título. Mas outras canções, como a jazzy “Stang’s swang”, o blues “Cold shot” (de W. C. Clark) e a versão arrebatadora de “Voodoo child (Slight return)” (de Jimi Hendrix), dão a certeza de que “Couldn’t stand the weather” ainda deve ser apreciado 26 anos após o seu lançamento. Daí que essa “Legacy edition” é indispensável para os fãs do guitarrista. Além do álbum original remasterizado, o pacote de dois CDs traz 11 faixas gravadas na época de “Couldn’t stand the weather”, entre faixas já lançadas anteriormente, como “Little wing” (presente no álbum póstumo “The Sky is crying”, de 1991), e outras inéditas, como “Boot hill” e um take alternativo de “Stang’s swang”. Como se não bastasse, o segundo CD do pacote é dedicado a um show de SRV & Double Trouble, no dia 17 de agosto de 1984 (três meses após o lançamento do álbum de estúdio), no Spectrum de Montreal. Aí que o bicho pega. As 13 gravações são absolutamente inéditas. E é sempre possível encontrar coisas diferentes em regravações de clássicos como “Love struck baby”, “Pride and joy”, “Lenny” e “Testify”. Pelo jeito, o baú de Stevie Ray Vaughan é maior do que se podia imaginar. Carreira curta. Obra grande. Grandiosa, aliás.

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“Retirante” – Gilberto Gil
Lá fora é comum o lançamento de gravações inéditas de grandes artistas, quando estavam no início de carreira. Aqui no Brasil, o negócio é mais raro. E seria inexistente se não fosse o trabalho de pesquisadores obcecados por arquivos de gravadoras. Um desses pesquisadores é Marcelo Fróes, que, não bastasse ter lançado dois caixotes com a obra completa de Gilberto Gil (e mais uma tonelada de raridades), tira agora da manga o CD duplo “Retirante”, com as gravações de Gil antes da fama. Algumas dessas gravações já haviam sido lançadas na caixa “Palco” (2002), mas, em “Retirante” é possível enxergar um panorama mais organizado da obra de Gilberto Gil. E a conclusão é simples: a voz mudou, mas Gil sempre foi um excelente compositor. Mesmo quando quase ninguém o conhecia. A pré-história de Gilberto Gil começou a ser traçada em 1962, nas gravações registradas para compactos de 78rpm pela JS Discos, de propriedade de Jorge Santos, locutor da Rádio Excelsior de Salvador. Dessas gravações, destaca-se “Serenata do Teleco-Teco”, tentativa de Gil (sem cerimônia alguma) de soar parecido com (ou igual a) João Gilberto. Além das gravações feitas para a JS, o primeiro CD traz raridades que só haviam sido lançadas em compactos ou álbuns coletivos, como “Felicidade vem depois” (considerada pelo próprio Gil a sua primeira composição), gravada para um disco idealizado pela antiga revista O Bondinho. Mas o recheio do bolo de “Retirante” está mesmo no segundo CD, que traz a íntegra de sua primeira fita demo, gravada apenas com voz & violão, no escritório da editora musical Arlequim, no início de 1966. Dentre as 18 canções (com qualidade de áudio bem razoável), vale destacar coisas que depois ficariam conhecidas (como “Ensaio geral”, “Beira-mar” e “Minha senhora”), além das inéditas (sim inéditas até hoje!) “Rancho da boa vinda”, “A última coisa bonita”, “Me diga moço” e “Retirante”. De lambuja, o disco ainda traz as primeiras gravações autorais de Gilberto Gil para “Vento de maio”, “Meu choro pra você”, “Zabelê” e “Ninguém dá o que não tem”. Obrigatório!

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“Greatest hits live” – The Who
Sempre pelos palcos, mas sem muita ideia para gravar músicas novas, o The Who lançou o CD duplo “Greatest hits live”, que faz um apanhado de sua carreira, de 1965 a 2009. O CD 1 é dedicado a fase áurea da banda inglesa, com a sua formação original (Roger Daltrey nos vocais, Keith Moon na bateria, Pete Townshend na guitarra, e John Entwistle no baixo), com clássicos como “Substitute” (gravado em dezembro de 1971, no San Francisco Civic Auditorium), “Won’t get fooled again” (em Largo, no mês de dezembro de 73) e um medley fantástico que abarca “Naked eye”, “Let’s see action” e “My generation” (em 1974, no estádio do Charlton, em Londres). Todas essas gravações, apesar de raras, podem ser encontradas em bootlegs da banda que têm a rodo por aí. Outras chegaram a fazer parte de lançamentos oficiais do conjunto, como “Magic bus” (do “Live at Leeds”, de 1970) e “My generation” (do “BBC Sessions”, com gravações de 1965, lançado em 2000). O segundo CD começa em 1989, com cinco faixas gravadas durante a turnê de 1989, em show realizado em Los Angeles, e lançado em CD duplo à época (“Join together”, de 1990). Quatro gravações, já dos anos 00, fecham o CD, incluindo uma versão poderosa de “Eminence front”, no Brisbane Entertainment Centre, em 2009, durante a última turnê da banda. Para quem não tiver nada ao vivo do The Who, “Greatest hits live” pode ser uma boa pedida. Mas nada supera o essencial “Live at Leeds”, de 1970.

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Abaixo, a faixa “Fly me to the moon”, de Bart Howard, na voz de Djavan:

28 de ago. de 2010

Robbie Williams, Oasis, Ingrid Bergman, Charlie Parker, Edu Lobo, Beatles, Zico, Axl, Gilberto Gil, Big Four, Interpol, Ozzy Osbourne

O LIVRO DA SEMANA: Bom, essa semana eu encontrei um tempo para ler "Eu sou Ozzy", autobiografia de Ozzy Osbourne. Vou dizer que fiquei bem surpreso. Pensava que fosse um livro meia-bomba, sem muito nexo, mas, na verdade, até que Ozzy se lembrou de muita coisa interessante. Assim, ele detalha os bastidores de cada álbum e de cada turnê do Black Sabbath e de sua carreira solo. Lógico que também há bastante espaço para as loucuras desse inglês de Birmingham. Quer saber com detalhes como foi o episódio da mordida no morcego? Tá tudo no livro. Mas, atenção: o estômago deve ser forte pra encara essa história e outras, como o emprego pré-fama de Ozzy, em um abatedouro de bois, ou então o episódio em que arrancou a cabeça de uma singela pombinha, no meio de uma reunião, para impressionar os executivos de sua gravadora. Ozzy fala também sobre o caso do suicídio de um adolescente que escutava a sua música enquanto estourou os miolos. A morte estúpida e surreal do amigo e guitarrista Randy Rhoads é lembrada no capítulo mais comovente da autobiografia. O Rock in Rio ganhou pouco destaque. E, pelo jeito, as lembranças de Ozzy do festival não são tão boas: "Tinha esperado ver a Garota de Ipanema em cada esquina, mas não vi nenhuma. Havia só um monte de crianças pobres correndo pelo lugar como ratos. As pessoas eram ou absurdamente ricas ou viviam nas ruas - parecia não haver nada no meio", escreveu. O livro é recheado de histórias hilárias (o encontro com Brian Wilson, por exemplo), mas Ozzy também não deixou de lado os problemas com álcool, drogas, polícia... Em alguns momentos, Ozzy parece estar na frente de seu psicanalista, principalmente quando se diz arrependido de algumas besteiras feitas no passado. Enfim, "Eu sou Ozzy" é obrigatório para quem se interessa pela figura. Mas também pode ser muito bem-vindo para quem queira apenas ler uma história bem, digamos... (existe alguma palavra que seja mais do que "surreal"??).

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Mais um vídeoclipe bem legal estreou por esses dias. É o novo do Interpol, "Barricade". Com o vídeo, a música ficou ainda mais interessante...



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Eu já tinha falado, algumas semanas atrás, sobre o lançamento do DVD/BD "Big Four", projeto que juntou Metallica, Megadeth, Anthrax e Slayer. Hoje temos algumas novidades. Em primeiro lugar, a capa, que está logo aí acima. O legal é que o DVD duplo (ou BD simples) trará os quatro shows na íntegra. Os repertórios podem ser lidos aqui. Haverá também uma edição especial com o DVD duplo, mais cinco CDs (com o áudio de todos os quatro shows), poster, palhetas, fotos e outras frescuras mais.

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"FÉ NA FESTA": Já que falei em Gilberto Gil, uma boa notícia para os seus fãs. "Fé na festa" vai ser gravado para DVD no mês que vem. A gravação acontecerá no Rio de Janeiro, em uma vila no Jardim Botânico.

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UMA MÚSICA PRO FINAL DE SEMANA: "2001", de Rita Lee e Tom Zé, com Gilberto Gil. Repare na guitarra de Lanny Gordin. Monstro!



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Olha só a diferença entre um país sério e o Brasil... Quando a banda do Axl Rose tocou por aqui no primeiro semestre, atrasou umas três horas em cada show. Um bando de mané achou maneiraça a atitude rockstar dele. Pois bem, ontem, no festival de Reading, na Inglaterra, Axl atrasou uma hora. Como existe um acordo entre os organizadores e a prefeitura para o show terminar em uma determinada hora, o som foi cortado do palco. E a banda saiu vaiada. Duvido que, no ano que vem, Axl seja convidado para se apresentar em algum festival europeu. Enquanto isso, por aqui, já estão cogitando no nome do Guns n' Roses para o Rock in Rio 2011...

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Vou finalizar as efemérides desse fim de semana falando de futebol. Na verdade, vou falar sobre um dos maiores crimes da história do futebol. Amanhã vai fazer 25 anos que um animal chamado Márcio Nunes arrebentou o joelho esquerdo do Zico. O crime aconteceu numa partida entre Flamengo e Bangu, pelo Campeonato Carioca de 85, e terminou zero a zero. Com a entrada, Zico rompeu os ligamentos do joelho, e teve que se submeter a diversas cirurgias. Ele nunca mais foi o mesmo. Mas ainda deu o Brasileirão de 1987 para o Flamengo. E, graças a Deus, pude ainda gritar muito o seu nome nas arquibancadas do Maracanã.



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Amanhã também é um dia importante para os beatlemaníacos. Foi no dia 29 de agosto de 1966 que os Beatles se apresentaram pela última vez na frente de um público - excluo aqui o show no telhado da Apple, em 1969, porque aquilo não foi lá um show, digamos, convencional. Tive muita dificuldade em encontrar imagens do show de 29/08/66, que aconteceu no Candlestick Park, em San Francisco. Acho que existe isso em vídeo, mas a gravação não é legal. De qualquer forma, o repertório eu consegui recuperar. E foi esse aqui: "Rock and roll music", "She's a woman", "If I needed someone", "Day tripper", "Baby's in black", "I feel fine", "Yesterday", "I wanna be your man", "Nowhere man", "Paperback writer" e "Long tall Sally".



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De um monstro sagrado do jazz para um monstro sagrado da MPB. Amanhã, o grande Edu Lobo sopra 67 velinhas. Quando penso em Edu Lobo, a primeira coisa que me vem a cabeça é "Ponteio", uma das músicas mais geniais ever. Acompanhado pelo Quarteto Novo, Momento Quatro e Marília Medalha, Edu Lobo apresentou "Ponteio" no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, e foi o grande campeão. Não era para menos, com a sua letra vibrante, e a melodia que passa pelo baião e pelo rock (sim, aquele solo de viola do Heraldo do Monte é puro rock n' roll), "Ponteio" deixou para trás "Domingo no parque" (de Gilberto Gil) e "Alegria alegria" (Caetano Veloso). O mais curioso é que as três canções seguem moderníssimas até hoje. Coisa de gênio mesmo.



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Amanhã também é dia de comemorar o aniversário de outro gênio. Charlie Parker nasceu no dia 29 de agosto de 1920. Um dos maiores saxofonistas da história do jazz, o Bird gravou alguns álbuns que não podem faltar numa boa discoteca do gênero. Ele também compôs preciosidades que são gravadas e regravadas volta e meia por aí, como "Ornithology", "Billie's bounce", "Anthropology" e "Moose the mooche". E se você quiser ouvir um álbum muito bom (mas muito bom mesmo) hoje, recomendo "The Cole Porter songbook" no sax de Charlie Parker. É sublime.



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Vamos passar agora para o dia 29 de agosto? Bora... Vou dar um pulinho no cinema agora, ok? Quero lembrar aqui de uma grande atriz bem marcada por esse dia. Ingrid Bergman nasceu a 29 de agosto de 1915, e morreu a 29 de agosto de 1982. Curioso, não? No dia em que completava 67 anos, a atriz sueca passou dessa pra melhor, vítima de um câncer de mama. E o melhor jeito de lembrá-la é com uma cena que, talvez, seja a mais importante da história do cinema. Aqui!

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Quer uma prova de que o tempo anda passando rápido demais? Então segura essa: hoje faz um ano (um ano!!) que o Noel Gallagher anunciou o fim do Oasis. Na época, eu até pensei que ele poderia mudar de ideia. Mas, pelo jeito, acho que o Oasis não volta nos próximos dez anos - a não ser que a Argentina ganhe alguma Copa antes disso, e o Messi convença os irmãos briguentos. Aí abaixo, uma boa recordação da última passagem do Oasis por essas terras.



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Vou começar o sabadão falando do Robbie Williams. Ele disse outro dia que estaria voltando ao Take That. Achei uma pena. Take That é uma boyband chata pra caramba, com aquelas musiquinhas melosas. Já Robbie Williams, em sua carreira solo, compôs algumas pérolas do pop nos últimos dez anos. Tipo um George Michael. No Wham!, era uma porcaria. Na carreira solo, arrebentou. Mas, voltando ao RW, hoje faz dez anos que ele lançou o seu principal álbum (minha opinião, tá?), "Sing when you're winning". Algumas das suas músicas mais bacanas: "Better man", "Rock DJ", "Kids"...



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Bom dia, pessoal. Sabadão chegou, hein? Sim, antes que me perguntem, eu caí da cama. Estava acordado desde às sete. Cansei de ficar rolando na cama e vim pra cá escrever um pouco. Ah, antes que eu me esqueça, parabéns aos bancários pelo dia de hoje. E também tem mais um bando de coisa que a gente tem que lembrar. Vou começar logo, tá?

26 de jun. de 2010

Gil, Mick Jones, Sonic Youth, O'Donnell, Maldini, Dias de Trovão, Entwistle, Lauryn Hill, Springsteen, Ozzy, Radiohead

Essa é muito boa... Música + quadrinhos!

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Agora eu achei um vídeo rapidinho da apresentação surpresa de Thom Yorke em Glastonbury. Dá pra ter uma ideia do que foi...



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UMA MÚSICA PRO FIM DE SEMANA: "Badlands", do Bruce Springsteen.



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LIVRO DA SEMANA: Essa semana não teve livro. Esse aqui que vos escreve esteve muito ocupado com esse blog e com a Copa do Mundo. Só deu tempo mesmo de ler os cadernos de esporte dos jornais...

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Lauryn Hill confirmou hoje que fará quatro shows no Brasil em setembro. Ela vai se apresentar em Florianópolis (dia 03/09, Stage Music Park), Rio de Janeiro (dia 06, Cibank Hall), São Paulo (dia 07, Credicard Hall) e Brasília (dia 12, Prainha da ASBAC). A pré-venda para clientes Credicard começa no dia 12/07, e a venda normal, no dia 19. Lauryn Hill já esteve no Brasil em 2007.

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E para fechar as efemérides desse fim de semana, lembro que amanhã faz oito anos que John Entwistle, super-baixista do The Who passou dessa pra melhor. Acho que já escrevi isso aqui, mas vou repetir... O The Who é uma das minhas bandas de rock prediletas, mas, tipo, não é A predileta. Mas uma coisa eu tenho que reconhecer: nunca existiu, na história do rock, uma cozinha tão poderosa quanto a do The Who. O maior baixista (John Entwistle) e o maior baterista (Keith Moon) de rock faziam parte da banda. Não precisa dizer mais nada, né? Ah, precisa sim, que o The Who ainda tem o guitarrista Pete Townshend e o vocalista Roger Daltrey...



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Voltando ao cinema, amanhã, dia 27 de junho de 2010, fará 20 anos que um filme que marcou a minha infância estreou. Dirigido por Tony Scott, e estrelado por Tom Cruise, Nicole Kidman e Robert Duvall, "Dias de trovão" conta a história de um montador de carros que decide apostar em um piloto jovem no campeonato de stock car. Mas acontece que aí, existe um adversário que faz uso de manobras, uhm..., não muito corretas. E o início desse filme, para mim, é genial. Não me esqueço do dia em que vi pela primeira vez no cinema. Por sorte, achei esse início no YouTube, com legenda. Divirta-se!



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E por falar em fiasco na Copa, eu não sei qual foi o maior, se o da Itália ou o da França. Enfim, no meio dessa crise da seleção francesa, amanhã, ela certamente nem vai se lembrar dos 26 anos da conquista da Eurocopa. A edição de 1984 aconteceu na própria França, e a seleção anfitriã ganhou a final contra a Espanha por dois a zero, gols de Platini (um frango histórico do glorioso Arconada) e Bellone. A seleção francesa em 1984 contava com gente como Bats, Battiston, Bossis, Tigana, Fernández, Platini, Giresse, Amoros, entre outros. Que falta que eles fazem, não? Pelo menos para os franceses...



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Do cinema para o futebol. Olha, se tem alguém que a seleção italiana deve ter sentido falta, depois do papelão nessa Copa, esse alguém é Paolo Maldini, que jogou quatro Copas do Mundo (1990, 94, 98 e 2002). Infelizmente, não levantou ganhou nenhuma Copa (azar da Copa, aliás), mas colecionou títulos no único clube que defendeu, o Milan (apesar de torcer pela Juventus na infância). No Milan, foi sete vezes campeão italiano, faturou cinco vezes a Supercopa Italiana, a Supercopa Europeia e a Liga dos Campeões da UEFA - cinco vezes cada um! Ganhou ainda o Mundial Interclubes em 1989 e 1990, além da Copa da Itália (2003) e o Mundial de Clubes da FIFA, em 2007. Campeão mesmo. E Maldini completa 42 anos hoje.



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E agora vou falar um pouco sobre cinema. E sabe quem faz 40 anos hoje? O ator Chris O'Donnell. Olha, acho que o primeiro filme que assisti com ele (e nem sabia de sua existência) foi o genial "Tomates verdes fritos". Depois, ele ainda foi indicado ao Globo de Ouro pelo genial "Perfume de mulher", em 1992. No ano seguinte, foi a vez do Framboesa de Ouro homenageá-lo por conta do filme "Os três mosqueteiros". Depois desses filmes, me lembro de Chris O'Donnell em alguns filmes do Batman e numa porcaria chamada "Limite vertical".



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Vou te dizer que parece que foi ontem que comprei esse vinil aí acima. Mas, veja só, hoje faz 20 anos que "Goo", para mim, o grande álbul do Sonic Youth, foi lançado. Esse foi o primeiro trabalho lançado pela banda através do selo Geffen, ou seja, houve (para o bem ou para o mal) uma guinada do Sonic Youth em direção a um som um pouco mais comercial. Mas a banda não deixou de lado a sua marca, como fica comprovado em faixas como "Dirty boots", "Mary-Christ", "Kool thing", "My friend Goo" e "Disappearer". Estou escutando agora. Essencial!

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Fãs do The Clash atenção! Eu disse que ontem mesmo estava vendo o BD novo do Bruce Springsteen, "London calling". E não é que a primeira música é exatamente uma versão raivosa de "London calling"? Pois bem, hoje, Mick Jones completa 55 anos de idade. Depois de fazer história no Clash, Jones formou a banda Big Audio Dynamite, ao lado de Don Letts. Atualmente, Jones está no Carbon Silicon.



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Mas vamos que vamos, porque tenho muita coisa bacana pra falar sobre esse fim de semana. Pra começar, gostaria de lembrar que hoje, dia 26 de junho, é o aniversário do Gilberto Gil (68 anos). Poxa, acho que poderia escrever um livro sobre toda a minha experiência com a música de Gil... Discos prediletos? Uns dez, pelo menos... Do primeirão até o último "Fé na festa", no qual Gil mostra que está em plena forma. Eu tenho uma historinha legal com o Gilberto Gil... Naquela turnê que ele estava fazendo com o Milton Nascimento, fui visitar o Bituca no camarim depois do show. Só que o camarim estava vazio, e Gil veio me receber (?!?). Olha, poucas vezes fui tão bem tratado quanto naquele dia. Uma simpatia, uma delicadeza... Depois de autografar o meu CD com um pilot, ele ficou soprando a capa e disse: "isso é para secar logo e você não sujar a mão".



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Bom dia, ops, boa tarde, pessoal! Olha, confesso que ontem não foi fácil. Eu comecei a beber uma cervejinha, duas, três, quatro... Estava na ótima companhia do novo BD do Bruce Springsteen, "London calling", e, quando fui ver, já estava quase de manhã. Resultado: dormi que nem um anjo bêbado, e nem vi o jogo do Uruguai hoje. E nem vou poder ver o dos Estados Unidos. Paciência...

13 de jun. de 2010

Resenhando: The National, Nasi, The Dead Weather, Gilberto Gil, Carole King & James Taylor

“High violet” – The National
Quando lançou “Boxer”, em 2007, o The National era considerada uma banda indie. Três anos depois, com o lançamento de “High violet”, ela não deixar de ser indie – até mesmo porque, o R.E.M. é chamado de indie até hoje. Mas, fazendo a comparação com a banda de Michael Stipe, “High violet” pode ser considerado um “Document” para o The National. Ou seja, “High violet” começa a marcar a transição de uma banda conhecida por um grupo pequeno de pessoas por algo mais... hum... mainstream. Nesse novo disco, o The National continua fazendo rock para adultos. Pode-se até dizer que “High violet” é mais difícil do que “Boxer”. E parece ser mesmo – mas, ao mesmo tempo, a legião de fãs só cresce, a começar pelo atual presidente dos Estados Unidos, que usou “Fake empire”, do “Boxer”, em sua campanha. Tirando algo mais palatável, como “Bloodbuzz Ohio” ou “Little faith”, o que sobra nesse álbum são melodias rebuscadas repletas de texturas sonoras que você nunca ouviu antes e a voz (cada dia melhor) de Matt Berninger. Um bom exemplo está logo na primeira faixa, “Terrible Love”, uma das músicas mais belas já escritas pelo The National. “Afraid of everyone” pode ser considerado o hino do álbum (e do National), e faixas como as delicadas e quase épicas “England” e “Vanderlyle crybaby geeks” dão a certeza de que vai ser muito difícil alguma outra banda superar “High violet” por um bom tempo.

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“Vivo na cena” – Nasi
Ex-vocalista do Ira!, uma das bandas mais bem sucedidas do Rock Brasil, Nasi, apesar de nunca ter sido um grande cantor, sempre teve aquilo que pode ser chamado de atitude (êta! palavrinha esquisita). Não à toa, ele sempre esteve na mídia, seja gravando algum bom disco com a sua antiga banda, seja participando de algum campeonato de futebol para roqueiros. O novo álbum de Nasi decreta o divórcio com o Ira!. “Vivo na cena” pode ser considerado uma retrospectiva da carreira de Nasi, mas não espere encontrar uma “Dias de luta” ou um “Núcleo base” no CD/DVD ora lançado pela Coqueiro Verde. Pelo contrário, da antiga banda, somente coisas não muito conhecidas, como “Tarde vazia” e “Milhas e milhas” aparecem nesse projeto gravado ao vivo em estúdio. Em “Vivo na cena”, Nasi ainda relembra os tempos de Voluntários da Pátria (“Verdades e mentiras, somente no DVD, infelizmente) e homenageia bandas e artistas do rock nacional, como os Picassos Falsos (“Carne e osso”), Cazuza (“O tempo não para”, também só no DVD), Raul Seixas (“Rockixe”, em dueto com Marcelo Nova) e Musak (“Onde estou?). Ainda há espaço para músicas de Zé Rodrix (“Por amor”, já gravada pelo Ira! no “Acústico MTV”) e João Bosco (“Bala com bala”). Bem diferente da delicadeza e superprodução do “Acústico” do Ira!, esse “Vivo na cena” mostra um lado mais sujo e rascante de Nasi. E quer saber? É bem mais interessante.

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“Sea of cowards” – The Dead Weather
Jack White é um dos caras – ou o cara – que mais trabalha no mundo do rock. Fato. Se o White Stripes está em hiato, ele grava um disquinho com os Raconteurs. E se os Raconteurs já terminaram a turnê, ele já emenda outra com o Dead Weather. Não sem antes colocar um álbum fresquinho nas lojas. “Sea of cowards”, novo disco do Dead Weather, chegou às lojas no mês passado, lá fora. E temos uma boa e uma má notícia. A ruim é que ele pouco se difere dos trabalhos lançados pelas outras bandas de White. E a boa é exatamente o fato de a sonoridade ser bem parecida com a do White Stripes e a do Raconteurs. “Sea of cowards” apresenta rock simples, direto, com um pezinho nos anos 70 (as ótimas “Blue blood blues”, “Hustle and cuss” e “I can’t hear you), outro em uma delicada psicodelia (“Old Mary” e “Looking at the invisible man”) e um pezinho em algo funky (a sensacional “I’m mad”). Mas com tudo muito em comum, acredite. Tanto que o The Dead Weather tem se mostrado o melhor projeto de Jack White. Podem dizer que o som é parecido com o do Led Zeppelin. E é mesmo. Afinal, tem algum problema nisso?

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“Fé na festa” – Gilberto Gil
Dez anos depois de lançar o seu primeiro álbum “forrozeiro” (“As canções de ‘Eu, Tu, Eles’”), Gilberto Gil decidiu voltar ao tema com “Fé na festa”. Só que agora as coisas são bem diferentes. Se no álbum lançado em 2000, Gilberto Gil dedicava quase que a totalidade de seu repertório a Luiz Gonzaga, nesse novo, o que impera são canções inéditas escritas pelo próprio Gil. E a primeira conclusão a que chegamos é que Gilberto Gil, depois de um bom tempo no Ministério da Cultura, voltou a sua melhor forma. Provavelmente, desde “Parabolicamará” (1992), Gil não gravava um trabalho tão substancioso. Em “Fé na festa”, Gil consegue a proeza de misturar bom gosto com algo mais popular, sem precisar apelar ou fazer concessões, em seu xotes, xaxados, frevos e baiões. Os destaques do álbum são “Não tenho medo da vida” (uma espécie de resposta à belíssima “Não tenho medo da morte”, de seu álbum “Banda larga cordel”, de 2008), “O livre-atirador e a pegadora” (que nasce com cara de hit, e deve estourar no circuito junino), “São João carioca” (idem, uma das mais deliciosas de “Fé na festa”), “Dança da moda” (um xaxado de Luiz Gonzaga e Zé Dantas) e “Estrela do céu”. No álbum, Gil gravou mais uma de Targino Gondim (o mesmo compositor de “Esperando na janela”, o maior sucesso de Gil na década passada). Só que “Maria minha” não tem o mesmo brilho. Mas também nem precisava. Como é bom ver (e ouvir) Gilberto Gil em sua melhor forma. Só falta agora ele lançar o super-adiado álbum de sambas – autorais, por favor.

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“Live at The Troubadour” – Carole King & James Taylor
Carole King e James Taylor sempre tiveram nomes e carreiras interligadas. Alguns dos maiores sucessos de Taylor, inclusive, foram compostos por Carole, como “Up on the roof” e, claro, “You’ve got a friend”. Em novembro de 2007, a lendária casa de shows californiana The Troubadour – local onde os dois fizeram a sua primeira apresentação em conjunto, em 1970 – completou 40 anos. James Taylor e Carole King foram chamados para fazer o show de aniversário. E é exatamente essa apresentação que agora é lançada no pacote com CD e DVD “Live at The Troubadour”. Em uma hora de show, a dupla desfia clássicos dos respectivos repertórios, que acabam se entrelaçando em duetos como as já citadas “Up on the roof” e “You’ve got a friend”. James Taylor ainda relembra clássicos autorais, como “Carolina in my mind”, “Something in the way she moves” e “Fire and rain”. Já Carole King interpreta sucessos como “So far away”, “I feel the earth move” e “It’s too late”. Parece que, a cada ano que passa, fica mais gostoso ouvir o violão de James Taylor e o piano de Carole King. Ah, e as suas vozes também.

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Abaixo, um vídeo de “Little faith”, uma das boas faixas de “High violet”, do The National.