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5 de ago. de 2011

Dia dos bateristas: Airto Moreira e João Barone; e dia dos 45 anos do “Revolver”; a melhor (???) banda punk de todos os tempos; e a nova do Blink 182.



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Foi no dia 05 de agosto de 1962 que o mundo perdeu Marilyn Monroe. Muita gente era apaixonada por ela, mas acredito que Elton John tenha sido um dos mais:

“Loneliness was tough
The toughest role you ever played
Hollywood created a superstar
And pain was the price you paid
Even when you died
Oh the press still hounded you
All the papers had to say
Was that Marilyn was found in the nude

Goodbye Norma Jean
From the young man in the 22nd row
Who sees you as something as more than sexual
More than just our Marilyn Monroe”

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Orlandivo Honório de Souza. Ou simplesmente Orlandivo. Hoje esse grande cantor, que anda meio sumido, completa 74 anos. Então vamos lembrar o ex-crooner da banda de Ed Lincoln, que nunca perdeu o balanço.



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Outro monstro da nossa Música Popular Brasileira também faz festa hoje. Estou falando do baterista e percussionista Airto Moreira, que completa 70 anos. Airto foi membro de importantes grupos instrumentais brasileiros, como o Sambalanço Trio (liderado por César Camargo Mariano) e o Quarteto Novo (um dream team que ainda tinha Hermeto Pascoal, Heraldo do Monte e Theo de Barros). Ele também tocou com Miles Davis, antes de ingressar no grupo Weather Report. O guitarrista Carlos Santana também teve a honra de contar com o baterista brasileiro nas gravações de seu álbum “Borboletta” (1974), cuja faixa título foi composta pelo próprio Airto. Um dos maiores orgulhos nacionais.



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Há 45 anos chegava às lojas o que muitos beatlemaníacos consideram o melhor álbum do quarteto de Liverpool. “Revolver” foi o prenúncio de muita coisa que rolou no rock no final dos anos 60. O disco já trazia uma semente do punk na sua primeira faixa, “Taxman”, composta por George Harrison, bem como toda a psicodelia que permearia álbuns importantes do final dos anos 60, como “Pet sounds”, dos Beach Boys, e o próprio “Sgt. Peppers lonely heart’s club band”, o álbum mais famoso dos Beatles (mas nem por isso o melhor, diga-se). Dentre os destaques de “Revolver” estão “Eleanor rigby”, “Got to get you into my life”, “Yellow submarine” e “Here, there and everywhere”.



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Aliás, bateu uma saudade do Paul McCartney



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É bem provável que o baterista João Barone tenha pedido “Revolver” no seu aniversário de quatro anos. No dia 05 de agosto de 1962, nasceu o melhor baterista do Brasil e um grande conhecedor da história da II Guerra Mundial. Já fiz um curso sobre o tema com o Barone, e o seu conhecimento é impressionante. Além de músico, João Barone escreve bem, como prova o seu livro “Minha Segunda Guerra”, lançado pela Panda Books, em 2009. Ele também dirigiu, em 2006, o documentário “Um brasileiro no Dia D”. No momento, o baterista está apresentando o programa “Esquadrões de Honra: Latino-americanos na II Guerra Mundial”, no History Channel. E quem já teve a oportunidade de ver um show dos Paralamas do Sucesso sabe do que Barone é capaz. Tipo isso aqui...



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Em uma enquete realizada pela revista Rolling Stone americana, o Green Day foi eleito a maior banda punk de todos os tempos. Na maioria das vezes, essas enquetes me fazem cair na gargalhada. Eu fico imaginando um bando de moleque de 10 anos de idade votando que nem loucos na frente do computador. E essa “eleição” prova que eu devo estar certo. Ninguém que conheça música minimamente, e que esteja em sã consciência, é capaz de colocar o punk de boutique do Green Day a frente de bandas como Ramones, The Clash, The Stooges e Sex Pistols. Eu prefiro imaginar que a garotada que votou nem conheça tais bandas. É uma pena. Quando eu era moleque, tinha que escolher um, dois vinis por mês e ficava os escutando por, pelo menos, 30 dias. Isso fez com que eu aprendesse a gostar de algumas bandas. Gostar de discos. Gostar de música. Hoje, temos tudo à nossa disposição, através de um simples clique no computador. A discografia completa do Ramones, por exemplo, pode ser baixada em menos de três minutos. É lamentável que essa “democratização” (embora envolva questões complexas como a pirataria) não tenha ajudado à rapaziada a conhecer as coisas boas de antigamente.

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Então, em homenagem a quem realmente gosta de punk…







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Mick Hucknall jura que o Simply Red acabou. A turnê de despedida durou mais de dois anos. Inclusive, passou pelo Brasil duas vezes. O canto do cisne está no CD/DVD/BD “Farewell – Live in concert at Sydney Opera House”. Para quem viu os shows no Brasil, não há surpresas. E mesmo para quem não viu, também não há. Em 20 músicas do set list, o Simply Red desfia os seus maiores sucessos, um atrás do outro, sem deixar tempo para o espectador respirar. Quem curte, não vai ter do quê reclamar, ao ouvir coisas como “Your mirror”, “Stars”, “The right thing”, “Come to my aid” e “If you don’t know me by now”. Quem não curte vai continuar não curtindo. Simples assim. Mas é inegável que o cantor ruivo com voz negra de Manchester é um hitmaker nato. Suas músicas são a trilha sonora da vida de muita gente. Vai deixar saudade. Pelo menos enquanto não embarcar em uma nova turnê de despedida...



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Aposto que o Liam ficou com inveja do Noel Gallagher... Tudo bem, o álbum do Beady Eye, a nova banda do Liam, é bem bacana, mas ele não conseguiu esgotar os ingressos da sua nova turnê em seis minutos, como o seu irmão. Noel agendou três apresentação no mês de outubro, em Dublin, Edimburgo e Londres, e todos os bilhetes evaporaram em apenas seis minutos. Isso mesmo: SEIS MINUTOS. O álbum “Noel Gallagher’s High Flying Birds” será lançado no dia 17 de outubro.

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Aos interessados, o Blink 182 liberou uma música nova hoje. “Heart’s all gone” estará presente no álbum “Neighborhoods”, que chega às lojas no dia 26 de setembro.



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A Best Coast, uma das bandas hypes do momento, também lançou uma música nova. Para comemorar o número de 50 mil seguidores no Twitter, a vocalista Bethany Cosentino gravou com a sua banda a faixa “How they want me to be”. É interessante, mas muito, muito longe do que andam dizendo por aí.



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16 de jul. de 2011

Paul "On The Run" em Nova York

Hoje matei saudade do Paul McCartney aqui em Nova York. Depois de uma overdose de Sir Paul McCartney - foram seis shows nos últimos oito meses -, fica difícil escrever alguma coisa diferente.

Bom, começamos pela primeira diferença: o show foi em Nova York. E isso significa muita coisa. A energia de John Lennon parece estar impregnada em cada tijolo dessa cidade. É sério. E Paul McCartney sabe disso. Tanto sabe que o DJ que antecipa o show abriu uma exceção no meio de umas 15 músicas do Paul. Do nada, ele mandou “Power to the people”. Foi a única música do set que o estádio parou de conversar. E cantou.
A outra diferença, pelo menos para quem está acostumado a ver o DVD “Good evening New York City”, foi o fato de o show ter sido no estádio dos Yankees. Explica-se: em 2009, o ex-Beatle apresentou três shows emblemáticos no Citi Field (antigo Shea), estádio do New York Mets, rival dos Yankees. Os shows se transformaram no DVD “Good evening New York City”. Os fãs dos Yankees (conversei com alguns) não engoliram essa. Hoje esses fãs foram à forra, embora nenhum DVD tenha sido gravado. Mas no programa da turnê, Paul declara, em entrevista, preferir o Yankees ao Mets.

(Aliás, impressionante, o programa está lotado de fotos dos shows no Brasil. Deve ter umas dez, inclusive uma foto de página dupla do Túnel Novo, em Copacabana, com os dizeres “Welcome back to Rio”, e outras duas com o público carioca segurando os cartazes “Na na na”, durante “Hey Jude”.)
Mais uma diferença? O show de hoje foi o primeiro da nova turnê de Paul McCartney, a “On the run”, que, depois de mais um show amanhã aqui em Nova York, segue para Detroit, Montreal e Chicago. Para quem viu alguma apresentação da “Up and coming tour” que rolou em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, houve poucas diferenças. Mas isso não é uma crítica.

O palco é o mesmo, com algumas mudanças nos vídeos que passam no telão. No repertório, a primeira surpresa veio na segunda música do show, uma versão pesada de “Junior’s farm”, single obscuro que Paul McCartney lançou em 1975. No primeiro set de piano, Paul mandou o seu primeiro single solo, “Maybe I’m amazed”. Só que essas duas canções já haviam sido apresentadas no último show da “Up and coming tour”, em Las Vegas, no mês passado. Então, a surpresa nem foi tão grande assim.

Mas a sétima música do roteiro não poderia ser mais surpreendente: uma puta versão para “The night before”, música do filme “Help!”, que Paul nunca havia tocado ao vivo antes. No momento acústico, outra surpresa agradável: uma versão lindíssima, voz e violão, de “I will”. E lá no finalzinho, depois de “Helter skelter”, quando todo mundo esperava “Sgt. Peppers lonely heart’s club band”, eis que Sir Paul ataca com “Golden slumbers”! Lógico que não ficou só nisso... Ele teve que complementar com “Carry that weight” e “The end”.



O resto do repertório não mudou. E foi ótimo assim. O show começou com “Hello goodbye”, seguiu com “All my loving”, “Jet”, “Dance tonight” (com direito àquela dancinha linda do baterista Abe Laboriel Jr), “Band on the run”, “A day in the life” (com direito a uma citação de “Give peace a chance”, que ganhou um contorno mais emocionante em Nova York), “Live and let die” (com os fogos fantásticos que varreram o céu do Bronx), “Hey Jude”, “Yesterday”... Enfim, uma overdose pop!

Após “Let me roll it”, que teve uma citação de “Foxy lady”, de Jimi Hendrix, Paul contou que ficou impressionando quando foi a um show do guitarrista, em 1966. Os Beatles haviam lançado o álbum “Sgt. Pepper’s” em uma sexta, e no show que Hendrix fez no domingo seguinte, ele começou com a faixa título do álbum. Outros homenageados, como de costume, foram George Harrison (com aquela versão arrepiante de “Something”) e John Lennon. Durante “Here today”(segundo Paul, uma conversa imaginária que ele nunca teve com Lennon), deu para ver que o ex-Beatle estava muito emocionado. Os seus olhos chegaram a ficar marejados.

Quando Paul McCartney passou pelo Brasil, a comoção foi geral. Ele não se apresentava no país fazia muitos anos. Aqui em Nova York, ele não tocava fazia dois anos. Mas quer saber? A comoção foi a mesma. Coroas de setenta, oitenta anos dividiram a plateia com crianças de cinco. Durante “Hey Jude” foi difícil alguém não chorar. Os ingressos se esgotaram em poucas horas. O público também arriscou gritinhos ensaiados. Metade do estádio estava vestido com camisetas dos Beatles. Muita gente carregava cartazes com frases espirituosas. Em um estava escrito: “Sign my butt!”. Paul agradeceu, mas respondeu: “better not”.

Tudo exatamente igual ao Brasil. De diferente mesmo só a facilidade de locomoção. (Aqui existem dezenas de estacionamentos legalizados e transporte público decente.)
Isso só prova que a linguagem de Paul McCartney é universal.
Não é à toa que é o maior gênio da música pop em todos os tempos.
Ele faz com que nós sejamos mais felizes.


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Set list compelto do show de abertura da “On the run tour”:

1) “Hello goodbye”
2) “Junior’s farm”
3) “All my loving”
4) “Jet”
5) “Drive my car”
6) “Sing the changes”
7) “The night before”
8) “Let me roll it” / “Foxy lady”
9) “Paperback writer”
10) “The long and winding road”
11) “Nineteen hundred and eighty-five”
12) “Let ‘em in”
13) “Maybe I’m amazed”
14) “I’ve just seen a face”
15) “I will”
16) “Blackbird”
17) “Here today”
18) “Dance tonight”
19) “Mrs Vandebilt”
20) “Eleanor rigby”
21) “Something”
22) “Band on the run”
23) “Ob-la-di, ob-la-da”
24) “Back in the USSR”
25) “I’ve got a feeling”
26) “A day in the life” / “Give peace a chance”
27) “Let it be”
28) “Live and let die”
29) “Hey Jude”
30) “Lady Madonna”
31) “Day tripper”
32) “Get back”
33) “Yesterday”
34) “Helter skelter”
35) “Golden slumbers”
36) “Carry that weight”
37) “The end”

7 de jul. de 2011

“All you need is love” e os 71 anos do Ringo; os 21 sem Cazuza e o dia que o Brock morreu; os 5 sem Syd; o clipe do Arctic Monkeys;e o Muse no espaço!



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Aêê... Bom, começar o dia com “All you need is Love”, dos Beatles, não? Pois é, hoje faz 44 anos que essa música foi lançada. Recentemente, tive a oportunidade de assistir ao espetáculo “Love”, do Cirque Du Soleil em homenagem aos Beatles. Nunca imaginei que um dia fosse capaz de elogiar algo tão chato e pedante quanto o Cirque Du Soleil, mas o final de “Love”, com “All you need is Love”, é emocionante. Um dia eu ouvi o Frejat falar que, quando o seu filho nasceu, o levou para o quarto e ligou essa música.

Todos deveriam fazer o mesmo.

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E já que estamos falando de Beatles... Vamos comprar um bolo, separar 71 velinhas e cantar parabéns para Ringo Starr, o baterista mais sortudo e, ao mesmo tempo, injustiçado do mundo.



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Falta pouco pra gente ver isso ao vivo no Brasil, né não??

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Voltando um pouco mais no tempo, hoje faz 55 anos que Duke Ellington gravou um de seus álbuns mais importantes – e da história do jazz também. “Ellington at Newport” foi o meu primeiro disco de jazz. Era um sábado, e o zeloso namorado aqui acordou às sete da manhã para deixar a (ex-)namorada na PUC. Detalhe 1: ainda fique esperando três horas. Detalhe 2: fiz isso durante quatro meses, todos os sábados. Nesse dia, passei pela Tracks, lá no Baixo Gávea, e perguntei: “qual o melhor álbum para se ouvir numa tarde ensolarada de sábado como a de hoje?” A resposta veio de bate-pronto: “Ellington at Newport”. Comprei, não me arrependi, e, volta e meia, esse CD roda aqui em casa. Seja sábado ou não. De sol ou não.



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Foi no dia 07 de julho de 1990 que o nosso grande Cazuza morreu, em decorrência de complicações da Aids. Saudades... Imagina o que ele não estaria compondo hoje?? E na mesma data, só que no passado, o seu melhor amigo, Ezequiel Neves, foi fazer uma farra lá no céu.



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No mesmo dia da morte do Cazuza, a Legião Urbana se apresentou no Jockey Club do Rio de Janeiro. Apesar de o papai não ter me levado, sei que foi antológico. Olha só os dois primeiros minutos do vídeo abaixo:



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Dia 07 de julho de 1990. Dia em que o BRock morreu. Fato!

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Há cinco anos, outro gênio partiu dessa pra melhor. Falo de Syd Barrett, a alma do Pink Floyd. Nesse caso, a palavra “alma” não é exagero. David Gilmour e Roger Waters gostam de disputar o posto de “gênio do Pink Floyd”. Que eles me desculpem, mas o “gênio do Pink Floyd” é Syd Barrett. Se não fosse ele, tenho minhas dúvidas que o Pink Floyd seria... o Pink Floyd.



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Cantinho do futebol: hoje faz 37 anos que a Alemanha derrotou a Holanda na final da Copa de 1974. O jogo terminou dois a um. Muita gente gosta de dizer que foi uma injustiça esse resultado. Discordo. A Holanda de Cruyff, Neeskens e Rensenbrink merecia ganhar uma Copa. Mas a Alemanha de Beckenbauer, Breitner e Müller também.



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Comparo essa disputa da Copa de 74 com o Festival da Canção de 1967 (já viram o brilhante documentário?). “Domingo no parque” merecia ganhar. Mas “Ponteio” também merecia. Como só uma podia levar a melhor, a vencedora acabou sendo “Ponteio”.



Dá pra dizer que foi injusto? Só o solo de viola de Heraldo do Monte, a la Jimi Hendrix, já vale o título...

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O novo disco do Arctic Monkeys, “Suck it and see”, está sendo superfalado ultimamente. Dei uma escutada rápida, mas ainda não me pegou de jeito como o álbum de estreia “Whatever people say I am, that’s what I’m not” (2006). Mas esse videoclipe de “The hellcat spangled shalalala” está bem interessante...



Não??

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O Muse agora tá com um papo de gravar no espaço. A ideia de Matt Bellamy é viajar numa daquelas naves que o dono da Virgin, Richard Branson, está projetando, e que ele jura que vai chegar ao espaço. “Estamos tentando uma passagem de graça nessa nave. Estou tentando convencer o Richard Branson”, disse ao Contact Music.

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Dessa história eu tiro apenas uma conclusão: não se faz mais bandas de rock n’ roll como antigamente...

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Notícia do ano!!



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O grupo finlandês Porkka Playboys gravou uma versão especialíssima de “Bohemian rhapsody”, o clássico do Queen. Nunca ouviu falar da banda? Nem eu... Mas essa versão é coisa de gênio. Dá uma olhada abaixo:

22 de dez. de 2010

Concurso cultural - Vencedores

Oi pessoal!

Em primeiro lugar, mil desculpas pela ausência. Ainda vou ficar mais alguns dias afastado do blog. Na verdade, estou afastado da vida real. Estou em janeiro de 1985, e o Tancredo Neves acabou de ser eleito... Sério. Só falta eu ler "A insustentável leveza do ser", ver um show do Barão (com o Cazuza, claro) no Circo Voador e curtir o fim da noite no Crepúsculo de Cubatão...

Bom, chega de enrolação. Só apareci por aqui para anunciar os nomes dos vencedores do concurso cultural do último dia 11 (com atraso, eu sei, eu sei, sorry again...):

1 DVD duplo The Big 4 (Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax) – “Live from Sofia, Bulgaria” - Fernando Neumayer

1 Pacote com CD duplo + DVD Paul McCartney – “Band on the run” - Isabelle Lacerda

1 DVD Queen + Paul Rodgers – “Live in Ukraine” - Lucia Holov

1 Pacote com 1 DVD e 1 CD Maria Gadú – “Multishow – Ao Vivo” - Helder Moraes Miranda

1 Pacote com CD duplo e DVD Rolling Stones – “Get yer ya-ya’s out!” - Louisy Rodrigues

Entrarei em contato com os vencedores por e-mail. Na primeira semana de janeiro, envio os prêmios.

E se eu não aparecer por aqui antes do Natal...

13 de dez. de 2010

Paul McCartney, Duran Duran, Franz Ferdinand, Bob Marley e as turnês mais lucrativas de 2010

Que Paul McCartney e U2 que nada. Pelo menos nos Estados Unidos, quem manda mesmo é o Bon Jovi. A Billboard publicou a lista dos artistas que mais faturaram vendendo ingressos de show em 2010. E deu Bon Jovi, com 145 milhões de dólares. O U2 e o AC/DC, com cerca de 60% a menos em número de shows, lucraram 132 e 121 milhões de dólares, respectivamente. Eis a lista dos 20 primeiros colocados:

1) Bon Jovi
2) U2
3) AC/DC
4) Lady Gaga
5) Black Eyed Peas
6) James Taylor & Carole King
7) Eagles
8) Metallica
9) Dave Matthews Band
10) Paul McCartney
11) Michael Bublé
12) Trans-Siberian Orchestra
13) Tim McGraw
14) Tom Petty & The Heartbreakers
15) Taylor Swift
16) André Rieu
17) Brad Paisley
18) George Strait & Reba McEntire
19) Justin Bieber
20) Nickelback

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Está previsto para o dia 01º de fevereiro, o lançamento de "Live forever" (capa acima), álbum com a íntegra do último show de Bob Marley. O lançamento será em CD duplo ou vinil triplo. A apresentação foi gravada na cidade de Pittsburgh, no dia 23 de setembro de 1980, oito meses antes da morte de Marley. As faixas de "Live forever" são as seguintes: "Greetings", "Natural mystic", "Positive vibration", "Burnin' and lootin'", "Them belly full", "The heathen", "Running away", "Crazy baldhead", "War", "No more trouble", "Zimbabwe", "Zion train", "No woman no cry", "Jamming", "Exodus", "Redemption song", "Coming in from the cold", "Could you be loved", "Is this love", "Work" e "Get up stand up".

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Afastado dos palcos já fazia um tempinho, o Franz Ferdinand voltou em um show surpresa no festival All Tomorrow's Party, em Minehead. O diferencial desse festival é que, a cada edição, ele tem a curadoria de um artista diferente, que, inclusive, escolhe as demais bandas. Dessa vez, a responsa ficou a cargo do Belle & Sebastian. O FF topou a parada e se apresentou logo após os curadores. Mais cedo, Alex Kapranos e Nick McCarthy tinham participado da apresentação de Edwyn Collins. O Franz Ferdinand tocou o seguinte: "Cheating on you", "Shopping for blood", "Tell her tonight", "Walk away", "Bite hard", "The dark of the matinee", "Van Tango", "The fallen", "The witch", "Michael", "Ulysses", "Outsiders" e "Jacqueline".

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Finalmente o Duran Duran disponibilizou o seu novo single, "All you need is now". Embora ainda esteja um pouco distante dos velhos (e bons) tempos, a música dá um caldo. Veja aí o que você acha...



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E por falar em Paul McCartney, ele também esteve, nesse fim de semana, no "Saturday Night Live". E olha só o que ele apresentou:







Gênio!

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Hahaha... Muito bom isso, né?? A cena aconteceu na noite da última quinta-feira, no programa de Jimmy Fallon. Quando compôs a melodia de "Yesterday", Paul McCartney, para não esquecê-la, fez essa letra doida que fala em ovos mexidos. Nunca tinha mostrado ao vivo. Até quinta. Bom demais...

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20 de nov. de 2010

Top 5: Bandas que vão e voltam...

1995. Os loucos por música já tinham escolhido o seu presente de Natal desde que aquele ano havia começado. “Os Beatles vão se juntar para um projeto de três coletâneas de raridades e mais duas faixas absolutamente inéditas”, diziam os jornais. Uau! Beatles inédito? Sim. E a primeira inédita, “Free as a bird”, saiu exatamente no dia 20 de novembro de 1995, quando o primeiro volume de “Anthology” chegou às lojas. Fui para a finada e saudosa Gramomphone, no Shopping da Gávea, às nove da manhã e fiquei lá esperando a loja abrir. Ok, a loja abriu às 10h, e o CD só chegou às 16h. Saudades do tempo em que não tinha p%@$#orra nenhuma pra fazer...

“Free as a bird”, lógico, foi a música daquele meu Natal. A Rede Globo ainda passou os especiais na televisão, que eu gravava religiosamente. Meses depois, saiu tudo em VHS, e quase tive que arrancar os olhos da minha cara para pagar o box importado. Lá por março de 1996, saiu o “Anthology 2”, com a inédita “Real Love”, que eu ainda considero mais interessante do que “Free as a bird”. Mas isso é outra história.

O top 5 dessa semana vai mostrar algumas bandas (que eu considero clássicas) que nasceram, viveram, morreram, ressuscitaram... E que sempre quando dão as pintas por aí, fazem a alegria dos fãs. A lista é a coisa mais óbvia que você pode imaginar. Mas a ideia é essa mesma. Não precisa me chamar de preguiçoso, tá? Então, vamos acordar os dinossauros?

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5) Blur
Bom, talvez você nem considere o Blur um dinossauro, mas o seu retorno, no ano passado, me fez acender a luz vermelha. Caramba, até bandas que eu vi nascer, e que comprei o álbum de estreia, já estão fazendo turnê de reunião?? Ferrou, estou ficando velho mesmo. Qual será a próxima banda a voltar? O Oasis?? Bom, não é nada surpreendente, até mesmo porque uma banda como o Los Hermanos, que eu comprava fitinha demo quando já estava na faculdade (?!?), aos 17 anos, já acabou (ou está em recesso, aquele velho eufemismo...), e já voltou duas vezes.



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4) The Police
Coitados. Sting, Stewart Copeland e Andy Summers tiveram que ouvir tantas críticas só porque resolveram se divertir um pouco e reativar o The Police. Mas os fãs gostaram, a turnê foi um sucesso absurdo, com ingressos esgotados em todos os quatro cantos do mundo. Mesmo sem ter nada inédito para mostrar, foi emocionante ver um dos maiores power trios de todos os tempos reunido novamente. O tímido Andy Summers, um Sting dando aqueles agudos praticamente perfeitos, e Stewart Copeland espancando a sua bateria, verdadeira mulher de malandro. Assisti a quatro shows dessa turnê. E, que me perdoem os críticos, todos eles foram mágicos.



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3) Led Zeppelin
Eu juro que não entendo a comoção tão grande com essa possível (cada vez mais impossível, diga-se) volta do Led Zeppelin. Afinal de contas, Robert Plant e Jimmy Page (os dois integrantes vivos mais importantes do Zep) já gravaram dois álbuns em dupla, e ainda se apresentaram no Brasil, em dois shows memoráveis no Hollywood Rock de 1996 (acertei?). Na minha opinião, para ver Plant de mau humor, Jimmy Page meia-bomba e o apagadinho John Paul Jones, prefiro guardar na minha memória o show de 96, bem melhor do que esse da Arena O2, na cidade de Londres, em 2008.



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2) Pink Floyd
Apesar das rusgas de Roger Waters e David Gilmour, um reencontro do Pink Floyd tinha tudo para dar certo, já que os seus integrantes adoram turnês nababescas. Mas a morte do tecladista Richard Wright parece ter sido uma espécie de pá de cal. A banda pode até voltar a se reunir, mas aquela figura tranqüila e grisalha no teclado vai fazer falta demais. Então vamos relembrar o encontro do Pink Floyd no histórico “Live 8”, em 2005?



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1) The Beatles
A historinha de “Free as a bird” eu já contei, né? Então, que tal (até para a gente entrar no clima dos shows paulistas do Paul McCartney) relembrá-la?



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E qual outro reencontro musical te marcou? Mande pelo twitter. Aqui ó: @esquinadamusica.

18 de nov. de 2010

Júlio Barroso, Kirk Hammett, Nirvana, George Harrison, Tim Lopes, Amy, Beto Guedes, Paul, Beatles, Pavement, Hot Chip+Bernard Sumner

Foi divulgado hoje o videoclipe de "I didn't know what love was", faixa que uniu o Hot Chip (que se apresenta no Planeta Terra, no próximo sábado) a Bernard Sumner (ex-integrante do Joy Division e do New Order) para uma propaganda da Converse. Achei bem bacana...



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E que tal também um show do Pavement interinho, na espanha, com ótima qualidade, hein?

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Que tal um show raro dos Beatles, inteirinho?? Aqui!

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Gostei disso aqui...

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Pra esquentar...



Viu, falei do Paul também... ;)

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Chega às lojas na semana que vem novo CD ao vivo de Beto Guedes, "Outros clássicos" (capa acima). Gravado no dia 14 de julho, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, as faixas contam com arranjos de Wagner Tiso e Cláudio Faria. O repertório foi selecionado a partir de votação realizada entre os fãs de Beto Guedes na internet. A maior parte das músicas selecionadas é estilo "lado B", o que dá um maior valor ao álbum, ao passo que Beto Guedes já lançou trabalhos ao vivo com seus maiores sucessos não tem muito tempo. As canções selecionadas para o CD são as seguintes: "O medo de amar é o medo de ser livre", "Olhos de Jade", "Um sonho pra viver", "Rio Doce", "Quatro", "Boa sorte", "Só primavera", "Luz e mistério", "Meu ninho", "Nena", "Tudo em você", "A página do relâmpago elétrico", "Tanto", "Veveco, panelas e canelas", "O amor não precisa razão", "Balada dos 400 golpes" e "Lágrima de amor". O DVD deve sair até o final do ano.

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Será que os britânicos estão com inveja da gente?? Olha a home da BBC:



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Finalizando as efemérides (por um bom tempo, como já escrevi no início desse post), fica a minha homenagem a um colega que me faz ter orgulho da profissão que escolhi. Se a gente não vivesse em um país tão estúpido, Tim Lopes estaria comemorando os seus 60 anos hoje.



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Hoje eu prometo que não vou falar de John Lennon e nem de Paul McCartney por aqui. Mas, como sou meio espírito de porco mesmo, vou falar de George Harrison (quem vai aos shows de Paul em São Paulo, atenção especial para "Something", um dos momentos mais mágicos da apresentação). O motivo é nobre: hoje faz oito anos do lançamento de "Brainwashed". Álbuns póstumos não costumam prestar muito, é verdade. Mas esse foi diferente. Ele é bom demais. Simplesmente pelo fato de George Harrison já tê-lo deixado praticamente finalizado. Além disso, os dois responsáveis pelo lançamento foram talvez as pessoas mais importantes para George: seu filho Dhani e o amigo de longuíssima data (e puta guitarrista e produtor) Jeff Lynne. Fico imaginando o que Harrison não estaria fazendo por aqui... Faz muita falta.



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Foi também em um dia 18 de novembro, em 1993, que o Nirvana entrou nos estúdios da MTV, em Nova York, para gravar o seu (futuro clássico) "MTV Unplugged". O cenário do palco, cheio de velas e flores, mais parecia um velório (aliás, era essa mesmo a vontade de Kurt Cobain). E o álbum acabou servindo exatamento como um velório de luxo do vocalista, ao ser lançado após a sua morte. O repertório unia alguns sucessos ("Comes as you are", "About a girl") à canções que eram caras a Kurt, como "The man who sold the world", do David Bowie, e "Jesus doesn't want me for a sunbeam", dos Vaselines. Mas, para mim, o grande momento do Acústico do Nirvana é esse aqui:



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Pegando a ponte para a Califórnia, fica a lembrança aqui do sensacional guitarrista Kirk Hammett, mestre dos riffs do Metallica, que hoje faz 48 anos. Fiquei muito feliz com a confirmação do Metallica no próximo Rock in Rio. Para a noite metal, nada como a maior banda de metal do mundo. Por isso que eu gosto do Roberto Medina. O cara não faz por menos. Não fui ao show em São Paulo no início desse ano, mas só o que escreveu Jamari França, já dá pra sentir a pressão. Sente só: "Espero que o Metallica pegue algumas datas antes do Rock in Rio para fazer o aquecimento e repita aqui o show nuclear que vimos em São Paulo. A energia deles era tanta que eu não consegui ficar de frente e perto do palco, parecia que meus ouvidos iam explodir e o corpo inteiro tremia com o impacto das ondas sonoras". Sinistro.



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Bom, mas hoje ainda tem efemérides, tá? Então vamos começar relembrando um dos principais poetas da geração 80 de nossa música. Júlio Barroso nasceu no dia 18 de novembro de 1953. Viveu pouco - ele voou da janela de seu apartamento, em São Paulo, no dia 06 de julho de 1984 -, mas o suficiente para entrar para a história da nossa música com um único álbum: "Essa tal de Gang 90 & Absurdettes", de 1983. Aliás, seria um espetáculo se a Polysom relançasse esse álbum em vinil, hein?



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E aí, pessoal. Como estamos, hein? Nossa, acordei, estava um maior solzão, malhei, e agora o céu está parecendo Perfex sujo. Será que vem chuva por aí? Olha, mudanças a vista aqui no blog, viu? Despeçam-se das efemérides (acho que ninguém lê mesmo), porque hoje é o último dia delas até segunda ordem. Sério, estou sem o mínimo tempo, e tenho que entregar um livro pronto até o início de janeiro. O desespero bateu e as madrugadas estão curtas demais. Mas, ainda vou continuar aparecendo aqui diariamente para dar as principais notícias musicais do dia. Vocês não vão se importar, né??

8 de nov. de 2010

1 Paul McCartney em Porto Alegre = 55 mil sonhos

Acho que a melhor forma de começar a resenha de qualquer show é mandar logo aquela frase de impacto que melhor resuma o grande momento da apresentação. Geralmente é fácil: quando o tal momento acontece, o primeiro parágrafo da resenha já é desenhado na minha cabeça. Mas e quando essa lista de momentos é tão grande, mas tão grande, que fica difícil começar? Então, como iniciar algo sobre o show de Paul McCartney ontem, no Estádio Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre?

De várias formas. Que tal falar do início de tudo, com a trinca “Venus and Mars” / “Rock show” / “Jet”, igualzinho ao antológico álbum ao vivo “Wings over America” (1976)? Ou então a catarse geral de “All my loving”, primeira canção dos Beatles no roteiro – e terceira da apresentação? E o lado B “Nineteen hundred and eighty-five”, cantada pela plateia como se fosse aquele hit arrasa-quarteirão? “The long and winding road”, que gerou a maior chuva de lágrimas da noite, também seria um bom início para a resenha, não? E “My love”, que Paul dedicou à “sua gatinha Linda”? “Here today”, a linda homenagem a John Lennon? Hum, bom também... E o tributo a George Harrison com “Something”, um dos momentos mais mágicos da noite??

O parágrafo anterior acabou ficando longo demais. E, não, ainda não esgotei os momentos marcantes do show de ontem. Posso continuar? Então vamos lá... Que tal “A day in the life”, a música que tem o acorde final mais impactante da história da música pop – embora esse acorde, no show, tenha sido substituído por uma boa versão de “Give peace a chance”, em mais uma homenagem a Lennon? E o show de explosões e pirotecnia em “Live and let die”? Hum, Paul naquele pianinho colorido da “Magical mistery tour” tocando “Hey Jude”, com um coro de mais de 55 mil pessoas? E imagina só: lá no finalzinho, Paul McCartney ainda chamou duas meninas ao palco para autografar os seus braços. (A essa altura já estão com as tatuagens prontas.) E Paul soltando os demônios na pesadíssima versão de “Helter skelter”, hein? Ah, “Yesterday” que fez justificar os lenços brancos distribuídos pela produção antes de o show começar (“caso você chore”, alertavam as simpáticas mocinhas)? Tudo bem, alguns fãs vão dizer que o momento inesquecível do show foi Paul McCartney cantando “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (“We hope you have enjoyed the show”, claro que curtimos). E a derradeira música, “The end”, com aquela imagem do sol se pondo no telão ao fundo do palco??

Viu como é complicado começar uma resenha de um show do Paul McCartney? Pois é...

Algo que me chamou a atenção na apresentação de ontem foi o público. Certamente foi a plateia mais democrática e heterogênea que já vi. Espremido na grade, era possível ver um senhor com os seus sessenta e muitos anos de idade. Logo atrás, um pai (com os seus trinta e poucos) carregando o filho (de cinco anos) no colo. Senhoras, adolescentes, cinquentões, todos unidos ao redor de Paul McCartney. Cinquenta e cinco mil pessoas. Cinquenta e cinco mil sonhos. Afirmo, sem o menor pudor de ser piegas, que nunca vi, na minha vida, comoção igual em um show de música.

A apresentação, marcada para as 21h, iniciou com dez minutos de atraso. E, em duas horas e cinquenta minutos, Paul apresentou 39 músicas, de sua carreira solo e dos Beatles. O repertório já era bem conhecido. Fã que é fã já tinha pesquisado na internet - e sabia cantar todas as músicas de cor. O palco, que ficava em uma das extremidades do estádio, tinha um grande telão ao fundo, que transmitia, em geral, imagens psicodélicas e da plateia, bem como dois telões verticais em cada um de seus lados, imensos, de alta resolução, com as imagens do palco. Nada de passarelas ou de maiores frescuras.



O início com um trechinho de “Venus and Mars” e “Rockshow” pode até ser considerado frio – decerto, Paul já iniciou shows de turnês anteriores com músicas mais apropriadas –, mas quando os primeiros acordes de “Jet” soaram, deu para ter a certeza que, sim, Paul McCartney estava bem ali entre nós, diante de nossos olhos. O que se seguiu foi uma catarse, com momentos mágicos (“All my loving”, “The long and winding road”, a lúdica “Ob-la-di, ob-la-da”, com participação bacana do público), outros mais frios (“Letting go”, a mais recente “Highway”), e surpresas, como “And I love her”, “Drive my car” (que não são tocadas em todos os shows da turnê) e – surpresa das surpresas – uma versão solo, somente com Paul ao ukelelê, de “Ram on”, que havia sido apresentada pouquíssimas vezes nessa turnê.

Como acontece há algumas turnês, nessa “Up and coming tour”, Paul McCartney é acompanhado por uma banda enxuta, formada por Rusty Anderson na guitarra, Abe Laboriel Jr na bateria, Paul ‘Wix’ Wickens pilotando os teclados, e Brian Ray se revezando na guitarra e no baixo. A cada turnê que passa, Paul está, digamos, mais roqueiro. Comparando com o show de 1990 (primeira visita do ex-Beatle ao Brasil), as coisas, agora, estão bem diferentes. O som (que, graças a Deus, estrondou no Beira-Rio) estava pronto para estourar os tímpanos do pessoal localizado bem embaixo dos alto falantes da pista premium, em músicas como “Helter skelter”, a dobradinha “Let me roll it” e “Foxy lady”, de Jimi Hendrix (Abe Laboriel Jr deu um show a parte notadamente nesse momento), “Paperback writer” e “I’ve got a feeling”, que ganhou uma espécie de coda para Led Zeppelin nenhum botar defeito.



Além da boa música, o que fez Paul McCartney cair nas graças do público foi a sua extrema simpatia. Ele pareceu muito feliz durante o show. A sua ligação com o Brasil é forte. Em 1990, o seu primeiro concerto no Maracanã entrou para o Guiness. Às vezes, a gente é obrigado a esbarrar com um bando de artista marrento por aí. E Paul, que até poderia se dar ao luxo de ser besta, realmente se preocupa muito em agradar aos seus fãs. Poxa, imaginar ele chamar duas fãs em cima do palco para dar autógrafo? Ele ainda cantou “Happy birthday” para uma aniversariante na plateia, e, além disso, tudo o que pôde, falou em português, na maioria das vezes, repetindo as frases em busca de uma pronúncia razoável. E ele não ficou apenas no português, diga-se. Os gaúchos quase gozaram quando Paul apelou para o “gauchês”, em expressões como “bah”, “tchê”, “trilegal” e, até mesmo, um corinho de “ah, eu sou gaúcho”. Artistas mais novos (e os mais antigos também), favor, mirem-se no cara...

Uma das perguntas que mais me fazem é: “qual foi o show da sua vida”? Vou responder agora – e já peço perdão pela extensão da lista: Legião Urbana no Metropolitan, R.E.M. na Via Funchal, Oasis gravando o “Familiar to millions” em Wembley, Rolling Stones em seu primeiro show em um ginásio depois de 20 anos (“Bridges to Babylon”, no Madison Square Garden, em 1998), Chico Buarque e o seu “Paratodos”, Dave Matthews Band e quase quatro horas de som no Vivo Rio, os “Tambores de Minas” de Milton Nascimento, Neil Young no Rock in Rio 3, a “Fina estampa” de Caetano Veloso, Cássia Eller colocando mais antimonotonia no veneno de Cazuza, Robert Plant e Jimmy Page em algum Hollywood Rock da vida, Maria Bethânia e a delicadeza de “Brasileirinho”, Jeff Beck arrebentando a sua guitarra no Free Jazz de 1998, George Michael encerrando o Rock in Rio de 1991, João Gilberto e a bela homenagem a Dorival Caymmi no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, The Police fazendo sacudir (literalmente) as arquibancadas do Maracanã...

Todos esses, e mais alguns que a memória não conseguiu resgatar agora, foram os meus shows prediletos.

Ah, e o do Paul McCartney? Que me desculpem todos os outros, mas esse foi hors concours.



Setlist show Paul McCartney em Porto Alegre, 07/11/10:
1) “Venus and Mars” / “Rock show”
2) “Jet”
3) “All my loving”
4) “Letting go”
5) “Drive my car”
6) “Highway”
7) “Let me roll it”
8) “The long and winding road”
9) “Nineteen hundred and eighty-five”
10) “Let ‘em in”
11) “My love”
12) “I’ve just seen a face”
13) “And I love her”
14) “Blackbird”
15) “Here today”
16) “Dance tonight”
17) “Mrs Vandebilt”
18) “Eleanor Rigby”
19) “Ram on”
20) “Something”
21) “Sing the changes”
22) “Band on the run”
23) “Ob-la-di, ob-la-da”
24) “Back in the U.S.S.R.”
25) “I’ve got a feeling”
26) “Paperback writer”
27) “A day in the life” / “Give peace a chance”
28) “Let it be”
29) “Live and let die”
30) “Hey Jude”
31) “Day tripper”
32) “Lady Madonna”
33) “Get back”
34) “Yesterday”
35) “Helter skelter”
36) “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” / “The end”



Fotos: @gabisiciliano

6 de nov. de 2010

Top 5: Paul McCartney

Amanhã, o sonho de muita gente será realizado. Inclusive deste que escreve essas pessimamente traçadas linhas. Depois de 17 anos, Paul McCartney desembarca mais uma vez no Brasil, para três apresentações. A primeira já será amanhã em Porto Alegre. As outras duas, dentro de duas semanas, em São Paulo.

A partir de sábado, começo a fazer algo diferente aqui no blog. Por falta de tempo, não farei mais a atualização que vocês estão acostumados, com as efemérides e as notícias. Vou tentar coisas diferentes. Já que escrevo resenhas de lançamentos aos domingos, sábado será o dia de brincar um pouco. Pode ser um top 5, uma crônica, um texto viagem qualquer, enfim, vamos ver o que dá certo nesse espaço. E se nada der certo, eu volto ao formato antigo.

Para começar, optei por um top 5 do Paul McCartney. Não poderia ser diferente, por todos os motivos que já expliquei acima. É algo bem pessoal mesmo. Até mesmo porque, dificilmente um top 5 de Paul McCartney será igual a um outro. Um artista que escreveu tantas músicas antológicas e embalou diferentes gerações, acende emoções diferentes nas pessoas. E as minhas são essas aqui:

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5) “The fool the hill”
Quando Paul McCartney tocou pela primeira vez no Brasil, em 1990, com dois shows no Estádio do Maracanã, eu tive que ficar chupando o dedo em casa. Mas vi os melhores momentos na TV. E o que mais me chamou atenção foi “The fool on the hill”, que ele dedicava, naquela turnê, à John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. Eu estava com dez anos e já conhecia os Beatles. Tinha alguns álbuns deles que minha mãe havia comprado. Mas eu descobri que os Beatles não faziam música, e sim mágica, com essa interpretação de “The fool on the hill”.



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4) “Here today”
“Eu ainda me lembro como foi antes / E não estou mais segurando as lágrimas.” Paul McCartney escreveu essa letra para “Here today”, melhor faixa de seu melhor álbum solo, “Tug of war” (1982). A música foi gravada poucos dias após o assassinato de John Lennon, em Nova York, no mês de dezembro de 1980. A letra – preciso dizer? – foi feita para o antigo parceiro. Será lindo ver Paul McCartney apresentar essa canção ao vivo aqui no Brasil. Acho que eu também não vou conseguir segurar as lágrimas...



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3) “The long and winding road”
Sempre que vejo os tantos DVDs que Paul McCartney lançou, essa música me toca. Parece que todo mundo da plateia resolve chorar em “The long and winding road”... Pode ser adulto, jovem, criança... Pois é, talvez ela seja a que melhor represente o “the dream is over”. Mas, certamente, também representa alegria, desilusão amorosa, pessoas queridas, tristezas, chifres, enfim, lembranças, lembranças e lembranças. Imagina o que um clássico de 40 anos não representa para milhões de pessoas? Não vai caber tanto dígito em uma máquina de calcular.



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2) “Jet”
O primeiro LP que tive do Paul McCartney foi o “All the best” (1987), que vendeu que nem água aqui no Brasil quando ele veio dar os shows no Maracanã. A primeira faixa do lado A era “Jet”. Pirei. Na ignorância de um moleque de dez anos de idade, descobri que havia Paul McCartney além dos Beatles. Claro que havia: “Band on the run”, “Coming up”, “Silly love songs”, “Let ‘em in”, “Pipes of peace”, “Live and let die”, “Maybe I’m amazed”, “Say say say”... Sabe quando um álbum muda a vida de uma pessoa??



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1) “Golden slumbers” / “Carry that weight” / “The end”
Pode entrar lá no meu Orkut. Desde que criei a conta (em 2004?), tá escrito lá: “And in the end / The love you take / Is equal to the love you make.” Eu realmente acredito nesses versos. “The end” faz parte do medley final de “Abbey road” (1969), que ainda conta com “Golden slumbers” e “Carry that weight”. Na turnê de 1990, Paul McCartney apresentava o medley completo. Agora, ele tem encerrado os seus shows com a dobradinha “Sgt. Peppers Lonely Heart’s club band” / “The end”. Bem que seria bacana ver ao vivo o medley redentor de “Abbey road”. Mas, tudo bem. Só ouvir os três versos de “The end” já será mágico. Tipo aquele minutinho que vou guardar para o resto da vida.



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Querem continuar a brincadeira? Que tal me mandar o seu top 5 do Paul McCartney via Twitter? Para quem não sabe, é esse aqui: @esquinadamusica.

5 de out. de 2010

Beatles, Brian Johnson, Led Zeppelin, Tarcisão, Henry & June, Careca, Steven Tyler, Rod+Jeff, The Who, Kanye, Belle And Sebastian, Michael Jackson

No dia 05 de outubro de 1988, a Constituição ora em vigor foi promulgada. Vinte e dois anos se passaram, e as pessoas continuam não respeitando a Constituição. A começar pelos próprios políticos. E, 32 anos após Renato Russo ter escrito uma das obras-primas do Rock Brasil, a gente continua perguntando: "Que país é este?". Pensem nisso.



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Segundo o TMZ, chegará às lojas no dia 22 de novembro (data do 47º aniversário do assassinato de John Kennedy), o DVD triplo "Vision", com todos os videoclipes de Michael Jackson e um inédito. Aguardemos.

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Um amigo me mandou a dica desse vídeo ontem, e eu achei bem bacana...



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Quer ouvir "Write about love", o álbum novo, inteirinho, do Belle And Sebastian? É só clicar aqui. Mas não espalha, viu?

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PELO TWITTER: Kanye West divulgou o nome do seu novo álbum através do microblog. "My beautiful dark twisted fantasy", quinto trabalho de estúdio do artista, chega às lojas no dia 22 de novembro.

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Para comemorar os 40 anos do lançamento de "Live at Leeds", a banda The Who lança, no próximo dia 14 de novembro, uma edição especial do álbum ao vivo. A nova edição contará com a íntegra do show em Leeds, no dia 14 de fevereiro de 1970 (incluindo a íntegra da ópera-rock "Tommy", que foi lançada em uma outra edição especial uns cinco anos atrás), além da apresentação no Hull City Hall, que aconteceu um dia depois da de Leeds, e é considerada superior pelo vocalista Roger Daltrey. Na reedição, haverá também uma reprodução do vinil, que vinha com seis faixas, além de um livro com 64 páginas. O repertório das duas apresentações são iguais, com apenas algumas mudançãs na ordem das músicas. Além da íntegra de "TommY", elas contaram com as seguintes canções: "Heaven and Hell", "I Can't Explain", "Fortune Teller", "Tattoo", "Young Man Blues", "Substitute", "Happy Jack", "I'm a Boy", "A Quick One, While He's Away", "Summertime Blues", "Shakin' All Over" e "My Generation".

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DE VOLTA?: Rod Stewart disse à Billboard que poderia voltar a gravar com o antigo parceiro Jeff Beck. Será que ainda dá pé isso aí?

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Um trechinho já estava rolando aí pela internet, mas agora já vazou, completinho, o primeiro single solo de Steven Tyler. "Love lives" chega às lojas (japonesas!) no dia 25 de novembro. A música fará parte de um filme japonês de ficção científica. No final das contas, não vi muita diferença do Aerosmith não.



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Eu nunca fui são-paulino. (Sou flamenguista desde que me entendo por gente, apesar de ter usado fraldas com a bandeira do Fluminense quando ainda não me entendia por gente.) Mas confesso que tenho um ídolo de infância que eu vi brilhar no São Paulo. Era o Careca. Grande artilheiro, fez sucesso também no Guarani, no Napoli e no Kashiwa Reysol (Japão), até encerrar a sua carreira no Santos, em 1997. Na seleção brasileira, Careca não deu muita sorte. Os times de 1986 e de 1990 não o ajudaram muito, e, em 1982, foi cortado na última hora por conta de uma contusão. Dizem que se ele tivesse no ataque daquele time de 1982, a história poderia ter sido outra. Um dia, viajando de avião, tive a sorte de sentar ao lado do ídolo e trocar algumas palavras com ele. Se essa viagem fosse hoje, eu aproveitaria para dar os parabéns pelos 50 anos do craque. Valeu Careca!



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Há 20 anos estreava nos cinemas um dos filmes mais cool que já assisti. Dirigido por Philip Kaufman, "Henry & June" conta a história da relação entre Henry Miller e Anaïs Nin. Só que Henry vai morar na França, e é convidado, pelo marido de Anaïs, a visitá-los. Aí que começa o problema: Anaïs se apaixona por Henry, que, por sua vez, é apaixonado por June, que acaba se relacionando com Anaïs. Deu pra entender? Bom, acho melhor ver o filme, que conta com um elenco fabuloso formado por Maria de Medeiros, Fred Ward, Uma Thurman, Kevin Spacey e Gary Oldman.



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Se você tiver menos de 35 anos, pergunte para a sua mãe (ou para a sua avó) qual é o grande galã da televisão brasileira. A resposta vai estar na ponta da língua: Tarcísio Meira, que hoje faz 75 anos. Entre seriados, novelas e minisséries, foram 45 personagens, desde os tempos da TV Excelsior, onde estreou na novela "2-5499 Ocupado", quando trabalhou com a sua então esposa Glória Menezes. Depois disso, ele fez novelas como "Irmãos Coragem" (1970), "O semideus" (1973), "Saramandaia (1976)", "Coração alado" (1980), "Araponga" (1990) e "A favorita" (2008), apenas para citar algumas. E quem é que se esquece do Renato Villar de "Roda de fogo" (1988)? Ou do Raul Pellegrini de "Pátria minha" (1994). Muito bom mesmo. E, só pra finalizar, desculpem-me o termo, mas Tarcísio Meira e Glória Menezes formam o casal mais foda da história da televisão brasileira.



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Foi no dia 05 de outubro de 1970 que o Led Zeppelin colocou nas lojas o seu terceiro álbum, o clássico "Led Zeppelin III". Nesse disco, Jimmy Page optou por explorar sonoridades acústicas, deixando de lado um pouco a porradaria sonora dos dois primeiros trabalhos da banda. Mesmo começando com a pesadona "Immigrant song", "Led Zeppelin III" enveredava para algo mais leve, representado em canções como "That's the way", "Tangerine" e "Gallows pole". Mas também tinha um dos blues mais animais ever: "Since I've been loving you". Engraçado notar, hoje em dia, que esse álbum talvez seja o que tenha mais influência na carreira solo de Robert Plant, que anda muito ligado em algo acústico desde "Unledded" (gravado em 1994, junto com Page). Os dois últimos álbuns de Plant (os excelentes "Raising sand", de 2007, e "Band of joy", desse ano) possuem colorações acústicas fincadas nas raízes do folk. Assim como "Led Zeppelin III".



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Pô, se existe um vocalista de uma grande banda de rock que teve que cortar um dobrado, ele se chama Brian Johnson. Imagina a situação: em fevereiro de 1980, Bon Scott, ídolo do AC/DC, morre afogado no próprio vômito. A banda vai acabar? "Não". Então quem será o novo vocalista? "Ah, tem um cara lá de uma banda obscura que canta legal, e seu nome é Brian Johnson". Três meses após a morte de Scott, Brian Johnson estreia na banda. E estreia com o álbum "Back in black" (1980), campeão de vendas, e um dos melhores discos do AC/DC - e do hard rock - até hoje. E Brian Johnson compôs todas as faixas do álbum, ao lado de Angus Young e Malcolm Young. Quem já viu um show do AC/DC sabe do que o cara é capaz de fazer no palco. Até carregar Angus no ombro, ele carrega. Uma energia inesgotável. Mesmo com os seus 63 anos, completados hoje.



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Pois é, pessoal... Foi no dia 05 de outubro de 1962 que os Beatles lançaram o seu primeiro compacto. De um lado, "Love me do". Do outro, "P.S. I love you". O resto é história...



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