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25 de set. de 2010

John Bonham, INXS, Gal Costa, Kid Abelha, Baden Powell, Dan Stulbach, LCD Soundsystem, Elis Regina & Dom Salvador, Eels, Cony

O LIVRO DA SEMANA: Finalmente arrumei tempo para terminar de ler "Eu, aos pedaços", de Carlos Heitor Cony. Um dos grandes livros da minha vida é "Quase memória", um "quase romance", no qual Cony retrata a relação com o seu pai. "Eu, aos pedaços" não é um romance - e, na verdade, não chega nem a ser um "quase romance". Editado pela Leya, o livro apresenta várias crônicas que Cony escreveu em sua carreira. Todas elas falam sobre a sua vida. Então "Eu, aos pedaços" é uma "quase autobiografia"? Pode ser que sim. Mas o escritor não segue uma cronologia na ordenação dos fatos, preferindo dividir as crônicas por assunto, como Infância, Família, Jornalismo, Relações, Política etc. Alguns dos melhores momentos do livro são quando o autor fala sobre o golpe militar de 1964. É possível (quase) sentir o terror na pele, no último capítulo do livro, "A revolução dos caraguejos". Também são interessantes os textos mais pessoais de Cony, especialmente o delicioso "Uma noite no Scala" (sobre uma apresentação de "La Bohème", em Milão) e o engraçadíssimo "Minha noite com Raquel Welch". No texto "Enquete", Cony responde a seguinte pergunta: "Qual é para você o cúmulo da miséria?". Resposta: "Trabalhar". E dessa forma, me despeço de vocês por hoje. Até mesmo porque hoje é sábado.

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No início do ano, o vocalista do Eels, Mark "E" Everett, foi detido na Inglaterra. Motivo: suspeito de terrorismo. O troco veio agora, no videoclipe de "Baby loves me", no qual Londres é retratada como uma cidade de brinquedo. Legal!



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UMA MÚSICA PARA O FINAL DE SEMANA: "Uma vida", com Elis Regina, Dom Salvador e banda Abolição. Charles Gavin me apresentou a esse vídeo nessa semana, e eu pirei. Nunca vi a Elis Regina tão funkeada, com tanto suíngue. Simplesmente fantástico!



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Adorei o videoclipe de "Home", do LCD Soundsystem. Dirigido por Rick Darge, o vídeo não é oficial, eis que não foi aprovado pela banda. Mas que é muito bacana, ah, isso é...



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Finalizando as efemérides desse fim de semana, vou falar um pouco de televisão. Amanhã, o grande ator Dan Stulbach faz 41 anos. Corintiano doente, Dan fez grandes papéis na televisão, como o Edgard Legrand (em "Senhora do destino"), o Ricardo da Silva (de "Som e fúria"), o Léo (de "Queridos amigos")... Mas o melhor mesmo era aquele maluco do Marcos, em "Mulheres apaixonadas". Na época da gravação da novela, era comum as senhoras que estavams entadas ao seu lado no avião, pedirem para mudar de lugar. Foi um dos grandes papéis que já vi em uma novela. Vale lembrar aqui também o Clausewistz, da peça "Novas diretrizes em tempos de paz", que depois virou filme.



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Eu já separei aqui o box com a obra do Baden Powell. Isso porque amanhã é dia de homenagear o maior violonista do mundo. No dia 26 de setembro de 2000, Baden foi tocar o seu violão para os anjos lá no andar de cima. Pouco antes de sua morte (uns dois anos, acho), fui a um show do Baden, no Bar do Tom, que fica dentro da churrascaria Plataforma. Babei o show todo. No final, ele se sentou na mesa do lado da minha. Estava morrendo de vergonha de falar com ele. Mas, quando vi, um amigo meu já tinha me empurrado. Consegui pegar o autógrafo do mestre, que guardo com muito carinho até hoje. Pois é, Bruno, essa eu ainda te devo!



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O blog do Paulo Marchetti me informa que amanhã fará 25 anos que o Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens lançou o seu segundo álbum, "Educação sentimental". Assim como o disco de estreia, "Seu espião" (1984), o segundo LP mais parecia uma coletânea de sucessos. Sente só: "Lágrimas e chuva", "Educação sentimental I e II", "Os outros", "A fórmula do amor"... E como hoje eu estou nostálgico mesmo, bons tempos esses em que o rock brasileiro produzia algo de qualidade... Tenho pena da molecada que está crescendo ao som dessas bandinhas atuais. Ê tempinho vagabundo...



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Vamos agora falar dos aniversários bacanas de amanhã? Então vamos começar pela divina (adoro esse adjetivo) Gal Costa, que completa 65 anos nesse domingão. Nessa semana, eu comprei o box "Gal total", com toda a obra de Gal Costa na Polygram (atual Universal). Já tinha a maioria dos CDs, mas a caixa vale muito a pena, porque, além de contar com a arte original de cada álbum, vem com um som remasterizado excelente, e um CD duplo de raridades. E é impressionante notar como a carreira de Gal nos anos 60/70/início dos 80 foi coesa e íntegra. Poucos artistas conseguem gravar álbuns tão perfeitos. Os discos tropicalistas de 1969, o "Fa-Tal" de 71, o "Cantar" (de 1974, e com arranjos de João Donato), o "Gal canta Caymmi", para mim, o melhor songbook já gravado no Brasil... Enfim, muita coisa boa. Gal já anunciou que vai gravar um álbum de inéditas com produção de Caetano Veloso. Já estou ansioso...



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CULTURA INÚTIL DO DIA: Em 25 de setembro de 1910, o Botafogo deu de seis a um no Fluminense. Foi a maior goleada do Bota sobre o Flu em todos os tempos.

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Volta e meia eu lembro algum álbum aqui que está fazendo aniversário. Acho que é o que mais gosto de fazer nesse blog. E gosto mais ainda quando falo de um disco que eu comprei na época do lançamento. E esse é o caso de hoje. "X", do INXS, chegou às lojas em 25 setembro de 1990. Na época, meu colégio ficou um mês em greve. Nem preciso dizer qual foi a trilha sonora dessas férias que caíram do céu, né? "Suicide blonde", "By my side", "Disappear", "The stairs", "Hear that sound"... Eu considero "X" o melhor álbum do INXS ao lado do "Kick" (1987). Em 1991, a banda australiana fez o melhor show do Rock in Rio II (ao lado de Prince, Titãs e George Michael), com duas horas e meia de duração. Sinceramente, eu achei que o Maracanã poderia ter caído durante "Suicide blonde"...



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Responder qual o maior baterista da história do rock é tarefa das mais inglórias. Eu sempre fico com dois: John Bonham e Keith Moon. Inigualáveis na arte de tocar. Inigualáveis na arte de beber. Inigualáveis na arte de morrer. John Bonham se afogou em seu próprio vômito no dia 25 de setembro de 1980. Ele tinha apenas 32 anos de idade, provando que não é necessário viver tanto para entrar pra história. Confesso que solo de bateria não é o meu forte. Hoje em dia está até meio que em desuso nos shows de rock. Mas os solos de Bonham eram diferentes. Não tem como não escutar/ver "Moby Dick" e não ficar arrepiado. Concorda?



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Boa tarde, pessoal. Como vocês viram, hoje eu comecei o dia com o Queen. "Radio Ga Ga" foi escolhida para lembrar que hoje é o Dia do Rádio aqui no Brasil. A data foi escolhida em homenagem a Edgar Roquette-Pinto, que nasceu no dia 25 de setembro de 1884, e é considerado o "pai do rádio brasileiro". Ele foi o responsável pela implantação da primeira emissora de rádio no Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923. Eu sei que pouca gente ouve rádio nesses tempos de internet, mas eu ainda peguei um época na qual a gente tinha que ficar grudado em alguma estação de rádio para poder gravar aquela música que não tinha o disco. Tempos muitos mais bacanas do que os de hoje, quando temos tudo à disposição na internet, mas, ao mesmo tempo, ninguém assimila nada.

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5 de set. de 2010

Resenhando: Os Ipanemas, Edison Machado, Karma, Embalo Trio, Walter Franco

A Livraria Cultura e o pesquisador musical (e ex-baterista dos Titãs) Charles Gavin se juntaram para uma missão louvável: relançar dez álbuns importantes e raros, sendo oito de música brasileira. Eu digo que a missão é louvável porque, com o mercado fonográfico cada dia mais atrofiado, é muito bom ter uma pessoa (e, principalmente, uma grande empresa) que se preocupe em resgatar discos raros. Alguns já haviam sido lançados em CD, mas estavam fora de catálogo havia séculos. No total, foram dez títulos lançados: “A peleja do diabo com o homem do sol” (Zé Ramalho), “Som sangue e raça” (Dom Salvador e Abolição), “À vontade mesmo” (Raul de Souza), “What’s new” (Sonny Rollins), “Bossa Nova USA” (The Dave Brubeck Quartet), além dos cinco títulos resenhados abaixo. Eu escolhi os cinco mais interessantes (na minha opinião, claro), para falar um pouquinho mais. Não faço jabá aqui para as pessoas comprarem discos. Eu que compro sempre os álbuns resenhados nesse blog. Só escrevo sobre o que gosto, graças a Deus. E vou repetir que a iniciativa do Charles Gavin e da Livraria Cultura foi louvável. Espero que permaneça firme e forte.


“Os Ipanemas” – Os Ipanemas
Vou começar por “Os Ipanemas”, para mim, o álbum mais interessante desse pacote. O quinteto tinha em sua formação Astor Silva, Wilson das Neves, Néco, Rubens Bassini e Marinho. Eles lançaram esse único álbum, em 1964, e que se transformou em uma verdadeira raridade. Explico: à época, a gravadora CBS achou a sonoridade do quinteto muito prafrentex, e acabou vetando o seu lançamento. Só que algumas pouquíssimas cópias já tinham sido liberadas para determinadas lojas. Em resumo: quem viu e comprou, se deu bem. Quem deu mole, deve se arrepender até hoje. Seja pelo fato de ter perdido a oportunidade de ter um excelente álbum ou por ter perdido a chance de ganhar algumas centenas de dólares no ebay. O que eu mais gostei n'Os Ipanemas é que eles faziam um som diferente de tudo o que já ouvi de samba-jazz. Na verdade, eles iam além do estilo que misturava samba, jazz, gafieira e bossa nova, incorporando elementos afro-cubanos, com a adição de um berimbau (presente em quase todas as faixas) tocado pelo grande Wilson das Neves. O repertório mistura clássicos da MPB, como “Garota de Ipanema” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), “Consolação” (Baden Powell e Vinicius) e “Nanã” (Moacir Santos e Mario Telles) à composições dos próprios integrantes do grupo, como “Java” e “Zulu’s” (ambas de Astor Silva e Néco).

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“É samba novo” – Edison Machado
O meu álbum predileto do pacote é “Os Ipanemas”. Mas o grande clássico, acho que ninguém tem dúvidas. E ele atende pelo nome de “É samba novo”, de Edison Machado, um ex-cabo do exército que trocou as armas de verdade para se transformar na maior metralhadora giratória da bateria no Brasil. No bom sentido, claro. Edison Machado foi o inventor do “samba no prato”. E ele surgiu no Beco das Garrafas, no início dos anos 60, tocando no Bossa Três, ao lado do pianista Luiz Carlos Vinhas e do baixista Tião Netto. “É samba novo” foi o seu primeiro álbum solo. Solo?? Certamente não. Olha só o time de feras que acompanhou o baterista na gravação: Moacir Santos, J. T. Meirelles, Paulo Moura, Maciel, Raul de Souza, Pedro Paulo, Tenório Jr. e Tião Netto. Pouco bom, né? Nas 11 faixas do disco, uma mistura de bossa-nova, jazz, gafieira e algumas outras coisas que ainda não descobri. As suas versões de “Nanã” (Moacir Santos e Mario Telles) e “Quintessência” (J.T. Meirelles) são absolutamente marcantes. E, para mim, a capa de “É samba novo” é uma das mais sensacionais da MPB. No ano passado, publiquei um texto no SRZD falando um pouco mais sobre esse álbum. Caso você tenha interesse, é só clicar aqui. Ah, e quer saber o que é samba no prato? Como escreveu Charles Gavin no encarte do CD, “ouça e redescubra o porquê”. Ou descubra, se for o caso.

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“Karma” – Karma
Em uma aula básica sobre o rock brasileiro, você vai aprender que o primeiro rock gravado no Brasil foi “Rock around the clock”, de Bill Haley & His Comets, por Nora Ney, em 1955. Dois anos depois, Cauby Peixoto gravou o primeiro rock original em português (“Rock and roll em Copacabana”, de Miguel Gustavo). Aí, veio a Jovem Guarda, Tropicália, Raul Seixas e a explosão do BRock, certo? Certo. Mas, antes do BRock explodir nos anos 80, há uma fase um pouco obscura na história do rock brasileiro. Ela está situada, mais ou menos, no início dos anos 70, quando surgiram por aqui bandas influenciadas pelo rock progressivo britânico. As mais famosas foram O Terço, Mutantes (que, no pós-Tropicália, acabou virando progressivo) e Karma, que era formada Jorge Amiden (egresso d’O Terço), Alen Terra e Luiz Junior. O som, com ênfase na tritarra (guitarra com três braços) de Amiden misturava o progressivo com o folk. O álbum ora relançado marcou a estreia e a dissolução da banda. “Karma”, gravado em 1972, com arranjos de Arthur Verocai, foi o único registro dessa banda, que acabou se dissolvendo após a turnê de lançamento do disco. Uma pena. Pelo menos, agora temos o CD para preencher essa lacuna na história do rock brasileiro.

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“Embalo Trio” – Embalo Trio
Entre as bandas de música instrumental brasileira surgidas nos anos 60, e que tiveram carreira curta, encontra-se o Embalo Trio. Mas por que tanto trio surgiu e desapareceu nos anos 60? Certamente, o fenômeno foi bem parecido com as diversas bandas que surgiram e duraram pouco na época do Rock Brasil dos anos 80. Charles Gavin explica melhor: “Essa fase extraordinária da música brasileira possibilitou a contratação de inúmeros trios, quartetos e quintetos – fato que resultou na produção de excelentes álbuns de música instrumental. Porém, a maioria desses grupos gravou apenas um disco e depois desapareceu do mapa”. E esse foi o caso do Embalo Trio, que gravou um único álbum em 1965, e depois sumiu. Formado por Mancilha (pianista de 16 anos à época da gravação), Faud (baterista, 17 anos) e Carioca (o baixista, “velhinho” de 19 anos, como diz o texto original de apresentação do álbum, assinado por Ramalho Neto), o Embalo Trio seguiu a típica receita da época, ao gravar diversas canções de Tom Jobim, Carlos Lyra e Baden Powell. A diferença é que o Embalo Trio já enxergava a genialidade do (também) jovem Edu Lobo, que teve cinco músicas gravadas (metade do álbum), incluindo uma versão bem interessante de “Canção da terra”. Luiz Carlos Sá, que surgiu exatamente em 1965, ano de lançamento desse álbum, e que mais tarde formaria um trio com Guarabyra e Zé Rodrix, por sua vez, foi lembrado com “Giramundo”, faixa de encerramento do álbum. Embora não tenha a consistência de outros conjuntos como Os Ipanemas, Bossa Três, Rio 65 Trio, entre outros, vale a pena conhecer o som do Embalo Trio.

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“Vela aberta” – Walter Franco
Um dos álbuns que mais ouvi na minha infância foi “A arca de Noé” (1980), com canções compostas por Vinicius de Moraes e Toquinho, e interpretadas pela nata da Música Popular Brasileira. E a música que eu mais gostava era “O relógio”. O seu intérprete era um cara chamado Walter Franco. Muitos anos depois, fui conhecer a obra dele, um tanto polêmica, experimental, maldita, mas extremamente original. Isso ficou claro em seu álbum de estreia (“Ou não”, de 1973) e nos dois seguintes. Aí, em 1979, com o sucesso (ou não...) da música “Canalha” no Festival da Canção da TV Tupi, Walter Franco entrou em estúdio para deixar a sua sonoridade mais palatável e acessível. E, dessa experiência, saiu “Vela aberta”, álbum ora relançado, e que conta com grandes músicos no acompanhamento, como o baixista Pedro Ivo e o guitarrista Sérgio Hinds. A pesadíssima “Canalha” acabou entrando no álbum, assim como mais dez composições próprias de Walter Franco, dentre as quais se destacam a viajante e soturna “Tire os pés do chão” (não, nada a ver com Ivete Sangalo, por favor) e “Me deixe mudo”, esta última, uma crítica à censura imposta pela ditadura militar, e que já havia sido gravada por Chico Buarque (no álbum “Sinal fechado”, de 1974), e pelo próprio Walter Franco, em seu clássico “Revolver”, de 1975.

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Em seguida, você pode escutar a faixa “Kenya” (Astor Silva / Rubens Bassini), uma das preciosidades de “Os Ipanemas”.