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1995. Os loucos por música já tinham escolhido o seu presente de Natal desde que aquele ano havia começado. “Os Beatles vão se juntar para um projeto de três coletâneas de raridades e mais duas faixas absolutamente inéditas”, diziam os jornais. Uau! Beatles inédito? Sim. E a primeira inédita, “Free as a bird”, saiu exatamente no dia 20 de novembro de 1995, quando o primeiro volume de “Anthology” chegou às lojas. Fui para a finada e saudosa Gramomphone, no Shopping da Gávea, às nove da manhã e fiquei lá esperando a loja abrir. Ok, a loja abriu às 10h, e o CD só chegou às 16h. Saudades do tempo em que não tinha p%@$#orra nenhuma pra fazer...
Será lançado no dia 28 de setembro a edição especial de "Station to station", álbum originalmente lançado por David Bowie em 1976. Eleito pela Rolling Stone, em 2003, o 323º melhor disco de todos os tempos, "Station to station" volta em edição que abarca o álbum original remasterizado e mais dois CDs com a íntegra de um show inédito realizado no Nassau Coliseum, em março de 76. Haverá também uma edição super-hiper-mega especial (foto acima) com os três CDs da edição normal, acrescido de mais dois CDs com raridades, um DVD com o show, três LPs, livreto de 24 páginas, textos de Cameron Crowe, poster, réplica do passe de backstage, réplica de um ingresso do show da turnê, e mais alguns mimos. As músicas do show inédito são as seguintes: "Station to station", "Suffragette city", "Fame", "Word on a wing", "Stay", "Waiting for the man", "Queen bitch", "Life on Mars?", "Five years", "Panic in Detroit", "Changes", "TVC15", "Diamond dogs", "Rebel rebel" e "The Jean Genie". Ah, detalhe, Bowie disse que se a edição especial de "Station to station" vender bem, ele ressuscita o Tin Machine. Mas, pensando bem... A gente quer mesmo que o Tin Machine volte??
O álbum "Fly like an eagle", certamente o maior clássico da Steve Miller Band, será relançado, cheio de extras, no dia 04 de outubro. Lançado originalmente em 1976, o álbum terá três faixas demo ("Fly like an eagle '73", "Take the joker and run" e "Rock'n me '76 slow") em sua nova edição, além de um DVD com um show de duas horas de duração, filmado em 2005, e com a participação especal de Joe Satriani e George Thorogood. As faixas do DVD são as seguintes: "Swingtown", "True fine love", "Abracadabra", "Dance, dance, dance", "Wild mountain honey", "Nature boy", "Mercury blues", "The stake", "Shu ba da du ma ma ma ma", "I love the life I live, I live the life I love", "Got love if you want it", "Gangster of love", "All your love (I miss loving)", "I'm tore down", "Slow blues", "Crossroads", "Fly like an eagle", "Take the money and run", "Rock'n me", "Jungle love", "The joker" e "Serenade".
Em 1995, a disputa entre Oasis e Blur na Grã-Bretanha estava em seu ápice. E o dia 11 de setembro de 95 marcou mais um round nessa brigalhada toda. Foi nessa data que o Blur colocou nas lojas o álbum "The great escape", com, pelo menos, dois clássicos do britpop: "Country house" e "The universal". Acho que esse disco não é um dos trabalhos mais importantes do Blur. Mas como faz falta um álbum de inéditas dessa banda, né? A relação completa de faixas de "The great escape" é a seguinte: "Stereotypes", "Country house", "Best days", "Charmless man", "Fade away", "Top man", "The universal", "Mr. Robinson's quango", "He thought of cars", "It could be you", "Ernold Same", "Globe alone", "Dan Abnormal", "Entertain me" e "Yuko and Hiro".
O Lynyrd Skynyrd vai lançar mais um CD e um DVD ao vivo. Gravado em 15 de junho de 2007, em Kentucky, "Live from Freedom Hall" chegará às lojas no dia 21 de junho, com os maiores sucessos da banda. O repertório é o seguinte: 1) "Travelin' man", 2) "Workin'", 3) "What's your name", 4) "That smell", 5) "Simple man", 6) "Down south jukin'", 7) "The needle and the spoon", 8) "The ballad of Curtis Loew", 9) "Gimme back my bullets", 10) "Tuesday's gone", 11) "Red white and blue", 12) "Gimme three steps", 13) "Call me the breeze", 14) "Sweet home Alabama", 15) "Free bird".
Hoje mesmo recebi, via twitter, uma mensagem de um leitor lembrando os 25 anos do álbum "Hunting high and low", do A-HA. Agora mesmo chequei no site deles, que haverá uma apresentação especial da banda norueguesa no Royal Albert Hall, em Londres, durante a qual será executado, na íntegra, o álbum de estreia da banda. Ideia interessante.
Alguém aqui quer comprar o "magic bus" do The Who.
Rolando a bola para a literatura, agora é a vez de homenagearmos o escritor Rubem Fonseca, autor de clássicos como "Agosto" (um dos melhores livros que já li, e que virou minissérie no inícios dos anos 90), "O caso Morel" e "O selvagem da ópera". O seu último livro, "O seminarista", eu li em um dia. Parece aqueles livros de "pulp fiction" que deixariam Quentin Tarantino fissurado.
Quem também faz aniversário hoje é "Fear of the dark", álbum lançado pelo Iron Maiden no dia 11 de maio de 1992. Na época, muita gente criticou a música "Wasting love", uma farofada que a banda logo riscou do repertório de seus shows. Mas, em compensação, todo mundo adora cantar o "oh oh oh oh oh" da faixa-título do álbum durante as apresentações da banda.
OS LIVROS DA SEMANA: Nesses últimos dias, li dois livros bem bons. Cada um na sua área: História e Música. "O guia politicamente incorreto da História do Brasil", do jornalista Leandro Narloch, descontrói alguns mitos sempre ensinados nas escolas. Por exemplo, o livro revela, sempre com base em ampla bibliografia, que os índios foram os maiores exterminadores dos próprios índios; que Zumbi dos Palmares tinha escravos; que Santos Dumont não inventou o avião (e nem o relógio de pulso); que a feijoada não foi criada no Brasil; que o fascismo de Vargas originou os desfiles de escolas de samba, tal qual conhecemos hoje, etc. etc. etc. Mas o capítulo mais divertido é o que fala dos escritores, revelando que Machado de Assis foi um mordaz censor de peças a serviço do governo imperial, e que José de Alencar não era a favor da abolição da escravatura. É o tipo do livro que você pode até discordar de algumas coisas. Mas nunca poderá negar que é divertidíssimo. Tomara que venha algum volume 2 mais a frente.
"SELVAGEM?", 24: O blog de Paulo Marchetti lembra que hoje faz 24 anos que o disco "Selvagem?", dos Paralamas do Sucesso, chegou às lojas. Para mim, "Selvagem?" forma a Santíssima Trindade do Rock Brasil, ao lado de "Cabeça dinossauro" (Titãs) e "Dois" (Legião Urbana). Coincidentemente, os três álbuns foram lançados em 1986. Há quatro anos, quando estava na "Folha de S.Paulo", fiz uma matéria comemorando os 20 anos de lançamento desses discos. Foi um imenso prazer reviver as histórias dessas três grandes bandas. Se você tiver paciência, pode ler a matéria aqui. (É a última matéria da página.)
DE VOLTA: A capa acima é do novo disco do Nasi, ex-Ira!. "Vivo na cena" foi gravado ao vivo em estúdio e conta com o seguinte repertório: "Ogum", "Não caio mais", "Tarde vazia", "Aqui não é meu lugar", "Garota de Guarulhos", "Por amor", "Milhas e milhas", "Rockixe", "Bala com bala", "Carne e osso", "Desequilíbrio", "Poeira nos olhos", "Eu só poderia crer" e "Me dê sangue". Tomara que ele esteja cantando melhor...
UMA NOTÍCIA BOA E OUTRA RUIM: A boa é que foi anunciado o lançamento de toda a saga do "Star wars" em Blu-ray, cheios de extras. A data ainda não está definida. A ruim é que estão pensando em relançar os filmes nos cinemas em versão 3D.
BOM APERITIVO: Os fãs que forem aos shows de Johnny Winter (dia 20/05, no Canecão, e 22/05. na Via Funchal) podem fazer o aquecimento com "Live at the Filmore East: 10/3/70", que será lançado na semana que vem lá fora. O CD conta com sete faixas, incluindo "Mean town blues" e "Rollin' and tumblin'". Só não vale comparar com esses shows de agora...
Hoje sai, no Reino Unido, o novo álbum do Paul Weller. Se "Wake up the nation" for tudo o que a revista "Q" disse em sua última edição, tem tudo para ser um dos discos do ano.
O LIVRO DA VEZ: As pessoas sempre me perguntam qual livro estou lendo. Acho que hoje leio mais do que ouço música. Tento, na medida do possível, ler um livro por dia, mas, ultimamente, se leio um por semana, já está bom. Vou usar esse espeço aqui no blog para sempre falar o que estou lendo, a partir de hoje, independente do tema do livro. Nessa semana, devorei "Freddie Mercury", de Selim Rauer. Na verdade, "devorei" mais pelo fato de Freddie ser o meu ídolo, do que pelo livro em si. A obra, aliás, nem pode ser chamada de biografia. Ela contextualiza muito bem a carreira de Mercury (solo e no Queen), dedicando capítulos a cada um dos álbuns lançados, e ainda dando pinçeladas das respectivas turnês, mas deixa muito de lado a vida íntima do cantor (não estou querendo dizer "fofocas", mas a sua vida íntima mesmo, que deve ser objeto de qualquer biografia). Pelo que notei, Selim Rauer entrevistou apenas uma meia dúzia de amigos de Freddie Mercury e se baseou mais em pesquisas. Por isso, o livro é bom para entender cronologicamente a carreira do Queen, mas jamais para entender a personalidade de Freddie Mercury. Leia se você for realmente fã de Freddie e/ou do Queen.
RECORD STORE DAY: Hoje é o dia da loja de disco. Aqui no Brasil, lógico, ninguém dá importância a isso, até mesmo porque sobraram muito poucas. Mas lá fora, diversos artistas se mobilizaram para lançar discos especiais dedicados a esse dia. Os Stones, por exemplo, lançaram uma música inédita, da qual já falamos aqui no blog; e o R.E.M. também lançou uma edição tesuda e limitada de seu disco de estreia ("Chronic town") em vinil azul. Mais do que nunca, os artistas estão vendo a importância das lojas de disco. Até mesmo lá fora, elas estão todas sendo fechadas (em Nova York, as três grandes cadeias, Virgin, HMV e Tower Records, encerraram as suas atividades). Sobraram apenas as BestBuys da vida, que vendem CD como se fosse linguiça. Um dia escrevi um texto dizendo que os discos eram os meus melhores amigos. Cada disco, uma história. E assim continua até hoje. Não troco um belo de um CD ou um vinil por um MP3 com som tosco. E enquanto puder comprar CD, comprarei, ainda que as pessoas me chamem de otário. O Google que me perdoe, mas nada como chegar em uma loja e encontrar aquele disco que você estava procurando, na prateleira.
A MODA ESTÁ PEGANDO: Essa coisa de "supergrupo" é bacana. Chickenfoot e Them Crooked Vultures são bem legais. Agora foi anunciado mais um "supergrupo", que eu acho que está longe de ser um "supergrupo". Tirando o Andreas Kisser (Sepultura), acho que Paul Gray (baixista do Slipknot) e Tim "Ripper" Owens (atual vocal do Judas Priest) não têm nada de "super". O nome dessa nova banda é HAIL! (assim mesmo, com o ponto de exclamação no final, e em caixa alta), e ainda não há previsão de lançamento de um single.
AGORA É REMIX: Enquanto não lança nada de novo, Lady Gaga continua a explorar os seus ensandecidos fãs, agora com um álbum de remixes das mesmas músicas que ninguém aguenta mais ouvir. Serão 17 faixas, com remixes de crássicos como "Telephone", "Pokerface", Love game" e "Alejandro", em novas versões de gente como Passion Pit, Pet Shop Boys, Stuart Price, Monarchy e Alphabeat. "The remix" sai no dia 10 de maio.
DEU NO "THE SUN": "Haverá novidades em breve por aí. É o máximo que posso dizer. Há algo bom no horizonte." (Mark Ronson, produtor, confirmando que as gravações do novo trabalho de Amy Winehouse já terminaram)
UM ÁLBUM INTEIRINHO DO BLUR?: Ihhh... Será? Miles Leonard, o todo-poderoso da Parlophone, pediu para que Albarn, Coxon & Cia. gravem um álbum inteiro, inteirinho. O Blur confirmou a gravação de duas faixas para um single a ser lançado no Dia do Disco (17/04). Mas será que rola um álbum inteiro? Inédito? Depois dessa, até Liam e Noel Gallagher são capazes de fazer as pazes novamente...
“Live in London” – George Michael
“Contra” – Vampire Weekend
“Scratch my back” – Peter Gabriel“No distance left to run” – Blur
Nessa semana, o Blur anunciou que vai lançar uma música inédita até o final do mês. Enquanto a tal inédita não vem, o DVD duplo “No distance left to run” é uma ótima pedida. O primeiro DVD traz um documentário (meio chapa-branca, é verdade) que conta a história da banda, chegando a mostrar o processo de composição da genial dupla Damon Albarn / Graham Coxon. Mas o melhor mesmo é o outro DVD, que traz a íntegra da apresentação do grupo inglês no Hyde Park, em Londres, no ano passado. Sucessos como “Song 2”, “Beetlebum”, “She’s so high”, “End of a century” e “Girls and boys” mostram porque o Blur brigava, de igual para igual, com o Oasis.
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“Amanhã” – Sá, Rodrix & Guarabyra
"Outra noite fui acordado por um sonho triste em Copacabana / ... / Os dragões voando no espaço pelo trânsito de Copacabana / Quanto amor vendido aos pedaços numa lanchonete em Copacabana”. Esses versos não poderiam ser cantados senão por Sá, Rodrix & Guarabyra. E eles estão presentes no novo álbum do trio, gravado poucos meses antes de Zé Rodrix partir dessa para melhor. Produzido por Tavito, "Amanhã" traz o trio na velha e boa forma, com as suas letras viajantes, as melodias pegajosas e os belos arranjos vocais. Destaque para "Logo eu, saudade", a viajante "Sonho triste em Copacabana" e "Cidades meninas", que lembra a sonoridade anos 80 da dupla Sá & Guarabyra.
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Ah, quer ver um trecho de "Live in London", de George Michael?
O Death Cab For Cutie vai lançar, no dia 25 de novembro, uma edição especial para comemorar os dez anos de seu álbum de estréia “Something About Airplanes”. Além do disco original remasterizado, o lançamento contemplará a gravação do primeiro show que a banda realizou em Seattle, em fevereiro de 1998. (Mais Detalhes)