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Hoje matei saudade do Paul McCartney aqui em Nova York. Depois de uma overdose de Sir Paul McCartney - foram seis shows nos últimos oito meses -, fica difícil escrever alguma coisa diferente.
Bom, começamos pela primeira diferença: o show foi em Nova York. E isso significa muita coisa. A energia de John Lennon parece estar impregnada em cada tijolo dessa cidade. É sério. E Paul McCartney sabe disso. Tanto sabe que o DJ que antecipa o show abriu uma exceção no meio de umas 15 músicas do Paul. Do nada, ele mandou “Power to the people”. Foi a única música do set que o estádio parou de conversar. E cantou.
(Aliás, impressionante, o programa está lotado de fotos dos shows no Brasil. Deve ter umas dez, inclusive uma foto de página dupla do Túnel Novo, em Copacabana, com os dizeres “Welcome back to Rio”, e outras duas com o público carioca segurando os cartazes “Na na na”, durante “Hey Jude”.)
O palco é o mesmo, com algumas mudanças nos vídeos que passam no telão. No repertório, a primeira surpresa veio na segunda música do show, uma versão pesada de “Junior’s farm”, single obscuro que Paul McCartney lançou em 1975. No primeiro set de piano, Paul mandou o seu primeiro single solo, “Maybe I’m amazed”. Só que essas duas canções já haviam sido apresentadas no último show da “Up and coming tour”, em Las Vegas, no mês passado. Então, a surpresa nem foi tão grande assim.
Mas a sétima música do roteiro não poderia ser mais surpreendente: uma puta versão para “The night before”, música do filme “Help!”, que Paul nunca havia tocado ao vivo antes. No momento acústico, outra surpresa agradável: uma versão lindíssima, voz e violão, de “I will”. E lá no finalzinho, depois de “Helter skelter”, quando todo mundo esperava “Sgt. Peppers lonely heart’s club band”, eis que Sir Paul ataca com “Golden slumbers”! Lógico que não ficou só nisso... Ele teve que complementar com “Carry that weight” e “The end”.
Após “Let me roll it”, que teve uma citação de “Foxy lady”, de Jimi Hendrix, Paul contou que ficou impressionando quando foi a um show do guitarrista, em 1966. Os Beatles haviam lançado o álbum “Sgt. Pepper’s” em uma sexta, e no show que Hendrix fez no domingo seguinte, ele começou com a faixa título do álbum. Outros homenageados, como de costume, foram George Harrison (com aquela versão arrepiante de “Something”) e John Lennon. Durante “Here today”(segundo Paul, uma conversa imaginária que ele nunca teve com Lennon), deu para ver que o ex-Beatle estava muito emocionado. Os seus olhos chegaram a ficar marejados.
Quando Paul McCartney passou pelo Brasil, a comoção foi geral. Ele não se apresentava no país fazia muitos anos. Aqui em Nova York, ele não tocava fazia dois anos. Mas quer saber? A comoção foi a mesma. Coroas de setenta, oitenta anos dividiram a plateia com crianças de cinco. Durante “Hey Jude” foi difícil alguém não chorar. Os ingressos se esgotaram em poucas horas. O público também arriscou gritinhos ensaiados. Metade do estádio estava vestido com camisetas dos Beatles. Muita gente carregava cartazes com frases espirituosas. Em um estava escrito: “Sign my butt!”. Paul agradeceu, mas respondeu: “better not”.
Tudo exatamente igual ao Brasil. De diferente mesmo só a facilidade de locomoção. (Aqui existem dezenas de estacionamentos legalizados e transporte público decente.)
Chega às lojas na semana que vem novo CD ao vivo de Beto Guedes, "Outros clássicos" (capa acima). Gravado no dia 14 de julho, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, as faixas contam com arranjos de Wagner Tiso e Cláudio Faria. O repertório foi selecionado a partir de votação realizada entre os fãs de Beto Guedes na internet. A maior parte das músicas selecionadas é estilo "lado B", o que dá um maior valor ao álbum, ao passo que Beto Guedes já lançou trabalhos ao vivo com seus maiores sucessos não tem muito tempo. As canções selecionadas para o CD são as seguintes: "O medo de amar é o medo de ser livre", "Olhos de Jade", "Um sonho pra viver", "Rio Doce", "Quatro", "Boa sorte", "Só primavera", "Luz e mistério", "Meu ninho", "Nena", "Tudo em você", "A página do relâmpago elétrico", "Tanto", "Veveco, panelas e canelas", "O amor não precisa razão", "Balada dos 400 golpes" e "Lágrima de amor". O DVD deve sair até o final do ano.
Hoje eu prometo que não vou falar de John Lennon e nem de Paul McCartney por aqui. Mas, como sou meio espírito de porco mesmo, vou falar de George Harrison (quem vai aos shows de Paul em São Paulo, atenção especial para "Something", um dos momentos mais mágicos da apresentação). O motivo é nobre: hoje faz oito anos do lançamento de "Brainwashed". Álbuns póstumos não costumam prestar muito, é verdade. Mas esse foi diferente. Ele é bom demais. Simplesmente pelo fato de George Harrison já tê-lo deixado praticamente finalizado. Além disso, os dois responsáveis pelo lançamento foram talvez as pessoas mais importantes para George: seu filho Dhani e o amigo de longuíssima data (e puta guitarrista e produtor) Jeff Lynne. Fico imaginando o que Harrison não estaria fazendo por aqui... Faz muita falta.
Ari Up (17/01/1962 / 20/10/2010)
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No dia 09 de novembro, o Modest Mouse vai relançar dois EPs raros. "The fruit that ate itself" (1997), e "Sad sappy sucker" (gravado em 1994, mas lançado somente em 2001) estarão disponíveis em CD, vinil e download. Nos próximos dias 23 e 24 de outubro, a banda se apresenta na edição 2010 do Bridge School Benefit, idealizado por Neil Young.
Considerado por muitos como "o melhor álbum dos Beatles", "All things must pass", primeiro trabalho solo de George Harrison gravado após a dissolução do quarteto de Liverpool, ganha nova versão em vinil triplo, a ser lançada no dia 26 de novembro, exatos 39 anos e 364 dias após o seu lançamento original. A edição, limitada e numerada, foi remasterizada em Abbey Road, e reproduz a arte original. Como não tinha muito espaço para apresentar as suas composições nos Beatles, Harrison acumulou um material excepcional durante alguns anos. Daí a sua opção de lançar um álbum triplo em 1970 - o primeiro da história do rock. A ironia maior é que os primeiros trabalhos solo de John Lennon e de Paul McCartney não foram muito relevantes, enquanto que esse de Harrison foi extremamente elogiado. Dizem até que os quatro gnomos adormecidos na capa seriam os integrantes dos Beatles, enquanto Harrison (sozinho) no meio, reinava. E se você quiser conhecer um pouquinho mais esse discaço, clique aqui.
Chega às lojas no início do mês que vem, via Biscoito Fino, um álbum que eu já chamo de sensacional antes de tê-lo escutado: "Dizzy Gillespie no Brasil com Trio Mocotó - 1974" (capa acima). Quando visitou o país em 74, o trompetista gravou uma sessão com o Trio Mocotó no estúdio Eldorado. A fita estava perdida até o ano passado. Finalmente encontrada, foi digitalizada e chegará às mãos dos pobres mortais. O repertório é o seguinte: "Samba", "The truth", "Dizzy's shout (Brazilian improvisation)", "Evil gal blues", "Behind the moonbeam" e "Rocking with Mocotó".
O disco só saiu em março de 1961, mas foi no dia 21 de outubro de 1960 que John Coltrane entrou no Atlantic Studios de Nova York para começar a gravar "My favourite things". E com ele também entraram McCoy Tyner (piano), Elvin Jones (bateria) e Steve Davis (baixo). Certamente "My favourite things" está no meu top 5 de discos de jazz. Além da faixa-título de Richard Rodgers, o repertório tinha "Everytime we say goodbye" (Cole Porter), "Summertime" e "But not for me" (George Gershwin). As gravações aconteceram nos dias 21, 24 e 26 de outubro. Cinco anos após a gravação de Coltrane, "My favourite things" estourou de vez com o filme "The sound of music" ("A noviça rebelde"), de Robert Wise.HANK JONES - 1917/2010
RIP.
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E o Keane alcançou o primeiro posto da parada inglesa de álbuns nessa semana. Alguma surpresa? O top 10 é o seguinte: 1) Keane - "Night train", 2) Plan B - "The defamation of strickland banks", 3) Lady Gaga - "The remix", 4) Lady Gaga - "The fame", 5) The National - "High violet", 6) AC/DC - "Iron man 2", 7) Diana Vickers - "Songs from the tainted cherry tree", 8) Foals - "Total life forever", 9) Florence And The Machine - "Lungs" e 10) Black Eyed Peas - "The END". No domingo, publico a resenha de "Night train".
RETRATO DA INDÚSTRIA FONOGRÁFICA BRASILEIRA: Maria Gadú, a cantora que surgiu há pouco tempo, conseguiu contrato com a Som Livre e, por isso, tem uma música em cada novela da Rede Globo, anunciou a gravação de um DVD e um CD ao vivo! Sim, Maria Gadú tem apenas um álbum lançado, mas já vai lançar o tal ao vivo. Ou seja, tudo repetido, com uma participação aqui, outra ali. Pelo jeito, querem chupar a cantora até o bagaço. Mas para ela, deve estar bom. Só não venha reclamar depois quando a Som Livre e a Globo lançarem outra cantora no próximo verão. Saudades de artistas que realmente tinham um projeto de carreira, como a Cássia Eller. A gravação acontece no dia 29 de julho, no Credicard Hall.
Um dos meus álbuns prediletos do Tom Petty & The Heartbreakers é "Damn the torpedoes", lançado em 1979, e que contém músicas como "Refugee", "Here comes my girl", "Even the losers" e "Don't do me like that". Por isso, eu fiquei feliz ao saber que saiu na semana passada, aqui no Brasil, o DVD com o documentário da série "Classic Albums" sobre esse trabalho do Tom Petty. O vídeo tem uma hora e quarenta minutos de duração (com extras incluídos), e legendas em português. Espero ver nos próximos dias.
Hoje, quando acordei, a primeira coisa que li foi a ótima (ou melhor, excelente) coluna do Felipe Hirsch, no jornal O Globo. O diretor de teatro fala sobre... Morrissey! Cá pra nós, não é todo dia que a gente abre o jornal e dá de cara com um texto sobre Moz, né? Coincidentemente, ao abrir a minha agenda de efemérides, descubro que hoje faz seis anos do lançamento de "You are the quarry", na minha opinião, o melhor álbum do ex-vocalista do The Smiths. Foi o disco que marcou o seu renascimento artístico, após alguns anos meia-bomba. Sempre quando alguém me pede uma recomendação de algum álbum do Morrisey, não hesito em indicar "You are the quarry". Tem só seis anos de idade, mas, para mim, já é um clássico.
E já que todo mundo só fala em Copa, a foto acima é do Ipod que a Apple está lançando em homenagem ao Bobby Moore, capitão da seleção inglesa campeã da Copa de 1966. Bonitinho, não?
RELANÇAMENTO: Josh Homme, do Queens Of The Stone Age, disse ao NME que a sua banda relançará o álbum "Rated R" (2000), um dos melhores álbuns da década passada, na minha opinião. Além de suas canções originais, o disco virá com lados B e gravações ao vivo. Ainda não há data certa de lançamento, mas Homme acredita que será em julho.
Em entrevista exclusiva à revista Uncut do mês de julho, Paul McCartney fez declarações reveladoras sobre a sua relação com George Harrison, falando, inclusive, sobre os últimos momentos que passaram juntos antes da morte do guitarrista. “Eu sentei com ele durante algumas horas quando ele estava em tratamento, uns dez dias antes da morte dele, pelo que me lembro. Nós fizemos algumas piadas, falamos coisas divertidas. Foi bom. Foi como se estivéssemos sonhando. Ele era meu irmãozinho, porque nos conhecíamos havia bastante tempo”.
Paul McCartney também falou sobre um momento de intimidade muito marcante durante essa visita. “Nós seguramos as mãos um do outro. Mesmo no auge da nossa amizade, como homens, nunca havíamos feito isso. Mas foi lindo”, disse. Sobre a entrada de Harrison nos Beatles, McCartney falou: “Ele pegou a sua guitarra e tocou “Raunchy”, e foi isso – ele estava na banda. Ele era um pouco mais jovem, fora de nossa faixa etária, um pequeno bebê. Mas era um grande músico”.
E continuando nos Beatles, a BBC Radio 4 transmitiu hoje uma entrevista inédita de Paul McCartney e John Lennon. A gravação, que foi feita para a televisão escocesa, estava perdida em uma garagem no sul de Londres.
Na entrevista de nove minutes e meio de duração, Lennon conta como conheceu McCartney em uma pequena cidade perto de Liverpool. Os músicos também descreveram detalhes sobre o processo de composição das canções da banda mais famosa de todos os tempos.
Para que tiver interesse, a preciosa entrevista está aqui.
As cinzas de Kurt Cobain foram roubadas ontem da residência de sua viúva, Courtney Love. De acordo com o jornal News Of The World, o roubo deixou Love com “sentimentos suicidas”. Além das cinzas de Cobain (que estavam guardadas junto com mechas de seu cabelo), os ladrões levaram dinheiro, roupas e jóias. “Eu não posso acreditar que alguém tenha levado as cinzas de mim. Eu acho isso revoltante e, no momento, tenho vontade de me matar. Se não tiver as cinzas de volta, não sei o que farei. Tenho a sensação de que perdi Cobain novamente”, disse Courtney Love.
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O guitarrista Daron Malakian e o baterista John Dolmayan, ambos do System Of a Down, formaram uma nova banda chamada Scars On Broadway. Aproveitando o recesso do System Of a Down, Malakian e Dolmayan vão lançar o primeiro álbum da nova banda no dia 29 de julho. O disco contém 14 faixas e foi produzido pelo guitarrista. Entra as faixas do álbum estão “'Universe” e “Stoner Hate”. Algumas músicas podem ser ouvidas na página que a banda mantém no site Myspace. O Sars On Broadway apresentou-se recentemente no festival Coachella. Abaixo, um video de “They Say”, que estará presente no álbum.
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O cantor Paul Weller disse que não se arrepende de ter separado a sua ex-banda, The Jam, bem como reafirmou o seu desgosto acerca da atual reunião do grupo. A banda se separou em 1982, mas o baterista Rick Buckler e o baixista Bruce Foxton recentemente reuniram a banda novamente com outro vocalista. Em entrevista à BBC, Weller disse que não voltará mais ao The Jam. “É a coisa certa a se fazer. Foi uma decisão artística. Eu não queria passar o resto da minha vida fazendo a mesma coisa. Eu gosto de mudar e seguir em frente”, disse Weller, que ainda deixou registrado que não vai comparecer a nenhum show de seus velhos companheiros.
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A banda James terminou de gravar o seu primeiro álbum em sete anos. “Hey Ma”, que chegará ao mercado em 16 de setembro, possui 11 faixas. Nos Estados Unidos, o disco será lançado com uma faixa-bônus: “I Wanna Go Home”. “Hey Ma” é o décimo trabalho da banda e foi gravado em um ‘chateau’ na França, que a banda inglesa construiu no ano passado. “Este é o melhor período do James. A banda está reformada e tudo soa mais fresco e excitante novamente. Nós estamos orgulhosos e ansiosos para mostrar nosso trabalho nos Estados Unidos, onde nós sentimos que há algo inacabado” disse o vocalista Tim Booth.
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Os diretores do time de futebol inglês Arsenal gastaram 100 mil libras para controlar o nível de barulho durante os shows que Bruce Springsteen realizou no Emirates Stadium nas noites de ontem e anteontem. Os organizadores instalaram uma cortina para cortar a poluição sonora das áreas vizinhas. Springsteen foi o primeiro artista a realizar show no estádio, que tem capacidade para 60 mil pessoas. Abaixo, um vídeo amador feito no show do dia 30.
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Um ukulele que pertenceu ao ex-beatle George Harrison vai ser leiloado em Londres, no próximo dia 18. Uma carta escrita pelo guitarrista à George Formby, que havia lhe vendido o instrumento, também fará parte do leilão. Pouco antes de morrer, Harrison devolveu o ukelele à família de Formby, organizadora do leilão. O ukulele folheado a ouro (foto abaixo) deverá ser arrematado por um valor entre 20 e 35 mil libras.