Mostrando postagens com marcador Iron Maiden. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Iron Maiden. Mostrar todas as postagens

6 de ago. de 2011

Milton Nascimento e Três Pontas no Rio; o CD do “Spider-Man”; o show completo do Coldplay em Lollapalooza; e o plágio (???) da Lady Gaga.



*****

Acho que quase todo mundo já leu algum livro do Jorge Amado. Nem que tenha sido “Capitães de areia” no colégio. Os seus romances foram traduzidos em trocentos idiomas. Mas o que nem todo mundo sabe é que Jorge Amado também foi letrista. Bissexto, é verdade. Mas quem escreve uma letra como a de “É doce morrer no mar” (música de Dorival Caymmi), precisa escrever mais alguma coisa? Hoje faz dez anos que Jorge Amado partiu para o andar de cima. E é muito bom relembrá-lo.

*****

Um dos grandes músicos do Brasil também merece espaço aqui hoje. Há cinco anos, Moacir Santos morreu. Como aconteceu com muitos músicos brasileiros, ele acabou fazendo mais sucesso no exterior. Ainda bem que, pelo menos, o seu álbum “Coisas” (1965) volta e meia é lembrado aqui no país. Talvez a maior obra-prima instrumental da história da Música Popular Brasileira.



*****

Se o Brasil tem Moacir Santos, Cuba tem Ibrahim Ferrer. Por coincidência (ou não), o cantor cubano faleceu exatamente um ano após o músico brasileiro. Fica a lembrança.



*****

No dia 06 de agosto de 1984, o Iron Maiden lançava um de seus singles de maior sucesso. “2 minutes to midnight” é presença garantida em qualquer apresentação da Donzela de Ferro já faz muitos anos. É sempre uma das favoritas dos fãs. Por isso, ela está aqui hoje.



*****

Iron Maiden nunca é demais, né??

*****

Ontem eu fui ver o show “... E a gente sonhando”, de Milton Nascimento, no Citibank Hall, aqui no Rio de Janeiro. Milton estava devendo um show novo já fazia alguns anos. O último, com o Jobim Trio, teve a sua última apresentação no Rio em junho de 2008. Se levarmos em conta que o projeto com o Jobim Trio não tinha músicas inéditas, aí a dívida de Milton fica maior ainda.
Mas essa dívida foi paga ontem. “... E a gente sonhando” é um show que beira as duas horas de duração, repleto de surpresas, com músicas de várias fases da carreira do compositor, e com a participação de diversos artistas da cidade mineira de Três Pontas. Em determinados momentos, chega a ter 28 artistas em cima do palco.
O show segue o mesmo clima do álbum. Sabe aquela coisa de mineiro recebendo os convidados na cozinha de casa? Então, é mais ou menos por aí. Gentil, Milton Nascimento abriu espaço para muitos desses artistas trespontanos. E alguns destaques da apresentação vêm exatamente dessas intervenções. A bonita “Eu pescador” contou com o compositor da música, Cleyton Prósperi, no piano. Bruno Cabral fez um dueto com Milton na deliciosa “Espelho de nós”, e Paulo Francisco (ou Tutuca) mandou bem também dividindo o microfone com o anfitrião na emocionante “Amor do céu, amor do mar”, a quinta música do roteiro. Aliás, foi nesse momento, que o coro completo surgiu no palco, mudando toda a estrutura do show, que começou, convencional, com Milton e sua banda interpretando quatro clássicos: “Encontros e despedidas”, “Caxangá”, “Caçador de mim” e “Nos bailes da vida”.
No meio das músicas novas, rolou uma versão sensacional de “Ânima”, faixa-título do álbum que Milton lançou em 1982. No bis, mais três clássicos. “Essa canção eu sempre canto nos meus shows. Mas hoje quero que vocês cantem para mim”. E assim o público que praticamente lotou o frio Citibank Hall cantou “Canção da América” para Milton e seus pupilos no palco. Foi bonito, apesar de a plateia ter se enrolado com a letra – ninguém sabia quando o amigo ficava do lado esquerdo do peito ou debaixo de sete chaves. Em seguida, uma versão turbinada de “Para Lennon e McCartney. E Milton não precisou pedir. O público cantou ainda mais alto. Para finalizar, e não poderia ser diferente, “Maria Maria”. Não precisava de mais nada. Passado, presente e futuro unidos no palco. A resposta ao tempo de Milton.

*****

Chegou recentemente ao mercado brasileiro a trilha sonora do musical “Spider-Man – Turn off the dark”, de autoria de Bono e The Edge (U2). A montagem da peça, em cartaz na Broadway, passou por diversos problemas, inclusive um sério acidente envolvendo o personagem que fazia o papel do Homem-Aranha. Tenho sérias restrições a esses musicais da Broadway, mas gostei muito de ter assistido esse “Spider-Man”. Ele foge do lugar comum. É um espetáculo absolutamente rock n’ roll. Bono e The Edge criaram músicas interessantes, algumas delas poderiam estar em algum álbum do U2. Outras canções são curiosas, especialmente “A freak like me needs company”, que não tem nada a ver com a sonoridade da banda irlandesa. Mas os riffs de guitarra, característicos de The Edge, e músicas como “Rise above” (as duas versões) e “Picture this”, não deixam dúvidas que “Spider-Man – Turn off the dark” é absolutamente U2. Até mesmo a voz do ator principal Reeve Carney é bem parecida com a de Bono em alguns momentos. Seria interessante se, um dia, o U2 apresentasse a trilha completa desse musical no palco. E eu acho que isso certamente um dia vai acontecer.



*****

Já viram o show inteirinho do Coldplay que rolou no Lollapalooza ontem, em Chicago? Vou te dizer que se o show do Rock in Rio for igual, será bom demais...



*****

Lady Gaga está sendo processada pela cantora Rebecca Francescatti, que jura que “Judas” é um plágio de uma canção de sua autoria. Rebecca alega que o ex-baixista de sua banda, Brian Gaynor, trabalha para uma produtora musical, responsável pela composição das faixas de “Born this way”, último álbum de Lady Gaga. Você pode tirar a sua própria conclusão:





*****

A próxima edição da revista norte-americana Spin vai trazer uma matéria sobre os vinte anos de “Nevermind”, do Nirvana. E ainda trará um CD bônus com as faixas do álbum interpretadas por diversos artistas. Dei uma escutada em algumas das canções, e tenho certeza que Kurt Cobain ficaria muito feliz com essa interpretação dos Vaselines para “Lithium”.



Não é??

2 de nov. de 2010

R.E.M., Police, Raimundos, Jovelina, Secos & Molhados, Elza Soares, Joy Division, Cuomo, Franz, Gaga, McCartney, Yes, Amy, Iron, Beady Eye, Garbage

Chega às lojas na semana que vem o DVD "Uma noite em 67". O documentário faz um apanhado do 3º Festival da MPB da TV Record, vencido por Edu Lobo e a sua "Ponteio". No mesmo festival concorreram Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil (com os Mutantes), Roberto Carlos e Sérgio Ricardo (que quebrou o seu violão e o arremessou ao público). O DVD vem com extras, como músicas não incluídas na edição final do filme e entrevistas com Chico Buarque, Caetano Veloso, Marília Medalha, Ferreira Gullar, Sérgio Ricardo e Johnny Alf.

*****

Só digo uma coisa: Lou Reed no mesmo dia do Planeta Terra e do show do Paul McCartney é muita sacanagem.

*****

Agora é oficial. O Garbage está gravando um novo álbum. A vocalista Shirley Manson confirmou ao The Herald que o sucessor de "Bleed like me" (2005) não deve demorar muito para chegar às lojas. "Estou trabalhando em um disco com a banda. Já gravamos muita coisa, mas é difícil precisar a quantidade", disse. Manson afirmou ainda que a banda pretende sair em turnê no ano que vem.

*****

A nova banda de Liam Gallagher (ex-Oasis) já filmou o primeiro videoclipe de sua carreira. A dançarina Georgia Amodu, que trabalhou na produção, postou a informação em sua conta no Twitter. O blog de fãs Stop Crying Your Heart Out, por sua vez, afirmou que o vídeo foi dirigido por Richard Ayoade, que já trabalhou com o Arctic Monkeys. O beady Eye está em estúdio gravando o seu álbum de estreia, com produção de Steve Lillywhite. AInda não há previsão de lançamento.

*****

A notícia boa para os fãs do Iron Maiden: a banda britânica confirmou, em seu site oficial, seis apresentações da sua "Final frontier world tour", no Brasil, ano que vem. Anote aí as datas:
26/03/2011 - Estádio do Morumbi, São Paulo
27/03/2011 - HSBC Arena, Rio de Janeiro
30/03/2011 - Autódromo Nelson Piquet, Brasília
01/04/2011 - Parque de Exposições, Belém
03/04/2011 - Parque de Exposições, Recife
05/04/2011 - Expotrade, Curitiba

Quando tiver mais detalhes, eu posto aqui no blog.

*****

Hum, gostei muito da nova música da Amy Winehouse, hein? "It's my party"...



*****

O Yes está em estúdio gravando o 20º álbum de sua carreira. A atual formação da banda conta com Chris Squire (baixo), Steve Howe (guitarra), Alan White (bateria), Oliver Wakeman (teclados) e o vocalista novato Benoit David, substituindo (ao que parece, em definitivo) Jon Anderson. A previsão de lançamento é para o segundo semestre de 2011. O último trabalho do Yes, "Magnification", saiu em 2001.

*****

Essa revelação do Paul MCartney aqui me surpreendeu... Ele disse que todas as demos do "Band on the run" (1973) foram roubadas antes da gravação do disco. Em entrevista especial a Tom Meighan, do Kasabian, para a New Musical Express, o ex-integrante dos Beatles disse que o roubo aconteceu na Nigéria. "Eram uns quatro caras, e um pequeno que tinha uma faca. Eu disse que tinha somente as minhas demos, e eles levaram tudo. Tive que lembrar todas as músicas novamente na hora de gravar o disco. A sorte é que eu consegui", disse Paul McCartney. Então, não se surpreenda se um dia você ouvir falar que estão rolando gravações raras de "Band on the run" por alguma tribo na África...

Ah, e por falar em Paul, viu a entrevista dele para o Fantástico no domingo??

*****

Se você quiser virar especialista em Gagalogia, já tem como. A Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos tem uma cadeira chamada "Lady Gaga e a sociologia da fama", com uma abordagem "sociológica" (segundo o professor) da obra da cantora. O professor Mathieu Deflem disse que teve a ideia depois de assistir a 30 shows de Lady Gaga. Ele também possui mais de 300 gravações da cantora, e criou o site de fãs Gagafrontrow.net. Aos interessados, o programa pode ser lido aqui.

*****

A banda The Decemberists anunciou a data de lançamento e o nome de seu novo álbum. "The king is dead" chega às lojas no dia 11 de janeiro do ano que vem (eu já deveria ter comprado uma agenda de 2011), com 10 faixas. O sexto trabalho de estúdio da banda conta com a participação de Peter Buck, do R.E.M. e do Tired Pony. A relação de faixas é a seguinte: "Don't carry it all", "Calamity song", "Rise to me", "Rox in the box", "January hymn", "Down by the water", "All arise!", "June hymn", "This is why we fight" e "Dear Avery".

*****

O Franz Ferdinand anunciou que vai voltar a se apresentar no próximo mês de novembro. Serão três shows em cidades espanholas: Barcelona, San Sebastian e Málaga, nos dias 04, 06 e 08, respectivamente. Os shows serão secretos, então os locais só serão divulgados poucas horas antes das apresentações. Será que rola material novo? Será que rola material bom, depois do modorrento "Tonight: Franz Ferdinand" (2009)??

*****

"Eu posso me ver cantando pelos próximos vinte anos. Alguém terá que me expulsar do palco." (Rivers Cuomo, vocalista do Weezer, ao Nola.com, tirando a esperança de qualquer fã que tenha assinado a petição para que a banda se separasse)

*****

Falando em vinil, o Joy Division também vai lançar uma caixa com dez discos de sete polegadas (o bom e velho single). "+-" (esse é o nome do box) trará alguns disquinhos inéditos, criados exatamente para essa caixa, que terá edição limitada a cinco mil cópias. As faixas são as seguintes: 1) "Warsaw" / "Leaders of men"; 2) "No love lost" / "Failures"; 3) "Digital" / "Glass"; 4) "Autosuggestion" / "From safety to where"; 5) "Transmission" / "Novelty"; 6) "Atmosphere" / "Dead souls"; 7) "Komakino" / "Incubation" / "As you said"; 8) "Love will tear us apart" / "These days"; 9) "She's lost control" / "Love will tear us apart 2"; 10) "Isolation" / "Heart and soul". O design do box foi assinado pelo velho colaborador da banda, Peter Saville.

*****

O selo Discobertas, do Marcelo Fróes, está colocando nas lojas seis álbuns (vendidos separadamente) da Elza Soares: "Elza Soares" (1974), "Nos braços do samba" (1975), "Lição de vida" (1976), "Pilão + raça = Elza" (1977), "Somos todos iguais" (1985) e "Voltei" (1988). Para os colecionadores, o grande destaque do pacote é o disco de 1985, que nunca havia saído em CD. Os outros estão presentes no fabuloso box (também produzido por Marcelo Fróes) que a EMI lançou faz uns sete anos, e já está fora de catálogo. "Somos todos iguais" traz canções como "Osso, pele e pano" (Jorge Aragão), "Daquele amor nem me fale" (João Donato e Martinho da Vila) e o clássico samba "Heróis da liberdade" (Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira). Destaque também para a gravação de "Milagres", letra do grande amigo de Elza, Cazuza, e o dueto com Caetano Veloso em "Sophisticated lady", de Duke Ellington. Todos os relançamentos vêm com faixas bônus.

*****

Ainda nesse mês de novembro, a Polysom lança mais quatro álbuns nacionais em edição vinil de 180 gramas. São eles: "Aqui, ali, em qualquer lugar" (Rita Lee), "Cabeça dinossauro" (Titãs), "Estudando o samba" (Tom Zé) e o primeiro disco do Secos & Molhados. O preço médio varia entre aquilo mesmo: 90 e 100 reais. Só não deu pra entender a escolha desse álbum da Rita Lee, um dos mais sem graça de sua carreira. Certamente a EMI (gravadora do período áureo da cantora) não liberou que a Polysom lançasse coisas como "Fruto proibido" (1975). Pena. Tomara que ela o faça um dia.

*****

Vai um sambinha pra animar? Tem gente que é tão especial que escolhe para morrer no Dia de Finados. Foi o caso da magnífica Jovelina Pérola Negra, que partiu dessa pra melhor em 1998. Fico muito feliz quando, em um show do Zeca Pagodinho, vejo a galera cantando coisas como "Bagaço da laranja", "Luz do repente" ou "Feirinha na Pavuna". Nesses momentos, a Pérola Negra deve abrir uma cerveja lá com os anjos e abrir aquele seu sorriso.



*****

Opa, peraí caceta... Eu falei do "MTV - Ao vivo", dos Raimundos, outro dia aqui no blog. Mas vou falar de novo sobre a banda. Em 02 de novembro de 1995, chegava às lojas o segundo álbum dela: "Lavô tá novo". Sim, foi um dos discos que mais ouvi na minha insuportavelmente chata adolescência. Já gostava muito do primeiro álbum, mas esse segundo, pra mim, superou. Mesmo dentro de uma grande gravadora, a banda soube manter a sua integridade. Tudo bem que o fã mais radical vai perguntar: "ah, e 'I saw you saying'?". Bom, pra mim, foi uma puta de uma ironia. Ainda mais porque, um pouquinho antes, você podia ouvir "Eu quero ver o oco" ou "Esporrei na manivela". Grande banda. Se tivesse por aí até hoje com todos os seus integrantes originais, seria uma das melhores do país. (Obrigado, mais uma vez, a Paulo Marchetti)



*****

Então chega de papo furado porque hoje faz 32 anos que "Outlandos d'Amour", álbum de estreia do The Police, chegou às lojas. Ah, foi uma bela estreia desse que foi um dos melhores trios da história do rock, não é verdade? A identidade sonora da banda já estava toda presente nesse álbum: um rock com pitada de reggae, dub, a bateria animal do gênio Stewart Copeland... Ou seja, a banda já entrou em campo pra golear - metáfora futebolística é muito cafona, mas estou ressacado demais para pensar em algo melhor... E, cá pra nós, são poucas as bandas que lançam um primeiro disco com clássicos como "Roxanne", "Can't stand losing you", "So lonely" e "Next to you", né não?



*****

Nossa, falando assim, parece que fiquei um ano sem aparecer por aqui. Foram só dois dias. E no domingo vocês leram minhas resenhas, né? Não sei se foi a bebedeira ontem - é, ontem, eu bebi muito - mas tive um sonho déjà vú total nessa noite. Foi como se eu estivesse revivendo a cena novamente. Igualzinha como ela foi. Pode parecer sacanagem, mas até o cheiro eu conseguia sentir. Sabe qual foi o momento? Esse aqui:



*****

Salve! Salve! Hoje acordei meio Pedro Bial, saca? Olha, foi mal a ausência no sábado e na segunda. Não foi vagabundagem, não. É que ainda estava (estou) com a mão esquerda ferrada por conta daquele acidente. Tá muito ruim digitar assim. Mas prometi que de hoje não passava. Tipo, ou eu voltava para o blog hoje ou me matava. Achei melhor voltar. E já que não me matei, acho que o Dia dos Mortos é um bom dia para a volta, não?

14 de out. de 2010

Leonard Bernstein, Cliff Richard, Kiko Zambianchi, Iron Maiden, Cazuza, Pulp Fiction, Toquinho, Coldplay, My Chemical Romance

E vamos encerrar o nosso papo por hoje com mais uma do egregio maestro?? "Make our garden grow", mais uma de "Candide".



*****

A quem interessar possa, o novo vídeo do My Chemical Romance, "Na na na":


*****

Para lembrar mais um pouquinho de Leonard Bernstein, a abertura de "West Side story":



*****

Cris Martin, Guy Berryman, Jonny Buckland e Will Champion, integrantes do Coldplay, foram premiados ontem na 30ª edição do ASCAP Awards. Eles levaram o prêmio de compositores do ano. E "Viva la vida" foi eleita a canção do ano também. Eu só não entendi essa coisa "do ano", já que "Viva la vida" foi lançada em 2008. Mas tudo bem... Os membros da banda não foram receber o prêmio porque estão em estúdio gravando um novo álbum, que deve ser lançado no ano que vem.

*****

Já está no prelo o livro "História de Canções - Toquinho" (capa acima). Esse será o terceiro volume da coleção em que artistas contam as histórias por trás de algumas das suas principais músicas. O primeiro volume (de autoria de Wagner Homem) foi dedicado à obra de Chico Buarque, e o segundo versou sobre as músicas de Paulo César Pinheiro (e foi escrito pelo próprio compositor). O livro sobre as canções de Toquinho é assinado pelo próprio e por Wagner Homem. Além de textos sobre músicas como "O caderno" e "Aquarela", "História de canções - Toquinho" revela fotos do músico. O livro sai até o final do mês, pela editora Leya.

*****

E para quem gosta de cinema, um acontecimento importante hoje. Foi no dia 14 de outubro de 1994 que "Pulp fiction - Tempo de violência", filmaço de Quentin Tarantino, estreou. Um dos maiores ícones da cultura pop dos anos 90, o filme tem cenas antológicas. Quem não se lembra daquela injeção de adrenalina em Uma Thurman? E a dancinha de John Travolta? E a atuação inesquecível de Samuel L. Jackson? E essa cena abaixo é genial...



*****

E já que falei de um dos melhores discos ao vivo de rock lá fora, vou falar agora de um dos melhores gravados por aqui. E ele se chama "O tempo não pára", de Cazuza. Foi no dia 14 de outubro de 1988, no Canecão, que Cazuza iniciou a temporada de gravação de "O tempo não pára" (que foi até o dia 16). Foi nessa temporada, inclusive, que Cazuza deu uma cusparada na bandeira do Brasil, o que lhe trouxe problemas depois. E repare no vídeo abaixo. Cazuza diz: "O próprio tempo vai colocar essa caretada, essa gente escrota que tá mandando no Brasil... Eles vão morrer..." Pois é, morrem e nascem outros escrotos, Caju. O tempo não pára. Mas também não muda. E como faz falta alguém como você para cantar essas coisas...




*****

Eu me lembro bem do dia em que comprei esse disco. E hoje faz 25 anos do seu lançamento!! Para muitos, "Live after death", do Iron Maiden, é o melhor álbum ao vivo de rock. Eu tenho lá minhas dúvidas. Até mesmo porque existe um tal de "Live at Leeds" (1970), do The Who, e um tal de "Stage" (1978), do David Bowie, só para ficar em mais dois exemplos. Mas é inegável que "Live after death" é histórico. À época, o Iron Maiden estava divulgando "Powerslave" (1984), um discaço. E o setlist do show na Long Beach Arena (que foi gravado para o disco/CD/VHS/LD/DVD) foi memorável. "Aces high", "Hallowed be thy name", "Iron Maiden", "The number of the beast", "The trooper"... Clássico atrás de clássico.




*****

Hoje também é dia de festa no Rock Brasil, porque Kiko Zambianchi, um dos grandes compositores da Geração 80 de nossa música, sopra 50 velinhas. Zambianchi voltou aos holofotes com a sua música "Primeiros erros", gravada pelo Capital Inicial em seu "Acústico MTV" (2000). Mas, além desse clássico, ele compôs outros, que fizeram história no BRock, como "Rolam as pedras", "Eu te amo você", "Alguém", "Demônia"... E tem também aquela (contestada) versão de "Hey Jude", de John Lennon e Paul McCartney. Pena que ele tá meio sumido atualmente. Mas eu resgatei "Rolam as pedras" aqui para o blog hoje. Grande música...




*****


Do clássico para o rock n' roll, hoje também é dia de falar de Cliff Richard, compositor britânico e Sir, que está completando 70 anos. Líder do The Shadows, Cliff gravou mais de 60 álbuns, de estilos tão diferenciados, chegando até mesmo ao gospel. Tanto material gravado lhe deu o recorde de estar presente na lista dos mais vendidos durante toda a sua carreira - somente Elvis Presley igualou tal feito. Até hoje, ele já vendeu mais de 250 milhões de discos. Pouquinho, né?




*****


Bom dia, pessoal! Hoje eu quero ir direto ao assunto para homenagear um dos meus maiores ídolos. O seu nome é Leonard Bernstein, e hoje faz 20 anos que ele partiu dessa pra melhor. Maestro, compositor e pianista, Bernstein compôs dois musicais que já seriam o necessário para garantir-lhe um lugar na história: "West side story" (o maior musical de todos os tempos) e o fantástico "Candide", cuja overture é uma das coisas que mais me arrepiam. Como se não bastassem essas duas grandes composições, Bernstein foi um dos grandes regentes da obra de Johannes Brahms e de Ludwig Van Beethoven - a sua interpretação para a nona sinfonia desse último, quando das comemorações do Muro de Berlim, é um deleite. Mas Bernstein era especialista mesmo em Gustav Mahler. O ciclo de sinfonias (disponível em DVD) é sublime. Bernstein traz a dramaticidade necessária à obra do compositor tcheco, ao contrário de um Claudio Abbado, por exemplo, mais delicado - e nem por isso, menos brilhante. Além disso, Leonard Bernstein é personagem principal de "Radical chique", de Tom Wolfe, e é citado em uma música do R.E.M. E é por tudo isso que hoje esse grande mestre será bem homenageado aqui no blog.


3 de set. de 2010

Al Jardine, Steve Jones, Iron Maiden, Eduardo Galeano, Kings Of Leon, CSNY, Arcade Fire, English Team, Radiohead, Yoko Ono

Se eu fizesse isso no meio de um museu, certamente seria preso... (Será que na cama com John Lennon era assim??)



*****

Não me canso de ver...



*****

Agora a seleção de futebol da Inglaterra tem que ganhar alguma coisa... Pete Saville, que desenhou capas de discos para o Joy Division e o New Order, é o responsável pela nova camisa do english team (acima o modelo nº 1). A estreia é hoje, em Wembley, no primeiro jogo das eliminatóerias da Euro 2012, contra a Bulgária. Será que agora vai??

*****

Graham Nash revelou que está trabalhando na mixagem de um show do Crosby, Stills, Nash & Young, gravado em 1974. A ideia é lançá-lo em CD no ano que vem. As fitas foram cedidas a Nash por Neil Young, que já autorizou o lançamento. Nash disse à Billboard que o áudio da gravação está muito bom. Ao mesmo tempo, Nash segue, em marcha lenta, com as gravações de um álbum de covers, ao lado de Crosby e Stills. As gravações se arrastam desde o início do ano passado.

*****

O Kings Of Leon revelou hoje a capa (acima) de seu novo álbum, "Come around sundown", com lançamento previsto para o dia 18 de outubro. Além da capa, a banda também divulgou os nomes das 13 faixas do álbum. "Radioactive" será o primeiro single, e já começa a rodar na semana que vem. Uma edição de luxo do álbum também estará disponível, com um CD bônus contendo faixas ao vivo, gravadas no show que a banda fez no Hyde Park, em Londres, no dia 30 de junho desse ano. Os nomes das faixas do disco são os seguintes: "The end", "Radioactive", "Pyro", "Mary", "The face", "The immortals", "Back down south", "Beach side", "No money", "Pony up", "Birthday", "Mi amigo" e "Pickup truck".

*****

Se eu falar em Uruguai aqui, aposto que muita gente vai se lembrar da última Copa do Mundo ou então da vitória em cima do Brasil, no Maracanã, em 1950. Ou seja, futebol, futebol... Mas eu quero falar aqui de um uruguaio que não é jogador de futebol - apesar de ele ser apaixonado pelo esporte. A minha homenagem especial de hoje vai para o escritor, jornalista e intelectual Eduardo Galeano, que completa 70 anos. O sua obra mais importante é "As veias abertas da América Latina", livro lançado em 1971, mas essencial para quem quiser entender o porquê de a América Latina ter chegado ao ponto que chegou. Nele, Galeano traça a história da América Latina, desde o período colonial, dando ênfase à exploração político-econômica sofrida pelos latino-americanos. No vídeo abaixo, ele fala um pouquinho sobre essa obra. Vale a pena dar uma olhada.



*****

Para continuar no mesmo clima - pesado - lembro aqui que hoje faz 26 anos (jáááá??) que "Powerslave", um dos álbuns mais amados do Iron Maiden, chegou às lojas. "Aces gigh", "2 minutes to midnight", "Losfer words (Big 'Orra)", "Flash of the blade", "The duellists", "Back in the village", "Powerslave" e "Rime of the ancient mariner". Essas são ao oito faixas de "Powerslave". E não dá para deixar de citar nenhuma mesmo. Até hoje, ele é considerado um dos principais álbuns da Donzela. Tanto que, na última turnê que passou aqui pelo Brasil ("Somewhere back in time tour"), a banda britânica tocava metade do disco. Aliás, fica a lembrança de que durante a "World slavery tour" (que divulgou "Powerslave"), o Iron Maiden veio ao Brasil pela primeira vez, durante o primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985.



*****

Da surf-music para o punk-rock, agora vou falar de Steve Jones, guitarrista de outra banda mais que lendária, o Sex Pistols. Steve Jones nasceu a 03 de setembro de 1955, no bairro de Shepherds Bush, em Londres. Louco por Iggy Pop, aos 20 anos de idade se juntou a Paul Cook, Glen Matlock e John Lydon, para formar uma das bandas mais importantes da história do punk. O Sex Pistols gravou apenas um álbum: "Never mind the bollocks, Here's the Sex Pistols" (1977). Mas é o suficiente para, mais de 30 anos depois, ainda ser muito lembrado.



*****

Então vamos logo para a música, porque hoje é dia de homenagear Al Jardine, que está fazendo 68 anos. Al foi guitarrista e vocalista do Beach Boys, a banda que gravou o maior álbum da história do pop-rock ("Pet sounds", de 1966). Às vezes, AL Jardine reedita os Beach Boys para faturar uma graninha em Las Vegas. Mas a coisa só vai ter graça mesmo quando Brian Wilson voltar a se unir ao grupo. O que é quase impossível.



*****

Boa tarde, pessoal! Como vamos hoje, hein? Deixa eu dizer: acordei com um jeito no pescoço e nem consigo me mexer. Já coloquei um Sirdalud pra dentro, mas não sei se vou aguentar muito tempo. E hoje é sexta-feira, né? Tenho que ficar bom porque hoje é dia de entornar, né? A propósito, parabéns aos biólogos pelo dia de hoje. Eu não gostava nem um pouco de Biologia na época do colégio. Mas me lembro que tinha um professor bem doido, o Maciel, que um dia me jogou na piscina em um churrasco, porque eu, bêbado que estava, torrei a paciência dele. Bons tempos...

2 de set. de 2010

II Guerra, Paulo Francis, Samuel Wainer, Arnaldo Antunes, Blitz, Tom Capone, Coldplay, Massive Attack, Axl, Iron, Neil Young, Keane, Flaming Lips

Taí um show que eu queria ver... No ano que vem, o Flaming Lips fará uma apresentação em Londres com a íntegra do ultramegahiperfodafantástico álbum "The soft bulletin", lançado originalmente em 1999. O Dinosaur Jr também fará um show apresentando o seu álbum "Bug" (1988) na íntegra. Estou adorando essa moda. Dá até para fazer uma listinha de artistas e discos que a gente gostaria de ver ao vivo, assim, na íntegra...

*****

"Até paranóicos têm inimigos verdadeiros."
(Paulo Francis - 02/09/1930 / 04/02/1997)

*****

Quem lançou videoclipe novo ontem foi o Keane. "Clear skies" foi gravado ao vivo na Inglaterra, em junho passado.



*****

"Nos restaurantes de São Paulo, só pessoa jurídica pode jantar."
(Samuel Wainer - 19/12/1910 / 02/09/1980)

*****

A capa de "Le noise" (acima), novo trabalho de Neil Young, eu já tinha divulgado aqui no blog, mas a relação de faixas só foi liberada ontem. Serão apenas oito: "Walk with me", "Sign of love", "Rescue me", "Love and war", "Angry world", "Hitchhiker", "Peaceful valley blvd." e "Rumblin'". O lançamento acontecerá no dia 28 de setembro. "Le noise" foi produzido por Daniel Lanois, e gravado em Los Angeles. Haverá versões em CD, vinil, digital e CD+DVD.

*****

Uma entrevista (em vídeo) bem bacana com os integrantes do Iron Maiden, sobre o álbum "The final frontier". Com legendas em português. Aqui.

*****

"Como são mal-educadas as crianças, hoje, na maioria."
(Paulo Francis - 02/09/1930 / 04/02/1997)

*****

A banda do Axl Rose (que outrora era o Guns n' Roses) atrasou a sua apresentação ontem, na cidade de Dublin, em uma hora e meia. O público não gostou e tacou garrafas no meio do palco. Axl parou a música foi embora, voltou, parou o show de novo, voltou, foi embora de novo.... Enfim, típica palhaçada de Axl Rose, que acha que tudo que é país é igual ao Brasil, cuja plateia considera normal um atraso de três horas (e, ainda por cima, aplaude). Só para refrescar a memória, no dia 09 de agosto, quando foi anunciada a turnê pela Grã-Bretanha, eu escrevi aqui no blog: "Quero ver se Axl Rose tem culhão para atrasar um show três horas na Inglaterra..." Culhão ele teve. Mas o público não teve saco. E ainda tem mané que vem encher a minha paciência no twitter dizendo que Axl pode atrasar o quanto ele quiser. Típica mentalidade de gente bunda, com aquele velho complexo de vira-latas, como bem dizia Nelson Rodrigues.



*****

"Esse cara sozinho é uma quadrilha."
(Samuel Wainer - 19/12/1910 / 02/09/1980)

*****

A dupla Massive Attack confirmou duas apresentações no Brasil, em novembro. O Rio de Janeiro ficou de fora mais uma vez, e os shows acontecerão em Belo Horizonte (Chevrolet Hall, no dia 15) e São Paulo (HSBC Brasil, dia 16). A venda dos ingressos para BH começa no dia 03 de setembro, no site www.ticketsforfun.com.br, e no dia 13 do mesmo mês para São Paulo (www.hsbcbrasil.com.br). O último álbum da dupla inglesa, "Heligoland", saiu em fevereiro desse ano.

*****

"O Brazilian Dream é um emprego público que dá direito a meio expediente e tempo de praia e botequim."
(Paulo Francis - 02/09/1930 / 04/02/1997)

*****

Chris Martin, do Coldplay, apresentou ontem uma música inédita, em uma conferência da Apple, em San Francisco. A canção, apresentada apenas no formato voz & piano, se chama "Wedding bells". "Pode ser a única vez que eu toque essa música", brincou Martin. Além de "Wedding bells", ele apresentou "Viva la vida". O próximo álbum do grupo ainda não tem previsão de lançamento.



*****

A nota triste para esse dia 02 de setembro é a morte do grande produtor Tom Capone. Hoje faz seis anos que ele foi dessa pra melhor, vítima de um acidente de moto em Los Angeles, logo após a premiação do Grammy Latino. Entre os seus principais trabalhos estão: "Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro" (Nando Reis), "Cosmotron" (do Skank, melhor álbum brasileiro dos anos 00), "Kaya N'Gan Daya" (Gilberto Gil), "Silêncio q precede o esporro" (O Rappa), além do álbum de estreia de Maria Rita, lançado em 2003. A última vez que vi Tom Capone foi uns três meses antes de sua morte. Aqui no Rio, na Fnac, ele via alguns CDs de música brasileira. As pessoas por perto certamente não sabiam que ele próprio era o grande responsável por alguns desses CDs.



*****

Tem um discos que a gente compra quando era moleque, que jamais se esquece. A minha lista é bem grande. E, certamente, posso incluir nela o álbum "Radioatividade", da Blitz. O álbum, lançado no dia 02 de setembro de 1983, tinha as duas músicas que mais cantei na minha infância: "Betty Frígida" (quem manda ter uma mãe com esse nome??) e "A dois passos do paraíso" ("Oh! Arlindo Orlando / Volte, onde quer que você se encontre!!!!"). E tinha mais, olha: "A última ficha", "Ridícula", "Weekend", "Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininho"... Enfim, clássico! Ah, mãe, apesar de você nem saber o nome do meu blog, essa música aí vai em sua homenagem... (Agradeço a Paulo Marchetti pela lembrança da data)



*****

Poeta, cantor, músico, compositor, artista visual... Difícil definir Arnaldo Antunes, que, hoje, fica cinquentão. Sou fã dele desde que me entendo por gente. Era o meu Titã predileto. Aquela cara de maluco, a voz grave, a dança doida.. Verdadeiro rockstar. Depois, quando partiu para a carreira solo, fiquei um pouco de mal com ele. Aquela coisa experimental, cheia de poesia concreta, era um pouco demais para os meus ouvidos. Ainda fui a alguns shows solo do Arnaldo Antunes, mas aquilo não descia direito. Até que ouvi o CD "Qualquer" (2006). Primoroso, assim como os seguintes "Ao vivo no estúdio" (2007) e "Iê iê iê" (2009). Não sabia aqui qual vídeo colocaria do Arnaldo Antunes para homenageá-lo. Com os Titãs ou solo? Ah, por que não os dois??





E então? Qual Arnaldo Antunes você prefere? Hein?? Hehehe....

*****

O segundo jornalista que quero homenagear hoje aqui é Samuel Wainer, que morreu exatos 30 anos atrás. Eu estava pensando em escrever uma espécie de "biografia de um parágrafo" do Samuel Wainer. Mas prefiro passar a palavra a Jorge Amado:

"Samuel, em determinada época, simbolizou tudo quanto neste país significa independência política, progresso, povo. Levantou as bandeiras das grandes causas e por elas lutou, usando todos os recursos de uma inteligência lúcida e de uma imaginação criadora, de um patriotismo sem limites. Patriotismo, eis a palavra-chave, a que melhor explica a saga histórica de Samuel Wainer. Por isso mesmo, os representantes da reação, do atraso, do espírito colonial, do obscurantismo, tentaram por todos os meios destruí-lo, liquidá-lo. Para acabar com ele, buscaram negar-lhe a condição de brasileiro, numa ação tão cruel e vil quanto idiota.
Não sei de nenhum outro jornalista, de nenhum outro cidadão que fosse um brasileiro tão completamente brasileiro na maneira de reagir, de sentir, de viver, de amar, de ser, quanto Samuel Wainer, menino do Bom Retiro, que se fez, à custa do próprio esforço, uma das maiores figuras intelectuais de nossa Pátria, um mestre. Sua vida teve o fulgor de uma estrela a iluminar os caminhos do Brasil. Nossa guerra continua, a memória de Samuel Wainer é uma arma do povo."


*****

Hoje aqui eu vou ter que homenagear dois grandes jornalistas. E, mais uma vez, vou quebrar o protocolo, começando por eles. Hoje, a gente celebra os 80 anos de nascimento do grande (e polêmico) jornalista Paulo Francis. Esquerdista, Francis lutou contra o regime militar e, na reaberura, foi crítico voraz de José Sarney. Ainda posso ouvir as rimbombantes risadas do meu avô ouvindo os comentários políticos de Paulo Francis. Eu fico imaginando os comentários dele hoje sobre essa eleição chata do porvir. Estão dizendo que os candidatos é que são chatos. Mas eu acho que, além dos candidatos, os comentaristas também estão chatos demais. Por isso que Paulo Francis faz falta.



*****

Opa! Bom dia, pessoal. Dia bonito, não? Pelo menos aqui no Rio, o sol brilha... Ontem aconteceu algo curioso. Fui almoçar no final da tarde com um amigo lá no Shopping da Gávea. Estava tudo bem, não tinha trânsito, consegui comprar um CD que procurava havia séculos... Enfim, típico "dia de sorte"... Até que virei para o lado e dei de cara com... TARAM... Susana Vieira!! Aí, cheguei logo à conclusão de que não era o meu dia de sorte... Mas, bom, o que que o Bob Dylan tem a ver com isso? Nada. Aliás, pode ser que tenha. No dia 02 de setembro de 1945, o Japão assinou, diante dos países aliados, a sua rendição na II Guerra Mundial. Por isso que quis começar o dia de hoje com Bob Dylan. A sua música "Masters of war" nos faz lembrar que, mesmo 65 anos após o término da II Guerra, a estupidez humana ainda impera.

*****

29 de ago. de 2010

Resenhando: Wilson Simonal, Iron Maiden, Martinho da Vila, Brian Wilson, Yoko Ono

“Mexico ‘70” – Wilson Simonal
Quando o sensacional box “Wilson Simonal na Odeon” chegou às lojas, em 2004, um fã do cantor enviou um e-mail para Max de Castro perguntando sobre a ausência do álbum “Mexico ‘70” na caixa. Na ocasião, Max nem sabia da existência do disco. Alguns meses depois, ele descobriu a capa do álbum em uma revista especializada, e foi correr atrás dos fonogramas. “Mexico ‘70”, na verdade, foi gravado entre janeiro e março de 1970, em sessões esparsas. Quando a seleção brasileira de futebol estava no México para disputar a Copa de 70, Wilson Simonal (então o artista mais popular do país) foi se encontrar com os seus amigos jogadores e fez uma temporada de shows que durou três meses naquele país. Na ocasião, aqui no Brasil saiu o compacto duplo com “Aqui é o país do futebol”, e a Odeon mexicana lançou “Mexico ‘70”, logo após a Copa do Mundo vencida pelo Brasil. E, 40 anos depois, logo após o fiasco da seleção do Dunga, “Mexico ‘70” é lançado pela primeira vez no Brasil. No repertório de 12 faixas, é possível ver como Simonal queria porque queria entrar no mercado internacional, com faixas cantadas em italiano (“Ecco Il tipo che io cercavo”) e inglês (na linda versão de “Raindrops keep fallin’ on my head”, “I’ll never fall in love again” e a dobradinha “Aquarius” / Let the sunshine in”, do musical “Hair”). “Aqui é o país do futebol” também está presente em “Mexico ‘70”, assim como boas gravações (inéditas) de “Ave Maria no morro” e “Eu sonhei que tu estavas tão lindas”. No total, são cinco gravações raras e sete inéditas. Uma peça obrigatória nesse intricado quebra-cabeça chamado Wilson Simonal.

*****

“The final frontier” – Iron Maiden
Que o Iron Maiden vem usando e abusando de faixas longuíssimas, desde o advento do CD, isso não é novidade para ninguém. O seu último CD, “A matter of life and death” (2006), contém 10 faixas em 72 minutos. O novo álbum, “The final frontier”, é bem parecido. São dez faixas em 76 minutos. Mas a grande diferença está em sua sonoridade. Que fique claro, de cara, que ela não está nem pior nem melhor. Mas, sim, bem diferente. O fã que pensou que a turnê “Somewhere back in time” (na qual a Donzela revisitou os seus clássicos) animaria a banda a gravar músicas diretas com caras de hit, se enganou. “The final frontier” é, de longe, o álbum mais difícil do Iron Maiden. A batida tribal-eletrônica de quase três minutos da faixa de abertura “Satellite 15... The final frontier” é um bom indício de que as coisas estão diferentes. Muita gente, inclusive, vem comparando “The final frontier” com “Somewhere in time” (1986). Mas, tirando a estética futurista da capa, não tem nada que ver. Não há nenhuma “Wasted years” em “The final frontier”. Mas há faixas que beiram o progressivo, como “Isle of Avalon”, e o épico, como acontece em “The talisman” e “When the wild wind blows”. O Iron Maiden fica com mais cara de Iron Maiden em poucas faixas, como na direta e rápida “El Dorado” e em “Mother of mercy”, canção que lembra bastante “Ghost of the navigator”, de “Brave new world” (2000). Certamente até a própria banda achou o novo álbum tão difícil, que optou que os shows da nova turnê começassem com uma música de outro álbum – no caso, “The wicker man”, de “Brave new world”. O que é bem raro em se tratando de Iron Maiden, diga-se de passagem.

*****

“Filosofia de vida” – Martinho da Vila
Para turbinar o lançamento do documentário “Filosofia de vida” (já nas lojas em DVD), de Edu Mansur, Martinho da Vila colocou nas lojas a trilha sonora do filme. Com o mesmo nome do documentário, o CD é, mais ou menos, um best of da carreira do sambista, com oitos sucessos e músicas obscuras regravadas e as outras seis faixas pescadas de álbuns antigos. Com relação às regravações, destacam-se a faixa-título (parceria com Marcelinho Moreira e Fred Camacho), uma das mais lindas de Martinho (“Meu destino eu moldei / Qualquer um pode moldar / Deixo o mundo me rumar / Para onde quero ir / Dor passada não me dói / E nem curto nostalgia / Eu só quero o que preciso / Pra viver meu dia-a-dia”), o clássico “O pequeno burguês” e “Meu Off Rio”. Nas regravações, versões ao vivo de “Madalena do Jucu” e do maior samba-enredo de todos os tempos, “Aquarela brasileira”, de Silas de Oliveira. Vale destacar ainda a versão instrumental do choro “Um a zero”, de Pixinguinha e Benedito Lacerda, com a pianista Maíra Freitas, e a segunda gravação (e que fecha o álbum) de “Filosofia de vida”, nas vozes de Martinho da Vila e de Ana Carolina. Em suma, “Filosofia de vida” funciona como um bom souvenir do documentário. Os fãs vão gostar. Mas para o ouvinte mais eventual de Martinho da Vila, talvez seja mais jogo procurar um outro CD do sambista, como o ao vivo “3.0 Turbinado” (1999) ou o ótimo tributo a Noel Rosa, “Poeta da cidade”, lançado no início desse ano.

*****

“Reimagines Gershwin” – Brian Wilson
O que Brian Wilson e os irmãos George e Ira Gershwin têm em comum? A genialidade, diriam alguns. Mas agora, há mais outra coisa em comum: o álbum “Reimagines Gershwin”, que o ex-Beach Boy colocou nas lojas no início desse mês. No total, são 14 faixas de autoria dos Gershwin e que Brian Wilson regravou ao seu estilo. Dessas 14 faixas, duas são parcerias mesmo entre George Gershwin e Brian Wilson, eis que não estavam finalizadas, cabendo a Wilson dar os retoques finais. O resultado oscila durante a audição. Comecemos pelas duas parcerias (“The like in I love you” e “Nothing but love”), que configuram dois grandes momentos, que poderiam estar em qualquer álbum clássico dos Beach Boys, com os seus lindos arranjos vocais e melodias naquele velho estilo que fez a fama da banda. Já as quatro faixas pescadas da ópera “Porgy and Bess” (“Summertime”, “I loves you Porgy”, “I got plenty O’ nutin’” e “It ain’t necessarily so”) são as mais fracas de “Reimagines Gershwin”. Talvez pelo fato de o tom formal da ópera não ter combinado muito com o estilo pop de Wilson. As coisas voltam a entrar nos eixos na bossa “’S Wonderful” (será que Brian Wilson anda ouvindo muito o “Amoroso”, de João Gilberto?) e em “They can’t take that away from me” e “I got rhythm”, que trazem o melhor resumo do que seria uma música dos irmãos Gershwin interpretada pelos Beach Boys. Simplesmente fantástico. “Love is here to stay”, “I’ve got a crush on you” e “Someone to watch over me”, por sua vez, poderiam ter ficado mais interessantes. Mas no final das contas, o saldo é (bem) positivo.

*****

“Mrs. Lennon” – Vários Artistas
Odiada por muitos e amada por poucos, Yoko Ono ficou mais conhecida como “a pessoa que separou os Beatles”. Ela pode até ter tido a sua responsabilidade pelo fato. Mas a verdade é que dificilmente o quarteto de Liverpool prosseguiria junto por muito tempo com a morte de Brian Epstein. Ademais, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr não eram mais apenas “os caras do bar”, e os seus egos já estavam do tamanho do céu. Enfim, uma boa forma de redimir Yoko Ono é ouvir o CD “Mrs. Lennon”, que o selo Discobertas, de Marcelo Fróes, colocou nas lojas. São 16 faixas escritas por Yoko e interpretadas por 16 cantoras brasileiras, da experiente Cida Moreira a novata Hevelyn Costa, passando por Zélia Duncan, Silvia Machete, Kátia B, Angela Ro Ro, entre outras. Como geralmente acontece nesse tipo de projeto, há muitos altos e baixos. Mas, felizmente, os altos superam os baixos. Pra começar, vale destacar a comovente interpretação voz & piano de Cida Moreira para “Mrs. Lennon”. Zélia Duncan enche “Goodbye sadness” de delicadeza, enquanto Marília Barbosa & Pelv’s fazem os alto-falantes berrar em “Move on fast”. Angela Ro Ro deu novas (e boas) luzes a “It happened”, e Kátia B encheu “Walking on thin ice” de bossa. Por sua vez, Voz Del Fuego deixou “Kiss kiss kiss” quase ininteligível com os seus sintetizadores e baterias programadas. A dupla Tetine também pecou com a versão modernosa demais de “Why”. Mas, no fim das contas, “Mrs. Lennon” é uma boa introdução à obra da nem sempre compreendida Yoko Ono.

*****

Abaixo, a faixa de abertura do álbum “The final frontier”, do Iron Maiden.

13 de jul. de 2010

Roqueiros e Sertanejos, João Bosco, Ford, Ghost, REM, Yamandu+Dominguinhos, Iron Maiden, U2, 50 Cent, Morrissey, PiL, Hook, Flying Lotus, Paulo Moura

PAULO MOURA - 17/02/1932 - 12/07/2010



*****

Morrissey anunciou hoje que vai lançar uma edição comemorativa dos 20 anos de seu álbum "Bona drag", com seis faixas inéditas. O álbum, originalmente lançado em 1990, conta com os primeiros sete singles da carreira solo de Moz, após a sua saída do The Smiths. O cantor foi o responsável pela remasterização do álbum, que tem previsão de lançamento para o dia 27 de setembro. As faixas extras de "Bona drag" são essas aqui: "Happy lovers at last united", "Lifeguard on duty", "Please help the cause against loneliness", "Oh Phoney", "The bed took fire" e "Let the right one slip in".

*****

Lindíssimo o novo videoclipe do Flying Lotus, "MmmHmm"...



*****

Peter Hook (ex-baixista do New Order e do Joy Division) está fazendo uma pequena turnê na qual apresenta a íntegra da obra-prima "Unknown pleasures" (1979), do Joy Division. Só que a apresentação que acontecerá no festival Vintage At Goodwood, na Inglaterra, será especial. Nesse show, Hook se apresentará acompanhado de coro e orquestra. A apresentação acontecerá no dia 15 de agosto, e o line-up do festival conta com o The Faces (Mick "Simply Red" Hucknall no lugar de Rod Stewart).

*****

John Lydon querendo ressuscitar o PiL??

*****

A turnê brasileira do 50 Cent começou bem em Salvador...



*****

Os shows do U2 que aconteceriam nesse verão nos Estados Unidos foram remarcados para o ano que vem. As novas datas estão no site oficial da banda irlandesa.

*****

Um quiz bacana sobre o rock. Acertei 17 questões...

*****

Estreou hoje o novo videoclipe do Iron Maiden, "Final frontier". O vídeo, no melhor estilo "Guerra nas estrelas", apresenta a faixa-título do novo álbum dos ingleses - que será lançado no dia 16 de agosto. A música faz o mesmo gênero que os fãs do Iron adoram. Nada de muito especial. E o videoclipe ficou um pouco, digamos..., exagerado demais. Mas esse é o Iron Maiden mesmo.



*****

Yamandu Costa e Dominguinhos vão dar continuidade a parceria que começou em 2007, com o lançamento de um CD e de um DVD. Chega às lojas nos próximos dias o álbum "Lado B" (capa acima). "Queríamos transmitir neste trabalho um clima de relaxamento, a maneira tranquila como gravamos, sem egotrip, do mesmo jeito do primeiro. Foi, como sempre aconteceu entre a gente, muito harmônico", disse Yamandu no release do CD. Sobre o repertório escolhido, o violonista explicou: "Tínhamos vontade de relembrar o cancioneiro mais antigo numa concepção bem simples. O repertório foi escolhido aleatoriamente, íamos lembrando e selecionando músicas que gostávamos. Nada foi pré-concebido, as canções foram aparecendo naturalmente". A relação de faixas de "Lado B" (que mistura composições de gente como Ary Barroso, Lupicínio Rodrigues, Augustin Lara e Bororó)é a seguinte: "Da cor do pecado", "Noites sergipanas", "Fuga pro Nordeste", "Doce de coco", "Homenagem a Chiquinho", "Naquele tempo", "Sanfona de cordel", "Homenagem a Pixinguinha", "Choro do gago", "Chorando em Passo Fundo", "Carioquinha", "Felicidade", "Pau de arara", "No rancho fundo" e "Solamente una vez".

*****

Essa aqui é quente: o R.E.M. informou hoje que terminou as gravações de seu novo álbum. As gravações aconteceram nas cidades de Portland e Nova Orleans (Estados Unidos), e terminaram em Berlim, com produção de Jacknife Lee, o mesmo responsável por "Accelerate" (2008). O álbum começa a ser mixado nos proximos dias, e a previsão de lançamento é para o início de 2011.

*****

Continuando no cinema, há exatos 20 anos estreava um dos filmes que as pessoas mais gostam de criticar: "Ghost - Do outro lado da vida". O filme conta a história de Sam, que após ser morto, "volta" para ajudar a sua esposa, que também corre risco de ser assassinada. O elenco estrelado contava com Patrick Swayze (no papel de Sam), Demi Moore (a esposa) e Whoopi Goldberg (a médium). A direção foi de Jerry Zucker. E, vem cá, você pode até criticar esse filme. Mas tenho certeza que chorou...



*****

Depois de sertanejos, roqueiros e um dos mestres da MPB, quero falar um pouco de cinema. O ator Harrison Ford completa 68 anos hoje (tá ficando véio, hein?). Acho que o primeiro filme que vi com Harrison Ford (e nem sabia quem ele era) foi "Guerra nas estrelas". Depois, a trilogia do "Indiana Jones", "Blade Runner", "Jogos patrióticos", "O fugitivo" (amo de paixão esse filme), "Sabrina" (uma das trilhas sonoras mais sensacionais de todos os tempos, thanks Gilberto Braga), "Força aérea um", "Inimigo íntimo"... Ufa, a lista é grande, e devo ter me esquecido de vários. Já tem um tempo, li em em algum lugar que Harrison Ford, antes de virar ator, era jardineiro do músico brasileiro Sérgio Mendes. Alguém confirma essa história?



*****

Hum, e hoje é aniversário de um dos caras que mais admiro na Música Popular Brasileira. João Bosco nasceu em Ponte Nova (MG) a 13 de julho de 1946. Dizer que ele é um dos maiores violonistas do mundo é fácil, difícil mesmo é listar os seus melhores álbuns. Isso porque, a regularidade é uma das marcas registradas de João Bosco. Desde a sua estreia, com o álbum "João Bosco" (de 1973, o que tem "Bala com bala") até o último, o sensacional "Não vou pro céu, mas já não vivo no chão", discos bons não faltam na história de João Bosco. Mas se você quiser saber o meu predileto, arrisco " Malabaristas do sinal vermelho" (2003), com parcerias de João com o seu filho Francisco Bosco. E a música abaixo foi a que mais ouvi nesse último mês, por conta do programa "Linha de passe", da ESPN Brasil, e que passou todos os dias nessa Copa.



*****

Ah, e todo mundo já deve saber que hoje, dia 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock. Mas por que esse dia? Porque foi no dia 13 de julho de 1985 que foi realizado o Live Aid, evento de música idealizado por Bob Geldof para arrecadar uma grana para combater a fome na África. Foram dois mega-shows, um em Londres e outro na Filadélfia, com um público de 170 mil pessoas nos estádios e mais de 1,5 bilhão pela televisão. Saca só quem participou do Live Aid: Queen (cuja apresentação no evento, até hoje, é considerada uma das mais arrebatadoras de todos os tempos), U2, The Who, Paul McCartney, Mick Jagger, Bob Dylan, Beach Boys, Elton John, Madonna, David Bowie, Duran Duran, Sting e até mesmo uma reunião do Led Zeppelin com Phil Collins na bateria.



*****

Boa tarde, pessoal! Como estão as coisas, hein? Olha, comecei o post com "Amanheceu, peguei a viola", de Renato Teixeira, em homenagem ao Dia Nacional dos Cantores e Compositores Sertanejos, que é comemorado no dia 13 de julho. O preconceito rola solto com a música sertaneja. Também, não é pra menos. Com essas porcariadas de hoje em dia que se dizem sertanejos, qualquer um morreria de vergonha. Mas aqui fica a minha homenagem aos caipiras de verdade, de raiz, que fazem (ou fizeram) músicas lindíssimas, como Pena Branca, Xavantinho, Renato Teixeira, Tonico, Tinoco, Alvarenga, Ranchinho, Catulo da Paixão Cearense, Rolando Boldrin, Almir Sater, Sérgio Reis, entre outros sertanejos DE VERDADE que a gente nem tem conhecimento.

*****