15 de ago. de 2011

42 anos de Woodstock; relembrando Joel Silveira; Djavan ao vivo em DVD; AC/DC ao vivo na sua adega; Amy vende que nem água; a reencarnação do Freddie.




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Para começar a semana, um clássico. “Minha vida era um palco iluminado / Eu vivia vestido de dourado / Palhaço das perdidas ilusões...” Uma das letras mais bonitas da Música Popular Brasileira, e que foi composta por Orestes Barbosa e Silvio Caldas. Hoje faz 45 anos que Orestes Barbosa pisou no chão de estrelas.

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No dia 15 de agosto de 1969, o festival de Woodstock teve início na fazenda de Max Yasgur, em Bethel, Nova York. Em 2009, quando o evento completou 40 anos, elaborei um top 10, que você pode ler aqui. Listei os momentos mais emblemáticos do festival, que juntou 500 mil pessoas em três dias de paz e música. Mas se eu tivesse que dizer na lata, qual é o grande momento do Woodstock, não teria dúvidas:



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Outro grande show em Nova York também faz aniversário hoje. Há 20 anos, Paul Simon subiu no palco do Central Park para apresentar as músicas de seu álbum mais recente, “The rhythm of the saints” (1990), além daqueles velhos sucessos que todos nós (especialmente os habitantes de Nova York) amamos. O evento foi tão importante que eu me lembro, claramente, do Jornal Nacional dando a notícia. Cerca de 600 mil pessoas prestigiaram o show. O Olodum participou abrindo o concerto com a música “The obvious child”. Poucos meses depois dessa apresentação, eu comprei o vinil duplo, e posso assegurar que foi um dos discos que mais ouvi na minha infância.



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Há 15 anos, o Pato Fu colocava nas lojas o seu terceiro álbum, “Tem mas acabou”. Considero esse disco o trabalho mais importante do Pato Fu. Não foi o que fez mais sucesso, mas acho que ele formatou a sonoridade da banda tal qual a conhecemos hoje. Eu me lembro que no show do Rock in Rio de 2001, a banda mineira começou o show com uma música do álbum: “Capetão 66.6 FM”. Achei estranho esse início. Quando conversei com a Fernanda Takai para o livro do Rock in Rio, ela me explicou a forma de construção do set list da apresentação. Obviamente eles tinham que apelar para as músicas mais roqueiras de seu repertório. E o começo foi exatamente com uma música que abusa de todos os clichês do rock, como solos de guitarra e vozes distorcidas. O público gostou.



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Ah, e já que falei do livro, é hora do meu merchan... Comprem antes que acabe... Imagina a vendedora falar para você: “Tem mas acabou...”?!?

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Hoje também quero falar de uma de minhas maiores inspirações: o grande jornalista Joel Silveira, que morreu no dia 15 de agosto de 2007. Joel foi o precursor do chamado “jornalismo literário” (nome horroroso, não??) no Brasil. É curioso que quando o assunto do “jornalismo literário” vem à tona, só se fala de Truman Capote, Gay Talese, Tom Wolfe... Muita gente se esquece de Joel Silveira, que já fazia esse tal “jornalismo literário” antes desses aí. A essas pessoas, recomendo a leitura de dois livros, compilação de textos do jornalista, que a Companhia das Letras lançou entre 2003 e 2004: “A milésima segunda noite da Avenida Paulista” e “A feijoada que derrubou o governo”.



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Sai na primeira semana de setembro, via Biscoito Fino, o novo CD/DVD/BD de Djavan, “Ária – Ao vivo”. Gravado nos dias 08 e 09 de abril, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, conta com Djavan interpretando velhos sucessos, além de versões de músicas de terceiros, como “Disfarça e chora” (de Cartola), já gravadas no álbum de estúdio “Ária”, que originou o show. O repertório completo do DVD e do BD é o seguinte:

1. Seduzir
2. Eu te devoro
3. Sabes Mentir
4. Oração ao Tempo
5. Faltando um Pedaço
6. Disfarça e Chora
7. Brigas Nunca Mais
8. Fly to The Moon
9. Treze de Dezembro
10. La Noche
11. Oceano
12. Transe
13. Fato Consumado
14. Flor de Lis
15. Linha do Equador
16. Samurai
17. Sina
18. Pétala
19. Lilás

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Back in blanc... As bandas estão fazendo de tudo para faturar algum a mais. Já que CD não vende mais, restam outras opções. Vale qualquer coisa.. Alguns artistas conseguem se superar. O Kiss, por exemplo, vende até caixões com o logotipo da banda. E agora é a vez do AC/DC dar uma apelada também, lançando uma coleção de vinhos. Isso mesmo, vinhos!! A ideia não é tão original assim, porque o Iron Maiden já havia saciado a vontade dos roqueiros enófilos com um vinho que leva o nome do conjunto, em 2008. Mas, mesmo assim, não deixa de ser curioso esse lançamento do AC/DC. Serão quatro vinhos, cada um levando o nome de uma música da banda australiana: “Back in black Shiraz”, “You shook me all night long Moscato”, “Highway to hell Cabernet Sauvignon” e “Hells Bells Sauvignon Blanc”. A adega australiana Warburn Estatede elaborou os vinhos. As garrafas começam a ser vendidas na Austrália no dia 18 de agosto. E os preços ainda não foram divulgados.

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Três semanas após a morte de Amy Winehouse, a cantora continua liderando a para de discos da Grã-Bretanha. De forma incrível, ela deixou para trás a dupla Kanye West + Jay-Z, que lançou o álbum “Watch the throne” na semana passada, e que era considerado uma barbada para liderar as paradas britânica e norte-americana. A Adele, a Whitney Houston do século XXI, também está comendo poeira.
Eu acho isso bem curioso. Amy Winehouse já vendeu milhões e milhões de discos, e ainda tem cartucho para queimar. Não sei se é apenas um instinto mórbido das pessoas em correrem às lojas para comprar o disco de um artista recém-falecido, ou apenas um “acerto de contas”, do tipo “poxa, baixei o álbum de graça na internet e, agora, que ela morreu, vou comprar o CD físico”.
Realmente não sei. Aqui no Brasil, “Back to Black” também voltou à lista dos mais vendidos – está na 9ª posição.
Imagina quando sair um disco de inéditas da Amy Winehouse. Daria conta de umas quatro gerações da família Winehouse.

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Pouca gente sabe, mas, em 1966, Paul McCartney, no auge dos Beatles, gravou um álbum solo. Enquanto John Lennon e Ringo Starr estavam na Espanha, e George Harrison na Índia, McCartney se trancou em um estúdio junto com o produtor George Martin para gravar a trilha do filme “The family way”, produzido pelos Boulting Brothers. O músico estava com a cabeça em ebulição, tanto que, poucos meses depois, conceberia o histórico “Sgt. Peppers lonely heart’s club band”. Paul não tocou nenhum instrumento na gravação. O seu trabalho ficou restrito à composição e produção. A condução da orquestra ficou a cargo de George Martin. A melancólica trilha, no ano seguinte, faturou o cobiçadíssimo prêmio Ivor Novelo. Talvez esse trabalho, não muito conhecido, seja o que mais deixa clara a influência dos Beatles na Tropicália. O álbum, que ganhou edição em CD no ano de 1996, voltou às lojas recentemente. É um dos mais tocados por aqui.



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DROPS:



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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

Inspirada pelos protestos em Londres, Yoko Ono liberou no YouTube o documentário “Bed peace”, que ela filmou com John Lennon em 1969, durante um protesto pacífico pela paz, dentro de um quarto de hotel em Montreal:



Quem esteve no programa do Jimmy Fallon foi o Tame Impala. Olha o vídeo aí abaixo:



A banda Wilco deu uma colher de chá aos fãs com uma palhinha do making of de seu novo álbum, o oitavo, “The whole love”, que sai no dia 27 de setembro.



E o Motörhead em Wacken, hein?? Alguém viu?



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O mundo não está perdido…



Seria a reencarnação do Freddie Mercury???

13 de ago. de 2011

Beto Guedes, 60; “Who’s next”, 40; baixista peladão do QOTSA pode ser preso; o “último” CD do Coldplay; a-ha de volta; o DVD da ZD; e o banner do ano.



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E o sábado, chegou, hein? E como dizia aquele cara (quem mesmo??), o que é que tem pra hoje?? Vocês viram que eu comecei o dia com Gal Costa e Maria Bethânia cantando a “Oração da Mãe Menininha”. E hoje faz 25 anos que Mãe Menininha do Gantois morreu. Quem acompanha esse blog sabe o quanto venero Dorival Caymmi, e quanto gosto, musicalmente, de Gal e de Bethânia. Mas vou te dizer uma coisa: essa música é uma das coisas mais chatas que já ouvi na minha vida.

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E esse sábado é dia de festa para Beto Guedes, que fica sessentão. É difícil de acreditar, porque se a gente fechar os olhos, parece que quem está cantando é uma criança. Eu me lembro do Renato Russo dizendo que sempre teve vontade de gravar um disco com as músicas do Beto Guedes, porque o considerava um grande compositor, “mas aquela voz...” Hoje quis eleger a música do Beto Guedes que eu mais gostasse. Se eu te disser que perdi meia hora escolhendo, você acredita? Não, né? Até mesmo porque não demorei mais de 30 segundos...



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Eu me lembrei logo da versão que os Paralamas do Sucesso gravaram de “Feira moderna” em seu “Acústico MTV”. Sem dúvidas, a melhor "não música" dos Paralamas, se é que vocês me entendem...



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Hoje também é dia de lembrar do “mestre do suspense” Alfred Hitchcock, que naseceu no dia 13 de agosto de 1899. Saca quando rolam aquelas discussões intermináveis em mesa de bar? Uma delas é “qual o melhor filme do Hitchcock”. Alguém pode citar qualquer um que ele tenha feito, e, dependendo do seu argumento, conseguirá convencer os demais de que, de fato, aquele é "O melhor filme do Hitchcock". De minha parte, já desisti de tentar catequizar os outros com relação a essa questão. Sou sempre voto vencido, e todos dizem que estou doido quando cito “O terceiro tiro” como a obra-prima de Hitchcock. O mais curioso é que esse filme não é um suspense ou filme de terror (e talvez esse seja o motivo de as pessoas torcerem o nariz para a minha indicação), mas sim uma grande comédia. De humor negro, é verdade. Mas uma grande comédia, certamente a melhor que já vi.



“Mestre do suspense”??

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Partindo para amanhã, dia 14 de agosto... Nesse domingão, qualquer um tem um bom motivo para tirar a poeira de um LP e soltar no toca-discos. “Who’s next”, o clássico do The Who completa 40 anos amanhã. Para mim, é o grande álbum do The Who. E eu até tenho uma explicação para isso... “Who’s next” foi lançado logo após a ópera-rock “Tommy” (1969). Fico pensando no quanto a banda ficou presa ao formato de uma ópera-rock, quando da composição de “Tommy”. Então, dois anos depois, imagina a explosão de ideias do grupo?? Ela está em “Who’s next”. E a melhor música do The Who também está em “Who’s next”...



Não é??

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DROPS:










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Vamos ver as novidades de vídeos que temos por hoje:

• A Superheavy, banda de Mick Jagger, divulgou o videoclipe de seu primeiro single, “Miracle worker”.



• “Otis”, o primeiro videoclipe da dupla Kanye West + Jay-Z:



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Não tem muito tempo que escrevi sobre o CD “Pelo sabor do gesto – Em cena”, de Zélia Duncan. Disse que o CD pecava por não ter o show completo, mas esperava que o DVD e o blu-ray corrigissem tal falha. E corrigiram. O vídeo chega às lojas na última semana do mês com a apresentação completa. Contando com participações especiais de Fernanda Takai, John Ulhôa, Marcelo Jeneci, Christian Oyens e Paulinho Moska, o DVD/BD traz 24 músicas. São elas:
1. Boas Razões
2. Ambição
3. Telhados De Paris
4. Se Um Dia Me Quiseres
5. Intimidade
6. Tudo Sobre Voce
7. Felicidade
8. Esporte Fino Confortavel
9. Aberto
10. Se Eu Fosse
11. Duas Namoradas
12. Defeito 10
13. Cedotardar
14. Borboleta (Participação Especial: Marcelo Jeneci)
15. Todos Os Verbos
16. Pelo Sabor Do Gesto
17. Os Dentes Brancos Do Mundo
18. I Love You
19. Por Isso Corro Demais
20. Sinto Encanto
21. O Tom do Amor (Participação Especial: Moska)
22. Flores
23. Nem Tudo
24. Catedral

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Cara, quando vi esse banner acima, eu achei que fosse brincadeira, alguma montagem de algum desocupado para fazer piadinha na internet... Mas não... É sério mesmo! Não preciso nem comentar nada, né??

12 de ago. de 2011

Dia das Artes; os 20 anos do “Black album”, do Metallica; os dois sem Les Paul; o tesouro do Neil Young; e o título estranho do novo CD do Coldplay.



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Bom dia! Boa sexta-feira a todos. E feliz Dia Nacional das Artes. Não sei qual o motivo de ele ser comemorado hoje, mas fica aqui a lembrança. Pensei bastante em uma canção que simbolizasse a arte em seu sentido mais puro. E a letra de “Canções e momentos”, autoria de Milton Nascimento e Fernando Brant traduz bem o meu sentimento pela arte.

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E quem faz aniversário hoje? Vamos começar pelo mega-guitarrista Mark Knopfler, ex-líder do Dire Straits, que faz 62 anos. Eu acho a carreira solo dele tão bacana que, juro, nem sinto saudade do Dire Straits. Eu sinto falta mesmo é de um show do Mark Knopfler. Ele veio uma vez ao Brasil, e vi o show no antigo Metropolitan (ou já seria ATL Hall??), acho que em 2001. Foi um showzaço, com três horas de duração. À época, o guitarrista estava lançando o disco “Sailing to Philadelphia” (2000), e ainda mandou vários sucessos do Dire Straits, como “Telegraph Road”, “Brothers in arms”, “Sultans of swing”, “Romeo and Juliet” e “Walf of life”. Poucas vezes vi o Metropolitan tão abarrotado. Parecia até aqueles shows históricos da Legião Urbana em outubro de 1994...



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No dia 12 de agosto de 1991, portanto 20 anos atrás, chegava às lojas um dos álbuns mais importantes da década de 90, o “Black album”, do Metallica. Foi um dos primeiros CDs que tive. Na época, pelo preço de um CD dava para comprar dois vinis (outros tempos!!), e eu só escolhia os “especiais” para comprar na nova mídia digital. O “Black álbum”, embalado pelos videoclipes em alta rotação na MTV, foi um deles. O mais irônico é que, uns seis meses atrás, comprei a nova edição do mesmo disco que saiu em vinil. Tipo quatro vezes mais caro que um CD... Vai entender...



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E hoje já faz dois anos que mestre Les Paul morreu. Bom, acho que não preciso explicar quem foi Les Paul...



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Agora é a vez de tênis. E agora é a vez de Pete Sampras, um dos tenistas mais vitoriosos da história. Foram 64 títulos, incluindo 14 (isso, 14!) grand slams. Sampras, que vive em Los Angeles, completa 40 anos hoje.



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Se existe um artista que sabe tratar muito bem de seu legado, ele atende pelo nome de Neil Young. Nunca vi um compositor lançar tanta coisa que andou perdida por anos. Acho que a cada álbum de inéditas, surge uns dois ou três discos perdidos de Neil Young – e isso sem contar com o colossal box de dez DVDs, “Archives”, cujo primeiro volume já foi lançado, e outros devem surgir por aí a qualquer momento. E, geralmente, não se trata de meros registros ao vivo de canções antigas, mas de discos de carreira mesmo, cheio de canções inéditas, mas que, sei lá por qual motivo, acabaram descartados pelo bardo canadense. A novidade agora é “A treasure”, um disco ao vivo que Neil Young gravou com a banda de amigos International Harvesters. Das doze faixas, seis são absolutamente inéditas. A gravação aconteceu durante a turnê que Young realizou entre o final de 1984 e o início de 85. Ele estava em uma vibe de música country, e rodou os Estados Unidos apresentando diversas composições inéditas, muitas delas entrariam em seu álbum de estúdio “Old ways” (1985). Outras ficariam esquecidas por 26 anos, com destaque para a minha predileta (embora esteja mais para o blues do que para o country) “Soul woman”. A gravação de “A treasure” é cristalina, e Neil Young está tinindo. Vê-se que ele está tocando aquelas músicas com um tesão verdadeiro. Parece um reencontro consigo mesmo, com a sua alma, depois de álbuns estranhos como “Re-ac-tor”(1980), “Trans” (1982) e “Everybody’s rockin’” (1983), que lhe valeram até um processo movido pela sua gravadora, porque ela achava que Neil Young estava de sacanagem ao gravar álbuns com texturas eletrônicas ou voltados para o rockabilly. Nesse “A treasure”, o canadense volta às suas raízes. Você pode até argumentar que Neil Young possui várias raízes. E você não deixará de ter razão, já que ele atirou para todos os lados – 99% das vezes com maestria, ainda mais quando gravou aqueles álbuns antológicos, do mais puro rock n’ roll, com a Crazy Horse. Mas, para mim, acima de tudo, Neil Young sempre foi country. Seja pelo estilo de vida, pelo modo de se vestir ou por, e principalmente, alguns de seus principais álbuns. Não subestime “A treasure”. Ele é o melhor álbum que Neil Young (não) lançou na década de 80.



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Hoje o Coldplay anunciou o lançamento de seu novo álbum, “Mylo xyloto”, para o dia 24 de outubro. A relação de faixas não foi divulgada. O disco sairá em diferentes versões: download digital, CD, vinil e uma especial intitulada “pop-up, com livro, vinil, CD, fotografias e um diário de estúdio.