9 de jul. de 2011

São São Paulo; Bon Scott e o “Let there be rock”; os gênios Tom Hanks e Jack White; 31 anos sem Vinicius; o novo do R.E.M.; e o “13” do Megadeth.



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Hoje é bom começar o dia com Tom Zé, e esse clássico da cidade de São Paulo. No dia 09 de julho de 1932 houve a Revolução Constitucionalista do Estado de São Paulo, o maior confronto militar do Brasil no século XX.

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Se vivo fosse, Bon Scott, ex-vocalista do AC/DC, estaria completando 65 anos hoje. Um dos maiores vocalistas da história do rock, Scott gravou alguns dos principais discos da banda australiana. Sorte que o AC/DC conseguiu encontrar um vocalista a altura. Hoje, fica difícil afirmar quem é melhor, se é Bon Scott ou Brian Johnson. Eu fico com os dois.



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E já saiu lá fora (em breve no Brasil), o DVD/BD “Let there be rock”, que traz o show histórico do AC/DC em Paris, e que originou, em 1979, um dos vídeos mais importantes do rock. Aqui no Brasil, o filme foi lançado sob o título “Deixa o rock rolar”. A galera lotava o Circo Voador só para ver esse vídeo. As pessoas dizem que a comoção era tão grande que parecia que Bon Scott e Angus Young estavam no palco do Circo. O BD, que eu vi na semana passada, apresenta o show em Paris na íntegra, com imagem cristalina e som remixado em DTS, além de mais quase duas horas de extras. A latinha (que saiu em edição limitada) ainda traz alguns mimos para os fãs, como um livreto de 32 páginas escrito pelo jornalista Anthony Bozza, palhetas de guitarra e cartões postais.

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Jack White, o gênio do White Stripes, Raconteurs e The Dead Weather, também faz aniversário hoje. Trinta e seis anos do último guitar hero surgido no rock.



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Tom Hanks, o grande ator, também faz aniversário nesse sábado. Cinquenta e cinco anos. Sou suspeito para escrever sobre Tom Hanks. Qualquer filme no qual ele atue, até mesmo aquelas comédias românticas chatérrimas, eu gosto. A sua interpretação em “Forrest Gump” (1994) foi magnífica, mas nada se compara a sua atuação em “Philadelphia” (1993). A cena abaixo, a da ópera, certamente é uma das coisas mais fortes que já vi. Não tinha como não ganhar o Oscar de melhor ator. O que a Academia não esperava é que, no ano seguinte, ele viria de "Forrest Gump". Resultado: faturou o Oscar de melhor ator por dois anos consecutivos. Não tinha como ser diferente...



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Há 31 anos, e também no dia 09 de julho, o poeta Vinicius de Moraes morria. E sabe o que ele está fazendo lá em cima? Transformando o céu em seu bar particular. Assim como ele fazia em cima do palco. Saca só:



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“Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas”
(“Pátria minha” - Vinicius de Moraes)

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Dia curto hoje, com poucas novidades… Mas essa aqui é boa: Michael Stipe, vocalista do R.E.M., anunciou que a banda já está em estúdio gravando o sucessor de “Collapse into now” (2011). Como a banda não saiu em turnê para divulgar o seu último trabalho, nada melhor do que o estúdio. “Collapse into now” era o último disco que o grupo devia à gravadora Warner. Stipe disse que ainda não sabe como será o lançamento do novo trabalho. Ao que tudo indica, será algo independente, no estilo do Radiohead e do Nine Inch Nails. Aguardemos.

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Boas novas também para os fãs do Megadeth. A banda de Dave Mustaine anunciou que o título do seu próximo álbum será “13”. “Eu comecei a tocar guitarra aos 13, esse é nosso 13º disco, e eu nasci no dia 13”, explicou Mustaine. Recentemente, o Megadeth executou uma das faixas do novo álbum, durante um show em Hamburgo. O vídeo de “Public enemy No. 1” está logo abaixo:

8 de jul. de 2011

Olha o padeiro!; relembrando Moraes, Los Hermanos e Beck; Robbie Williams solo; novidades dos Strokes, Lenny, Vaccines e R.E.M.; e RIP Billy Blanco.



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Bom dia, pessoal! Mais uma sexta-feira, hein... Melhor dia da semana... Ainda mais com esse sol que (timidamente) volta a brilhar. E hoje, dia 08 de julho, sabe de quem é dia? Do padeiro!! Isso, do padeiro... Explico: 08 de julho é dia de Santa Isabel, a padroeira dos panificadores. Durante o seu reinado em Portugal, ela distribuía, contra a vontade do rei, pão aos pobres. Acabou virando Santa...

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Hoje também é dia de dar os parabéns ao super Moraes Moreira, que completa 64 anos. Então, aproveitando o clima de festas junina, julina e que tais, vamos atacar de...



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Isso me lembra que faltam 76 dias para o Rock in Rio... Não vão chamar o Moraes Moreira, não??

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E quem fica cinquentão hoje é o grande tecladista do Depeche Mode (e DJ também) Andrew Fletcher. O Depeche Mode é uma das bandas que está, fácil, no meu top 5. Impressionante como ela consegue atualizar e adequar a sua sonoridade com o passar do tempo. Só fico meio irritado com o fato de eles não virem ao Brasil. Na última vez, acho que em 2009, já estava tudo certo e, no final das contas, as apresentações foram canceladas. Uma pena, até mesmo porque eles chegaram a dar um show aqui do lado, em Buenos Aires.



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Já que falei de Rock in Rio, lembro aqui de outro maravilhoso artista que tocou na edição 2001. Beck faz 41 anos hoje. O seu show, injustamente, acabou servindo como um longo intervalo entre as apresentações do Foo Fighters e do R.E.M.. Uma pena. O show foi legal. Mas não acho que o palco da Cidade do Rock seja o ideal para uma apresentação do Beck.



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Para os fãs saudosos dos Los Hermanos, lembro que hoje faz dez anos que chegava às lojas o álbum “Bloco do eu sozinho”, considerado por muitos o grande trabalho da banda carioca. Eu fico com o “Ventura” (2003). Mas, claro, o “Bloco do eu sozinho” foi o ponto de ruptura da banda. Ele formatou o som dos LH tal qual o conhecemos. Por isso, apesar de não considerá-lo o melhor álbum do conjunto, devo reconhecer que é o seu trabalho mais importante – e certamente um dos mais importantes do rock brasileiro da década de 2000.



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A boa notícia para os fãs de Robbie Williams é que o cantor anunciou que, após a turnê com o Take That, voltará a sua carreira solo. Ele não falou nada sobre um álbum de inéditas, mas assegurou, em seu site, que “haverá uma turnê solo”.

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Alguns artistas aproveitaram o dia para lançar novos videoclipes, músicas... O primeiro é o The Strokes, que colocou na rede um vídeo bacaníssimo de “Taken for a fool”, a melhor faixa, disparado, de seu último e, hum, fraco (??) álbum “Angles”. Olha lá:



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A banda The Vaccines, novo hype da New Musical Express, e que deve durar uns dois ou três verões, também lançou videoclipe novo hoje. O nome da música é “Norgaard”, e está presente no álbum de estreia da banda, lançado no início do ano, “What did you expect from The Vaccines?”.



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Lenny Kravitz, por sua vez, lançou a nova música “Rock star city life”. Bom, vinte segundos são o suficiente para chegar à conclusão de que essa “nova” música é igual a todas as outras que ele já gravou.



Né?

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Na semana que vem, o R.E.M. lança uma edição especialíssima do álbum “Lifes rich pageant”, de 1986. A nova versão será dupla, com o álbum original remasterizado, e um CD bônus com as “Athens demos”, 19 faixas inéditas em disco, gravadas em março de 1986, antes de a banda iniciar as gravações de “Lifes rich pageant”. O mais interessante é poder escutar as versões cruas de canções que, mais tarde, se transformariam em clássicos, como “Fall on me”, “Cuyahoga” e “Begin the begin”. A íntegra do álbum duplo está aqui.

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RIP Billy Blanco!

7 de jul. de 2011

“All you need is love” e os 71 anos do Ringo; os 21 sem Cazuza e o dia que o Brock morreu; os 5 sem Syd; o clipe do Arctic Monkeys;e o Muse no espaço!



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Aêê... Bom, começar o dia com “All you need is Love”, dos Beatles, não? Pois é, hoje faz 44 anos que essa música foi lançada. Recentemente, tive a oportunidade de assistir ao espetáculo “Love”, do Cirque Du Soleil em homenagem aos Beatles. Nunca imaginei que um dia fosse capaz de elogiar algo tão chato e pedante quanto o Cirque Du Soleil, mas o final de “Love”, com “All you need is Love”, é emocionante. Um dia eu ouvi o Frejat falar que, quando o seu filho nasceu, o levou para o quarto e ligou essa música.

Todos deveriam fazer o mesmo.

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E já que estamos falando de Beatles... Vamos comprar um bolo, separar 71 velinhas e cantar parabéns para Ringo Starr, o baterista mais sortudo e, ao mesmo tempo, injustiçado do mundo.



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Falta pouco pra gente ver isso ao vivo no Brasil, né não??

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Voltando um pouco mais no tempo, hoje faz 55 anos que Duke Ellington gravou um de seus álbuns mais importantes – e da história do jazz também. “Ellington at Newport” foi o meu primeiro disco de jazz. Era um sábado, e o zeloso namorado aqui acordou às sete da manhã para deixar a (ex-)namorada na PUC. Detalhe 1: ainda fique esperando três horas. Detalhe 2: fiz isso durante quatro meses, todos os sábados. Nesse dia, passei pela Tracks, lá no Baixo Gávea, e perguntei: “qual o melhor álbum para se ouvir numa tarde ensolarada de sábado como a de hoje?” A resposta veio de bate-pronto: “Ellington at Newport”. Comprei, não me arrependi, e, volta e meia, esse CD roda aqui em casa. Seja sábado ou não. De sol ou não.



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Foi no dia 07 de julho de 1990 que o nosso grande Cazuza morreu, em decorrência de complicações da Aids. Saudades... Imagina o que ele não estaria compondo hoje?? E na mesma data, só que no passado, o seu melhor amigo, Ezequiel Neves, foi fazer uma farra lá no céu.



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No mesmo dia da morte do Cazuza, a Legião Urbana se apresentou no Jockey Club do Rio de Janeiro. Apesar de o papai não ter me levado, sei que foi antológico. Olha só os dois primeiros minutos do vídeo abaixo:



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Dia 07 de julho de 1990. Dia em que o BRock morreu. Fato!

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Há cinco anos, outro gênio partiu dessa pra melhor. Falo de Syd Barrett, a alma do Pink Floyd. Nesse caso, a palavra “alma” não é exagero. David Gilmour e Roger Waters gostam de disputar o posto de “gênio do Pink Floyd”. Que eles me desculpem, mas o “gênio do Pink Floyd” é Syd Barrett. Se não fosse ele, tenho minhas dúvidas que o Pink Floyd seria... o Pink Floyd.



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Cantinho do futebol: hoje faz 37 anos que a Alemanha derrotou a Holanda na final da Copa de 1974. O jogo terminou dois a um. Muita gente gosta de dizer que foi uma injustiça esse resultado. Discordo. A Holanda de Cruyff, Neeskens e Rensenbrink merecia ganhar uma Copa. Mas a Alemanha de Beckenbauer, Breitner e Müller também.



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Comparo essa disputa da Copa de 74 com o Festival da Canção de 1967 (já viram o brilhante documentário?). “Domingo no parque” merecia ganhar. Mas “Ponteio” também merecia. Como só uma podia levar a melhor, a vencedora acabou sendo “Ponteio”.



Dá pra dizer que foi injusto? Só o solo de viola de Heraldo do Monte, a la Jimi Hendrix, já vale o título...

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O novo disco do Arctic Monkeys, “Suck it and see”, está sendo superfalado ultimamente. Dei uma escutada rápida, mas ainda não me pegou de jeito como o álbum de estreia “Whatever people say I am, that’s what I’m not” (2006). Mas esse videoclipe de “The hellcat spangled shalalala” está bem interessante...



Não??

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O Muse agora tá com um papo de gravar no espaço. A ideia de Matt Bellamy é viajar numa daquelas naves que o dono da Virgin, Richard Branson, está projetando, e que ele jura que vai chegar ao espaço. “Estamos tentando uma passagem de graça nessa nave. Estou tentando convencer o Richard Branson”, disse ao Contact Music.

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Dessa história eu tiro apenas uma conclusão: não se faz mais bandas de rock n’ roll como antigamente...

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Notícia do ano!!



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O grupo finlandês Porkka Playboys gravou uma versão especialíssima de “Bohemian rhapsody”, o clássico do Queen. Nunca ouviu falar da banda? Nem eu... Mas essa versão é coisa de gênio. Dá uma olhada abaixo: