30 de jun de 2011

A música do ano; Henderson toca Jobim; 31 anos de “The game”; ...e os 25 do “Xou da Xuxa”; as “manchetes do dia”; o texto do Boss; e um pedido ao PS.

Eu sou daqueles que me apaixono por uma música nova diariamente. Mas evito aquela coisa de sempre achar que será a “música do ano” e tal. Lógico, ainda nem chegamos à metade de 2011, mas se eu tivesse que escolher a “música do ano” até agora, não teria dúvidas...



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Aliás, o Elbow, para mim, é uma das bandas mais inteligentes surgidas nos últimos anos. Será que um dia vai fazer sucesso no Brasil?? Acho meio difícil. Dizem que o show deles é simplesmente fantástico... Vai ser difícil rolar por aqui, né?

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Há dez anos, quem partiu dessa pra melhor foi o genial saxofonista Joe Henderson. Ele gravou discos com meio mundo do jazz, como Herbie Hancock, Horace Silver, Lee Morgan, Ron Carter, Charlie Haden, entre outros. Mas eu ainda acho que a sua obra-prima é “Double rainbow: The music of Antonio Carlos Jobim” (1994), um tributo genial ao Maestro Soberano. Essa música aqui faz parte do álbum...



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Quem acompanha esse blog sabe que eu gosto muito de relembrar datas de lançamento de determinados álbuns, especialmente aqueles que foram/são importantes para mim. Foi no dia 30 de junho de 1980 que “The game” chegou às lojas. Os fãs mais radicais costumam dizer que o Queen mudou muito a partir desse álbum, enveredando para um caminho mais pop e menos rock. E foi o primeiro álbum do Queen com Freddie Mercury de bigodinho. Eu acho isso uma bobagem. O Queen nada mais fez do que atualizar a sua sonoridade com o passar do tempo. Afinal, poucas bandas permanecem unidas por tanto tempo – no caso do Queen, 20 anos. E quem é que vai falar mal disso aqui?...



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Interrompemos a nossa programação normal para informar o que estreava na televisão brasileira no dia 30 de junho de 1986:



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Tá rindo, né? Quantos anos você tinha?? Eu tinha acabado de fazer seis. E via o “Xou da Xuxa” antes de ir à escola. Alguns anos depois, eu via o “Xou da Xuxa” quando voltava da escola. Ah, todo adolescente fazia isso... Né?? Hahahaha...

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Partindo para o futebol... Hoje faz nove anos (nove??? Já??? caraca...) que o Brasil foi penta-campeão mundial de futebol, naquele jogo contra a Alemanha, no Japão. O placar final, todos sabemos, foi dois a zero; dois gols do Ronaldo, que, acredite, já foi magro um dia. Uma historinha que não vai interessar a ninguém, mas que é engraçada: nesse dia, meu irmão estava chegando na Bélgica. Perdeu todos os vouchers de hotel no avião. Ligou para casa desesperado, pedindo para que a gente comprasse um guia da Bélgica e ditasse os nomes de hotéis para ver se ele se lembrava do nome. Só que a rua aqui em frente de casa estava absolutamente lotada, não passava carro, por conta da comemoração. O shopping devia estar fechado também. E, para completar: você já viu algum guia da Bélgica?? Mas esse dia teve um lado bom: o meu irmão descobriu o que é a internet...



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Manchete do dia! Vamos torcer para que não seja verdade...

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Vamos compensar essa última nota, com essa aqui: Lynyrd Skynyrd começa a gravar um novo álbum em novembro.

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A morte do saxofonista Clearance Clemons, da E Street Band, na semana passada, chocou os fãs de Bruce Springsteen e do rock. Nunca vi um show do BS + E Street Band, e desconfio que, caso isso venha a acontecer um dia, não terá a mesma graça. Esse é o tipo do caso que a gente diz que o músico da banda tem tanta importância quanto o seu líder. No funeral, Springsteen fez um discurso muito bonito que, agora, está disponível em seu site oficial. Vale a pena dar uma lida.

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Esse livro aqui eu recomendo antes de ler. Já encomendei o meu... São 98 textos escritos entre 1942 e 2009, sobre a obra de Nelson Rodrigues, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. (Nunca usei um “de todos os tempos” com tanta facilidade na minha vida...)

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Vem ao Rio, Primal Scream, vem… AInda mais para tocar o “Screamadelica” todinho…

29 de jun de 2011

Ringo no Brasil; Caymmi e os pescadores; 100 anos de B. Herrmann; os 46 do Dado; Argentina e Brasil campeões; mais uma do Moz; e o clipe do Coldplay.

Olá a todos. Hoje o dia está estranho, hein... Sol brilhando, um frio de doer os ossos e um fantasma correndo no calçadão aqui em frente... Gosto dessas coisas surreais, já disse? Bom, hoje não poderia começar com nada diferente de Ringo Starr. O ex-baterista dos Beatles confirmou shows no Brasil em novembro. Para quem viu o Paul McCartney, certamente será uma experiência incrível. A pré-venda começa no dia 11 de julho. Vamos preparar o bolso? Se eu tivesse que escolher uma música para o set list dos shows, seria essa aqui...



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E hoje, 29 de junho é dia de São Pedro, santo protetor dos viúvos, porteiros, telefonistas e... PESCADORES!! E falou em pescador, a gente lembra de quem?? Hein?



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Grande Dorival Caymmi! O mais curioso é que, ao contrário do que muita gente imagina, Caymmi não sabia pescar. E nem nadar... Li isso na sensacional biografia “Dorival Caymmi – O mar e o tempo”, escrita pela sua neta Stella Caymmi. O livro é um tijolão, fundamental para quem gosta de música. Faz uns cinco anos que devorei o livro em dois dias. Não vai demorar muito para que eu o faça de novo. Caymmi nunca é demais...

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Hoje é dia de comemorar o centenário de um dos maiores compositores de trilha sonora da história. Bernard Herrmann nasceu a 29 de junho de 1911, e é o responsável por trilhas de filmes como “Cidadão Kane”, “Taxi driver” e alguns dos principais longas de Alfred Hitchcock, como “O homem que sabia demais”, “Um corpo que cai” e...



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E por falar em trilhas sonoras, a recomendação de livro hoje é “A música no cinema – Os 100 primeiros anos”, obra de dois volumes escrita por João Máximo. O livro apresenta um mega-panorama das trilhas sonoras desde o cinema mudo. Um dos capítulos (“A batuta do braço direito”) é quase que todo dedicado a Bernard Herrmann. O autor ainda faz uma viagem completa, que começa lá em Griffith, passando pelo Hollywood pós-guerra, o cinema europeu (em especial a nouvelle vague francesa e o neo-realismo italiano), mestre Henry Mancini, o rock dos Beatles e de Elvis Presley, e as trilhas no Brasil, de Carmen Miranda às chanchadas da Atlântida até chegar a filmes mais recentes, como “Cidade de Deus” e “Abril despedaçado”. Mais aula de João Máximo.

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Voltando aos aniversários do dia, hoje vou homenagear aqui o guitarrista Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, que completa 46 anos. Apesar de uma carreira solo não muito regular, o cara ainda manda bem quando lança alguma coisa. Hoje, quando se fala em Legião, aparece logo o nome de Renato Russo. Mas desconfio que a Legião Urbana jamais seria a principal banda de rock do Brasil se não fosse o toque de Dado e de Marcelo Bonfá.



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Hora do futebol. Tudo bem, isso aqui é um blog de música, mas nunca vou deixar o futebol de lado. Se você não gosta, é só pular. Sem problema. Hoje faz 25 anos do primeiro jogo de futebol realmente importante que vi: a final da Copa de 1986. Um jogaço. Eu torci para a Alemanha (Rummenigge era um dos meus principais jogadores de botão), mas a Argentina de Diego Maradona acabou levando a melhor na partida, que terminou três a dois. Hoje, acho que foi mais do que merecido o título. Sorte da Copa do Mundo que teve Maradona levantando a sua taça.



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E já que estamos em clima de Copa América, lembro que foi no dia 29 de junho de 1997, que o Brasil faturou o seu primeiro título no torneio, jogando fora de casa. Em La Paz, a seleção canarinho dirigida por Zagallo derrotou os anfitriões bolivianos por três a um, gols de Edmundo, Ronaldo e Zé Roberto.



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Com 100% de aproveitamento nos últimos dois dias aqui no blog, Morrissey volta a atacar. Poucos artistas são capazes de causar tanta polêmica quanto Moz. Qualquer coisa que ele faça vira assunto. Até mesmo cantar as músicas dos Smiths! O ex-baterista da banda, Mike Joyce, criticou o ex-colega por ter cantado algumas canções dos Smiths no último fim de semana, em Glastonbury - no roteiro, "Meat is murder", "There is a light that never goes out", "This charming man", entre outras. Em seu twitter, Joyce, ironicamente, elogiou o show, e completou: "M fazia parte do grupo mas não era a banda". "As canções são de todos. A banda eram os músicos dos Smiths. M era apenas o cantor/letrista", completou. Ainda com relação ao festival, Morrissey declarou ao Guardian que foi difícil competir com a estrutura do palco do U2 (Moz cantou antes da banda irlandesa). "Nós fomos bem, mas a chuva estava fria e o público, ensopado e cheio de lama. Toda vez que eu abria minha boca, engolia chuva", disse. Sobrou alfinetadas para o U2, que, nas palavras do cantor de Manchester, tinha "uma bateria do Star Wars com baquetas que poderiam iluminar o norte da África, e um sistema de som capaz de causar um terremoto".

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Ah, e o novo videoclipe do Coldplay, "Every teardrop is a waterfall"?? Pelo menos dá para dizer que é melhor do que a música, né??



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Vem ao Rio, Peter Gabriel, vem...

28 de jun de 2011

“A” música do Paul; Raul se revirando no túmulo; Otto; Lady Gaga fazendo coisa feia; a nova do Wilco; a última do Moz; a justiça ao Queen; e um livro.

Bom dia, pessoal. Cá estou eu de novo. Segundo dia seguido, e isso já é alguma coisa. Ontem iniciei o post com Morrissey, e hoje escolhi uma outra música para começar os trabalhos. Vou ver se faço isso diariamente. Uma espécie de “Música do dia”. E a de hoje é... TARAM...



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“Maybe I’m amazed” é, de longe, a música que mais gosto da carreira solo do Paul McCartney. Assisti a quatro shows dele aqui no Brasil nesses últimos meses (PoA, SP e dois no Rio), e nada de “Maybe I’m amazed”. Há duas semanas vi o último show da “Up and coming tour” em Las Vegas. E, logo depois de “Let ‘em in”, surpresa... Rolou “Maybe I’m amazed” pela primeira vez na turnê. Antes, logo na segunda música do show, Paul surpreendeu, apresentando, também pela primeira vez na turnê, “Junior’s farm”. Mas a maior surpresa mesmo foi a presença das famílias de George Harrison e de John Lennon na plateia. O musical “Love” (o Cirque Du Soleil com as músicas dos Beatles) estava completando cinco anos naquela semana, e todo mundo foi lá prestigiar. Paul não poupou Yoko Ono e mandou “Get back” no bis de seu show. Mas antes, durante “Give a peace a chance”, fez questão que a imagem da viúva de John ficasse bem no meio do telão do palco. Foi bonito.

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E o que temos para comemorar no dia do assassinato do arquiduque (não a banda) Franz Ferdinand, hein?? (Você também aprendeu na escola que esse fato serviu como estopim da I Guerra Mundial?) Vamos começar com o grande roqueiro do Brasil. Um cara que deve estar se revirando no túmulo com a atual safra do rock tupiniquim – dá pra chamar de safra?? Ele: Raul Seixas, que, se vivo fosse, estaria fazendo 66 anos.



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Olha só que coisa linda que ele escreveu…

“Sonho que se sonha só
É um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade”


Verdade, né??

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Quem também comemora aniversário hoje é o cantor, compositor e maluco pernambucano Otto. Quarenta e três anos, ao que parece, bem vividos. Sempre esbarrava com o Otto em Visconde de Mauá, mas já tem um tempo que eu não apareço por lá. Um dos melhores álbuns lançados em 2009 é “Certa manhã acordei de sonhos intranquilos”. Uma pequena obra-de-arte que só uma dor-de-corno é capaz de gerar. Saca só...



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No futebol, hoje é dia de dar os parabéns a Fabian Barthez, um dos carequinhas mais famosos do futebol. Campeão mundial com a seleção francesa em 1998 (você deve se lembrar bem desse dia...), Barthez completa 40 anos hoje. Em 2006, o goleirão foi vice-mundial. Aposto que, se em 2014, Barthez pintar na seleção francesa, ela chega a final. E se for contra o Brasil... Toc-toc...



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Coisa feia, hein, Lady Gaga... Ah, se os seus monstrinhos ficam sabendo disso... Hein?

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Gostei da frase do Bob Fernandes...
“Pedro Cabral descobriu o Brasil em Porto Seguro. E o Brasil descobriu Sergio Cabral em Porto Seguro…”

GÊNIO!

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E que tal a nova música do Wilco, hein?? Ela se chama “I might”. E não me surpreendeu. Boa como (quase) tudo que a banda faz.



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Mais um livrinho que li nos últimos dias: “Rubem Alves & Moacyr Scliar conversam sobre o corpo e a alma – Uma abordagem médico-literária”. O título, longo e um pouco complexo, dá uma impressão errada do livro. Bom, não se trata de um trabalho técnico. Pelo contrário. O livro é fininho (duas horas de leitura, no máximo) e traz a transcrição de um bate-papo entre o teólogo Rubem Alves e o médico (saudoso!) Moacyr Scliar. Em resumo, o livro trata das doenças da alma, que pouca gente dá bola, mas pode ser mais grave do que qualquer outra. Algumas das discussões são imperdíveis, especialmente a que trata a relação sofrimento x arte. Será que é possível produzir uma obra-de-arte sem um mínimo de sofrimento? A resposta não está no livro, mas, com certeza, fará você meditar bastante sobre o tema. Outros pontos também são discorridos de forma leve, como a saúde e a doença na Bíblia, o poder médico e a palavra e seu poder terapêutico. Eu recomendo.

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Mais uma do nosso Morrissey... Durante um show realizado ontem, em Bradford, Inglaterra, ele apareceu com uma camisa na qual se lia "Fuck Morrissey-solo.com". O tal site, idealizado por fãs, tem irritado o ex-vocalista dos Smiths, com as discussões em foruns que falam sobre a vida privada do cantor. Olha só o vídeo:



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Em mais uma daquelas enquetes bem duvidosas, o show do Muse em Wembley, no ano de 2007, foi considerado o evento mais importante que já aconteceu no célebre estádio britânico. O top 5 da pesquisa, conduzida pela Football Association inglesa é o seguinte:

1) 2007 - Muse ("H.A.A.R.P Tour")
2) 1988 - Michael Jackson ("Bad Tour")
3) 1986 - Queen ("Magic Tour")
4) 2009 - Take That ("Circus Tour")
5) 1966 - Final da Copa do Mundo (Inglaterra x Alemanha)

Aqui a gente faz justiça...



27 de jun de 2011

A VOLTA – Com Morrissey, Gil, The Who, Paul Simon, U2 e os Chicos (o Buarque e o Torcedor)

E soam as trombetas do apocalipse... O meu imaginário leitor pensou que esse blog estava morto, humilhado, enterrado... E estava mesmo. Mas ele está de volta. Depois de longo e tenebroso inverno, aproveito o início do... inverno (!!), para ressuscitar isso aqui. Bom, não pense que fiquei esse tempo todo de papo pro ar, sem fazer nada... Trabalhei bastante. Em breve, teremos novidades. Podem aguardar.

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Mas vambora... Pensei durante o feriado todo como voltaria a esse blog. Seria com o mesmo formato de antes? Bom, eu não tive maiores ideias. Não sou daqueles que tem tanto apreço assim pela palavra “mudança”. Então, vamos deixar mais ou menos como antes. Só tem duas coisas que quero combinar desde já com vocês: 1) meus textos serão mais leves e curtos, pois, em tempos de twitter, pouca gente tem saco de ler um texto maior do que uma frase, quiçá, uma oração; 2) não cobrem a minha presença aqui todo dia. Eu não sei como será a minha vida até o final do ano. Mas prometo que sempre que rolar, essa ESQUINA será a minha prioridade.

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Chega de papo. Quero começar os trabalhos com uma música. Morrissey em um clássico dos Smiths. Quem gosta, levanta o dedo...



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Aliás, quem mais poderia escrever algo assim??
“And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine”


Hein??

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Agora vou tirar o pó da agenda para ver quem faz aniversário hoje. Hum, na verdade, ontem... Porque no dia 26 de junho, Gilberto Gil completou 69 (69???) anos. Selecionei um videoclipe (com áudio péssimo) de uma música dele que eu adoro: “Roque Santeiro (O rock)”. A música não tem nada a ver com a novela fantástica do Dias Gomes – tirando o fato de ter sido composta na mesma época. Nela, Gil dá as boas-vindas à galera do Rock Brasil, como os Paralamas, Ultraje, Titãs, Lobão... Então, “Caetano, vem ver aquele preto que você gosta...



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Hoje também é dia de lembrar do grande John Entwistle, eterno baixista do The Who que, ao lado do batera Keith Moon, formou a maior cozinha da história do rock. Há nove anos, em circunstâncias não muito conhecidas até hoje (hum, hum...), Entwistle partir dessa pra melhor. Ele estava em Las Vegas, na véspera da estreia da nova turnê do The Who... Ah, Las Vegas... “Bóóóris the spideeerr...



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No cinema, há dez anos morria Jack Lemmon, que participou de filmes importantes como “A corrida do século” (1965) e “Aeroporto 77” (1977). Procurei alguma cena dele no YouTube para ilustrar o post, e achei tocante essa que mostra a vitória dele no Oscar de 1974, pelo filme “Sonhos do passado” (1973). O Oscar parecia ser uma festa tão bacana...

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Nesse tempo todo que fiquei afastado do blog, ouvi muitos discos interessantes. Não dá para citar tudo aqui porque vai que eu esqueço de algum, e aí vocês vão pegar no meu pé. Mas se você me perguntar, na lata, qual o melhor álbum que eu escutei em 2011, arrisco dizer que é esse aqui:




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É ou não é?



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Ah, e o que eu andei lendo? Putz, com certeza li mais do que ouvi nesses últimos meses. Aos poucos, eu vou atualizando aqui a minha lista de leitura. Mas eu recomendo, de cara, o clássico “Gigantes do futebol brasileiro”, de João Máximo e Marcos de Castro. A edição original é de 1965, e a editora Civilização Brasileira relançou no mês passado. Além de 14 perfis (devidamente revistos) da obra original, a tal nova edição incluiu mais seis, de gente como Falcão, Rivelino e Romário. Os perfis antigos abrangem craques do nível de Pelé, Garrincha e Tim. Pena que o texto sobre Jair Rosa Pinto, titular da seleção brasileira de 1950, tenha ficado de fora. A família não entendeu a homenagem, e vetou o perfil. Mesmo para quem não gosta de futebol, o livro é obrigatório. Os textos são deliciosos e uma aula de como se deve escrever.

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Isso é notícia velha, mas ainda está valendo. Que tal a música nova do Chico Buarque, hein? Nunca vi tanta discussão sobre uma música nova do Chico. Muitas falando mal de “Querido diário”. Em suma, dizem que “não é o Chico dos velhos tempos”. De minha parte, acho que o Chico já “não é o Chico dos velhos tempos” faz muito tempo. E isso não é uma crítica. Também não achei a canção ruim. Apenas diferente. Daqui a pouco todo mundo se acostuma. E eu só quero ver a loucura que vai ser para comprar ingresso para o show. (Se é que vai ter turnê...)



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Até o final desse ano vai sair a edição comemorativa dos 20 anos do “Actung baby” (1991), clássico dos clássicos do U2. O empresário Paul McGuiness já adiantou que “os fãs terão que pagar um preço alto” pela edição especial. A relação de faixas ainda não foi divulgada, mas o guitarrista The Edge já adiantou que tem coisa que nunca viu a luz do dia. Pelo jeito, a banda irlandesa anda empolgada com o projeto. Tanto que começou a sua apresentação em Glastonbury, na sexta passada, com cinco (isso, CINCO!!) canções de “Achtung baby”: “Even better than the real thing”, “The fly”, “Mysterious ways”, “Until the end of the Word” e “One”. Olha aí embaixo…







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Deu no New York Times...

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Jogo dos sete erros...


Era só o que faltava... Agora querem colocar na cabeça do povão que a Dilma é a Dona Nenê? É isso mesmo??

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Para terminar, um vídeo do meu ídolo...







Só não deu para engolir essa do América...