Demorou um pouco, mas depois de alguns meses, Ney Matogrosso encontrou um concorrente a altura para disputar o prêmio de melhor show do ano. (Tudo bem que, na verdade, “Inclassificáveis” estreou em São Paulo no final do ano passado, mas como o espetáculo começou a rodar o Brasil nesse ano, podemos considerá-lo como um show de 2008.) Assim como Ney, Calcanhotto, em “Maré”, apresenta um show hermético, temático, com início, meio e fim – coisa cada vez mais difícil de se assistir nas casas de espetáculo.
Como poucos artistas, Calcanhotto sabe misturar, com a maior competência, o bom gosto com o populacho (não que sejam necessariamente coisas dissociadas). Por exemplo, uma canção extremamente popular como “Meu Mundo E Nada Mais”, de Guilherme Arantes, ganha novos (m)ares na interpretação da (cada vez mais) cantora e (cada vez menos, infelizmente) compositora gaúcha. Já dá até para imaginar o sucesso que essa gravação vai fazer, caso saia o CD ao vivo... O grande hit “Devolva-me” é outra que ganha um peso formidável com a sua interpretação.
Em um palco que simula o fundo do mar (com um cenário do sempre preciso Elio Eichbauer, cheio de cavalos marinhos e uma concha imensa na frente do teclado), Calcanhotto faz as vezes de uma de sereia – embalada em estonteante figurino de Gilda Midani. Chega de mansinho no palco, mas como uma intensidade tão forte, que o público fica até receoso de aplaudi-la, afinal de contas, fica difícil bater palmas no fundo do mar...
Após a entrada de Calcanhotto, ela e sua ótima banda – formada por Bruno Medina (teclados), Marcelo Costa (bateria), Alberto Continentino (baixo) e Domenico Lancellotti (bateria, percussão, barulhinhos etc) – atacaram com a faixa-título do show. “Três”, de Marina Lima, veio em seguida, e ganhou o peso que faltou no disco, principalmente pelo trabalho de Domenico. “Seu Pensamento” serviu para mostrar que as canções de “Maré” estão, de fato, no palco, superiores ao disco. Após, Calcanhotto fez a sua clássica saudação ao público (“É um prazer tocar aqui. Vocês acham que eu falo isso todas as noites, eu falo mesmo, mas aqui é verdade...”) e mandou o sucesso “Mais Feliz”, sucesso do álbum “Maritmo”, gravado em 1998 e que iniciou a trilogia marítima da cantora gaúcha. “Asas”, a canção seguinte, também é do mesmo disco. “Teu Nome Mais Secreto” e “Para Lá” (esta inferior à interpretação definitiva de Arnaldo Antunes), duas de “Maré”, deram continuidade ao show.
Em seguida, Adriana cantou o samba “Vai Saber”, feito para Mart’nália e que acabou entrando no CD “Universo Ao Meu Redor”, de Marisa Monte. Aliás, ela estrava presente na platéia do show de ontem, no Canecão. “Esquadros” (outra de “Maritmo”) foi a deixa para o público cantar junto, assim como “Mulher Sem Razão”, um hit magnífico e extemporâneo de Cazuza.
Fazendo um link com o poeta do Baixo Leblon, Adriana aproveitou para cantar duas poesias musicadas em seguida: “Sem Saída” (de Augusto de Campos) e outra de Fiama Hasse Pais Brandão, poetisa portuguesa, durante a qual, tocou violoncelo. Segundo a cantora, essa canção ficou de fora de “Maré” não se sabe o porquê.
“Tive Razão”, composição de Seu Jorge deu continuidade ao show, antes de Adriana Calcanhotto voltar a ser Adriana Partimpim e perguntar: “Tem criança na platéia?”. A conseqüência, claro, foi “Fico Assim Sem Você”, em versão fiel a do disco dedicado às crianças (adultas). “Um Dia Desses”, canção lúdica de “Maré” e que remete ao seu trabalho anterior, entrou em seguida. Já com Adriana Calcanhotto de pé, foi a vez da inevitável “Vambora”, cantada em uníssono pela platéia. “Porto Alegre (Nos Braços De Calipso)” e uma versão com uma pegada forte (com direito a dueto de baterias) de “Maresia” terminaram o show.
Nem precisava, mas Adriana ainda retornou ao palco duas vezes. Na primeira, mandou uma versão arrepiante (apenas com guitarra) do clássico caymmiano “Quem Vem Pra Beira Do Mar”, para em seguida atacar de “Meu Mundo E Nada Mais” e, surpresa, uma excelente versão – superior a original do Los Hermanos (ex-banda do tecladista Bruno Medina) – para “Deixa o Verão”. Na segunda volta ao palco, apenas com o seu violão, foi a vez de “Cariocas” (presente exclusivo para os fãs que assistiram ao show no Rio de Janeiro) e “Devolva-me”.
Tanto o disco quanto o show “Maré” colocam, de vez, Adriana Calcanhotto não só no posto das grandes artistas brasileiras, como, a consagra a maior artista da música brasileira da atualidade, ao lado de Maria Bethânia. E que venha o DVD! Rapidamente, por favor!
Abaixo, a canção “Seu Pensamento”, filmada durante show em Lisboa.
Cotação: *****
segunda-feira, 30 de junho de 2008
SHOW: “MARÉ” (ADRIANA CALCANHOTTO) – A MARÉ CHEIA DE CALCANHOTTO
BON JOVI FARÁ CONCERTO GRATUITO NO CENTRAL PARK
Foi anunciado hoje, pelo prefeito de Nova York, Mike Bloomberg, que a banda norte-americana Bon Jovi fará um show de graça no famoso parque da cidade, no próximo dia 12. O espetáculo fará parte das comemorações pelo All-Star Game da Liga de beisebol. A partida ocorrerá no Yankees Stadium, no dia 15 de julho.
Já o estádio do New York Mets – rival do New York Yankees –, o mítico Shea Stadium (aonde já foi realizado shows dos Beatles), será demolido após o término do campeonato de beisebol. Dois shows de Billy Joel, nos dias 16 e 18 de julho celebrarão a sua despedida.
NEIL YOUNG E PAUL MCCARTNEY REVIVEM “A DAY IN THE LIFE”
Em maio, durante um show em Liverpool, 41 anos após a sua gravação original, Paul McCartney tocou pela primeira vez uma versão ao vivo de “A Day in the Life” (vídeo acima).
Na noite de 6ª feira, conforme já noticiado aqui, Neil Young também apresentou a mesma canção no show que fechou a primeira noite do Rock In Rio Madrid (vídeo abaixo).
Uma curiosidade interessante que marca os 41 anos de lançamento de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, um dos álbuns mais importantes da história da música... Só fica difícil dizer qual a melhor versão...
LÍDER DO AEROSMITH ADMITE INTERNAÇÃO EM CLÍNICA DE REABILITAÇÃO
Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, admitiu que se internou em uma clínica de reabilitação no mês passado, para se livrar da dependência de drogas. Tyler disse que é viciado em analgésicos e remédios para dormir. Ele afirmou que voltou a tomar remédios fortes para aliviar as fortes dores que sentia em conseqüência de uma lesão no pé. “Para ficar com o pé legal, com a perna legal, você tem que usar narcóticos”, disse à Associated Press. “Isto aconteceu um mês atrás. Agora, eu já coloquei o pé no freio, me desintoxiquei e coloquei um ponto final nessa história”, completou.
Na 6ª feira passada, Tyler, juntamente com a sua banda, lançou o jogo “Guitar Hero: Aerosmith”. A festa aconteceu no Hard Rock Cafe de Nova York (foto acima). O jogo estará disponível para os consoles Wii, Xbox 360 e PlayStation 2 e 3.
Quem se disponibilizar a comprar o jogo, poderá ‘tocar guitarra’ juntamente com Joe Perry e companhia, em canções como “Sweet Emotion” e “Walk This Way”.
GRACE JONES LANÇA O SEU PRIMEIRO ÁLBUM EM QUASE DUAS DÉCADAS
A cantora terminou de gravar o seu próximo disco, “Hurricance”, que será posto nas lojas no dia 29 de outubro. O trabalho, composto por material inédito, será o primeiro da diva negra desde “Bulletproof Heart”, de 1989. A produção do álbum é dividida entre a própria Grace Jones e Ivor Guest. “Hurricane” terá as participações especiais de Brian Eno e de Sly And Robbie.
No último dia 19, Grace Jones fez um show – muito bem recebido pela crítica – no Royal Festival Hall, em Londres.
THE POLICE E ERIC CLAPTON SE APRESENTAM NO HYDE PARK
O The Police fez na noite de ontem o último show de sua carreira na Inglaterra. O show ocorreu no Hyde Park, em Londres, no Hard Rock Calling Festival. Sting e sua banda tocaram por uma hora e meia para mais de 35 mil pessoas. Antes de começar o show, Sting disse para a platéia: “É bom estar de volta em casa”.
Como de costume nessa turnê de retorno da banda inglesa, o show começou com “Message In A Bottle”. No roteiro, grandes clássicos como “Roxanne”, “Don't Stand So Close To Me”, “Walking On The Moon”, “Can't Stand Losing You” e “Every Little Thing She Does Is Magic”. Segundo a crítica do jornal The Sun, o ponto alto da noite foi a canção “Every Breath You Take”. A última música do roteiro foi “Next To You” (vídeo abaixo), a primeira faixa do disco de estréia da banda, “Outlandos D’Amour”, de 1979.
No início dessa semana, Sting disse que o término dessa turnê representava o fim de uma era para ele. O baixista também afirmou que aprendeu como “todos nós [os integrantes da banda] avançamos de garotos jovens que éramos, mas continuamos, mais ou menos, a mesma coisa”.
Na mesma noite, tocaram no Hyde Park, The Bangles, Starsailor e KT Tunstall.
Dentro do mesmo festival, só que no sábado, o guitarrista Eric Clapton foi o grande protagonista da noite. Antes dele, se apresentaram Sheryl Crow e John Mayer. No setlist do compositor inglês, velhos sucessos como “Layla”, “Cocaine” e “Wonderful Tonight”. Alguns covers também foram apresentados no concerto, como “Here But I’m Gone” (Curtis Mayfield) e “Rockin’ Chair” (Hoagy Carmichael). O show durou duas horas e teve as participações especiais de Sheryl Crow, John Mayer e Robert Randolph durante o bis, com a canção “Crossroads” (vídeo abaixo).
Eis o roteiro do show de Eric Clapton:
1) “Tell The Truth”
2) “Key To The Highway”
3) “Hoochie Coochie Man”
4) “Outside Woman Blues”
5) “Here But I'm Gone”
6) “Why Does Love Got To Be So Sad”
7) “Driftin’”
8) “Rockin' Chair”
9) “Motherless Child”
10) “Travellin' Riverside Blues”
11) “Running On Faith”
12) “Motherless Child”
13) “Little Queen of Spades”
14) “Before You Accuse Me”
15) “Wonderful Tonight”
16) “Layla”
17) “Cocaine”
18) “Crossroads”
THE LAST SHADOW PUPPETS ANUNCIA TURNÊ
Após a boa apresentação no festival de Glastonbury, o The Last Shadow Puppets, projeto paralelo de Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (Rascals), anunciou a sua primeira turnê, que começará no dia 19 de agosto e terminará em 03 de novembro.
O primeiro show da turnê de 15 datas acontecerá na cidade inglesa de Portsmouth. Ainda na Inglaterra, a dupla vai se apresentar nos festivais de
Reading e Leeds, nos dias 22 e 24 de agosto, respectivamente. O último show da parte inglesa da turnê será no Hammersmith Apollo, em Londres, no dia 26 de outubro.
As duas últimas datas, dias 30 de outubro e 03 de novembro, estão reservadas para shows nos Estados Unidos. O primeiro no Grand Ballroom de Nova York, e o Segundo no Mayan Theatre, em Los Angeles.
VÍTIMA DE AMY WINEHOUSE EM GLASTONBURY FALA SOBRE O INCIDENTE
Após ter dado um soco em um fã durante a sua participação no festival de Glastonbury diante de 75 mil pessoas, Amy Winehouse continua sendo notícia. A vítima da cantora, James Gostelow, falou sobre o incidente para a rádio BBC e afirmou que acredita que a cantora tenha se enganado ao lhe desferir o soco. “Eu vi um chapéu voando vindo de trás de mim que acabou batendo no rosto da Amy. Ela apontou o olhar em minha direção e quando me viu olhando para cima, o seu cotovelo veio em minha direção, que acabou pegando na minha testa. Aí, uma pessoa atrás de mim gritou algo, que foi quando ela deu um soco novamente”, disse Gostelow.
A vítima disse que não teve a intenção de acionar a polícia, se limitando a dizer que “tudo isso faz parte da experiência de Glastonbury”. Ele também afirmou que gostou muito da performance de Amy Winehouse no festival.
O guitarrista Jamie Cook, da banda Arctic Monkeys também resolveu falar sobre Amy Winehouse nesse domingo. Segundo ele, a cantora deveria dar uma parada em sua carreira para resolver os seus problemas pessoais. Cook disse que ela tem “um talento fantástico”, mas não deveria subir ao palco nesse estado em que se encontra. No entanto, o guitarrista elogiou Amy Winehouse ao Mirror: “Há poucas semanas, ela estava muito doente, e agora já está fazendo shows”.
THE VERVE, LEONARD COHEN, GOLDFRAPP, THE ZUTONS E NEIL DIAMOND SÃO OS DESTAQUES DA TERCEIRA NOITE DE GLASTONBURY
O festival de música pop mais importante da Europa foi encerrado ontem com um show considerado antológico da banda The Verve. Mas antes da banda headliner do Pyramid Stage, principal palco do festival, vários outros artistas pisaram nos diferentes palcos de Glastonbury. O veterano cantor Leonard Cohen emocionou o público, assim como Neil Diamond, outro veterano que, recentemente, chegou ao primeiro lugar das paradas britânica e norte-americana, com o seu disco “Home After Dark”. As bandas Goldfrapp e The Zutons foram outras que surpreenderam.
O The Verve aproveitou o seu show para mostrar algumas canções novas de “Forth”, novo álbum da banda, previsto para sair em agosto. Durante o espetáculo, o vocalista Richard Ashcroft relembrou o show de Jay-Z na noite anterior: “Um grito para Jay-Z pelo bom espetáculo, mas hoje a noite é de rock n’ roll!”. Entre as canções inéditas, o The Verve tocou “Sit And Wonder” e "Love Is Noise". Antigos sucessos, como “History”, “Drugs Don't Work”, “Lucky Man” e “Bitter Sweet Symphony (vídeo acima)” também estiveram presentes no roteiro.
Durante a apresentação, o vocalista agradeceu aos organizadores do festival pela chance de sua banda encerrar a noite. “Eu gostaria de agradecer a Emily Eavis por ter nos convidado para tocar em Glastonbury. Eu espero que o seu pai [Michael Eavis, principal organizador do festival] agora tenha compreendido porque ela nos chamou. Eu acho que Michael estava com um pouco de medo, porque não somos tão bons quanto o Keane”, ironizou Ashcroft.
O repertório do show foi o seguinte:
1) “This Is Music”
2) “Sonnet”
3) “Space And Time”
4) “Sit And Wonder”
5) “History”
6) “Life's An Ocean”
7) “Velvet Morning”
8) “Rolling People”
9) “Drugs Don't Work”
10) “Lucky Man”
11) “Bitter Sweet Symphony”
12) “Love Is Noise”
Poucos momentos antes do Verve, o cantor Leonard Cohen protagonizou um show emocionante no mesmo Pyramid Stage. O cantor de 73 anos, que não permitiu que a BBC gravasse o seu show (sob o argumento de que ficaria nervoso), cantou, entre 16 canções, “Hallelujah”, o seu principal sucesso (vídeo amador acima). Durante a execução do mesmo, o sol estava se pondo, proporcionando um belo visual em Glastonbury. Em certo momento, Cohen alterou a letra original da canção (“I told the truth / I didn't come here to fool ya”) para “I told the truth / I didn't come to Glastonbury to fool ya”. Outros sucessos do compositor canadense também tiveram a sua vez, entre eles, “Who By Fire”, “Suzanne” e “So Long, Marianne”.
O set-list da apresentação foi o seguinte:
1) “Dance Me To The End Of Love”
2) “The Future”
3) “Ain't No Cure For Love”
4) “Bird On A Wire”
5) “Everybody Knows”
6) “Who By Fire”
7) “Hey, That's No Way To Say Goodbye”
8) “So Long, Marianne”
9) “Tower Of Song”
10) “Suzanne”
11) “Hallelujah”
12) “Democracy”
13) “I'm Your Man”
14) “Closing Time”
15) “Anthem”
16) “First We Take Manhattan”
A banda Goldfrapp também fez uma boa apresentação no Pyramid Stage, na noite de ontem (foto acima). A excêntrica formação da banda (um harpista, três backing-vocals, um violinista, guitarristas, tecladista e percussionista) agradou ao público, que respondeu bem a canções como “A&E” e “Happiness”, as duas primeiras do repertório. Durante a música “Little Bird”, duas dançarinas subiram ao palco com uma dança bastante sensual. Em “Happiness”, quatro dançarinos fizeram o mesmo. O encerramento do set do Goldfrapp ocorreu com a canção “Strict Machine”.
Eis o repertório do show:
1) “Utopia”
2) “A&E”
3) “You Never Know”
4) “The Goodwill”
5) “Clowns”
6) “Little Bird”
7) “Number One”
8) “Happiness”
9) “Ooh La La”
10) “Caravan Girl”
11) “Deep Honey”
12) “Strict Machine”
Já no Other Stage, o principal destaque foi a banda The Zutons, que contou com a participação especial de Mark Ronson durante o show. O produtor tocou guitarra na canção “Valerie”, composta pela banda e que já fez enorme sucesso na voz de Amy Winehouse. Antes de cantar a música, o líder do conjunto, Dave McCabe, perguntou: “Alguém aqui conhece Amy Winehouse?”. Após o efusivo aplauso da platéia, McCabe disse: “Para tocar essa canção conosco, o cara que fez essa música ser o que é, Mark Ronson”.
O The Zutons também dedicou uma canção ao grupo The Raconteurs, que já havia tocado em Glastonbury, na noite anterior. “Alguém assistiu ao The Raconteurs ontem? Nosso baterista aprecia muito o Jack White. Então esta é para ele”, disse antes de cantar “You Will You Won’t Live” (vídeo acima).
Assim como Leonard Cohen, o veterano cantor Neil Diamond também agradou à platéia, em sua maioria jovem, do Pyramid Stage. Apesar dos problemas técnicos que ocorreram durante o seu show, Diamond soube contorná-los com a sua experiência. Tanto que a canção “Sweet Caroline” proporcionou o maior coro do festival (vídeo acima).
O maior problema aconteceu durante a execução da música “Done Too Soon”, durante a qual o som desapareceu completamente. Entretanto, a platéia não parou de gritar “Neil!Neil! Neil!”, durante o momento de silêncio. Pouco antes, o cantor disse que faria o seu melhor no palco, porque gostaria de ser chamado para outras edições de Glastonbury. Além de velhos sucessos como “Forever In Blue Jeans”, “I'm A Believer” e “America”, Neil Diamond também cantou a faixa-título de seu mais recente trabalho, “Home After Dark”.
O roteiro do show segue abaixo:
1) “Cracklin' Rosie”
2) “Holly Holy”
3) “Beautiful Noise”
4) “Cherry, Cherry”
5) “Thank The Lord For The Night Time”
6) “Red Red Wine”
7) “You Got To Me”
8) “Home After Dark”
9) “Pretty Amazing Grace”
10) “Crunchy Granola Suite”
11) “Done Too Soon”
12) “Forever In Blue Jeans”
13) “I'm A Believer”
14) “America”
15) “Sweet Caroline”
domingo, 29 de junho de 2008
NOITE DIFERENTE NO ROCK IN RIO MADRID COM IVETE SANGALO, CARLINHOS BROWN E TOKIO HOTEL
A segunda noite do Rock In Madrid foi bastante diferente do que os fãs roqueiros gostariam de assistir. Depois de um show de ninguém menos do que Neil Young na noite anterior, os organizadores optaram por estilos de música diferentes e a axé-music tomou conta de Arganda Del Rey, na noite passada. Em conseqüência, o público foi um dos mais jovens (e mais animados também) registrados em todas as edições do festival. O número de pagantes – 50 mil – foi maior do que o da noite anterior, mas mesmo assim bem inferior ao que estimava a produção (cem mil pessoas por dia).
A crítica especializada mostrou-se um pouco receosa com as atrações, ainda mais em comparação com o show de Neil Young na noite anterior. “O problema é que, após o apoteótico show de Neil Young na sexta-feira, nada parece brinquedo. O velho homem foi grandioso”, noticiou o jornal El País.
Dois dos principais nomes do carnaval baiano fizeram shows nessa segunda noite de Rock In Rio Madrid. Carlinhos Brown – cultuado pelos espanhóis – fez um show competente, desceu para cantar com a platéia (foto acima), e não levou nenhuma garrafada na cabeça. Ele cantou sucessos conhecidos pelo público, como “Pandeiro-deiro” e “Carlito Marrón”. Para cair de vez nas graças dos espanhóis, o compositor baiano ainda vestiu uma camisa da seleção espanhola, que joga hoje a final da Eurocopa contra a seleção da Alemanha.Mas antes de Brown, foi a vez de Ivete Sangalo abrir a noite. Com uma grande banda e várias trocas de figurinos, a cantora baiana fez o seu costumeiro show, praticamente idêntico ao álbum “Ao Vivo No Maracanã”. Um problema de som fez com que o show fosse interrompido por alguns minutos, mas nada que tirasse a animação de Ivete e, claro, da platéia espanhola, que respondeu bem e aprovou o show, ainda mais quando a baiana cantou o hit “Corazón Partío”, de autoria do espanhol Alejandro Sanz. E como não é boba nem nada, Ivete encerrou a sua apresentação carregando as bandeiras do Brasil e da Espanha. Logo acima, um vídeo com os bastidores da apresentação de Ivete Sangalo em Madrid.
A banda Tokio Hotel, que havia cancelado um show em Madrid recentemente, levou as suas fãs adolescentes a loucura, assim como já havia feito no Rock In Rio Lisboa no final do mês passado. Durante o show (foto acima), o número de atendimentos médicos disparou e muitas fãs desmaiaram. Antes do show, entretanto, a banda alemã provocou os espanhóis dizendo que a seleção de futebol de seu país ganharia a Eurocopa hoje. Entre as canções do repertório, sucessos como “Ready Steady Go” e “By Your Side”.O conjunto espanhol de rock El Canto Del Loco encerrou a segunda noite do Rock In Rio Madrid, que retornará na sexta-feira da semana que vem. Um vídeo com os melhores momentos dessa segunda noite pode ser visto aqui.
ÁLBUM: “CADA VEZ MELHOR” (JAMELÃO) – RENASCIDO NAS LOJAS
Um fenômeno interessante aconteceu nas grandes lojas de disco nestes últimos dias. Jamelão faleceu faz duas semanas e um disco seu – o último de sua carreira – apareceu repentinamente nas bancadas de lançamento das grandes lojas. Na verdade, o trabalho foi lançado no final de 2002, mas o consumidor mais desatento vai comprá-lo como se fosse um lançamento póstumo. Mas isso é o que menos importa. Louvável mesmo é ter um CD disponível de um dos maiores intérpretes de samba à disposição. A tiragem não é nova (ela não é nem numerada). Provavelmente os CDs estavam guardados com a gravadora, que, ao mesmo tempo que aproveita e fatura uns trocados com a morte de Jamelão, faz o favor de colocar o CD na loja. Um parêntese: Jamelão gravou mais de 60 discos desde a década de 40, e absolutamente nenhum deles encontra-se em catálogo atualmente.
“Cada Vez Melhor” é uma coletânea de sucessos regravados pelo ex-crooner da Orquestra Tabajara em 2002. Acompanhado por excelentes músicos, como o baixista Jorge Helder e o baterista Téo Lima, o intérprete e compositor mangueirense faz um apanhado geral de sua obra, regravando suas grandes canções, desde o seu primeiro grande sucesso, “Folha Morta”, de Ary Barroso, lançado originalmente em 1956, até o samba “Brasil com Z é Pra Cabra Da Peste, Brasil com S é a Nação do Nordeste”, samba campeão – da Mangueira, lógico – de 2002. Além desse samba-enredo, Jamelão interpreta no disco “Avatar e a Selva Transformou-se Em Ouro”, belo samba da verde-e-rosa, que ficou em quarto lugar em 1979. Vale lembrar que Jamelão foi intérprete da Estação Primeira de Mangueira por mais de 50 anos.
Influenciado principalmente por Cyro Monteiro, Jamelão mostra as suas duas especialidades em “Cada Vez Melhor”: o samba e o samba-canção. No primeiro grupo, além dos sambas-enredo, clássicos como “Lá Vem a Baiana” (de Dorival Caymmi) – “Nem Eu”, do mesmo compositor foi um de seus grandes sucessos nos anos 50, mas infelizmente ficou de fora desse disco – e “Esta Melodia” (“Deus deu resignação ao meu pobre coração / Não suporto mais sua ausência, já pedi a Deus, paciência”), um clássico de sua autoria.
Com relação aos sambas-canções, sucessos como “Matriz Ou Filial”, de Lúcio Cardim (“Quem sou eu / Pra sufocar a solidão da sua boca / Que hoje diz que é matriz e quase louca / Quando brigamos diz que é filial”) e “Nossos Momentos”, parceria de Ary Vidal e Luiz Reis, estão presentes no disco. Lupicínio Rodrigues (compositor ao qual Jamelão já dedicou dois discos, em 1972 e 1987) também comparece em “Cada Vez Melhor”, com “Vou Brigar Com Ela”, “Nunca”, “Ela Disse-me Assim” e a linda “Sozinha”.
Para quem conhece Jamelão apenas pelos sambas da Mangueira, “Cada Vez Melhor” é uma ótima oportunidade para se aprofundar um pouco mais na obra do tamborinista que acabou se transformando em um grande cantor. E que as outras gravadoras se animem a colocar a obra mais antiga de Jamelão em catálogo.
Cotação: ****
MASSIVE ATTACK, JAY-Z, THE WOMBATS, THE RACONTEURS, HOT CHIP, CSS E THE LAST SHADOW PUPPETS SÃO OS DESTAQUES DA SEGUNDA NOITE DE GLASTONBURY
Na segunda noite do festival de Glastonbury, vários artistas nos diferentes palcos fizeram bons shows, mas, segundo a crítica internacional, Massive Attack, The Wombats, The Raconteurs, Hot Chip e The Last Shadow Puppets fizeram as melhores apresentações da noite. A banda brasileira Cansei de Ser Sexy também animou os ingleses, e o rapper Jay-Z surpreendeu com uma versão de Wonderwall, sucesso da banda inglesa Oasis, cujo guitarrista Noel Gallagher criticou os organizadores do festival por terem escalado o rapper como headliner do Pyramid Stage, o principal palco do evento.
No Other Stage, o Massive Attack mostrou os seus maiores sucessos de todos os seus álbuns, em um grande show com muita luz e raio laser. O espetáculo começou com “All I Want” e continuou com “Rising Son” e “Teardrop”, que teve a participação especial da cantora Stephanie Dozen. Outros artistas que participaram do show foram o cantor de reggae Horace Andy (em “Angel”) e Shara Nelson (em “Unfinished Sympathy”).
O set-list do show do Massive Attack foi o seguinte:
1) “All I Want”
2) “Marooned”
3) “Rising Son”
4) “Teardrop”
5) “Mezzanine”
6) “16 Seeter”
7) “Karmacoma”
8) “Harpsichord”
9) “Red Light”
10) “Inertia Creeps”
11) “Safe From Harm”
12) “Marakesh”
13) “Angel”
14) “Unfinished Sympathy”
15) “Dobro”
Jay-Z, que fechou a noite de sábado no Pyramid Stage, teve à sua disposição, indo de encontro às expectativas, um dos maiores públicos da história do festival de Glastonbury. Criticado por Noel Gallagher – que disse que não queria hip-hop no festival –, já na primeira música, o rapper mostrou ao que veio, mandando uma versão sarcástica de “Wonderwall”, imitando vocalista do Oasis, Liam Gallagher (vídeo acima). Jay-Z também apresentou os seus principais sucessos, como “I Know”, “Girls, Girls, Girls” e “I Just Wanna Love U (Give It To Me)”.
Na metralhadora giratória do rapper, sobrou para o presidente Bush. Jay-Z fez um discurso criticando a política norte-americana com relação ao furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans, alguns anos atrás, e ao final gritou: “Fuck Bush”. Com uma foto do candidato democrata Barack Obama ao fundo, disse: “Vamos mudar isso!”. O hit “Umbrella” também foi lembrado com a ‘participação’ da cantora Rihanna com a sua voz no sistema de som.
Mais cedo, no Other Stage, a banda de Liverpool The Wombats fez um show enxuto com as suas canções mais conhecidas, de maneira que a platéia as cantasse. O vocalista Matthew Murphy e sua banda abriram o set com “Tales Of Girls, Boys And Marsupials” a capella. Após, “Kill The Director” (vídeo acima) levou os ingleses a loucura. Antes de tocar “Patricia The Stripper”, Murphy perguntou se alguém da platéia já tinha se apaixonado por uma prostituta. A maioria dos presentes, que respondeu positivamente a pergunta do vocalista, também pulou ao som de “Little Miss Pipe Dream” e “Backfire At The Disco”, a última do show.
O repertório da apresentação foi o seguinte:
1) “Tales Of Girls, Boys And Marsupials”
2) “Kill The Director”
3) “Lost In The Post”
4) “Party In A Forest (Where's Laura?)”
5) “Here Comes The Anxiety”
6) “Moving To New York”
7) “Patricia The Stripper”
8) “Little Miss Pipe Dream”
9) “Let's Dance To Joy Division”
10) “My First Wedding”
11) “Backfire At The Disco”
No Pyramid Stage, o grupo liderado por Jack White, The Raconteurs (foto acima), também fez uma apresentação muito elogiada. A outra banda de Jack, The White Stripes, foi uma das headliners da edição do festival de 2005, mas dessa vez, o The Raconteurs estreava no festival. No show, a banda misturou canções do primeiro álbum “Broken Boy Soldiers”, com outras do atual “Consolers Of The Lonely”. No repertório, esteve presente o principal sucesso da banda, “Steady, As She Goes”, com o público berrando o refrão ‘Are you steady now?’.O roteiro foi o seguinte:
1) “Consoler Of The Lonely”
2) “Hold Up”
3) “Level”
4) “You Don't Understand Me”
5) “Top Yourself”
6) “Rich Kid Blues”
7) “Steady, As She Goes”
8) “Many Shades Of Black”
9) “Broken Boy Soldier”
10) “Salute Your Solution”
11) “Old Enough”
12) “Blue Veins”
O cantor e guitarrista Jack White aproveitou o show de sua banda em Glastonbury para participar da apresentação do The Last Shadow Puppets (foto acima), que assim como o Franz Ferdinand, fez um show surpresa no festival. O show do grupo de Alex Turner e Miles Kane aconteceu no Park Stage e contou com as canções do único álbum da dupla, “The Age Of The Understatement”.O set começou com “My Mistakes Were Made For You” e “Only The Truth”, e, pouco depois, o baterista do Arctic Monkeys, Matt Helders subiu ao palco para participar da faixa-título do CD da dupla. Jack White participou rapidamente da última canção do roteiro, “Wondrous Place”.
Eis o repertório do show:
1) “My Mistakes Were Made For You”
2) “Only The Truth”
3) “Calm Like You”
4) “Standing Next To Me”
5) “The Chamber”
6) “Meeting Place”
7) “The Age Of The Understatement”
8) “Wondrous Place”
A banda Cansei de Ser Sexy, praticamente desconhecida no Brasil, fechou a noite de sábado de Glastonbury, no palco Park Stage (foto acima). O grupo começou o show com “Rat Is Dead (Rage)”, canção que estará presente no próximo álbum do CSS, “Donkey”. O novo single da banda, “Left Behind” também fez parte do repertório de dez canções. Sucessos antigos, como “Off The Hook” e “Alcohol”, lógico, também fizeram parte da apresentação. Nesta última, o vocalista Lovefoxxx ameaçou se jogar na platéia. “Alala” encerrou o espetáculo.O set-list do CSS foi o seguinte:
1) “Rat Is Dead (Rage)”
2) “Meeting Paris Hilton”
3) “This Month, Day 10”
4) “Left Behind”
5) “Off The Hook”
6) “Music Is My Hot Hot Sex”
7) “Alcohol”
8) “Reggae All Night”
9) “Let's Make Love And Listen To Death From Above”
10) “Alala”
O conjunto Hot Chip foi outro que agradou bastante ao público do Other Stage (foto acima). O grande destaque da apresentação foi o cover de “Nothing Compares 2 U”, sucesso de Prince e que fez muito sucesso na voz de Sinead O’Connor. O show do Hot Chip contou com os principais hits da banda, como “And I Was A Boy From School”, “Over And Over” e “Ready For The Floor”.Abaixo, o repertório do show:
1) “Shake A Fist”
2) “And I Was A Boy From School”
3) “Hold On”
4) “Wearing My Rolex”
5) “One Pure Thought”
6) “No Fit State”
7) “Over And Over”
8) “Ready For The Floor”
9) “Nothing Compares 2 U'/'The Privacy Of Our Love”
sábado, 28 de junho de 2008
ALANIS MORISSETTE E NEIL YOUNG SÃO OS DESTAQUES DA PRIMEIRA NOITE DO ROCK IN RIO MADRID
Após o sucesso do evento em Portugal, a primeira edição do Rock In Rio Madrid deu a largada na noite de ontem. As duas principais atrações da noite foram os artistas canadenses Neil Young e Alanis Morissette. Jack Johnson e o cantor espanhol Manolo Garcia também participaram do evento que aconteceu em Arganda Del Rey, perto da capital espanhola. Além de muita música, o público do festival pôde patinar em um ringue, brincar na neve artificial ou até mesmo assistir a desfiles de moda. Segundo o jornal El País, o mais importante da Espanha, o festival é um “espectáculo sem precedentes na Espanha”. No entanto, o público de 40 mil pessoas (incluindo muitos convidados) ficou aquém ao esperado.
Como aconteceu na última edição do Rock In Rio em sua cidade natal, no ano de 2001, a abertura do festival se deu com o hino pacifista “Imagine”, de John Lennon, executado por uma orquestra espanhola. O público levantou e agitou lenços brancos no ar.
Alanis Morissette abriu o festival com um show relativamente curto, no qual apresentou algumas canções de seu último trabalho, “Flavors Of Entanglement”, além de sucessos como “You Oughta Know”, “All I Really Want” e “You Learn”. No entanto, o jornal El País criticou a apresentação: “Em seus 34 anos, Alanis mantém a energia no palco desde o início do show, mas reduziu o ritmo das suas guitarras com as canções de seu último álbum, não conseguindo envolver o público”.
Neil Young encerrou a noite com bastante rock ‘n’ roll, ao lado de sua Electric Band, que se não chega a ser uma Crazy Horse, também não é tão inferior. O compositor canadense resgatou uma velha canção para abrir o espetáculo: “Mr. Soul”, da época de sua antiga banda, Buffalo Springfield. Outros sucessos, como “Cinammon Girl”, “The One And Only Love” e “Hey Hey, My My” (vídeo abaixo) também foram tocados. Canções de seu último trabalho, “Chrome Dreams II”, como “Spirit Road” também estiveram presentes, assim como uma versão para “A Day In The Life”, dos Beatles.
AMY WINEHOUSE CRIA POLÊMICA EM GLASTONBURY (E NO SHOW PARA MANDELA)
Como já foi noticiado aqui, Amy Winehouse fez uma pequena participação no show em homenagem a Nelson Mandela, no Hyde Park, ontem, cantando algumas canções com a sua banda e, após, retornando ao palco para um número final com todos os demais artistas que participaram do tributo.
Mas um fato curioso aconteceu enquanto a cantora inglesa participava da última canção, “Free Nelson Mandela”. No meio da música, ao invés de cantar o verso “Free Nelson Mandela”, ela homenageou o marido (que atualmente está preso) trocando a letra para “Free Blake Fielder-Civil”.
No vídeo acima, por volta dos 5 minutos e 25 segundos, é possível ouvir a ‘homenagem’.
Já no festival de Glastonbury, onde Amy Winehouse apresentou-se na noite de ontem, durante a execução da última canção (“Rehab”), a cantora deu um soco em alguma pessoa na platéia (vídeo acima). Amy desceu do palco para cantar a música junto aos seus fãs e acabou protagonizando a grotesca cena. Logo após, os seguranças a afastaram do local e a cantora acabou retornando ao palco para finalizar a canção.
Apesar do incidente, Amy mostrou-se muito satisfeita durante o show. “Vocês não têm noção de como estou feliz aqui nessa noite. Eu me sinto como se tivessem criado uma nova palavra no dicionário para alegria, e colocado uma foto minha lá”, disse ao público antes de cantar “Tears Dry On Their Own”. Ela também fez piada acerca de seu mini-vestido azul: “Três mulheres tiveram que me ajudar a entrar nesse vestido. Nós, mulheres, levamos muito tempo para nos vestirmos e pouquíssimo tempo para ficarmos nuas”.
Ela também falou sobre o seu marido, que deve sair da prisão dentro de duas semanas. “Eu nunca havia amado um homem branco antes. Aí ele veio e bateu na minha cabeça com um bastão de críquete. Não de forma literal, obviamente”, falou a cantora durante o show.
O repertório da apresentação de Amy Winehouse em Glastonbury foi o seguinte:
1) “Addicted”
2) “Just Friends”
3) “Tears Dry On Their Own”
4) “Cupid”
5) “Back To Black”
6) “Wake Up Alone”
7) “Some Unholy War”
8) “Love Is A Losing Game”
9) “Hey Little Rich Girl”
10) “A Message To You Rudy”
11) “You're Wondering Now”
12) “You Know I'm No Good”
13) “Me And Mr Jones”
14) “Rehab”
JIMMY PAGE DIZ QUE LANÇAMENTO DO DVD DO LED ZEPPELIN EM LONDRES É “PROVÁVEL”
O Led Zeppelin acenou com a possibilidade de lançar em DVD o registro do show que foi realizado em dezembro do ano passado na O2 Arena, em Londres. Boatos acerca desse DVD têm circulado desde que a informação de que o show foi filmado veio à tona.
O guitarrista Jimmy Page disse que o lançamento é “provável”. “Eu espero que aconteça algum dia. Penso que um dia ele sairá, mas não há pressa em fazer isso”, disse o baixista John Paul Jones em entrevista à rádio BBC 6Music. “Foi uma ocasião muito especial, e nós queremos mesmo que o DVD seja lançado”, completou.
Enquanto esse dia não chega, segue abaixo um vídeo amador de “Kashmir”.
AMY WINEHOUSE, LEONA LEWIS E QUEEN PARTICIPAM DE SHOW EM HOMENAGEM A MANDELA
Amy Winehouse retornou aos palcos pela primeira vez após ser diagnosticada com enfisema pulmonar. O show aconteceu ontem no Hyde Park, Londres, em comemoração ao aniversário de 90 anos de Nelson Mandela. Amy cantou poucas canções, incluindo o sucesso “Rehab” (vídeo acima) e “Valerie”, cover da banda The Zutons. Ao final da apresentação, a cantora inglesa voltou ao palco para a canção “Free Nelson Mandela”, em companhia dos outros artistas que participaram do show, que arrecadou fundos para a fundação de caridade 46664, que cuida de aidéticos.
Leona Lewis, que também cantou no evento se disse muito emocionada durante o show. Após a sua apresentação, a cantora afirmou que foi “realmente um momento muito especial”. “Eu nunca poderia imaginar que um dia eu estaria no palco cantando em um aniversário de Nelson Mandela”, completou Leona Lewis.
Outros artistas, como a banda Razorlight (que mandou uma mensagem política para o Zimbábue), Queen e Annie Lennox também subiram ao palco do Hyde Park para comemorar o aniversário do líder sul-africano.
PAUL MCCARTNEY E BOB DYLAN DEVEM PARTICIPAR DE ÁLBUM BENEFICENTE
Tanto o ex-Beatle quanto Bob Dylan estão cotados para participar de uma coletânea que arrecadará fundos para instituições de caridade do projeto ‘Warchild’. Brian Wilson também está cotado para o disco, que sucederá “Help Album” (foto acima), lançado com a mesma proposta pela ‘Warchild’, em 1995.
De acordo com o The Sun, os artistas que participarem do disco gravarão músicas atuais, incluindo uma do cantor e compositor Beck. O disco original “Help Album” contou com as participações de Noel Gallagher, Paul Weller e Sinead O’Connor, vendendo mais de um milhão de cópias.
SHOW: PEARL JAM EM NOVA YORK 2008 – UM SHOW BEM DIFERENTE
Enquanto não lança o seu próximo álbum de inéditas, o Pearl Jam aproveitou para fazer uma pequena turnê de 13 datas pela costa leste dos Estados Unidos. No último dia 24, a banda norte-americana apresentou-se no Madison Square Garden, em Nova York (foto acima). Infelizmente, como vem ocorrendo nos shows dessa turnê de verão, o Pearl Jam não apresentou nenhuma composição inédita. Contudo, deleitou o público com canções que havia anos não eram executadas ao vivo.
O Pearl Jam é a banda que faz os shows mais interessantes da atualidade. Como todo fã está careca de saber, cada show possui um repertório bem diferente dos outros. Assim, o fã do Pearl Jam que tem a sorte de morar em uma cidade com mais de um show seguido da banda deve assistir a todos, pois o que é tocado em uma noite, dificilmente será apresentado na noite seguinte.
Na noite do dia 24 de junho, a banda, em duas horas e quarenta minutos de show, apresentou 30 canções, alternando grandes sucessos com canções nem tão conhecidas (mas que costumam aparecer em seus shows), além de gratas surpresas que estavam empoeiradas na memória dos fãs.
Como de costume nos shows do Pearl Jam, nada de cenários grandiosos. Apenas a banda em cima do palco já é o suficiente para a alegria de seus fãs. E no mesmo estilo despojado, a banda começou atacando com “Hard To Imagine”, uma sobra de estúdio de “Vitalogy”, que está presente na trilha sonora do filme “Chicago Cab” e na coletânea de raridades (em versão um pouco diferente) “Lost Dogs”. Em seguida, para quebrar um certo estranhamento dos fãs menos enturmados com a obra da banda, o Pearl Jam atacou com dois cavalos de batalha: “Save You” e “Why Go”, esta última cantada a plenos pulmões pelo público que esgotou os ingressos em menos de 15 minutos para assistir o show.
“All Night”, outra sobra de estúdio da banda, deu continuidade ao show. “Down” foi outra raridade que a banda apresentou, antes de “Corduroy”, “Faithfull” e “Elderly Woman Behind The Counter In a Small Town”.
Como pode se reparar, o Pearl Jam, nessa turnê, está fazendo um show bem diferente daqueles que aconteceram no Brasil no final de 2005. Se por um lado é bom para o grande fã que conhece bem a obra da banda, por outro, o fã casual acaba se cansando um pouco com tantas canções pouco conhecidas e, geralmente, com longos solos. Talvez seja por isso que até o horário em que é permitida a venda de bebida alcoólica nos Estados Unidos (dez da noite), as filas para comprar cerveja eram quilométricas...
Mas o fanático pela banda provavelmente não se preocupou com a cerveja e continuava cantando canções como “1/2 Full”, “Unemployable” (lado B de “World Wide Suicide”, presente no último álbum da banda) e “Who You Are”. Coincidentemente, quando não era mais possível comprar cerveja, a banda atacou logo dois petardos, “Even Flow” e “Daughter”, antes de encerrar o show com “Do The Evolution”.
Se bem que “encerrar” é força de expressão em um show do Pearl Jam, tendo em vista que a banda volta pelo menos duas vezes ao palco para o bis. No show do dia 24, o Pearl Jam acabou retornando três vezes ao palco. Se o show normal teve 17 canções no roteiro, o bis contou com mais 13, ou seja, praticamente um show a parte. E nessas 13 músicas, a banda permaneceu não fazendo concessões a grandes sucessos, tanto que tacou logo de cara uma bela versão de “Love Reign O’er Me”, do The Who. Eddie Vedder, ainda que com esforço, alcançou as notas mais altas da canção, e se o espectador fechasse os olhos, podia muito bem imaginar que Roger Daltrey estava fazendo alguma participação especial no show. (Se você quiser tirar as provas do nove, o vídeo está aqui.)
Mas se Daltrey não apareceu, CJ Ramone, ex-baixista dos Ramones esteve presente para tocar na já clássica versão de “I Believe In Miracles”. Antes de apresentar CJ, Eddie Vedder disse que estaria, de certo modo, corrigindo uma injustiça, pelo fato de a melhor banda punk de todos os tempos nunca ter feito um show no Madison Square Garden, na sua própria cidade natal. “I Believe In Miracles” já fez parte do segundo bis, e antes dela, o Pearl Jam mostrou canções como “W.M.A.”, “Leash”, “Spin The Black Circle”, “Wasted Reprise”, “Porch”, “No More” (escrita em protesto à guerra do Iraque, e presente na versão digital da trilha sonora do filme “Into The Wild”, que, na verdade, é o primeiro álbum solo de Vedder), “Crazy Mary” e “Comatose”. O final do segundo bis, com “Alive”, foi arrebatador, com as 18 mil pessoas urrando a letra de braços abertos.
No terceiro bis, o Pearl Jam mandou “All Along The Watchtower”, clássico de Bob Dylan e que volta e meia também pipoca nos shows da Dave Matthews Band. Foi uma versão pesadíssima, com quase dez minutos de duração. Em contraste, logo em seguida, Eddie Vedder e seus companheiros tocaram a lenta “Indifference”. Parecia até uma piada o final do show com justamente essa canção: indiferença era a única coisa que o espectador não poderia sentir após um show tão diferente como este.
E se é praticamente impossível o brasileiro assistir um show do Pearl Jam com tantas canções pouco conhecidas, que ao menos Eddie Vedder cumpra a promessa feita em 2005 e retorne em breve ao Brasil. Nem que seja para cantar os grandes sucessos que todos conhecemos. Vai ser bom de qualquer maneira...
Abaixo, um vídeo amador, filmado durante o show, de “I Believe In Miracles”, com a participação do baixista CJ Ramone.
Cotação: ****
FRANZ FERDINAND FAZ SHOW SURPRESA EM GLASTONBURY
O público de Glastonbury presenciou um show surpresa da banda Franz Ferdinand na noite de ontem. No repertório, antigos sucessos e canções do próximo álbum da banda escocesa, que deve ser lançado no início do ano que vem.
O show da banda, que aconteceu no Park Stage, só foi anunciado na tarde do dia 26. Essa foi a primeira aparição da banda no festival desde 2004. Alex Kapranos, líder da banda iniciou o show gritando “Surprise”, e logo depois atacou com o hit “The Dark Of The Matinee”. Outros sucessos, como “Michael” e “Walk Away” também fizeram parte do enxuto roteiro de nove canções, que contou com quatro inéditas (“Kathryn Kiss Me” [vídeo acima], “'Ulysees”, “Turn It On” e “What She Came For”). A resposta do público às novas canções foi imediata.
O repertório do show foi o seguinte:
1) “The Dark Of The Matinee”
2) “Kathryn Kiss Me”
3) “Walk Away”
4) “Take Me Out”
5) “Ulysses”
6) “What She Came For”
7) “Michael”
8) “Turn It On”
9) “This Fire”
KINGS OF LEON, PANIC AT THE DISCO, VAMPIRE WEEKEND E THE TING TINGS SÃO OS DESTAQUES DA PRIMEIRA NOITE DE GLASTONBURY
Na noite de ontem foi dada a partida para o festival de Glastonbury, o mais importante da Europa. Envolvido em polêmicas para a edição desse ano, como a recusa ao Pink Floyd e a escalação do rapper Jay-Z para fechar a noite de sábado, as bandas Kings Of Leon, Panic At The Disco, Vampire Weekend e The Ting Tings acabaram sendo as grandes atrações do dia 27.
O Kings Of Leon fechou a noite no Pyramid Stage, o principal palco do festival, com sucessos como “Molly's Chambers” e “Milk”. Antes do show, os integrantes da banda admitiram que estavam muito nervosos, mas que não poderiam perder a grande oportunidade de fechar uma das noites do concorrido festival. “Estamos muito excitados e igualmente nervosos. Na verdade, estamos mais nervosos do que excitados, mas é uma grande oportunidade, então vamos ver como seguraremos isso”, disse Caleb Followill ao New Musical Express antes de entrar no palco. Já o baterista Nathan Followill afirmou que “é muito bom estar nervoso e nauseado desse jeito, pois traz o que há de melhor em você”. Ao final do show Caleb disse à platéia: “É isto, eu tenho que dizer que foi verdadeiramente um dos melhores momentos da minha vida e da vida deles [dos demais integrantes] também”.
O repertório do show foi o seguinte:
1) “Crawl”
2) “Black Thumbnail”
3) “Taper Jean Girl”
4) “My Party”
5) “Razz”
6) “King Of The Rodeo”
7) “Wasted Time”
8) “Fans”
9) “Arizona”
10) “Milk”
11) “Four Kicks”
12) “Molly's Chambers”
13) “California Waiting”
14) “The Bucket”
15) “On Call”
16) “McFearless”
17) “Pistol Of Fire”
18) “Spiral Staircase”
19) “Trani”
20) “Knocked Up”
21) “Manhattan”
22) “Charmer”
23) “Slow Night So Long”
Abaixo, a entrevista do Kings Of Leon ao New Musical Express.
O Panic At The Disco foi outro destaque da primeira noite de Glastonbury. A banda, que se apresentou pela primeira vez no festival, tocou no Other Stage no mesmo momento em que o Kings Of Leon fazia o seu show no Pyramid Stage, o que fez com que o seu público ficasse bastante reduzido. “Essa é a nossa primeira vez no festival. Obrigado por escolherem o nosso show”, disse o vocalista Brendon Urie, antes de a banda começar o show com “Nine In The Afternoon”. Canções do último álbum da banda, “Pretty. Odd” predominaram na apresentação, como “Pas De Cheval”, “Northern Downpour” e “Camisado”. A apresentação foi encerrada com uma versão mais leve de “Mad As Rabbits”, devidamente acompanhada pelo público.
O set-list da apresentação do Panic At The Disco foi o seguinte:
1) “Nine In The Afternoon”
2) “But It’s Better If You Do”
3) “Camisado”
4) “The Only Difference Between Martyrdom And Suicide Is Press Coverage”
5) “Build A God, Then We'll Talk”
6) “Lying Is The Most Fun A Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off”
7) “Strike Up The Band”
8) “That Green Gentlemen (Things Have Changed)”
9) “There's A Good Reason These Tables Are Numbered Honey”
10) “Folkin' Around”
11) “I Write Sins Not Tragedies”
12) “Northern Downpour”
13) “Time To Dance”
14) “Pas De Cheval”
15) “It's True Love”
16) “Mad As Rabbits”
Abaixo, o Panic At The Disco entrando no palco.
No mesmo Other Stage, o Vampire Weekend fez um dos melhores shows de Glastonbury até agora (foto abaixo). “Eu não posso acreditar quantas pessoas estão nos assistindo, disse o líder da banda, Erza Koenig. “Isso aqui é um lugar muito bonito. Estamos honrados de voltar ao nosso país”, completou. No show, o Vampire Weekend tocou as canções de seu álbum de estréia (que leva o mesmo nome do conjunto), como “Cape Cod Kwassa Kwassa”. A banda também apresentou uma canção inédita. Antes de tocá-la, (a canção ainda não possui título), Koenig disse: “Temos que esquentar um pouco. Penso que com essa próxima música a gente vai entrar na vibração do festival”. O Vampire Weekend encerrou a apresentação com duas de suas canções mais conhecidas pelo público: “Oxford Comma” e “Walcott”.
O roteiro completo da apresentação foi o seguinte:
1) “Mansard Roof”
2) “Campus”
3) “Cape Cod Kwassa Kwassa”
4) “M79”
5) (Canção inédita sem título)
6) “A-Punk”
7) “I Stand Corrected”
8) “Bryn”
9) “One (Blake's Got A New Face)”
10) “The Kids Don't Stand A Chance”
11) “Oxford Comma”
12) “Walcott”
A dupla The Ting Tings também botou fogo em Glastonbury. A apresentação aconteceu no John Peel Stage, que estava absolutamente lotado, com várias pessoas assistindo do lado de fora da tenda. A dupla atrasou um pouco a apresentação por conta de um longo engarrafamento. Mas nada que tirasse a vibração do público, que delirou com o show. Quando a banda foi anunciada, o locutor disse que aquela era a platéia mais numerosa da história do John Peel Stage. “Esse é o maior show que já fizemos”, disse Katie White, que logo depois acrescentou: “ou que jamais faremos”.
O show iniciou com uma versão ‘light’ da canção “We Walk”. “Great DJs”, “Traffic Light”, “Shut Up And Let Me Go” e o hit “That’s Not My Name” também fizeram parte do repertório.
Abaixo, a canção “That’s Not My Name”, filmada durante a apresentação da dupla em Glastonbury.
LIVE NATION AFIRMA QUE INGRESSOS PARA TURNÊ DE MADONNA ESTÃO VENDENDO BEM
A cantora Madonna já vendeu mais de um milhão de ingressos para a sua próxima turnê, “Sticky & Sweet”, de acordo com a empresa promotora dos shows. A Live Nation disse que 90% de todos os bilhetes já foram vendidos, e que a turnê deverá arrecadar o valor bruto de 250 milhões de dólares. Os números, publicados ontem, vão de encontro ao que tem publicado alguns órgãos de imprensa, que dizem que a cantora norte-americana está tendo dificuldades em vender ingressos em algumas cidades, especialmente nos Estados Unidos.
Uma reportagem de terça-feira, do New York Post, afirmou que 16 mil ingressos para a apresentação de Madonna no Dodger Stadium de Los Angeles, estariam encalhados. Tal apresentação só acontecerá em novembro.
AMY WINEHOUSE DIZ QUE NÃO TEM RAZÃO PARA VIVER
A cantora Amy Winehouse admitiu que a sua vida não está nada boa desde a prisão de seu marido no ano passado. Em entrevista à Rolling Stone, a cantora inglesa disse que os seus problemas com narcóticos decorrem do tédio e que, em alguns momentos, sente que “não há nenhuma razão para viver”.
O marido de Amy, Blake Fielder-Civil, confessou ter agredido o dono de um pub e tentado ocultar o crime. Fielder-Civil foi preso em julho e deverá permanecer cinco anos na prisão. Na entrevista, que foi concedida antes de Amy Winehouse ser internada na semana passada, a cantora disse que todos os seus problemas surgiram a partir da prisão do marido.
Amy Winehouse também disse que nunca teve necessidade de concluir uma internação em clínica de reabilitação. “Eu nunca fui a uma clínica de reabilitação, quer dizer, nunca fiz isso corretamente. Eu sou jovem e estou apaixonada”, disse à revista norte-americana.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
SHOW: R.E.M. – “ACCELERATE TOUR” – UM RETORNO ÀS ORIGENS COM A EXPERIÊNCIA DE 28 ANOS DE CARREIRA
Quando o R.E.M. lançou o seu último trabalho, “Accelerate”, os fãs ficaram surpresos com a volta às raízes da banda, com um repertório rockeiro que não era ouvido desde “Monster”, lançado em 1993. Por conta disso, todos ficaram ansiosos para ver o que o R.E.M. iria aprontar na turnê de lançamento do álbum. Como está acontecendo desde a estréia em Vancouver, no final de maio, a banda de Athens resgatou várias canções de uma fase em que ainda podia ser chamada de banda ‘indie’.
No dia 19 de junho, Michael Stipe e companhia fizeram o penúltimo show da turnê norte-americana em um Madison Square Garden (foto acima) absolutamente abarrotado. E como está acontecendo desde Vancouver, a banda mesclou canções bem antigas (algumas conhecidas e outras praticamente esquecidas) com as novas músicas de “Accelerate”, um dos melhores álbuns do R.E.M.. Pouquíssimas concessões foram feitas a sucessos antigos, e mesmo assim, o público não reclamou nem um pouco. Pelo contrário.
O R.E.M. é uma banda que não tem o costume de ‘jogar para a platéia’ em seus shows, como costuma fazer o U2, que sempre repete os seus maiores sucessos em todas as turnês. Se Stipe, Mills e Buck não estiverem a fim de tocar, em algum show, “Imitation Of Life” ou “It’s The End Of The World, As We Know It (And I Feel Fine)”, por exemplo, não vai existir a mínima possibilidade de elas serem executadas. Por outro lado, se der na telha de Michael Stipe cantar “These Days” ou “Disturbance At The Heron House”, o público vai ter o prazer de ouvir canções desse tipo, praticamente perdidas na rica discografia da banda.
Por sorte, o público presente à mais famosa arena dos Estados Unidos teve a sorte de ouvir essas duas canções, assim como pérolas como “Ignoreland” (canção de “Automatic For The People”, e que nunca havia sido apresentada ao vivo pela banda antes dessa turnê), “Let Me In” (em uma ótima versão acústica, superior a de “Monster”) e “Pretty Persuasion”, do clássico álbum “Reckoning”, que também foi lembrado com “Harborcoat” e “(Don’t Go Back To) Rockville”, cantada por Mike Mills, que antes, fez questão de dizer que o Madison Square Garden é o melhor lugar para se fazer um show. Já o disco “Life’s Rich Pageant”, considerado por muitos como o melhor da banda, esteve presente no show de Nova York, com as suas três primeiras faixas: “Begin The Begin” (já no bis), “These Days” e “Fall On Me”. Esta última teve a participação do guitarrista Johnny Marr, ex-membro do The Smiths, e atualmente no Modest Mouse, que fez a abertura do show, juntamente com a banda The National.
Apesar de não poder ser considerado um show retrospectivo no que tange aos seus grandes sucessos, a banda liderada por Michael Stipe fez questão de mostrar canções de praticamente todos os álbuns da banda no show. De “Green”, saiu “Orange Crush”, e de “Fables Of The Reconstruction”, “Driver 8”, o ponto alto do show. Com relação a “Up” e a “Reveal”, a banda optou por não tocar nenhuma canção desses discos, até mesmo porque não tinham muito a ver com a proposta do show.
Mas, para agradar a todos, o R.E.M. fez concessões a músicas mais calmas. Além da versão acústica de “Let Me In”, a banda executou, pela primeira vez na turnê, “Leaving New York” (do disco “Around The Sun”), “Drive”, “Electrolite”, além da recente “Until The Day Is Done”, de “Accelerate”. Aliás, como não poderia deixar de ser, as canções do último trabalho da banda foram maioria no show. Das 11 faixas do disco, oito foram apresentadas no Madison Square Garden, incluindo “Living Well Is The Best Revenge” (a primeira do roteiro), “Horse To Water”, “I’m Gonna DJ” (a última antes do bis e devidamente berrada pela platéia) e “Supernatural Superserious” (esta já no bis).
Entre os grandes sucessos radiofônicos, apesar das poucas concessões, até que o R.E.M. foi mais generoso com o público de Nova York – pelo menos em comparação com os outros shows da turnê –, apresentando clássicos como “What’s The Frequency, Kenneth?” (obrigatória em qualquer show da banda), “The One I Love”, “Losing My Religion” (“This song is yours”, disse Stipe antes de cantar a música) e o clássico encerramento com “Man On The Moon”.
Desde a turnê de “Up”, o R.E.M. vem optando por fazer shows mais grandiosos, com grandes cenários cheios de telões, diferentemente da turnê de “Monster”, por exemplo, cujo cenário se limitava aos próprios amplificadores da banda. Em “Accelerate”, apesar do retorno às origens, a banda apresentou um bonito cenário formado por várias telas que mostravam imagens de seus integrantes no palco – tanto que a parte de trás do palco do ginásio ficou vazia, o que não é costume nos shows realizados em arenas dos Estados Unidos.
A primeira e única visita do R.E.M. ao Brasil aconteceu no Rock in Rio de 2001. Desde então, os seus fãs aguardam a oportunidade de rever um show da banda. Se isso por acaso acontecer nessa turnê de “Accelerate”, o público brasileiro vai ser recompensado de sobra por esses sete anos de espera.
Abaixo, um vídeo amador, registrado no show do dia 19 de junho, de “Leaving New York”.
Cotação: *****
SLASH E SEBASTIAN BACH EM UM “TOP SECRET PROJECT”
O ex-líder do Skid Row, Sebastian Bach (foto acima), revelou que está prestes a embarcar em um projeto secreto com o guitarrista Slash, ex- Guns N’ Roses, e atualmente no Velvet Revolver. Bach disse que não pode revelar maiores detalhes sobre a empreitada.
Em entrevista à Billboard, o ex-vocalista do Skid Row também afirmou que os boatos de que ele ocuparia a vaga de vocalista do Velvet Revolver não são verdadeiras. Ele disse que seria estranho ele ocupar essa posição, tendo em vista a sua amizade com Axl Rose. O Velvet Revolver está sem vocalista desde abril, quando Scott Weiland deixou a banda.
DAVID GILMOUR REVELA DETALHES DE “LIVE IN GDANSK”
Foram anunciados os detalhes do próximo álbum do (ex-?)vocalista do Pink Floyd. “Live In Gdansk” (capa acima), conforme já foi anunciado aqui no blog, será lançado na Europa no dia 15 de setembro (sem previsão para o Brasil). O álbum duplo terá canções da carreira solo de David Gilmour e do Pink Floyd. O show, gravado na cidade polonesa de Gdansk, contou com a participação de uma grande orquestra – este foi o único show da turnê “On An Island” que contou com uma orquestra. Uma edição especial contará com um DVD com a íntegra do espetáculo, que foi visto por mais de 50 mil pessoas.
“Live In Gdansk” chegará às lojas em cinco (?!?) versões diferentes:
1) CD duplo com a íntegra do show;
2) CD duplo + DVD com o show;
3) CD duplo + DVD duplo (além do show, este DVD também trará bônus, e uma versão remasterizada em áudio 5.1 surround do disco “On An Island”);
4) CD duplo + DVD duplo + CD com 12 faixas ao vivo gravadas na turnê de “On An Island”;
5) Box com cinco vinis, com faixas exclusivas não disponíveis nos formatos acima.
As faixas do álbum duplo serão as seguintes:
CD1:
1) “Speak To Me”
2) “Breathe”
3) “Time”
4) “Breathe (reprise)”
5) “Castellorizon”
6) “On An Island”
7) “The Blue”
8) “Red Sky At Night”
9) “This Heaven”
10) “Then I Close My Eyes”
11) “Smile”
12) “Take A Breath”
13) “A Pocketful Of Stones”
14) “Where We Start”
CD2:
1) “Shine On You Crazy Diamond”
2) “Astronomy Domine”
3) “Fat Old Sun”
4) “High Hopes”
5) “Echoes”
6) “Wish You Were Here”
7) “A Great Day For Freedom”
8) “Comfortably Numb”
COLDPLAY ABRE SELEÇÃO PARA BANDAS DE ABERTURA
Após alcançar o primeiro lugar das paradas norte-americana (721 mil cópias vendidas apenas na primeira semana de lançamento) e britânica, o Coldplay resolveu inovar mais uma vez. A banda liderada por Chris Martin vai recrutar novas bandas, através de uma competição feita em parceria entre o site Youtube e seis estações de rádio norte-americanas, para abrir alguns shows da turnê “Viva La Vida Or Death And All His Friends”.
A competição vai acontecer nas cidades de Boston, Chicago, Washington D.C., Hartford, Filadélfia e San Jose. As bandas que as estações de rádio considerarem com potencial serão convocadas para colocar vídeos de canções suas no Youtube. Os jornalistas das estações de rádio farão uma avaliação prévia e selecionarão 15 bandas em cada cidade. Após, os fãs poderão votar e, dentre as três finalistas, a melhor será escolhida pelo Coldplay. Haverá uma banda vencedora em cada cidade.
O prêmio será um show de abertura de 20 minutos, dois mil dólares e dez ingressos para o show. A cantora Santogold abrirá os shows do Coldplay nas demais cidades norte-americanas.
FBI INVESTIGA BLOGUEIRO QUE VAZOU “CHINESE DEMOCRACY”
O FBI está investigando um blogueiro que colocou no ar algumas canções de “Chinese Democracy”, o álbum mais esperado de todos os tempos, adiado por nove anos. Kevin Skwerl, que já trabalhou no departamento de distribuição da Universal Music (gravadora do Guns ‘n’ Roses), postou em seu blog nove supostas canções do disco, incluindo três absolutamente inéditas. Ele disse aos policiais que recebeu as músicas de uma fonte anônima através da internet. Em entrevista a Rolling Stone, Skwerl disse: “Foi uma emboscada. Quando retornei do almoço eles estavam me esperando na recepção. Eles sabiam aonde eu trabalhava”.
“Chinese Democracy” está se transformando no disco mais pirateado do mundo. Em 1999, a Universal publicou um release com a capa do álbum e a data de lançamento. Só que Axl Rose, que inclusive já teve que mudar alguns integrantes da banda, adiou o seu lançamento por diversas vezes. O álbum começou a ser gravado há 14 anos e já custou mais de 15 milhões de dólares aos cofres da gravadora.
As nove faixas de “Chinese Democracy” que já pipocaram na internet são as seguintes:
1) The Blues
2) Catcher In The Rye
3) Chinese Democarcy
4) IRS
5) Madagascar
6) Oh My God
7) Rhiad and the Bedouins
8) Silkworms
9) There Was A Time
Por sua vez, o baterista do Velvet Revolver (e ex-Guns N’Roses), Matt Sorum, declarou que está convencido de uma reunião dos antigos integrantes do Guns N’ Roses. “Eu tenho certeza de que acontecerá eventualmente”, disse ao site MusicRadar.com. “Eles podem até estar se reunindo neste momento. Axl, Slash, Duff e Izzy podem estar em um abrigo anti-bombas! Talvez até Steven Adler. Eu não sei. Mas provavelmente serei o último, último, último cara a ser chamado”, completou.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
CANTANDO COM A ALMA
Por coincidência, Zélia Duncan e Simone, no decorrer de suas carreiras, gravaram uma música chamada “Alma”. A “Alma” de Zélia Duncan foi composta por Arnaldo Antunes e Pepeu Gomes, enquanto a “Alma” de Simone é de autoria da dupla Sueli Costa e Abel Silva. Lá pelo finalzinho do show “Amigo é Casa”, Zélia Duncan cantou a “Alma” que fez tanto sucesso na voz de Simone, que, por sua vez, fez o mesmo com a “Alma” de Zélia Duncan.
Essa troca de papéis é emblemática no DVD “Amigo é Casa”, que chegou ao mercado via Biscoito Fino, pouco tempo depois do CD com os melhores momentos do show gravado no belo Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Desde o extra do DVD, que mostra as duas cantoras interpretando a linda canção “Amigo é Casa” (de Hermínio Bello de Carvalho e Capiba), e que acabou ficando de fora do show principal, o mote de todo o espetáculo acaba sendo a amizade mesmo. E o DVD fica muito mais bonito do que o CD, a partir do momento que traduz em imagens a afinidade de Zélia Duncan e Simone. E nada melhor que uma cante a “Alma” da outra, no sentido literal da palavra.
A canção “Amigo é Casa”, que está no extra do DVD, é outra que traduz bem o espírito do projeto: “Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar / Se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer / Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha / E oferece lugar pra dormir e comer / Amigo que é amigo não puxa tapete / Oferece pra gente o melhor que tem / E o que nem tem quando não tem, finge que tem / Faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão”.
Como já pôde ser observado desde o lançamento do CD, a união da tradição de Simone com a modernidade de Zélia Duncan gerou um bom trabalho, que acaba ficando muito melhor no DVD. A inclusão de músicas essenciais para o projeto, como as duas versões de “Alma”, faz com que o espírito do projeto seja mais bem compreendido. E além disso, claro, dá ao espectador a oportunidade de ouvir ótimas versões de canções como a serena (e ao mesmo tempo, pesadíssima) “Mar e Lua” (de Chico Buarque), “Vento Nordeste” (mais uma pérola da dupla Sueli Costa / Abel Silva), e os sucessos “Então Me Diz”, “Jura Secreta” e “Não Vá Ainda”. Todas essas últimas três são ótimos duetos de Simone e Zélia Duncan, e a versão acústica – apenas com o bandolim de Zélia – de “Não Vá Ainda” ficou especialmente bonita.
Em “Amigo é Casa”, Zélia Duncan mostra o seu poder de “se transformar em outras” e, ao mesmo tempo, ajuda Simone a se renovar. Isso é bem perceptível nas novas versões de Simone (em momento solo) para “Diga Lá, Coração” e “Encontros e Despedidas”, que são bastante superiores às datadas gravações de estúdio. A verdade é que Simone soa mais cool e com a voz mais lapidada. Zélia Duncan também brilha em suas partes solo, como na ótima “Na Próxima Encarnação” (“Na próxima encarnação / Não quero saber de barra / Replay de formiga não / Eu quero nascer cigarra”) que faz referência ao sucesso “Cigarra”, bem como homenageia Simone. “Cuide-se Bem”, de Guilherme Arantes, também é um outro momento especialmente bonito no show (vídeo abaixo).
Com relação aos momentos em dupla, esses dispensam maiores comentários, especialmente no que diz respeito à versão para “Meu Ego”, de Roberto e Erasmo Carlos, assim como “Petúnia Resedá”, que ganhou arranjo mais moderno e jazzístico, com destaque para as guitarras de Walter Villaça e Webster Santos.
A dupla vai sair em turnê nacional para divulgar “Amigo é Casa” já no final desse mês. A estréia será no dia 27 em Porto Alegre. Entre os dias 01º e 03 de agosto, Simone e Zélia Duncan aportam no Canecão, no Rio de Janeiro.
Cotação: ****1/2
quarta-feira, 25 de junho de 2008
JAMES TAYLOR “CANTA” AS SUAS HISTÓRIAS
No final do ano passado, foi praticamente ‘cuspido’ o último trabalho de James Taylor no mercado nacional. “One Man Band”, pacote que abriga CD e DVD ao vivo, foi lançado pela gravadora Universal aqui no Brasil, mas pouca gente ficou sabendo. Tudo bem que o fato de o trabalho ser mais uma coletânea ao vivo do artista de Massachusetts é sempre desanimador, mas não justifica que seja lançado de maneira tão escondida no país que já foi até homenageado por James Taylor em uma canção.
Em “One Man Band”, que foi gravado em julho do ano passado, James Taylor, em companhia de Lerry Goldings, apresenta os seus maiores sucessos – “Only a Dream In Rio”, a canção que foi feita em homenagem ao Rio de Janeiro, logo após a sua apresentação no Rock in Rio de 1985, que simbolizou o seu renascimento artístico, infelizmente ficou de fora – em versões minimalistas (apenas violões e teclados, com uma discreta guitarra em “Steamroller Blues”).
O CD contém o repertório completo do show gravado no lindo Colonial Theatre, na Estado natal do artista, e o DVD, além de todas as mesmas músicas, mostra James Taylor contar as histórias de cada uma das canções. Nesse caso, foi uma bela sacada colocar o CD somente com as músicas, e o DVD com o show completo. Isto porque, James Taylor acaba falando demais no DVD, com algumas histórias maiores do que as próprias músicas. E isso pode acabar cansando o espectador. Aliás, o vídeo foi produzido por ninguém menos que o ator Sydney Pollack, que faleceu recentemente.
No repertório, como não poderia deixar de ser, Taylor sintetiza os seus mais de 40 anos de carreira – que lhe renderam mais de 40 milhões de álbuns vendidos, 40 discos de ouro e platina e cinco prêmios Grammy – em clássicos como “Something In The Way She Moves” (o seu primeiro hit), “You’ve Got a Friend”, “Shower The People”, “Sweet Baby James” (vídeo abaixo), “Carolina In My Mind”, “Fire And Rain” e “Copperline”. “Mean Old Man” e “My Travelling Star”, ambas de seu último disco de estúdio, “October Road”, também estão presentes no DVD.
Para quem já tem outras coletâneas ou DVDs ao vivo de James Taylor, este “One Man Band” acaba sendo dispensável. Mas para quem não possui nada, este pacote é um ótimo começo para se conhecer a obra de James Taylor. Pode comprar nas melhores lojas do ramo. Se ainda estiver em catálogo, claro...
Cotação: ***1/2
terça-feira, 24 de junho de 2008
LIVING COLOUR: VOCÊ AINDA SE LEMBRA DESSA BANDA?
“On Stage At World Cafe Live” foi lançado em meados de 2007 no exterior, mas infelizmente, nenhuma gravadora brasileira se interessou em lançá-lo por aqui. Azar dos brasileiros que não podem pagar pelo DVD importado e ficam sem a oportunidade de assistir a um show de uma das grandes bandas de rock do mundo. Parece que aquele show apoteótico que a banda de Vernon Reid (um dos melhores guitarristas do planeta) e companhia realizou no Rio de Janeiro e em São Paulo, no extinto Hollywood Rock foi realmente esquecido pelas gravadoras. E olha que eles foram headliners da primeira noite do festival realizado em 1992...
Com a sua mistura única de hard rock, rap, heavy metal, jazz, punk e funk, a banda negra formada em 1984, nos Estados Unidos, encantou ninguém menos do que Mick Jagger, que além de ter conseguido um contrato para eles com uma gravadora, produziu algumas faixas do primeiro álbum da banda, “Vivid” (1988), inclusive o seu mega-hit “Glamour Boys”, que está presente nesse DVD (vídeo abaixo). Desse mesmo disco, também comparecem no DVD “Cult Of Personality” (que chegou a faturar um Grammy) e a ótima “Open Letter (To a Landlord)”.
“Time’s Up”, o álbum seguinte que acabou garantindo mais um prêmio Grammy para a banda – e que tem os grandes sucessos “Solace Of You” e “Elvis Is Dead”, infelizmente não presentes em “On Stage At World Cafe Live” –, conseguiu ser melhor do que o anterior, e é bem representado no vídeo com “Love Rears Its Ugly Head”, na qual o vocalista (e ex-ator) Corey Glover explora bem a sua potência vocal. Após “Time’s Up”, a banda ainda lançou a coletânea de raridades “Biscuits” e o álbum de inéditas “Stain” (representado no DVD por “Ignorance Is Bliss”, “Auslander” e “Wall”). Mas quando a banda experimentava o auge do sucesso, o guitarrista Vernon Reid acabou saindo da banda para se dedicar a outros projetos. O Living Colour deixava então de existir.
A volta aconteceu em 2001, e dois anos depois, a banda lançou “Collideoscope” (“In Your Name” está presente no DVD), que acabou sendo o último álbum de inéditas da banda que, mesmo assim, e para alegria dos seus fãs, não deixou de se apresentar ao vivo, tendo inclusive retornado ao Brasil em 2004 e em 2007. E apesar disso tudo, “On Stage At World Cafe Live” permanece inédito por aqui…
Cotação: ****
segunda-feira, 23 de junho de 2008
RECEITA PARA UM DVD VENDER MUITO
Como já é de praxe no mercado brasileiro de discos, depois do CD ao vivo é a vez do DVD. (Até mesmo porque se ambos saíssem juntos, dificilmente alguém iria comprar o CD.) Agora é a vez de Dudu Nobre, que, há menos de um mês, colocou nas lojas o CD com o mesmo show constante no DVD agora lançado.
No finalzinho do making of do DVD (aliás, as gravadoras brasileiras precisam aprender urgentemente o que é um making of, pois esse de Dudu Nobre, assim como 99% dos outros que aparecem em extras de DVD estão bem distantes do que seja realmente um making of), Rildo Hora diz: “Dudu é o retrato no Brasil. Porque ele é sambista e o samba é o ritmo que abraça toda a nação brasileira”. Aproveitando a deixa do maestro, após uma olhada neste “Roda de Samba”, podemos afirmar o seguinte: “Esse DVD de Dudu é o retrato do mercado fonográfico brasileiro”.
Além do fato de ter sido lançado logo após o CD ao vivo, como já dito acima, neste “Roda de Samba” é possível identificar toda a receita para se fazer um DVD que venda bastante.
A receita das gravadoras pode ser resumida da seguinte maneira:
1) Pegue um artista popular do seu elenco;
2) Coloque-o para cantar várias canções antigas (suas e de outros compositores);
3) Chame alguns convidados especiais também bastante populares (nesse caso, se o Zeca Pagodinho aceitar o convite, é garantia de umas 30 mil cópias vendidas);
4) Grave ao vivo. Para enxugar o orçamento, de preferência em um local sem custos. Por que não o quintal da própria gravadora?;
5) Arrume um patrocínio e coloque o seu logotipo no fundo do palco. Isso vai ajudar a pagar o chope dos VIPS e o cachê dos músicos;
6) Por falar em VIPS, encha a platéia deles. O pessoal em casa vai adorar reconhecer os artistas e os jogadores de futebol;
7) Três meses depois, na hora do lançamento do projeto, coloque primeiro o CD no mercado;
8) Um mês depois, coloque o DVD. O fã verdadeiro, que já comprou o CD vai ter que dar mais uma graninha para a gravadora na hora de levar o vídeo para casa;
9) O DVD deve ter umas três músicas que não tem no CD. Isso porque, mesmo que o consumidor não goste de DVD, vai ter que comprá-lo só para ouvir as três músicas que ficaram de fora do CD. Se der para deixar de fora um grande sucesso, faça-o. Observação importante: mesmo que essas três músicas caibam no CD (caso deste “Roda de Samba”), não seja maluco de incluí-las.
10) Quando a turnê estiver nos trinques, lotando todos os Halls da vida, faça um outro DVD com o mesmo repertório do anterior.
Impressionante notar como os nove primeiros ingredientes acima foram usados neste “Roda de Samba”. Quanto ao décimo, só o tempo dirá. Se formos julgar pela qualidade, ele está quase que garantido, afinal Dudu Nobre, mesmo quando não lança álbum de inéditas, consegue ser muito bom.
A crítica do CD, que é igual ao DVD, já foi escrita aqui nesse blog há pouco tempo. Quem quiser encontrar maiores detalhes, ela está aqui.
E para dizer que não há nada de diferente no DVD, seguem as três faixas que ficaram de fora do CD (tópico 9 da receita acima): “Feirinha da Pavuna”, “Patrão Prenda Seu Gado” e o medley “Eu Não Fui Convidado / Não Quero Saber Mais Dela”. As duas últimas são pérolas do repertório de Pixinguinha. Provavelmente ficaram de fora do CD porque um artista como ele não vende muito...
Cotação: ***1/2
domingo, 22 de junho de 2008
A DESPEDIDA ALEGRE DE B.B. KING
Na última vez que veio ao Brasil, um jornalista de São Paulo perguntou à B.B. King se aquela realmente era a sua turnê de despedida. Com o seu habitual bom humor, o rei do blues respondeu da seguinte maneira: “Um dos meus atores favoritos é um homem escocês chamado Sean Connery. Ele ficou conhecido por interpretar o James Bond, mas também fez um filme chamado ‘Never Say Never Again’ [nunca diga nunca novamente]”.
Depois de 2006, B.B. King realmente não fez mais turnês, mas chegou a participar, em meados de 2007, do show beneficente anual de Eric Clapton (Crossroads Guitar Festival). E caso B.B. King resolva não fazer mais grandes shows – ele já está com 82 anos de idade –, pelo menos agora existe um registro digno de um show seu em DVD. “B.B. King Live”, que chegou às lojas há pouco, apresenta um espetáculo integral do compositor nascido no Mississipi; um show, a bem da verdade, que ele apresenta já há alguns anos nos quatros cantos do planeta, mas que ninguém se cansa de assistir.
Filmado nas duas casas de show “B.B. King Blues Club” (em Nashville e Memphis), o DVD traz o registro do show por completo, na ordem original das músicas, apesar de tudo ter sido gravado em diversas noites do mês de outubro de 2006. B.B. King não se apresentava nas casas que levam seu nome havia 13 anos. Outro DVD do compositor lançado, “Live By Request” (2003), também é muito bom, mas foi filmado para um especial de televisão, bem diferente deste novo, através do qual o espectador pode ter a experiência de assistir realmente a um concerto completo e originalmente como foi concebido por B.B. King.
Como de costume nos shows de B.B. King, a banda começa atacando temas instrumentais turbinados, enquanto o rei do blues se prepara para subir ao palco. Quando finalmente ele pega a sua clássica guitarra Lucille e ataca com a auto-confessional “Why I Sing The Blues”, é possível entender perfeitamente porque B.B. King é o rei do blues. Feliz de quem teve a oportunidade de presenciar uma apresentação ao vivo dele...
“I Need You So” mostra que apesar da idade, B.B. King ainda está em plena forma vocal, e “All Over Again”, “Just Like a Woman” e “Darling, You Know I Love You” provam o que não precisa ser provado: B.B. King é um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Outros grandes momentos são a versão para a suingante “A Whole Lot Of Loving” (de Fats Domino) e a lenta e autoral “Don’t Answer The Door”. A versão para “When Love Comes do Town” (vídeo abaixo), que B.B. King já havia gravado com a banda irlandesa U2, também desce bem.
Mas o melhor mesmo fica para o final, que é arrebatador com os clássicos “Rock Me Baby”, “Key To The Highway” (a mesma que Eric Clapton abria seus shows na “Reptile Tour”) e, claro, “The Thrill Is Gone”. O encerramento com “When The Saints Go Marching In” – a tradicional e alegríssima marcha fúnebre muito usada em enterros na cidade de Nova Orleans, e que foi imortalizada na versão de Louis Armstrong –, traduz bem o espírito do show: uma despedida alegre do rei do blues. Que essa despedida seja realmente apenas das grandes turnês.
Cotação: *****
sábado, 21 de junho de 2008
EM NOVO DISCO, TIRA POEIRA JOGA NAS ONZE
Quando muita gente pensava que a música instrumental brasileira estava morta, a gravadora Biscoito Fino fez o imenso favor de lançar o conjunto Tira Poeira, com um ótimo disco de estréia, em 2003. Depois disso, a banda fez diversos shows e se apresentou ao lado de Maria Bethânia no já clássico “Brasileirinho”, de 2004.
Agora, quando muita gente pensava que o Tira Poeira não ia ter mais uma outra oportunidade de lançar um disco instrumental, a mesma Biscoito Fino novamente nos presta um grande favor ao lançar “Feijoada Completa”. O intervalo de cinco anos foi realmente um pouco grande, mas só o fato de a gravadora ter a coragem de colocar mais um disco instrumental no pobre mercado fonográfico brasileiro, é digno de registro.
Nesse intervalo, uma mudança é notável. Os choros, sambas e sambas-canção clássicos do primeiro trabalho foram postos de lado para dar lugar a um repertório mais moderno. De fato, o Tira Poeira de “Feijoada Completa” é mais popular do que o Tira Poeira do álbum de estréia que levava o mesmo nome da banda. Mas isso não é um demérito. Pelo contrário. Caio Márcio, Henry Lentino, Samuel de Oliveira, Fábio Nin e Sérgio Krakowski mostraram que jogam bem em todas as posições. No novo CD, o Tira Poeira mistura jazz, samba, valsa, forró, MPB dos anos 60 e a eletrônica com a mesma competência que fez em canções mais tradicionais, como “Caminhando”, “Três Apitos” e “Murmurando”, do primeiro álbum.
O leque desse novo trabalho se abre tanto, que coisas como “My Favourite Things”, eternizada no saxofone de John Coltrane, ganha um colorido novo e bem brasileiro. O mesmo acontece em “O Trenzinho Caipira” – que ganha um tamburello que simula com originalidade o barulho de um trem – e em “Eleanor Rigby”, clássico dos Beatles, em uma versão jazzística, graças a um toque da guitarra de Caio Márcio.
Das 13 canções, três possuem vocais, cada uma a cargo de um artista diferente. Mostrando que já possui um grande prestígio, o Tira Poeira recebe Maria Bethânia – pena que seja na batida “Gente Humilde”, já presente no disco “Que Falta Você Me Faz”, da cantora baiana), Lenine (em “Atrás da Porta”) e Olivia Hime, que, apesar da bonita voz, tira um pouco da beleza da melodia da “Valsa de Eurídice”, que, aliás, é de Vinícius de Moraes, e não de Tom Jobim, como muitos imaginam.
“Vera Cruz”, clássico de Milton Nascimento foi outra grata surpresa no repertório. E, com certeza, nos deixa com água na boca ao imaginar o quanto poderia ser interessante um álbum do Tira Poeira dedicado exclusivamente às intricadas melodias do compositor mineiro-carioca. A canção que dá título ao CD, e que foi composta por Chico Buarque, é outro ponto alto. Nela, os integrantes do sexteto se esmeram nos improvisos, como em uma ‘jam session’, e mostram os grandes músicos que são.
O único senão de “Feijoada Completa” acontece logo na última faixa. A mistura com a eletrônica em “O Samba Não Tem Vez”, definitivamente, não funcionou. Mas nada que ofusque esse grande disco da música instrumental brasileira.
Cotação: ****
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O ‘TOUR DE FORCE’ DO GENESIS EM UM DESLUMBRANTE CENÁRIO
Um dos momentos mais marcantes do mundo da música em 2007 foi o retorno da banda The Police. Mas o que acabou passando despercebido para muita gente, foi que outro grande dinossauro do rock se reuniu para uma enorme turnê, também no ano passado, para engordar os cofrinhos de seus integrantes. A banda, no caso, é o Genesis, que, a despeito de a reunião ter sido incompleta (faltaram Steve Hackett e Peter Gabriel), fez uma grande turnê pela Europa e Estados Unidos.
Seguindo a idéia de bandas como Pearl Jam e The Who, a banda fechou contrato com uma empresa que comercializa pela internet os CDs de todas as apresentações da turnê. Assim, para documentar a turnê com um produto oficial nas lojas de disco, a banda teve a inteligente idéia de selecionar os melhores momentos de cada apresentação e agrupar tudo em um CD duplo – “Live Over Europe”. Agora, com alguns meses de atraso, é a vez do DVD “When In Rome”, que, como o próprio título diz, foi filmado na cidade de Roma, mais especificamente no belo Circo Massimo, com as vistas deslumbrantes da cúpula do Vaticano e do Coliseu. Esse cenário, juntamente com um público de mais de meio milhão de pessoas, faz com esse DVD seja um dos mais deslumbrantes já lançados, ainda mais levando-se em conta a sempre competente direção de David Mallet.
“When In Rome”, na verdade, é uma caixa, com três DVDs embalado em uma luxuosa edição digipack em papelão, que ainda conta com um bonito encarte cheio de fotos. O concerto com quase três horas de duração está dividido nos dois primeiros discos, enquanto o terceiro traz o excelente documentário “Come Rain Or Come Sine”, que, em duas horas de duração mostra os bastidores da turnê de forma extremamente detalhada. E isso sem contar com os extras dos outros dois discos. Cada canção tem direito a um pequeno extra (cada um com uma média de quatro minutos de duração) que mostra os ensaios, bem como reuniões da banda com a equipe técnica de cenógrafos e iluminadores.
Assim como o CD, o DVD traz a roteiro completo da “Turn It On Again Tour”, que se manteve idêntico tanto na Europa como nos Estados Unidos. Um dos grandes diferenciais dessa turnê do Genesis, em comparação às anteriores “We Can’t Dance” (1992) e “Invisible Touch” (1986), é o fato de a banda ter incluído sucessos de todas as fases de sua carreira. Desde canções da fase progressiva, como “Firth Of Fifth”, “I Know What I Like” (um exemplo de comunhão do artista com o seu público), “In The Cage” e “Carpet Crawlers” (do clássico “The Lamb Lies Down On Broadway”), passando pelas canções mais românticas e leves da década de 70 (“Follow You, Follow Me”, “Afterglow”, “Ripples”), o pop dos anos 80 (“Land Of Confusion”, “Turn It On Again”, “Invisible Touch”, “Home By The Sea”) e as músicas do início da década de 90 (“I Can’t Dance”, “Hold On My Heart” e “No Son Of Mine”).
Phil Collins já descartou a idéia dessa turnê ter sido realmente a derradeira do Genesis. Ele já afirmou que pode ser que ocorra mais uma, e até deu a entender que Peter Gabriel e Steve Hackett possam retornar à banda. Mas, de fato, apesar de algumas pessoas torcerem o nariz quanto ao roteiro dos shows, a banda fez um verdadeiro “tour de force” em cima da sua imensa obra. E isso é um grande mérito.
Esta turnê do Genesis foi considerada a maior de 2007, em termos de produção, com o palco mais ‘estiloso’ da história dos grandes concertos, que conseguiu ser grandioso sem soar cafona.
Abaixo, a canção “Carpet Crawlers”, clássico do álbum “The Lamb Lies Down On Broadway”, e que encerrou a apresentação.
Cotação: *****
quinta-feira, 19 de junho de 2008
CHICO CÉSAR UNE ELETRÔNICA E ENERGIA
Chico César sempre foi um artista de altos e baixos. Infelizmente, alguns problemas pessoais fizeram com que a sua obra fosse afetada de alguma forma. Mas, o que ninguém pode negar é que o paraibano de Catolé do Rocha sempre foi muito coerente na sua produção artística. Desde o seu primeiro trabalho, “Aos Vivos” (1995), Chico César apresentou inspiradas composições e uma excelente presença de palco. No início, era inegável a semelhança de sua voz com a de Caetano Veloso – muitos chegaram a pensar que “À Primeira Vista” era obra do compositor baiano –, mas a partir do trabalho seguinte, “Cuscuz Clã” (1996), quando se juntou ao produtor Marco Mazzolla, Chico César mostrou que tinha a sua própria personalidade.
O sucesso ainda aumentou, merecidamente, com o hit “Mama África”. Se por um lado isso foi bom para Chico, por outro, foi ruim, pois acabou ficando com uma certa fama de “artista de uma única música”. Opinião de pessoas desinformadas, com certeza, pois “Cuscuz Clã” foi dos melhores discos de MPB lançados na década de 90. Em “Beleza Mano” (1997) e “Mama Mundi” (2000), as coisas começaram a desandar um pouco, apesar de Chico jamais ter perdido a inspiração, o que prova músicas como “Se Você Viajar” e “Pensar em Você”.
Além disso, cantoras como Maria Bethânia e Elba Ramalho descobriram o talento do compositor paraibano e gravaram diversas músicas suas. Em “Respeitem Meus Cabelos, Brancos” (2002) e “De Uns Tempos Para Cá” (2005), Chico César manteve a sua coerência, embora os álbuns não tenham sido grande sucesso de público, provavelmente pelo fato de Chico ter optado por um som mais regional, em detrimento do pop de “Cuscuz Clã”.
No seu novo disco, “Francisco Forró y Frevo”, Chico César apresenta um dos trabalhos mais inspirados de sua carreira. Como o próprio título denuncia, o frevo e o forró – com todas as suas variantes, como baião, xote e xaxado – são a tônica do disco. Se o ouvinte prestar bem atenção, vai logo reparar que existe uma intercalação entre cada estilo musical a cada faixa. E Chico César se sai muito bem nos dois.
Com a produção dividida com o “moderno” Bid, Chico César misturou elementos da eletrônica com a sua música regional. A letra de “Eletrônica” penúltima faixa do álbum é uma espécie de resumo do disco: “Música eletrônica / Sem energia não dá / Aí, meu senhor / Eu trago um motor / Lá de Salvador / Boto pra tocar”. A mistura de instrumentos bem característicos da música brasileira (como sanfona, zabumba, triângulo) com os eletrônicos (sintetizadores, teremin, vocaders) é feita com bastante originalidade em “Francisco Forró y Frevo”.
As letras de Chico César também continuam inspiradas, embora ele tenha se afastado um pouco do romantismo e se aproximado da ironia e do deboche. Um exemplo disso é “Marcha da Calcinha” (“A vida tirou a calcinha pra mim / Me dominar, me amar / Me amarrar com seda e cetim”) que é juntado à famosa marchinha de carnaval “Marcha da Cueca” (“Eu mato, eu mato / Quem roubou minha cueca / Pra fazer pano de prato”). Em “Feriado”, Chico César mostra um lado mais surrealista: “Estou pensando em viajar no feriado / Mas se eu souber que uma vadia ou um veado / Dormiu com você / Não quero nem saber”.
O álbum também tem algumas belas participações especiais, como Seu Jorge, que empresta a sua voz à “Dentro” e Armandinho e a Spock Frevo Orquestra na hilária (e crítica) “Pelado” (“O abadá está tão caro / Custa mais caro / Que a máscara de carnaval / Eu vou é sair pelado / Com você ao meu lado / Vai ser sensacional”). Aliás, Armandinho é homenageado no frevo “Armando” (“Armando não aceita comando / Armando toca quando quer / Armando não é pau-mandado / É pau eletrificado / Entendeu, mané?”). Já “Deus Me Proteja”, a mais lenta do álbum, e que conta com a voz e a sanfona de Dominguinhos, acaba sendo o ponto alto de “Francisco Forró y Frevo.
Cotação: ****
quarta-feira, 18 de junho de 2008
UMA ESTRÉIA MUITO PROMISSORA
Ainda bem que de vez em quando aparece alguma grande cantora para o público descobrir que existe vida inteligente além de Mariah Carey e Leona Lewis. Amy Winehouse, apesar de todos os seus problemas pessoais que a cada dia que passa fulmina a sua carreira, foi uma grata revelação. Agora, é a vez de Duffy que, se tem um estilo diferente de Winehouse, na competência, ambas competem pau a pau.
A loira nascida no País de Gales, tem uma voz poderosa e que, musicalmente, bebe na fonte da soul-music dos anos 60. Visivelmente influenciada por cantoras como Dusty Springfield, Dionne Warwick e Aretha Franklin, Duffy não deixa a desejar a nenhuma delas. Pelo contrário, com um estilo mais econômico no modo de cantar, não soa ‘over’ jamais. A sorte é que Duffy, de modo inteligente, optou por uma produção mais simples do disco, ao lado de seus parceiros de composição, especialmente o ótimo guitarrista Bernard Butler. Se, desgraçadamente, Duffy tivesse caído nas mãos de um Clive Davis (produtor de Whitney Houston) da vida, “Rockferry”, seu primeiro álbum solo poderia se transformar em algo terrível...
Mas terrível está muito, muito distante de belas canções como a faixa-título (minimalista com um bonito arranjo de cordas ao fundo), “Warwick Avenue” (a melhor do álbum, apesar do baixo muito semelhante ao clássico “My Girl”, dos Temptations) e a jazzistíca “Syrup & Honey”. Outros bons momentos do disco são “I’m Scared” e “Mercy”, que, segundo Duffy, fala sobre liberdade sexual, e é mais puxada para a eletrônica, numa espécie de soul do novo milênio. “Stepping Stone” é mais sombria e, apesar de estar bem distante de se transformar em um grande hit de “Rockferry”, é um outro ótimo momento do CD. Talvez a única escorregada de Duffy seja na última faixa “Distant Dreamer”, na qual tenta soar, com um arranjo mais grandioso, parecida com Alanis Morissette. Fato é que Duffy se sai bem no minimalismo das outras faixas. E ainda bem que essa sua faceta foi muito bem explorada em “Rockferry”.
O requinte de suas canções, inclusive, fez com que a cantora galesa conseguisse se sair bem em grandes festivais, como o Coachella ou abrindo os shows da banda Magic Numbers. A sua voz, aos poucos, conquista o planeta.
Uma vez, quando lhe perguntaram de onde vem a sua voz, Duffy, com muita humildade, disse que não sabe responder, mas rebateu com uma pergunta que mostra de onde vem a sua sensibilidade: “Por que nascemos com olhos de uma determinada cor? Não existe resposta, mas é a única cor que eles têm”.
“Rockferry” fez imenso sucesso nas paradas britânica e norte-americana. E, de mansinho, vai chegando ao Brasil. Esse seu trabalho pode ser considerado, até agora, o melhor álbum de estréia de um artista em 2008. Tendo em vista a qualidade desse álbum de Duffy, Amy Winehouse, com as besteiras que anda fazendo, corre, infelizmente, o risco de ser esquecida muito em breve.
Abaixo, o videoclipe da faixa-título do álbum.
Cotação: ****
terça-feira, 17 de junho de 2008
FÉRIAS!
Esse blog estará em férias (parciais) até o dia 26/06. Como as férias são parciais, diariamente, será postada aqui uma resenha de um CD ou DVD. A partir do dia 27/06, a coluna "RÁPIDAS" voltará reformulada.
Até!
UMA HOMENAGEM MERECIDA (E DE BOM GOSTO)
Quando Daniel Gonzaga lançou o disco “Comportamento Geral”, no qual faz uma bonita homenagem ao seu pai, Gonzaguinha, muita gente falou que o trabalho era muito previsível e que a voz de Daniel é idêntica a de seu falecido pai. Muito fácil preencher cinco linhas falando isso e, ao mesmo tempo, afirmar que Daniel Gonzaga não apresenta nada de novo.
Mas quando Natalie Cole fez exatamente a mesma coisa em “Unforgettable”, o brasileiro – com aquela velha mania ‘fubá’ de dizer que tudo o que é produzido lá fora é ótimo – disse que aquilo era a coisa mais linda que poderia existir. E olha que naquele trabalho, Natalie Cole, com a ajuda da tecnologia, fez um dueto de gosto muito duvidoso com Nat King Cole...
“Comportamento Geral”, que chegou ao mercado via Biscoito Fino, é, sim, um excelente tributo de um filho para um dos mais geniais compositores brasileiros. E qual o problema disso? Até mesmo porque, bem diferente da obra da fase romântica de Nat King Cole, o trabalho de Gonzaguinha (a não ser quando foi cantado por Maria Bethânia) está distante do comercial. Ou seja, se Daniel Gonzaga quisesse gravar um disco para vender milhares de cópias, não precisava ter esperado cinco discos, e poderia ter feito uma opção diferente, incluindo no álbum somente as composições mais conhecidas de Gonzaguinha.
E não foi isso que ele fez. De maneira inteligente, Daniel Gonzaga equilibrou de forma muito interessante o repertório mais popular com canções de Gonzaguinha que poucos conhecem. Lógico que existem as concessões para sucessos como “O Que É, O Que É?” (em um arranjo mais jazzístico), “Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração)” e “Sangrando”, que levou um toque de guitarra que deu nova vida à canção. Mas se Daniel Gonzaga tivesse mais interessado em vender, qual a finalidade de incluir canções como “Dias de Santos e Silvas”, “Namorar” e “Chão, Pó, Poeira”? Assim, como o seu pai, Daniel foi coerente, inclusive ao contrabalançar os sucessos românticos com as inspiradas canções de protesto de Gonzaguinha, como na própria faixa-título (“Você deve estampar sempre um ar de alegria / E dizer tudo tem melhorado / Você deve rezar pelo bem do patrão / E esquecer que está desempregado / Você merece, você merece”).
E diferentemente do que foi falado na época, apesar da voz de Daniel guardar uma grande semelhança com a de seu pai, os arranjos foram modificados, de forma que ficassem descolados dos originais – muitos, diga-se de passagem, com arranjos bem datados para o dia de hoje. “Com a Perna No Mundo” e “Diga Lá, Coração”, com seus arranjos discretos, estão bem distantes (e até mesmo mais interessantes) das gravações dos discos originais de Gonzaguinha.
“Comportamento Geral” foi gravado da mesma forma que o disco de Gonzaguinha que possui o mesmo título: ao vivo no estúdio. Foram quatro dias em que Daniel Gonzaga reviveu a bela obra de Gonzaguinha ao lado de ótimos músicos, que são devidamente homenageados no texto escrito por Daniel no encarte: “Esse disco é meu e dos músicos que estiveram comigo durante essa jornada, juntos há algum tempo”. Toda a gravação foi registrada em DVD para posterior lançamento. E que não demore muito.
Abaixo, um vídeo da canção “Recado”, registrado em um programa de televisão.
Cotação: ****
RÁPIDAS
Após Amy Winehouse e Leona Lewis, agora é a vez da cantora Duffy ser cogitada para gravar a música tema do próximo filme de James Bond. Em entrevista à rádio BBC 6 Music, Duffy recusou-se a falar sobre o assunto. “Bem, uma dama nunca conta os seus segredos”, disse. O novo filme do agente 007 vai se chamar “Quantum of Solace”, e estréia no dia 31 de outubro nos Estados Unidos. O ator Daniel Craig interpretará James Bond.
+++++
O produtor norte-americano Swizz Beatz afirmou que está trabalhando em uma nova turnê de Michael Jackson. Embora maiores detalhes ainda não tenham sido revelados, as especulações para um show de Michael Jackson em 2008 são muito fortes. Em entrevista à MTV, Beatz disse que, por enquanto, está apenas agendando as datas dos shows, não fornecendo maiores detalhes. Atualmente, Jackson está gravando um novo álbum de estúdio. O seu último trabalho foi “Invincible”, lançado em 2001.
+++++
Michael Stipe, vocalista do R.E.M., vai exibir as suas obras de arte em Nova York, a partir do dia 26. Stipe criou uma coleção de objetos “imortalizados” em bronze, incluindo uma câmera Polaroid, um rádio-relógio e uma fita cassete. Os itens da coleção não estarão à venda. Abaixo, foto de alguns dos objetos da mostra.
+++++
Os Rolling Stones disseram que não houve contato algum com a empresa Live Nation. Desse modo, a banda negou que estivesse prestes a assinar um milionário contrato com a empresa promotora de shows. O contrato dos Stones com a EMI, atual gravadora da banda, terminou em fevereiro passado. Os boatos da união da banda de Mick Jagger com a Live Nation começaram a ser noticiados pela imprensa britânica no último domingo.
+++++
O Kiss criticou duramente a banda Radiohead, pelo fato de ter oferecido canções de graça na Internet. O baixista Gene Simmons disse que a banda britânica contribuiu, com a sua decisão de colocar o álbum “In Rainbows” on-line pelo preço que o fã desejasse pagar, para o desaparecimento da indústria do disco. Simmons, que insistiu que sua banda nunca seguirá o exemplo do Radiohead, afirmou: “A indústria fonográfica está morta. Está a seis pés abaixo do chão, e, infelizmente, os fãs são responsáveis por isso. Eles que decidiram baixar músicas e compartilhar arquivos na Internet”.
+++++
O Coldplay iniciou a sua nova turnê ontem, na Brixton Academy, em Londres (foto abaixo), para promover o álbum “Viva La Vida or Death and All His Friends”. No repertório, sete das dez faixas do último trabalho, e sucessos dos três discos anteriores, como “Trouble”, “Clocks” e “Fix You”. Chris Martin disse que “God Put A Smile Upon Your Face” é parecida com “2+2=5”, sua canção predileta do Radiohead. “Desculpe, nós não devemos falar sobre plágio ao vivo na rádio [o show estava sendo transmitido]”, disse Martin, fazendo uma referência à recente acusação de plágio que o Coldplay sofreu por parte de uma banda de Nova York. Uma surpresa da noite foi a banda ter executado “Yellow”, um de seus maiores sucessos, em versão acústica. O set-list do show foi o seguinte: “Life In Technicolor”, “Violet Hill”, “Clocks”, “In My Place”, “Viva La Vida”, “Chinese Sleep Chant”, “God Put A Smile Upon Your Face”, “42”, “Square One”, “Trouble”, “Lost!”, “Strawberry Swing”, “Yellow”, “If I Should Fall From Grace With God”, “Fix You” e “Lovers In Japan”.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
MARCOS VALLE MAIS CONECTADO DO QUE NUNCA
Há uns três anos, Marcos Valle disse que tinha planos de gravar um projeto intitulado “Cantando Histórias”, nos mesmos moldes que Ivan Lins fez pela gravadora EMI em 2004. Nesse projeto, que acabou tendo o próprio Ivan Lins como único artista, o compositor apresentava os seus maiores sucessos e, ao mesmo tempo, contava as histórias relacionadas às suas canções, no mesmo estilo do “VH1 Storytellers”, que tanto sucesso faz no exterior e acabou originando alguns DVDs interessantes.
Ainda bem que nesses três anos, Marcos Valle mudou de idéia. Não que o “Cantando Histórias” tenha uma proposta ruim – o de Ivan Lins funcionou muito bem, diga-se de passagem –, mas “Conecta”, seu novo trabalho, que sai em CD e DVD, é algo muito mais interessante. Com a concepção artística do super-jornalista Antônio Carlos Miguel, “Conecta” fez com que Marcos Valle – como se isso fosse possível – soasse mais moderno ainda.
O brasileiro de memória curta vai se lembrar que Marcos Valle é aquele cantor do “Samba de Verão” e o compositor do tema de Natal da Rede Globo. Mas quem tem boa memória (e os europeus têm de sobra) vai se lembrar do Marcos Valle como aquele grande compositor de canções como “Garra”, “Nem Paletó Nem Gravata” e “Os Grilos”, que estão em discos memoráveis (e infelizmente aqui esquecidos) como “Mustang Cor de Sangue” (1969) e “Previsão do Tempo” (1973).
Em “Conecta”, Marcos Valle, ao invés de apresentar as suas canções mais conhecidas em arranjos burocráticos (desculpem-me a força de expressão, pois não existe arranjo burocrático na obra de Valle), optou por se juntar a músicos jovens e que são responsáveis por algumas das melhores músicas produzidas atualmente no Brasil. Ao todo, foram três participações bem especiais: Marcelo Camelo (que desacelerou o tempo de “Samba de Verão” e fez bonito ao unir a sua “O Vencedor” à “Nem Paletó Nem Gravata”, uma das mais belas composições de Marcos Valle), +2 (banda de Domenico Lancelotti, Kassin e Moreno Veloso e que apresentou o sucesso das academias de ginástica “Estrelar” e o tema de “O Cafona” unido à “Sincerely Hot”) e o Fino Coletivo, que ficou um pouco abaixo das outras participações.
Além desses três, Marcos Valle também convidou dois DJs – afinal de contas, os DJs são grandes responsáveis pelo sucesso de Valle no exterior. Quem acabou se saindo melhor foi Plínio Profeta, que brilha ao misturar suas batidas eletrônicas ao Fender Rhodes de Valle em “Próton Elétron Nêutron”. O DJ Nado Leal juntamente com Valle rebobina “Batucada” e “Mentira”, mais uma obra-prima do clássico álbum “Previsão do Tempo”.
E como o show ficou em cartaz durante quatro sábados no mês de agosto de 2007, alguns artistas presentes na platéia eventualmente subiam ao palco para dar canjas. Os baixistas Alberto Continentino (“Água de Côco”) e Dé Palmeira, em “Os Grilos”, são responsáveis por mais dois bons momentos de “Conecta”. Pena que esta última apareça apenas no DVD.
A direção de imagens do DVD ficou a cargo de Roberto de Oliveira, responsável pelas caixas de vídeos de Tom Jobim, Elis Regina e Chico Buarque. Aliás, a idéia original era que essas filmagens fizessem parte de um futuro box de DVDs de Marcos Valle. Mas ele considerou o resultado tão bom, que “Conecta” acabou sendo lançado antes. (Ainda bem.)
Além de todas essas participações, ainda sobra espaço para Marcos Valle fazer um show solo. Antenado com o presente e com o futuro, o compositor carioca abriu mão de seus grandes clássicos e manda, de cara, três faixas instrumentais de seu último trabalho de estúdio, “Jet-Samba” (2005). No resto da apresentação, usa e abusa de grandes canções que estavam adormecidas, como “Garra” e “Wanda Vidal”, originárias do disco “Garra” (1971).
Se a gravadora EMI optou por não dar continuidade ao projeto “Cantando Histórias”, seria interessante que seus executivos pensassem em novos artistas que pudessem fazer algo semelhante ao que Marcos Valle fez em “Conecta”. Poderiam, assim, prestar um belo serviço à nossa música.
Abaixo, um vídeo amador (diferente da filmagem profissional que consta no DVD) de “O Vencedor / Nem Paletó Nem Gravata”, com a participação especial de Marcelo Camelo.
Cotação: ****1/2
RÁPIDAS
Como já era esperado, o Coldplay estreou em primeiro lugar na parada britânica de discos, mesmo com “Viva La Vida Or Death And All His Friends” sendo lançado apenas na última quinta-feira (e não na segunda-feira, como é costume no Reino Unido). O álbum vendeu 302 mil cópias em apenas três dias, mas não bateu o recorde de “Be Here Now”, do Oasis, com mais de 700 mil cópias vendidas em apenas três dias. A banda iniciará oficialmente a sua nova turnê, com um show nessa noite, na Brixton Academy, em Londres.
+++++
Apesar do sucesso com o novo trabalho, o Coldplay foi acusado por uma banda norte-americana chamada Creaky Boards, de ter plagiado a melodia da faixa-título de “Viva La Vida”. Segundo o grupo de Nova York, a melodia de “Viva La Vida” é muito parecida com a sua canção “The Songs I Didn't Write”. Os integrantes do Creaky Boars disseram também que o vocalista do Coldplay, Chris Martin, esteve presente em um dos seus shows, e afirmou ter ‘gostado’ da banda. No entanto, um porta-voz do Coldplay disse ao New Musical Express que não há chance de a melodia ter sido copiada, pelo fato de “Viva La Vida” ter sido composta sete meses antes da música do Creaky Boards, bem como afirmou que Martin nunca assistiu a um show do Creaky Boards. Você pode tirar as suas conclusões escutando “The Songs I Didn't Write” aqui.
+++++
O Coldplay também foi alvo de críticas de outra banda nessa fase de lançamento de álbum novo. Mas dessa vez, foi outra bem conhecida. John Lydon, líder do Sex Pistols comparou a banda inglesa a ‘homens de anoraque’. Anoraque é um agasalho que chega até os quadris, e é usado por esquimós. Em entrevista ao The Sun, Lydon disse sentir pena dos ‘pobres bastardos’ que têm que assistir a um show da banda. “Eles são totalmente mal-humorados. Eu os encontrei alguns anos atrás, falei ‘oi’ e percebi que são apenas homens em anoraques. Eles se parecem com uma gangue de pequenos masturbadores”, disse.
+++++
E continuando nos Sex Pistols, Lydon disse, no backstage do festival de Isle of Wight, aonde se apresentou no último sábado, que existe a possibilidade de a sua banda lançar o segundo álbum de estúdio de sua carreira. “Pode haver um novo disco. Seria legal. Mas não quero fazer nada de maneira paternalista. A música, o objeto e a atitude têm que ser corretas ao mesmo tempo. Tudo tem que vir do coração”, afirmou o líder do grupo punk. O único álbum de estúdio lançado pelo Sex Pistols foi “Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols”, de 1977.
+++++
Josh Homme, líder da banda Queens Of The Stone Age irritou-se com um fã que teria arremessado alguma coisa no palco, durante o festival Norwegian Wood, em Oslo, Noruega. Homme acabou jogando uma garrafa de volta em direção ao espectador. “Façam-me um favor. Não joguem nenhuma merda em mim. Se me jogarem, eu vou descer aí e arremessar o negócio de volta”, disse Homme antes do incidente. O vocalista reconheceu a pessoa que arremessou alguma coisa no palco e o xingou no meio da apresentação, pedindo, inclusive, que ele subisse ao palco para que pudesse chutar o seu rosto. O espectador foi retirado do show por seguranças, momento em que Homme arremessou uma garrafa em sua direção. Abaixo, o vídeo do incidente.
+++++
Os Rolling Stones, após 31 anos, podem deixar a gravadora EMI. A banda inglesa estaria sendo sondada pela empresa Live Nation. O The Observer noticiou que os Stones estavam prestes a assinar um contrato muito lucrativo com a empresa promotora de shows, que também seria a gestora de seu catálogo, que vale três milhões de libras por ano, bem como dos direitos relativos a shows e à merchandising. A gravadora EMI já perdeu artistas do porte de Radiohead e Paul McCartney. Por sua vez, a Live Nation assinou contrato da mesma espécia com Madonna e a banda irlandesa U2.
+++++
A banda Maroon 5 e a cantora Rihanna gravaram um dueto da canção “If I Never See Your Face Again”. A música, que já tem videoclipe (abaixo) e está tocando bem nas rádios dos Estados Unidos, será lançada no próximo dia 29. A canção já está presente no relançamento do álbum “It Won’t Be Soon Before Long”, do Maroon 5. “‘Umbrella’ [sucesso de Rihanna] deixou-me excitado com relação à música pop novamente, e desejamos muito adicionar esse tom único à nossa canção”, disse Adam Levine, líder do Maroon 5.
+++++
O vocalista Kelly Jones e o guitarrista Richard Jones, da banda Stereophonics, fizeram um show surpresa durante o casamento do jogador de futebol Wayne Rooney, na semana passada. O craque do Manchester United, aparentemente, é um grande fã da banda galesa. “Stereophonics é uma de suas bandas prediletas. Ele parece que ganhou na loteria”, disse uma fonte ao jornal inglês The Sun. O casamento ocorreu em um castelo na Itália e custou cinco milhões de libras.
+++++
O Cavalera Conspiracy surpreendeu os seus fãs presentes ao festival de Download na noite de ontem, ao executar um repertório baseado nos maiores sucessos da banda Sepultura em um show com uma hora de duração. “Inner Self” (vídeo abaixo), “Arise” (com direito à guitarra com as cores do Brasil de Max), “Refuse” e “Attitude” foram alguns dos sucessos do Sepultura revividos por Max e Igor Cavalera. Richie Cavalera, filho de Max, participou do show, assim como Dave Peters, da banda Throwdown, durante a canção “Propaganda”. “Roots Bloody Roots” fechou a apresentação.
+++++
O show que Amy Winehouse fez na semana passada em uma galeria de arte russa quase teve que ser cancelado, devido às condições impróprias da cantora inglesa. Amy foi convidada por Roman Abramovich, dono do time de futebol do Chelsea, para inauguração de uma galeria de sua propriedade. O New York Daily News noticiou que os organizadores tentaram, em vão, arrumar algum substituto para a cantora, enquanto os membros de sua produção tentavam fazer com que Amy realizasse o show em condições. O show da cantora inglesa atrasou, mas acabou acontecendo.
+++++
O trio The Police encerrou ontem o festival de Isle Of Wight com um show que teve os seus maiores sucessos, privilegiando todos os álbuns da curta carreira da banda. Assim, clássicos como “Message In A Bottle” (video abaixo), “Every Little Thing She Does Is Magic” e “Every Breath You Take” não faltaram. Sting revelou durante o show, que esteve presente no festival quando tinha cinco anos de idade, em 1969, para ver um show de Bob Dylan. Na verdade, foi uma brincadeira de Sting, já que ele nasceu em 1951. A clássica versão de “Next To You”, do primeiro disco do trio britânico, “Outlandos d’Amour”, encerrou a apresentação.
+++++
Também no festival de Isle Of Wight, o The Kooks foi uma das principais atrações da noite de ontem. Um momento curioso da apresentação da banda inglesa foi quando o vocalista mandou as pessoas que estava na área VIP, ‘fuck off’. Quanto ao repertório, a banda apresentou canção como “Ooh La”, “Naïve”, “Always Where I Need To Be” e “She Moves In Her Own Way” (video abaixo).
+++++
Além de ter agredido os VIPs do festival inglês, Luke Pritchard afirmou acreditar que a carreira do Arctic Monkeys na América encontra-se estagnada. Quanto à sua banda, The Kooks, Pritchard disse que ela está indo muito bem nos Estados Unidos, graças à alta execução de suas músicas nas rádios. “O Arctic Monkeys morreu por lá. Eles foram fortes no primeiro álbum, mas não aconteceram com o segundo”, disse o vocalista ao Sun.
+++++
Após uma semana de mistério, o Metallica anunciou hoje o título de seu tão aguardado álbum. “Death Magnetic” deve chegar às lojas em setembro. A banda postou quatro imagens em seu site oficial que davam pistas sobre o título do disco. Finalmente a quinta imagem, postada hoje, solucionou o mistério. Alguns órgãos de imprensa escutaram seis canções do novo álbum, e, ao que tudo indica, a banda está retornando ao seu metal épico que fez a sua fama. Aparentemente, a faixa mais curta de “Death Magnetic” tem seis minutos de duração.

+++++
O cantor Lionel Richie acredita que a sua ex-banda, Commodores, pode vir a se reunir nos próximos dois anos. “Nós podemos fazer isso agora ou nos próximos dez anos que ninguém iria se importar”, disse em entrevista à Rolling Stone. Para quem quiser relembrar a banda, segue abaixo o videoclipe do clássico “Easy”.
domingo, 15 de junho de 2008
A TRILHA SONORA IDEAL PARA O FIM DE UMA RELAÇÃO
Resumindo de maneira superficial, “Flavors Of Entanglement” é um dos discos mais ‘dor-de-cotovelo’ que existe. Alanis Morissette, como de costume, mostra a sua veia confessional nas letras de seu novo trabalho. Isso não é nenhum desmerecimento. Mas, depois de quatro anos sem lançar nada de inédito, bem que Alanis poderia ter sido um pouco menos monotemática nesse tão aguardado álbum. Culpa do ator Ryan Reynolds, que desmanchou o noivado com Alanis Morissette recentemente.
Os exemplos da dor-de-cotovelo são vários. “Look at us break our bonds in this kitchen / Look at us rallying all our defenses / Look at us wagging war in our bedroom” (“Underneath”). Ou então “I miss your smell and your style and your pure abiding way / Miss your approach to life and your body in my bed” (“Torch”). Mais essa: “One day I’ll find relief / … / And I’ll be married with children and maybe adopt” (“Incomplete”). E finalmente: “One day I'll introduce myself and you'll see you've not met me”, de “Straightjacket”.
Quando Alanis foge do tema, a coisa fica mais interessante, caso do rock “Citzen Of The Planet”: “My frontier is on an airplane / My prisions: homes for rehabilitating”. Essa canção remete de imediato à Alanis de “Jagged Little Pill” (1995). Em “Versions of Violence”, a canadense também segue o mesmo estilo, talvez até um pouco mais raivoso. Mas, verdade seja dita, o momento mais brilhante de Alanis acaba sendo em “Underneath”, que já nasceu com cara de hit, com o seu refrão forte e a guitarra característica de todos os sucessos da cantora canadense.
Uma outra coisa que chama bastante atenção em “Flavors Of Entanglement” é a aproximação de Alanis Morissette com a eletrônica. E o motivo é claro. O produtor Guy Sigsworth é um produtor voltado exatamente para a dance-music, tendo trabalhado, inclusive, com Seal em seu grande hit “Crazy”. A aproximação de Alanis com a eletrônica não ficou ruim, mas é fato que quando ela opta pelo seu característico pop/rock, as canções funcionam muito melhor.
Em algumas tentativas de parecer mais moderna, a compositora canadense escorrega um pouco, como nas faixas “Giggling Again For No Reason” e “Moratorium”, uma das músicas mais chatas que Alanis gravou, e de onde saiu o título do álbum. Por outro lado, as baladas permanecem como um dos pontos altos de Alanis. “Torch” e “Not As We” seguem esse estilo. A segunda é uma das composições mais bonitas de Alanis Morissette.
No exterior saiu uma versão de luxo do álbum com cinco canções que ficaram de fora da edição final do CD. Pena que não tenha saído aqui no Brasil. Aliás, estranho seria se tivesse saído.
Abaixo, o videoclipe de “Underneath”, a canção com maior potencial radiofônico de “Flavors Of Entanglement”.
Cotação: ***1/2
RÁPIDAS
O Cansei de Ser Sexy explicou o título de seu próximo álbum, “Donkey”, que será lançado no dia 21 de julho. A banda disse que a escolha do nome é uma referência a seu antigo empresário, que os obrigou a fazer uma turnê. “É uma expressão brasileira... Tipo ‘você é um idiota’. Tipo ‘nós temos um novo empresário, não somos mais idiotas’”, disse Adriano Cintra ao Observer. Após o término da última turnê do CSS, a banda brigou com o seu empresário e constituiu outros.
+++++
A banda Pearl Jam fechou a segunda noite do festival de Bonnaroo de um modo bastante diferente. Ao invés de tocar os seus grandes sucessos, como fazem as bandas que costumam se apresentar em festivais, o Pearl Jam aproveitou para mostrar raridades, lados B e versões para canções de outros artistas. Por exemplo, a primeira música do roteiro foi “Hard to Imagine”, uma balada que a banda praticamente não apresenta ao vivo. “W.M.A.” (vídeo abaixo) foi outra raridade do repertório, e que não era executada pela banda havia 13 anos. O Pearl Jam ainda apresentou dois covers: “Love Reign O’er Me” (The Who) e “All Along the Watchtower” (Bob Dylan). Vedder – que havia participado do show de Jack Johnson, na mesma noite, durante a canção “Constellations” —, como de costume, falou bastante de política, sobretudo a questão do aumento da gasolina, desde que George Bush foi eleito presidente dos Estados Unidos. E como não poderia deixar de ser, a banda também aproveitou para apresentar alguns sucessos, como “Black”, “Even Flow”, “Betterman” e “Corduroy”.
+++++
Depois de lançar, com grande sucesso, o CD e DVD “Amigo é Casa”, as cantoras Simone e Zélia Duncan vão fazer uma pequena turnê nacional. Os cariocas terão a oportunidade de ver o bom show das cantoras entre os dias 01º e 03 de agosto, no Canecão. Os ingressos já estão a venda, com valores de R$ 20,00 a R$ 120,00.
+++++
A edição do New York Times de hoje dedicou uma grande reportagem a João Gilberto. O jornal falou sobre os 50 anos da bossa-nova e, principalmente, sobre a questão judicial que impede o lançamento dos três primeiros discos de João Gilberto – “Chega de Saudade”, “O Amor, o Sorriso e a Flor” e “João Gilberto” – em CD. Pelo que se pode concluir da reportagem, o problema, infelizmente, está muito longe de ser resolvido. E, dessa forma, as pessoas ficam impossibilitadas de adquirir três dos discos mais importantes da história da música mundial. João Gilberto fará show em Nova York, no próximo domingo, no Carnegie Hall.
+++++
Paul McCartney fez um show na noite de ontem para um dos maiores públicos de sua carreira. Trezentas e cinqüenta mil pessoas foram assistir ao show do ex-Beatle, em Kiev, capital da Ucrânia. O concerto foi o maior da história do país, apesar da tempestade que caiu durante o show, que foi televisionado para toda a Ucrânia. No roteiro da apresentação, velhos sucessos como “Back In The USSR”, “Drive My Car”, “Penny Lane”, “Hey Jude”, “Let It Be” e “Live And Let Die” (vídeo abaixo). Artistas como Elton John e Rolling Stones já haviam se apresentado antes em Kiev, mas com públicos menores que o de McCartney.
+++++
A banda punk Sex Pistols encerrou ontem a segunda noite do festival Isle Of Wight. Durante o show, Lydon, como de costume, ameaçou matar o público, chamou a banda The Police de ‘cuzão’, bebeu licor na garrafa e homenageou o cantor Iggy Pop (com uma versão da canção “No Fun”) e o jogador de futebol Paul Gascoigne. A apresentação durou uma hora e meia, durante a qual a banda tocou sucessos como “God Save The Queen”, “Anarchy In The UK” e “Pretty Vacant”, que começou de forma mais pop e terminou como a versão original (vídeo abaixo). A edição 2008 do festival de Isle Of Wight termina hoje, com shows de bandas como Starsailor, The Kooks e The Police.
+++++
Chester Bennington, líder do Linkin Park desmentiu os boatos de que estaria indo para o Velvet Revolver. “Sou amigo de todos os caras do Velvet Revolver e toquei com todos eles antes. Eu também sou amigo do Scott Weiland [vocalista que foi expulso da banda]. Eu acho que esse boato aconteceu porque o Slash me perguntou se eu poderia participar de um show deles em Las Vegas, no mesmo momento em que Scott saiu da banda. Algumas pessoas acharam que esse convite significava que eu estava deixando o Linkin Park”, disse Bennington em entrevista à revista Kerrang!.
+++++
A banda The Offspring mostrou três novas canções que farão parte de seu próximo álbum, “Rise And Fall, Rage And Grace”, durante show na noite de ontem, no festival Download. As canções, que se chamam “Hammerhead”, “You’re Gonna Go Far Kid” e “Half Truism”, foram misturadas a velhos sucessos, como “Hit That”, “The Kids Aren’t Alright” e “Self Esteem”, em um repertório de 20 músicas. Abaixo, um podcast que a banda fez momentos antes do show, para a revista Kerrang!.
sábado, 14 de junho de 2008
A OBRA CONTINUA EM PROGRESSO
Desde o dia 14 de maio, Caetano Veloso vem apresentando, todas as quartas-feiras no Vivo Rio, o seu show “Obra Em Progresso”, no qual mostra canções que estarão presentes em seu novo disco, bem como velhos sucessos. A cada quarta, o compositor baiano mostra um show diferente. Lógico que algumas canções (especialmente as inéditas) acabam se repetindo, mas o tema central acaba variando em cada apresentação.
No espetáculo da quarta-feira, dia 04, Caetano aproveitou o fato de Barack Obama ter sido escolhido candidato do partido democrata para as próximas eleições norte-americanas, para falar bastante de um tema bem espinhoso: o racismo. O início do show com “Sugar Cane Fields Forever” foi a deixa, com os seus versos repetidos à exaustão: “Sou um mulato nato / No sentido lato / Mulato democrático do litoral”. No decorrer da canção, Caetano discorreu longamente sobre Obama e, logo de cara, fez um elogio ao político: “Barack Obama é bonito pra caralho! Aliás, eu gosto mais de preto do que de mulher”, disse, referindo-se à candidata derrotada Hillary Clinton. Em comparação ao momento político vivido por norte-americanos e brasileiros, Caetano alfinetou: “Obama está querendo imitar os brasileiros, e muitos brasileiros estão querendo imitar os Estados Unidos pré-Barack Obama”.
O racismo acabou se transformando no mote de todo o show. Apenas com o seu violão, Caetano tocou o clássico “Feitiço da Vila”, de Noel Rosa. Após cantar a música, o compositor baiano analisou cada verso da canção, mostrando um certo cunho racista em sua letra, como nos versos: “Lá, em Vila Isabel / Quem é bacharel / Não tem medo de bamba”. Caetano fez questão de cantar a letra completa da canção, que pouca gente conhece, e enfatiza a eterna briga de Noel Rosa com o compositor Wilson Batista.
Mas como a essência da turnê é mostrar as canções novas, e que provavelmente estarão presentes em seu próximo álbum, Caetano apresentou uma meia dúzia delas. Se o título do novo trabalho for “Transamba” mesmo, o ouvinte vai ter que fazer um belo esforço para descobrir aonde se encontra o samba. Tirando a participação especial de Teresa Cristina que cantou canções antigas de Caetano, como “Gema” e “Nu Com a Minha Música” (além da bela “Coração Vulgar”, de Paulinho da Viola), quase nada de samba pôde ser ouvido neste “Obra Em Progresso”. Talvez o que tenha chegado mais perto tenha sido a versão já conhecida de “Desde Que o Samba É Samba” (igual a do CD “Cê – Multishow Ao Vivo”) e “Incompatibilidade de Gênios”, sucesso de João Bosco e que Caetano, com muita propriedade, transformou em uma espécie de “samba indie”.
As canções novas, na verdade, seguiram o mesmo espírito das do disco “Cê”. Só que muito mais difíceis de digerir, diga-se de passagem. Para quem achou “Cê” um disco “difícil”, vai se surpreender mais ainda com (o provável) “Transamba”. Canções como “Falso Leblon”, “Perdeu”, “Tarado” e “Base de Guantánamo” (cujo verso inicial – “O fato de os americanos desrespeitarem os direitos humanos em solo cubano é por forte demais simbolicamente para eu não me abalar” – é capaz de dar um nó na cabeça do ouvinte desatento) são sombrias, difíceis e complexas, o que pode causar o estranhamento de muita gente. Fazendo uma rasa comparação com o Los Hermanos, ficou a impressão que se o “Cê” foi o “Ventura” de Caetano, “Transamba” será o “4”. Sintomático que as canções do “Cê” executadas no show (“Homem”, “Odeio”) tenham sido recebidas pela platéia como velhos sucessos.
Aliás, os tais velhos sucessos foram raros no show. Caetano abriu poucas exceções, todas muito bem recebidas pelo público, como “Sampa”, “O Leãozinho”, “Nosso Estranho Amor” e “Tigresa”. No final, Jorge Mautner e Nelson Jacobina ainda fizeram uma participação especial, com “Todo Errado” e a ótima “Vampiro”, que encerrou a apresentação e fez o público relembrar o show “Eu Não Peço Desculpa”, um dos melhores da carreira do compositor baiano.
Como o título do show já diz, a obra continua em progresso. Seria muito precipitado fazer uma crítica sobre canções que mal (ou ainda nem) foram terminadas – no show do dia 04, Caetano apresentou uma canção que ele tinha acabado de escrever naquela mesma tarde. Se as canções pareceram um pouco estranhas, pode ser apenas questão de costume. Na estréia do show “Cê”, as reações também foram muito dissonantes. E aquelas canções que pareciam tão estranhas naquele momento, hoje são cantadas em coro pelo público.
O melhor mesmo é deixar a obra progredir. Levando-se em conta o que Caetano Veloso está produzindo nos últimos anos, quando a obra estiver terminada, existe grande chance de se transformar em algo maior do que já foi feito em “Cê”, que, em menos de dois anos, transformou-se em um disco clássico da Música Popular Brasileira.
Abaixo, um vídeo amador da canção “Base de Guantánamo”.
RÁPIDAS
Está confirmado um show da cantora Madonna na cidade de Santiago, Chile, para o dia 10 de dezembro, no estádio Nacional. O espetáculo faz parte da turnê “Sticky & Sweet”, que começará no dia 23 de agosto, na cidade de Cardiff, País de Gales. A agência de notícias argentina DyN já havia informado que Madonna fará shows em Buenos Aires nos dias 04, 05 e 07 de dezembro, o que aumenta ainda mais as especulações de que Madonna virá realmente ao Brasil no final do ano.
+++++
O Kiss encerrou ontem a primeira noite do festival Download com um show apoteótico. A banda executou na íntegra (e praticamente na mesma ordem) o seu clássico álbum “Alive”, lançado em 1975, com a inclusão de alguns sucessos posteriores, como “Shout It Out Loud” e “Detroit Rock City”. O álbum “Alive” contém os principais sucessos do Kiss, como “Rock And Roll All Nite”, “Nothin’ To Lose” e “Deuce”. Como de costume, o show contou com muitos efeitos pirotécnicos e fogos de artifício. Na introdução de “Cold Gin”, o guitarrista Paul Stanley levou a platéia à loucura com o riff inicial de “Stairway To Heaven”, clássico do Led Zeppelin.
+++++
Sairá até o final desse mês, o DVD “Pra Sempre” (capa acima), que traz o registro de dois especiais de televisão do cantor e compositor Cazuza para a Rede Globo. Com 75 minutos de duração, o DVD apresenta três músicas do programa “Mixto Quente” (exibido em 1985), como “Exagerado” e “Medieval II” e mais o especial “Uma Prova de Amor”, com o show “Ideologia – O Tempo Não Pára” gravado ao vivo no teatro Fênix, com participações especiais de Frejat, Gal Costa e Gilberto Gil. Depoimentos de Cazuza, Ney Matogrosso e Simone, além dos videoclipes de “O Mundo É Um Moinho” e “Faz Parte Do Meu Show” completam o DVD. Abaixo, um vídeo de “Exagerado” filmado na praia do Pepino para o programa "Mixto Quente".+++++
Frejat já reservou datas no Canecão, Rio de Janeiro, para estrear o seu novo show. Entre 12 e 14 de setembro, o ex-Barão Vermelho vai mostrar as suas novas composições que estarão em seu novo disco, que ainda não tem título, nem data de lançamento definidos. Os ingressos já estão à venda, e os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 120,00.
+++++
Na noite de ontem, sexta-feira 13, o palco aonde o Capital Inicial faria um show na cidade de Ipatinga, Minas Gerais, desabou, ferindo dois produtores da banda. O acidente aconteceu por volta das 19h e as suas causas ainda não foram reveladas. O show que estava marcado para ontem, no estacionamento do shopping Vale do Aço, foi cancelado.
+++++
A banda Kaiser Chiefs fechou ontem a primeira noite do festival de Isle of Wight. No repertório, canções antigas, como “Ruby” e “I Predict a Riot” (vídeo abaixo), e mais duas novas, que farão parte de seu terceiro álbum, cujo título ainda não está definido. A banda teve que usar todo o seu material de palco emprestado porque um protesto na Espanha impediu que a sua parafernália técnica chegasse a tempo na Inglaterra. O festival de Isle of Wight tem como atração principal de hoje, a banda punk Sex Pistols.
+++++
A banda Coldplay fez ontem um aquecimento especial para a turnê de seu álbum, “Viva La Vida”. O show aconteceu na Wembley Arena, em Londres, para 900 convidados da banda (foto abaixo). A maior parte da audiência era formada por familiares e amigos dos integrantes da banda. No repertório de 16 canções, várias músicas de “Viva La Vida”, como a faixa-título (que encerrou a apresentação) e “Violet Hill”, e sucessos antigos, como “Politik”, “Trouble” e “Fix You”. A turnê começará no dia 16 de junho, na Brixton Academy, também em Londres, com um show exclusivo para fãs sorteados pelo site oficial da banda.

+++++
Faleceu hoje, às 04h30, em decorrência de falência múltipla de órgãos, o cantor e compositor José Bispo Clementino dos Santos, o famoso Jamelão, eterno intérprete da Estação Primeira de Mangueira. O corpo será velado ainda hoje na quadra da Mangueira e o enterro está marcado para as 11h de domingo, no cemitério do Caju. Além de ter composto belos sambas, como “Deixa Amanhecer” e “Estamos Em Paz”, Jamelão consagrou-se como um dos maiores intérpretes do carnaval carioca – ele odiava o termo “puxador de samba” –, colocando a sua voz em clássicos sambas da verde-e-rosa, como “100 Anos de Liberdade: Realidade ou Ilusão?” e “O Reino das Palavras”. Quem sabe agora que ele morreu, a Mangueira não o homenageie na avenida, como enredo de um samba (coisa que já deveria ter sido feita há anos)? Abaixo, um vídeo do Mestre interpretando “Piano na Mangueira”, ao lado de Chico Buarque.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
QUANDO UMA BANDA FAZ A DIFERENÇA
“The Very Best Of Mick Jagger”, coletânea de sucessos do líder dos Rolling Stones que já está nas lojas, é o exemplo de como um artista, por melhor que seja, dificilmente consegue viver sem a banda que o alçou ao estrelato. (Lógico que existem exemplos a mancheias de artistas que se deram bem na carreira solo, mas não vem ao caso aqui.) Ao lado de Keith Richards e companhia, Jagger brilha, não há dúvidas. Mas na sua irregular carreira solo, o Stone é uma decepção imensa. Aliás, se ele não fosse integrante de uma das maiores bandas de rock do mundo, dificilmente a sua obra solo seria notada.
Pode soar até forte demais dizer que a carreira solo de Jagger beira à mediocridade. Mas, de fato, este adjetivo é bem preciso para qualificá-la. Para quem é fã dos Rolling Stones, uma coletânea de Mick Jagger acaba sendo uma boa opção, por reunir as canções mais importantes de sua carreira solo. Mas nem uma coletânea como essa “The Very Best Of Mick Jagger” consegue mostrar um lado bom em sua obra solo. Pelo contrário, ela evidencia ainda mais a sua irregularidade.
Todos os álbuns solo de Jagger estão representados na compilação. Do superficial “She’s The Boss” (1985) até o mediano “Goddess In The Doorway” (2001), as facetas de Mick Jagger estão todas aqui. E é interessante notar como os seus discos solo estão diretamente relacionados com a obra que os Rolling Stones produziam no momento. Por exemplo: a falta de inspiração de “Undercover Of The Night” (o pior discos dos Rolling Stones, lançado em 1983) está presente em “She’s The Boss” (1985). A eletrônica do início dos anos 80, com todas as suas mazelas (inclusive aquele terrível eco na bateria) é comum aos dois discos, praticamente contemporâneos. Isso pode ser facilmente verificado nas faixas “Just Another Night” e “Lucky In Love”.
Quando os Rolling Stones deram um salto de qualidade, com “Voodoo Lounge” (1994) e “Bridges To Babylon” (1997), isso fica evidenciado em “Goddess In The Doorway” (2001), que não chega a ser um álbum tão ruim, como provam “God Gave Me Everything” e “Joy” (dueto de Jagger com Bono, que não está creditado no encarte do CD). Já “Primitive Cool” (1987) e “Wandering Spirit” (1993) sofrem de falta de originalidade, com canções bem sem-graça, como “Let’s Work”, “Don’t Tear Me Up” e “Sweet Thing”, na qual Mick Jagger tenta fazer algo no estilo “Miss You”, e acaba se dando muito mal.
Além das canções constantes em seus poucos discos solo, a coletânea agrupa uma música que fez parte de um álbum de Peter Tosh. “(You Got To Walk And) Don’t Look Back” é um reggae sofrível que não tinha a mínima necessidade de ser lembrado. Mais duas canções (“Old Habits Die Hard” e “Memo From Turner”) foram feitas para trilha sonora de filmes. Aliás, “Memo From Turner” é o melhor momento do disco. Não por acaso, é uma parceria de Jagger com a sua cara-metade Keith Richards, gravada em 1969.
“The Very Best Of Mick Jagger” também traz canções que estavam inéditas, como “Charmed Life” (de 1992) e “Too Many Cooks (Spoil The Soup)” (de 1973). E como não poderia deixar de ser, a famosa parceria de Jagger com David Bowie em “Dancing In The Street” (vídeo abaixo).
Em resumo, “The Very Best Of Mick Jagger” mata a curiosidade de quem deseja conhecer a obra solo do vocalista dos Rolling Stones. Mas é mais do que suficiente. Os discos originais de Jagger podem ficar nas estantes dos colecionadores.
Cotação: **1/2
RÁPIDAS
Eminem revelou, em entrevista à sua estação de rádio, que voltou aos estúdios para gravar um novo álbum. “Tudo está bom. Eu estou no estúdio neste momento trabalhando em novas canções e coisas desse tipo”, disse. Ainda não há título definido e nem data de lançamento para o álbum que sucederá “Encore”, de 2004.
+++++
Jason Bonham, filho do baterista original do Led Zeppelin, John Bonham, disse que está muito ansioso para uma eventual turnê do Led Zeppelin. Jason já tocou no show que reuniu Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, em Londres, no ano passado. Ao mesmo tempo, Plant disse que não tem pressa para uma reunião de sua antiga banda. No momento, ele está em turnê pelos Estados Unidos com a cantora Alison Krauss, promovendo o álbum “Raising Sand”. Abaixo, um trechinho do show que aconteceu na noite da terça-feira, no teatro anexo ao Madison Square Garden, em Nova York.
+++++
O produtor Pharrell Williams disse ao New Musical Express que gostaria de produzir um álbum da banda The Strokes. Williams, que atualmente trabalha com a sua banda N.E.R.D, revelou que já falou com os Strokes sobre a possibilidade de trabalhar no quarto álbum da banda, que sucederá “First Impressions Of Earth” (2006). “Julian Casablancas e eu trabalhamos juntos em alguma coisa com a Santogold [uma faixa para a fabricante de sapatos Converse], então eu estou falando com ele sobre o próximo álbum da banda, explicou. A banda The Strokes deve entrar em estúdio ainda esse ano.
+++++
O novo álbum do Coldplay, “Viva La Vida” está em bom caminho para se tornar o disco mais rapidamente vendido da história na Europa. Somente no primeiro dia, foram 125 mil cópias. “Viva La Vida” foi lançado ontem na Europa e deve ser comprador por 500 mil pessoas até domingo. Essas vendas são fundamentais para a gravadora EMI, que recentemente perdeu alguns nomes de seu elenco, como Radiohead e Paul McCartney.
+++++
Apesar das altas vendas de “Viva La Vida”, o vocalista Chris Martin, do Coldplay, se irritou com a imprensa e abandonou uma entrevista que estava sendo transmitida pela BBC Radio 4, na noite de ontem. Martin sentiu-se pressionado quando o entrevistador fez perguntas sobre o conteúdo das letras do álbum. Uma das perguntas foi a seguinte: “A idéia da canção ‘Viva La Vida’ é mostrar um ditador deposto vendo como foi a sua vida?”. “Eu não estou gostando disso. Posso ter dois minutos?”, respondeu Martin. Quando indagado se estava se sentindo pressionado, Martin disse que não gosta de falar sobre algumas coisas.
+++++
A banda The Cure lançou hoje mais um single do seu próximo álbum, que ainda não tem título definido. “Freakshow” é o segundo single lançado. No dia 13 do mês passado, foi a vez de “The Only One”. A música estará disponível em formato digital, CD e vinil. O lado B é a canção “All Kinds Of Stuff”. Mais dois singles serão lançados, nos dias 13 de julho e 13 de agosto. Abaixo, “Freakshow” registrada em um espetáculo no Red Rocks.
+++++
O rapper norte-americano Lil’ Wayne vendeu 423 mil cópias de seu novo álbum, no primeiro dia de vendas. Se “Tha Carter III” continuar a vender do jeito que está, vai se tornar o disco mais vendido em uma única semana, em 2008, nos Estados Unidos. Atualmente, esse recorde pertence à “E=MC2”, de Mariah Carey. O primeiro single do disco de Lil' Wayne, “Lollipop”, permaneceu no topo da parada de singles norte-americana durante cinco semanas.
+++++
Está sendo noticiado que Leona Lewis vai cantar o tema do próximo filme de James Bond. Em contrapartida, Amy Winehouse, no mês passado, disse que estava trabalhando em uma canção para o filme, com o produtor Mark Ronson. Uma fonte do jornal inglês The Sun afirmou que parece que “Leona finalmente ganhou a corrida. Ela é vista como um das poucas candidatas que tem o perfil correto para gravar. Amy foi a escolha original, mas ela não possui uma imagem correta”, explicou a fonte. O próximo filme do espião 007, “Quantum Of Solace”, será lançado no dia 31 de outubro, na Europa e Estados Unidos.
+++++
A banda Mogwai revelou detalhes de seu próximo disco, “The Hawk Is Howling”. O álbum, que será o sétimo da discografia da banda, chega às lojas no dia 22 de setembro, e será precedido por um EP com três faixas, duas semanas antes. Roky Erickson, ex-integrante da banda 13th Floor Elevators faz uma participação na faixa “Devil Rides”. Entre as músicas do novo trabalho do Mogwai, estão “I'm Jim Morrison, I'm Dead”, “Batcat” e “I Love You, I'm Going To Blow Up Your School”.
+++++
O Metallica fez um minishow de aquecimento para a sua participação no festival de Bonnaroo esta noite. O aquecimento aconteceu na noite de ontem, em Nashville, para 175 membros de fã-clubes da banda. O repertório do show foi o seguinte: “No Remorse”, “Fuel”, “Harvester of Sorrow”, “Welcome Home (Sanitarium)”, “For Whom the Bell Tolls”, “Master of Puppets”, “Sad But True”, “Motorbreath” e “Seek and Destroy”. Abaixo, um trechinho do show.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
UM AO VIVO PRECIPITADO, MAS DE QUALIDADE
Para quem pensa que a moda dos discos ao vivo acontece apenas no Brasil, “Live From Philadelphia”, de John Legend, é um bom exemplo para se provar o contrário. O cantor que se tornou fenômeno nos Estados Unidos lançou dois bons discos de estúdio, Get Lifted” (2004) e “Once Again” (2006), e já partiu para um precipitado álbum ao vivo. Tudo bem que o imenso sucesso da turnê do disco de 2006 justificaria um registro (como o DVD que também já foi lançado), mas o CD ao vivo deixa uma sensação de quebra em uma obra que estava caminhando muito bem.
O cantor negro de soul, que nasceu em uma noite de Natal em Ohio, possui hoje uma das vozes mais agradáveis do planeta. Seguindo o estilo de Marvin Gaye, Legend faz uma música de alta qualidade, como pode ser comprovado nas belas “Save Room” e “Heaven”, ambas de seu álbum “Once Again”. Seja em baladas (que constituem a maior parte de seu repertório), seja em músicas com mais balanço, Legend mostra sempre a mesma competência.
Com uma banda formada por um trio de metais e backing vocals, Legend deixa aflorar as melhores influências da soul-music e do rhythm & blues produzidos nos Estados Unidos nos anos 60. A dançante “Stereo” é um bom exemplo de como se deve fazer música soul atualmente. Quando Legend tenta fazer algo diferente disso, entretanto, o resultado não é dos melhores. “I Want You (She’s So Heavy)”, canção do disco “Abbey Road”, dos Beatles, não funciona em sua voz. E o resultado disso pode ser ouvido em “Live From Piladelphia”, quando é notável a falta de entusiasmo da platéia quando John Legend termina a canção. Não é à toa, que logo após, o cantor ataca com “Slow Dance”, uma das melhores canções de seu repertório.
Mas é inegável que os melhores momentos do show acabam sendo as baladas. Nelas, John Legend pode mostrar mais a sua grande extensão vocal e os seus dotes de instrumentista. “Coming Home”, por exemplo, quando Legend canta com a alma – poucos fazem isso – e toca um piano de primeira, talvez seja o melhor momento deste álbum ao vivo. Outro grande momento é o dueto de Legend com a cantora Corinne Bailey Rae, em “Where Is The Love”.
Em suma, se for para optar entre os formatos CD e DVD, lógico que o vídeo é mais interessante. E o CD pode ser um bom souvenir para quem teve a oportunidade de assistir a algum show da turnê. Mas o melhor mesmo é que Legend lance logo o seu próximo álbum de estúdio, com canções inéditas. Ele já está prometendo para o final desse ano. Será que vai cumprir a promessa?
Abaixo, o vídeo de “Coming Home”, extraído do DVD “Live From Philadelphia”.
Cotação: ****
RÁPIDAS
O guitarrista e vocalista Tom DeLonge, da banda Blink 182 resolveu falar sobre a controvérsia envolvendo a banda My Chemical Romance ultimamente, que vem sendo apontada pela mídia britânica como a responsável pelo suicídio de uma menor. Em entrevista à Buzznet, DeLonge disse que viveu algo parecido e defendeu o My Chemical Romance dizendo que não há nada de anormal no conteúdo de suas letras. “Uma das vítimas dos tiros de Columbine tirou a sua vida enquanto ouvia nossas músicas. Você não tem idéia de onde esse tipo de pessoa é. E o My Chemical Romance perdeu um bom tempo cantando coisas falando sobre rebelião e angústia, mas qual banda nunca fez isso quando era mais jovem?”, afirmou o vocalista do Blink 182.
+++++
A guitarra Fender Stratocaster 1965 que pertenceu a Jimi Hendrix será posta em leilão. Na verdade, apenas os seus restos estarão disponíveis para os lances, pois a mesma foi incendiada por Hendrix no dia 31 de março de 1967, no London Astoria. Naquela oportunidade, Hendrix colocou fogo em uma guitarra em cima do palco, pela primeira vez. Os organizadores do leilão esperam arrecadar 250 mil libras com a guitarra, que foi mantida em um armazém nos últimos 40 anos. Abaixo, a canção “Wild Thing”, registrada no Monterey Pop Festival, em 18 de junho de 1967, durante a qual Hendrix também incendiou a sua guitarra.
+++++
A banda Kings Of Leon está prestes a terminar as gravações de seu próximo álbum, que sucederá “Because Of The Times”, lançado em 2007. O disco, que ainda não tem título, tem previsão de lançamento para o mês de setembro. Caleb Followill, líder do grupo, disse que as pílulas que ele andou tomando para reparar o seu braço após uma briga com o irmão, desempenharam um papel importante na gravação. “Não posso afirmar que foram exatamente as pílulas, mas as novas melodias são bem mais fortes do que tudo o que já escrevi. São realmente canções muito bonitas. Eu sei que estou falando demais, mas esta é a primeira vez que estou realmente orgulhoso de mim mesmo”, disse Followill à Rolling Stone. Entre as canções do próximo álbum, estarão presentes “Cold Desert” e “Crawl”. A banda também está abrindo os shows da turnê do Pearl Jam, que começou ontem.
+++++
O CD “It Won’t Be Soon Before Long”, do Maroon 5, ganhará uma versão especial em julho. Além do CD, haverá um DVD com quarto videoclipes de canções do álbum, bem como um show completo da última turnê da banda. Algumas faixas extras, como lados-B, também farão parte do pacote. Não há previsão de lançamento no Brasil.
+++++
Foi anunciada a data oficial de lançamento do novo álbum de Beck. “Modern Guilt” chegará às lojas norte-americanas no dia 08 de julho. O disco, produzido por Beck e Brian ‘Danger Mouse’ Burton, terá dez faixas em mais ou menos 30 minutos de duração. A canção “Chemtrails”, que já é conhecida pelos fãs, fará parte do álbum que sucederá “The Information” (2006). Outras faixas de “Modern Guilt” são “Gamma Ray” e “Soul Of a Man” e “Profanity Prayers”. Abaixo, “Chemtrails”.
+++++
Beyonce, Jay-Z e a banda The Police são os três artistas do mundo da música que estão presentes na lista anual das 100 maiores celebridades da revista Forbes. Beyonce, na quarta colocação, está atrás apenas de Oprah Winfrey (primeira colocada), Tiger Woods e Angelina Jolie. O rapper Jay-Z ficou em sétimo lugar, enquanto a banda The Police, de Sting, Stewart Copeland e Andy Summers ficou em oitavo. O cantor Elton John, que no ano passado era o sétimo da lista, não ficou entre os dez primeiros nesse ano.
+++++
Marcelo Camelo agendou duas apresentações no Canecão, Rio de Janeiro. Os shows acontecerão nos dias 13 e 14 de dezembro e os ingressos já estão sendo vendidos. Não há maiores informações quanto ao lançamento do primeiro álbum solo do ex-integrante do Los Hermanos.
+++++
O Pearl Jam iniciou ontem uma curta turnê de 12 datas pelos Estados Unidos. O show de estréia aconteceu na cidade de West Palm Beach, na Flórida. Segundo a revista Rolling Stone, a banda só demonstrou uma certa ferrugem durante a primeira canção do roteiro, “Oceans”. Logo após, a banda rapidamente retornou ao que sabe fazer de melhor, com canções mais pesadas, como “Severed Hand”, “Save You”, “Do The Evolution” e “God’s Dice”. A banda também apresentou velhos sucessos de seu repertório, como “Dissident” e “Even Flow”. Outras canções menos conhecidas de seu repertório também foram executadas, como “Sad”, “Faithful”, “Glorified G” e “Why Go”, que encerrou a apresentação, antes do bis. “Inside Job”, “Rearviewmirror”, “Rains On Me” (cover de Tom Waits) e “No More” foram as músicas escolhidas para o primeiro bis. O encerramento ocorreu com “Alive” e “Yellow Ledbetter”, durante a qual o guitarrista Mike McCready tocou o hino norte-americano “Star-Spangled Banner”, da mesma forma que Jimi Hendrix fez em Woodstock. Um vídeo amador desse momento está logo aí abaixo.
+++++
George Michael anunciou ontem a sua despedida das grandes turnês. O cantor que está no meio da turnê “Twenty Five”, vai realizar dois shows de despedida no Earl's Court, em Londres. Os shows, intitulados “The Final Two”, acontecerão nos dias 24 e 25 de agosto. Um comunicado no site do cantor diz que os “shows serão muito especiais e vão conter os sucessos de Michael, canções nunca apresentadas em shows na Inglaterra, e um novo e impressionante palco”. Para justificar a sua decisão, Michael disse que a idade é um dos principais motivos. De qualquer forma, o cantor não descartou fazer alguns shows menores no futuro. Ele também está escrevendo a sua autobiografia, que deve ser lançada ainda nesse ano.
+++++
A banda Duran Duran realizou na noite de anteontem um show no Museu Louvre de Paris. “Espero que tenhamos colocado um sorriso no rosto de Mona Lisa”, disse Simon Le Bon. O Duran Duran foi a primeira banda a se apresentar no museu francês, tocando em frente à famosa Pirâmide do Louvre. O concerto teve a finalidade de levantar fundos para a galeria de arte do século XVIII do museu. “Foi com grande honra que recebemos este convite para nos apresentar nesse prestigioso evento em um dos mais bonitas e históricas construções de Paris, e em benefício das artes”, disse Le Bon.
+++++
O guitarrista Slash, ex-Guns ‘n’ Roses e atual Velvet Revolver, está aproveitando o período de folga em sua banda para gravar o seu primeiro álbum solo. “Estou trabalhando agressivamente nesse momento enquanto tenho tempo, pois logo que o Velvet encontrar um novo vocalista, as coisas vão ficar difíceis. Não sei quando o disco vai sair, mas espero que saia antes do próximo álbum do Velvet Revolver”, disse Slash à Spinner.
+++++
A música de Robbie Williams despertou uma pessoa que estava em coma na Áustria. Kerstin Fritzl, que acordou do coma ontem, escutou durante o período em que esteve desacordado, músicas de Robbie Williams, especialmente “Angels”, em um fone de ouvido. Um dos médicos que atendeu o paciente disse ao The Sun que a menina doente era fã do cantor inglês, e agora já está pronta para dançar as suas músicas. “Ela estava ouvindo os CDs de Robbie Williams, e quando acordou, nós perguntamos o que ela gostaria de fazer. Ela disse que queria ir a um passeio de barco e a um show do Robbie Williams, disse o médico Albert Reiter. Abaixo, a canção “Angels”, em uma apresentação de Robbie Williams, em Knebworth, Inglaterra.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
COLETÂNEA INCOMPLETA PARA OS BRASILEIROS
Todo mundo sabe que Morrissey lançou (mais) uma coletânea há dois meses. O que poucos sabem é que além da edição burocrática com um CD com os sucessos do ex-vocalista do The Smiths, também foi lançada (somente lá fora, claro) uma versão dupla com um CD bônus gravado ao vivo no Hollywood Bowl, em Los Angeles, durante a turnê norte-americana realizada no ano passado.
Quanto ao CD que chegou ao Brasil, pouco há a ser falado. Talvez o aspecto mais interessante dessa coletânea seja o fato de Morrissey ter dado uma prioridade para as canções compostas a partir de seu renascimento artístico, com o álbum “You Are The Quarry” (2004). Desse disco, estão presentes em “Greatest Hits” canções que já podem ser consideradas clássicos, como “First Of The Gang To Die” e “Irish Blood, English Heart”. Além dessas, mais duas de “You Are The Quarry”, aparecem na compilação. E isso sem contar com “Redondo Beach”, que foi lado-B de um single desse mesmo trabalho. Com “Ringleader Of The Tormentors” (2006), acontece a mesma coisa. Até o número de canções presentes em “Greatest Hits” é igual (quatro), incluindo boas músicas como “You Have Killed Me” e “I Just Want To See The Boy Happy”.
Poucos sucessos do século passado entraram em “Greatest Hits”. Alguns eram inevitáveis, como “Suedehead” e “Everyday Is Like Sunday” e, lógico, estão presentes na coletânea. Para fechar, duas inéditas que acabam ofuscando a compilação. E não pelo simples fato de serem inéditas, mas sim por serem duas canções excelentes. “That’s How People Grow Up” foi o primeiro single e é mais puxada para o pop, enquanto “All You Need Me” é bem mais rock, no estilo de “Irish Blood, English Heart”, e acaba sendo mais interessante. Na verdade, “All You Need Is Me” já vem sem considerada por muitos, e não sem razão, a melhor faixa dessa coletânea.
Já o CD ao vivo, apesar de só ter nove faixas, é um deleite para o fã de Morrissey, que consegue se sair melhor em cima do palco do que dentro do estúdio. A ótima gravação e a energia do cantor e de sua banda nessa gravação comprovam que teria sido uma idéia bem melhor lançar um CD ao vivo (e DVD) da turnê do “Ringleader Of The Torments”, do que mais uma compilação de sucessos.
Assim, como no CD principal, esse ao vivo também privilegia as canções de seus dois últimos trabalhos de estúdio. Das nove canções, seis fazem parte deles. Lógico que “First Of The Gang To Die” está aqui presente novamente, assim como a então inédita “That’s How People Grow Up”. Das antigas mesmo, aparecem apenas a ótima “The Last Of The Famous International Playboy” e a mediana “The National Front Disco”, que não está presente no primeiro CD.
E que venha “Years Of Refusal”, disco inédito de Morrissey já em fase de gravação. Se formos julgar o trabalho atual do cantor inglês com as duas inéditas apresentadas em “Greatest Hits”, esse novo trabalho pode ser tão bom ou melhor que “You Are The Quarry”, provavelmente o seu melhor disco solo até agora.
Abaixo, para que você mesmo possa conferir, a canção “All You Need Is Me”, gravada ao vivo no programa de Jools Holland.
Cotação: ****
RÁPIDAS
Milhares de horas de música de artistas como David Bowie, Coldplay, Paul McCartney, Roxy Music e The Beach Boys, estão prestes a serem lançadas ao grande público. São mais de 400 mil horas de filmagem, incluindo shows ao vivo, entrevistas e raras sessões de estúdio. A gravadora EMI vai lançar tudo isso em CD, DVD e arquivos digitais em data ainda a ser definida. Uma raridade dos arquivos da BBC é uma sessão do Pink Floyd, de 1967, com canções de seu primeiro álbum, “Piper at the Gates of Dawn”
+++++
Como de costume, o Pearl Jam vai aproveitar a pequena turnê norte-americana, que começa hoje em West Palm Beach, Flórida, para disponibilizar as gravações de todos os shows ao público. Os espetáculos serão lançados na íntegra nos formatos digitais MP3 e FLACs, duas semanas após a realização de cada um, no site oficial do Pearl Jam. Os CDs físicos estarão disponíveis três semanas após os shows para venda, também no site da banda. Três canções de cada concerto também serão disponibilizadas para downloads em telefones celulares.
+++++
A banda R.E.M., que está no meio de uma turnê pelos Estados Unidos, recebeu um convidado ilustre no show de ontem a noite em North Carolina. Johnny Marr, ex-guitarrista do The Smiths e hoje no Modest Mouse (que está abrindo os shows do R.E.M.), subiu ao palco durante a canção “Fall On Me”, sucesso de 1986 do R.E.M. (vídeo abaixo). Durante a turnê, a banda vem surpreendendo os seus fãs com set-lists diferentes a cada noite. No show de ontem, por exemplo, eles apresentaram “1,000,000”, de seu primeiro EP, “Chronic Town”, lançado em 1982. Johnny Marr já havia feito participações especiais durante essa turnê do R.E.M., anteriormente, em Chicago e Toronto.
+++++
Alex Kapranos, líder do Franz Ferdinand anunciou que o próximo álbum da banda, ainda sem título, não será lançado antes de janeiro de 2009. Ele disse que ainda tem que terminar a mixagem do disco. Falando à rádio BBC 6Music, Kapranos também revelou que a banda está tendo problemas na escolha do título do álbum. “Nós íamos chamá-lo de “Bite Hard”, porque havia uma faixa chamada “Bite Hard”, e nós não íamos mais usá-la como canção, mas gostamos da frase. É bem sugestiva, mas, aparentemente, nos Estados Unidos, se você diz que alguma coisa ‘pica’ [bite], isso significa que alguma coisa ‘chupa’ [sucks]. Então pensamos: ‘Não, vamos escolher outro título’”, afirmou Kapranos.
+++++
John Taylor, baixista do Duran Duran acusou Madonna de ter copiado a idéia de sua banda, ao chamar Justin Timberlake e Timbaland para produzirem o seu novo álbum, “Hard Candy”. A mesma dupla havia trabalhado com o Duran Duran no álbum “Red Carpet Massacre”, lançado em 2007. Taylor disse que não ficou surpreso de Madonna ter chamado os dois produtores, mas disse que a idéia original foi do Duran Duran. “Não foi a primeira vez que Madonna nos copiou. Ela vem fazendo isso durante anos”, disse o baixista ao Daily Star.
+++++
A banda Coldplay, que lança novo disco essa semana foi obrigado a atrasar o início de sua turnê mundial em duas semanas, por causa de problemas de produção. Um comunicado da banda disse que tais atrasos, que não foram especificados, significam que “o show simplesmente não está pronto” para começar no dia 29 de junho na Filadélfia. Com o adiamento do início da turnê, os primeiros shows agora serão em Los Angeles, nos dias 14 e 15 de julho. Os ingressos comprados para os shows que foram adiados permanecerão válidos para os próximos a serem remarcados. Os três shows gratuitos que o Coldplay fará nesse mês, em Barcelona, Nova York e Londres acontecerão normalmente.
+++++
O Everlast se prepara para lançar o seu novo disco, quatro anos após o seu último trabalho. O disco se chamará “Love, War and The Ghost Of Whitey Ford” e chegará às lojas no dia 24 de setembro. O Everlast é mais conhecido pelo seu álbum “Whitey Ford Sings The Blues” (1998), que vendeu mais de três milhões de cópias. Everlast está confiante com relação ao novo trabalho. “O som é totalmente diferente de tudo que fizemos antes”, afirmou.
+++++
A banda inglesa Late Of The Pier vai lançar o seu álbum de estréia no dia 11 de agosto. O disco, cujo título será “Fantasy Black Channel”, foi produzido por Erol Alkan e foi gravado entre as cidades de Nottingham e Londres. O primeiro single, “Heartbeat”, será lançado uma semana antes. Abaixo, o videoclipe desse primeiro single.
+++++
Brett Anderson, ex-vocalista do Suede, anunciou que vai lançar um novo álbum solo chamado “Wilderness”, que sairá nos formatos de CD e pen-drive. Os fãs que comprarem ingresso para o show de Anderson no Mermaid Theatre, em Londres, no dia 07 de julho, vão ganhar o pen-drive. O CD será lançado somente depois, em data ainda a ser anunciada. No novo trabalho, Anderson toca piano e guitarra e é acompanhado pelo violoncelista Amy Langley. A cantora Emmanuelle Seigner participa da faixa “A Different Place”. Ambos os colaboradores estarão presentes no show do próximo dia 07.
+++++
Para comemorar os 40 anos do clássico especial de televisão “’68 Comeback Special”, a gravadora Sony BMG vai lançar a caixa de quatro CDs “Complete ’68 Comeback Special”, com todos os ensaios do programa estrelado por Elvis Presley. A versão final do show, já editado em CD e DVD também estará presente no box. Ao todo, serão 103 faixas, incluindo “That’s All Right”, “Heartbreak Hotel”, “One Night”, “Love Me” e “Are You Lonesome Tonight?'”, todas gravadas nos estúdios da emissora NBC. A data de lançamento ainda é incerta. Abaixo o vídeo de “Baby, What You Want Me To Do”, retirado desse especial.
+++++
O novo disco de Missy Elliot, “Block Party”, chegará ao mercado em agosto. Em entrevista à Billboard, Elliot disse que o novo trabalho é “mais musical e melódico” do que os anteriores. “Muitos dos meus discos são realmente de hip-hop, com pitadas de outros gêneros musicais. Mas este novo álbum é de hip-hop, com uma espécie de hip-hop britânico”, disse. A cantora também falou da influência de Timbaland em sua carreira. “As pessoas sempre me perguntam se ainda estamos trabalhando juntos, e a resposta é que nós sempre vamos trabalhar juntos. Ele sempre estará envolvido, mesmo que seja em apenas uma gravação. Ele é meu irmão. Eu respeito e admiro o que ele diz”, afirmou Missy Elliot. O último trabalho da cantora de hip-hop, “The Cookbook”, foi lançado em 2005, com a produção de Pharrell Williams, T-Pain e Timberland.
+++++
O guitarrista Eric Clapton vai fazer uma participação especial no próximo disco de seu colega Buddy Guy. “ Skin Deep” chegará às lojas no final de julho. Clapton tocou guitarra na faixa “Every Time I Sing The Blues”, grande clássico do blues. O último disco lançado por Buddy Guy foi “Can’t Quit The Blues”, em 2006.
+++++
O Metallica continua dando pistas misteriosas com relação ao lançamento de seu próximo álbum. Agora, uma imagem foi colocada em seu site oficial, com três pontos de interrogação em cima. Os fãs especulam qual o verdadeiro significado da imagem. Alguns dizem que se trata da capa do próximo disco. Será? A imagem está logo aí abaixo.
terça-feira, 10 de junho de 2008
FALL OUT BOY AO VIVO SOMENTE PARA FÃS
Depois de três álbuns de estúdio (sem contar o primeiro compacto), chegou a vez do inevitável ao vivo da banda Fall Out Boy. E, devido ao sucesso que a banda faz junto ao público adolescente, até que esse “Live In Phoenix”, gravado no Cricket Pavilion, demorou para sair. Quem é fã da banda, vai gostar muito desse disco ao vivo. Mas para quem não gosta do conjunto, não vai ser “Live In Phoenix” que vai fazer mudá-lo de opinião.
“Live In Phoenix” é uma espécie de ‘best of’ da banda, trazendo canções dos três discos anteriores de estúdio. Músicas repetitivas, com letras idem, que fazem as meninas berrar e chorar parecem ser a especialidade do grupo de Chicago. Provavelmente, as versões ao vivo de canções como “Saturday” (de “Take This To Your Grave”, 2003), “Our Lawyer Made Us Change The Name Of This Song”, “Dance, Dance” (ambas de “From Under The Cork Tree”, de 2005), “I’m Like a Lawyer, The Way I’m Always Trying To Get You Off (Me & You)” e “Thnks FR Th Mmrs” (ambas de “Infinity On High”) vão fazer o seu público delirar.
Aliás, o repertório de “Live In Phoenix”, obviamente, acaba centrado nas canções de “Infinity On High”, último trabalho de estúdio da banda. Assim, coisas como “Hum Hallelujah” (parceria da banda com Leonard Cohen) e “Thriller” também acabam se repetindo nesse ao vivo. E para quem se confundiu, essa “Thriller” que abre o CD e DVD não é o sucesso de Michael Jackson. Mas, para compensar, o Fall Out Boy teve a idéia de fazer uma péssima versão da previsível “Beat It” – essa sim de Michael Jackson – no meio do roteiro do show.
Parece que para compensar a falta de originalidade em sua música, o Fall Out Boy gosta de apelar para grandes efeitos especiais em seus shows, o que, claro, deixa as suas fãs eufóricas. Nesse quesito, lamento informar aos fãs do Kiss, que a banda perdeu o primeiro lugar com relação ao número de explosões em um único show. Provavelmente o show do Fall Out Boy é que tem o maior número de explosões atualmente. E certamente é um ótimo método para desviar a atenção do ouvinte com relação à precariedade musical da banda liderada por Patrick Stump.
Para quem quiser ir além do CD, saiu a versão em DVD também, que contém o show completo e mais oito videoclipes da banda, bem como o making of de “I’m Like a Lawyer, The Way I’m Always Trying To Get You Off (Me & You)”, filmado em Uganda e várias cenas de bastidores da turnê da banda, cujo título fazia menção a uma marca de automóveis (“Honda Civic Tour”). Algo inédito na música, mas que deve ser extremamente rentável.
Abaixo, a canção “Dance, Dance”, extraída do DVD “Live In Phoenix”.
Cotação: *
RÁPIDAS
Paul McGuinness, empresário do U2, concedeu entrevista à rádio BBC's 6 Music sobre o próximo disco da banda irlandesa. Com relação a data de chegada às lojas, ele disse: “ainda não está claro, mas deve chegar lá pelo final de outubro”. Quanto à forma de lançamento, McGuinness disse que não pretende copiar o Radiohead. “Obviamente iremos trabalhar com todas as formas de tecnologia disponíveis para fazer o lançamento do novo disco da forma mais interessante possível. Haverá alguns eventos quando do lançamento, mas as vendas do CD físico ainda representam uma parte enorme do nosso negócio, tendo em vista que a banda ainda vende um grande número de CDs em lojas”, afirmou. O novo trabalho do U2 ainda não tem título definido.
+++++
Segundo pesquisa do site de música Gigwise.com junto aos seus fãs, as noites de estréia da turnê européia do Radiohead foram “terríveis”. Os primeiros shows na Europa foram no Malahide Castle, em Dublin, nos dias 06 e 07 de junho. O Radiohead apresentou dois set-lists diferentes em cada uma das noites. Isso, bem como o fato de a banda ter tocado muita coisa de seu último álbum, “In Rainbows”, deixou os fãs indignados. Lee, um dos fãs presentes ao show de sábado, disse: “Eu acho que foi terrível, eles tocaram para si próprios, não houve interação com a platéia. Eles poderiam ter arrasado se colocassem algumas canções mais antigas no roteiro”. Outro fã, John, ficou transtornado com o roteiro do show de sexta-feira. “Eu estive em quatro shows do Radiohead antes desse. Eu devo dizer que foi terrível. Não havia interação com o público e a seleção das músicas foi pobre. Eu aprecio o fato de a banda querer mostrar o seu novo material, mas tem que haver um meio-termo. Quando eles tocaram dois clássicos, a platéia vibrou rapidamente, mas eles deram continuidade com músicas obscuras do novo disco. Não houve qualquer tentativa de responder à multidão. Nunca mais”, afirmou John. Mas nem tudo foram críticas. Peter, outro fã da banda presente ao show, disse que “foi maravilhoso assistir à banda em seu melhor momento”. Andy afirmou que não consegue “parar de pensar no show de sábado”, e completou: “Por favor volte logo, Radiohead. Eu nunca vou me esquecer desse show”. Abaixo, um vídeo amador de “There There”.
+++++
O vocalista do Coldplay, Chris Martin, descreveu Amy Winehouse como “a melhor cantora que já ouviu em toda a sua vida, com exceção de Beyoncé”. A declaração foi dada à MTV, e Martin disse que as duas cantoras são “brilhantes”. “Quando você é talentoso como Amy ou Beyonce, a única coisa que você precisa é boas canções”, disse. Por sua vez, o novo álbum da banda, “Viva La Vida Or Death And All His Friends” nem foi lançado e já bate recordes. O site de vendas Play.com informou que só o novo disco do Coldplay foi mais pedido do que todo o top 40 de pré-venda da loja. Segundo a Play.com, em alguns momentos, chega a ser vendida uma unidade por segundo de “Viva La Vida”.
+++++
A banda Franz Ferdinand apresentou algumas canções inéditas, que farão parte de seu terceiro álbum, em um show intimista, na noite de ontem, em Londres. Cento e cinqüenta pessoas lotaram o pequeno teatro MacBeth, em Glasgow, na Escócia. O set de dez canções foi aberto com “Jacqueline”, e logo em seguida, apareceu a primeira inédita: “Send Him Away”. Outras canções inéditas, como “Kathryn Kiss Me” (vídeo abaixo) e “Ulysses”, foram imediatamente aprovadas pela platéia, que aplaudiu bastante. O novo trabalho do Franz Ferdinand ainda não tem título definido nem previsão de lançamento.
+++++
Após a divulgação de um polêmico vídeo racista de Amy Winehouse na Internet, a cantora se desculpou: “Eu sou a pessoa menos racista que existe”. O vídeo, que foi filmado por seu marido, Blake Fielder-Civil, vazou e foi parar na home-page do “News Of The World”. Além de mostrar Amy cantando uma canção racista, o vídeo mostra a cantora em um quarto, rodeada por todas as espécies de drogas.
+++++
Paul McCartney se ofereceu para produzir o próximo álbum da banda The Wombats. Em entrevista recente, o ex-Beatle disse que “a perspectiva de trabalhar com a banda é muito tentadora”. Mas acrescentou: “Não tenho certeza se eles vão me querer”. Em entrevista à rádio BBC, o baterista Dan Haggis afirmou que era “ridiculamente lisonjeiro ter um Beatle, como Sir Paul citando a banda”. “Nós estávamos rindo sobre isso, e achamos que poderia ser uma colaboração muito boa. Eu acho que poderíamos gravar uma demo e ver o que rola”, disse Haggis. E para quem não conhece o som do The Wombats, segue abaixo um videoclipe de “Let’s Dance To Joy Division”.
+++++
Já foi definido o título do próximo disco do Primal Scream. “Beautiful Future”, nono álbum da banda, foi produzido por Björn Yttling e Paul Epworth, e terá as participações especiais de Lovefoxx (Cansei de Ser Sexy), Josh Homme (Queens Of the Stone Age) e da cantora folk Linda Thompson. O primeiro single do disco, “Can’t Go Back” (abaixo) será lançado no dia 14 de julho. No dia 25 de junho, a banda se apresenta no Royal Festival Hall, em Londres.
+++++
O guitarrista Jimmy Page confirmou que haverá mais shows do Led Zeppelin. Em entrevista ao Telegraph, após uma participação ao lado de John Paul Jones no show do Foo Fighters, em Wembley, no fim de semana passado, Page disse que a banda está pronta para se reunir e fazer mais apresentações ao vivo. Contudo, uma grande turnê em 2008 está fora dos planos da banda, por causa da turnê do vocalista Robert Plant com Alison Krauss. Page sugeriu que a turnê não deve acontecer antes do segundo semestre de 2009.
+++++
A baterista Meg White fez uma aparição surpresa no show da banda The Raconteurs, liderada pelo seu parceiro de White Stripes, Jack White. O encontro ocorreu em Detroit, cidade natal do White Stripes, na noite do último sábado. Meg White subiu ao palco e tocou um pouco de bateria, enquanto Jack disse: “Olá a todos, essa é Meg White”. Mas, logo após, todos saíram do palco e o Raconteurs retornou sem a baterista, que acabou não participando de nenhuma canção do show. Abaixo, um vídeo amador da música “Blue Veins”, filmada durante o show em Detroit.
+++++
Hoje João Gilberto faz aniversário. O homem que revolucionou a Música Popular Brasileira, com a sua batida de violão comemora 77 anos de idade. Para deleite de seus fãs, João retorna aos palcos a partir do dia 22 de junho, no Carnegie Hall de Nova York, para comemorar os (supostos) 50 anos da bossa nova, estilo que ajudou a criar e faz imenso sucesso nos quatro cantos do planeta. Em agosto, João Gilberto vai fazer shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Com certeza, será mais um momento histórico de nossa música. Abaixo, um vídeo de João executando "Carinhoso", um dos maiores clássicos da MPB, composto por Pixinguinha.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
MAIS UMA COLETÂNEA, E DESSA VEZ, DISPENSÁVEL
Iron Maiden nunca é demais. Ou quase nunca... “Somewhere Back In Time”, CD da banda inglesa que chegou às lojas brasileiras na semana passada é inexplicável. Nem o fã mais radical – e o Iron Maiden, com todo merecimento, tem aos montes – consegue explicar como a banda consegue lançar tantas coletâneas no mercado. Antes dessa, já saíram “Best Of The Beast” (1996), “Ed Hunter” (1999), “Edward The Great” (2002) e “The Essential” (2005). Aí, fica a pergunta irrespondível: Por que mais uma? Se algum fã puder explicar, o comentário será muito bem-vindo...
Em “Somewhere Back In Time”, o Iron Maiden apresenta os seus maiores sucessos dos anos 80, ou seja, quase tudo o que já foi lançado nas outras compilações. Clássicos não faltam, e está quase tudo aqui: “The Number Of The Beast”, “Iron Maiden”, “The Trooper”, “2 Minutes To Midnight”, “Can I Play With Madness”, “Hallowed Be Thy Name” etc. etc. etc. A lista de canções é realmente imbatível, e a banda ainda aproveitou para relembrar algumas coisas menos conhecidas (ou um pouco esquecidas), como “Children Of The Damned” e “The Phantom Of The Opera”, ambas extraídas do “Live After Death”, já com Bruce Dickinson nos vocais.
Aliás, esse aspecto também merece algumas considerações. Se a coletânea cobre a década de 80, qual a finalidade de não incluir nenhuma canção dos dois primeiros discos, em suas versões originais nela? “Wrathchild” é outro exemplo que saiu do “Live After Death”, ou seja, com Dickinson nos vocais, em detrimento de Paul Di’Anno, o primeiro vocalista da banda britânica. Se a idéia de Steve Harris e companhia era limar a fundamental importância de Di’Anno, seria melhor lançar logo o CD ao vivo da atual turnê.
É um clichê dizer que a principal função de uma coletânea é apresentar ao ouvinte o som de um artista. Geralmente, a pessoa que quer conhecer os principais sucessos de uma banda, compra primeiro uma coletânea, para depois, se gostar, partir para a obra completa. Mas “Somewhere Back In Time” não cumpre a sua função. Pelo contrário, presta um desserviço à pessoa que não conhece direito a monumental obra do Iron Maiden.
Se você se enquadra nesse perfil, o melhor a ser feito é fugir de “Somewhere Back In Time”. Mas fugir mesmo. Não se deixe encantar pela maravilhosa capa que mistura o Egito antigo de “Powerslave” com o futurismo à la “Exterminador do Futuro” de “Somewhere In Time”. A melhor pedida para o iniciante em Iron Maiden é – e sempre será – “Live After Death”, um dos melhores discos ao vivo de todos os tempos. Se preferir uma coletânea em seu formato mais tradicional, vá de “Best Of The Beast”, que traz canções de todos os discos da banda (até “The X Factor”, de 1995), inclusive com faixas cantadas por Paul Di’Anno e Blaze Bayley. Depois desses dois, o DVD do Rock In Rio não seria nada mau...
Abaixo, o vídeo de “Aces High”, na mesma versão ao vivo que está em “Somewhere Back In Time”, extraída do DVD também recém-lançado, “Live After Death”.
Cotação: ***
RÁPIDAS
O novo álbum do AC/DC será vendido exclusivamente nas lojas Wal-Mart. O disco, que foi produzido por Brendan O'Brien, e que ainda não tem título definido, chegará à cadeia de lojas norte-americana no final do ano. A banda Eagles também lançou o seu último trabalho, “Long Road Out Of Eden”, exclusivamente nas lojas Wal-Mart. A estratégia fez com que o disco vendesse três milhões de cópias apenas nos Estados Unidos, chegando topo da parada da Billboard na primeira semana de lançamento.
+++++
O Radiohead surpreendeu seus fãs ao apresentar uma canção inédita na estréia da turnê européia da banda, na sexta-feira passada, no Malahide Castle, em Dublin. A música, executada apenas ao piano por Thom Yorke, se chama “Super Collider”, e esteve no roteiro tanto no show de estréia na 6ª feira, quanto na noite seguinte. Assim como na perna norte-americana da turnê, o repertório do show foi centrado nas canções de “In Rainbows”, último disco da banda. Abaixo, um vídeo amador (mas com um bom áudio) da inédita “Super Collider”.
+++++
Além de “Super Collider”, mais uma gravação inédita do Radiohead veio à tona na Internet nesse fim de semana. Thom Yorke e Jonny Greenwood gravaram uma versão acústica de “The Rip”, novo single da banda Portishead. O vídeo está logo aí abaixo.
+++++
Uma mistura um tanto quanto inusitada gerou uma canção inédita bastante interessante. The Strokes, Santogold e Pharrell Williams se reuniram em estúdio para gravar a faixa “My Drive Thru”, composta para comemorar o aniversário de cem anos da Converse Shoe, fabricante de diversos modelos de tênis, inclusive o All Star. Na canção, Santi White, do Santogold, divide os vocais com Julian Casablancas, do Strokes. Pharrell Williams é o responsável pela produção. “Nós gravamos uma música em comemoração ao aniversário da Converse Shoe, que é um sapato muito importante para o mundo punk, para o mundo do rock e para o mundo do hip-hop. Logo, a gravação faz sentido”, disse Williams para a New Musical Express. Para quem quiser ouvir a canção, ela está aqui.
+++++
Chris Martin, vocalista do Coldplay, disse que a banda U2 é o seu exemplo de sucesso. “O U2 uma vez disse que eles estavam se reintroduzindo como a maior banda do mundo. Em ‘Viva La Vida’, nós sentimos que estamos nos reintroduzindo como banda novamente. Eu sempre vejo os álbuns do Coldplay em comparação com os do U2. ‘Viva La Vida’ é o nosso ‘Unforgettable Fire’, ou seja, menos simples e mais oblíquo. É sobre sexo, morte, amor, medo, viagem e doenças. Há luz e escuridão”, disse. Apesar das boas críticas ao primeiro single do novo álbum, “Violet Hill”, Martin não acha que o Coldplay seja a melhor banda do mundo atualmente. “As melhores bandas do mundo hoje em dia provavelmente são o Arcade Fire e o Sigur Rós. Eu acho que o Coldplay é a sétima melhor banda do mundo”. Chris Martin também revelou ao Daily Mirror que faz aulas de canto. “Por que não posso ter alguém para me ajudar a fazer o melhor de mim?”.
+++++
E ainda sobre o Coldplay, o diretor Anton Corbijn, responsável pelo filme “Control”, cine biografia de Ian Curtis, vai dirigir o próximo videoclipe da banda. A música escolhida foi “Viva La Vida”, faixa-título do disco que será lançado nessa semana. O video será filmado em uma praia holandesa. Corbijn já dirigiu o videoclipe de “Talk”, que fez parte do álbum “X&Y”.
+++++
A banda californiana Toto anunciou hoje a sua separação. Em nota em seu site oficial, o líder Steve Lukather diz: “O fato é que sim, eu tenho que deixar o Toto. Não existe mais Toto. Eu havia dito para os outros membros antes da última perna de nossa turnê. Nós temos algumas diferenças em como o nosso negócio deveria andar. A outra razão é que eu sou o único cara presente desde o primeiro ensaio da banda até a última turnê. Quando Jeff morreu, parte de nós morreu também”. O último trabalho lançado pela banda (em CD e DVD) foi o ao vivo “Falling In Between Live”. Abaixo, o videoclipe de “I’ll Be Over You”, um dos maiores sucessos do Toto.
+++++
O primeiro lugar da parada britânica de discos tem novo dono. Paul Weller alcançou o topo com o seu novo disco, “22 Dreams”, cinco anos após “Illumination”. Em 2008, Weller também comemora 25 anos que a sua ex-banda, The Jam, alcançou o primeiro lugar da parada britânica de singles, com “The Gift”. Weller fará uma turnê européia no próximo mês, e em seguida vai para o Japão e a Austrália.
+++++
O ex-empresário do grupo Whan!, Simon Napier-Bell, está produzindo um documentário sobre a história da dupla formada por George Michael e Andrew Ridgeley, em uma produção de 50 milhões de libras. Mas Napier-Bell está com medo de George Michael proibi-lo de usar imagens suas no filme. “Existem muitas pessoas querendo um filme sobre o Wham!, mas não sei se sera possível porque quem tem os direitos sobre as músicas é George, e ao mesmo tempo, ele quer controlar o filme todo”, afirmou o ex-empresário. O Whan! alçou George Michael ao estrelato, com os grandes sucessos “Last Christmas”, “Carelles Whisper” e “Wake Me Up Before You Go-Go” (vídeo abaixo).
domingo, 8 de junho de 2008
RÁPIDAS
Chega às lojas ainda esse mês, o CD e DVD gravados pelos Paralamas do Sucesso e Titãs, durante apresentação da turnê “25 Anos de Rock”, na Marina da Glória, Rio de Janeiro. O lançamento de “Os Paralamas do Sucesso e Titãs Juntos Ao Vivo” será via EMI. No show, as duas bandas tocaram os seus principais sucessos, como “Vital e Sua Moto”, “Alagados” (Paralamas), “Bichos Escrotos” e “Flores” (Titãs). Arnaldo Antunes fez uma participação especial relembrando as canções “Lugar Nenhum” e “Comida”.
+++++
Depois de uma semana de especulações, Jimmy Page e John Paul Jones – membros do Led Zeppelin – participaram do show do Foo Fighters na noite de ontem, no estádio de Wembley. Dave Grohl, Jones e Page executaram as canções “Ramble On” e “Rock ’n’ Roll”, dois clássicos do Led Zeppelin. Robert Plant não pôde participar do show porque encontra-se nos Estados Unidos, em turnê com Alison Krauss. No show de ontem, o Foo Fighters executou 16 canções de seu repertório, antes de chamar os dois membros do Led Zeppelin ao palco. “Estaremos falando sobre o show dessa noite pelos próximos 20 anos”, disse Grohl antes de anunciar os convidados. Page e Jones subiram ao palco para o já histórico bis, com os dois sucessos do Led Zeppelin. Em “Rock ‘n’ Roll”, Dave Grohl voltou às origens e, assim como já tinha feito no show com Paul McCartney no domingo passado, tocou bateria. Após a saída de Page e Jones do palco, o Foo Fighters encerrou a apresentação com “Best Of You”. Após, Grohl gritou: “Bem-vindos ao melhor dia da minha vida”. Abaixo, um vídeo amador de “Rock ‘n’ Roll”.
+++++
A imprensa britânica está noticiando que Paul McCartney vai anunciar em breve uma grande turnê mundial de despedida dos palcos. Especula-se que a turnê duraria dois anos e teria mais de cem datas agendadas na Europa, América do Norte, América do Sul, Austrália e Ásia. A justificativa para essa decisão seria o fato de McCartney querer passar mais tempo com a sua filha mais nova, Beatrice. “A turnê será a última em que McCartney se apresentará em várias partes do mundo. Beatrice e sua família vêm em primeiro lugar. Ele não quer mais ficar vários meses longe delas”, disse uma fonte próxima do ex-Beatle ao jornal Sunday Mirror.
+++++
Mais uma polêmica envolvendo o nome de Amy Winehouse. No vídeo, Amy canta uma música racista, enquanto o marido da cantora a convence a cantar mais. O vídeo foi supostamente filmado em maio do ano passado, poucas semanas antes do casamento de ambos. A música em questão era uma paródia de “Heads, Shoulders, Knees and Toes”. A nova letra diz: “Blacks, Pakis, Gooks and Nips, Gooks and Nips! (…) And deaf and dumb and blind and gay!”. Após o término da canção, o marido de Amy Winehouse insiste que não estava filmando. O polêmico vídeo está logo aí abaixo.
sábado, 7 de junho de 2008
RÁPIDAS
Chris Martin disse que deseja que o Coldplay se torne o “rei dos karaokês”. Segundo o vocalista, a banda não pode ser considerada um sucesso enquanto suas canções não se tornarem populares entre os fãs de karaokê. “Quando estou em karaokês, abro os livros de letras e encontro um milhão de músicas dos Beatles. Existem dezenas também do ABBA, Culture Club e até mesmo do Bucks Fizz, mas Coldplay? Existem somente duas, ou no máximo três. Se nós conseguirmos colocar oito em todos os bares ao redor do mundo, eu ficaria feliz”, disse Martin ao The Sun. O vocalista acha que o novo disco pode ajudar a banda a ter mais músicas cantadas em karaokê. “Eu acho que há três músicas com possibilidades de entrarem em karaokês no ‘Viva La Vida’”, afirmou.
+++++
Na noite de ontem, o Foo Fighters realizou o maior show de sua carreira. O evento ocorreu no estádio de Wembley, na Inglaterra, e contou com a audiência de 86 mil fãs. Diferentemente dos outros shows realizados no estádio, o Foo Fighters optou por colocar o palco da apresentação perto do centro do gramado, como um ringue de boxe. A banda apresentou sucessos de sua carreira, como “Everlong”, “Times Like These”, “Monkey Wrench” e “My Hero”. Durante o show, o vocalista Dave Grohl falou sobre tocar no mítico estádio londrino: “Eu costumava achar que esse lugar era grande, mas é muito maior. Nós tocamos aqui uma vez, mas foram apenas cinco canções, quando fizemos o ‘Live Earth’. Nós subimos aqui depois do Pussycat Dolls, o que não é fácil. Nós trabalhamos muito naquela noite, mas quando terminamos nós pensamos que poderíamos voltar e tocar por mais tempo. Quanto tempo vocês querem que a gente toque para vocês?”. Durante o show, o palco rodava para que todos os fãs tivessem a oportunidade de ver a banda de frente. O cantor Freddie Mercury foi lembrado durante o show: “Qual a primeira coisa que você pensa quando se fala em Wembley? Freddy Mercury! Se um dia vocês começarem a tocar numa banda, e forem sortudos o suficiente para chegar aqui, vejam o DVD do Live Aid”. Abaixo, um vídeo amador com o final da música “Best Of You”.
+++++
A agência de notícias argentina DyN afirmou em reportagem, que a cantora Madonna vai se apresentar em Buenos Aires, nos dias 04, 05 e 07 de dezembro. Os shows acontecerão no estádio do River Plate. O jornal Clarín e a revista Rolling Stone editada na Argentina também confirmaram os shows. O mesmo Clarín disse que também haverá shows de Madonna no Brasil. O último show de Madonna na Argentina aconteceu em 1993, durante a turnê “The Girlie Show”.
+++++
Hoje, o cantor Prince comemora 50 anos de idade. O pop-star nasceu em Minnesota, e a partir dos anos 80 fez imenso sucesso ao redor do globo, com músicas como “Purple Rain”, “Kiss”, “Let’s Go Crazy” e “1999”. O cantor lançou álbuns emblemáticos, como “Sign O’ The Times” e “Diamonds And Pearls”, e chegou a trocar o seu nome por um símbolo impronunciável, em 1993. Durante esse período, Prince era chamado de “o artista que era conhecido como Prince”. No ano de 2004, Prince foi indicado ao seleto Rock and Roll Hall of Fame, e em 2007 fez uma temporada recorde de 21 datas, com todos os ingressos esgotados na O2 Arena, em Londres. Abaixo, o videoclipe da música “Cream”.
ROCK IN RIO LISBOA 2008 – 2ª SEMANA
A terceira edição do Rock In Rio – Lisboa terminou na madrugada de hoje, com um show da banda Linkin Park. Assim como na primeira noite, todos os 90 mil ingressos de ontem também esgotaram. Na noite anterior, 50 mil pessoas pagaram para ver o Metallica e mais três bandas de heavy-metal. No total, 354 mil pessoas passaram pelo Parque da Bela Vista.
Se na sua primeira semana, Amy Winehouse tomou conta dos holofotes, com a sua apresentação bastante criticada, os últimos dois dias tiveram shows tranquilos e competentes, como os do Metallica e do Linkin Park (que foram os headliners das duas noites). O show do The Offspring foi a grande surpresa do festival. A banda que fez enorme sucesso nos anos 90, e andou meio sumida, fez com que o público cantasse todas as suas músicas. Para a crítica portuguesa, a banda fez o melhor show do festival, junto com o Bon Jovi.
Roberto Medina já garantiu a quarta edição portuguesa do evento para 2010.
Dia 05 de junho:
Moonspell – A banda portuguesa de heavy-metal fez um show que acabou convencendo os seus fãs, devido aos sucessos “Invaded”, “Scorpion” e “Opium”, mas não à crítica portuguesa. O Diário Digital dedicou apenas uma linha ao show do Moonspell: “Quanto aos Moonspell, não convenceram na apresentação de ‘Night Eternal’ [nome do último álbum da banda]”.
Apocalyptica – Misturando rock pesado com música clássica, a banda finlandesa tocou os seus sucessos, como “Hall Of The Mountain King” e “Last Hope”. Arriscaram também a introdução da 5ª Sinfonia de Beethoven. Da mesma forma que aconteceu com o Moonspell, a crítica portuguesa foi omissa com relação ao show do Apocalyptica.
Machine Head – A banda apresentou canções como “Davidian”, “Clenching” e “Old”, que entusiasmaram seus fãs. Durante a sua apresentação, as comunicações no aeroporto de Portela – que fica próximo ao Parque de Bela Vista – foram interrompidas devido ao barulho muito alto que era produzido no palco.
Metallica – Uma das atrações mais esperadas da terceira edição do Rock In Rio – Lisboa, o Metallica agradou os seus fãs, executando boa parte de seus sucessos em cima do palco. Por outro lado, decepcionou pelo fato de não ter apresentado nenhuma canção inédita do próximo disco, a ser lançado entre setembro e outubro deste ano. Os grandes sucessos da banda estiveram presentes no roteiro, como “Enter Sandmand”, “One”, “Master Of Puppets”, “Nothing Else Matters”, “Sad But True” e “Seek And Destroy” (vídeo abaixo), que encerrou a apresentação. O Diário Digital, um dos principais jornais on-line de Portugal, deu o seguinte parecer sobre o show: “Os Metallica repetiram o espectáculo do ano passado no ‘Super Bock Super Rock’ com um incremento de pirotecnia. Digam lá agora que eles não são os Rolling Stones do metal. A simpatia demonstrada e a voz bem conservada de James Hetfield não atenuaram alguma falta de novidade. Canções novas, nem vê-las. O alinhamento? Fortíssimo a abrir e a fechar”.
Dia 06 de junho:
Orishas – A banda cubana de hip hop abriu a última noite do Rock In Rio – Lisboa, com músicas como “Hay Um Son”, “El Kilo” e “Alo Cubano”. O Orishas acabou sendo recebido com frieza pela platéia, que estava mais interessada no som mais jovem e pesado de The Offspring e Linkin Park. Mas os Orishas não receberam garrafadas e fizeram o show completo.
Kaiser Chiefs – Coube à banda inglesa começar a preparar o público para o rock. E Ricky Wilson e companhia não decepcionaram, mostrando os sucessos “Ruby”, “I Prediect a Riot” e “Everyday I Love You Less And Less”. Durante a apresentação, o vocalista estava tão empolgado, que chegou a subir na torre de operação de câmeras. O Diário Digital registrou o poder de fogo da banda em cima do palco: “Ricky Wilson, vocalista dos Kaiser Chiefs, é uma figurona. Não fosse ele e os britânicos pouco mais seriam que uma pouco poderosa arma de fogo, visto que as suas canções, salvo raras exceções, estão longe de ser memoráveis. Contudo, ao vivo, a animação é garantida, nem que seja pela curiosidade em saber o que o frontman vai fazer a seguir”. O Correio da Manhã teve opinião parecida: “No Palco Mundo, os britânicos sucederam aos Orishas, dando um dos concertos mais animados e imprevisíveis da tarde. O resultado foi a euforia geral”.
Muse – A banda fez um show competente, no qual mostrou os seus sucessos, como “Take a Bow” (a última do roteiro), “Plug In Baby” (vídeo abaixo) e “Starlight”. A banda também apresentou baladas como “Felling Good”, durante a qual, o vocalista Matt Bellamy tocou piano. A imprensa de Portugal elogiou a apresentação: “Os Muse são uma banda claramente de palco. Nem têm tocado muito ao vivo ultimamente, mas a segurança e ligação entre o trio garantiu-lhes, sem grande esforço, a certeza de um dos melhores concertos desta edição do Rock In Rio. Mais concisos e eléctricos do que o costume, poucos momentos houve de pausa. Todos diriam, de antemão, que mereciam tocar depois dos Offspring. De antemão, repete-se”. (Diário Digital). A assessoria de imprensa do festival também destacou a apresentação da banda: “Os Muse eram uma das bandas mais aguardadas da noite. A explosão de cores da iluminação do palco esteve à altura do turbilhão de energia que os Muse ofereceram nesta noite de bom rock”.
The Offspring – O show da banda norte-americana acabou sendo a grande surpresa da terceira edição do festival português. Foi o show mais animado do Rock In Rio – Lisboa, com a platéia cantando, aos berros, todos os sucessos da banda que tanto sucesso fez na década de 90. Assim, não faltaram gargantas para hits como “Self Esteem”, “Pretty Fly (For a White Guy)” e a paródia à canção do The Who, “The Kids Aren’t Alright”. “Poucos esperariam um concerto tão convincente da parte de Dexter Holland e companheiros. Os Offspring não hesitaram em puxar dos clássicos para agrado da audiência, dando pouca margem de manobra às novas canções a editar em novo disco em breve. ‘Bad Habit’, ‘All I Want’ e ‘Come Out and Play’, disparados de rajada a começo, deram no imediato a certeza: o concerto estava ganho. Fãs dos 15 aos 30, letras na ponta da língua, energia, movimento de corpos, tudo aquilo que são os Offspring ao vivo, em 2008. Uma inesperada boa surpresa”, segundo o Diário Digital.
Linkin Park – Coube ao Linkin Park a tarefa de fechar a terceira edição do Rock in Rio – Lisboa. E a banda liderada por Mike Shinoda não decepcionou na sua mistura única de hip hop com rock. Os grandes sucessos “What I’ve Done” (vídeo abaixo), “In The End”, “Numb”, “Faint” e “Breaking The Habit” estiveram presentes no repertório do espetáculo. A banda foi obrigada a voltar ao palco por duas vezes, devido aos insistentes pedidos da platéia. Apesar disso, foi um grande desafio para a banda fazer um show logo após a bela apresentação do The Offspring. O Diário Digital registrou esse aspecto: “Menos apoteótico, o final de festa com os Linkin Park não deixou de ser, mesmo assim, convincente. Mais de duas dezenas de canções foram motivo claro de desiquilíbrio de espectáculo, demasiadamente preso em várias facções. Mesmo assim, os singles foram motivo de celebração global, e este até é capaz de ter sido o mais seguro espectáculo dos Linkin Park em Portugal”.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
RÁPIDAS
A música emo continua dando o que falar. Primeiro, a imprensa britânica responsabilizou a banda My Chemical Romance pelo suicídio de uma menor; agora, pais preocupados com o conteúdo das letras das bandas emo colocaram no ar um site protestando contra a “glorificação da auto-mutilação e do suicídio na música emo”. O site funciona como um guia, apresentando, inclusive, exemplos trágicos (como o suicídio), imagens fortes de auto-mutilação, e o que os pais podem fazer para proteger os seus filhos. O site também indica as bandas e as canções que trazem mensagens perigosas para os jovens. A banda My Chemical Romance é citada diversas vezes.
+++++
E por falar em My Chemical Romance, a banda disponibilizou um vídeo de cinco minutos de duração, com imagens de seu próximo DVD, “The Black Parade Is Dead”, que será lançado no início de julho. O vídeo apresenta a canção “Welcome To The Black Parade”, que fará parte do DVD, que contém imagens de shows realizados em outubro de 2007, na Cidade do México e em Nova Jersey.
+++++
O rapper Jay-Z foi escolhido como a atração principal de Glastonbury, porque o Radiohead recusou o convite da produção do festival. “Eu estava trabalhando para contratar o Radiohead, e eu tinha uma sensação de que eles iriam aceitar o convite. Mas, quando as coisas não deram certo, eu disse para a minha filha Emily, ‘Vamos mesmo de Jay-Z. Telefone ao seu agente’”, disse Michael Eavis. Emily, que ajuda o pai na produção do festival, defendeu a escolha de Jay-Z como headliner, insistindo que o rapper se enquadra no espírito de Glastonbury. “As pessoas não querem mudar, e lógico que sempre queremos um Coldplay ou um Radiohead, mas a melhor coisa que podemos fazer é dar às pessoas algo diferente. Muitas pessoas não entendem porque Jay-Z é a atração principal do festival. E isso ocorre porque nunca o viram ao vivo. Ele é fenomenal”, afirmou Emily Eavis ao The Sun. O festival de Glastonbury acontece entre os dias 27 e 29 de junho.
+++++
Estreou hoje o novo videoclipe de Madonna. A canção escolhida foi “Give It 2 Me”, considerada uma das melhores de “Hard Candy”, seu último álbum. A música é o segundo single do disco. O vídeo, que tem a participação de Pharrell Williams, mostra um ensaio sensual de dança de Madonna.
+++++
A dupla I Was a Cab Scout anunciou que está se separando. No site de relacionamento Myspace, o vocalista e tecladista Todd Marriott escreveu: “Olá amigos, aqui vai. Esta noite decidimos que I Was A Cub Scout tem e deve chegar agora ao fim. Nós tivemos incontáveis problemas no último ano, e como eles continuam acontecendo, achamos melhor terminar de uma maneira decente. Nós vamos honrar todos os shows agendados na Grã-Bretanha, e o show no festival iTunes, com o Death Cab For Cutie, em 14 de julho, será o nosso último. Falaremos mais sobre isso brevemente, mas por enquanto, devemos fazer nossos shows. É um dia muito triste para nós”.
+++++
O compositor Bob Dylan, mais uma vez, manifestou o seu apoio à candidatura do democrata Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Segundo o compositor norte-americano, a escolha de Obama pelo partido democrata é a redefinição da política. Em entrevista ao New York Times, Dylan disse que estava esperançoso com a mudança do sistema político dos Estados Unidos, em conseqüência da vitória de Barack Obama nas primárias democratas. “A América encontra-se em um estado de convulsão. A pobreza é desmoralizadora. Você não pode esperar que o povo tenha a virtude da pureza, quando eles são pobres. Mas agora nós temos esse cara que está redefinindo a natureza da política de baixo para cima. Ele está redefinindo o que é a política, então temos que ver como as coisas acontecem”, afirmou Dylan ao NYT. Perguntado se estava esperançoso, Dylan afirmou com uma referência ao seu sucesso “The Times They Are A-Changin’” (vídeo abaixo): “Sim, estou esperançoso que as coisas possam mudar. Algumas coisas têm que mudar”.
BOSSA PARA GRINGO OUVIR
Sergio Mendes andou meio sumidão por um bom tempo. Quando reapareceu, com o disco “Timeless”, lançado em 2006, reencontrou o sucesso novamente, e como de costume, ele acabou sendo maior nos Estados Unidos. A verdade é que Sergio sempre teve o seu lado bastante americanizado, e alguns fatores na carreira de Mendes são cruciais para que se entenda aonde ele chegou. A mudança para os Estados Unidos no início dos anos 60, a troca de influências com jazzistas como Herbie Mann e Cannonball Adderley, a composição de tema para as Olimpíadas de Los Angeles, tudo isso pode servir como justificativa para “Encanto”, novo trabalho de Sergio Mendes, que está chegando agora às lojas.
“Encanto” é tipo aqueles shows de mulatas na churrascaria Plataforma e que os gringos adoram assistir, provavelmente imaginando que as mulheres mais lindas do Brasil estão ali. Sergio Mendes faz mais ou menos isso em seu novo trabalho. Mistura canções de Jobim e Donato com participações de Will.I.Am, Natalie Cole, Jovanotti e Fergie e faz tudo o que os americanos gostam de ouvir: a mistura da bossa nova – nos Estados Unidos, é “cool” gostar de bossa nova – com a modernidade da produção musical norte-americana, principalmente no que tange à dance-music e ao hip-hop, coisa que, aliás, Will.I.Am faz muito bem.
Os americanos provavelmente devem achar que “Encanto” é o supra-sumo da música brasileira moderna. Mas não! “Encanto” é sim a tradicional música brasileira unida à música norte-americana produzida atualmente (leia-se: dance, rap, hip-hop, eletrônica etc.). O único detalhe é que a música brasileira criada no final dos anos 50 e que faz sucesso no mundo todo até hoje (leia-se, bossa-nova), por ser atemporal, sempre vai ser considerada moderna.
Para o brasileiro que gosta da bossa tradicional, com as suas típicas batidas de violão e bateria (aquelas criadas por João Gilberto e Milton Banana), o novo trabalho de Mendes é uma miscelânea que pode soar até cafona. Tudo bem que, desde os tempos do grupo Brasil’65, Mendes sempre flertou com

